Cachoeira do Pedrão – Heliodora-MG

Telhão Representando o Piramba em Minas Gerais

Nosso amigo de pedal e pirambeiro, Rafael Botelho, o homem do agro percorre a trabalho vários municípios de Minas Gerais e sempre que tem um tempo aproveita para conhecer as maravilhas da natureza de Minas Gerais. Dessa vez visitou a Cachoeira do Pedrão no município de Heliodora e nos enviou o vídeo desse registro.

Valeu meu amigo, continue representando bem o Piramba MTB Brasil a fora. Onde há cachoeira em nosso belo país, o piramba MTB tem sempre interesse em divulgar. Nosso país é repleto de lugares bonitos por natureza, e muitas vezes tem uma cachoeira belíssima aí ao seu lado e você nem sabe, pois além de faltar muita infraestrutura e divulgação, o que mais falta talvez seja a valorização do nosso patrimônio natural regional.

Muitas vezes quem vive ali perto não se dá conta do que para ele pode ser algo trivial, para muitos outros é uma atração turística e tanto. Por isso, vamos viajar para conhecer no país, mas também vamos conhecer o que a natureza fez de bonito e que está ao nosso lado, é importante dar valor também ao que temos em nossa região. O país tem tantas atrações naturais, é preciso que o brasileiro conheça e valorize as belezas de suas terras, o que existe ao seu redor. As vezes viajamos para longe e gastamos muito para termos um contato maior com natureza, mas muitas vezes isso é possível ali no sua terra ou nos município vizinhos, e com menor gasto de tempo e dinheiro.

* Heliodora-MG

O Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, representado pela EMBRATUR, outorgou o SELO DE MUNICÍPIO COM POTENCIAL TURÍSTICO ao município de Heliodora em 07 de março de 1996, e hoje, é pertencente ao Circuito das Águas, juntamente com os municípios de Lambari, Cambuquira, São Lourenço, Caxambu e outros.

Heliodora com sua tranquilidade, comum em cidades do interior, é um lugar excelente para o descanso e lazer de seus moradores e também de visitantes, que vêm para Heliodora em busca de paz e tranquilidade.

*Cachoeira do Pedrão

Situada 6,5 Km do centro da cidade, no Bairro da Floresta, possui queda d’água de 40 metros que cai de um pedrão rochoso e forma um poço estreito e comprido cercado de pedras. Possui uma grande piscina com a água que vem da serra. Há bar e restaurante em estilo rústico e aconchegante onde a natureza faz parte da decoração, aproximando homem, fauna e flora. Como Chegar Na praça Santa Isabel, seguir até o final da Av. Alvarenga Peixoto por 600 m, entrar em estrada de terra em direção à Lambari e seguir por 5,5 Km, entrar à esquerda, e seguir por mais 1 Km até a cachoeira.

* Fonte: http://www.heliodora.mg.gov.br/turismo.htm

Piramba Explorer: Cachoeiras Inéditas em Vera Cruz (Vale do Araquá)

Piramba Explorer: Descobertas e Sofrência

O Piramba MTB já percorreu dezenas de cachoeiras em Garça e região, tanto as principais e mais famosas como também muitas inexploradas e desconhecidas, ainda assim, sabemos que provavelmente existem outras dezenas a serem registradas pela lente intrépida e inquieta do Piramba MTB.

Logo, de vez em quando é dia de Piramba Explorer, ou seja, é dia de sair rumo ao desconhecido, explorar novos caminhos e horizontes, ir onde desconfiamos que possa existir outras cachoeiras inéditas e ter aquele gostinho de ser surpreendido por uma bela cena da natureza, uma cachoeira ou um pico inédito. Por outro lado, nesse tipo de pedal aventura a sofrência e a frustração também são partes do enredo.

É comum traçar planos e metas para chegar em tal ponto, descer o vale, subir um morro, atravessar um alagado de taboal, mas muitas vezes o obstáculo se mostra intransponível, como um paredão ou abismo a frente. Muitas vezes seguimos com um objetivo, mas somos obrigados pela força da natureza bruta a recuar, voltar, nos localizarmos no mapa por satélite e rever a rota. Carregar a bike morro acima sempre acontece nessas ocasiões, percorrer cursos d´água para ver se chega em uma cachoeiras, escalar um pouco galhos e pedras, pula cerca, pula brejo, é um pouco de tudo, e também é preciso levar muito mato no peito, pedalar em terrenos inóspitos, onde não há nenhuma trilha ou caminho, é totalmente “off road”.

O Belíssimo Vale do Araquá

Se em alguma ocasiões a expectativa não vira realidade, em outras vezes rende muitas descobertas e várias cenas lindas da natureza exuberante de nossa região. Dia 28/03 e 02/04/2021 foram dias de Piramba Explorer, mais precisamente fomos explorar a região atrás do Posto Vera Cruz que fica a beira da rodovia SP-294 e nas proximidades do bairro rural Araquá. Aliás ao fundo dele, tem um belíssimo vale e felizmente encontramos algumas cachoeiras.

Embora o intuito inicial era descer o vale e chegar até o fundo dele para então procurar acessar as cachoeiras por baixo, isso não foi possível. Contornamos boa parte do acidente geográfico, mas não conseguimos achar um ponto que não fosse abismo para assim poder descer. Porém, como somos persistentes, voltamos lá outro dia com mesmo objetivo, mas novamente a natureza nos deu um baile e vimos que o buraco é mais em baixo, literalmente, é muito mais em baixo, o vale é uma espécie de Canion, de longe parece até que é possível descer até o seu fundo, só que de perto vemos que somos apenas formiguinhas em meio a sua imensidão vertical.

Saldo do Explorer: 5 Cachoeiras Inéditas

Entretanto, nada é em vão, nesse retorno, outra cachoeira por cima nós encontramos, trata-se de um pico muito alto e com uma bela visão, pena que é pouco o volume do córrego. A vontade de tomar um banho em baixo dela é gigante, assim como os obstáculos para chegar até lá. De qualquer forma, são válidos os registros e as descobertas, são mais cinco cachoeiras a serem acrescentadas no Mapa das Cachoeiras da região de Garça-SP. E quem sabe em um auspicioso dia conseguiremos iremos chegar em baixo das três grandes quedas que identificamos mas que apenas acessamos elas por cima. É um desafio e tanto.

Ao final, o saldo desses dois dias de Piramba Explorer foi altamente positivo, além de três grandes cachoeiras inéditas, também encontramos outras duas cachoeiras pequenas e boas para banho, estas sim conseguimos chegar por baixo delas. Isso tudo é mais uma demonstração da vastidão de cachoeiras que existem em nossa região, a maioria inexploradas e desconhecidas. O trabalho de procurar por novas cachoeiras é árduo e cada vez mais difícil na medida que estas são geralmente desconhecidas, além de ficarem em lugares remotos e de difícil acesso.

Rudi Arena

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E Lá Fomos Nós Para Mais Uma Aventura

Strava-Cachoeira de Ubirajara

Segunda-feira começara, primeiro dia do mês de fevereiro deste ano. Logo pela manhã a vontade de pedalar se acumulava mesmo depois de um final de semana insano, de muita pirambeira, as pernas já pediam descanso, mas a cabeça não descansava um só momento, e a memória das trilhas de sábado e domingo, alimentavam ainda mais vontade de um role diferente para aquela semana.

Já há algum tempo, vinha pensando em fazer uma trilha diferente, entre um afazer e outro, diversos trajetos passavam por minha cabeça mas nenhum deles completava a vontade incontrolável que estava de pedalar para algum lugar diferente por aqueles dias. Pois é, não é que depois descobri que não era somente eu que estava buscando pedalar para novos destinos, mas também o Pirambeiro Henrique Volponi, que no decorrer daquela segunda despretensiosa, entre uma proza e outra no Whatsapp acabara me indagando se eu não toparia pedalar com ele no dia seguinte. Era o convite que eu precisava.

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Prontamente aceito o convite, acabamos recorremos na mesma dúvida, qual seria nosso destino. Não demorou muito para que esse role logo fosse promovido, ambos bastantes entusiasmados por uma aventura, de um pedal comum de aprox. 50km, logo já falávamos em fazer um longão, e a partir daí, a coisa começava a mudar de figura e esse longão começava a criar forma.

Já que iriamos fazer um pedal maior, um longão, sair bem cedo é uma estratégia usada por muitos ciclistas, com isso evita-se desidratações precoces e o castigo que sofremos quando ficamos expostos ao Sol, além de podermos contemplar o Sol nascer, que diga-se de passagem, é lindo. Cinco e meia da manha na padoca foi o horário e o local combinado, selado o compromisso de ir, o destino naquele momento deixara de ser o mais importante e apenas pedalar e se divertir já protagonizavam o sentimento de ambos.

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Seguido de um dia normal a noite veio, o trajeto ainda era incerto, a única certeza era que ia rolar um pedal irado. Durante a noite, pensando ainda em qual trajeto poderíamos seguir, o destino de Ubirajara por Lucianópolis figurou entre os que passaram por minha cabeça, confesso ate que com certo apreço belas belezas visuais que o vales do caminho proporcionam, mas logo dormi e nada estava certo ainda.

Quatro e meia e o celular desperta, alguns minutos de preguiça e logo já estou em pé, trocado e equipado para nos encontrarmos no local marcado, a fraterna padaria Santa Antônio, que diariamente doa café e pão acolhendo e dignificando um pouco os morados de rua de nossa cidade.

Durante o café, percebi que estávamos sintonizados quanto ao trajeto a ser percorrido, entre um gole no café e uma mordida no pão, certa a pergunta veio;

-vamos para onde? Pergunta Henrique.

-pensei em Ubirajara, respondo eu.

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Nesse momento não tive dúvidas, o Henrique estava disposto a fazer o percurso que pensará durante a noite e enquanto me preparava para sair de casa, partir para Ubirajara já era certo. Não muito antiga, a cidade hoje tem aproximadamente 71 anos, Ubirajara é uma pequena e aconchegante cidade que ao longo dos tempos, além de abrigar em uma humilde moega, o conhecidíssimo Sr Alcindo Petenucci, tradicional e famoso fabricante de botas e botinas artesanais, hoje também se consolida como uma importante região citricultora. Muito ocupada pelos pomares de laranja que ao longo do tempo migraram de regiões em regiões buscando terras novas, com menores pressões de doenças, Ubirajara hoje se destaca também pelo cultivo de mandioca e amendoim além do tradicional café ainda muito cultivado.

Café da manhã tomado chega a hora de partimos e esse dia de pedal, já mostrava que seria fantástico, pois o dia que se começara a nascer ja se mostrava lindo com os primeiros raios de sol que iluminavam o horizonte.

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Seguimos sentido venda seca, e ali teríamos que tomar uma a primeira decisão do dia. Iriamos para Ubirajara por Lucianópolis ou pelo Bar Azul (uma conhecida venda localizada no início de uma estrada municipal, que dá acesso por terra para Ubirajara). Próximo de chegarmos na bifurcação, decidimos ir por Lucianópolis, afinal a estrada é muito linda, percorre todo o espigão do vale que além de deixar o caminho um pouco mais longo, enche nossos olhos com belezas imensuráveis, detalhe que nos agradaria muito naquele dia que havíamos tirado para pedalar.

Entramos fazendo o trajeto da Cia Inglesa no sentido horário e logo após uns 9 km saímos pelo acesso que liga aquela estrada municipal a Fernão, Lucianópolis e também a Ubirajara, seguimos reto e mais alguns quilômetros já avistamos a aconchegante Lucianópolis. Chegamos e já partimos para a padaria, afinal como diz nosso querido amigo @broubrutodrews , o cavalo come, o cavalo anda, afinal , se alimentar e se hidratar fazem parte de todo pedal porque #nqsf . (ninguém quer ser feio mais não, todo mundo esta treinando, bora treinar também ). Já reabastecidos seguimos para Ubirajara. O acesso seria por asfalto, piso que não agrada Pirambeiro algum que se prese. Então decidimos pegar um acesso por terra e passar pela ponte do rio vermelho, um lugar que não fazemos questão de não passar, água corrente e uma bela mata ciliar fazem parte do cenário que encontraríamos nesse local.

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Entre um girar e outro do pé de vela, o caminho ia seguindo, para qualquer lado o horizonte nos mostrava incríveis paisagens naturais, vales imensos, grandes plantações florestais além das tradicionais propriedades rurais que compõem a beleza desse trajeto e a belíssima e capela a beira da estrada, sempre abençoa e protege os que ali passam. Muita proza, sempre boa por sinal tocamos no assunto da cachoeira de Ubirajara, uma visita que já arquitetávamos a tempos e que começava agora a ser um forte possibilidade de incluí-la no trajeto visto a proximidade com que passaríamos dela em nosso retorno.

Chegando em Ubirajara, mais uma parada para nos alimentarmos e nos hidratarmos para em seguida nos prepararmos para iniciar a voltar para nosso ponto de partida, Garça-SP. A parada escolhida, foi o posto de gasolina que nos abrigou no último Pedal Corujão dos PirambaMTB, um pedal que marcou na história do grupo em um dia que fomos testados ao limite pela mãe natureza. Respeitá-la foi nosso maior ensinamento nesse dia, fortes chuvas, raios e trovoes nos obrigaram a interromper o pedal e esse posto naquele dia, foi nosso abrigo ate o resgate chegar pelo amanhecer.

Prontos para a volta, partimos retornando, a estrada muito boa nos beneficiava, pois o sol nesse momento já judiava um pouco de nossos corpos, e passar pela Cachoeira de Ubirajara já começava a ser uma boa opção para o momento. Chegando ao primeiro entroncamento, ponto crucial para decidirmos se iriamos ou não a cachoeira, o clima deu o veredicto, e nós nem pestanejamos, saímos à esquerda, diretamente sentido Alvinlândia rumo a cachoeira que há tempos não visitávamos.

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O trajeto a partir dali seria quase todo de subida, e as placas sinalizavam o caminho da cachoeira que possui um acesso muito fácil, estando localizada a 80 metros da estrada municipal. Chegando no próximo entroncamento, saímos a esquerda novamente, indicados por uma placa que ali não deixava que errássemos o caminho. Descemos por uma estrada de paralelepípedo e mais uns metros após seu final, já chegaríamos ao ponto de acesso para a cachoeira.

Muito ansiosos em rever mais essa cachoeira, logo já estávamos chegando nela, o acesso permite que cheguemos andando em nossas bicicletas ate aproximadamente 4 metros de sua queda, e isso fez com que ficássemos mais tranquilos, em estar próximos de nossas bikes, permitindo que aproveitássemos aquele momento com muito mais tranquilidade. Normalmente algumas cachoeiras possuem um acesso mais difícil, nos obrigando a deixar nossas bikes acorrentadas em árvores pela mata, o que nos deixa sempre um tanto quanto preocupados, mas que nesse dia não seria o caso.

Uma queda linda e um poço profundo fazem dessa cachoeira um lugar de muita visitação por parte dos moradores daquela região, nota-se algumas instalações de alvenaria, antigas por sinal, mas que mostravam que um dia, esse local abrigou algum projeto agrícola de irrigação ou energético visto o formato das ruínas que ali ainda se mantinham em partes de pé. A manutenção do lugar é feita pela prefeitura de Ubirajara e pelo que nos foi informado é a responsável legal por esse local.

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Após nos refrescarmos por algumas horas, não poderíamos evitar o momento de partida, felizmente estávamos de energia renovadas, prontos para os aproximadamente 50km que nos faltavam para o retorno aos nossos lares, mas com nossas almas regadas e inundadas por uma sensação incrível de bem estar. O contato com a natureza sempre nos alimentou e esse, é um vicio que nos dos Piramba MTB não queremos perder nunca. Desbravar novos destinos, novos trajetos e novas quedas de água, fazem parte de nosso DNA e o arrepiar da pele a cada momento que nos deparamos com impactantes cenários de beleza natural, rega nosso espírito aventureiro, alimentando nosso sentimento insano de desbravadores naturais. O retorno foi tranquilo e abençoado não só pela proteção no caminho mas também pelo dia maravilhoso que tivemos.

João Daniel

Cachoeira do Travessão 11 no Distrito de União do Norte – Peixoto Azevedo (MT)

Quem visitou essa cachoeira fenomenal foi o nosso amigo e pirambeiro José Marcelo Gantus que é da terrinha (Garça-SP) mas que anda radicado já faz algum tempo em Marcelândia no Mato Grosso e nos brindou com essas belas imagens. Ele pegou a magrela e padalou muito até chegar na Cachoeira do Travessão 11 que fica no distrito de União do Norte no município de Peixoto Azevedo. Não tem como negar que o esforço não foi em vão, boa Marcelinho!!!

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O Distrito de União do Norte do Município de Peixoto de Azevedo e sua principal Atração Turística

O Distrito União do Norte teve origem devido a explosão populacional ocorrida no início de Peixoto em busca da riqueza do ouro descoberto. No ano de 1991, o senso populacional apurou mais de 37.000 habitantes no município. No mesmo ano, tudo foi ao caos por motivo da instalação do Plano Collor, que levou a falência a principal atividade econômica de Peixoto de Azevedo, a exploração do ouro. Mesmo assim, o êxodo populacional se tornava cada vez maior.

Ao se deparar com este quadro caótico que se agravava dia a dia, o novo chefe do executivo local Leonísio Lemos, que em sua juventude no ano de 1977 foi Professor de Geografia e História em Juara na Escola Estadual Oscar Soares, resolveu então, levar os renascentes do garimpo, e fixa-los no campo, onde com o apoio da prefeitura, com lotes doados de 21 alqueires cada, ali pudessem trabalhar e consequentemente tirar o sustento próprio para si e suas famílias. Pois imensas áreas de terras sem produzir, estavam nas mãos de latifundiários de outras regiões.

Cachoeira do Travessão 11, localizada no Distrito União do Norte. É uma das principais atrações turísticas de Peixoto de Azevedo. Foto por: James Dean A. Bráz

Começava então, no ano de 1993, a ocupação do latifúndio pertencente à Agropecuária do Cachimbo, em que envolveu milhares de moradores de Peixoto de Azevedo. O prefeito, junto com o maquinário da prefeitura à frente, deu início ao processo de assentamento rural em uma gleba de terras, até então, completamente improdutiva. Desta forma, a cidade se desafogou e foi criado um centro de produção e de absorção de mão de obra no interior, o distrito tem como principal ponto Turístico a Cachoeira da Onze com uma queda d’água de 25 metros. (livro “NA TRILHA DO OURO” do Escritor e Jornalista Vargas D. Pontes).

Hoje o Distrito União do Norte já conta com um crescimento que acontece acima da média de outras localidades e sua sede localizada às margens da rodovia MT 322, se iguala a uma cidade. É o maior assentamento da América Latina, já foi encapado pelo INCRA, sendo também considerado modelo de reforma agrária. Estima-se que já ultrapassou aos 12.000 habitantes desde 2010, e contando com uma infra estrutura razoável, pensa-se em emancipar, e os primeiros passos para isto já tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre 2013 e 2014 estava na lista do projeto de lei sobre a criação de novos municípios, aonde foi aprovado pelo senado, mas por enquanto, vetado por duas vezes seguidas pela Presidente Dilma Rousseff.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Peixoto_de_Azevedo

Cachoeira do Poção – PirambaCop

Imagens captadas por Vicente Conessa com o PirambaCop

É a nova queridinha do PIRAMBA?
Dentre as inúmeras cachoeiras que rodeiam a abençoada região de Garça, parece que temos uma nova queridinha. Será mesmo?


Pois bem, se o objetivo é se refrescar em uma queda d’água, a cachoeira do poção é uma opção perfeita. Não a toa foi o destino mais escolhido nos últimos meses quando a ideia era um banho de cachoeira com os amigos. Localizada bem próxima ao distrito de Jafa, a cachoeira do Poção chama atenção pela sua beleza, altura e é claro, pelo enorme poço de água que se forma aos pé da queda.

O último domingo estava tão quente que a ideia de fazer um longo pedal começou a perder o sentido. Logo no início da tarde, recebo uma mensagem com o convite certo:

“Vamos na cachoeira do poção levar o pirambacop (nosso querido drone) para fazer algumas imagens?”
Precisei de meio segundo, ou menos, para tomar a decisão: Bora!


Fomos em 3, sem muita vontade e coragem de pedalar sob o sol escaldante, mas com o pensamento no banho de cachoeira refrescante, a nossa recompensa. E acredite, quando eu digo recompensa, é assim mesmo que devemos encarar, pois o caminho de acesso é árduo e a pirambeira é grande.

Desce montanha, sobe montanha, empurra a bike, carrega ela nas costas, encara o mato alto, escorrega em barrancos e ainda percorre um longo caminho pelo curso d’água.
E aí, tudo isso vale mesmo a pena?
Bom, é só conferir as imagens e tirar a sua própria conclusão.

As imagens feitas pelo pirambacop falam mais que mil palavras. Uma cachoeira realmente imponente e reservada. Poucos a conhecem, muitos nem se atreverão nessa aventura.

Mas e quanto a pergunta? Temos uma nova queridinha?
Eu diria que temos mais uma queridinha!
Pra que escolher uma dentre tantas? Essa é a vantagem de ser um pirambeiro em meio a tanta beleza natural.
Só nos resta agradecer pela oportunidade de poder curtir cada uma delas, a sua própria maneira.

Fausto Fujikawa

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A Entrega de Brinquedos de Natal para a Criançada da Zona Rural e Zona Urbana de Garça-SP

Vídeo do Piramba MTB entregando Brinquedos na zona rural.

O Piramba MTB entregando brinquedos na área urbana de Garça-SP

Após dois meses de planejamento e um pouco menos de um més após o evento que o Piramba promoveu (Desafio 6 Horas) em que todo o valor arrecadado foi direcionado para a Ação Social do Piramba MTB, finalmente aconteceu a distribuição de brinquedos para as crianças da zona rural de Garça, em especial para as crianças moradoras das fazendas pelas quais a gente costuma pedalar. Foi no dia 23/12/2020, antevéspera do natal.

Para quem vê a cena de longe pode até parecer que é uma ação beneficente em que um grupo de pessoas dão presentes para as crianças, mas na realidade não é nada disso, muito pelo contrário, a gente que parece nos registros entregando brinquedos é que fomos o maiores beneficiados. É incrível o que nós ouvimos de agradecimentos, de pedidos à Deus para nos abençoar, palavras de carinho e acolhimento, e os sorrisos ainda que tímidos das crianças irriga o coração de bons sentimentos, tudo isso não tem preço.

Ficou evidente que a gente recebeu muito mais do que de fato demos, além de que, esta ação social foi apenas uma pequena retribuição do Piramba MTB. Muitos lugares em que a gente passou, já pedimos água em meio a uma trilha de bicicleta, e isso foi uma forma de agradecermos, de levar um pouquinho de alegria a essas crianças que moram longe da cidade. E por isso mesmo, muitas vezes estão esquecidas pelo poder público e mesmo por entidades da sociedade civil.

As crianças da zona rural não são carentes, mas ficam um pouco isoladas, e chegar com a Kombi do Piramba repleta de brinquedos nos grotões da Sentinela do Planalto foi uma experiência maravilhosa. E conseguimos arrecadar um valor considerável, e foram tantos os brinquedos adquiridos e até doados que percorremos todos os lugares planejados da zona urbana e ainda sobraram muitos. Então resolvemos ir até algumas das ruas da periferia de Garça para também entregar os brinquedos que restaram. A alegria da criançada é contagiante, e mais uma vez que recebemos da população da cidade muito mais do que entregamos.

É claro que para conseguirmos realizar tudo isso, contamos com os ciclistas que participaram do “Desafio 6 horas” e ajudaram com o valor pago da inscrição, mas contamos também com o trabalho intenso de muitos integrantes do Piramba, só que o mais importante para viabilizar de fato o projeto foram as empresas PPA, Stokers, Made in Cuspi, Henlau, Refrigerantes São José, GID adesivos, Ecodecor, Ecooar e Farinha Deusa. Uma vez que foi com o apoio delas que conseguimos bancar o custo do “Desafio 6 Horas” e assim pudemos reverter todo valor da inscrição do evento para essa ação social. logo, nada mais justo que nossos sinceros agradecimentos a todas essas empresas que acreditaram em nosso projeto e colaboraram para que ele saísse do mundo das idéias para virar uma linda realidade estampada de sorrisos de crianças de diferentes lugares e variadas idades.

Rudi Arena

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O Desafio 6 Horas do Piramba MTB Foi Top Demais!!!

O Primeiro Evento Organizado pelo Piramba MTB

Dia 05/12/2020 foi realizado o primeiro evento organizado pelo Piramba MTB, foi o Desafio 6 Horas, trata-se de uma prova em que cada equipe precisava manter algum integrante pedalando por 6 horas seguidas, e a equipe vencedora seria a que conseguisse fazer o maior número de voltas. Entretanto, o objetivo maior não era a competição em si, esta foi apenas um detalhe ou um pretexto para algo maior.

Muito Além de Uma Competição

Ficou acertado de que toda a contribuição vinda das inscrições seriam revertidas integralmente para a ação social planejada pelo Piramba MTB, que seria a entrega no final do ano de brinquedos para crianças da zona rural de Garça e adjacências, em especial por onde passamos de bike. Isso foi possível já que conseguimos valorosos patrocínios que custearam as despesas para a realização do evento. E a escolha de presentear essas crianças não foi por serem carentes, mas sim porque muitas vezes o poder público não as alcança e também pelo fato de elas ficam mais distantes dos lazeres e das diversões que a cidade as vezes proporciona. Assim, essa foi uma forma que o nosso grupo achou para retribuir o acolhimento que recebemos por onde a gente passa de bike, e tentar levar um pouco de alegria para essa criançada nesse ano tão difícil marcado pela pandemia e seus efeitos adversos.

Um Teste

Outro objetivo do Piramba MTB nessa empreitada foi o de organizar esse evento como uma espécie de teste, com número reduzido de participantes, foi um evento fechado, pois era preciso ir com calma, colher os possíveis erros de primeira viagem para corrigir e quem sabe em um futuro breve fazer um evento de maior porte e abir para um público mais amplo.

O Dia Foi Uma Grande Confraternização

Durante toda as 6 horas do Desafio o clima foi de confraternização e de estímulo ao esporte, a parceria e camaradagem entres os ciclistas saltava aos olhos. A ideia sempre propiciar um dia diferente tanto para quem participou da prova como para seus familiares, filhos e amigos, por esta razão, foram contratadas atrações para crianças e assim foi criado um clima mais familiar possível.

Objetivos Atingidos

E não é que todos os objetivos foram atingidos com sucesso, é claro que uma ou outra pequena falha pontual sempre existe, mas nada que tenha tirado o humor de ninguém ou o brilho do evento como um todo. Já que além da prova, também fazia parte do evento e da inscrição um almoço de primeira e com direito a muito rock and roll. Conseguimos o que era o nosso sonho de consumo para fechar esse dia que planejamos para ser tão especial, ter a Banda Phoma tocando ao vivo e ainda sem cobrar cachê, banda essa que todos nós do Piramba somos fãs de longa data, isso foi sensacional.

Uma Pista Bruta e Repleta de Encantos

Tudo estava muito bom, durante a prova São Pedro até ameaçou de virar o tempo, mas ficou só na ameaça, e a prova transcorreu sem maiores problemas, teve sim um ou outro tombo na pista que tem lá seus perigos, mas nada muito sério, faz parte do universo mountain bike e é natural que ocorra, ainda mais em uma pista técnica onde aconteceu o Desafio. Aliás, falando na pista, trata-se de um lugar espetacular para os amantes do mountain bike, em meio a uma bela floresta de mogno africano, com direito a rampas, single track, entre outros atrativos. O percurso tem curvas acentuadas que exige bastante do ciclista, bem como fortes subidas e descida brutas. O trajeto ainda passa por uma represa, ladeia o curso de um rio que inclusive tem uma bela cachoeira ali mesmo, passa pela mata ciliar, mas apesar de ter bastante sombra, a pista não dá refresco, uma única volta nela em clima de competição já acaba com o cidadão. Por isso, parabéns para todas as meninas que encaram esse desafio e fizeram bonito, inclusive pedalaram mais que muitos barbados, o que é muito legal de se ver. Depois de 6h horas de extenuante pedal, o desafio chegou ao fim, aí então era só curtir a festa, nada mais merecido.

Um Trabalho a Muitas Mãos

A confraternização começou com um almoço regado e muito saboroso. Em seguida veio a banda Phoma para selar esse evento que ficará marcado na memória de quem participou e que demonstra a força que o Piramba MTB teve para tirar as idéias da cabeça e fazer tudo virar realidade. Mas é claro que isso só foi possível em razão de muitas mãos que trabalharam duro para que esse projeto saísse do papel, bem como dos patrocinadores que também foram super importantes para a realização do evento esportivo e também para ação social planejada. Assim, nossos sinceros agradecimentos à PPA, Stokers, Made in Cuspi, Henlau, Refrigerantes São José, GID adesivos, Ecodecor, Ecooar e Farinha Deusa.

Também foi de suma importância os convidados que aceitaram participar dessa prova do Piramba MTB e que deram o sangue, pois todos tiveram que suar bastante, o desafio não foi nada fácil. E quem sabe esse foi apenas o primeiro de muitos eventos que ainda virão, já vimos que é possível ir além, e agora não tem mais como parar esse bonde, ninguém mais segura o Piramba MTB.

Rudi Arena

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Km 10 e Cachoeira dos Macacos

Pedal de apenas 55 KM no total e 889 metro de ganho de elevação, mas isso não quer dizer exatamente nada. A ida é pela estrada da corredeira proporciona belas paisagens e uma descida de serra bruta, mas até aí normal. Voltar pelo conhecido KM 10 já em Álvaro de Carvalho já começa a testar um pouco dos limites físicos, técnicos e as vezes até emocional, porque dependendo do estado de espírito ou de cansaço do ciclista e da subida que ele vê pela frente, pode abalar psicologicamente qualquer um.

O fundo do vale parece um tsunami de areião, pode chamar de vale da areia, as magrelas sofrem patinando no terreno hostil, e o esforço do ciclista parece em vão, parece que se mata e não sai do lugar. Depois, a subida para voltar a civilização não é das tarefas mais fáceis, ainda mais no calor escaldante próximo do meio dia. É uma serra bruta demais, e logo que galgamos alguns degraus dela já era ora de encarar a trilha da Cachoeira dos Macacos.

O nome da cachoeira é porque da primeira vez em que fomos à ela um bando de macacos pregos nos receberam logo no início, depois em um outro dia também voltaram a dar o ar da graça pelo caminho. Uma pena que nesse dia eles não quiseram aparecer, mas que continuem a habitar este lugar que são deles por natureza com suas serelepes macaquices de costume, fazendo barulho e com uma agilidade entre árvores incrível.

Conciliar a serra bruta do KM 10 com a trilha a pé igualmente pesada para chegar até a Cachoeira dos Macacos cobrou um preço salgado, e literalmente, não faltou suor escorrendo a escorrer pelos lábios, mas nada que o Piramba MTB não tire de letra, isso não torna o pedal menos cansativo, e, ao mesmo tempo um banho de natureza bruta para todos nós.

Além das belas paisagens também tivemos a privilegio de topar pelo caminho com uma linda e peçonhenta cobra, um belo e robusto lagasto teiú também rápido cruzou nosso caminho, mas foi o show do mar de borboletas amarelas que deu cor e abençoou esse nosso pedal perfeito.

Infelizmente a estiagem ainda é forte, e mesmo com a entrada da primavera, o regime de chuvas ainda não se normalizou, por isso o volume d´água da do córrego da cachoeira estava bem abaixo do que o de costume. É uma pena ver o leito d´água desse jeito, mas ao menos o poço da cachoeira continua largo e fundo e veio bem a calhar naquela hora.

O lugar é fantástico com um grande poço, ótimo para aquele banho de cachoeira fenomenal, ainda mais que chegamos em um sol de rachar mamona, o corpo pedia um refresco e um momento de relaxamento, mas o pedágio que a volta que da Cachoeira dos Macacos cobrou foi um pouco puxado.

Tivemos que encarar quase que um paredão na volta, seguir pé é pesado, levando em consideração o pedal até ali. Aliás conciliar um pedal forte com um trekking pesado exige um esforço físico diferente do corpo, mas assim que é muito bom, chegar em casa cansado e com o sentimento de missão cumprida não tem coisa melhor.

Essa foi a primeira vez que o Piramba MTB vai na Cachoeira dos Macacos de Bike e pelo Km 10, sempre é possível inovar e mesclar trilhas de bikes com cachoeiras, essa é nossa pegada. e que assim seja.

Rudi Arena

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Piramba MTB contra o Câncer

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Outubro chegou trazendo a primavera, um período em que a natureza se renova, e inicia  novamente todo seu ciclo de sobrevivência, as folhas voltam a brotar e dessas folhas a esperança nasce novamente,  seguido dela virão novas flores e tão logo belos frutos, semeando, renovando e iniciando a gestação natural da vida. Não por coincidência outubro é o mês que renovamos a missão de todas as mulheres do mundo, de se prevenir e conscientizar outras mulheres da importância do combate ao câncer de mama, inundando esse mês com um rosa delicado, representando cuidado e prevenção.

Apesar de silencioso, é considerado o terceiro de maior incidência nos humanos, perdendo apenas para o de pulmão e colorretal, porém é o que mais acomete o sexo feminino. Segundo a www.femama.org.br em 2018, 2,1 milhões  de casos diagnosticados de câncer de mama representavam 11,6% de todos os casos de câncer do mundo e segundo a https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer que representa 29,7%  dos diagnósticos de câncer em mulheres, reiterando a importância de sua prevenção.

Mas a primavera segue trazendo novembro, e assim continuamos a renovar a missão e o compromisso com a vida, novembro chega em um mar azul, trazendo a cor de dois ambientes que desafiam o homem ate os dias de hoje, o céu e os oceanos. Desafio esse semelhante ao enfrentado pelo combate ao câncer de próstata, mais uma enfermidade silenciosa que acomete 29,2% dos diagnósticos de câncer em homens no Brasil. Um azul que desafia, mas que trás esperança, e quebra paradigmas renovando nosso compromisso maior com a vida.

Como a vida saudável e a sustentabilidade são dois importantes pilares do PirambaMTB, esses meses não poderiam passar longe de nossos olhos e nossas ações. Para renovar esse compromisso com a vida, marcamos esses meses com o lançamento de nossa Jersey PinkBlue. Uma camisa de ciclismo desenvolvida junto ao nosso importante parceiro, a www.lamaglia.com.br , que trás embutida além de toda qualidade e expertise dos produtos Lamaglia, mas traz também a esperança, representada pelas cores rosa e azul, que dividem a mesma camisa, e carregam a pesada e importante mensagem que nos dos PirambaMTB  gostaríamos de deixar, “Todo contra o Câncer” .

Para estreia-la escolhemos uma data que já aguardávamos há tempos, a chegada em nossa região do Nestor Freire, um ciclo-viajante criador do Projeto Giraventura (www.giraventura.com.br) que passou por nossa região em uma das etapas de seu projeto de 2020: a expedição Oiapoque ao Chuí. O 22 de outubro foi memorável, marcou não só o lançamento de nossa Jersey mas também o inicio de uma grande amizade. Um dia de muito humanismo, que trará sempre na memória o frescor das cachoeiras que nos banhamos, a boa conversa  e a lembrança das risadas de gratidão em um por do sol que de forma despretensiosa marcaria a viagem desse cicloviajante para sempre.

Assim seguimos, mais sustentáveis com apoio de nosso parceiro www.ecooar.com,  nos aventurando em nossas pirambas, desbravando as trilhas e as cachoeiras de nossa região, mas nunca esquecendo de nossas missões e deveres como cidadãos de uma sociedade civil .

  Joao Daniel

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A Surpreendente e Inexplorada Cachoeira do Poção em Jafa (Inédita)

Esta é mais uma cachoeira inédita e desconhecida de Garça-SP que foi desbravada pelo Piramba MTB e que temos a honra de divulgar para que as pessoas possam conhecer um pouco mais das vastas belezas naturais desse Município.

Embora já tivéssemos chegado a ela por cima, nunca tínhamos chegado á ela por baixo. E foi essa a nossa missão nesse dia, sem saber se teríamos êxito ou não, pois quando se segue rio acima sem conhecer o percurso, muitos obstáculos podem aparecer pelo caminho. Mas a sorte estava conosco, demorou um pouco, mas chegamos até cachoeira sem maiores dificuldades e foi então que tivemos a grata surpresa, a visão de cachoeira espetacular.

Ela está situada no distrito de Jafa, não muito longe da área urbana, mas o seu acesso não é dos mais fáceis. Ela fica encravada no fundo de um vale de encostas altas e íngremes. E, possui um exuberante e fundo poço que não dá pé, e que é ótimo para se banhar e até para nadar.

A água que parece bem limpa neste dia estava muito gelada, apesar da temperatura quente do começo da tarde, mas isso não impediu que gente tomar aquele banho de cachoeira de lavar o corpo e a alma.

Ela fica bem escondida, e quem passa por perto não imagina a joia que existe ali. Sua águas tem origem em uma nascente com origem quase que na área urbana do distrito de Jafa e este curso d`água pertence a bacia hidrográfica do Rio do Peixe.

E não é só a cachoeira que é encantadora, tanto o caminho para chegar até ela, como todo o seu entorno, são belíssimos. Mas isso não que dizer tudo são flores, andar no leito do rio, transpor as pedras no caminho, carregar a bike nas costas morro acima e depois completar o percurso de mais de 40 km de mountain bike foi um pouco cansativo.

Se fosse só o pedal ou só a cachoeira seria mais tranquilo, mas pedalar e fazer trekking é mais desgastante, principalmente porque este último somos obrigados a trabalhar músculos que não estamos acostumados quando apenas andamos de bike, e para ajudar, ainda tinha que pedalar mais 30 km de subidas brutas e também com muito areião, já que uma forte estiagem castiga atualmente a nossa região. Que venha o período chuvoso!

Rudi Arena

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Cachoeira Duas Quedas, O Espetacular Encontro de dois Rios.

Sabe aquelas cachoeiras que a gente só vê em filmes ou fotos? Aquelas que seriam capazes de despertar tanto o seu espírito sereno como aventureiro?
Pois bem, no ultimo final de semana tivemos a satisfação e o enorme prazer de estar mais uma vez aos pés da cachoeira das duas quedas, talvez uma das mais belas paisagens da região.

Ao nome citado caberia, quem sabe, uma pequena correção: Não se trata de uma cachoeira com duas quedas (como o nome poderia induzir), mas sim duas belas cachoeiras lado a lado, contemplando assim, duas lindas e imponentes quedas d’Água.


Como nada é de graça nessa vida, para alcançar esse espetáculo natural foi preciso percorrer um longo e árduo caminho no melhor estilo trekking, mas o final valeria muito a pena.

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O acesso foi realizado por dentro de uma fazenda as margens da estrada 9 de Julho, já na região da cidade de Vera Cruz.


Com a permissão de acesso concedida pelo proprietário da fazenda, iniciamos a nossa jornada PIRAMBA abaixo. O primeiro trecho é uma descida extremamente íngreme e, como se não bastasse, forrada de folhas secas ao chão o que dificultou ainda mais o controle de quem buscava algum ponto de apoio.

O jeito foi tentar descer segurando em galhos, apoiando os pés lateralmente à descida ou da forma que cada um se sentiu mais seguro.

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Ao final da descida, hora de se recompor, respirar fundo e se preparar para iniciar o trecho de caminhada pelo curso da água, contra o fluxo da correnteza, mas no sentido certo das cachoeiras.


Esse novo percurso é de aproximadamente 1000 metros e oferece bastantes obstáculos e desafios. A maior parte da caminhada foi feita sobre pedras soltas e cobertas com grande volume de água. Nesta etapa, os espaços de chão firme começam a ficar escassos, cada pisada deve ser calculada e com a atenção máxima.


Em meio às dificuldades de locomoção, uma breve pausa para contemplar o curso d´Água. Quanta abundancia de água cristalina corre por entre pedras e troncos. Que lugar fantástico!

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Mais alguns minutos de caminhada e já estávamos nos aproximando das grandes quedas. A essa altura já era possível ouvir o som das cachoeiras e a ansiedade começou a aumentar.


O ultimo trecho a ser percorrido é uma escalada sobre grandes pedras, que amontoadas e enfileiradas lhe conduz aos pés das cachoeiras. É uma escalada de aproximadamente 10 minutos, mas todo cuidado é pouco, pois existem pedras soltas, escorregadias e também frágeis no percurso.


Procuramos o caminho mais seguro e seguimos a escalada. Ao pisar sobre a ultima grande pedra amontoada, uma visão que agrada a alma e o coração. É impossível não sorrir diante daquela paisagem.
As duas quedas d´Água, cristalinas, gigantes e com muita vazão aparecem lado a lado acompanhando um lindo paredão.


Por alguns minutos ficamos ali, apenas admirando e agradecendo a oportunidade. A energia positiva estava evidente naquele lugar.
O banho em ambas as cachoeiras foi merecido. A água estava gelada, o caminho de volta prometia ser ainda mais complicado, mas quem se importa? A felicidade era contagiante!

Fausto Fujikawa

Pedal Sensacional do Piramba MTB com mais de 50 ciclistas na Fazenda Igurê e na Cachoeira do Cantu.

No dia 03/10/2020, mais de 50 ciclistas da região de Garça, Marília e Bauru, grupos conhecidos como o Piramba-MTB, Sujodebarro, Pedal Família Bauru fizeram um cicloturismo pelas trilhas de Garça.

Saindo da Hípica de Garça, trafegamos até a entrada da mata da Fazenda Igurê, uma trilha dentro de mata fechada com single track e muita sombra, bem-vinda e necessária pelo dia de muito calor que fez.
Com destino a sede da Fazenda Igurê, um belo local, passamos pela igreja e vimos as estruturas de preparo do café existentes nessa bela fazenda.

Descemos até a “porteira de ferro”, pegando um atalho em mais um curto single track para iniciar a “pequena” subida do tão famoso Saltinho, estrada que liga a rodovia de Garça até a cidade de Gália por terra.

O destino era a Cachoeira do Cantu, uma área preservada com águas limpas e naturais.

Foi o refresco na hora certa, pois o sol já incendiava os pneus e capacetes dos bikers, cansados e exaustos, mas felizes por conhecer as paisagens naturais.

A volta para Hípica foi brava, com muito calor, sede e esforços para garantir a aventura do passeio de bicicletas.

Alexandre Dantas

PirambaCop no Pico do Urubu. Sensacional!!!

Mais uma vez o PirambaCop entrou em ação, desta vez ele foi ao Pico do Urubu, um lugar fabuloso no Distrito de Jafa, e captou imagens de uma beleza ímpar. Também, não é por menos, ali a natureza foi para lá de generosa com Garça.

O vídeo mostra as águas da cachoeira em queda livre e parece até que ela dança sob a batuta do vento, um espetáculo que só essas imagens aéreas inéditas feitas pelo Piramba MTB podem comprovar.

Veja a Matéria que a Solutudo de Botucatu fez com o Piramba MTB na linda Pousada Gávea

É com muita satisfação que apresentamos a matéria que a Solutudo de Botucatu fez com o Piramba MTB na Pousada Gávea em que podemos contar um pouquinho mais sobre a nossa trajetória, entre outras curisidades. Esta gravação foi realizada após uma primeira matéria sem conteúdo áudio-visual que foi feita anteriormente: https://conteudo.solutudo.com.br/garca/conheca-o-grupo-de-amigos-que-desbrava-garca-pedalando/

Já que esta primeira publicação teve boa repercussão e audiência segundo a Solutudo, então resolveram fazer uma outra matéria, mas desta vez a equipe dela quis gravar um vídeo com o Piramba e se deslocou até Garça. O lugar que foi escolhido não poderia ser melhor, a Pousada Gávea é lindíssima, e as fimagens se deram as margens de uma bela represa de águas esverdeadas.

Com essa gravação realizada, o Piramba MTB conseguiu atingir mais pessoas que geralmente acessa no conteúdo, e assim pudemos aproveitar essa oportunidade para divulgar o nome de Garça e suas belezas naturais, que tanto valorizamos. Essas que são desconhecidas mesmo para a população do próprio município, imagina então para resto do estado do São Paulo é como se elas não existissem, e divulgar o patrimônio natural de nossa terra sempre foi a grande missão do nosso grupo.

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Encerrada a gravação, todos nós, Piramba MTB e a equipe da Solutudo desfrutamos de um saboroso almoço regado a um refrescante suco de laranja e também a muita conversa boa, em clima descontraído. Isso tudo, no belíssimo restaurante da pousada que tem uma vista espetacular e um ambiente muito aconchegante.

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A Solutudo é uma empresa de tecnologia e comunicação com sede em Botucatu que tem como missão apresentar todos os detalhes da cidade, principalmente aqueles que só podem ser descobertos bem de perto, para que as pessoas possam conhecê-la, aproveitá-la e vivê-la de maneira mais leve.

A Pousada Gávea é um lugar Fantástico para quem gosta de contato com a natureza. Além de chalés para hospedagem, a Pousada também dispõe de um excelente serviço de restaurante, uma comida muito caprichada e saborosa, sem contar o visual maravilhoso ao redor. São muitas as trilhas, nascentes e cachoeiras a disposição do visitante. Também possui uma linda represa com caiaques a disposição. Tem piscina também uma ótima piscina como uma das opções de lazer, e ainda biblioteca, quadra de tênis iluminada, passeio à cavalo e pesca esportiva.

O acesso é muito fácil, está a margem da rodovia SP-331, altura do km 195. De Garça-SP basta pegar a rodovia para Lupércio, mas antes de chegar no distrito de Santa Terezinha de Alvinlândia-SP, tem uma entrada a esquerda e já chega na Pousada Gávea, não precisa pegar estrada de terra.

Rudi Arena

A Bela e Desconhecida Cachoeira São Matheus – Distrito de Jafa (Garça-SP)

Esta cachoeira é uma verdadeira joia encravada logo no começo da perigosa descida de Jafa, velha conhecida dos ciclistas e não muito longe da pequena zona urbana daquele distrito. Porém, o acesso a essa cachoeira que faz parte da bacia do rio do peixe é um tanto espinhoso. De todas as cachoeiras já registrada pelo Piramba, é talvez a mais difícil. O terreno de uma hora para outra cria um abismo e o curso d´água da cachoeira fica lá em baixo.

Demora um pouco para achar o melhor lugar para descer, não há caminho ou picada para chegar até lá. A gravidade joga bastante contra, a inclinação é severa, tem que calcular cada passo e procurar algum galho ou raiz para apoiar-se, ainda assim, a ameaça de rolar morro abaixo parece ser uma constante. Mas levando muito mato no peito, enfim, chegamos lá em baixo.

Logo nos deparamos com um pico alto e com uma cachoeira de respeito, só o que chamou a atenção foi o grande e largo poço no fundo. Nunca descemos ali, do alto parece não haver caminho. Mas quem sabe seja uma missão para o próximo Piramba Explorer, chegar em baixo desta cachoeira seria o máximo, mais uma cachoeira animal a ser desbravada. São muitos os encantos escondidos e desconhecidos de Garça que nós moradores do município, pouco conhecemos. Os lugares mais inacessíveis são também os mais desconhecidos, e muitas vezes os mais belos.

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Existe esse lindo poço abaixo que o Piramba MTB ainda precisa conhecer.

Porém, o objetivo traçado neste dia era chegar em outra cachoeira, para isso era preciso seguir rio acima, e lá, mais dificuldades apareceram, nada que uma escalada de leve, e mais um tanto de mato no peito não resolvesse.

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O acesso a cachoeira não é fácil, mas o banho é recompensador.

Enfim, o sacrifício foi recompensador, apesar de ser inverno o dia estava bem quente e propício para um revigorante banho de cachoeira. A água em queda livre cai de forma esparramada o que dá a impressão de fazer fazer um véu que cobre o corpo de forma suave e macia. A cachoeira também possui um poço não muito largo, mas bem profundo em alguns lugares.

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A água cai de forma a fazer uma espécie de véu branco no ar.

A volta também não é das tarefas mais fácies. A sensação é de estar dentro de um buraco dentro da mata e sem lugar de saída, ao redor o tudo é tão íngreme que não se vê por onde é possível subir. Mas prestando bem atenção,sempre acha-se um caminho , e para isso foi preciso escalar e até mesmo rastejar para seguir subindo em frente. Demorou um pouco para conseguir enxergar o clarão lá fora, e deu um certo alívio de saído dali, mas por outro lado é muito bom o gostinho aventura e de sentir a natureza na sua forma bruta.

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O desnível é grande para voltar à civilização, é preciso escalar um pouco.

Pela frente ainda tinha 30 quilômetros de bike, e boa parte da barra de nossa barra de energia tinha sido gasta para chegar na cachoeira. Ainda assim, foi tranquilo, só continuar a descida de Jafa, passar pela ponte do Rio da Garça, e subir bem até chegar na Estrada 09 de Julho. O bom é que existe um bar a beira desta estrada, ótimo momento para fazer uma parada de descanso e tomar um refrigerante antes de finalizar o pedal.

Esta é uma cachoeira que não é sempre que se vai, pois é osso chegar até ela. Agora, só ano que vem e olha lá. Mas como há uma outra cachoeira abaixo dela que promete ser bem interessante, pretendo voltar ali perto para procurar um caminho. Bora conferir seu lindo poço que até parece uma piscina natural com bordas de pedras, tem tudo para ser sensacional.

Rudi Arena.

Piramba MTB na Cachoeira da Enseada em Garça-SP

A aproximação do inverno não é empecilho para o Piramba MTB aproveitar em peso uma das cachoeiras mais belas de Garça. A Cachoeira da Enseada foi a escolha da vez, mas nem todos arriscaram entrar em suas águas gélidas. De qualquer forma, foi uma ótima oportunidade para rever amigos, jogar conversa fora e dar boas risadas.
 
São duas cachoeiras na sequência, a mais bela é também a que tem o acesso mais difícil, pois é preciso descer escalando um pequeno paredão, apoiar o pé em uma raiz suspensa e confiar nela, não tem plano B, o que dá uma pitada de aventura e emoção para pedal.
 
Como a cachoeira é perto de Garça. ceca de 10km da cidade, e ainda tinha tempo para pedalar mais, resolvemos esticar até a Fazenda Igurê que sempre é um prato cheio para os amantes do mountain bike. Passamos por uma de suas lindas represas e depois pela capela, e a ali, a imagem de uma cerejeira toda florida chamou muito a  atenção pela sua beleza. Não poderia ter sido melhor. Pedal top com galera top e uma cena mais top que a outra. 
 
   Rudi Arena

 

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Cachoeira Estrela, Um Pedacinho do Paraíso em Garça-SP (Inédita)

Garça, e suas cachoeiras infinitas

Em uma tarde quente de final de outono, saímos em dupla para um pedal improvisado e despretensioso. No meio do caminho decidimos mudar o destino e tentar chegar de bicicleta em cachoeira que eu sabia que existia, mas que nunca tinha ido. E o interessante é que  tendo eu já percorrido cerca de 40 cachoeiras de Garça e região, seria normal imaginar que as mais belas cachoeiras já tinham sido visitadas, mas quando o assunto é cachoeira e Garça, nada pode ser mais enganoso que essa suposição.

Um cantinho do paraíso na Terra

Não fazia ideia se seria conseguiríamos mesmo achar a cachoeira e nem como ela seria, por isso, foi uma enorme enorme e grata surpresa quando do nada, na beira de um pasto, em questão de descer alguns metros, logo  estaria uma preciosidade que salta aos olhos. Tudo tão lindo que podemos dizer que é  um cantinho do paraíso, de uma beleza rara e singela, de uma pureza que transparece em suas águas claras. O rosa vivo da flor de uma bromélia, entre outras flores que existem ao redor dão um toque paradisíaco ao local, é realmente fantástico, parece que ali emana uma paz que só a natureza pura e bruta pode proporcionar . O poço um tanto fundo com sua água gelada, ajuda a lavar alma e revigorar as energias, realmente é uma sensação maravilhosa. E depois que entra na água o frio ainda é intenso, mas o corpo suporta e acostuma, e a gente  sai sentindo-se ainda melhor do que entrou.

Distância e Localização

Essa é mais uma cachoeira que o Piramba MTB consegue registrar, é mais um espetáculo natural  e pouquíssimo conhecido dos garcenses, e tudo isso isto a pouco menos de 10 km da cidade, com água super limpa e um belo poço para se banhar. Um lugar que parece mágico,  que tem uma atmosfera e uma vibração sensacional. Está localizada no município de Garça entre a Rodovia SP-349 e a estrada de terra 09 de Julho. Sentido Gália. Mas não é simples o acesso, pois é altamente recomendável pegar uma autorização antes de ir até a cachoeira. As nascentes  desse curso d´água flui e fortalece  o Rio do Peixe que nasce limpo e depois sofre com a poluição ao longo de  sua jornada até a sua foz no Rio Paraná, mas ainda assim não deixa de ser um dos mais importantes rios do centro-oeste paulista.

Rudi Arena

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A Linda Cachoeira Rosa e a Nascente do Rio do Peixe. (Garça, o Berço D´ Àgua!!!!)

Em uma manhã fria de outono e com muito vento, o Piramba MTB se reuniu para pedalar e conhecer mais uma belíssima cachoeira de Garça-SP,  porém não muito distante de Gália-SP também.  Embora alguns já conheciam este local encantador, para a maioria de nós era novidade, eu mesmo nunca tinha ido. Isso é mais uma prova viva e plena do quanto é preciosa essa nossa região no que se refere às maravilhas da natureza e também ao potencial para o ecoturismo. Apesar da cachoeira ser espetacular, ela é apenas mais uma entre muitas outras joias que Garça e o seu entorno possuem.

O caminho para chegar até ela pode ser por uma entrada da Estrada da 09 de Julho ou pela estrada de terra que tem atrás da Venda Seca, localizada no trevo da Rodovia SP-349 com a SP-331. A cachoeira fica a 20 km da cidade de Garça e  só é permitida a entrada com expressa autorização dos proprietários.

O Encanto da Cachoeira 

Embora nem todos tiveram a ousadia de enfrentar o frio e entrar em suas águas para lá de geladas, não tinha como ficar indiferente ao encanto do lugar, o tom esverdeado de seu poço, o véu de água reluzente da cachoeira, a beleza da areia branca no fundo do leito no rio e  ainda ao lado tinha uma espécie de uma pequena gruta encravada no paredão de arenito.

A Nascente do Rio do Peixe

As águas límpidas dessa cachoeira vêm de um local bem próxima dali, trata-se de uma importante nascente do Rio do Peixe  que possui no total  380km de extensão. Porém, é uma pena que no início de seu curso ele sofra com a forte poluição já na altura do município de Marília, e é lá também que ele ganha o nome de Rio do Peixe. Muito embora o Google Maps já considere este nome em sua nascente em Garça, este curso d´água sempre foi conhecido como Rio ou Ribeirão da Garça enquanto em território garcense.

A Poluição do Rio do Peixe

É triste constatar que essa água que brota tão limpa e que é fundamental para a formação do  Rio do Peixe logo mais já perde seu encanto, e em questão de poucos quilômetros adiante sua água fica turva por causa de lançamento de esgoto não tratado  e o leito do rio bem assoreado. A consequência é que  os peixes que em outrora eram fartos e variados agora rareiam. A grande maioria das  espécies desses animais já desapareceram do rio, e há muito tempo. Porém, ainda é bem capaz de ter alguém ainda vivo que já tenha fisgado um belo de um dourado em suas águas.

Garça, Município Privilegiado por Natureza.

No entanto, se por um  lado  tem muita poluição rio abaixo,  já rio acima nos reserva algumas  preciosidades, por isso, é preciso reconhecer que Garça é muito privilegiada pelo fato de ser um berço das nascentes dos três dos maiores rios do Centro Oeste e do Oeste Paulista. Assim, é possível ainda desfrutar de ribeirões e cachoeiras com água limpa, longe dos agentes poluentes que são despejados na medida que o rio desce de altitude e segue seu curso. Também é preciso levar em consideração o bom tratamento de esgoto que o município  possui,   já que isso é fundamental para que aqui tenhamos água própria para banhos na maioria esmagadora das cachoeiras que até parecem infinitas, de tantas que existem. E quantas dessas belezas ainda  continuam escondidas vales abaixo e grotões adentro????????

               Rudi Arena

 

Agradecimentos especial ao meu grande amigo de pedal, cachoeiras e churrasco, o  Prof. Victor Lopes Braccialli*, especialista em Gerenciamento de Recursos Hídricos, que me deu uma breve e preciosa aula sobre a localização das nascentes que existem em Garça e também sobre as bacias hidrográficas dos rios da região.

*Currículol Lattes: http://lattes.cnpq.br/7199044431766861

 

Imagem de Satélite de Nascente do Rio do Peixe (Garça):

A grande nascente do Rio do Peixe em Garça está à margem da SP-331 e aproximadamente perto da venda seca e também do trevo entre Garça e Gália, porém em direção a Alvinlândia e Lupércio. Conhecido como rio ou ribeirão da Garça, ele nasce no alto do planalto da Serra dos Agudos e corta o sul de Garça, também passa pelo sul de Vera Cruz até se juntar um pouco depois a outro curso d´água para então formar esse importante rio de nossa região.

“O Rio do Peixe forma-se da junção do Ribeirão da Garça, que nasce na Serra dos Agudos na cidade de Garça, a uma altitude de aproximadamente 670 metros, e do Ribeirão do Alegre, que nasce no Município de Alvilândia, a uma cota média de 680 metros. Percorrendo uma extensão de 380 km, o Rio do Peixe desemboca no Rio Paraná a um altitude de 240 metros.” (Prandi, 2010, Pag 19)

https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/102955/prandi_ec_dr_rcla.pdf?sequence=1

 

O percurso do Rio do Peixe de suas nascentes até sua foz no Rio Paraná:

http://www.sigrh.sp.gov.br/cbhap/apresentacao:

Área de drenagem: 10.769 km²
População: 444.290 habitantes
Principais atividades econômicas: Nas áreas urbanizadas destacam-se os setores de serviços e comércio, com exceção de Marília, considerada polo regional e onde se concentra grande parte das atividades industriais, principalmente do segmento alimentício. Nas áreas rurais ainda há predominância da pecuária, com forte expansão da agroindústria de cana.
Vegetação remanescente: Apresenta 796 km² de vegetação natural remanescente que ocupa, aproximadamente, 7% da área da UGRHI. As categorias de maior ocorrência são Floresta Estacional Semidecidual e Formação Arbórea/Arbustiva em Região da Várzea.
Unidades de Conservação: O Parque Estadual do Rio Peixe é uma unidade de conservação do estado de São Paulo criado pelo Decreto Estadual nº 47.095, de 18 de setembro de 2002, e possui uma área de 7.720 hectares abrangendo os municípios de Presidente Venceslau, Piquerobi, Dracena e Ouro Verde.

Rio do Peixe *

* https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_de_Mar%C3%ADlia
 O Rio do Peixe, que nasce no município de Garça, corta a parte sul do município de Marília. Os fluxos hídrícos que nascem na parte sul do espigão correm a seu encontro. Em Marília os principais afluentes do Rio do Peixe são:

Pela margem direita.

  • Ribeirão do Alegre: nasce a 10 km, em Gália, corre em rumo geral no sentido oeste até sua confluência com o Rio do Peixe a sudeste de Marília.
  • Ribeirão do Barbosa (poluído): nasce em Marília nas proximidades de onde passa a rodovia SP 294, limite sul da cidade e corre no sentido sudoeste desagüando no Peixe.
  • Rio do Pombo (poluído): nasce em Marília, na baixada das proximidades do antigo prédio da Telesp seguindo rumo oeste até desaguar no Rio do Peixe. Possui vários afluentes como o Córrego São Francisco, Invernada, Trombador, Santa Maria, Ferrugem, Santana, Santo Antônio e Flor Roxa.
  • Ribeirão da Prata: tem as suas cabeceiras no bairro do Prata e, após um percurso de 14 km, deságüa no Peixe.

Pela margem esquerda.

 

Imagem de Satélite da Nascente do Rio Feio (Garça/Gália):

O município de Garça ainda é fundamental para a formação do Rio Aguapéi ou Rio Feio.  Embora sua nascente não seja considerada propriamente em Garça, mas sim em Gália, ela está localizada praticamente na divisa entre os dois municípios e bem próximo também da rodovia SP-294, na altura do trevo de entrada para o bairro São José, no km 409.  Mais precisamente, atrás de estão instaladas várias antenas de transmissão ao final da Estrada da Adrianita. E são as águas que descem dessa e outras nascentes de Garça e Gália (Fazenda de Eucalipto da Duratex) que dão vida a outro importante curso d´água da região Centro-Oeste paulista e que segue por 420 km até desaguar no Rio Paraná.

Imagem de Satélite da Nascente do Rio Tibiriçá (Garça-SP):

E não é o só do Rio do Peixe que aqui nasce, o Rio Tibiriçá é um outro nativo de Garça, ele nasce dentro da cidade, mas em razão da expansão da malha urbana, a sua nascente original foi aterra e agora sua água aflora próximo ao conhecido Buracão da feira livre, embora sua nascente original seja na Praça Pedro de Toledo, mais conhecida como a “praça do cinema” da cidade.  E segue seu curso  passando entre os bairros do Frei Aurélio e Jardim Paulista, passa ao lado do tratamento de esgoto do SAEE e despois corre paralelo à rodovia estadual SP-349 (Garça/Álvaro de Carvalho) mas não próximo dela. Porém, este é o menor dos rios que nascem em Garça, possui apenas 90 km de comprimento até então deságua no Rio Aguapeí a não mais que seis km de Luziânia-SP.

 

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Conexão Piramba Califórnia

Los Angeles é uma grande cidade do sul da Califórnia e também muito conhecida como o centro da indústria de cinema e televisão dos Estados Unidos. Em busca do famoso letreiro de Hollywood, minha primeira conexão Piramba X Califórnia parecia um sonho até o momento, mas logo se tornou uma realidade.

O Caminho me convidava a fazer um trekking ou uma hiking como é chamada aqui, me fazendo relembrar os bons tempos de trilhas na saudosa cidade de Garça.

O que mais me chamou a atenção foi que todos os lugares que eu olhava, eu via uma paisagem diferente e muito bonita, uma sensação de paz e reenergização.

Minha primeira aventura percorreu os caminhos daquela trilha da famosa montanha do letreiro de Hollywood, Mount Lee, uma experiência muito recompensadora a medida que subia o trajeto que me parecia ir ao encontro do Letreiro.

Assista ao Primeiro Conexão Piramba Califórnia e se gostar, já sabe!!! Compartilhe!!

Thiago Bulho.

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Bike Park em Construção (Garça/SP): Jump, Tombo, TV e Muito Mais

Este é um vídeo de um Bike Park em construção no município de Garça/SP. Trata-se de uma Pista de XCO para os amantes do esporte, com direito a uma rampa para dar um jump, ponte, curvas técnicas, subidas e descidas intensas e ainda tem o bônus, que é uma bela cachoeira que existe nas proximidades.

Como nem tudo são flores, neste vídeo tem também imagens de um forte tombo de bicicleta, a primeira impressão ao ver a imagem é que nosso amigo tenha se machucado bastante. Coisas que só acontece com quem pedala, ousa, tenta e as vezes acontece de dar errado mesmo, mas cada tombo é um aprendizado e assim vai.

Uma equipe da Emissora de TV Record marcou presença e registrou imagens do início desta empreitada, a exibição da matéria esta prevista para Dezembro/2019.

Este bike park em construção explora o potencial da região para o ciclismo de montanha, neste caso, em trilhas abertas em meio a agradável floresta de mogno, o que garante bastante sombra ao ciclista. Tudo isso, valoriza este esporte que a cada dia ganha mais adeptos, bem como o município de Garça que poderá ganhar em breve um ótimo espaço específico para a prática do Moutain Bike.

Rudi Arena

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