A Cachoeira São Matheus como nunca vista antes (PirambaCop)

Tem algumas cachoeiras que cobram um preço alto para se chegar até ela, esse é exatamente o caso da Cachoeira São Matheus. As encostas são altas e íngremes, é mais difícil descer até ela, a subida da volta parece ser um pouco melhor e foi esse o nosso desafio no sábado de 04/09/2021 com nossas respectivas magrelas.

Não tem tilha ou picada para seguir, é preciso abrir o caminho levando muito mato no peito e arranhões na pele e depois identificar o ponto em que é possível descer, o que também não é tarefa fácil. Parecia que um abismo intransponível estava por toda parte, até que achamos um lugar para descer. Mesmo assim, a descida não foi nada tranquila, é preciso sempre procurar uma árvore ou raiz para se apoiar, e todo cuidado é pouco. É fácil escorregar barranco abaixo.

Ao final, deu tudo certo, tivemos ainda que percorrer um pouco do leito do rio até chegar. E então pudemos contemplar e aproveitar esse incrível patrimônio natural de Garça-SP, mais precisamente localizado no distrito de Jafa. A água é sempre cristalina e também muito gelada, mas é só entrar que logo se acostuma com a temperatura e então é possível curtir o belo poço que a cachoeira São Matheus possui e que parece ter sido esculpido pela força da água ao longo de anos de anos sobre a rocha que a circunda.

Também foi a primeira vez do PirambaCop neste lugar e ele fez várias imagens aéreas incríveis, e graças ao drone também avistamos a existência de uma outra cachoeira rio acima que desconhecíamos totalmente. Essa região foi abençoada pela natureza e a Cachoeira São Matheus é só mais das muitas outras lindas cachoeiras que existem em Garça-SP.

By Rudi Arena

Novidade Vertical à Vista! Aguardem!

A Dois Passos do Paraíso!

Um cenário paradisíaco nunca está tão distante de você que não vale a pena trilhar. Essa frase, que eu inventei agora, é quase sempre verdadeira, ainda mais se tratando da região de Garça-SP, o recanto dos PIRAMBEIROS.

A cerca de 3km da cidade, uma sequência de três quedas d’água formam as lindas cachoeiras da união. Ao mesmo tempo em que a primeira das quedas é de fácil acesso, para alcançar a terceira não espere estradas ou mesmo trilhas formadas. O caminho quem faz somos nós. Selo PIRAMBA! A segunda é a maior, mais bonita e reservada das cachoeiras e está escondida através de uma complicada escalada a partir da terceira queda.

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E estamos mesmo a dois passos do paraíso? Diria que sim, mas não estamos falando de uma música, e esses passos não são literais. A figura do primeiro passo é unir grande quantidade de coragem com bastante curiosidade. O segundo passo, e esse sim o mais importante, é ter um enorme espírito PIRAMBEIRO.

Foi então que no segundo domingo deste mês, resolvemos dar os dois passos adiante e visitar, em uma única manhã, as três cachoeiras. Após percorrer o cruel e desgastante caminho, a recompensa foi a mesma de sempre. Novamente as imagens falam mais do que eu conseguiria descrever e muito menos do que pudemos ver (e sentir). Sensação de paz e os pequenos problemas do dia a dia desaparecem. Esse é espetáculo de estar vivenciando a natureza com o seu poder de fortalecer a alma de quem mais se aproxima.

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É uma trégua para a apreensão e uma arma contra o desânimo dessa nova rotina que não acaba nunca. E quem não precisa disso em meio a esse período tão complicado? Então fica a dica: Existe um espírito PIRAMBEIRO dentro de todos nós, engrandeça o seu!

Fausto Fujikawa

ALGUMAS DAS CACHOEIRAS MAIS FANTÁSTICAS DO MUNDO

Sem dúvida alguma, as cachoeiras estão inclusas nas listas de paisagens e belezas naturais mais fantásticas do planeta. Espalhadas pelo mundo todo, cada uma tem a sua peculiaridade, a sua forma magnífica. Mergulhar nelas pode dar uma sensação de liberdade, de contato com a natureza ou apenas de refrescância. Pensando em te mostrar as 15 mais belas, altas, iradas, radicais, enfim fantásticas do mundo, o Blog da Kanui fez uma grande pesquisa e selecionou as top’s. Aprecie e comente qual você mais gostou:

1. Cachoeira Seljalandsfoss, Islândia

Foto: bombseat.com

A Cachoeira Seljalandsfoss é uma das cachoeiras mais famosas da linda Islândia. Ela se localiza no sul da ilha, perto de uma estrada que dá acesso à cidade de Selfoss. Com uma queda aproximada de 60 metros de altura e com a parte de baixo oca, é possível atravessar a cachoeira e vê-la por um ponto de vista diferente, como na foto. Sem dúvidas, uma das cachoeiras mais bonitas do mundo! Incrível!

2.Victoria Falls – Zimbabwe e Zâmbia

Foto: hdwallpaper.com

Considerada a cachoeira mais larga do mundo,Victoria Falls está localizada no sul do continente africano e as suas maiores quedas chegam a 130 metros de altura. O local foi “descoberto” em 1855 por um escocês chamado David Livingston, que o nomeou como “Victoria”, a então rainha do Reino Unido.

3. As Ilhas Faroé – Entre A Noruega e a Islândia

Foto: designext.com

As Ilhas Faroé são territórios que estão sob os domínios da DinamarcaO arquipélago possui 18 ilhas e esta que apresenta uma das cachoeiras mais bonitas do mundo, chama-se Vágar e, além da deslumbrante queda d’água, tem um vilarejo isolado da civilização. Fantástico!

4. Cataratas do Iguaçu, Brasil e Argentina

Foto: api.ning

As Cataratas do Iguaçu são um dos pontos turísticos mais visitados do sul do Brasil e da Argentina, já que está na divisa dos dois países e cada um possui uma parte do território. As cataratas tem cerca de 275 quedas e estão entre as 7 maravilhas naturais do mundo moderno.

5. Multnomah Falls, Oregon

Foto: calxibe.com

Multnomah Falls é uma das quedas d’água mais fantásticas do território estado-unidense e fica no estado de Oregon. Uma ponte localizada bem em frente a ela é o diferencial e o que permite uma das visões mais deslumbrantes de uma beleza natural como essa.

6. Pearl Shoal Waterfall, Sichuan na China

Foto: Divulgação

Localizada na província chinesa de Sichuan, as cachoeiras Pearl Shoal apresentam uma forma diferente e por isso tão chamativa. Raramente fica fora das listas das cachoeiras mais bonitas do mundo.

7. Gullfoss, Hvítá River na Islândia

  Ao longo do rio Hvitá, somente a 7 km de GeysirGullfoss é uma das cachoeiras mais bonitas da Islândia. Gullfoss significa “Cachoeira de Ouro”,e fica a 5 minutos de caminhada de um estacionamento. Duas quedas d’água menores no topo levam a uma enorme cascata em formato de L com 21 metros de altura, em um desfiladeiro de 2,5 km de comprimento.

8.  King George Falls, Austrália

KingGeorge Falls é uma das quedas d’água mais fantásticas da Austrália e do mundo. A “cachoeira dupla” tem uma queda ininterrupta de 80 metros e desemboca em um belo riacho.

9. Cachoeira Skogafoss, Islândia

Foto: littlefairytaleprincess

Há alguns quilômetros da primeira cachoeira da nossa lista, está outra maravilha islandesa: A cachoeira de Skogafoss. Localizada no rio Skoga, o qual tem dezenas de cachoeiras ao longo do seu percurso, Skogafoss cai sobre as belas falésias e atrai turistas de toda a Europa. Não poderia ficar fora de nossa lista das cachoeiras mais bonitas do mundo, não é mesmo?

10 – Kaieteur Falls, Guiana

Foto: assets3

Guiana, nossa vizinha sul-americana, entra na lista com a Kaieteur, que é uma das cataratas que mais produzem volume de água no mundo, fazendo 663 metros cúbicos por segundo. É a 123ª mais alta do ranking, com 226 metros de altura e deságua no rio Potaro, na região central da Guiana. De acordo com a “bíblia” das cachoeiras, a Kaieteur é a 26ª mais bela do planeta.

11 – Cataratas do Niágara, NY, Estados Unidos e Ontário, Canadá

Cataratas do Niágara congeladas e seu show de luzes em NY! Foto: api.ning

Localizadas entre os Estados Unidos e o Canadá, as cataratas do Niágara sempre estão presentes nas listas das cachoeiras mais belas, fantásticas, bonitas do mundo. As suas quedas d’água chegam em até 385 metros de altura, sendo uma das mais altas do planeta e também uma das mais extensas.

12. Large Waterfall – Plitvice Lakes National Park, Croatia

Foto: Divulgação

No Parque Nacional Croata de Plivtice, é possível encontrar uma série de mais de 15 quedas d’água em diferentes altitudes e profundidades. No verão, o local fica sempre cheio de visitantes e suas belas quedas, das mais diferentes cores, como podemos ver nas fotos, não poderiam ficar de  fora da nossa lista.

13. Angel Falls, Venezuela

Foto: photorator

A Cachoeira conhecida mundialmente como Angel Falls é a mais alta do mundo. O pico atinge 980 metros de altura e a sua queda mais alta chega a 807 metros. O local é de difícil acesso e muito isolado das cidades povoadas na Venezuela, mas a paisagem é simplesmente espetacular!

14. Ban Gioc–Detian Falls – China e Vietnã

Foto: Divulgação

Uma das cachoeiras mais bonitas do mundo, com uma série magnífica de quedas d’água, fica entre a China e o Vietnã. O local é conhecido como Ban Gioc-Detian Falls e apesar de suas cachoeiras terem apenas 98 pés está entre as mais lindas aos olhos de todos os expectadores ao redor do mundo.

15. Palouse Falls, Washington EUA

Foto: thrillist

Que visual hein! Seja nos dias de tempestade ou nos dias de céu aberto, a cachoeira conhecida como Palouse Falls, na capital norte-americana Washington, é uma das mais fantásticas do mundo, sem dúvidas. Fonte: KANUI

Coletânea das Cachoeiras de Garça

O vídeo é uma seleção de fotos de mais de 40 cachoeiras localizadas em Garça-SP e em seu entorno. Muitas são cachoeiras desconhecidas da própria população do município. Essa foi uma forma de demonstrar em poucos minutos a extensão e encanto das belezas naturais que existem na região e que o Piramba teve o prazer de registrar ao longo de sua história.

Mapa das Cachoeiras de Garça-SP

Aqui você pode conhecer cada cachoeira de garça através dessa ferramenta super interessante desenvolvida pelo Piramba MTB que é um mapa com o cadastro todas as cachoeiras que já registramos em Garça-SP.

Tutorial do Mapa das Cachoeiras de Garça:

  • Clique duas vezes para abrir o Mapa das Cachoeiras, cada ícone do Piramba corresponde a uma cachoeira.
  • Dê um zoom e escolha um ícone que logo aparecerá o nome da cachoeira.
  • Se quiser saber mais, clique que vai aparecer a foto da cachoeira e o link para obter mais informações sobre ela.

Obs: essa é uma ferramenta em construção, algumas cachoeiras estão pendentes de inclusão no mapa.

Para conhecer um saber um pouco mais sobre as belezas naturais de Garça visite nossas páginas e siga nossas redes sociais:

1Cachoeira das Araras
2Cachoeira do Arco
3Cachoeira do Banespinha
4Cachoeirinha da Bomba
5Cachoeirinha do Borrachudo
6Cachoeira do Carcará
7Cachoeira dos Macacos (Cipó)
8Cachoeira da Constroli
9Cachoeira Copaíba
10Cachoeira da Deusa
11Cachoeira do Entorno da Geladeira
121ª Cachoeira da Enseada
132ª Cachoeira da Enseada
14Cachoeira da Hípica / Aranhas
15Cachoeira da Igurê
16Cachoeira do Tubo
17Cachoeira Encontro Tubo
18Cachoeira do Cantu
191ª Cachoeira da Cascata (Cascatinha)
202ª Cachoeira da Cascata (Cascatona)
21Cachoeira dos Escravos
22Cachoeiras da Geladeira
232ª Cachoeira da Geladeira
24Cachoeira do Marangão
25Cachoeira da Mata
26Cachoeira do Paredão
272ª Cachoeira do Paredão
28Cachoeira da Pedra
29Cachoeira do Pneu
30Cachoeira Pico da Queda
31Cachoeira do Quebra-Tudo
32CACHOEIRA SANTA CECILIA
33Cachoeira São Matheus 1ª Queda
34Cachoeira São Matheus 2ª Queda
35Cachoeira das 2 Quedas
36Cachoeira do Tassio Natureza
371ª Cachoeira da União
382ª Cachoeira da União
39Cachoeira do Urubu
40Cachoeira Vigilancia
411ª Cachoeira Vigilancia
422ª Cachoeira Vigilância
433ª Cachoeira Vigilância
44Cachoeira dos Bandeirantes
451ª Cachoeira da 09 de julho 9 (Roça Grande)
462ª Cachoeira da 09 de julho 9 (Roça Grande)
473ª Cachoeira da 09 de julho 9
48Cachoeiras de São Pedro
492ª Cachoeira da Mata
503ª Cachoeira da União
512ª Cachoeira Copaíba
522ª Cachoeira do Entorno Santa Marcela
53Cachoeira Santa Marcela
542ª Cachoeira Santa Marcela
551ª Cachoeira do Entorno Santa Marcela
56Cachoeira da Faz. da Gávea
57Cachoeira Rosa 2ª Queda
58Cachoeira Estrela 2ª Queda
59Cachoeira Rosa 1ª Queda
142Cachoeira de Oriente
143Cachoeira da Fazenda Floresta
144Cachoeira de Águas de Santa Bárbara
246Casca Dantas
247Fundão
248Maria Augusta
351Cachoeira da Real (Cunha-Parati)

Cachoeira do Pedrão – Heliodora-MG

Telhão Representando o Piramba em Minas Gerais

Nosso amigo de pedal e pirambeiro, Rafael Botelho, o homem do agro percorre a trabalho vários municípios de Minas Gerais e sempre que tem um tempo aproveita para conhecer as maravilhas da natureza de Minas Gerais. Dessa vez visitou a Cachoeira do Pedrão no município de Heliodora e nos enviou o vídeo desse registro.

Valeu meu amigo, continue representando bem o Piramba MTB Brasil a fora. Onde há cachoeira em nosso belo país, o piramba MTB tem sempre interesse em divulgar. Nosso país é repleto de lugares bonitos por natureza, e muitas vezes tem uma cachoeira belíssima aí ao seu lado e você nem sabe, pois além de faltar muita infraestrutura e divulgação, o que mais falta talvez seja a valorização do nosso patrimônio natural regional.

Muitas vezes quem vive ali perto não se dá conta do que para ele pode ser algo trivial, para muitos outros é uma atração turística e tanto. Por isso, vamos viajar para conhecer no país, mas também vamos conhecer o que a natureza fez de bonito e que está ao nosso lado, é importante dar valor também ao que temos em nossa região. O país tem tantas atrações naturais, é preciso que o brasileiro conheça e valorize as belezas de suas terras, o que existe ao seu redor. As vezes viajamos para longe e gastamos muito para termos um contato maior com natureza, mas muitas vezes isso é possível ali no sua terra ou nos município vizinhos, e com menor gasto de tempo e dinheiro.

* Heliodora-MG

O Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, representado pela EMBRATUR, outorgou o SELO DE MUNICÍPIO COM POTENCIAL TURÍSTICO ao município de Heliodora em 07 de março de 1996, e hoje, é pertencente ao Circuito das Águas, juntamente com os municípios de Lambari, Cambuquira, São Lourenço, Caxambu e outros.

Heliodora com sua tranquilidade, comum em cidades do interior, é um lugar excelente para o descanso e lazer de seus moradores e também de visitantes, que vêm para Heliodora em busca de paz e tranquilidade.

*Cachoeira do Pedrão

Situada 6,5 Km do centro da cidade, no Bairro da Floresta, possui queda d’água de 40 metros que cai de um pedrão rochoso e forma um poço estreito e comprido cercado de pedras. Possui uma grande piscina com a água que vem da serra. Há bar e restaurante em estilo rústico e aconchegante onde a natureza faz parte da decoração, aproximando homem, fauna e flora. Como Chegar Na praça Santa Isabel, seguir até o final da Av. Alvarenga Peixoto por 600 m, entrar em estrada de terra em direção à Lambari e seguir por 5,5 Km, entrar à esquerda, e seguir por mais 1 Km até a cachoeira.

* Fonte: http://www.heliodora.mg.gov.br/turismo.htm

Piramba Explorer: Cachoeiras Inéditas em Vera Cruz (Vale do Araquá)

Piramba Explorer: Descobertas e Sofrência

O Piramba MTB já percorreu dezenas de cachoeiras em Garça e região, tanto as principais e mais famosas como também muitas inexploradas e desconhecidas, ainda assim, sabemos que provavelmente existem outras dezenas a serem registradas pela lente intrépida e inquieta do Piramba MTB.

Logo, de vez em quando é dia de Piramba Explorer, ou seja, é dia de sair rumo ao desconhecido, explorar novos caminhos e horizontes, ir onde desconfiamos que possa existir outras cachoeiras inéditas e ter aquele gostinho de ser surpreendido por uma bela cena da natureza, uma cachoeira ou um pico inédito. Por outro lado, nesse tipo de pedal aventura a sofrência e a frustração também são partes do enredo.

É comum traçar planos e metas para chegar em tal ponto, descer o vale, subir um morro, atravessar um alagado de taboal, mas muitas vezes o obstáculo se mostra intransponível, como um paredão ou abismo a frente. Muitas vezes seguimos com um objetivo, mas somos obrigados pela força da natureza bruta a recuar, voltar, nos localizarmos no mapa por satélite e rever a rota. Carregar a bike morro acima sempre acontece nessas ocasiões, percorrer cursos d´água para ver se chega em uma cachoeiras, escalar um pouco galhos e pedras, pula cerca, pula brejo, é um pouco de tudo, e também é preciso levar muito mato no peito, pedalar em terrenos inóspitos, onde não há nenhuma trilha ou caminho, é totalmente “off road”.

O Belíssimo Vale do Araquá

Se em alguma ocasiões a expectativa não vira realidade, em outras vezes rende muitas descobertas e várias cenas lindas da natureza exuberante de nossa região. Dia 28/03 e 02/04/2021 foram dias de Piramba Explorer, mais precisamente fomos explorar a região atrás do Posto Vera Cruz que fica a beira da rodovia SP-294 e nas proximidades do bairro rural Araquá. Aliás ao fundo dele, tem um belíssimo vale e felizmente encontramos algumas cachoeiras.

Embora o intuito inicial era descer o vale e chegar até o fundo dele para então procurar acessar as cachoeiras por baixo, isso não foi possível. Contornamos boa parte do acidente geográfico, mas não conseguimos achar um ponto que não fosse abismo para assim poder descer. Porém, como somos persistentes, voltamos lá outro dia com mesmo objetivo, mas novamente a natureza nos deu um baile e vimos que o buraco é mais em baixo, literalmente, é muito mais em baixo, o vale é uma espécie de Canion, de longe parece até que é possível descer até o seu fundo, só que de perto vemos que somos apenas formiguinhas em meio a sua imensidão vertical.

Saldo do Explorer: 5 Cachoeiras Inéditas

Entretanto, nada é em vão, nesse retorno, outra cachoeira por cima nós encontramos, trata-se de um pico muito alto e com uma bela visão, pena que é pouco o volume do córrego. A vontade de tomar um banho em baixo dela é gigante, assim como os obstáculos para chegar até lá. De qualquer forma, são válidos os registros e as descobertas, são mais cinco cachoeiras a serem acrescentadas no Mapa das Cachoeiras da região de Garça-SP. E quem sabe em um auspicioso dia conseguiremos iremos chegar em baixo das três grandes quedas que identificamos mas que apenas acessamos elas por cima. É um desafio e tanto.

Ao final, o saldo desses dois dias de Piramba Explorer foi altamente positivo, além de três grandes cachoeiras inéditas, também encontramos outras duas cachoeiras pequenas e boas para banho, estas sim conseguimos chegar por baixo delas. Isso tudo é mais uma demonstração da vastidão de cachoeiras que existem em nossa região, a maioria inexploradas e desconhecidas. O trabalho de procurar por novas cachoeiras é árduo e cada vez mais difícil na medida que estas são geralmente desconhecidas, além de ficarem em lugares remotos e de difícil acesso.

Rudi Arena

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E Lá Fomos Nós Para Mais Uma Aventura

Strava-Cachoeira de Ubirajara

Segunda-feira começara, primeiro dia do mês de fevereiro deste ano. Logo pela manhã a vontade de pedalar se acumulava mesmo depois de um final de semana insano, de muita pirambeira, as pernas já pediam descanso, mas a cabeça não descansava um só momento, e a memória das trilhas de sábado e domingo, alimentavam ainda mais vontade de um role diferente para aquela semana.

Já há algum tempo, vinha pensando em fazer uma trilha diferente, entre um afazer e outro, diversos trajetos passavam por minha cabeça mas nenhum deles completava a vontade incontrolável que estava de pedalar para algum lugar diferente por aqueles dias. Pois é, não é que depois descobri que não era somente eu que estava buscando pedalar para novos destinos, mas também o Pirambeiro Henrique Volponi, que no decorrer daquela segunda despretensiosa, entre uma proza e outra no Whatsapp acabara me indagando se eu não toparia pedalar com ele no dia seguinte. Era o convite que eu precisava.

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Prontamente aceito o convite, acabamos recorremos na mesma dúvida, qual seria nosso destino. Não demorou muito para que esse role logo fosse promovido, ambos bastantes entusiasmados por uma aventura, de um pedal comum de aprox. 50km, logo já falávamos em fazer um longão, e a partir daí, a coisa começava a mudar de figura e esse longão começava a criar forma.

Já que iriamos fazer um pedal maior, um longão, sair bem cedo é uma estratégia usada por muitos ciclistas, com isso evita-se desidratações precoces e o castigo que sofremos quando ficamos expostos ao Sol, além de podermos contemplar o Sol nascer, que diga-se de passagem, é lindo. Cinco e meia da manha na padoca foi o horário e o local combinado, selado o compromisso de ir, o destino naquele momento deixara de ser o mais importante e apenas pedalar e se divertir já protagonizavam o sentimento de ambos.

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Seguido de um dia normal a noite veio, o trajeto ainda era incerto, a única certeza era que ia rolar um pedal irado. Durante a noite, pensando ainda em qual trajeto poderíamos seguir, o destino de Ubirajara por Lucianópolis figurou entre os que passaram por minha cabeça, confesso ate que com certo apreço belas belezas visuais que o vales do caminho proporcionam, mas logo dormi e nada estava certo ainda.

Quatro e meia e o celular desperta, alguns minutos de preguiça e logo já estou em pé, trocado e equipado para nos encontrarmos no local marcado, a fraterna padaria Santa Antônio, que diariamente doa café e pão acolhendo e dignificando um pouco os morados de rua de nossa cidade.

Durante o café, percebi que estávamos sintonizados quanto ao trajeto a ser percorrido, entre um gole no café e uma mordida no pão, certa a pergunta veio;

-vamos para onde? Pergunta Henrique.

-pensei em Ubirajara, respondo eu.

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Nesse momento não tive dúvidas, o Henrique estava disposto a fazer o percurso que pensará durante a noite e enquanto me preparava para sair de casa, partir para Ubirajara já era certo. Não muito antiga, a cidade hoje tem aproximadamente 71 anos, Ubirajara é uma pequena e aconchegante cidade que ao longo dos tempos, além de abrigar em uma humilde moega, o conhecidíssimo Sr Alcindo Petenucci, tradicional e famoso fabricante de botas e botinas artesanais, hoje também se consolida como uma importante região citricultora. Muito ocupada pelos pomares de laranja que ao longo do tempo migraram de regiões em regiões buscando terras novas, com menores pressões de doenças, Ubirajara hoje se destaca também pelo cultivo de mandioca e amendoim além do tradicional café ainda muito cultivado.

Café da manhã tomado chega a hora de partimos e esse dia de pedal, já mostrava que seria fantástico, pois o dia que se começara a nascer ja se mostrava lindo com os primeiros raios de sol que iluminavam o horizonte.

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Seguimos sentido venda seca, e ali teríamos que tomar uma a primeira decisão do dia. Iriamos para Ubirajara por Lucianópolis ou pelo Bar Azul (uma conhecida venda localizada no início de uma estrada municipal, que dá acesso por terra para Ubirajara). Próximo de chegarmos na bifurcação, decidimos ir por Lucianópolis, afinal a estrada é muito linda, percorre todo o espigão do vale que além de deixar o caminho um pouco mais longo, enche nossos olhos com belezas imensuráveis, detalhe que nos agradaria muito naquele dia que havíamos tirado para pedalar.

Entramos fazendo o trajeto da Cia Inglesa no sentido horário e logo após uns 9 km saímos pelo acesso que liga aquela estrada municipal a Fernão, Lucianópolis e também a Ubirajara, seguimos reto e mais alguns quilômetros já avistamos a aconchegante Lucianópolis. Chegamos e já partimos para a padaria, afinal como diz nosso querido amigo @broubrutodrews , o cavalo come, o cavalo anda, afinal , se alimentar e se hidratar fazem parte de todo pedal porque #nqsf . (ninguém quer ser feio mais não, todo mundo esta treinando, bora treinar também ). Já reabastecidos seguimos para Ubirajara. O acesso seria por asfalto, piso que não agrada Pirambeiro algum que se prese. Então decidimos pegar um acesso por terra e passar pela ponte do rio vermelho, um lugar que não fazemos questão de não passar, água corrente e uma bela mata ciliar fazem parte do cenário que encontraríamos nesse local.

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Entre um girar e outro do pé de vela, o caminho ia seguindo, para qualquer lado o horizonte nos mostrava incríveis paisagens naturais, vales imensos, grandes plantações florestais além das tradicionais propriedades rurais que compõem a beleza desse trajeto e a belíssima e capela a beira da estrada, sempre abençoa e protege os que ali passam. Muita proza, sempre boa por sinal tocamos no assunto da cachoeira de Ubirajara, uma visita que já arquitetávamos a tempos e que começava agora a ser um forte possibilidade de incluí-la no trajeto visto a proximidade com que passaríamos dela em nosso retorno.

Chegando em Ubirajara, mais uma parada para nos alimentarmos e nos hidratarmos para em seguida nos prepararmos para iniciar a voltar para nosso ponto de partida, Garça-SP. A parada escolhida, foi o posto de gasolina que nos abrigou no último Pedal Corujão dos PirambaMTB, um pedal que marcou na história do grupo em um dia que fomos testados ao limite pela mãe natureza. Respeitá-la foi nosso maior ensinamento nesse dia, fortes chuvas, raios e trovoes nos obrigaram a interromper o pedal e esse posto naquele dia, foi nosso abrigo ate o resgate chegar pelo amanhecer.

Prontos para a volta, partimos retornando, a estrada muito boa nos beneficiava, pois o sol nesse momento já judiava um pouco de nossos corpos, e passar pela Cachoeira de Ubirajara já começava a ser uma boa opção para o momento. Chegando ao primeiro entroncamento, ponto crucial para decidirmos se iriamos ou não a cachoeira, o clima deu o veredicto, e nós nem pestanejamos, saímos à esquerda, diretamente sentido Alvinlândia rumo a cachoeira que há tempos não visitávamos.

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O trajeto a partir dali seria quase todo de subida, e as placas sinalizavam o caminho da cachoeira que possui um acesso muito fácil, estando localizada a 80 metros da estrada municipal. Chegando no próximo entroncamento, saímos a esquerda novamente, indicados por uma placa que ali não deixava que errássemos o caminho. Descemos por uma estrada de paralelepípedo e mais uns metros após seu final, já chegaríamos ao ponto de acesso para a cachoeira.

Muito ansiosos em rever mais essa cachoeira, logo já estávamos chegando nela, o acesso permite que cheguemos andando em nossas bicicletas ate aproximadamente 4 metros de sua queda, e isso fez com que ficássemos mais tranquilos, em estar próximos de nossas bikes, permitindo que aproveitássemos aquele momento com muito mais tranquilidade. Normalmente algumas cachoeiras possuem um acesso mais difícil, nos obrigando a deixar nossas bikes acorrentadas em árvores pela mata, o que nos deixa sempre um tanto quanto preocupados, mas que nesse dia não seria o caso.

Uma queda linda e um poço profundo fazem dessa cachoeira um lugar de muita visitação por parte dos moradores daquela região, nota-se algumas instalações de alvenaria, antigas por sinal, mas que mostravam que um dia, esse local abrigou algum projeto agrícola de irrigação ou energético visto o formato das ruínas que ali ainda se mantinham em partes de pé. A manutenção do lugar é feita pela prefeitura de Ubirajara e pelo que nos foi informado é a responsável legal por esse local.

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Após nos refrescarmos por algumas horas, não poderíamos evitar o momento de partida, felizmente estávamos de energia renovadas, prontos para os aproximadamente 50km que nos faltavam para o retorno aos nossos lares, mas com nossas almas regadas e inundadas por uma sensação incrível de bem estar. O contato com a natureza sempre nos alimentou e esse, é um vicio que nos dos Piramba MTB não queremos perder nunca. Desbravar novos destinos, novos trajetos e novas quedas de água, fazem parte de nosso DNA e o arrepiar da pele a cada momento que nos deparamos com impactantes cenários de beleza natural, rega nosso espírito aventureiro, alimentando nosso sentimento insano de desbravadores naturais. O retorno foi tranquilo e abençoado não só pela proteção no caminho mas também pelo dia maravilhoso que tivemos.

João Daniel

Cachoeira do Travessão 11 no Distrito de União do Norte – Peixoto Azevedo (MT)

Quem visitou essa cachoeira fenomenal foi o nosso amigo e pirambeiro José Marcelo Gantus que é da terrinha (Garça-SP) mas que anda radicado já faz algum tempo em Marcelândia no Mato Grosso e nos brindou com essas belas imagens. Ele pegou a magrela e padalou muito até chegar na Cachoeira do Travessão 11 que fica no distrito de União do Norte no município de Peixoto Azevedo. Não tem como negar que o esforço não foi em vão, boa Marcelinho!!!

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O Distrito de União do Norte do Município de Peixoto de Azevedo e sua principal Atração Turística

O Distrito União do Norte teve origem devido a explosão populacional ocorrida no início de Peixoto em busca da riqueza do ouro descoberto. No ano de 1991, o senso populacional apurou mais de 37.000 habitantes no município. No mesmo ano, tudo foi ao caos por motivo da instalação do Plano Collor, que levou a falência a principal atividade econômica de Peixoto de Azevedo, a exploração do ouro. Mesmo assim, o êxodo populacional se tornava cada vez maior.

Ao se deparar com este quadro caótico que se agravava dia a dia, o novo chefe do executivo local Leonísio Lemos, que em sua juventude no ano de 1977 foi Professor de Geografia e História em Juara na Escola Estadual Oscar Soares, resolveu então, levar os renascentes do garimpo, e fixa-los no campo, onde com o apoio da prefeitura, com lotes doados de 21 alqueires cada, ali pudessem trabalhar e consequentemente tirar o sustento próprio para si e suas famílias. Pois imensas áreas de terras sem produzir, estavam nas mãos de latifundiários de outras regiões.

Cachoeira do Travessão 11, localizada no Distrito União do Norte. É uma das principais atrações turísticas de Peixoto de Azevedo. Foto por: James Dean A. Bráz

Começava então, no ano de 1993, a ocupação do latifúndio pertencente à Agropecuária do Cachimbo, em que envolveu milhares de moradores de Peixoto de Azevedo. O prefeito, junto com o maquinário da prefeitura à frente, deu início ao processo de assentamento rural em uma gleba de terras, até então, completamente improdutiva. Desta forma, a cidade se desafogou e foi criado um centro de produção e de absorção de mão de obra no interior, o distrito tem como principal ponto Turístico a Cachoeira da Onze com uma queda d’água de 25 metros. (livro “NA TRILHA DO OURO” do Escritor e Jornalista Vargas D. Pontes).

Hoje o Distrito União do Norte já conta com um crescimento que acontece acima da média de outras localidades e sua sede localizada às margens da rodovia MT 322, se iguala a uma cidade. É o maior assentamento da América Latina, já foi encapado pelo INCRA, sendo também considerado modelo de reforma agrária. Estima-se que já ultrapassou aos 12.000 habitantes desde 2010, e contando com uma infra estrutura razoável, pensa-se em emancipar, e os primeiros passos para isto já tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre 2013 e 2014 estava na lista do projeto de lei sobre a criação de novos municípios, aonde foi aprovado pelo senado, mas por enquanto, vetado por duas vezes seguidas pela Presidente Dilma Rousseff.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Peixoto_de_Azevedo

Sábado de Sol e o PirambaCop em Ação na Cachoeira da Enseada e Cachoeira Estrela. TOP!!!

Sábado de sol, ao invés de pegarmos o caminhão, pegamos nossas magrelas e amadas bicicletas de MTB e partimos rumo as cachoeiras de nossa abençoada região. Os bikers do Piramba-MTB entrando pela rodovia SP 331 em direção a Venda Seca ou Granja de Galia fizeram um pequeno trecho de 10Km, por asfalto e depois por terra pra chegar na cachoeira da Enseada, passando por um Horto Florestal da Fazenda Enseada numa trilha com um corredor com sombras da plantação de mognos africanos.

Honrando o nome e a marca Piramba, descemos pirambeira abaixo, com bikes sendo tranportadas ao invés de nos transportar em alguns momentos, devido ao terreno de muito declive e no meio do mato, até um pouco de técnica de alpinismo sendo usada pra descer pela rocha que dá acesso ao primeiro e segundo níveis da cachoeira da Enseada.

Recompensados pela água límpida e gelada, muito bem-vinda num escaldante sol de sábado, com aquele banho pra lavar a alma.
Como ainda havia sol presente, os Indianas Jones do interior partiram para mais uma aventura, não em busca do cálice sagrado, mas sim da Cachoeira da Estrela.

Acessando a estrada de terra conhecida como Nove de Julho, poucos Kms percorridos, várias cercas puladas e pedal adentro do pasto, com trilhas bem técnicas chegamos a mais uma cachoeira, da Fazenda Estrela, com uma grande pedra encravada ao lado, deixando a visão da natureza ainda mais impressionante.

O drone Piramba-Cop captou todas as imagens aéreas da vegetação em volta das cachoeiras, sendo vigiado em alguns momentos por uma bela borboleta azul.

Alexandre Dantas

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Cachoeira do Poção – PirambaCop

Imagens captadas por Vicente Conessa com o PirambaCop

É a nova queridinha do PIRAMBA?
Dentre as inúmeras cachoeiras que rodeiam a abençoada região de Garça, parece que temos uma nova queridinha. Será mesmo?


Pois bem, se o objetivo é se refrescar em uma queda d’água, a cachoeira do poção é uma opção perfeita. Não a toa foi o destino mais escolhido nos últimos meses quando a ideia era um banho de cachoeira com os amigos. Localizada bem próxima ao distrito de Jafa, a cachoeira do Poção chama atenção pela sua beleza, altura e é claro, pelo enorme poço de água que se forma aos pé da queda.

O último domingo estava tão quente que a ideia de fazer um longo pedal começou a perder o sentido. Logo no início da tarde, recebo uma mensagem com o convite certo:

“Vamos na cachoeira do poção levar o pirambacop (nosso querido drone) para fazer algumas imagens?”
Precisei de meio segundo, ou menos, para tomar a decisão: Bora!


Fomos em 3, sem muita vontade e coragem de pedalar sob o sol escaldante, mas com o pensamento no banho de cachoeira refrescante, a nossa recompensa. E acredite, quando eu digo recompensa, é assim mesmo que devemos encarar, pois o caminho de acesso é árduo e a pirambeira é grande.

Desce montanha, sobe montanha, empurra a bike, carrega ela nas costas, encara o mato alto, escorrega em barrancos e ainda percorre um longo caminho pelo curso d’água.
E aí, tudo isso vale mesmo a pena?
Bom, é só conferir as imagens e tirar a sua própria conclusão.

As imagens feitas pelo pirambacop falam mais que mil palavras. Uma cachoeira realmente imponente e reservada. Poucos a conhecem, muitos nem se atreverão nessa aventura.

Mas e quanto a pergunta? Temos uma nova queridinha?
Eu diria que temos mais uma queridinha!
Pra que escolher uma dentre tantas? Essa é a vantagem de ser um pirambeiro em meio a tanta beleza natural.
Só nos resta agradecer pela oportunidade de poder curtir cada uma delas, a sua própria maneira.

Fausto Fujikawa

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Km 10 e Cachoeira dos Macacos

Pedal de apenas 55 KM no total e 889 metro de ganho de elevação, mas isso não quer dizer exatamente nada. A ida é pela estrada da corredeira proporciona belas paisagens e uma descida de serra bruta, mas até aí normal. Voltar pelo conhecido KM 10 já em Álvaro de Carvalho já começa a testar um pouco dos limites físicos, técnicos e as vezes até emocional, porque dependendo do estado de espírito ou de cansaço do ciclista e da subida que ele vê pela frente, pode abalar psicologicamente qualquer um.

O fundo do vale parece um tsunami de areião, pode chamar de vale da areia, as magrelas sofrem patinando no terreno hostil, e o esforço do ciclista parece em vão, parece que se mata e não sai do lugar. Depois, a subida para voltar a civilização não é das tarefas mais fáceis, ainda mais no calor escaldante próximo do meio dia. É uma serra bruta demais, e logo que galgamos alguns degraus dela já era ora de encarar a trilha da Cachoeira dos Macacos.

O nome da cachoeira é porque da primeira vez em que fomos à ela um bando de macacos pregos nos receberam logo no início, depois em um outro dia também voltaram a dar o ar da graça pelo caminho. Uma pena que nesse dia eles não quiseram aparecer, mas que continuem a habitar este lugar que são deles por natureza com suas serelepes macaquices de costume, fazendo barulho e com uma agilidade entre árvores incrível.

Conciliar a serra bruta do KM 10 com a trilha a pé igualmente pesada para chegar até a Cachoeira dos Macacos cobrou um preço salgado, e literalmente, não faltou suor escorrendo a escorrer pelos lábios, mas nada que o Piramba MTB não tire de letra, isso não torna o pedal menos cansativo, e, ao mesmo tempo um banho de natureza bruta para todos nós.

Além das belas paisagens também tivemos a privilegio de topar pelo caminho com uma linda e peçonhenta cobra, um belo e robusto lagasto teiú também rápido cruzou nosso caminho, mas foi o show do mar de borboletas amarelas que deu cor e abençoou esse nosso pedal perfeito.

Infelizmente a estiagem ainda é forte, e mesmo com a entrada da primavera, o regime de chuvas ainda não se normalizou, por isso o volume d´água da do córrego da cachoeira estava bem abaixo do que o de costume. É uma pena ver o leito d´água desse jeito, mas ao menos o poço da cachoeira continua largo e fundo e veio bem a calhar naquela hora.

O lugar é fantástico com um grande poço, ótimo para aquele banho de cachoeira fenomenal, ainda mais que chegamos em um sol de rachar mamona, o corpo pedia um refresco e um momento de relaxamento, mas o pedágio que a volta que da Cachoeira dos Macacos cobrou foi um pouco puxado.

Tivemos que encarar quase que um paredão na volta, seguir pé é pesado, levando em consideração o pedal até ali. Aliás conciliar um pedal forte com um trekking pesado exige um esforço físico diferente do corpo, mas assim que é muito bom, chegar em casa cansado e com o sentimento de missão cumprida não tem coisa melhor.

Essa foi a primeira vez que o Piramba MTB vai na Cachoeira dos Macacos de Bike e pelo Km 10, sempre é possível inovar e mesclar trilhas de bikes com cachoeiras, essa é nossa pegada. e que assim seja.

Rudi Arena

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A Surpreendente e Inexplorada Cachoeira do Poção em Jafa (Inédita)

Esta é mais uma cachoeira inédita e desconhecida de Garça-SP que foi desbravada pelo Piramba MTB e que temos a honra de divulgar para que as pessoas possam conhecer um pouco mais das vastas belezas naturais desse Município.

Embora já tivéssemos chegado a ela por cima, nunca tínhamos chegado á ela por baixo. E foi essa a nossa missão nesse dia, sem saber se teríamos êxito ou não, pois quando se segue rio acima sem conhecer o percurso, muitos obstáculos podem aparecer pelo caminho. Mas a sorte estava conosco, demorou um pouco, mas chegamos até cachoeira sem maiores dificuldades e foi então que tivemos a grata surpresa, a visão de cachoeira espetacular.

Ela está situada no distrito de Jafa, não muito longe da área urbana, mas o seu acesso não é dos mais fáceis. Ela fica encravada no fundo de um vale de encostas altas e íngremes. E, possui um exuberante e fundo poço que não dá pé, e que é ótimo para se banhar e até para nadar.

A água que parece bem limpa neste dia estava muito gelada, apesar da temperatura quente do começo da tarde, mas isso não impediu que gente tomar aquele banho de cachoeira de lavar o corpo e a alma.

Ela fica bem escondida, e quem passa por perto não imagina a joia que existe ali. Sua águas tem origem em uma nascente com origem quase que na área urbana do distrito de Jafa e este curso d`água pertence a bacia hidrográfica do Rio do Peixe.

E não é só a cachoeira que é encantadora, tanto o caminho para chegar até ela, como todo o seu entorno, são belíssimos. Mas isso não que dizer tudo são flores, andar no leito do rio, transpor as pedras no caminho, carregar a bike nas costas morro acima e depois completar o percurso de mais de 40 km de mountain bike foi um pouco cansativo.

Se fosse só o pedal ou só a cachoeira seria mais tranquilo, mas pedalar e fazer trekking é mais desgastante, principalmente porque este último somos obrigados a trabalhar músculos que não estamos acostumados quando apenas andamos de bike, e para ajudar, ainda tinha que pedalar mais 30 km de subidas brutas e também com muito areião, já que uma forte estiagem castiga atualmente a nossa região. Que venha o período chuvoso!

Rudi Arena

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Cachoeira Duas Quedas, O Espetacular Encontro de dois Rios.

Sabe aquelas cachoeiras que a gente só vê em filmes ou fotos? Aquelas que seriam capazes de despertar tanto o seu espírito sereno como aventureiro?
Pois bem, no ultimo final de semana tivemos a satisfação e o enorme prazer de estar mais uma vez aos pés da cachoeira das duas quedas, talvez uma das mais belas paisagens da região.

Ao nome citado caberia, quem sabe, uma pequena correção: Não se trata de uma cachoeira com duas quedas (como o nome poderia induzir), mas sim duas belas cachoeiras lado a lado, contemplando assim, duas lindas e imponentes quedas d’Água.


Como nada é de graça nessa vida, para alcançar esse espetáculo natural foi preciso percorrer um longo e árduo caminho no melhor estilo trekking, mas o final valeria muito a pena.

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O acesso foi realizado por dentro de uma fazenda as margens da estrada 9 de Julho, já na região da cidade de Vera Cruz.


Com a permissão de acesso concedida pelo proprietário da fazenda, iniciamos a nossa jornada PIRAMBA abaixo. O primeiro trecho é uma descida extremamente íngreme e, como se não bastasse, forrada de folhas secas ao chão o que dificultou ainda mais o controle de quem buscava algum ponto de apoio.

O jeito foi tentar descer segurando em galhos, apoiando os pés lateralmente à descida ou da forma que cada um se sentiu mais seguro.

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Ao final da descida, hora de se recompor, respirar fundo e se preparar para iniciar o trecho de caminhada pelo curso da água, contra o fluxo da correnteza, mas no sentido certo das cachoeiras.


Esse novo percurso é de aproximadamente 1000 metros e oferece bastantes obstáculos e desafios. A maior parte da caminhada foi feita sobre pedras soltas e cobertas com grande volume de água. Nesta etapa, os espaços de chão firme começam a ficar escassos, cada pisada deve ser calculada e com a atenção máxima.


Em meio às dificuldades de locomoção, uma breve pausa para contemplar o curso d´Água. Quanta abundancia de água cristalina corre por entre pedras e troncos. Que lugar fantástico!

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Mais alguns minutos de caminhada e já estávamos nos aproximando das grandes quedas. A essa altura já era possível ouvir o som das cachoeiras e a ansiedade começou a aumentar.


O ultimo trecho a ser percorrido é uma escalada sobre grandes pedras, que amontoadas e enfileiradas lhe conduz aos pés das cachoeiras. É uma escalada de aproximadamente 10 minutos, mas todo cuidado é pouco, pois existem pedras soltas, escorregadias e também frágeis no percurso.


Procuramos o caminho mais seguro e seguimos a escalada. Ao pisar sobre a ultima grande pedra amontoada, uma visão que agrada a alma e o coração. É impossível não sorrir diante daquela paisagem.
As duas quedas d´Água, cristalinas, gigantes e com muita vazão aparecem lado a lado acompanhando um lindo paredão.


Por alguns minutos ficamos ali, apenas admirando e agradecendo a oportunidade. A energia positiva estava evidente naquele lugar.
O banho em ambas as cachoeiras foi merecido. A água estava gelada, o caminho de volta prometia ser ainda mais complicado, mas quem se importa? A felicidade era contagiante!

Fausto Fujikawa

PirambaCop no Pico do Urubu. Sensacional!!!

Mais uma vez o PirambaCop entrou em ação, desta vez ele foi ao Pico do Urubu, um lugar fabuloso no Distrito de Jafa, e captou imagens de uma beleza ímpar. Também, não é por menos, ali a natureza foi para lá de generosa com Garça.

O vídeo mostra as águas da cachoeira em queda livre e parece até que ela dança sob a batuta do vento, um espetáculo que só essas imagens aéreas inéditas feitas pelo Piramba MTB podem comprovar.

PirambaCop na Cachoeira do Cantu

Esta foi a primeira vez que o nosso PirambaCop alçou voo na espetacular Cachoeira do Cantu, que é talvez a melhor cachoeira de Garça para se banhar e curtir um dia de calor.

São várias as quedas d´água desta cachoeira, ela tem um ótimo poço também, apesar de não ser muito fundo, ele é bem largo e ainda tem ao lado um espaço com areia que se assemelha a uma prainha. Por tudo isso, é muito procurada por quem gosta de cachoeira e contato com a natureza. Porém, é necessária a expressa autorização do proprietário para ir até ela.

O mais legal deste vídeo é que mostra que a Cachoeira do Cantu na realidade é formada da junção de dois cursos d´água distintos. Quando se está lá em baixo da cachoeira a impressão é que se tem é que seria um só rio cuja as águas caem de forma esparramada pelas paredes de pedra. Mas não é isso, as imagens áreas captadas mostram dois rios diferentes que ali se encontram para formar este maravilhoso patrimônio natural de nossa região.

Rudi Arena

A Bela e Desconhecida Cachoeira São Matheus – Distrito de Jafa (Garça-SP)

Esta cachoeira é uma verdadeira joia encravada logo no começo da perigosa descida de Jafa, velha conhecida dos ciclistas e não muito longe da pequena zona urbana daquele distrito. Porém, o acesso a essa cachoeira que faz parte da bacia do rio do peixe é um tanto espinhoso. De todas as cachoeiras já registrada pelo Piramba, é talvez a mais difícil. O terreno de uma hora para outra cria um abismo e o curso d´água da cachoeira fica lá em baixo.

Demora um pouco para achar o melhor lugar para descer, não há caminho ou picada para chegar até lá. A gravidade joga bastante contra, a inclinação é severa, tem que calcular cada passo e procurar algum galho ou raiz para apoiar-se, ainda assim, a ameaça de rolar morro abaixo parece ser uma constante. Mas levando muito mato no peito, enfim, chegamos lá em baixo.

Logo nos deparamos com um pico alto e com uma cachoeira de respeito, só o que chamou a atenção foi o grande e largo poço no fundo. Nunca descemos ali, do alto parece não haver caminho. Mas quem sabe seja uma missão para o próximo Piramba Explorer, chegar em baixo desta cachoeira seria o máximo, mais uma cachoeira animal a ser desbravada. São muitos os encantos escondidos e desconhecidos de Garça que nós moradores do município, pouco conhecemos. Os lugares mais inacessíveis são também os mais desconhecidos, e muitas vezes os mais belos.

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Existe esse lindo poço abaixo que o Piramba MTB ainda precisa conhecer.

Porém, o objetivo traçado neste dia era chegar em outra cachoeira, para isso era preciso seguir rio acima, e lá, mais dificuldades apareceram, nada que uma escalada de leve, e mais um tanto de mato no peito não resolvesse.

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O acesso a cachoeira não é fácil, mas o banho é recompensador.

Enfim, o sacrifício foi recompensador, apesar de ser inverno o dia estava bem quente e propício para um revigorante banho de cachoeira. A água em queda livre cai de forma esparramada o que dá a impressão de fazer fazer um véu que cobre o corpo de forma suave e macia. A cachoeira também possui um poço não muito largo, mas bem profundo em alguns lugares.

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A água cai de forma a fazer uma espécie de véu branco no ar.

A volta também não é das tarefas mais fácies. A sensação é de estar dentro de um buraco dentro da mata e sem lugar de saída, ao redor o tudo é tão íngreme que não se vê por onde é possível subir. Mas prestando bem atenção,sempre acha-se um caminho , e para isso foi preciso escalar e até mesmo rastejar para seguir subindo em frente. Demorou um pouco para conseguir enxergar o clarão lá fora, e deu um certo alívio de saído dali, mas por outro lado é muito bom o gostinho aventura e de sentir a natureza na sua forma bruta.

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O desnível é grande para voltar à civilização, é preciso escalar um pouco.

Pela frente ainda tinha 30 quilômetros de bike, e boa parte da barra de nossa barra de energia tinha sido gasta para chegar na cachoeira. Ainda assim, foi tranquilo, só continuar a descida de Jafa, passar pela ponte do Rio da Garça, e subir bem até chegar na Estrada 09 de Julho. O bom é que existe um bar a beira desta estrada, ótimo momento para fazer uma parada de descanso e tomar um refrigerante antes de finalizar o pedal.

Esta é uma cachoeira que não é sempre que se vai, pois é osso chegar até ela. Agora, só ano que vem e olha lá. Mas como há uma outra cachoeira abaixo dela que promete ser bem interessante, pretendo voltar ali perto para procurar um caminho. Bora conferir seu lindo poço que até parece uma piscina natural com bordas de pedras, tem tudo para ser sensacional.

Rudi Arena.

A Lendária Cachoeira do Gaia (Inédita) e o Vale do Rio Tibiriça em Garça-SP

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A Cachoeira do Gaia

O destino inicial do pedal era chegar na Lendária Cachoeira do Gaia, muito frequentada  e conhecida  pelos garcenses da antiga, aproximadamente há 30 anos, ouvia-se falar muito desta cachoeira,  principalmente em aos moradores da Vila Rebelo. Nas realidade, não se trata apenas de uma cachoeira, mas sim de um complexo de cachoeiras, mas infelizmente não foi possível explorar todas elas nesse dia.   Hoje, com a expansão da malha urbana em Garça-SP, a cachoeira hoje fica mais próxima da cidade ainda, mais especificamente perto do bairro do Frei Aurélio e do Monte Verde. O lado ruim desta proximidade, ela que ela acaba por sofrer com a poluição do lixo jogado na cidade, com as chuvas, esse lixo acaba descendo em direção ao começo do Rio Tibiriçá, por isso é possível achar muito plásticos na cachoeira, o que é lamentável para um lugar em que a natureza foi tão generosa.

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O Caminho a Beira do Vale do Rio Tibiriçá

Depois de chegar na Cachoeira do Gaia pela estrada de terra que existe ao final do distrito de indústrias de Garça, resolvemos seguir beirando o vale do Rio Tibiriça e logo avistamos uma linda  cachoeira à distância. Então chegar até ela passou a ser o nosso objetivo dali em diante, mas sempre pedalando pelo pasto e contornando o vale. Assim passamos por atrás do bairro São Lucas, do aterro sanitário e do prédio do SAPROMI, e seguimos adiante, afastando-se da zona urbana.

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O Pico do Carcará

Com o sol já caindo, enfim, chegamos na cachoeira, conhecida como Pico do Carcará, pois são muitas aves dessa espécie que circundam o lugar. De cima do pico, a visão é estonteante, um patrimônio natural pouco conhecido e preservado do município, próximo do aeroporto e da Estação de tratamento de Esgoto do SAEE. No total, foram pouco mais de 20 km pedalados, mas em razão do terreno, geralmente de grama e trios de boi, o pedal é um tanto arrastado, ainda mais porque são muitas as cercas a serem atravessadas. Mas só o visual de pedalar avistando uma linda cachoeira  já compensa qualquer esforço, a parte ruim mesmo é o mal cheiro de quando aproxima da estação de tratamento de esgoto, mas é assim mesmo, tudo tem o seu custo.

Rudi Arena

 

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Cenas exclusivas feitas pelo nosso amigo Vicente Conessa com o novo Piramba Cop, muitas outras belas imagens aéreas de Garça ainda virão:

Cachoeira do Gaia:

 

Pico do Carcará:

Piramba MTB na Cachoeira da Enseada em Garça-SP

A aproximação do inverno não é empecilho para o Piramba MTB aproveitar em peso uma das cachoeiras mais belas de Garça. A Cachoeira da Enseada foi a escolha da vez, mas nem todos arriscaram entrar em suas águas gélidas. De qualquer forma, foi uma ótima oportunidade para rever amigos, jogar conversa fora e dar boas risadas.
 
São duas cachoeiras na sequência, a mais bela é também a que tem o acesso mais difícil, pois é preciso descer escalando um pequeno paredão, apoiar o pé em uma raiz suspensa e confiar nela, não tem plano B, o que dá uma pitada de aventura e emoção para pedal.
 
Como a cachoeira é perto de Garça. ceca de 10km da cidade, e ainda tinha tempo para pedalar mais, resolvemos esticar até a Fazenda Igurê que sempre é um prato cheio para os amantes do mountain bike. Passamos por uma de suas lindas represas e depois pela capela, e a ali, a imagem de uma cerejeira toda florida chamou muito a  atenção pela sua beleza. Não poderia ter sido melhor. Pedal top com galera top e uma cena mais top que a outra. 
 
   Rudi Arena

 

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Cachoeira Estrela, Um Pedacinho do Paraíso em Garça-SP (Inédita)

Garça, e suas cachoeiras infinitas

Em uma tarde quente de final de outono, saímos em dupla para um pedal improvisado e despretensioso. No meio do caminho decidimos mudar o destino e tentar chegar de bicicleta em cachoeira que eu sabia que existia, mas que nunca tinha ido. E o interessante é que  tendo eu já percorrido cerca de 40 cachoeiras de Garça e região, seria normal imaginar que as mais belas cachoeiras já tinham sido visitadas, mas quando o assunto é cachoeira e Garça, nada pode ser mais enganoso que essa suposição.

Um cantinho do paraíso na Terra

Não fazia ideia se seria conseguiríamos mesmo achar a cachoeira e nem como ela seria, por isso, foi uma enorme enorme e grata surpresa quando do nada, na beira de um pasto, em questão de descer alguns metros, logo  estaria uma preciosidade que salta aos olhos. Tudo tão lindo que podemos dizer que é  um cantinho do paraíso, de uma beleza rara e singela, de uma pureza que transparece em suas águas claras. O rosa vivo da flor de uma bromélia, entre outras flores que existem ao redor dão um toque paradisíaco ao local, é realmente fantástico, parece que ali emana uma paz que só a natureza pura e bruta pode proporcionar . O poço um tanto fundo com sua água gelada, ajuda a lavar alma e revigorar as energias, realmente é uma sensação maravilhosa. E depois que entra na água o frio ainda é intenso, mas o corpo suporta e acostuma, e a gente  sai sentindo-se ainda melhor do que entrou.

Distância e Localização

Essa é mais uma cachoeira que o Piramba MTB consegue registrar, é mais um espetáculo natural  e pouquíssimo conhecido dos garcenses, e tudo isso isto a pouco menos de 10 km da cidade, com água super limpa e um belo poço para se banhar. Um lugar que parece mágico,  que tem uma atmosfera e uma vibração sensacional. Está localizada no município de Garça entre a Rodovia SP-349 e a estrada de terra 09 de Julho. Sentido Gália. Mas não é simples o acesso, pois é altamente recomendável pegar uma autorização antes de ir até a cachoeira. As nascentes  desse curso d´água flui e fortalece  o Rio do Peixe que nasce limpo e depois sofre com a poluição ao longo de  sua jornada até a sua foz no Rio Paraná, mas ainda assim não deixa de ser um dos mais importantes rios do centro-oeste paulista.

Rudi Arena

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