Cachoeira da Constroli, Antes e Depois.

 

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Totalmente irreconhecível ficou o lugar, infelizmente a Cachoeira da Constroli  não é mais a mesma. Recentemente fomos lá  e cena foi estarrecedora, tudo estava diferente, nem parecia mais o mesmo lugar,  algo que beira o inacreditável, o choque foi muito grande. O que aconteceu para tamanha transformação? A bela imagem guardada na memória se desmanchou em pouco tempo. Cadê o largo poço que ali existia? Como apareceu tantas pedras, troncos e galhos amontoados? Qual o motivo de as encostas laterais  terem desmoronado? Será que a força da chuva por si só foi capaz de fazer tamanho estrago?

Olha o lindo poço que havia:

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E hoje, veja só o estrago, como o lugar perdeu boa parte de seu encanto:

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Realmente o sentimento foi de grande tristeza ao se deparar com a cachoeira em frangalhos, era tão linda e tinha o poço mais largo das cachoeiras da região que conhecemos, por isso era frequente uma visita até lá, principalmente por seu um lugar muito bom para o banho e relaxar em suas calmas águas. Hoje, nem dá para chegar em baixo da cachoeira, são tantas as pedras e galhos a serem escalados e ainda por cima há o risco de aquilo poder desmoronar com o peso do corpo, esmagar um pé sei lá, melhor não arriscar.

O que parece mais do que óbvio, é que não é culpa exclusiva da chuva o que aconteceu, mas sim  por negligência  do homem. No curso do d´água antes da cachoeira, foram realizadas muitas intervenções humanas, assim como são muitos os pontos em que inexiste mata ciliar. Mas a cereja do bolo estragado foi transformar áreas que deveriam ser  de preservação permanente em pasto, então o ir e vir dos bois no local agravou bastante a situação. Tudo isso, parece ter deixado o solo bastante vulnerável, e então uma precipitação um pouco mais intensa do que a normal foi o suficiente para fazer tamanha destruição.

Porém, a natureza tem entre suas características, a capacidade de resistir e surpreender, por isso, não duvido que daqui alguns anos ao voltarmos nela, a cena seja diferente e bem mais bela do que a atual. Esta cachoeira já mudou muito o nível e a quantidade de água no poço por muitas vezes, mas nada se comparado com o cenário de hoje. Agora, é torcer para sejam adotadas medidas de revitalização do local, mas o mais provável é que a natureza fique encarregada por este serviço, isso se o homem deixar, ainda assim, seria em passos vagarosos que podem levar anos ou décadas.

Rudi Arena

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Cachoeira São Matheus em Jafa

O vídeo já foi gravado há algum tempo, mas acho importante divulgar esta cachoeira, pois só há um registro dela muito antigo, já que fomos lá uma única vez e há muitos anos atrás, por isso sempre tive vontade de voltar,  além de ser um lugar encantador, e  muito pouco conhecido ou frequentado.

Enfim, chegou o esperado momento. Em um belo dia de sol, resolvemos revisitar esta bela cachoeira.Ela esta localizada no distrito de Jafa, que por sua vez pertence ao município de Garça-SP. O acesso para se chegar até ela,  é pela estrada que liga a área urbana de Jafa e a estrada de terra da 09 de Julho, mas bem antes da ponte de concreto do Rio da Garça é preciso virar a direita e entrar em um sítio, daí em diante é muita pirambeira  para até chegar nesta maravilha.

O  acesso não é nada fácil, não tem como chegar com as bikes até próximo da queda, por isso foi preciso deixá-las escondidas e amarradas com cadeado. Mesmo a pé, não é nada simples seguir em frente, além de não ter trilha no meio da mata fechada, até a cachoeira, é preciso descer uma baita de uma ribanceira.

Mas depois, a recompensa vale todo o esforço, pois além de ser muito bonito o lugar, é ótimo para se banhar, não só na cachoeira em si, mas também no poço que existe ao seu redor. A queda não é muito alta, mas cai de forma tão bem distribuída que faz uma espécie de véu, um colírio para quem aprecia a belezas que a mãe natureza nos proporciona. Por isso, acredito que esta seja uma das cachoeiras mais belas e melhores para banho que existe na região de Garça, e por outro lado, pena que nos deparamos com garrafas PETs velhas sujando este local que deveria estar bem preservado, mas a água aprenta ser bastante limpa.

Se seguir o curso da água rio abaixo, tem outros atrativos interessantes, como uma espécie de mini caverna e se seguir mais um pouco, chega-se no alto de um pico, onde tem uma outra cachoeira, esta bem mais alta, e também muito bonita, mas inacessível, pois não tem como descer até ela por ali, é preciso achar um outro caminho que desconheço.

Tem muito o que ainda explorar pelos arredores,  um dia quem sabe chegaremos até em baixo dessa outra queda. É realmente incrível a quantidade de cachoeiras existentes em nossa região, e embora já tenhamos registrado e divulgado dezenas delas, permanece uma infinidade de outras ainda desconhecidas por nós, o que demonstra a grande quantidade de cachoeiras e o potencial para ecoturismo existente e ainda inexplorado.

Rudi Arena

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Cachoeira do Cantu e Mata da Igurê

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Clima frio não é propício para um pedal com cachoeira, certo? Para nós do Piramba MTB está errado, cachoeira é sempre a cereja do bolo, independentemente da temperatura . Pedal com duas cachoeira não tem como não ser bom, e ainda com amigos reunidos, conversas divertidas e belas paisagens ao redor. Apesar da baixa quilometragem, o mergulho pirambeira adentro é grande, o que proporciona os melhores momentos.

Começamos pela já famosa, e sempre fascinante trilha da mata da Fazenda Igurê, o que é um privilégio para os ciclistas de Garça e região, pois é impossível não curtir um pedal em meio à pura mata atlântica e os sons dos passarinho que ali habitam e fazem uma trilha sonora perfeita. A trilha também tem muitas artimanhas e obstáculos, é preciso atenção, tem descidas acentuadas, curvas, troncos no chão, cipós que enroscam podem enroscar o pescoço, e muitos arranha gatos pelo caminho. O caminho nunca é igual, sempre tem alguma coisa que mudou porque a natureza é viva e está sempre a se transformar, por isso esconde entre seus encantos também muitos perigos. Mas como é gotoso andar nesta mata, a adrenalina é grande quando se anda rápido ali, e é preciso todos os sentidos entrem em estado de alerta, pois uma só bobeada pode acabar dolorosa.

Logo mais, seguimos para um dos lugares mais bonitos de Garça, a Cachoeira do Cantu que é sem dúvida alguma é um ótimo colírio para os olhos, suas águas transparentes que parecem descer pelas pedras por todos os lado é um convite e tanto para entrar em sua água sempre fria, mas que neste dia estava extremamente gelada, depois que entra também, a sensação é renovar as energias. Importante observar, que para ir nesta cachoeira é preciso uma prévia autorização do proprietário da fazenda.

Mas esse ainda não era o final do pedal, seguimos ainda até a Cachoeira da Igurê, mas infelizmente, naquele dia a água não parecia muito própria para banho, o que tem sido cada vez mais frequente neste local, uma pena, pois um lugar tão especial, vira e mexe, aparece muito sujo, tanto a água como a areia.

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Trilhas Coroados – Uma Serra Próxima à Presidente Alves

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Desde que fiquei sabendo de que existia antigamente uma estrada de terra que fazia uma ligação direta entre Garça e sua vizinha Presidente Alves, mas que estaria atualmente desativada, fiquei bem curioso de conhecer de perto o que aconteceu com este caminho. Foi então que resolvemos sondar o que teria acontecido da estrada e tentar chegar o mais próximo dela possível, e acabamos que demos de cara com uma fazenda e uma porteira pelo caminho, como desistir não estava em cogitação, procuramos o caseiro que nos explicou que a estrada está completamente abandonada, tinha virado um matagal repleto de buracos, e por lá já não passava mais nada. Porém, ele nos deu uma dica valiosa, se percorresse mais 01 km do lugar onde estávamos, chegaria em uma outra fazenda que ao final levaria até Presidente Alves. Como a intenção naquele dia era só especular, dali mesmo voltamos, mas desde então o desejo de retornar e tentar seguir em direção a esse município era grande, embora faça divisa com Garça, Presidente Alves parece ser mais distante do que realmente é, pois não há nem ao menos uma estrada de terra que vá direto para Presidente Alves e mesmo por intermédio de outro município, não há estrada asfaltada para isso. De carro são ao menos 41 km de distância e 01 hora de viagem indo por Gália e de lá só se pegar uma estrada de terra. Não tardou de voltarmos para lá, agora imbuídos de ir até o final, apesar de o horário que não jogava ao nosso favor, pois ao sair 15:30 da tarde para fazer isso, estava claro que haveria dificuldades pelo caminho.

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De qualquer maneira, é sempre muito boa a sensação de pedalar com a expectativa de explorar novos horizontes e até parece que as trilhas para andar de bicicleta são infinitas, pois sempre existe uma para ser conhecida ainda, e a sensação é de que há um imenso tesouro a ser descoberto. Por tudo isso, é que o ciclismo de mountain bike é tão estimulante, pois brincar de explorar o desconhecido e percorrer por novas e belas paisagens não tem preço. É muito legal procurar por trilhas diferentes, fugir da zona conforto de fazer os caminhos de sempre e já percorridos por diversas vezes, isto parece simples até, mas não é, pois o normal é ir rumo ao conhecido, um lugar que nos passe segurança, por isso, aventurar-se, sentir o frio da barriga de não saber exatamente onde está ou ter que escolher um caminho a seguir em uma bifurcação e não saber aonde vai chegar, proporciona uma certa emoção que deixa qualquer trilha mais apimentada. A primeira vez nesta trilha teve tudo isso, e também o privilégio de poder contemplar lindas paisagens de serra e formações geológicas belíssimas da região que circunda Garça, muito pouco conhecida, realmente foi um dia que não se apagará da memória.

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O destino original quando saímos, era chegar em Presidente Alves, mas havia uma bifurcação no caminho, e infelizmente ou felizmente, a opção que fizemos acabou nos distanciando daquela cidade e parecíamos pedalar rumo a distante Pirajuí, o sol já estava indo embora, de longe dava para avistar as luzes das cidades e sem saber onde estávamos exatamente, o desespero bateu forte. Mas ainda bem que não por muito tempo, após percorrer vários quilômetros sem avistar uma pessoa sequer, em um lugar muito remoto e distante de tudo, enfim encontramos uma casa pelo caminho e fomos sedentos pedir orientação.

Foi então que ficamos aliviados ao saber que logo mais, era só pegar à esquerda que Garça estava à 30 km de distância, o caminho à direita seguia para Pirajuí. Estávamos muito mais perto de Garça do que imaginávamos, o que naquele momento veio muito bem a calhar.

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Então voltamos pela estrada de terra Garça-Pirajuí, passando pelas antenas e logo chegamos em Garça com a gostosa sensação de sem querer, acabar descobrindo a existência de mais uma trilha de bike espetacular, com paisagens ímpares, descidas e subidas intensas que proporciona a adrenalina na descida e que exige bastante esforço do ciclista nas subidas, como é de se esperar de uma trilha de bike. Subida íngreme, ribeirão, curvas fechadas, descidas perigosas e paisagens de cair o queixo, e só ao vivo e a cores para sentir a natureza e curtir a beleza do lugar, pois as fotos, embora seja uma maneira fantástica de registrar a imagem de um momento, ela é estática, limita o horizonte a um determinado enquadramento, destina-se a um só sentido, a visão, e por isso tudo, as imagens, por melhores que são, sempre será um retrato de uma pequena parte de uma realidade muito maior.

Apesar das dificuldades, enganos e tensões, no final deu tudo mais do que certo, e isso só serviu para temperar ainda mais um pedal que por si só já seria muito bom, e a vontade de voltar foi tão grande que não demorou para voltarmos lá, porém, com bem mais tranquilo que da primeira vez, deu até para degustar algumas laranjas suculentas e colhidas direto do pé, pois o que mais tem no caminho de volta são laranjais carregados da fruta.

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Cachoeira da Hípica e a Infestação de Aranhas (Inédita)

Foi com grande prazer que conhecemos uma nova e bela cachoeira em Garça, e como esta terra é fecunda em belezas naturais, não é de se estranhar mais esse achado, e muitas outras existem nas redondezas ainda a espera de ser explorada e registrada.

Esta cachoeira é relativamente próximo a cidade, fica localizada dentro da propriedade da antiga hípica, mas do lado esquerdo da pista, o acesso foi pela estrada do saltinho que leva ao município de Gália, mas bem no início dela é preciso entrar a direita e percorrer um caminho ladeado de plantação de mogno que até parece ser um labirinto repleto de subidas, descidas e curvas.

Enfim, chegamos a espera e inédita cachoeira, apesar de não ser muito alta, por volta de 4 metros de altitude, é muito boa para banhar-se, a água limpa e com bom volume, ainda há um poço amplo e raso em volta da queda. É mais um pedacinho da exuberante natureza garcense, escondida como tantas outras, apesar de próximo a cidade.

No entanto, o desafio neste dia nem foi chegar até a cachoeira, mas sim continuar pedalando conforme o programado logo após sair dela. Como foi um pedal pós trampo, o sol se pôs e uma verdadeira infestação de aranhas se fez presente e tomou conta dos arredores, para todos os lados e caminhos haviam teias enormes com dezenas de aranhas estavam espalhadas e construindo espécies de paredes de teias quase intransponíveis. O ruim, é após passar por algumas teias, uma próxima a outra, chegamos a conclusão de voltar pelo mesmo caminho seria a melhor opção naquele momento. No vídeo abaixo é possível perceber o motivo da desistência, é porque a situação estava complicada mesmo.

Rudi Arena

Acesse este link para ver o vídeo das aranhas e a dificuldade de seguir em frente com as bikes frente a tantas teias pelo caminho

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Pico do Cárcara – Próximo ao Aeroporto de Garça

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Existem ao menos duas formas para chegar a este belo lugar, por se tratar de um lugar muito próximo a cidade, existe acesso ao final do Bairro Jardim São Lucas, sentido a ONG de Assistência Social Alfa e Ômega  e de lá seguir em direção a estação de tratamento de esgoto do SAEE, não sei ao certo o caminho, mas sei que existe uma trilha do outro lado do curso do rio para também chegar ao locar.

O único caminho que a gente faz, é mais longo porque é preciso dar uma volta, o acesso é pela estrada de terra do Aeroporto de Garça, mas antes dele, é preciso pular uma cerca à esquerda,  pedalar pelo pasto como se estivesse voltando para a cidade, mas o destino mesmo é chegar até um encontro de dois córregos que formam o início do Rio Tibiriça  e torna uma só cachoeira de grande altitude. Porém, infelizmente no mesmo momento em que existe a beleza do encontro das águas formando uma só cachoeira, lamentavelmente também há encontro do esgoto tratado que é lançado nas águas até então limpas e próprias para banho que existe nas cachoeiras rio acima.

Por isso, não é  é possível tomar banho em baixo da grande queda, tem que ser antes deste belo e deplorável encontro simultâneo de três águas, sendo que uma delas é uma canaleta de concreto no meio do leito dos dois córregos que jorra o esgoto tratado, tudo isso em um lugar em que há uma visual belíssimo, com muito verde, água e grandes paredões. Se o esgoto fosse lançado mais para frente, seria um ótimo lugar para explorar o potencial de ecoturismo que a cidade possui, pois tem uma localização privilegiada e com belezas naturais incríveis. Tudo isso a alguns pouquíssimos quilômetros de distância da cidade ou se preferir, à alguns minutos do ambiente urbano.

Entretanto, dos males o menor, ao menos o esgoto é tratado. Infelizmente, ainda é comum em cidades da nossa região de lançarem esgoto não tratado direto nos leitos dos rios.

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Capote do Bororo – Faz. Antinhas – Itiratupã – Garça-SP

No fundo de um belo vale na direção do bairro rural de Itiratupã, ocorreu um tombo de bicicleta com nosso amigo de pedal Bororo. Ele, ao encarar uma desafiadora descida, bastante íngreme e acidentada, acabou sofrendo uma forte queda.

Felizmente, apesar de alguns ralados e hematomas no corpo, nada de muito sério aconteceu. Na hora da queda foi um grande susto, mas por outro lado, ao ver que ele levantou  rapidamente do chão e já dando risada, foi um grande alívio. Por isso, não é demais lembrar da importância do uso de capacete.

Rudi Arena

Cachoeira da União – Pico do Tucanos – Torres

Pedalar por esta trilha é sempre gratificante,  pois é  a certeza de que encontrará belas paisagens da serra que existe ao lado direito da Estrada da Bomba e também pode contar um refrescante de banho de cachoeira. Neste dia, no meio da pirambeira o “S” ou câmbio traseiro da bike do nosso amigo Fabiano quebrou de forma que não tinha recuperação alguma, o momento foi de tensão, voltar a pé seria uma tarefa muito árdua, não teria como pedir socorro de alguém de carro, pois só havia pasto, vales e trio de boi a nossa volta e voltar a pé carregando a bicicleta depois de tudo que já havíamos descido não seria nada fácil.

No fim, a solução encontrada foi a de amarrar o “S” com borracha de câmera de bicicleta e cortar vários gomos da corrente de modo que deixasse em uma marcha só e sem a necessidade do câmbio traseiro. E não é que deu certo, graças ao bom trabalho do pirambeiro Rafael que estava com sua chave de corrente de prontidão. Depois de superado este nem tão pequeno contratempo, seguimos em frente até chegar ao Córrego do Barreiro e subimos  o íngreme e cansativo morro para voltar à Garça pelas antenas e a estrada do Jardim Adrianita.

São 26 Km de trilha,  mas a sensação ao final do pedal é de que foi mais, pois é um pouco cansativo também percorrer um terreno difícil de andar de bike, com alguns obstáculos no caminho, como mato no meio do trio de boi ou este tão fundo e estreito que não é possível pedalar, mas isso é também o que deixa o pedal ainda mais gostoso, pois se só houver facilidades, perde-se um pouco a graça do negócio. Trilha mais que recomendada,  é super legal para pedalar e contemplar a natureza exuberante que existe no entorno do perímetro urbano, e que a maioria esmagadora dos habitantes da cidade, infelizmente,  não a conhece.

Rudi Arena

 

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Cachoeira das Araras – 2015

Um lugar bem próximo a cidade, localizado nos fundos do bairro rural de chácaras Adrianita. É preciso andar pelo curso da água e embrenhar-se um pouco mato a dentro, mas a visão final do topo da queda da cachoeira é fascinante e recompensadora.

Antes de chegar na grande queda, também é possível contemplar o encontro das águas do Córrego do Ouro com a do Córrego da Prata, ambos afluentes do Córrego do Barreiro, onde é captada a água que se bebe em Garça-SP.

Por isso, é um lugar de grande importância de preservação para o município, e ainda bem, que a sua volta existem vários pontos de restauração de áreas de preservação permanente, trabalho importantíssimo para que no futuro os garcenses possam desfrutar de segurança hídrica e água de qualidade.

Rudi Arena

Cachoeira Quebra-Tudo

Entre tantas cachoeiras nas redondezas do município de Garça-SP, especificamente esta era um antigo desejo conhecê-la, pois há tempo sabíamos de sua existência e de sua altitude extrema, e também que estava localizada no município de Álvaro de Carvalho, mas bem próximo à Garça.

Sua denominação não é a toa, pois entre muitas, ela é de uma altitude que chama bastante a atenção, por isso, já foi identificada como Cachoeira Quebra-Tudo. O nome não poderia ser mais apropriado, pois tudo leva a crer que e trata da cachoeira mais alta de toda região, por isso mesmo, era questão de honra chegar até ela, filmá-la e fotografá-la.

No entanto, era preciso chegar até em baixo da queda, pois nada como sentir a energia da água caindo de dezenas de metro em seu corpo. É como se a queda d´água pudesse purificar e revigorar o corpo, e é claro refrescar, ainda mais por ter sido um dia de forte calor e com andanças intensas pirambeira adentro, o banho de cachoeira não poderia ter vindo em hora melhor.

Apesar do nome e da altura da cachoeira, banhar-se nela é tranquilo. Só que chegar em baixo da queda não é das tarefas mais fáceis, assim como não há nenhuma dificuldade intransponível, muito pelo contrário, pra quem gosta de fazer um trekking, andar na margem ou por dentro do curso d´água é um prato cheio, é como sentir a natureza entrar pelos poros até chegar nas veia.

Rudi Arena

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Pico do Urubu

Este local é simplesmente fantástico, está localizado na direção da estrada de asfalto que leva ao bairro de Itiratupã que por sua vez integra o distrito de Jafa, este pertencente ao município de Garça. Para chegar até lá, é preciso seguir andando pelo curso d´água por um bom trecho até se deparar com uma queda não muito grande, mas onde há um poço de água cristalina que é um ótimo ponto de parada para se banhar, lugar em que já encontramos um porco do mato que apareceu do nada e depois partiu.

Antes deste poço passamos pelo recanto das borboletas, pois é incrível a quantidade desses insetos ali concentrados, a movimentação delas e seu colorido no ar faz até parecera que estamos em um desenho animado quando percorremos este pequeno trecho do curso d´água que seguíamos. E não foi só neste dia que as borboletas estavam lá, outros dias elas estavam no mesmo lugar, pode ser a época do ano, mas é um espetáculo a parte.

Um pouco mais adiante, encontramos o pico do urubu, logo que se chega não se avista nenhuma ave desta espécie, porém, não demora muito para que elas apareçam com força total e seus vôos rasantes. Este pico é muito alto e de um visual estonteante, de uma beleza ímpar, com a imagem do alto do desfiladeiro que ali existe. É como se estivéssemos defronte de um monumento natural que demonstra toda a exuberância da natureza e nos mostra como somos pequenos e frágeis quando estamos a um passo de um precipício mortal, talvez por isso o lugar acaba sendo ainda mais fascinante.

Rudi Arena

Trilha da Fazenda Cachoeiras de São Pedro

Este lugar foi descoberto meio que por acaso em uma tentativa solitária de explorar novas trilhas nas pirambeiras que existem no entorno de Garça-SP, acabei conhecendo e me encantando pelos seus vastos atrativos que esta fazenda proporciona aos amantes de mountain bike.

Não são só as belas paisagens de vales e paredões enormes ao redor que cativa, tem também ao menos uma cachoeira cuja água parece ser própria pra banho, além de outros cursos d´água. Existem ainda represas, descidas alucinantes, assim como subidas quase impossíveis de pedalar montado na bicicleta, em algum momento é preciso descer dela. Na parte mais baixa do vale, há também um singletrack de trios de bois muito legal, tudo isso com um colírio da exuberante formações geográficas que se vê por todos os lados.

Nos fundos da Fazenda Cachoeiras de São Pedro, existem dois caminhos que descem até o fundo do vale, são duas descidas bem técnicas e íngremes, que exigem muita atenção, assim como, também há duas opções de subidas, ambas são extremamente desafiadoras, para não dizer que são muito difíceis de conseguir subir pedalando o caminho todo.

Pelo motivo da trilha ter os dois extremos, subidas e descidas com graus de inclinação bastante acentuado, é que esta trilha apesar de ser de quilometragem baixa (28 km), ela testa os limites do ciclista. Tanto para dosar a velocidade adequada nas descidas de modo a não arriscar levar um tombo que pode ter sérias consequências, como também esta trilha nos faz deparar com os limites do corpo humano, pois é preciso reunir todas as forças físicas e mentais possíveis para tentar pedalar na subidas, tarefa árdua e dificílima de ser executada.

Rudi Arena

A Descida do Capote – Cada Vez Mais Vítimas

Mais uma vez voltamos a fazer a encantadora e perigosa trilha do Downhill com acesso pela Fazenda Cachoeiras de São Pedro, sentido Itiratupã. Ficou conhecida como a descida do capote, foi apelidada assim, justamente pelo fato de que em outa ocasião um amigo sofreu uma forte queda nesta descida, já postado neste site.

Domingo pela manhã (14/06/2015) fomos novamente para esta íngreme descida e outras quedas acabaram por ocorrer, desta fez foram três quedas foram registradas pela lente do Piramba MTB, mas por sorte, ninguém se machucou de forma séria desta vez. Foi mais o susto e também um aro dianteiro de uma das bicicletas ficou bem torto, foi preciso desentortar na mão mesmo, na base da força bruta para poder seguir em frente.

Ao final, deu tudo certo, mas a lição que fica é que nesta descida todo cuidado é pouco, ela engana e é traiçoeira, qualquer empolgação ou desatenção durante a descida pode resultar em tombos cujas consequências podem ser muitas, desde um arranhão apenas como algo mais sério, por isso requer toda a atenção do ciclista.

Rudi Arena

Trilha das Represas – Igurê

A Fazenda Igurê e suas adjacências, sempre foram um prato cheio para os praticantes de mountain bike de Garça e região, a propriedade rural é grande, repleta de caminho e possibilidades. Não existe só a trilha da mata, do terreirão, ou da antiga porteira ferro, tem muito mais. Neste pedal, seguimos para o limite da fazenda sentido Bauru, pelo caminho a margem da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, até chegar a uma placa das famosas sedas de Gália-SP, daí então é preciso pegar uma carreador ou rua de café à esquerda e após descidas abruptas, chega-se em uma represa distante de tudo. Próxima ao território da Igurê, mas não necessariamente pertencente a ela acredito.

Na realidade, trata-se de um pesqueiro fantasma, com duas lagoas secas e o que sobrou de uma edificação, inclusive ali existe um pesado cofre abandonado, que vai saber a quem pertence. Porém, por outro lado brota peixes e vai saber mais o que da represa que persiste ali, é comum achar alguém pescando.

A volta deste pedal passa ainda por outra represa e poderia passar por mais, tão fecunda de águas é a Fazenda Igurê, que é uma mãe para todos os amantes de mountain bike de nossa querida cidade de Garça-SP, por suas vastas terras, com mata atlântica preservada, cachoeira, diversas represas, agradáveis descidas, muitas trilhas entre cafés, eucaliptos e seringueira, também é próxima a cidade e a entrada pode até não ser permitida oficialmente, mas ao menos é bem tolerada.

Rudi Arena

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Que Espécie de Aranha É Esta?

Ao voltar pela Estrada da Bomba (Adutora B1) de uma trilha em que a ida foi pela Cachoeira da União (Atrás da Mata do Bosque), nos deparamos com uma aranha chamou bastante a nossa atenção, pois era grande, robusta e até então nunca vista por nós. Ficamos olhando-a e ela se mostrou imóvel o tempo todo, chegamos a pensar que estaria morta, mas não, estava é assustada com a nossa presença que a impediu de seguir seu caminho, porém, logo deixamos de importuná-la para que pudesse retomar sua estrada.

Nestes pedais pirambeira afora, já encontramos diversas espécies de aranhas, algumas grandes, em geral próximas as cachoeiras, mas um pouco menor do esta. Uma exceção foi a aranha caranguejeira encontrada na entrada da mata da cachoeira da Igurê, mas que infelizmente não foi possível fazer um registro dela naquele momento.

Desta vez, o que me intrigou nesta aranha é que mesmo após uma pesquisa na internet, não consegui identificar que espécie de aranha seria esta. Quem sabe seja a temida e venenosa aranha armadeira? De uma coisa eu sei, ela parece não ser do tipo de fazer teia, mas sim de caçar andando pelo chão, além de ser bem estranha e impor respeito.

Rudi Arena

Trilha das Águas com Chuva

Um pedal que percorre a fazenda de cultivo de eucalipto pertencente a empresa Duratex, esta localizada entre os municípios de Garça e Gália, mas pertencente ao último. Neste dia uma forte chuva nos pegou de surpresa, o que só fez aumentar o espírito de mountain bike na veia. É uma trilha sempre bem legal de se fazer, pois percorre diversos tipos de terrenos, passa por represas, por um rio, e a forte chuva que nos atingiu veio pra lavar a alma e deixar o pedal ainda mais divertido. As bikes é claro, precisaram de uma boa lavada e até de uma revisão, mas isso perto do prazer ela proporcionou não foi nada.

Rudi Arena

Capote na Descida

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O que esta descida tem íngreme, tem também de perigosa. Infelizmente, neste dia um amigo de pedal caiu da bicicleta, e como a bike pega velocidade fácil, uma queda nestas condições pode trazer sérias consequências. Embora o tombo tenha sido forte, pois ele bateu a cabeça e rolou por diversas vezes ladeira abaixo, graças a utilização do capacete, ele se machucou mas evitou um mal maior. Por isso, é sempre bom reiterar a necessidade de usar-se o capacete, pois nunca se sabe quando iremos tomar um tombo, basta andar de bicicleta que sempre existirá um risco, por menor que ele seja.

Rudi Arena

3º Dia na Estrada Real – Cunha-SP à Paraty-RJ

Terceiro e último dia na Estrada Real, o dia com o pedal de menor quilometragem de nossa viagem, porém, isso não quer dizer que não foi preciso se esforçar bastante, pois os primeiros 30 km são praticamente só subida, não tem refresco nenhum e haja perna, joelho e pulmão para pedalar em tanta subida. Para compensar também, quando acabaram as subidas, só vieram descidas, uma atrás da outra, ininterruptamente, um verdadeiro paraíso do downhill de aproximadamente 20 km só de descidas íngremes e alucinantes. O difícil é não parar um pouco em algum momento para esticar os dedos, pois eles doem muito de tanto que tem que contraí-los para apertar o breque, esta peça da bike que foi muito exigida, pois se deixar a bike solta, é impossível fazer as curvas depois.

Quase em queda livre nas descidas, chegar até Paraty foi até que foi rápido. Assim, foi possível ter um pouco de tempo para aproveitar o sol ainda raiando na praia e saborear peixes e frutos do mar para fechar com chave de ouro o último dia de pedal, de uma viagem inesquecível pelos mais variados motivos. Porém, logo brisa do mar se foi, o tempo se esvaiu em um estalar de dos, no dia seguinte cedo teríamos que sair para uma longa viagem de mais de 600 km até voltarmos para Garça-SP.

Uma pena é que parte deste trecho foi recentemente pavimentado, motivo de uma longa controvérsia judicial, as obras haviam sido interditadas. Decisão judicial que entendo acertada, pois existem outras vias de acesso entre os dois municípios, e seria evidente o dano ambiental de asfaltar esta estrada que passa por belíssimas paisagens de serra da mata atlântica com uma biodiversidade riquíssima, pavimentá-la poderia colocar em risco tudo isso. A ação que originou este processo judicial, chegou a impedir qualquer trabalho de alargamento ou reparo no trecho de 12 km dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina. A medida foi requerida pelos ambientalistas, via Ibama, sob a argumentação de que a estrada da serra asfaltada, criaria desequilíbrios ecológicos e fortes impactos ambientais à flora e fauna. No entanto, o jogo virou e a informação é de que 100 homens já estão trabalhando e máquinas e equipamentos retornaram ao local da obra. Estas, que estiveram embargadas de 23 de agosto a 01 de outubro de 2014 em decorrência de ação judicial, foram retomadas em 05 de março de 2015. Mais uma vez, a natureza perdeu frente a interesses de econômicos.

Rudi Arena

2º Dia na Estrada Real – Trecho de Cruzeiro-SP à Cunha-SP

Um pouco mais habituados a Estrada Real e seus marcos que indicam a direção a ser seguida, iniciamos nosso 2º dia de pedal com destino a bela cidade de Cunha, já bem próximo do estado do Rio de Janeiro. A expectativa era que o dia fosse longo, pois dos três dias programados, este era o trecho de maior quilometragem, mais de 100 km a serem pedalados, ainda bem que o café da manhã foi bom o suficiente para fornecer a energia necessária para o começo do pedal que prometia ser longo e cansativo, uma vez que no dia anterior já haviam sidos pedalados 90 km.

Após um início de pedal chuvoso no começo da manhã que fez com que as bicicletas ficassem repletas de barro, o sol acabou vindo com força depois, foi então que passamos pela subestação de energia elétrica de Furnas na cidade de Cachoeira Paulista e pedimos para lavar as bikes, o que nos foi autorizado de pronto.

Este foi o único dia em que pedalamos apenas no estado de São Paulo, porém saímos da divisa de Minas Gerais e fomos até a divisa do estado do Rio de Janeiro. Infelizmente, foi um dia em que pegamos mais asfalto e também um bom trecho com uma paisagem mais urbana, principalmente quando passamos pela a região de Guaratinguetá. No entanto, os belos visuais de Serra tanto quando saímos de Cruzeiro como quando chegamos à Cunha acabou por compensar a parte que percorremos por uma paisagem nem tão bela assim.

Ao Final, foi o dia mais cansativo sem dúvida, dado a alta distância percorrida, foram pouco mais de 100 km, e também pelo fato de termos que superar grande elevação de altitude, saímos de altitude de 517 metros para 950 metros, e com muitas subidas íngremes pelo caminho. E um fato curioso que ocorreu, foi ter encontrado um senhor em um sítio por onde passa estrada real e ele estava com um saco cheio de formigas iças que ele havia coletado para alimentação. As famosas tanajuras, que todo mundo já ouviu falar que são consumidas por humanos, mas difícil é encontrar essas pessoas que as comem, e não é que encontramos uma. Aliás, o mesmo senhor disse que é uma delícia e que vale a pena o esforço. Fica aí a dica para quem gosta de arriscar novos sabores, trata-se de um hábito herdado dos indígenas e que continua vivo até os dias de hoje no Brasil.

Rudi Arena

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1º Dia na Estrada Real – Trecho de São Lourenço/MG à Cruzeiro-SP

Esta foi uma viagem com destino uma estrada história brasileira, mais precisamente à época Brasil colônia que tinha da Estrada Real sua mais importante rota, o caminho velho, estrada oficial, era o único autorizado para a circulação de pessoas e mercadorias. A partir da descoberta de ouro na região de Minas Gerais no final do século XVII, este caminho transformou-se na rota preferida para chegar até lá, assim como para o escoamento de ouro, que era transportado por mar de Paraty para o Rio de Janeiro, de onde embarcava para Portugal. Esta foi a primeira estrada aberta pelos bandeirantes e oficializada pela Coroa Portuguesa, inicia-se em Ouro Preto-MG e o termina na cidade de Parati-RJ, percorrendo os estados de Minas Gerais, São Paulo e o Rio de Janeiro. Ao longo de toda a Estrada Real existem marcos, umas espécies de pequenos totens fincados ao chão com informações locais e que indicam a direção a ser seguida, estão presentes sempre em que há pontos de bifurcação ou em locais que geram dúvida para o viajante sobre o caminho a ser seguido

No entanto, em razão da disponibilidade de poucos dias, optamos por não fazer a Estrada Real na íntegra, mas sim a sua metade final, o planejado foi pedalar por três dias com saída em São Lourenço-MG e destino final em Parati-RJ, com duas paradas pelo caminho para pernoite. Assim, no primeiro dia de pedal, saímos de uma pousada da Estância Hidromineral de São Lourenço-MG com destino de chegar na região da divisa de Minas Gerais com o estado de São Paulo, em uma propriedade rural a beira de uma estrada, próximo a cidade de Cruzeiro-SP, que fica ao pé da Serra da Mantiqueira. Cidade também histórica, pois um importante capítulo da Revolução Constitucionalista de 1932 foi ali travado, foi a última cidade paulista a se render e onde foi assinado o armistício, uma cidade estratégica naquele momento pela sua localização geográfica.

Ao final, foram mais de 89 km rodados, com belíssimas paisagens de montanhas, mas com direito a alguns contratempos também, como perder-se no caminho, a dificuldade de atravessar um rio fundo e com correnteza, chuva, o cair da noite, e a dificuldade de se achar a fazenda que alugou os aposentos para dormimos naquele dia. Mas no fim, tudo deu certo, apesar de ter sido um dia um tanto tenso e cansativo. Ainda bem que fomos recepcionados com uma farta mesa de uma saborosa comida, para deleite nosso, foi servido um feijão tropeiro de lamber os beiços e repetir o prato. Depois, foi só dormir para acordar cedo no dia seguinte para mais um dia de extenuante pedal.

Uma das coisas mais marcantes neste dia, foi o casarão antigo datado de 1908 em que dormimos, não tinha luxo algum, os ralos do banheiro estavam entupidos e o banheiro inundava, insetos por todas as partes, a água que saia do chuveiro e das torneiras era barrenta, talvez ela era retirada de um rio próximo à fazenda e com a chuva a água turvou, apenas uma hipótese. Mas a recepção foi muito acolhedora, assim como a fartura do jantar e do café da manhã do dia seguinte, acabou por compensar qualquer outra coisa.

Rudi Arena