Piramba MTB no Roots Bike Park

A Localização

No primeiro dia de pedal da Expedição à Campos do Jordão do Piramba MTB em maio/2021 resolvemos conhecer o Roots Bike Park que fica localizado próximo a 1700 m de altitude e fica a 800 metros do Portal da cidade e a 50 metros do Centro de Lazer Tarundu e ao lado do Hotel São Cristóvão. No dia anterior havia chovido bem, no caminho havia uma ou outra poça d´água e um pouco de barro ainda restava na pista, logo, a atenção tinha que ser maior ainda nas partes mais técnicas.

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Um Anjo Salvador

Porém, a minha bike e a de um outro amigo quebraram logo no começo. Que azar!!! O problema da minha bike foi o frehub ou roda-livre que é um tipo de cubo de bicicleta que incorpora um mecanismo de catraca, e para ajudar o meu pedal soltou e caiu no chão, frustrante, logo no primeiro dia, e ainda por cima iria ficar sem bike para pedalar os próximos dias. Por outro lado, o meu amigo quebrou a gancheira, mas no caso dele, o mais que gente boa Anderson Castro emprestou uma bike que tinha no Roots Bike Park destinada para aluguel.

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Já o meu caso estava mais complicado de resolver, mas como existe uma oficina para pequenos reparados, o Anderson tentou arrumar o meu frehub, mas ele estava em estado deplorável e conserto não dava certo, mas ele não desistiu, pegou umas peças usadas que tinha e arrumou o freehub com sucesso, também me arrumou um novo pedal e instalou na hora. Agora sim, a bike estava pronta para percorrer as tilhas iradas do bike park. E ainda por cima, o incrível Anderson Castro não cobrou nada pelo serviço e nem pelas peças do freehub, acabei pagando um valor módico pelo pedal e o agradeci muito. Ele salvou não só o o meu pedal naquele dia, mas também para os próximos dois dias de mountain bike. Ele merece todos os agradecimentos.

Dificuldades das Trilhas

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As trilhas no Roots são divididas por cores, Amarelo, Verde, Laranja, Azul, Vermelho e Preto, em ordem crescente de dificuldade. Embora tenha algumas trilhas com nível de dificuldade baixo, em geral, o Roots Bike Park possui trilhas bem técnicas e obstáculos similares ao que se encontra na natureza bruta das trilhas de MTB, também tem um circuito de XCO bem legal. A pista muitas vezes exige bastante técnica do ciclista, são necessárias mudanças rápidas de marchas, frenagens precisas, são muitas as curvas fechadas ou inclinadas, degraus, trechos de trilha bem estreitos e trechos de terreno com muitas raízes que exige atenção. Também é necessário muita força na perna, tem subidas pesadas, muitas vezes é necessário frear tudo para em seguida subir.

São muitos os desafios, obstáculos e estruturas de madeira para exercitar variadas técnicas, até mesmo para treinar jumps e equilíbrio. A pista possui algumas pontes de madeira, e uma em especial é muito legal e simula uma WallRide, mas em um ângulo menor que 90º. Talvez, o maior desafio e a cereja do bolo seja os Rock Gardens, que em tradução literal seria Jardim de Pedras. Tem um com pedras bem grandes e um desafio e tanto para passar ileso. É claro que um tombo ali seria normal, e é óbvio que isso aconteceu com um pirambeiro nosso, mas nada demais, todo desafio tem lá seus riscos, não é?

O Visual

O visual é o bike park é muito bonito, com vegetação típica daquela região, muitas araucárias, a trilha também passa por uma bela lagoa com patos, e encontrei lá muitos pássaros e também um cogumelo muito conhecido mundialmente, mas raro no Brasil. Ele é comum nas regiões frias do hemisfério norte, mas tem ocorrência natural no outono, em regiões montanhosas da Serra da Bocaina e da Mantiqueira, entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como em algumas localidades dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul de clima frio.

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A Amanita Muscaria, é aquele cogumelo de de desenho animado de chapéu vermelho e bolinhas brancas, e que aparece em clássicos como Alice no País das Maravilhas ou o filme Fantasia (Disney) e no game do Super Mário Bross. Porém, muito cuidado, sua ingestão pode desencadear distúrbios digestivos, taquicardia ou alucinações.

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Zoom Bike Park X Roots Bike Park

É natural a comparação entre os dois Bike Park de Campos do Jordão, já que o Piramba MTB em outra ocasião também conheceu o Zoom Bike Park. Para começar percebi uma diferença de propósito da cada bike park, e também de preço, o valor no Roots é mais barato e o seu estilo é raiz mesmo. Porém, é preciso reconhecer que O Zoom este tem uma maior estrutura , o terreno do Park é maior e as trilhas são mais bem organizadas e separadas umas das outras. O Roots Bike Park faz jus ao nome, as trilhas são mais truncada e bem técnicas, já no Zoom as trilhas são mais limpas, abertas e fluem mais.

Porém, no quesito atendimento e oficina de reparos, o Roots Bike Park se diferenciou pela qualidade e acolhimento. Fomos muito bem atendidos pelo Anderson Castro, diferente da experiência que tivemos no Zoom Bike Park. E ainda por cima, no entorno do Roots Bike Park existe uma pequena capela e também uma pequena Igreja que em tive o privilégio de primeira vez ter a sensação de tocar o sino do templo. A experiência como um todo muito legal.

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Sobre o Anderson e Drika do Roots Bike Park

E também é muito bacana a história dele no mountain bike. Ele foi campeão Brasileiro em 1996, e já esteve no pódio em muitas das mais duras provas de mountain bike, como Iron Biker, Canastra Ride, Mundial na Austrália, Panamericano na Argentina, as famosas provas de 24 horas, tendo sido um dos brasileiros classificados para o Mundial dessa modalidade. O Roots também conta com a Drika, “Mountain biker desde 1996, correu perto de 40 provas de aventura, algumas provas de mountain bike, e atravessou a América do Sul em 2008, num total de 24 dias, sendo 21 dias pedaladas! Trilheira rústica!”

Ao final, o Anderson ainda compartilhou todo o seu conhecimento histórico e nos serviu como um excelente de guia para uma viagem ao passado de Campos do Jordão com curiosidades fascinantes, que com certeza vale a um postagem em separado sobre o assunto.

By Rudi Arena

O ROOTS BIKE PARK é a mais nova opção para os Mountain Bikers se divertirem em Campos do Jordão-SP. Em meio a muito verde e com um visual lindo demais, a quase 1800m de altitude, há varias trilhas de diferentes níveis, e também um circuito XCO (7,0km) incrível, com acumulado de 230m. Temos trilhas para vários níveis de aventureiros, do iniciante ao profissional. O biker tem a opção de repetir o trecho que mais gosta quantas vezes quiser, fazendo trilhas e voltas diferentes cada vez.

Adrenalina, diversão e superação de limites na certa!

Guarantã pela Fazenda Coqueirão e sua Linda Capela Abandonada

Um Pedal com muito areião, vento contra e sol escaldante, mas também uma bela capela e lindas paisagens.

O pedal de Garça até a cidade de Guarantã-SP dá pouco mais de 50 km,  mas este dia em específico foi extremamente desgastante, fazia muito mais de mês que não chovia uma gota, tempo muito seco, foram muitos os trechos de areião pesado, e um sol de rachar mamona, e para ajudar, tinha um vento contra muito forte, em alguns momentos até se assemelhava a uma tempestade de areia que chegava a ofuscar a visão.

O caminho percorrido foi da estrada de terra que passa pela Corredeira que é repleta de belas paisagens e que também leva até a cidade de Pirajuí, porém, para chegar ao nosso destino, antes de Pirajuí, é preciso pegar uma opção a esquerda quando aparece uma bifurcação.

Pouco depois, já é possível avistar de longe em meio ao canavial uma bela construção próximo a estrada de terra, e que vale a pena uma visita. Trata-se da linda Capela da Fazenda Coqueirão. A construção tem mais de 100 anos, e infelizmente os sinais de abandono estão por todas as partes, a ponto da raiz de uma árvore já ter desmanchado boa parte do piso de tacos de madeiras da entrada da edificação.

A história desta capela está intimamente ligada a estação ferroviária que foi inaugurada em 1912  em razão do desenvolvimento econômico da Fazenda Coqueirão, sinal de que a propriedade rural tinha muitos habitantes e movimentava bastante a economia local, na época baseada na cultura do Café.

Infelizmente esta fazenda que era gigantesca entrou em decadência com a crise econômica mundial de 1929 e depois com o café perdendo força na economia, e a situação piorou mais ainda em 1948, ano em que a estação ferroviária mudou de lugar. Assim, o café acabou dando lugar a cana-de-açúcar e o número de trabalhadores da Fazenda Coqueirão foi caindo drasticamente, bem como a sua importância para a economia local.

Rudi Arena

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Capela da Fazenda Coqueirão

Localização 21° 57′ 49.35″ S 49° 33′ 39.04″ W Esta é uma das poucas construções que sobrou da Fazenda Coqueirão Guarantã – SP. Pouco se sabe da história desse lugar, cercada com um muro de placa, em volta de uma plantação de cana de açúcar, a capela sobrevive ao tempo mesmo abandonada. Diz a história que nesta fazenda foi inaugurada em 1912, uma estação ferroviária da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil com o nome de Cincinato Braga, havia ali um campo de futebol, um pequeno cinema, uma colônia de casas, a sede da fazenda, e até um cemitério, e também essa igreja. Ao lado ficava localizada uma avenida de terra, cercada de paineiras que ligava a fazenda ao na época distrito de Guarantã, pertencente ao município de Pirajuí. Dentro da igreja tem uma cruz de madeira com os dizeres ” Lembrança das Santas Missões” e a data 10/06/1945. Em 1948 esta estação era desativada devido ao novo trecho da estrada de ferro, que também passava em terras da Fazenda Coqueirão. No começo da década de 50 o café foi trocado pelo gado, não tendo a necessidade de tanta gente morando em fazendas, a própria Coqueirão chegou a ter mais de 4.000 alqueires de pasto, e gado trazido do Mato Grosso do Sul por vagões de trens. Atualmente essa fazenda não é assim tão grande, já foi invadida, dividida, surgindo um assentamento do MST, parte vendida, e hoje aparentemente o que sobrou arrendada para plantio de cana de açúcar.

Fonte: https://www.flickr.com/photos/erichenrique/

Um bom vídeo para quem quer conhecer mais sobre a Capela:

Um pouquinho da História do Município de Guarantã-SP

Distrito criado com a denominação de Guarantã, por Lei Estadual nº 2025, de 27 de dezembro de 1924, no Município de Pirajuí.

Elevado à categoria de município com a denominação de Guarantã, por Decreto-lei Estadual no 14334, de 30 de novembro de 1944, desmembrado de Pirajuí e Garça.

Fonte: https://www.guaranta.sp.gov.br/