Trilha de Sepituba X Bonete – Ilha Bela – SP

Ilhabela é um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros e é localizado no litoral norte do estado de São Paulo, microrregião de Caraguatatuba. A população aferida pelo IBGE no Censo de 2010 era de 28 196 habitantes, e a área é de 347,5 km², resultando numa densidade demográfica de 81,13 hab/km². A população estimada pelo IBGE para 1 de julho 2015 era de 32 197 habitantes, resultando numa densidade estimada de 92,65 hab/km².[3]

Possui uma das mais acidentadas paisagens da região costeira brasileira, com todas as características de relevo jovem. Com o aspecto geral de um conjunto montanhoso – formado pelo Maciço de São Sebastião e Maciço da Serraria, além da acidentada Península do Boi –, a Ilha de São Sebastião se destaca como um dos acidentes geográficos mais elevados e salientes do litoral paulista, tendo como pontos culminantes o Pico de São Sebastião, com 1379 metros de altitude; o Morro do Papagaio, com 1307 metros; e o Morro da Serraria, com 1285 metros.

Banhado pelo oceano Atlântico, o município está localizado a 135 quilômetros da capital e a 140 quilômetros da divisa com o estado do Rio de Janeiro. Está situada um pouco ao sul do Trópico de Capricórnio, que passa sobre a cidade vizinha de Ubatuba.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhabela

Enfim, Uma Boa Notícia. O Poço da Cachoeira da Geladeira está de volta.

Esta é  a triste imagem da Cachoeira da Geladeira quando a visitamos pela última vez em 2012:

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E veja a maravilha que esta ela hoje, em 2017:

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Pedal Pico do Urubu e Geladeira galera de Bauru

Se por um lado, na última postagem foi desolador constatar a situação da Cachoeira da Constroli, cujo poço simplesmente desapareceu,  devastado pela força da chuva, neste artigo, para nossa felicidade, o caso agora é o oposto. Sim, uma das cachoeiras mais tradicionais de Garça está de volta com todo seu potencial, poço profundo, águas cristalinas e o encanto que agora está de volta. Foi o que constatou a galera do Sujo de Barro e o Piramba MTB. Thiago Zancopé e seus amigos vieram de Bauru para curtir um pedal que só o município de Garça  pode proporcionar, e representando o Piramba MTB estava nosso velho conhecido Vicente Conessa.

A resiliência da natureza é realmente algo extraordinário, que nada mais é do que a capacidade de um sistema restabelecer seu equilíbrio após este ter sido rompido por um distúrbio, ou seja, é a sua capacidade de recuperação. Difere de resistência (ecológica),  que é a capacidade de um sistema de manter sua estrutura e funcionamento após um distúrbio.

É muito bonito ver o show de resiliência da Cachoeira da Geladeira, parece  ter  se recuperado tão bem que está melhor do que nunca, é fantástico o poder da natureza de resistir e se recuperar sozinha. Não deixa de seu um grande alento em meio a tantas más notícias de agressão ao meio ambiente, desmatamentos, queimadas e desastres  nada naturais que tanto prejudicam os ecossistemas de nosso país.

Bom seria se simplesmente o homem parasse com suas reiteradas agressões contra a natureza, poderia ao menos deixar ela recuperar o seu equilíbrio, mesmo que sozinha e de forma lenta. Só de o homem não atrapalhar, já seria uma grande ajuda.

Rudi Arena

 

Cachoeira da Constroli, Antes e Depois.

 

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Totalmente irreconhecível ficou o lugar, infelizmente a Cachoeira da Constroli  não é mais a mesma. Recentemente fomos lá  e cena foi estarrecedora, tudo estava diferente, nem parecia mais o mesmo lugar,  algo que beira o inacreditável, o choque foi muito grande. O que aconteceu para tamanha transformação? A bela imagem guardada na memória se desmanchou em pouco tempo. Cadê o largo poço que ali existia? Como apareceu tantas pedras, troncos e galhos amontoados? Qual o motivo de as encostas laterais  terem desmoronado? Será que a força da chuva por si só foi capaz de fazer tamanho estrago?

Olha o lindo poço que havia:

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E hoje, veja só o estrago, como o lugar perdeu boa parte de seu encanto:

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Realmente o sentimento foi de grande tristeza ao se deparar com a cachoeira em frangalhos, era tão linda e tinha o poço mais largo das cachoeiras da região que conhecemos, por isso era frequente uma visita até lá, principalmente por seu um lugar muito bom para o banho e relaxar em suas calmas águas. Hoje, nem dá para chegar em baixo da cachoeira, são tantas as pedras e galhos a serem escalados e ainda por cima há o risco de aquilo poder desmoronar com o peso do corpo, esmagar um pé sei lá, melhor não arriscar.

O que parece mais do que óbvio, é que não é culpa exclusiva da chuva o que aconteceu, mas sim  por negligência  do homem. No curso do d´água antes da cachoeira, foram realizadas muitas intervenções humanas, assim como são muitos os pontos em que inexiste mata ciliar. Mas a cereja do bolo estragado foi transformar áreas que deveriam ser  de preservação permanente em pasto, então o ir e vir dos bois no local agravou bastante a situação. Tudo isso, parece ter deixado o solo bastante vulnerável, e então uma precipitação um pouco mais intensa do que a normal foi o suficiente para fazer tamanha destruição.

Porém, a natureza tem entre suas características, a capacidade de resistir e surpreender, por isso, não duvido que daqui alguns anos ao voltarmos nela, a cena seja diferente e bem mais bela do que a atual. Esta cachoeira já mudou muito o nível e a quantidade de água no poço por muitas vezes, mas nada se comparado com o cenário de hoje. Agora, é torcer para sejam adotadas medidas de revitalização do local, mas o mais provável é que a natureza fique encarregada por este serviço, isso se o homem deixar, ainda assim, seria em passos vagarosos que podem levar anos ou décadas.

Rudi Arena

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Cachoeira do Paredão – O Retorno

 

Um lugar bonito, perto e marcante, porque então ficar tanto tempo sem revisitá-lo? Realmente, não tinha razão para ficar tantos anos sem retornar para esta bela cachoeira, ainda mais por estar apenas 10 km de distância da cidade de Garça. O meu maior problema sempre foi de natureza psicológica, quando ouvia falar em paredão, desconversava, colocava obstáculos, mas a verdade, é que não queria enfrentar meus medos e fantasmas.

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Parece até conversa de louco, mas é preciso fazer um parênteses para explicar o motivo de resistir a voltar a um lugar tão interessante, e poder curtir os encantos da Cachoeira do Paredão. A primeira vez que fui, estava sedento por conhecer esta cachoeira, e para descer me deparei com um pequeno paredão de pedra seguido de um íngreme barranco. Descer foi tranquilo, para voltar que seria o grande problema, mas mesmo sem nenhum acessório em mãos, conseguimos nos pendurar em um galho de árvore,  e transpor a parede de pedra para subir de volta.

Não foi tão simples, e por isso logo surgiu a ideia de levar uma corda da próxima vez. Então chegou o fatídico dia, combinamos de ir para a Cachoeira do Paredão. E por que não aproveitar o horário de verão e ir em um dia de semana mesmo?  Logo após o trabalho, dada a proximidade do lugar, parecia uma ideia tentadora. E vamos levar uma corda? Sim, claro.  Mas no momento só tínhamos um pequeno pedaço corda, muito curto para a finalidade, porém a ânsia de irmos nesta cachoeira era grande, a minha e do meu amigo Vicente, que naquele dia por sinal fazia aniversário.

Após amarrarmos as bikes na margem do rio, seguimos a pé e para descer, como da outra vez, não tivemos maiores dificuldades, mas o tempo era o nosso grande inimigo, mal tomamos banho de cachoeira, tivemos que correr para voltar e aproveitar o resto de luz do sol, mas este caiu rapidamente e a mata fechada já começava a ficar bem escura. A tensão começou a tomar conta do ambiente, meu magro amigo com apenas um pedaço de corda pendurado em um frágil galho de árvore, conseguiu graças a Deus e com dificuldade subir. E ainda por cima havíamos amarrado a corda em um lugar errado,  logo ficou ainda mais escuro, e eu não havia conseguido escalar o obstáculo, assim como não enxergava mais nada ao redor, nem céu, nem chão, só sabia que não podia me mover muito pois era a parede de pedra de uma lado e de outro, um barranco íngreme com densa vegetação.

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Então, combinei com o  pirambeiro Vicente de ele sair rápido da mata enquanto enxergava alguma coisa, pois iria escurecer ainda mais e era preciso procurar ajuda. Começou aí uma desesperadora noite para ambos, de uma lado, eu sem poder me mexer muito, pois não enxergava nada e o barranco estava a alguns centímetros de mim, e por outro lado, o Vicente na escuridão e sem conhecer os arredores, estava completamente perdido em um pasto andando a esmo em busca de um sinal para o telefone celular.  Mas chamar quem, quase ninguém conhecia o lugar, e quem conhecia era por trilhas de bike e não de carro. A tarefa não era simples, era necessário achar alguém a disposição naquela hora, que conhecia o caminho e ainda teria que levar uma corda e farol.

Após muito tempo, o sinal do celular apareceu, e foi feito um contato com o nosso outro amigo de pedal, o Fausto, mas que não conhecia a cachoeira e não sabia como chegar. Ele por ventura, fez um ligação para a única que pessoa que poderia ajudar naquele momento, o Luis Eduardo, vulgo Rábico. Porém, ele estava já em em um churrasco. Apesar dos pesares, ele acabou concordando em pegar a corda e ir até local. Após algumas boas horas, ao chegarem lá,  o primeiro problema foi achar a fazenda de carro, pois o caminho de bike era totalmente diferente, e depois, ainda foi preciso conseguir a autorização do proprietário para entrar, o que na verdade, não ocorreu. Ele não queria deixá-los entrar de forma alguma, e após insistência e dada a emergência do caso, meus amigos simplesmente foram em direção ao paredão, e o proprietário acabou por tolerar os indesejados visitantes.

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E eu, que havia saído de casa por volta das 18h, já eram 23h horas da noite e ainda estava lá,  não estava com celular e nenhuma outra coisa que poderia fazer um luzinha sequer para me ajudar na escuridão, a situação do Vicente perdido no pasto e aguardando alguém que poderia ajudar também não era nada fácil, e tinha mais um grande detalhe nesta história. Por ser seu aniversário naquele dia, toda sua família estava a espera dele para um jantar festivo. Que presepada!!!  A sensação minha de estar a noite e sozinho em uma mata fechada por horas, sem ver absolutamente nada, e sem poder me mexer muito, foi horrível.  Nessas horas passa de tudo na cabeça, pensava na minha esposa, que estava sem saber por onde eu andava, também foram momentos de desesperadas orações para sair daquela situação. Eu imaginava que poderia ter que passar a noite inteira ali, e que algum animal carnívoro ou peçonhento poderia aproveitar de que eu estava indefeso, eu temia acabar dormindo e ser atacado, foram horas de infinita angustia, mas também de esperança.

Foi então que comecei a avistar uma luz de longe,  que foi se aproximando aos poucos, minha alma encheu de alegria,  enfim chegaram os meus amigos com uma corda grande e um farol, era tudo o que eu precisava naquele momento, enfim salvo. Depois, ainda faltava achar no escuro o lugar em que havíamos deixado as bikes, para então retornar as nossas casas tarde da noite.

Infelizmente, demos trabalho a esses amigos salvadores, incomodamos o pessoal da Fazenda, deixamos preocupados os familiares e ainda por cima, estragamos o aniversário do Vicente. Mas foi uma experiência e tanta, que jamais esquecerei, e que agradeço de não ter passado a madrugada naquela situação, pois já dava como certo virar o dia lá sem poder me mexer e lutando contra o sono.

Mas como o lugar é incrível, voltar lá  durante o dia e bem preparado não seria problema, então fomos até lá em um outro dia, descemos até a cachoeira, mas na volta, eu fui o único do grupo que não conseguia subir. Mesmo com corda, eu chegava até uma certa altura e eu desabava no chão, foram 4 tentativas sem sucesso, já próximo de escurecer, o desespero bateu forte novamente, mas ainda bem, que na última tentativa fui bem sucedido. UFA!!!

Depois de anos dessas ocorrências, resolvi topar voltar lá,  e desta vez fomos recepcionados por dezenas de aranhas, muitas de respeito, mas apesar de muitas teias pelo caminho, estas não nos impediram de seguir em frente. E para minha felicidade, agora existe uma corda dupla para chegar com segurança até o ponto em que começa a descer o paredão e ainda por cima, tem uma escada para descer tranquilamente a parede de pedra e seguir para a cachoeira. Assim ficou muito fácil o acesso, não é? É claro, agora é bem sossegado chegar até lá. Mas não para mim, que ao olhar para aquela lugar, um turbilhão de lembranças veio a mente e como um bloqueio psicológico irracional surgiu, preferi não seguir em frente, não descer até a bela cachoeira e aguardar meus amigos na parte de cima.

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Pra ver como o cérebro é  complexo, quando fui da primeira vez, não havia corda alguma e nem escada,  fui e voltei até que de boa. Após os ocorridos, mesmo que o acesso hoje esteja bem facilitado, existe um obstáculo mental que me impediu de chegar até em baixo da cachoeira do paredão, uma prova de como é complicada a mente humana e que o racional e o emocional nem sempre falam a mesma língua.

 

Rudi Arena

 

 

 

 

 

 

 

Cachoeira Tacio Aronne (Inédita)

Esta é mais uma cachoeira que o Piramba MTB registra pela primeira vez, isso graças aos pirambeiros Thiago Bulho e Marinho Zapata que chegaram até em baixo de mais uma bela cachoeira própria para banho. O que demonstra mais uma vez  a imensidão das belezas naturais que existe na região.

O acesso é através da estrada de terra da Fazenda São José do Rio do Peixe, próximo a Alvinlândia-SP.

Rudi Arena

 

Cachoeiras da Enseada (Inédita)

 

A busca por novas cachoeira é incessante,  e não é que conhecemos mais uma nova cachoeira, ou melhor cachoeiras, um lugar de natureza privilegiada. O  interessante é que a cachoeira é  próxima a cidade e o acesso não é tão difícil, embora não dê para levar a bicicleta até o final, mas ao menos na primeira cachoeira é tranquilo chegar, e ela tem um bom e pequeno poço para banho.

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Já o acesso a segunda cachoeira é um pouco mais complicado, é preciso seguir uma trilha paralela ao curso d´água e descer por lugares bem íngremes, o que dificulta, mas não impede chegar até ela, que por sinal é bem mais alta e bela do que a primeira. A água parece ser limpa e sempre está gelada, a mata ciliar  é bem preservada, este é mais um belo patrimônio natural de Garça que encontra-se a poucos quilômetros da cidade, o que demonstra a infinidade de possibilidades e lugares com potencial para ecoturismo que o município desfruta e que um dia há de ser explorado de forma sustentável, tanto ambientalmente, como  economicamente, pois só pode dar certo se ambas as coisas andarem lado a lado.

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Um detalhe interessante foi a ossada de um animal que encontramos no local, parece ser um bicho  com presas afiadas, mas não chegamos em um acordo acerca de qual animal é este? O mistério continua, mas é uma prova da existência da diversidade da fauna de nossa região.

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E esta planta, com estes belos frutos, qual seria?

É, temos uma fauna e uma flora fantástica, e isto deve ser motivo de orgulho, apesar de todas as adversidades pelo qual o meio ambiente passa, aqui e Brasil afora.

Rudi Arena

 

Mapa das Cachoeiras de Garça

Em um trabalho inédito, está em construção uma plataforma fácil e interessante, é o mapa das cachoeiras já catalogadas pelo PIRAMBA MTB, e para isto contamos com a contribuição fundamental de nosso amigo Thiago Bulho, que trabalhou arduamente no desenvolvimento deste projeto. Primeiramente, relacionei em uma planilha  as mais de 40 cachoeiras que já visitamos, depois foi preciso identificar a localização aproximada de cada uma no google maps, na qual contamos com a preciosa colaboração de Luis Eduardo(Rabicó), para só depois acrescentar as fotos e os links do lugar.  O trabalho é bem extenso e ainda não foi concluído, ainda assim, não deixa de ser uma boa ferramenta para quem quer conhecer mais sobre as cachoeiras de nossa região. Para acessar, é só clicar no link abaixo: http://piramba.com/mapas/cachoeiras.html

São dezenas de cachoeiras cadastradas nas proximidades de Garça-SP, a grande maioria com fotos e links relacionados. Assim, é possível ter ideia da quantidade das belezas naturais que existem por aqui.  Como as localizações das diversas cachoeiras, cuja a região foi mais que agraciada para alegria e contemplação de alguns de seus conterrâneos, pois o acesso é difícil, a maioria por dificuldade de trilha, ou caminho para chegar. Outro problema é a falta de autorização do proprietário rural.

Ainda há muito para se construir, mas já é um começo, um ponto de partida para que no futuro tenhamos quem sabe o dobro de cachoeiras catalogadas. Sabemos que não conhecemos nem metade das cachoeiras de Garça, por isso o trabalho é  lento, mas também progressivo,  diria até que é quase impossível catalogar todas elas, tamanha a extensão deste tipo de trabalho.  Mas quando idealizamos esta ferramenta, foi no intuito de divulgar e reunir em só lugar  e assim facilitar o acesso a todas as cachoeiras que conhecemos. Embora seja algo pequeno, é uma forma de divulgar a existência delas e as informações poderão ser utilizadas para diversos fins, particulares, turísticos, científicos ou  quem sabe mesmo para a preservação ambiental.

Não é só essa novidade, também esta em fase de desenvolvimento o site http://www.piramba.com, uma espécie de portal  para reunir todo o conteúdo já produzido pelo PIRAMBA. Outra ferramenta interessante pode ser consultada em http://piramba.com/trilhas.html, lá é possível já visualizar o trajeto de várias trilhas já percorridas pelo PIRAMBA MTB, mas por enquanto, só foi registrada uma pequena quantidade de outras dezenas. É possível também consultar alguns animais que já encontramos na região, veja o link: http://piramba.com/mapas/animais.html

Tanto os mapas das cachoeiras, das trilhas e dos animais, é possível clicar em cima dos ícones ou então acessar a lista nominal clicando no quadrado com uma seta que fica canto superior esquerdo dos mapas. Para abrir em tela cheia, clicar no quadrado do canto superior direito .

Compartilhar um conteúdo singelo deste, é um pequeno passo para que possamos ter a consciência da importância e a dimensão de nossos bens naturais que estão a nossa volta, para quem saiba um dia, isso possa colaborar para preservação de nossas minas e nascentes, que por consequência ajude também na preservação dos córregos e cachoeiras que encontram-se tão degradas em relação ao que era, antes da ação do homem,  e mesmo em relação ao legislação ambiental exige atualmente. Logo, é comum vermos o assoreamento dos leitos, muitas vezes por ausência de mata ciliar, o que deprecia o patrimônio natural. Muito embora,  somos privilegiados pela nossa remanescente mata atlântica, que diferente de outros municípios, ainda temos muitos lugares em que existem  água corrente limpa e  matas preservadas, o que é, foi e sempre será, a fonte inesgotável de  inspiração e motivo de existência do PIRAMBA.

E por fim, alimentamos a esperança de que ao divulgar as riquezas naturais que temos, podemos ajudar a  criar um ambiente propício para que as instituições públicas, sociedade civil e proprietários de imóveis rurais se convençam de que há potencial para o ecoturismo para a região, a demanda por natureza existe, se alguém comprar a ideia e der certo, futuramente outros poderão investir no ramo também, foi assim em outras cidades, mas é preciso haver um pontapé inicial.   E para  tirar proveito da magnífica natureza, necessário também cuidar do que temos de mais valioso, que  nada do mundo pode construir, mas que para destruir não precisa de cerimônias. Pois enquanto em algum lugar do país pequenas áreas de matas são restauradas, o que leva anos e anos, em outro canto do Brasil, vastos territórios continuam sendo desmatados sem dó, nem piedade. Uma guerra entre os homens e a natureza em que as estatísticas não são nada favoráveis a última.

Rudi Arena

Cachoeira Duas Quedas

Surgiu um abençoado convite para conhecer um lugar em que há duas cachoeiras uma ao lado da outra, impossível resistir. Após anos a procura cachoeiras na região para catalogar, ainda não conhecia e nem ao menos sabia de sua existência. Apesar das dezenas de cachoeiras já registradas, ainda não chegamos nem próximo da metade delas, por isso, sempre existe em um lugar meio escondido, alguma cachoeira ainda inexplorada para se conhecer. Mas está não é uma cachoeira qualquer, para começar são duas, ambas belas e altas e uma próxima da outra, o que diferencia de todas as outras que o Piramba já foi, pois não há um outro lugar em que dois afluentes distintos se encontram através de duas grandes cachoeiras e após a confluência de ambas, passam a ser um único curso d´água.

 

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A cachoeira está localizada na Fazenda Santa Julia, Estrada da 09 de Julho, no trecho entre o distrito de  Jafa (Garça-SP) e Vera Cruz-SP, é um pouco distante da cidade de Garça. O caminho para se chegar lá também não foi dos mais simples, é preciso seguir por um bom tempo andando em meio a água e pedras do leito do riacho, até enfim chegar na tão esperada cachoeira, ou melhor, nas cachoeiras. O pequeno esforço foi mínimo, se comparado a recompensa que recebemos depois,  pois é um lugar muito especial,  diferente, único na região, e incrivelmente belo.

 

 

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E  essa grande oportunidade de conhecer mais essa belíssima cachoeira foi graças ao “Cumpadi” Marinho Zapata,ele que sabia o caminho e nos levou até esse fascinante local, por isso fica registrado meu sincero agradecimento a ele, que conhece muitas cachoeiras e picos da região por causa das muitas trilhas de motos que já fez por aí.

Rudi Arena

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Piramba MTB é Notícia

Como podemos perceber, o PIRAMBA MTB foi citado e também foi fonte da matéria sobre a Fazenda São João do Tibiriçá ou Fazenda dos Ingleses e seu imponente templo católico em matéria publicada no periódico de Bauru, o Jornal da Cidade. Este que é um  Jornal de grande circulação,  um dos maiores do interior paulista. E mais recentemente, fomos também notícia em outra matéria de três páginas do mesmo Jornal, desta vez referente as cachoeiras inexploradas que existem em Garça, ambas matérias assinadas pelo jornalista Aurélio Alonso. Para nós do Piramba MTB, é gratificante poder colaborar tanto com a divulgação da memória da companhia inglesa, como também levar ao conhecimento de muitos, lugares de natureza exuberante e quase desconhecidos pela população que vive a sua volta.

Veja Aqui a Matéria – Link dos arquivo em PDF das três páginas publicadas no Jornal da Cidade de Bauru refere ao PIRAMBA MTB, versão impressa de 04/12/2016:

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Só possível ajudar na preservação de algo, se soubermos de sua existência, daí a importância da divulgação, e também ajudar a mostrar a diversidade de cachoeiras que podem muito bem ser objeto de ecoturismo na região, sem descartar também o turismo histórico da Companhia Inglesa, e até mesmo agroturismo em fazendas cafeeiras de Garça que ainda preservam o passado da época áurea do ciclo do café. O Turismo de Aventura ou Rural pode ser desenvolvido, pois existe uma grande demanda por lugares tranquilos para se fugir da agitação dos centros urbanos.

Em uma nossa região, no município de Lupércio, já existe há um bom tempo uma propriedade rural que explora a visitação de uma cachoeira, mas também oferece refeição e chalés para serem alugados. Felizmente, Garça possui cachoeiras e picos bem mais belos, como vários já publicados aqui, sem menosprezar a beleza da cachoeira de Lupércio (link do Post da Fazenda Floresta.).

Não adianta achar que o reconhecimento e a valorização do que temos de nobre e belo a nossa volta será feita por pessoas que estão longe e distantes, pode ocorrer sim, mas só poderá ser fator de mudanças se quem aqui viver compreender que Garça pode ter vocação para o ecoturismo, e ter a  consciência da necessidade de preservação de nossas nascentes e matas. Isso deveria ser visto como um ativo valioso, pois a floresta em pé tem um valor imensurável, inclusive é possível viabilizar a exploração econômica se houver vontade e integração entre o poder público e proprietários rurais. É de suma importância ainda, contar com o apoio da sociedade civil que também seria beneficiada com o desenvolvimento de mais está atividade econômica na região.

Links das Matéria do Jornal da Cidade (Publicação Digital):

http://www.jcnet.com.br/Regional/2016/11/igreja-e-o-que-sobrou-do-apogeu-ingles.html

http://www.jcnet.com.br/Regional/2016/12/garca-tem-cachoeiras-inexploradas.html

Nós que estamos próximos dos tesouros espalhados pelos nossos vales, grotões e desfiladeiros, temos que ser agentes conscientes da riqueza desses locais e da necessidade de preservar e recuperar as mata ciliares de córregos e nascentes que são tão fecundas por aqui. Se quisermos atrair turistas com nossas belezas naturais, será preciso ocupar-se do sério problema do assoreamento de nossos córregos, apesar de esforços localizados em sentido contrário, são muitas as áreas de preservação permanente(APPS) a serem recuperadas. Os desafios são gigantes, mas é preciso que exista uma pedra basilar, seja plantada a semente a ser desenvolvida, e se o ambiente for fértil, naturalmente poderá germinar e depois florescer, mas para isso é preciso criar as condições necessárias. A natureza fornece o principal, mas sem que os homens se organizem com bom planejamento, as cachoeiras de Garça permanecerão inexploradas, como bem diz o principal título da matéria publicada.

Rudi Arena

Cachoeira da União e do Cantu com a Galera de Cândido Mota

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Manhã um pouco fria, mas com o Sol rachando e expectativas de ótimo pedal, com muita pirambeira e belos visuais, pois foi para isso que uma turma de ciclistas do Município de Cândido Mota vieram para Garça, após um contato no desafio que teve de mountain bike em Timburi-SP.

E como planejado, logo de início descemos atrás da mata do Bosque municipal para passar pela Cachoeira da União, após curtir um pouco o lugar que também tem o alto pico  que exite ali,  seguimos por trios de bois bem fechados, pois havia muito mato ao redor. Depois de passar por uma represa e corredores de  eucaliptos e pés de cafés, saímos no trecho final da estrada da Bomba e ainda curtimos as íngremes descidas até o final chegar na ponte do Córrego do Barreiro.

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Após isso, foi o momento de maior esforço do pedal , pois logo de cara era preciso subir um morro com grau de inclinação absurdo, praticamente impossível de ficar o tempo todo montado na bicicleta, tanto é que nenhum dos 14 companheiros de pedal conseguiram zerar a subida,  que é quando o a cara pedala a subida inteira sem precisar descer da bike. Mas também, não é uma subida comum, é uma trilha de fazenda, e parte da subida é com chão de pedra e cheio de degraus e desníveis. Sem dúvida alguma, foi um momento de fazer o coração trabalhar a mil sob um forte sol das 11h da manhã. Subida que não tem como não suar e ficar cansar, montado na bike ou mesmo empurrando a pé e devagar é exaustivo, imagina então subir pedalando e o mais rápido possível, como muito fizeram, um verdadeiro teste cardíaco.

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Após a subida, pudemos desfrutar da bela vista que a Fazenda Ouro fino proporciona, por ficar em uma  parte alta próximo ao vales, pudemos ver de longe a cachoeira pela qual passamos, além uma paisagem exuberante que circunda a região, um prato cheio para belas fotografias do horizonte.

Mas o pedal não pode parar, então cruzamos as antenas e seguimos em direção ao outro lado da rodovia SP-294, mas precisamente para a Fazenda Igurê. Lá, passamos pela sede, a capela, o terreirão, represas,  até entrar na trilha da mata, para enfim chegar na estrada do saltinho, e seguir para a belíssima Cachoeira do Cantu. Sol do meio dia, e muitas subidas, tempo seco,  areião, terrenos acidentados,  o desgaste era grande e o avançado da hora pesou,  alguns seguiram de volta para Garça antes da última cachoeira, outros seguiram  em frente, e como é de se esperar antes de uma cachoeira, uma forte descida nos esperava, e enfim um lugar de tirar o chapéu.

Mas como para tudo na vida  se paga um preço, a subida da volta não foi fácil, mas também o final do pedal já se aproximava, seguimos então de volta para Garça e paramos em um bar para molhar a goela e confraternizarmos. Também merecia, depois de um pedal desgastantes de cerca de 45 quilômetros,  e muito bom que rendeu boas risadas e belas fotografias.

É claro, teve uma corrente quebrada, um problema de cabo do mudador das marchas, algumas baixas, mas ao final,  deu tudo certo e ficou um convite para que nossos amigos de Cândido Mota voltem para cá, e  conheçam novas pirambeiras, picos e cachoeiras de nossa privilegiada Sentinela do Planalto, farta em nascentes, paredões, picos, represas, cachoeiras e trilhas, quem gosta disso, difícil não gostar de pedalar em Garça.

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Cachoeira do Pico do Urubu por Baixo pela 1ª Vez

Este era um objeto de desejo já fazia um bom tempo, cogitado em algumas ocasiões andando de bike  nunca chegou ser levado a cabo, já que demandaria um tempo muito grande para percorrer quilômetros de rio até chegar em baixo da grande queda d´água, seria uma espécie de um outro rolê dentro do pedal, e além de ser extremamente cansativo.

Foi então que alguns pirambeiros de plantão resolveram chegar até lá e curtir um banho em baixo da desejada cachoeira do Pico do Urubu, já fartamente registrada por cima.  Porém, tomar um banho em baixo dela era um desafio pendente, que enfim, felizmente encerrou-se. A sacada para chegar até lá foi fazer um trekking, ou seja, esqueçam as bike, e bota  muita disposição para andar a pé por mais de 04 quilômetros no meio às pedras que existem pelo curso do ribeirão para finalmente chegar ao ponto tão almejado, e ao que tudo indica, a recompensa foi proporcional ao esforço despendido.  Este foi mais um lugar que o PIRAMBA MTB  teve a satisfação de chegar e registrar.

Cachoeira do Quebra-Tudo em Álvaro de Carvalho

Vídeo da mais alta cachoeira das redondezas, encravada em dos muitos vales da bela região entre os municípios de Garça e Álvaro de Carvalho, sua altura exata ninguém sabe, mas que deve superar os 60 ou 70 metros  de altitude e cujas águas caem ao sabor do vento em meio as mais variadas pedras de todos os formatos e tamanho.  Um lugar belíssimo, porém de difícil acesso.

 

Cachoeira da Hípica e a Infestação de Aranhas (Inédita)

Foi com grande prazer que conhecemos uma nova e bela cachoeira em Garça, e como esta terra é fecunda em belezas naturais, não é de se estranhar mais esse achado, e muitas outras existem nas redondezas ainda a espera de ser explorada e registrada.

Esta cachoeira é relativamente próximo a cidade, fica localizada dentro da propriedade da antiga hípica, mas do lado esquerdo da pista, o acesso foi pela estrada do saltinho que leva ao município de Gália, mas bem no início dela é preciso entrar a direita e percorrer um caminho ladeado de plantação de mogno que até parece ser um labirinto repleto de subidas, descidas e curvas.

Enfim, chegamos a espera e inédita cachoeira, apesar de não ser muito alta, por volta de 4 metros de altitude, é muito boa para banhar-se, a água limpa e com bom volume, ainda há um poço amplo e raso em volta da queda. É mais um pedacinho da exuberante natureza garcense, escondida como tantas outras, apesar de próximo a cidade.

No entanto, o desafio neste dia nem foi chegar até a cachoeira, mas sim continuar pedalando conforme o programado logo após sair dela. Como foi um pedal pós trampo, o sol se pôs e uma verdadeira infestação de aranhas se fez presente e tomou conta dos arredores, para todos os lados e caminhos haviam teias enormes com dezenas de aranhas estavam espalhadas e construindo espécies de paredes de teias quase intransponíveis. O ruim, é após passar por algumas teias, uma próxima a outra, chegamos a conclusão de voltar pelo mesmo caminho seria a melhor opção naquele momento. No vídeo abaixo é possível perceber o motivo da desistência, é porque a situação estava complicada mesmo.

Rudi Arena

Acesse este link para ver o vídeo das aranhas e a dificuldade de seguir em frente com as bikes frente a tantas teias pelo caminho

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Pico do Cárcara – Próximo ao Aeroporto de Garça

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Existem ao menos duas formas para chegar a este belo lugar, por se tratar de um lugar muito próximo a cidade, existe acesso ao final do Bairro Jardim São Lucas, sentido a ONG de Assistência Social Alfa e Ômega  e de lá seguir em direção a estação de tratamento de esgoto do SAEE, não sei ao certo o caminho, mas sei que existe uma trilha do outro lado do curso do rio para também chegar ao locar.

O único caminho que a gente faz, é mais longo porque é preciso dar uma volta, o acesso é pela estrada de terra do Aeroporto de Garça, mas antes dele, é preciso pular uma cerca à esquerda,  pedalar pelo pasto como se estivesse voltando para a cidade, mas o destino mesmo é chegar até um encontro de dois córregos que formam o início do Rio Tibiriça  e torna uma só cachoeira de grande altitude. Porém, infelizmente no mesmo momento em que existe a beleza do encontro das águas formando uma só cachoeira, lamentavelmente também há encontro do esgoto tratado que é lançado nas águas até então limpas e próprias para banho que existe nas cachoeiras rio acima.

Por isso, não é  é possível tomar banho em baixo da grande queda, tem que ser antes deste belo e deplorável encontro simultâneo de três águas, sendo que uma delas é uma canaleta de concreto no meio do leito dos dois córregos que jorra o esgoto tratado, tudo isso em um lugar em que há uma visual belíssimo, com muito verde, água e grandes paredões. Se o esgoto fosse lançado mais para frente, seria um ótimo lugar para explorar o potencial de ecoturismo que a cidade possui, pois tem uma localização privilegiada e com belezas naturais incríveis. Tudo isso a alguns pouquíssimos quilômetros de distância da cidade ou se preferir, à alguns minutos do ambiente urbano.

Entretanto, dos males o menor, ao menos o esgoto é tratado. Infelizmente, ainda é comum em cidades da nossa região de lançarem esgoto não tratado direto nos leitos dos rios.

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Trilha do Urubu e Descida pela Fazenda Antinhas – Garça-Sp

Pedal com todos os ingredientes de uma verdadeira trilha de mountain bike, tem um pico de uma cachoeira bem alta e com visual fascinante, subindo ainda o curso da água, também há um belo e amplo poço, lugar ótimo para tomar uma banho e relaxar um pouco.

Depois, não tem muito refresco, é pedalar firme na maior parte em chão de pasto que obriga o ciclista a gastar mais energia para pedalar, ainda bem em compensação, boa parte da trilha é repleta de belas paisagens de serra, com paredões e vales.

Um dos trechos mais aguardados é a descida ao fundo do vale pela Fazenda Antinhas, em terreno acidentado, a íngreme descida é campo fértil para eventuais tombos, e foi o que ocorreu. Em seguida, é preciso seguir andando pela grama e atravessar alguns brejos até enfim pular uma cerca para chegar quase no final em uma estrada de terra.

Daí em diante, força, coragem e ânimo, pois é subida que não acaba mais até finalmente voltar para a estrada de asfalto que leva para Itiratupã, Distrito de Jafa no município de Garça-SP. Total do Percurso foram 44 Km rodados, mas a sensação foi de que havia sido mais do que isto.

Rudi Arena

Cachoeira do Pneu (Inédita)

Esta é mais uma cachoeira que o PIRAMBA MTB conseguiu registrar, sem sombra de dúvidas ela é bem imponente, é alta, tem um bom volume de água e também a queda d água possui vários degraus, o que a embeleza ainda mais. Porém, a água é turva, cheira mal, e no curso do rio até chegar a cachoeira encontramos muito lixo mesmo, e chamou a atenção a quantidade de pneus, a maioria de bicicleta, mas encontramos também de moto e até de caminhão,  garrafas PETs e  sacos plásticos aos montes,  cena triste, um lugar tão lindo e que o homem estragou. Também não é pra menos, essa cachoeira é quase  que o bueiro da cidade de Garça,  está localizada na parte à direita dos vales  que existem atrás do Bosque Municipal, mais ou menos na altura do Lago artificial da cidade.

Tudo começou porque em outro pedal chegamos ao alto de uma cachoeira e a vontade de chegar em baixo para tomar aquele banho ficou martelando na cabeça. Assim, em um outro dia, decidimos ir até lá, mas chegou um momento que não era mais possível prosseguir pedalando, então amarramos as bikes com um cadeado junto a uma pequena árvore e seguimos a pé. A volta foi realmente uma verdadeira aventura displicente, ao invés de fazermos o mesmo caminho da ida, resolvemos não voltar pela águas sujas do rio, porém, a opção de escalar o paredão até chegar o lugar em que deixamos nossas bikes não das tarefas mais fáceis e exitosas. Foi necessário subir escalando literalmente por pedras e as vezes beiradas de morros no fio da navalha,  sempre com lembrança iminente  de que uma queda implicará em sérias e dolorosas consequências.

Entretanto, o pior ainda estava por vir, após a tortuosa, demorada e tensa subida, acabamos saindo longe de onde estavam as bicicletas e o por do sol já se anunciava, estamos um trapo de cansados, era preciso procurar a bikes, mas onde exatamente mesmo é que elas estavam? Havíamos deixado as bicicletas bem pirambeira a dentro, em meio a uma pequena mata no alto de um morro. É, ocorreu que acabou faltando disposição e sol para chegar até as magrelas naquele dia. Então não sobrou outra alternativa a não ser ir embora para casa a pé, e ainda bem que o lugar é próximo à cidade, e combinamos  de voltar cedo no dia seguinte com a missão de localizá-las. No final tudo deu certo, mas que este dia foi bem emocionante , daqueles que ficará vivo na memória para sempre.

Descobri também que a Cachoeira do Pneu não é a cachoeira que queríamos chegar inicialmente, aquela e que havíamos chegado pelo alto, esta tem água transparente e menor volume de água, e há alguns anos já tínhamos chegado nela por baixo, confira este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0eTHE3N-Ycs . Mas por outro lado, acabamos conhecendo uma bela cachoeira, mas que  infelizmente não é própria para o banho.

Rudi Arena

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Cachoeira do Cantu

 

Simplesmente a cachoeira mais encantadora de Garça e região, é água que cai por todos os lados e ainda há um belo poço para banhar-se. Fantástica.

 

Cachoeira da Copaíba

Este é mais um pico e uma cachoeira inédita que a lente do Piramba MTB teve o privilégio de registrar. Fica no sentido da estrada de asfalto existente a esquerda das torres. O nome de Cachoeira da Copaíba não foi a toa, existe um belo exemplar desta espécie de árvore bem próximo ao pico de onde cai a água de grande altitude, a cor interna bem avermelhada de seu tronco chama bastante a atenção.

Água que ali existe é de uma transparência de saltar aos olhos, as matas ciliares bem preservadas ou em restauração ajudam a explicar este fato. Antes da grande queda, há uma pequena precipitação muito boa para um banho e em seguida há um poço de mais de um metro de profundidade.

Garça com seus fartos vales, espigões, desfiladeiros e cachoeiras, é um prato cheio para os amantes da natureza, a sensação é de que são inesgotáveis os picos e cachoeiras do município, e por mais que já tenha percorrido vários lugares, sei que ainda restam outros tantos, esse é o maior estímulo de continuar a buscar novas e belas pirambeiras, parece ser um esforço quase infinito, mas que é muito gratificante.

O óleo de copaíba extraído desta árvore tem sido objeto de estudos cada vez mais, e sendo reconhecidas suas propriedades medicinais, algo que a cultura popular indígena já conhecia suas mil e uma utilidades no tratamento de diversas patologias.

Rudi Arena

Sobre o Óleo de Copaíba:

Encontrada na floresta Amazônica e em outras regiões do Brasil, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Pará, São Paulo, Paraná e nas partes mais úmidas do Nordeste, a copaíba (Copaifera sp) ou Copaibeira, pertencente à família da Leguminosae-Caesalpinioideae (leguminosas-cesalpináceas), é uma árvore muito frondosa, com folhagem densa, de grande porte e de madeira avermelhada, também encontrada na África tropical, Antilhas, Colômbia, Guianas, México e Venezuela.

Estudos recentes têm demonstrado que a eficiência terapêutica do óleo integral é maior do que as de quaisquer outras partes isoladas da copaibeira. Pesquisas in vivo e in vitro têm demonstrado que os óleos de várias espécies de copaíbas apresentam diversas propriedades terapêuticas.

Óleo de copaíba é uma riqueza brasileira, presente de forma especial na Amazônia. É um óleo bastante estudado, havendo uma grande quantidade de artigos científicos sobre os seus benefícios. O óleo de copaíba, podemos assim dizer, é um produto natural, (quando ele é extraído e manipulado de forma correta). Desde remotos tempos, o copaíba já era bastante conhecido pelos Incas, Maias e pelos nossos índios no Brasil. Era chamado de “óleo da vida”. Isto porque foi considerado o óleo que mais salvou vidas no Brasil.

Veja os seus benefícios, quais doenças ele combate:

– O óleo de copaíba tem grande quantidade de propriedades regeneradoras, nutritivas, curativas, tônicas e lubrificantes…
O óleo de copaíba apresenta ação analgésica, anti-inflamatória e relaxante;
* combate o estresse;
* azia, úlcera e gastrite;
* massagem ou hidratação da pele e cabelos;
• O óleo essencial é um excelente fixador de perfumes.

Estudos recentes revelam que, além de imensamente útil para infecções e inflamações em geral, por sua excelente ação cicatrizante, a planta também tem ação expectorante, antimicrobiana e é indicada no tratamento de inúmeras enfermidades, feridas, eczemas, urticárias, furúnculos, seborreias, afecções da garganta, tosse, gripe, disenteria, incontinência urinária, corrimento vaginal: quase tudo pode ser tratado com a copaíba. Pesquisas também apontam que a copaíba pode ser uma esperança no combate ao câncer.

Fonte: http://www.noticiasnaturais.com
http://www2.uol.com.br

Trilha da Fazenda Cachoeiras de São Pedro

Este lugar foi descoberto meio que por acaso em uma tentativa solitária de explorar novas trilhas nas pirambeiras que existem no entorno de Garça-SP, acabei conhecendo e me encantando pelos seus vastos atrativos que esta fazenda proporciona aos amantes de mountain bike.

Não são só as belas paisagens de vales e paredões enormes ao redor que cativa, tem também ao menos uma cachoeira cuja água parece ser própria pra banho, além de outros cursos d´água. Existem ainda represas, descidas alucinantes, assim como subidas quase impossíveis de pedalar montado na bicicleta, em algum momento é preciso descer dela. Na parte mais baixa do vale, há também um singletrack de trios de bois muito legal, tudo isso com um colírio da exuberante formações geográficas que se vê por todos os lados.

Nos fundos da Fazenda Cachoeiras de São Pedro, existem dois caminhos que descem até o fundo do vale, são duas descidas bem técnicas e íngremes, que exigem muita atenção, assim como, também há duas opções de subidas, ambas são extremamente desafiadoras, para não dizer que são muito difíceis de conseguir subir pedalando o caminho todo.

Pelo motivo da trilha ter os dois extremos, subidas e descidas com graus de inclinação bastante acentuado, é que esta trilha apesar de ser de quilometragem baixa (28 km), ela testa os limites do ciclista. Tanto para dosar a velocidade adequada nas descidas de modo a não arriscar levar um tombo que pode ter sérias consequências, como também esta trilha nos faz deparar com os limites do corpo humano, pois é preciso reunir todas as forças físicas e mentais possíveis para tentar pedalar na subidas, tarefa árdua e dificílima de ser executada.

Rudi Arena

Cachoeira do Fundão – Serra da Canastra

Se existe algum fundo na Serra da Canastra, esse lugar só pode ser a Cachoeira do Fundão, pois ela parece estar lá no fundo mesmo, e quanto mais se aproxima dela, mais a fundo parece mergulhar na Serra da Canastra. A estrada de terra caminha em uma direção distante de tudo e de todos, é distante de todas as portarias do Parque Nacional da Serra da Canastra, e quando temos a sensação de que enfim chegamos, não, sempre é preciso seguir mais a fundo. Chegar à sede da Fazenda, não é o ponto final, pois a cachoeira mesmo, ainda é necessário andar bastante, atravessar um rio, percorrer uma estreita e alta trilha em meio à montanhas, até finalmente chegar no pé da cachoeira que já de longe já reluzia e chamava a atenção dos olhos.

Sem dúvida alguma, considero ser esta a melhor e mais bela cachoeira que eu já conheci, á água é extremamente limpa, mas também gelada, é repleta de peixinhos e possui um poço largo e bastante profundo, ao redor, as belíssimas e grandiosas montanhas fazem uma espécie de moldura para a cachoeira, como se fosse um quadro pintado minuciosamente pela generosa natureza da Serra da Canastra. Porém, tentar ficar em baixo cachoeira é tarefa quase impossível, tamanha força da queda da água.

Assim, todo o esforço e tempo despendidos para chegar lá, acabou valendo muito a pena. E, tudo isso custou módicos R$10,00 que nos foram cobrados de entrada, e ainda tivemos uma recepção bem hospitaleira e o prazer de apreciar o famoso queijo canastra com um bom café mineiro, que além de saborosos, foi muito importante para dar a energia necessária para encarar o longo pedal de volta até a cidade de São Roque de Minas. O total do percurso foi de mais de pouco mais 100 quilômetros do mais puro pedal de montanha.

Neste dia, é digno de nota a aparição de um lobo-guará que deu o ar dá graça e deixou que registrássemos uma foto. Realmente, não dá pra reclamar deste pedal que foi mais do que recompensador. Sem contar que a trilha passa pela nascente do Rio São Francisco, entre outras paisagens de tirar o chapéu. Por tudo isso, esta trilha é recomendadíssima, vale a pena fazer e conhecer a Cachoeira do Fundão encravada nas montanhas da Serra da Canastra, seja de Bike, Moto ou Carro, difícil é se arrepender depois.

Rudi Arena

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