Pico do Itapeva e Pico do Diamante na Serra da Mantiqueira

Neste dia fomos conhecer uma das maiores atrações de Campos do Jordão-SP, na verdade eram dois objetivos, conhecer o Pico do Itapeva e o Pico do Diamante e depois voltar pela Trilha da Onça. Um pedal cujo objetivo era percorrer os pontos mais elevados da região. As altitudes desses picos chegam a passar dos 2.000 metros em meio a beleza e o frio do topo das montanhas da Serra da Mantiqueira. Embora geograficamente os picos sejam considerados parte do território do município vizinho de Pindamonhangaba-SP, o acesso é por Campos do Jordão e fica a 14 km de distância da Vila  Capivari, o centrinho turístico da cidade. Por isso, é considerado um atrativo desta. No topo do Pico do Itapeva é possível avistar quase todo o Vale do Paraíba, mas a hora que passamos por lá, a neblina era tanta que não foi possível ver praticamente nada. Uma pena mesmo. Mas a estrada para chegar até lá é muito bonita e compensou de qualquer forma o pedal até lá.

Já que não deu para ver muita coisa no Pico do Itapeva, não perdemos muito tempo ali e seguimos em direção ao Pico do Diamante. Para chegar até lá, foi preciso percorrer bons quilômetros de subida bem íngreme, por isso, chegamos ao pico já bem cansados. Antes do topo, uma forte neblina já tinha dado as caras, e quando chegamos na placa do Pico do Diamante, eram muitas as cabras que nos davam as boas vindas, e elas pareciam não se importar com a presença humana tão próxima. O bom que depois de algum tempo a neblina começou a se dissipar com o o sol das 10 horas da manhã, aí foi então possível apreciar o privilegiado visual do Pico do Diamante.

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De lá, o roteiro previsto era pegar a Trilha da Onça que liga o Pico do Diamante ao Pico do Itapeva, começamos a descer, mas logo percebemos que a missão seria quase impossível, as bikes não paravam em pé e dificuldade era enorme, isso porque era descida. A trilha tinha uma largura bem estreita e ainda por cima era o caminho era acidentado e com uma inclinação bastante acentuada.

Seguir em pé na bike pela trilha era tarefa muito difícil, a vegetação molhada pela neblina da trilha fazia com que toda hora o pneu da bike escorregasse. Chegou um momento então que percebemos que não iria rolar de continuar descendo pela trilha, tivemos que abortar a ideia e voltar até o Pico do Diamante para então retornar a cidade Campos do Jordão-SP.   

                                                                                                    

Tanto o Pico do Itapeva e o Pico do Diamante possuem uma vista linda demais, mas existem grandes diferenças entre eles. É como se o Pico do Diamante fosse Raiz e o Pico do Itapeva fosse Nutella. No Primeiro, só existe uma placa no local, a subida da estrada de terra é pesada e a distância da cidade é maior, e chega lá o ambiente ao redor é bem rústico e as cabras tomam conta do Pico. 

Já o Pico do Itapeva é de mais fácil acesso, a estrada para chegar lá é pavimentada, existe também um comércio que não combina com área de preservação ambiental que ali existe, pois tira um pouco a atenção do que era para ser o maior atrativo do lugar, a natureza e sua formações geológicas. Também tem um parque ali, e que cobra R$10,00 pela a entrada e R$20,00 para o estacionar o carro.  Muitos comentários que li sobre o assunto falam que não vale a visitação pela infra estrutura oferecida, lá não passa cartão, o atendimento é considerado ruim e não é muito desorganizado. Além disso, o mesmo visual pode ser desfrutado de fora das dependências do parque. 
                                                                                                                                             
Rudi Arena   
 

Pico do Itapeva *

Uma das vistas mais privilegiadas da Serra da Mantiqueira podem ser apreciadas do Pico do Itapeva.

Do alto de seus 2.030 m de altitude, é possível avistar 15 cidades do Vale do Paraíba. São elas: Tremembé, Guará, Aparecida, Taubaté, Pindamonhangaba, Roseira, Caçapava, Potim, Cruzeiro, Lorena, Piquete, Moreira Cesar, São José dos Campos, Eugênio de Melo e Cachoeira Paulista.

Um dos maiores picos do Brasil está localizado no território da cidade de Pindamonhangaba, mas seu único acesso acontece pela estrada de asfalto que sai de Campos do Jordão, tornando-se assim uma atração turística da cidade.

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O Pico do Itapeva, que em indígena significa “Pedra Chata”, é também uma oportunidade para se comprar doces, artesanatos e roupas em lã. Artigos como malhas, luvas e cachecóis são vendidos por pequenos fabricantes a preços convidativos.

A apenas 14 km da Vila Capivari, o Pico é todo recortado por trilhas, onde os mais aventureiros encontrarão muita adrenalina em passeios a cavalo, moto, bicicleta ou mesmo uma saudável caminhada.

Um lindo e tranquilo lago dá boas vindas aos visitantes que chegam, montando uma linda paisagem junto às árvores ao redor da margem.

A paisagem do alto do Pico do Itapeva é realmente surpreendente. O Vale do Paraíba se dobra aos pés do Pico, permitindo uma imagem panorâmica indescritível.

Aproveitando o relevo generoso da natureza, o Pico do Itapeva abriga ainda retransmissores de UHF e VHF, e também um laboratório de pesquisas de raios cósmicos montado pela FAB (Força Aérea Brasileira).

Grandes formações rochosas são observadas no solo do Pico e em outras montanhas ao redor, criando uma exuberante atmosfera natural.

Ao passear pela região não deixe de levar a câmera fotográfica, pois em todos os lados que se olha existe um cartão postal, pronto para ser registrado

*Fonte:  https://www.guiadecamposdojordao.com.br/campos-do-jordao-passeios/pico-do-itapeva.html

Pico do Diamante *

De dificuldade média para muito difícil, a trilha possui 20,4 km de extensão e leva-se 3h30 para completar. O início da trilha é na Vila Inglesa, situada a 4 km do centro de Capivari. Até lá, pode-se ir de carro ou bike. O percurso inicial é asfaltado; o trecho de terra começa à direita, logo após a represa da Vila Inglesa. Na primeira etapa, pegar à direita nas duas primeiras bifurcações. Com 1,15 km seguir à esquerda, e com 1,65 km, novamente à esquerda.

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Com 1,90 km subir à direita e depois novamente a esquerda, A trilha, propriamente dita, começa aos 2,22 km, saindo da estrada à direita, prestando atenção, pois não há nenhum marco visível. Depois, pega-se a trilha do Brejo Grande, à esquerda.

Na segunda etapa, somente em trilhas, existem muitas bifurcações. Na dúvida siga pela subida, até alcançar o km 6,70, no Visual Alto da Serra. Novatos devem procurar um guia local. Quase na crista da Serra da Mantiqueira se deixa a trilha do Brejo Grande e Umuarama para trás.

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Mais 2 km de estrada de terra e entra-se novamente na trilha, conhecida como do Diamante, que virou uma estradinha de terra. Para conquistar o cume do Pico do Diamante (1.870m), faltam apenas 1,5km de subida. Lá em cima a parada é obrigatória! O percurso até o cume do Diamante totaliza 10km.

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A volta pelo estrada de terra é mais tranqüila. Descendo 5 km, direto, até o asfalto no Toriba. Mais 500m, e se desce a primeira entrada de terra à direita. Faltam mais 4,5 km até a Vila Britânia e depois mais 1 km até Vila Abernéssia.

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Como Chegar:

Campos do Jordão fica a 184 km de São Paulo. O principal acesso para Campos do Jordão é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), que inicia no entroncamento da Rodovia Carvalho Pinto/Ayrton Senna, na altura do km 310 da Rodovia Presidente Dutra.

Esse entroncamento fica no sub-distrito de Quiririm, entre Taubaté e Caçapava. É uma rodovia sinuosa, turística, com belos mirantes para a região do Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira. Abriga dois postos de abastecimentos (km 11 – Poço Grande e km 18 – acesso a Tremembé) e vários pontos de parada com produtos da região e atrações turísticas. A viagem, saindo de São Paulo, para Campos do Jordão tem duração aproximadamente de 2 horas.

Comentário:

A Vila Inglesa é uma região muito bonita para se conhecer. Depois de passar pela represa, sobe-se até o alto, por estrada de terra de difícil acesso a automóveis. A trilha sai do Brejo Grande (antiga pista de enduro de velocidade de motos), sobe para o Umuarama e vai até o Pico do Diamante.

Para quem gosta de trilha técnica, é um “prato cheio” (para quem não conhece a região, é indispensável contratar um Guia). No alto do Umuarama, vale curtir a vista da cidade e montanhas vizinhas. Os picos do Campestre atingem 2.045m, a Pedra do Baú 1.850m.

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Já no cume do Diamante, o Vale do Paraíba se estende aos pés do observador. O desnível passa dos mil metros. Em dias claros, dá para observar mais de sete cidades ao longo do Vale do Paraíba.

* Fonte: http://www.webventure.com.br/trilha-do-pico-do-diamante

Trilha da Onça *

Travessia entre os Picos do Diamante ao Pico do Itapeva em Campos do Jordão SP

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A trilha da Onça tem várias ramificações pelos morros que formam a Serra da Mantiqueira e a nossa aventura, é uma linda travessia iniciando no Pico do Diamante e chegando ao Parque do Pico do Itapeva.

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Já em seu início é possível contemplar com o visual, várias cidades do Vale do Paraíba, partindo com 1890 metros de altitude e tendo um desnível de 804 metros em meio à mata fechada, e chega a dois pequenos riachos de águas cristalinas.

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Em seguida, é preciso subir pela trilha até chegar ao rancho abandonado na mata e ao seu lado estará à cachoeira pequena, local onde quem quiser poderá se refrescar com a água gelada.

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Essa trilha tem grande desnível e é considerada de nível médio com seus 9km de distância, sendo recomendável paradas para descanso, lanche e hidratação.

OBS: NÃO É ACONSELHÁVEL PARA CRIANÇAS MENORES DE 10 ANOS OU PARA PESSOAS COM MAIS DE 65 ANOS QUE NÃO PRATICAM ATIVIDADES FÍSICAS!

*Fonte: https://br.eventbu.com/campos-do-jordao/trilha-da-onca/9794037

Um Giro pelo Zoom Bike Park em Campos do Jordão

No dia 16 de agosto de 2015 foi inaugurado o  Zoom Bike Park que foi construído do zero, com tudo muito bem sinalizado conforme orientações técnicas internacionais. Desde então,  passou a ser quase que um sonho conhecer este lugar, uma vez que já tinha visto matérias na televisão sobre esse Bike Park que é voltado especificamente para os amantes de Mountain Bike, e parecia ser um verdadeiro paraíso para os amantes do esporte. E a expectativa acabou por se confirmar, realmente é prato cheio que todo ciclista do MTB gostaria de se lambuzar.

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O Bike Park está localizado no município de Campos do Jordão-SP e  fica aberto das 9h às 17h – sexta, sábado, domingo, feriado e férias. Para outros dias e para grupos, é necessário agendamento prévio. Ao todo são 18 trilhas dos mais variados níveis de dificuldades, aproximadamente 40 km no total  e 2.220 metros de ganho de elevação se o ciclista fizer todas a trilhas do Bike Park.

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Todo o caminho é muito bem sinalizado, cada trilha tem um nome e uma cor que define o nível de dificuldade, bem como a indicação do desnível, a extensão e o destino, por isso é sempre bom ficar atento as essas placas que existem pelo caminho. As cores das trilhas são azul, verde, vermelho e preto em ordem crescente de dificuldade.

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Basicamente são todas singles track, que é quando a largura da trilha comporta apenas um ciclista, e sempre de mão única para evitar a qualquer colisão frontal entre as bikes. O local passa a impressão de ser muito seguro e organizado e possui ainda o serviço de aluguel de bike, inclusive com modernas bicicletas elétricas de pedal assistido da marca Specialized. No meio das trilhas existem vários pontos de água corrente jorrando a vontade, o que é muito importante também.

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Para nós pirambeiros que gostamos de pedalar em meio a vegetação e belas paisagens, estar nesse Bike Park é como se estivéssemos no céu ou em um verdadeiro santuário do MTB, as trilhas dentro de matas e o visual deslumbrante da Serra da Mantiqueira é um convite irrecusável. Tem trilhas que possuem vários trechos de ponte de madeira, algumas tem até Wallride, que é quando a bike anda meio que na vertical, muito bom mesmo. Acabou que não esgotamos todas as trilhas e por isso ficou um gostinho de quero mais.

Dá para comprar o ingresso de forma antecipada pelo site, o valor sai mais em conta, é preciso desembolsar  R$60,00, também é possível adquirir ingresso para mais dias, e até existe o “individual sócio” que é válido pelo ano inteiro pelo valor de R$365,00.

http://zoombikepark.com.br/compre-aqui/ingresso-individual/

O único dissabor que tivemos foi em relação a forma como fomos atendidos logo de início, porque erramos a entrada o Zoom Bike Park e aí apareceu um funcionário de bike muito nervoso, achando que a gente queria entrar sem pagar, e ele reclamou muito. Mesmo depois que explicamos o mal entendido, o atendimento não melhorou, as perguntas eram respondidas com má vontade e de forma vaga, e as vezes até com deboche, isso não foi nada legal. Ainda assim, valeu muito a pena e recomendo a todos que um dia vá conhecer esse verdadeiro paraíso do Mountain Bike.

Rudi Arena

Você conhece a cachoeira da união?

Você conhece a cachoeira da união? Fica na cidade de Garça! Venha conferir todas as nossas cachoeiras!Turismo em Garça.
Nossa amigo Tom conseguiu sobrevoar a cachoeira e nos deu de presente essas cenas.
#Cachoeira #União #Waterfall #Aventura #Drone #Fly #Nature #Garça#Piramba #Turismo #CentroOeste #Paulista #Brasil #Marília #Bauru#Ourinhos #Lins #RioPreto #SãoPaulo #Campinas

 

Conheça a Cachoeira do Carcará!!

Conheça a Cachoeira do Carcará vista de cima!!!

É apenas uma das centenas de cachoeiras de Garça-SP, próxima a cidade, fica entre o bairro São Lucas e o Aeroporto do município.

Imagens gentilmente cedidas por Antônio Brandão

#Cachoeira #Pneu #União #Waterfall #Carcara #Aventura #Drone #Fly#Nature #Garça #Piramba #Turismo #CentroOeste #Paulista #Brasil#Marília #Bauru #Ourinhos #Lins #RioPreto #SãoPaulo #Campinas

Cachoeira do Pneu ou Stand

Conhece a Cachoeira do Pneu? Você pode ter ouvido fala então na cachoeira do Stand?
Nosso amigo Antônio Brandão nos proporcionando essas belas imagens!!

#Cachoeira #Pneu #União #Waterfall #Aventura #Drone #Fly #Nature #Garça #Piramba #Turismo #CentroOeste #Paulista #Brasil #Marília #Bauru #Ourinhos #Lins #RioPreto #SãoPaulo #Campinas

Vale da Lua em San Pedro de Atacama (Chile)

 

San Pedro de Atacama é um destino turístico recente, mas muito badalado atualmente, com um bom fluxo de turistas brasileiros. Situada no deserto de Atacama, Chile, fica ao pé da Cordilheira dos Andes, com altitude de 2400 metros de altitude, porém distante apenas 25 kilometros rumo leste, a média da altitude muda para um patamar acima de 4000 metros .

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Vários passeios podem ser realizados nas imediações da cidade, a paisagem desértica possui muitas variações, como lagos, vulcões, cavernas, salares, gêisers, águas termais, porém um dos passeios mais legais é andar de bicicleta pelas trilhas no deserto. Você decide o trajeto, escolhe o seu roteiro, mas não se esqueça que a umidade relativa do ar é baixíssima e quanto mais ao leste a altitude aumenta, e sua fadiga também.

Várias são as opções de aluguel de bikes, mas elas são praticamente todas de um modelo, TREK, com amortecedor dianteiro. O custo é de 3000 mil pesos chilenos (18 reais no câmbio de San Pedro), com freios hidráulicos o custo aumenta em 500 pesos, por um período de 6 hs. Escolhi uma loja onde eu havia visto o dono revisando e dando manutenção nas bikes. Neste aluguel estão incluídos o kit reparo de pneu, câmara, espátulas, bomba, e remendos, mais um colete e capacete.

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O Vale da Lua é o roteiro mais indicado para pedalar no primeiro dia, altitude de 2500 mts e com 45 km no total. Mas um pulinho a fronteira Boliviana pode ser legal quando o corpo se adequar mais ao ambiente inóspito, mas deslumbrante.

Trajetos noturnos são igualmente lindos pois o céu é propício a passeios astronômicos, tanto é que omaior complexo de observatórios espaciais do mundo é o A.L.M.A situado em uma cadeia de montanhas próxima da cidade.

Breno Ribeiro Arena

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Cachoeira do Arco (Inédita)

Quando está cada vez mais difícil conhecer novas e belas cachoeiras, surge então esta pérola da natureza.

Logo no começo da trilha,  fomos recepcionados por um bando de Macacos Pregos fazendo algazarra, conseguimos registrar apenas uma foto, pois eles não deixaram a gente se aproximar muito e não ficavam parados,  percorriam os topos das árvores pulando com agilidade, mas logo sumiram de cena. E não foi a primeira vez que encontramos macacos por ali, quando fomos em uma outra cachoeira próxima, também encontramos muitos macacos, sinal de que esta região está bem servida desses primatas, o que denota a riqueza da fauna local.

Embora tenha sido muito legal ter vistos os macacos, nosso objetivo era ir até uma linda cachoeira de águas límpidas. Esta é  mais uma que o Piramba desconhecia até pouco tempo atrás,  mas que é um verdadeiro presente da natureza, pois tem uma peculiaridade que nunca vi em nenhuma outra cachoeira. É que existe uma espécie de arco de pedra em cima da cachoeira pela qual a água percorre antes de cair no chão. É como se fosse de monumento arquitetônico natural, produzido pela força da água em um lento e gradativo processo ao  longo de muito tempo.

A cachoeira está localizada entre os municípios de Garça-SP e Álvaro de Carvalho-SP, também não fica longe de Pirajuí-SP. O acesso até ela não é dos mais fáceis para quem não esta acostumado em fazer trilhas, pois é preciso percorrer a pé um caminho por uma mata e andar pelo curso do ribeirão por um bom trecho. Depois vem a parte mais difícil, que é escalar um trecho bem íngreme se quiser chegar até o arco que fica em cima da cachoeira. Mas compensa todo o esforço.

E a trilha da Cachoeira do Arco ainda tem um outro grande atrativo,  pois é passagem obrigatória  ter que passar pela Cachoeira do Cipó ( ou dos Macacos) e seu majestoso, profundo e refrescante poço de águas cristalinas e tom azulado.

Rudi Arena

 

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Cachoeiras da Enseada (Inédita)

 

A busca por novas cachoeira é incessante,  e não é que conhecemos mais uma nova cachoeira, ou melhor cachoeiras, um lugar de natureza privilegiada. O  interessante é que a cachoeira é  próxima a cidade e o acesso não é tão difícil, embora não dê para levar a bicicleta até o final, mas ao menos na primeira cachoeira é tranquilo chegar, e ela tem um bom e pequeno poço para banho.

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Já o acesso a segunda cachoeira é um pouco mais complicado, é preciso seguir uma trilha paralela ao curso d´água e descer por lugares bem íngremes, o que dificulta, mas não impede chegar até ela, que por sinal é bem mais alta e bela do que a primeira. A água parece ser limpa e sempre está gelada, a mata ciliar  é bem preservada, este é mais um belo patrimônio natural de Garça que encontra-se a poucos quilômetros da cidade, o que demonstra a infinidade de possibilidades e lugares com potencial para ecoturismo que o município desfruta e que um dia há de ser explorado de forma sustentável, tanto ambientalmente, como  economicamente, pois só pode dar certo se ambas as coisas andarem lado a lado.

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Um detalhe interessante foi a ossada de um animal que encontramos no local, parece ser um bicho  com presas afiadas, mas não chegamos em um acordo acerca de qual animal é este? O mistério continua, mas é uma prova da existência da diversidade da fauna de nossa região.

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E esta planta, com estes belos frutos, qual seria?

É, temos uma fauna e uma flora fantástica, e isto deve ser motivo de orgulho, apesar de todas as adversidades pelo qual o meio ambiente passa, aqui e Brasil afora.

Rudi Arena

 

Enfim….Presidente Alves pela Pirambeira – 80 km

 

Foi quase que uma odisseia, depois de muitos ensaios e por vária vezes termos combinado e descombinado, enfim chegou o dia de irmos pela primeira vez até a cidade de Presidente Alves. Embora faça divisa com Garça, não há estrada de terra que liga diretamente os dois municípios, só existe um caminho que é indo por Gália, mesmo assim não tem asfalto pra chegar lá, só um estradão de mais de 20 km.

Por isso, chegar até lá não é tão simples, pelo menos pelo trajeto escolhido, que foi de ir pela pirambeira, onde não há caminho exato a seguir,  é preciso fazer um em meio as belezas naturais existentes ao redor, atravessar riachos e  subir uma baita de uma serra. A melhor parte do pedal foi esta, por isso vale a pena chegar até Presidente Alves por trilhas de Fazendas.  Sem dúvidas, a opção mais cômoda seria ir e voltar por Gália, mas a graça do negócio é justamente se deparar com novo, o inesperado, pois o caminho fácil não tem lá tanta graça, a trilha fica mais rica quando se pula cercas, e foram várias. A gente seguia rumo ao desconhecido e contemplando a natureza, porém uma escolha errada em uma bifurcação poderia colocar tudo a perder.

Só que não, desta vez chegamos ao destino e sem sobressaltos. Na cidade, paramos para comer uma parca porção de calabresa que não deu nem para o cheiro, também um bando de ciclistas esfomeados.  Já era noite, hora de voltar e aí sim pegar o caminho mais tranquilo, o estradão até Gália, mas logo começaram os problemas,  um companheiro com a bike a quebrada e outro com fortes dores, e ainda tinha muito chão pela frente.

Graças a Deus, o santo é forte, aos trancos e barrancos chegamos a beira da Rodovia 294 em Gália, e milagrosamente logo apareceu  um carro do Departamento de Estrada e Rodagens(DER), na mesma hora que uma ligação  havia sido disparada para um amigo chamando por socorro, e que felizmente  não precisou ser completada.

Logo acenamos para o motorista do veículo, e dois amigos ali embarcaram e puderam chegar mais cedo em casa. Apesar do forte cansaço e o adiantado das horas, o pedal não poderia parar. Então nós, os remanescentes, depois de mais de 80 km e com o relógio marcando mais de 11 horas da noite, chegamos exaustos e famintos em nossos respectivos lares, após muitos quilômetros percorridos  fartos de pirambeiras, suor e alegria. E para mim ficou uma reflexão, que é que sempre há um caminho ou um lugar diferente para se conhecer, e não precisa ir muito longe para isso, são essas coisas pequenas e prazerosas que dão estímulo para vida, e não deixa que a comodidade ou a monotonia nos faça de refém.

Um agradecimento especial ao nosso amigo de pedal Jose Maurício, que neste dia infelizmente não estava conosco, mas que teve um papel importante para o sucesso do pedal neste dia,  esta trilha só aconteceu porque em outras ocasiões, ele ajudou a identificar o caminho a ser seguido, conversamos com os caseiros de fazendas próximas a antiga e desativada estrada municipal que ligava há muito tempo Garça e Presidente Alves, e assim, conseguimos as preciosas dicas que nos levaram enfim até Presidente Alves por um trilha totalmente alternativa.

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Bicicleta e o Bebê na Cadeirinha. Acostumando com a Piramba desde Cedo.

Não é preciso esperar muito tempo para que um bebê possa andar de bike sentado na cadeirinha. Apesar de não existir uma idade ideal exata, mas na cadeirinha é recomendável que tenha 01 ano de idade ao menos ou até um pouco mais, mas cada bebê tem suas peculiaridades, não há regra válida para todos. Existem vários modelos disponíveis no mercado, e é indispensável que esta tenha um cinto de segurança para prender a criança e também é muito importante que desde cedo já utilize capacete, para maior tranquilidade e segurança do passeio.

É preciso ficar atento a instalação da cadeirinha, esta pode ser dianteira ou traseira. Acredito que a criança aproveite mais se sentar na frente, pois a visão é mais ampla. Normalmente, a dianteira é feita para crianças menores de 04 anos e de até 15 quilos e a traseira é usada para crianças maiores e de até 22 quilos. Além do peso, verifique o tamanho e veja se a criança está bem acomodada no equipamento. Se for ainda adquirir a cadeirinha, leve a bicicleta junto para ver se encaixa corretamente, pois são muitos os modelos de bicicleta e também de cadeirinha, é preciso ver se são compatíveis e evitar toda e qualquer adaptação caseira.

As cadeirinhas são vendidas aos montes em lojas de departamentos, grandes magazines e em lojas especializadas em bicicleta. Mas em lugar algum existe orientações aos pais de que um requisito básico e necessário para adquirir é de serem bons condutores de bicicleta para poderem utilizar o equipamento de forma segura. É preciso ter consciência da necessidade de ter boa destreza, equilíbrio e controle da bicicleta, uma queda pode ocasionar severos traumas físicos e emocionais tanto a criança como aos condutores. Acrescentar uma cadeirinha a bike, além de deixa-la mais pesada, também modifica as variáveis do equilíbrio da bicicleta, é preciso testar e se necessário treinar antes.

Não há certificação pelo Inmetro de cadeirinhas, pois não existe norma que regulamente este produto. Assim, o ideal e que os produtos sigam as recomendações de produção de acordo com normas ISO 9001, incluindo teste de peso e também produtos que sigam padrões internacionais previstos na norma EN-14344.

Tomando as precauções e cuidados necessários para minimizar ao máximo os riscos, é possível curtir o pedal e estreitar os laços com a criança sem preocupação alguma. É uma ótima oportunidade para que a criança vá se habituando aos poucos com a bicicleta, sentir o vento bater na cara e o frio na barriga que uma descida pode proporcionar, ter um contato maior com a cidade sob um novo ângulo, diferente de quando se está a pé ou de carro. É um momento em que criança, pais e bicicleta entram em sintonia, e proporciona um tempo para aprofundar as relações de pais e filhos, por isso, o diálogo ao longo do caminho é importante, procurar observar e explicar as coisas que aparecem pelo caminho, tudo isso ajuda a despertar o interesse dos pequenos e apertar ainda mais os laços familiares.

Melhor ainda, é quando se está em uma cidade pequena, assim, é possível fugir um pouco do ambiente da cidade, chegar mais próximo as áreas verdes e mostrar os encantos que existem além do terreno urbano. Passear próximo à matas, passar perto de animais como bois, cavalos, gaviões, pássaros diversos e corujas, que são comuns de se encontrar, desperta na criança muito interesse. Por isso, pedalar pelas trilhas do bosque municipal de Garça-SP é um prato cheio e um ambiente muito agradável, por ser ladeado por árvores e animais se opõe ao asfalto e concreto da cidade, que as crianças geralmente já estão bem acostumadas.

É recomendável sempre pedalar de forma defensiva, em velocidade de passeio, o percurso de bike não pode ser muito longo para não cansar a criança e é recomendável levar sempre água. Os primeiros passeios devem ser curtos para o bebê ir acostumando aos poucos. O importante é o conforto dele e evitar se afastar muito da casa, pois qualquer sinal de contrariedade é bom pegar o caminho de volta o mais rápido possível. Nunca levar a criança contra sua vontade, ela precisa ser convencida e se sentir segura. As experiências com a bicicleta devem ser agradáveis, caso contrário, pode ter o indesejado efeito de a criança refutar outros passeios de bike por associar isso a uma experiência ruim, o que pode comprometer e até desestimular o uso da bicicleta na infância.

Dicas para que tudo corra bem:

-Evite vias muito movimentadas, quanto menos veículos por perto, menor a probabilidade de acidentes e mais tranquilo o passeio.

-Evitar o horário com o sol forte entre 10h manhã e 15h da tarde ou não deixe de passar o protetor solar na criança.

– Leve sempre uma garrafa de água.

– Comece devagar, primeiro trajetos bem curtos, dê uma volta no quarteirão de teste, a criança precisa se acostumar aos poucos.

– Nunca leve a criança com sono, nem logo após comer ou mamar.

– É legal também associar o passeio de bicicleta a outras coisa que a criança gosta, como ir ao parquinho, tomar sorvete ou comer uma pipoca. O rolê pode ficar mais gostoso e estimulante.

– Ao contrário do que muita gente pensa, o uso de capacete não é obrigatório. Mas quando se trata de crianças ele para lá de recomendável, em caso de queda, a criança pode não conseguir se proteger com as mãos como um adulto sabe fazer.

Idade e peso determinam como a criança deve ser transportada*:

Canguru

– Preço médio: de R$ 70 a R$ 150

– Indicação: de zero a 18 meses ou até 9kg

– Pode ser de tecido e fibra, com alças dos ombros acolchoadas e reguláveis em comprimento

Cadeirinha dianteira ou frontal

– Preço médio: R$ 70 a R$ 110

– Indicação: crianças de seis meses a três anos ou 15kg

– Pode ser de plástico ou de ferro, pode ter regulagem para os pés

Cadeirinha traseira

– Preço médio: R$ 50 a R$ 110

– Indicação: sem limite de idade, até a criança caber

– Pode ser de plástico ou de ferro. Devem ser colocadas no bagageiro da bicicleta e ter uma grade protetora para os pés

Banco traseiro ou bagageiro

– Preço médio: a partir de R$ 35

– Uma almofadinha sobre o banco deixa o assento mais confortável

– Pode ter proteção e suporte para os pés, e a criança pode se segurar no ciclista ou atrás

*http://zh.clicrbs.com.br

Rudi Arena

Cachoeira do Fundão – Serra da Canastra

Se existe algum fundo na Serra da Canastra, esse lugar só pode ser a Cachoeira do Fundão, pois ela parece estar lá no fundo mesmo, e quanto mais se aproxima dela, mais a fundo parece mergulhar na Serra da Canastra. A estrada de terra caminha em uma direção distante de tudo e de todos, é distante de todas as portarias do Parque Nacional da Serra da Canastra, e quando temos a sensação de que enfim chegamos, não, sempre é preciso seguir mais a fundo. Chegar à sede da Fazenda, não é o ponto final, pois a cachoeira mesmo, ainda é necessário andar bastante, atravessar um rio, percorrer uma estreita e alta trilha em meio à montanhas, até finalmente chegar no pé da cachoeira que já de longe já reluzia e chamava a atenção dos olhos.

Sem dúvida alguma, considero ser esta a melhor e mais bela cachoeira que eu já conheci, á água é extremamente limpa, mas também gelada, é repleta de peixinhos e possui um poço largo e bastante profundo, ao redor, as belíssimas e grandiosas montanhas fazem uma espécie de moldura para a cachoeira, como se fosse um quadro pintado minuciosamente pela generosa natureza da Serra da Canastra. Porém, tentar ficar em baixo cachoeira é tarefa quase impossível, tamanha força da queda da água.

Assim, todo o esforço e tempo despendidos para chegar lá, acabou valendo muito a pena. E, tudo isso custou módicos R$10,00 que nos foram cobrados de entrada, e ainda tivemos uma recepção bem hospitaleira e o prazer de apreciar o famoso queijo canastra com um bom café mineiro, que além de saborosos, foi muito importante para dar a energia necessária para encarar o longo pedal de volta até a cidade de São Roque de Minas. O total do percurso foi de mais de pouco mais 100 quilômetros do mais puro pedal de montanha.

Neste dia, é digno de nota a aparição de um lobo-guará que deu o ar dá graça e deixou que registrássemos uma foto. Realmente, não dá pra reclamar deste pedal que foi mais do que recompensador. Sem contar que a trilha passa pela nascente do Rio São Francisco, entre outras paisagens de tirar o chapéu. Por tudo isso, esta trilha é recomendadíssima, vale a pena fazer e conhecer a Cachoeira do Fundão encravada nas montanhas da Serra da Canastra, seja de Bike, Moto ou Carro, difícil é se arrepender depois.

Rudi Arena

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