De Volta as Raízes, De Volta a Cascatona

Depois de um bom tempo sem ir até Cascatona, que é uma das mais altas cachoeira de Garça e região e também um das primeiras que o Piramba MTB explorou há cerca de 10 anos atrás. Voltar lá é reviver as origens do Piramba, com muitas histórias e um rolê que é cara deste grupo.

O lugar é mais uma dádiva que a Garça maravilhosa recebeu da  natureza, ela  fica localizada na Fazenda Cascata e é de difícil acesso. Para chegar embaixo da cachoeira é preciso ter muita força de vontade, descer pelo pasto até o fundo do vale, depois, chega um momento em que para continuar é preciso seguir a pé e pelo curso do rio.

São muitas as pedras no caminho e antes de chegar na grande queda, as pedras vão ficando gigantes e bem mais difícil de passar.  Mas como sempre tem uma bela recompensa depois, e acaba que vale realmente a pena. Tanto pelas as paisagens pelo caminho,  como para contemplar a cachoeira, tomar banho nela e apreciar o seu envolto, que exibe um belo e imponente contraforte que se assemelha as falésia existentes no litoral.

Na volta a coisa aperta ainda mais, a bike sofre pirambeira a cima e o esforço exige bastante do sistema cardiorrespiratório. Ao final de cerca de 30 km de pedal, a quilometragem pouco tem a dizer em relação ao tamanho cansaço ao chegar em casa, parece que o corpo está todo moído por dentro.

O esforço de pedalar em si é o de menos, ainda que o terreno de pasto e sem estrada seja bem desgastantes, pois segura muito a bike. Porém, o que mais pesa mesmo, são os movimentos de andar no leito do rio desviando das pedras e dos buracos, de subir e descer as encostas, e de carregar a bike em alguns momentos. Isso faz com que sejamos obrigados a trabalhar músculo que normalmente apenas pedalando acaba por não trabalhar. Por esta razão, a sensação de estar quebrado ao final do pedal é maior do que se tivéssemos rodados 50 km de bike em um estradão.

Rudi Arena

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Quatis no Lago Artificial de Garça

Não é muito difícil avistar em quatis em Garça, na maioria das vezes estão a perambular na região dos trailers de lanches no Lago Artificial Prof. J. K. Williams, nas mais variadas horas do dia. Geralmente aparecem em bandos e passam a impressão de estarem sempre esfomeados a procura de restos de comidas que ficam nas lixeiras das lanchonetes.

No dia em que o vídeo foi gravado eu estava a pé e assim facilitou o registro deles, já que de carro é mais complicado de filmar a cena. Se eu tivesse um alimento na hora para o quati, acho que ele comeria da minha mão, não parecia se importar com a presença humana, e chegou a se aproximar bastante, e em nenhum momento demonstrou medo ou agressividade.

Como no fundo dos trailers fica a mata do Bosque Municipal, esses animais que ali vivem passaram a ver o lugar como uma fonte de alimento e por isso frequentemente estão por ali a conferir o que sobrou das refeições dos humanos para tentar encher a barriga.

O bom é que com isso eles dão o ar da graça para quem passa pelo Lago, seja a pé ou de carro, e assim podemos contemplar esses animais da família do Guaxinim, com seus focinhos compridos e com suas caudas longas e peludas em forma de anéis. Assim, os quatis deixam de ser mais um dos atrativos da cidade e também do Lago Artificial da cidade.

Rudi Arena

Conheça um pouco mais sobre esse interessante animal:

Quati-de-cauda-anelada

Como ler uma infocaixa de taxonomiaQuati-de-cauda-anelada
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Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Procyonidae
Género: Nasua
Espécie: N. nasua
Nome binomial
Nasua nasua
Linnaeus, 1766
Distribuição geográfica
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Quati-de-cauda-anelada (nome científicoNasua nasua), também chamado quati-da-américa-do-sul ou quati-do-nariz-marrom, é um carnívoro da família Procyonidae. Faz parte do gênero Nasua, que possui outra espécie, Nasua narica (quati-de-nariz-branco), ambas ocorrendo no continente Americano.[1]

Coloração e características

De maneira geral, o corpo do quati costuma apresentar coloração cinzento-amarelado, sendo a região ventral e as regiões laterais mais claras. O focinho é preto, alongado e sua ponta apresenta movimento que auxilia explorar, juntamente com os membros torácicos, ninhos, tocas e ocos de árvores. Pelo olfato, descobre pequenos vertebrados e invertebrados. As orelhas são curtas, com capacidade de apresentar pelos esbranquiçados, características que também podem estar presentes na face. Os pés e as mãos são pretos, como também os anéis presentes em sua cauda peluda. Vale ressaltar que varições podem existir, visto que depende da idade do animal e de sua variabilidade individual.

Nasua nasua pode atingir 30,5 cm de altura e comprimento corpóreo entre 43-66 cm. Apresenta, em média, 4 kg de massa corporal (considerando quatis adultos e juvenis, de ambos os sexos), podendo atingir até 11 kg. Possui entre 22-69 cm de cauda e são capazes de reproduzirem uma ninhada por ano.São mamíferos com hábitos diurnos e, normalmente, dormem em árvores. O quati (Nasua nasua) se movimenta de formas diferentes: sobe em árvores com o auxílio das garras, corre pelo chão, pula/desce da árvore para o chão de frente ou de costas, andam de quatro patas e pulam de um tronco para outro.

Bandos

De modo geral, os quatis são conhecidos pelo fato das fêmeas viverem em bandos e os machos, que já se tornaram adultos, viverem solitários. Dessa forma, machos adultos são excluídos dos bandos em média no terceiro ano de vida. Normalmente, os bandos apresentam indivíduos juvenis, indivíduos que ainda não adquiriram características de animais adultos e fêmeas adultas. Esse bando, a partir do momento que se encontra em alerta, são capazes de emitirem trinados e fortes “tosses”.

Acasalamento

acasalamento de Narica narica apresenta semelhança com um harém, em que um ou dois machos monopolizam a acessibilidade aos bandos. As fêmeas costumam escolher os machos que desejam copular e os machos, normalmente, são fiéis a um bando em particular na época de reprodução. As fêmeas costumam parir em ninhos localizados nas árvores.

Ressalta-se, portanto, que os machos só são acolhidos nos bandos no período de cópula, com duração média de um pouco menos que um mês.

Habitat

O Cerrado é um dos habitats do Nasua nasua.

Essencialmente, o Nasua nasua ocupa habitats florestais, inclusive florestas perenes e caducifólias, florestas primárias, matas de galeriacerradossavanaschaco.

Em Formosa, na Argentina, identificou-se preferências dos quatis por florestas em fase de regeneração e florestas baixas. Além disso, no Cerrado, houve afinidade com áreas abertas e, no Pantanal, houve rejeição a ambientes alagados (correlação negativa) e preferências pelas florestas (correlação positiva).

Dieta

Caracterizados como onívoros, a dieta dos quatis abrange, especialmente, insetos e larvas, além de artrópodes (quilópodes, aranha). Se alimentam também de uma grande diversidade de frutos e, às vezes, pequenos vertebrados. Os quatis podem variar de alimentação através da sazonalidade e podem incluir itens incomuns, como serpentes, crustáceos e peixes.

 Em área com intensa utilização antrópica e com escassez de frutos e animais no solo, os quatis são observados alimentando-se de lixo. Há ocorrência da ingestão de resíduos não digeríveis descartados e alimentos processados. Nota-se, também, que a alimentação fornecida por visitantes em determinados parques interfere positivamente no hábito alimentar dos animais e modifica padrões comportamentais e de forrageio, visto que os quatis acabam se acostumando com um rota pré-determinada de alimentos em abundância.
Os quatis, oportunisticamente, se alimentam de mamíferos e realizam necrofagia.

Machos e fêmeas não possuem diferenças na alimentação, embora as fêmeas apresentem, teoricamente, uma dieta mais abrangente em proteínas e mais calórica – em relação aos frutos – que os machos. 

Estado de conservação 

Bastante apreciada como caça, a espécie não possui alta resistência a este tipo de interferência humana. Eventualmente, diversos registros de quatis atropelados são catalogados, fator preponderante na avaliação do estado de conservação da espécie no Rio Grande do Sul, com uma grande possibilidade de existir um impacto muito superior no total da população. Relata-se que, nos assentamentos no estado de Roraima, existem caçadores que sacrificam os animais com a finalidade de utilização do pênis como remédio afrodisíaco.

Apesar de constar na Lista Vermelha da Bahia por conta da ameaça ao seu estado de conservação, o quati (Nasua nasua), de acordo com o site IUCN RedList, apresenta, entre as noves possibilidades de classificação sobre o estado de conservação, o estágio LC, derivado do inglês, least concern, que significa, em português, “pouco preocupante”. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN é reconhecida como a abordagem global que possui maior abrangência e objetividade ao avaliar o estado de conservação de espécies de animais e plantas.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Quati-de-cauda-anelada

 

Volta da Duratex (Perdidos) Gália

Em um dia quente de inverno, os pirambeiros de plantão resolveram fazer um pedal com a cara do Piramba MTB, e ainda contamos com a presença do grande ciclista do município de Garça-SP, o Anderson, mais conhecido como Nino, não se trata do famoso ciclista suiço Nino Schuter, mas também pedala muito.

O destino foi pedalar dentro da grande floresta de eucaliptos pertencente a  empresa Duratex e cuja fazenda fica entre os municípios de Garça e Gália-SP, relativamente próximo das margens da Rodovia SP-294. O lugar também é conhecido como “Perdidos”, uma vez que é muito fácil se perder por ali em meio a um mar de eucaliptos e os diversos caminhos e trilhas disponíveis no local.

Também já ocorreu ali um sério ataque de abelhas, com direito a bombeiros, amigos de bike separados das bikes e uns dos outros na correria, muitas picadas e hospital no final, para você perceber que nem tudo são são flores e sempre existe um perigo ali e aqui, quando se menos espera.

Apesar de muitos já terem ficado desorientados no lugar, desta vez não tivemos este tipo de problema, como também passamos longe das abelhas.  O único problema que enfrentamos com sucesso foi a quebra de corrente de um dos pirambeiros que logo foi consertada, de resto, foi só alegria, belas paisagens, suor e adrenalina.

Rudi Arena

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Pedal do Girassol

Uma manhã fria, mas o Piramba em peso estava a postos para pedalar pelos  mais diversos caminhos, sempre dentro de fazendas. O pedal foi só de trilhas, percorremos as Fazendas: Hípica, Dinamérica, São Carlos e Igurê. Passamos por vários terrenos e paisagens.

Andamos por Floresta de Mogno,  mata atlântica, seringueiras, cafezais, eucaliptos e uma belíssima cultura de girassol, também tivemos que atravessar um pequeno rio. Isso só demonstra a riqueza e a beleza das trilhas de bicicleta que Garça e região dispõe.

Este é um pedal que tem maior conexão com a natureza e mais técnico também, o terreno tende a segurar mais a bike e por isso o Km rodado é mais cansativo, mas vale a pena. Pedalamos por caminhos alternativos entre Garça e Gália, um verdadeiro paraíso para os amantes de mountain bike e de uma boa pirambeira.

Rudi Arena

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Piramba MTB no Desafio Giros e Trilhas de Cicloturismo – Fazenda Igurê – Garça-SP

O ciclista Guilherme Botelho brilhou no Desafio Giros e Trilhas ao chegar na segunda colocação na competição, e colocou o Piramba MTB em lugar de destaque.

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No último domingo dia 26/05/2019 aconteceu o Desafio Giros e Trilhas de Cicloturismo na Fazenda Igurê em Garça-SP e o Piramba MTB marcou forte presença neste pedal.

No mesmo evento teve a prova com 45 km na modo competição e também o passeio de 40 km no modo de cicloturismo. Em ambos o Piramba MTB este presente, e muito bem representado.

Na prova competitiva contou com a brilhante participação do ciclista Guilherme Botelho que por muito pouco não subiu no degrau mais alto do pódio de premiação, mas garantiu a segunda colocação com muito mérito, demonstrou toda a sua força no pedal e foi o grande orgulho do Piramba MTB com seu desempenho espetacular.

Mas também muitos outros amigos pirambeiros participaram do evento e orgulhosamente estamparam a logo do Piramba no peito. A Fazenda Igurê sempre foi um prato cheio para nós, pois a propriedade rural possui muitas trilhas que são a cara do grupo.

Os caminhos da fazenda contam com boas subidas e descidas, e também com muito área verde e água, pois tem trilhas que passam por represas e mata fechada, bem como por estrada em meio a pés de cafés, seringueiras e eucaliptos, com os mais variados terrenos e paisagens. Por isso mesmo, o Piramba MTB não poderia deixar de participar em peso e prestigiar este grande evento ciclístico que aconteceu em nosso município.

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Tamanduá-Mirim no Corujão Piramba MTB para Ubirajara-SP

Para aproveitar bem o feriado de Tiradentes, rolou até alta madrugada um Pedal Corujão Piramba MTB para contemplar uma bela lua cheia e com destino a Ubirajara, aproximadamente 90 km no total, partindo de Garça-SP.

É preciso ir pela rodovia SP-331 até chegar a uma placa: `”Ubirajara – Acesso em Terra”, e pegar a estrada de terra do famoso Boteco Azul. Seguimos por ela por um bom tempo até que nos deparamos com um lindo Tamanduá-Mirim pelo caminho, a princípio estava no chão, mas logo que nos aproximamos ele já correu em direção a uma árvore,  e começou a subir e subir até sentir-se seguro, como um bom animal arborícola que é.

Outra informação interessante é que animal pertence a ordem Pilosa , a mesma do bicho-preguiça, e ao ver em ação grudado no tronco da árvore, foi possível constatar o parentesco, tem nítidas semelhanças. Foi um momento fantástico e raro de se ver,  realmente um privilégio poder ter presenciado esta cena.

Após um breve come e bebes em Ubirajara, retornamos pela estrada de terra da Estação Ecológica do Caetetus para chegar novamente na SP-331, e assim seguir de volta para Garça.

Na chegada já era altas horas da madrugada, e apesar de um pouco cansado, o que predominou foi uma sensação muito gostosa, não só do objetivo cumprido, mas de agradecimento também,  pois o Pedal Corujão superou as expectativas. A lua cheia deu um espetáculo a parte, ouvir apenas os sons da natureza a noite foi outro, e ainda de lambuja encontramos alguns animais pelo caminho.

A estrada de terra era só nossa, o silêncio só era quebrado pelos animais, foram muitos os pássaros pelo caminho. Em especial os curiangos tanto na ida como na volta estavam aos montes no meio do caminho e acompanharam boa parte do nosso pedal. São animais de hábito noturno e que se alimentam de insetos, tem também o apelido de mede-léguas pois o curiango tem mania de pousar à beira de estradas e trilhos. Por conta disso, é comum vê-lo voar à frente de pedestres e veículos, como se medisse as léguas. Outra característica desta espécie é que vivem no chão onde costuma se camuflar em meio às folhagens.

O clima agradável, a ausência de sol e calor, tudo isso ajudou que a gente chegasse em casa mais inteiro, o que fez deste pedal algo nada sacrificante, pelo contrário, foi para lá de gratificante, muito bom mesmo. Que venha o próximo Corujão.

Rudi Arena 

 

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Curiango ou Bacurau (Nyctidromus albicollis)

Cachoeira nº 2 do Vale da Graça em Vera Cruz-SP

No complexo de cachoeiras do sítio Vale da Graça no Município de Vera Cruz-SP fica a cachoeira Dedo de Deus ou nº 2, pois ali existe outras 5 quedas d´água. Um lugar incrível com tirolesa, mirante, piscina e muito mais. É um lugar que o Piramba MTB ainda não conhecia e por isso mesmo não poderia deixar de  conferir. O valor da entrada para passar o  todo o dia é de apenas R$10,00, compensa muito  conhecer este lugar. É possível ir de carro ou de bike. Vera Cruz-SP fica localizada entre os municípios de Marília-SP e Garça-SP.

O interessante é que o local é estruturado para receber visitantes, é um empreendimento que vem bem a calhar, pois a demanda de pessoas interessadas por eco-turismo na região é grande e o potencial turístico é enorme, o que falta são mais lugares como este na região.

O sitio Vale da Graça e seu entorno  é muito bonito, assim como a estrada no meio de uma serra que é preciso percorrer para chegar até lá. O acesso é através do trevo da cidade de Vera Cruz, tem que pegar a saída para a Escola Agrícola, mas logo no início já é preciso virar a direita e seguir por um caminho de terra paralelo a rodovia SP-294 em direção a Marília-SP, logo depois existe uma placa que indica que é a esquerda o cainho para o sítio Vale da Graça.

É uma estrada de cerca de uns 5 km até o destino final, mas não se pode dizer que é de fácil acesso, em alguns trechos o terreno  é um pouco ruim, começa tranquilo no meio de um cafezal, do lado oposto da cidade, mas em seguida a pirambeira dá as caras, é praticamente só descida e tem ao menos duas curvas bem perigosas. Após chegar na propriedade rural, é preciso ainda seguir por trilhas até as cachoeiras. Para quem gosta de natureza é um prato cheio para se fartar a vontade e a um bom preço em relação ao benefício que proporciona.

Rudi Arena

 

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10 anos de Piramba MTB no Ar

Há 10 Anos foi Criado o Canal Piramba MTB no Youtube

A história do Piramba desde o início foi  temperada com muita a areia, suor e água de cachoeira. E a ideia  sempre foi procurar novos caminhos,  pedalar em lugares que não tem estrada ou mesmo qualquer trilha, que quase ninguém vai, e muitas vezes é preciso perseguir um caminho para chegar no destino almejado, que são os picos e cachoeiras da região, locais inóspitos, de difícil acesso e desconhecido de muita gente.

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A marca Piramba MTB surgiu no final de 2008, já fazíamos pedais com cachoeiras, e eu gostava de filmar, editar e depois para poder compartilhar aquele arquivo pesado acabava tendo que gravar o vídeo em CD e assim disponibilizar para os amigos, pois nunca tive nenhuma pretensão em criar um canal no youtube. No entanto, isso acabou sendo inevitável pela facilidade de compartilhar os vídeos com quem quiser de maneira simples e prática.

E junto com a necessidade de criar o Canal, também foi preciso criar um nome e assim surgiu o nome Piramba MTB que veio para ficar,  já são mais de 200 vídeos gravados, só este canal criado em 2008 passou da marca de 100 mil visualizações, pouco se comparado com muitos por aí, mas não deixa de ter um certo significado, se partir do princípio que é um canal com conteúdo próprio, produção precária, pouco tempo dedicado ao projeto, destinado a um publico reduzido, sem investimento nenhum, sem uso de artifícios para turbinar as estatísticas de visualizações, e sem fazer muita divulgação.

Mas o Piramba é muito maior que este singelo canal de youtube, pois outros também publicam vídeos do grupo e contribuem na consolidação da marca Piramba MTB ,  como os canais amigos: Canal do Vicente,  Canal do Thiago Bulho e o Sujo de Barro do Thiago Zancopé.

Em 2011 foi criado o Blog do Piramba 

Com o nosso amigo Vicente Conessa incorporado para valer nos pedais do Piramba deu-se o nascimento deste  presente Blog para ser um lugar para ampliar o conteúdo divulgado pelo Piramba, já que o youtube fica mais restrito a publicação de vídeos. Então o Vicente criou o Blog para postarmos além dos vídeos, fotos e também textos sobre as trilhas de bike e as cachoeiras da região de Garça.

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A característica principal do nosso grupo de pedal, é aliar o Mountain Bike com natureza, e em muitas vezes o destino são as diversas e belas cachoeiras que existem nas proximidades de Garça-SP.  Junto com o blog também foi criada uma conta do Piramba MTB no Flickr para postar as fotos registradas durante os rolês de bike.

Uma História Feita por Muitas Pessoas

Mas o Piramba vai muito mais além disso tudo, pois foi construído por muitas outras pessoas ao longo destes mais de 10 anos de existência, são todas aquelas que já participaram dos nossos pedais, que fizeram a história do grupo e criou a sua identidade. De um lado, com muita  adrenalina, aventura e  diversão, mas por outro lado, não foram poucos os momentos de extremo cansaço, dor, sofrimento e até desespero, e nessas horas que aparecem também a solidariedade e a superação, daí então o estreitamento dos laços de amizades é só uma consequência natural da situação.

São muitas as emoções e experiências acumuladas nestes 10 anos de pirambeiro, e isso é tão bom e enriquecedor que não tem como deixar de seguir na atividade, o pedal não pode parar nunca.

O conteúdo gerado pelo Piramba só foi possível com a ajuda essencial de muita gente, são tantos que não tem como relacionar todos. Cada um foi fundamental e peça de um quebra cabeça que forma o todo que é o Piramba MTB é. E a interação dos pirambeiros com a natureza sempre foi a tônica dos vídeos e das mais de  18 mil fotos já publicadas.

Existem muitas outras plataformas utilizadas para divulgar o nosso material, e mesmo assim,  tudo o que já foi registrado, é apenas uma parte do conteúdo já criado pelos pirambeiros. Em tempo de celulares para lá de modernos, é muito comum ter várias fotos e vídeos nos celulares de cada um e que não são publicados, e nem por isso menos interessantes, o que  mostra como é  vasto o conteúdo criado até agora, sempre repleto de bike e natureza.

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O Piramba MTB aumentou o número de redes sociais em que publica seu conteúdo, está também presente no Facebook e Instagram. Além do FlickrYoutube e WordPress e também tem o site Piramba Adventure com mais de 1.400 cachoeiras cadastradas ao redor do mundo. Uma plataforma digital complementa a outra, assim como contribui para que o Piramba MTB alcance o maior número de pessoas, e  mais gente pode ter contato com o material publicado, ou seja, as cachoeiras, os animais silvestres da região e trilhas de bike que existem nas proximidades de Garça-SP, bem como em outros lugares que já percorremos também.

A Evolução, Lenta, Gradual e Sólida das Estatísticas do Blog

Desde o nascimento do Blog em 2011, a cada ano que passa aumenta um pouco as visualizações quando comparado ao ano que passou, este ano mesmo, em julho já tinha passado os números de 2018. Aos poucos e com bastante conteúdo o site do Piramba MTB se consolida e cresce ano a ano.  As estatísticas que estão no quadro abaixo demonstra essa evolução.

E o interessante é que apesar dos números modestos do nosso Blog, em consulta as estatísticas quanto ao alcance geográfico do site  verificamos que já fomos acessados por mais da metade dos países do planeta terra, são os coloridos de amarelo, além do Brasil em vermelho é claro, conforme mapa múndi abaixo.

No total, pessoas distribuídas em 98 países já visitaram a nossa página. Outro dado que chama a atenção é o número de visualizações nos Estados Unidos, todos os dias existem visualizações originadas desta nação. Isso tudo é uma demonstração que devagar e sempre o Piramba MTB expandiu além das fronteiras do Brasil, conseguiu colocar as belezas do município de Garça-SP  nas telas de pessoas do outro lado do globo, o que não deixa de ser um motivo de satisfação, já que trabalhamos com muita simplicidade.

Considerações Finais

Por tudo isso, podemos dizer o Piramba MTB vem cumprindo neste tempo o papel de contribuir um pouco com a divulgação do Mountain Bike,  o esporte de fazer trilhas de bicicleta nos mais diversos cenários, por mais adverso que seja o caminho, bem como levar ao conhecimento de muitos, as encantadoras cachoeiras que existem em Garça-SP e região, muitas vezes desconhecidas pelos moradores locais.

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E ao conhecer e registrar imagens de tantas cachoeiras, acabou sendo necessário fazer o inventário delas, catalogá-las e torcer para que isso possa ajudar a preservação desses belos e importantes patrimônios naturais.  Por outro lado, este espaço também se fez lugar de informações sobre animais  pertencentes a nossa fauna e até mesmo chegamos a abordar um pouco da história da região.

Logo, o balanço desses 10 anos é bem positivo, o pedal nunca parou, e nem este Blog, apesar de momentos de maior ou menor atividade, bem como o gosto pelo contato com a natureza e a busca por conhecer novos caminhos e cachoeiras que não cessa jamais.

Conseguimos nesse tempo registrar mais de 40 cachoeiras na região de Garça, e ainda algumas outras em municípios diversos, desenvolvemos o mapa das cachoeiras, uma interessante ferramenta para conhecer melhor a extensão, a localização e a qualidade de nossas cachoeiras (Confira Aqui).

Mas este é um trabalho sem fim, apesar de ainda incompleto e com algumas imprecisões, não deixa de ser um motivo de orgulho a categorização e o desenvolvimento do mapa das cachoeiras, inclusive com fotos para que se tenha uma noção mais exata dessas preciosidades da natureza.

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Este trabalho de mapear as cachoeiras acabou por prestar uma pequena ajuda para que Garça conseguisse ver aprovado o projeto para se tornar um município de interesse turístico, e prova disso é que o próprio site oficial da Prefeitura de Garça na página referente ao Turismo, em “Mapa do Turismo”, existe um link chamado “Cachoeiras – Piramba MTB” que  utiliza a base de dados do nosso mapa de cachoeiras, inclusive a site dá o devido crédito ao Piramba (Veja Aqui).

Também sinal de  reconhecimento das publicações feitas pelo Piramba foi a matéria produzida por um importante periódico da imprensa Bauruense.  O Jornal da Cidade veio até Garça para conhecer melhor o Piramba MTB e fazer uma reportagem a respeito das cachoeiras inexploradas desta região, clique aqui para ler a matéria.

Também o Piramba MTB deu uma parcela de colaboração pra reconstituir a história da gigantesca e lendária Fazenda São João, hoje  mais conhecida como Companhia Inglesa com sua encantadora igreja em ruínas. A contribuição foi através da postagem de um primoroso texto cedido gentilmente por Hamilton Carvalho que vivenciou o período áureo desta fazenda. Nesta época,  era considerada maior que muitas cidades da região em número de habitantes, e ele com texto muito bem escrito conta com riqueza de detalhes como era a vida neste local. Confira aqui esta postagem. 

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Sem dúvidas, foi uma dos conteúdos mais interessantes já publicados pelo  Piramba MTB e também foi o que chamou a maior atenção dos internautas. Sempre ávidos por mais informações sobre o assunto, eles acabaram por contribuir com valiosos comentários  e assim pudemos conhecer melhor o que foi este lugar com características únicas na região.

Rudi Arena

Referências:

https://www.garca.sp.gov.br/turismo/

https://www.jcnet.com.br/Regional/2016/12/garca-tem-cachoeiras-inexploradas.html

https://www.flickr.com/photos/pirambamtb/albums/

https://www.instagram.com/pirambamtb/

https://pirambamtb.com/2017/01/29/mapa-das-cachoeiras-de-garca/

https://www.youtube.com/user/RudiArena

https://www.youtube.com/user/bandamst

https://www.youtube.com/user/tonawebtv

https://www.youtube.com/user/vilegaion

https://pirambamtb.com/2016/06/05/companhia-inglesa-memorias-da-fazenda-sao-joao-19441954-por-hamilton-carvalho/

https://www.facebook.com/Pirambamtb/

https://www.facebook.com/Pirambaadventure

http://piramba.com/

Você conhece a cachoeira da união?

Você conhece a cachoeira da união? Fica na cidade de Garça! Venha conferir todas as nossas cachoeiras!Turismo em Garça.
Nossa amigo Tom conseguiu sobrevoar a cachoeira e nos deu de presente essas cenas.
#Cachoeira #União #Waterfall #Aventura #Drone #Fly #Nature #Garça#Piramba #Turismo #CentroOeste #Paulista #Brasil #Marília #Bauru#Ourinhos #Lins #RioPreto #SãoPaulo #Campinas

 

Conheça a Cachoeira do Carcará!!

Conheça a Cachoeira do Carcará vista de cima!!!

É apenas uma das centenas de cachoeiras de Garça-SP, próxima a cidade, fica entre o bairro São Lucas e o Aeroporto do município.

Imagens gentilmente cedidas por Antônio Brandão

#Cachoeira #Pneu #União #Waterfall #Carcara #Aventura #Drone #Fly#Nature #Garça #Piramba #Turismo #CentroOeste #Paulista #Brasil#Marília #Bauru #Ourinhos #Lins #RioPreto #SãoPaulo #Campinas

Cachoeira do Pneu ou Stand

Conhece a Cachoeira do Pneu? Você pode ter ouvido fala então na cachoeira do Stand?
Nosso amigo Antônio Brandão nos proporcionando essas belas imagens!!

#Cachoeira #Pneu #União #Waterfall #Aventura #Drone #Fly #Nature #Garça #Piramba #Turismo #CentroOeste #Paulista #Brasil #Marília #Bauru #Ourinhos #Lins #RioPreto #SãoPaulo #Campinas

Um Espetáculo de Biguás na Represa da Fazenda Igurê – Garça/SP

Em uma trilha recente de Mountain Bike  passamos por uma das belas represas da Fazenda Igurê em Garça-SP, foi então que eu e um amigo nos deparamos com uma cena que chamou a nossa atenção. Era uma grande reunião de biguás como nunca tinha visto na minha vida, eram dezenas deles, uns nadavam, outros em terra firme pareciam se secar, e muitos ainda voavam, um verdadeiro show para quem aprecia a fauna brasileira. Eu sabia que chamava-se biguá, mas achava que era um tipo de pato silvestre, mas estava enganado, embora parecido com os patos, não são patos.

Diferentemente destes, os biguás encharcam suas penas para ficar mais pesado e ajudar a mergulhar fundo, como é hábito desta espécie. Já os patos possuem uma artimanha para não se molhar, isso o ajuda a boiar na água com mais facilidade, pois eles possuem uma glândula em suas caudas que produzem um óleo que cobre suas penas e assim as tornam impermeáveis. No entanto, ambos animais, andam, voam e nadam com certa eficiência, o que é raro na natureza. É preciso reconhecer suas habilidades. Nós humanos quando muito andamos e nadamos bem. Sim, existem até alguns que tentam voar, mas não com o mesmo êxito das aves. Sem dúvidas, estamos muito longe dos patos ou do biguá nesta questão.

Como podem perceber, os patos preferem a superfície das águas, e os biguás já são ótimos mergulhadores. Também os patos se alimentam preferencialmente de fontes vegetais e pequenos seres vivos, e por outro lado as aves mergulhadoras tem como base de sua dieta animais vivos. Existe uma certa confusão no Brasil entre os Biguás e o pato mergulhão, só que este é muito raro, pois é sensível as alterações climáticas e ambientais e por isso está ameaçado de extinção.

A vasta Fazenda Igurê cujas suas extensas terras estendem aos municípios de Garça e Gália possui muitas represas, aproximadamente quatro em suas proximidades,  e em uma delas em especial a que é mostrada no vídeo, é muito comum ver capivaras, foram muitas as ocorrências, de dia e de noite. Mas desta vez, foram os biguás que deram o ar da graça, mas não foram só eles. Na mesma cena ainda tinha dois gaviões carcarás em a beira da represa, e uma garça branca mais ao fundo, o que  demonstra a diversidade do ecossistema local que é propício para o desenvolvimento dos animais. Além da água, são muitos os bichos por ali, como peixes, aves e mamíferos diversos. Isso denota a riqueza da fauna que existe a nossa volta, e também a possibilidade de existir animais que estão no topo da cadeia alimentar da mata atlântica, uma vez que tem comida para os grandes felinos.

Rudi Arena

O Biguá

O biguá (Nannopterum brasilianus) é uma ave suliforme, parente do pelicano e da família Phalacrocoracidae.

Ave aquática, mergulha em busca de peixes e permanece um bom tempo debaixo d’água, indo aparecer de novo bem lá na frente, mostrando apenas o pescoço para fora d’água. Para facilitar seus mergulhos, suas penas ficam completamente encharcadas, eliminando o ar que fica entre elas. Para secá-las é comum vê-lo pousado com as asas abertas ao vento. Quase sempre visto em grandes bandos voando próximo d’água, em formação em “V”. Quando voa se assemelha a patos, sendo às vezes considerado como tal, equivocadamente.

Alimenta-se de peixes e crustáceos. Para capturar sua presa, mergulha a partir da superfície da água e, submerso, persegue-a. Os pés e o bico possuem função primordial na perseguição e captura. Um exímio mergulhador, não se contenta com os peixes da superfície. Mergulha mar abaixo e em meio a ziguezagues e viravoltas, conseguindo capturar sua presa. Come também girinos, sapos, rãs e insetos aquáticos.

Sua distribuição geográfica estende-se do sudeste do Arizona (EUA) até a América do Sul.

Fora da época de reprodução, é geralmente solitário. Vive até os 12 anos em estado selvagem.

 

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Cachoeira do Arco (Inédita)

Quando está cada vez mais difícil conhecer novas e belas cachoeiras, surge então esta pérola da natureza.

Logo no começo da trilha,  fomos recepcionados por um bando de Macacos Pregos fazendo algazarra, conseguimos registrar apenas uma foto, pois eles não deixaram a gente se aproximar muito e não ficavam parados,  percorriam os topos das árvores pulando com agilidade, mas logo sumiram de cena. E não foi a primeira vez que encontramos macacos por ali, quando fomos em uma outra cachoeira próxima, também encontramos muitos macacos, sinal de que esta região está bem servida desses primatas, o que denota a riqueza da fauna local.

Embora tenha sido muito legal ter vistos os macacos, nosso objetivo era ir até uma linda cachoeira de águas límpidas. Esta é  mais uma que o Piramba desconhecia até pouco tempo atrás,  mas que é um verdadeiro presente da natureza, pois tem uma peculiaridade que nunca vi em nenhuma outra cachoeira. É que existe uma espécie de arco de pedra em cima da cachoeira pela qual a água percorre antes de cair no chão. É como se fosse de monumento arquitetônico natural, produzido pela força da água em um lento e gradativo processo ao  longo de muito tempo.

A cachoeira está localizada entre os municípios de Garça-SP e Álvaro de Carvalho-SP, também não fica longe de Pirajuí-SP. O acesso até ela não é dos mais fáceis para quem não esta acostumado em fazer trilhas, pois é preciso percorrer a pé um caminho por uma mata e andar pelo curso do ribeirão por um bom trecho. Depois vem a parte mais difícil, que é escalar um trecho bem íngreme se quiser chegar até o arco que fica em cima da cachoeira. Mas compensa todo o esforço.

E a trilha da Cachoeira do Arco ainda tem um outro grande atrativo,  pois é passagem obrigatória  ter que passar pela Cachoeira do Cipó ( ou dos Macacos) e seu majestoso, profundo e refrescante poço de águas cristalinas e tom azulado.

Rudi Arena

 

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Poço do Porco e Pico do Urubu

Um pedal rápido, fácil e muito prazeroso, ainda mais em um dia quente. Sem  percorrer grandes quilometragem e nem ter que superar muitas dificuldades pelo percurso, já é possível chegar no Poço do Porco para tomarmos aquele banho de cachoeira de lavar a alma  e espairecer a mente.

Depois, ao seguir um pouco mais do curso d´água já é o Pico do Urubu, um lugar de uma beleza impactante e ótimo para contemplar o belo horizonte a beira de um precipício mortal. Foi uma boa  pedida para um dia de forte calor, e também para reunir os amigos,colocar a conversa em dia e dar boas risadas.

Neste pedal, contamos  com presença de um companheiro de pedal das antigas e que está voltando para a ativa e também tivemos a participação  especial e não programada de um dos um grande ciclista de Garça, a conferir.

Rudi Arena

 

Pedal Bruto: Avaí e Presidente Alves. 110 km de muito Areião e Subidas Íngremes.

 

Pedal com saída da cidade de Garça-SP, passando por Gália, onde tomamos um providencial açaí a beira da Rodovia SP-294, alimento este que nos deu a energia necessária para chegar até o município de Avaí que faz divisa com Bauru-SP.

O município possui quatro aldeias indígenas (Kopenoti, Nimuendaju, Ekeruá e Tereguá), denominada de Terra Indígena Araribá. As suas principais etnias são a Guarani, Terena e Caingangues. Os trabalhos feitos com penas e plumas de pássaros constituem a arte plumária indígena. Alguns índios realizam trabalhos em madeira e de cerâmica.A atual população na Terra Indígena Araribá é de quinhentos e setenta e oito índios.

Na cidade conhecida por abrigar uma reserva indígena, aproveitamos para nos esconder um pouco do sol escaldante e comer alguma coisa de leve para então seguir em frente. De lá, pedalamos por 18 km pela bela estrada de terra do Horto até Presidente Alves, nesta cidade tomamos um generoso copo de caldo de cana, e enfim tomamos o caminho de volta em direção a Garça.

Foram quase 110 km bem desgastantes, quase todo de estrada de terra, com muito areião pelo caminho, o que fez  aumentar ainda mais o esforço despendido. Sem contar ainda que o ganho de elevação total foi de 2.098 m, o que demonstra que foram muitas as subidas bem inclinadas que tivemos que superar pelo percurso.

Mas ao final, tudo deu certo e ninguém ficou pelo caminho, seja por fadiga humana ou por quebra de algum equipamento. É claro que nem tudo são flores. Teve um pneu furado aqui, uma cãimbra ali, e um carreirão por causa de uma vaca desembestada que estava pelo caminho. Tudo isso fez  parte deste inesquecível pedal. Quando chegamos em Garça já de noite, não pudemos deixar de comemorar o pedal bem sucedido com uma pequena confraternização com uma cerveja gelada, afinal a gente merecia relaxar um pouco após um longo e cansativo dia.

Rudi Arena

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ava%C3%AD_(S%C3%A3o_Paulo)

 

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Enfim, Uma Boa Notícia. O Poço da Cachoeira da Geladeira está de volta.

Esta é  a triste imagem da Cachoeira da Geladeira quando a visitamos pela última vez em 2012:

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E veja a maravilha que esta ela hoje, em 2017:

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Pedal Pico do Urubu e Geladeira galera de Bauru

Se por um lado, na última postagem foi desolador constatar a situação da Cachoeira da Constroli, cujo poço simplesmente desapareceu,  devastado pela força da chuva, neste artigo, para nossa felicidade, o caso agora é o oposto. Sim, uma das cachoeiras mais tradicionais de Garça está de volta com todo seu potencial, poço profundo, águas cristalinas e o encanto que agora está de volta. Foi o que constatou a galera do Sujo de Barro e o Piramba MTB. Thiago Zancopé e seus amigos vieram de Bauru para curtir um pedal que só o município de Garça  pode proporcionar, e representando o Piramba MTB estava nosso velho conhecido Vicente Conessa.

A resiliência da natureza é realmente algo extraordinário, que nada mais é do que a capacidade de um sistema restabelecer seu equilíbrio após este ter sido rompido por um distúrbio, ou seja, é a sua capacidade de recuperação. Difere de resistência (ecológica),  que é a capacidade de um sistema de manter sua estrutura e funcionamento após um distúrbio.

É muito bonito ver o show de resiliência da Cachoeira da Geladeira, parece  ter  se recuperado tão bem que está melhor do que nunca, é fantástico o poder da natureza de resistir e se recuperar sozinha. Não deixa de seu um grande alento em meio a tantas más notícias de agressão ao meio ambiente, desmatamentos, queimadas e desastres  nada naturais que tanto prejudicam os ecossistemas de nosso país.

Bom seria se simplesmente o homem parasse com suas reiteradas agressões contra a natureza, poderia ao menos deixar ela recuperar o seu equilíbrio, mesmo que sozinha e de forma lenta. Só de o homem não atrapalhar, já seria uma grande ajuda.

Rudi Arena

 

Cachoeira da Constroli, Antes e Depois.

 

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Totalmente irreconhecível ficou o lugar, infelizmente a Cachoeira da Constroli  não é mais a mesma. Recentemente fomos lá  e cena foi estarrecedora, tudo estava diferente, nem parecia mais o mesmo lugar,  algo que beira o inacreditável, o choque foi muito grande. O que aconteceu para tamanha transformação? A bela imagem guardada na memória se desmanchou em pouco tempo. Cadê o largo poço que ali existia? Como apareceu tantas pedras, troncos e galhos amontoados? Qual o motivo de as encostas laterais  terem desmoronado? Será que a força da chuva por si só foi capaz de fazer tamanho estrago?

Olha o lindo poço que havia:

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E hoje, veja só o estrago, como o lugar perdeu boa parte de seu encanto:

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Realmente o sentimento foi de grande tristeza ao se deparar com a cachoeira em frangalhos, era tão linda e tinha o poço mais largo das cachoeiras da região que conhecemos, por isso era frequente uma visita até lá, principalmente por seu um lugar muito bom para o banho e relaxar em suas calmas águas. Hoje, nem dá para chegar em baixo da cachoeira, são tantas as pedras e galhos a serem escalados e ainda por cima há o risco de aquilo poder desmoronar com o peso do corpo, esmagar um pé sei lá, melhor não arriscar.

O que parece mais do que óbvio, é que não é culpa exclusiva da chuva o que aconteceu, mas sim  por negligência  do homem. No curso do d´água antes da cachoeira, foram realizadas muitas intervenções humanas, assim como são muitos os pontos em que inexiste mata ciliar. Mas a cereja do bolo estragado foi transformar áreas que deveriam ser  de preservação permanente em pasto, então o ir e vir dos bois no local agravou bastante a situação. Tudo isso, parece ter deixado o solo bastante vulnerável, e então uma precipitação um pouco mais intensa do que a normal foi o suficiente para fazer tamanha destruição.

Porém, a natureza tem entre suas características, a capacidade de resistir e surpreender, por isso, não duvido que daqui alguns anos ao voltarmos nela, a cena seja diferente e bem mais bela do que a atual. Esta cachoeira já mudou muito o nível e a quantidade de água no poço por muitas vezes, mas nada se comparado com o cenário de hoje. Agora, é torcer para sejam adotadas medidas de revitalização do local, mas o mais provável é que a natureza fique encarregada por este serviço, isso se o homem deixar, ainda assim, seria em passos vagarosos que podem levar anos ou décadas.

Rudi Arena

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Pico dos Tucanos e Cachoeira da Igurê com a Galera de Rio Preto

Para começar, este pedal não tinha hora certa para sair, o combinado foi a hora que a chuva parar, depois de aguardar São Pedro dar uma trégua, resolvemos partir, e justamente nessa hora começou a cair novamente água, mas resolvemos partir mesmo assim. Pelo menos a umidade relativa do ar parecia beirar os 100%, o que foi ótimo.

Apesar do clima chuvoso, o pedal  com a galera de São José do Rio Preto rendeu. Muita lama, adrenalina e belas paisagens naturais. Para começar descemos o pico dos tucanos, que é o creme da piramba, moutain bike na veia com direito a um visual privilegiado, este local fica paralelo a estrada da bomba.

Depois de uma subida para lá de íngreme, o nosso destino foi passar em uma bela represa da Fazenda Igurê, para depois ir até Cachoeira que existe nesta Fazenda. Momento de lavar a alma, espairecer a mente e se renovar após um revigorante banho em suas limpas águas.

Pedal cuja quilometragem pouco tem a dizer, o ganho de altitude  foi de quase 1.000 metros para menos de 40 km percorridos, os terrenos acidentados e hostis, a lama, as subidas inclinadas, tudo isso dificultou e fez com que este pedal tenha sido um tanto desgastante.

Teve ainda corrente quebrada, porém  isso foi superado com a as ferramentas corretas, mas com chuva, tudo fica um pouco mais complicado, mas também mais emocionante e divertido. Só dá um pouco de pena das bikes que sofreram com tanta lama, mas faz parte do show. Tudo na vida tem seu custo, e no pedal não é diferente, as vezes paga-se com suor, com dor, com o tempo despendido ou mesmo com dinheiro, quando de algum dano material, e nada disso desanima os amantes do Montain Bike, pois tudo isso faz parte do pacote.

Rudi Arena

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Cachoeira São Matheus em Jafa

O vídeo já foi gravado há algum tempo, mas acho importante divulgar esta cachoeira, pois só há um registro dela muito antigo, já que fomos lá uma única vez e há muitos anos atrás, por isso sempre tive vontade de voltar,  além de ser um lugar encantador, e  muito pouco conhecido ou frequentado.

Enfim, chegou o esperado momento. Em um belo dia de sol, resolvemos revisitar esta bela cachoeira.Ela esta localizada no distrito de Jafa, que por sua vez pertence ao município de Garça-SP. O acesso para se chegar até ela,  é pela estrada que liga a área urbana de Jafa e a estrada de terra da 09 de Julho, mas bem antes da ponte de concreto do Rio da Garça é preciso virar a direita e entrar em um sítio, daí em diante é muita pirambeira  para até chegar nesta maravilha.

O  acesso não é nada fácil, não tem como chegar com as bikes até próximo da queda, por isso foi preciso deixá-las escondidas e amarradas com cadeado. Mesmo a pé, não é nada simples seguir em frente, além de não ter trilha no meio da mata fechada, até a cachoeira, é preciso descer uma baita de uma ribanceira.

Mas depois, a recompensa vale todo o esforço, pois além de ser muito bonito o lugar, é ótimo para se banhar, não só na cachoeira em si, mas também no poço que existe ao seu redor. A queda não é muito alta, mas cai de forma tão bem distribuída que faz uma espécie de véu, um colírio para quem aprecia a belezas que a mãe natureza nos proporciona. Por isso, acredito que esta seja uma das cachoeiras mais belas e melhores para banho que existe na região de Garça, e por outro lado, pena que nos deparamos com garrafas PETs velhas sujando este local que deveria estar bem preservado, mas a água aprenta ser bastante limpa.

Se seguir o curso da água rio abaixo, tem outros atrativos interessantes, como uma espécie de mini caverna e se seguir mais um pouco, chega-se no alto de um pico, onde tem uma outra cachoeira, esta bem mais alta, e também muito bonita, mas inacessível, pois não tem como descer até ela por ali, é preciso achar um outro caminho que desconheço.

Tem muito o que ainda explorar pelos arredores,  um dia quem sabe chegaremos até em baixo dessa outra queda. É realmente incrível a quantidade de cachoeiras existentes em nossa região, e embora já tenhamos registrado e divulgado dezenas delas, permanece uma infinidade de outras ainda desconhecidas por nós, o que demonstra a grande quantidade de cachoeiras e o potencial para ecoturismo existente e ainda inexplorado.

Rudi Arena

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Cachoeira do Paredão – O Retorno

 

Um lugar bonito, perto e marcante, porque então ficar tanto tempo sem revisitá-lo? Realmente, não tinha razão para ficar tantos anos sem retornar para esta bela cachoeira, ainda mais por estar apenas 10 km de distância da cidade de Garça. O meu maior problema sempre foi de natureza psicológica, quando ouvia falar em paredão, desconversava, colocava obstáculos, mas a verdade, é que não queria enfrentar meus medos e fantasmas.

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Parece até conversa de louco, mas é preciso fazer um parênteses para explicar o motivo de resistir a voltar a um lugar tão interessante, e poder curtir os encantos da Cachoeira do Paredão. A primeira vez que fui, estava sedento por conhecer esta cachoeira, e para descer me deparei com um pequeno paredão de pedra seguido de um íngreme barranco. Descer foi tranquilo, para voltar que seria o grande problema, mas mesmo sem nenhum acessório em mãos, conseguimos nos pendurar em um galho de árvore,  e transpor a parede de pedra para subir de volta.

Não foi tão simples, e por isso logo surgiu a ideia de levar uma corda da próxima vez. Então chegou o fatídico dia, combinamos de ir para a Cachoeira do Paredão. E por que não aproveitar o horário de verão e ir em um dia de semana mesmo?  Logo após o trabalho, dada a proximidade do lugar, parecia uma ideia tentadora. E vamos levar uma corda? Sim, claro.  Mas no momento só tínhamos um pequeno pedaço corda, muito curto para a finalidade, porém a ânsia de irmos nesta cachoeira era grande, a minha e do meu amigo Vicente, que naquele dia por sinal fazia aniversário.

Após amarrarmos as bikes na margem do rio, seguimos a pé e para descer, como da outra vez, não tivemos maiores dificuldades, mas o tempo era o nosso grande inimigo, mal tomamos banho de cachoeira, tivemos que correr para voltar e aproveitar o resto de luz do sol, mas este caiu rapidamente e a mata fechada já começava a ficar bem escura. A tensão começou a tomar conta do ambiente, meu magro amigo com apenas um pedaço de corda pendurado em um frágil galho de árvore, conseguiu graças a Deus e com dificuldade subir. E ainda por cima havíamos amarrado a corda em um lugar errado,  logo ficou ainda mais escuro, e eu não havia conseguido escalar o obstáculo, assim como não enxergava mais nada ao redor, nem céu, nem chão, só sabia que não podia me mover muito pois era a parede de pedra de uma lado e de outro, um barranco íngreme com densa vegetação.

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Então, combinei com o  pirambeiro Vicente de ele sair rápido da mata enquanto enxergava alguma coisa, pois iria escurecer ainda mais e era preciso procurar ajuda. Começou aí uma desesperadora noite para ambos, de uma lado, eu sem poder me mexer muito, pois não enxergava nada e o barranco estava a alguns centímetros de mim, e por outro lado, o Vicente na escuridão e sem conhecer os arredores, estava completamente perdido em um pasto andando a esmo em busca de um sinal para o telefone celular.  Mas chamar quem, quase ninguém conhecia o lugar, e quem conhecia era por trilhas de bike e não de carro. A tarefa não era simples, era necessário achar alguém a disposição naquela hora, que conhecia o caminho e ainda teria que levar uma corda e farol.

Após muito tempo, o sinal do celular apareceu, e foi feito um contato com o nosso outro amigo de pedal, o Fausto, mas que não conhecia a cachoeira e não sabia como chegar. Ele por ventura, fez um ligação para a única que pessoa que poderia ajudar naquele momento, o Luis Eduardo, vulgo Rábico. Porém, ele estava já em em um churrasco. Apesar dos pesares, ele acabou concordando em pegar a corda e ir até local. Após algumas boas horas, ao chegarem lá,  o primeiro problema foi achar a fazenda de carro, pois o caminho de bike era totalmente diferente, e depois, ainda foi preciso conseguir a autorização do proprietário para entrar, o que na verdade, não ocorreu. Ele não queria deixá-los entrar de forma alguma, e após insistência e dada a emergência do caso, meus amigos simplesmente foram em direção ao paredão, e o proprietário acabou por tolerar os indesejados visitantes.

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E eu, que havia saído de casa por volta das 18h, já eram 23h horas da noite e ainda estava lá,  não estava com celular e nenhuma outra coisa que poderia fazer um luzinha sequer para me ajudar na escuridão, a situação do Vicente perdido no pasto e aguardando alguém que poderia ajudar também não era nada fácil, e tinha mais um grande detalhe nesta história. Por ser seu aniversário naquele dia, toda sua família estava a espera dele para um jantar festivo. Que presepada!!!  A sensação minha de estar a noite e sozinho em uma mata fechada por horas, sem ver absolutamente nada, e sem poder me mexer muito, foi horrível.  Nessas horas passa de tudo na cabeça, pensava na minha esposa, que estava sem saber por onde eu andava, também foram momentos de desesperadas orações para sair daquela situação. Eu imaginava que poderia ter que passar a noite inteira ali, e que algum animal carnívoro ou peçonhento poderia aproveitar de que eu estava indefeso, eu temia acabar dormindo e ser atacado, foram horas de infinita angustia, mas também de esperança.

Foi então que comecei a avistar uma luz de longe,  que foi se aproximando aos poucos, minha alma encheu de alegria,  enfim chegaram os meus amigos com uma corda grande e um farol, era tudo o que eu precisava naquele momento, enfim salvo. Depois, ainda faltava achar no escuro o lugar em que havíamos deixado as bikes, para então retornar as nossas casas tarde da noite.

Infelizmente, demos trabalho a esses amigos salvadores, incomodamos o pessoal da Fazenda, deixamos preocupados os familiares e ainda por cima, estragamos o aniversário do Vicente. Mas foi uma experiência e tanta, que jamais esquecerei, e que agradeço de não ter passado a madrugada naquela situação, pois já dava como certo virar o dia lá sem poder me mexer e lutando contra o sono.

Mas como o lugar é incrível, voltar lá  durante o dia e bem preparado não seria problema, então fomos até lá em um outro dia, descemos até a cachoeira, mas na volta, eu fui o único do grupo que não conseguia subir. Mesmo com corda, eu chegava até uma certa altura e eu desabava no chão, foram 4 tentativas sem sucesso, já próximo de escurecer, o desespero bateu forte novamente, mas ainda bem, que na última tentativa fui bem sucedido. UFA!!!

Depois de anos dessas ocorrências, resolvi topar voltar lá,  e desta vez fomos recepcionados por dezenas de aranhas, muitas de respeito, mas apesar de muitas teias pelo caminho, estas não nos impediram de seguir em frente. E para minha felicidade, agora existe uma corda dupla para chegar com segurança até o ponto em que começa a descer o paredão e ainda por cima, tem uma escada para descer tranquilamente a parede de pedra e seguir para a cachoeira. Assim ficou muito fácil o acesso, não é? É claro, agora é bem sossegado chegar até lá. Mas não para mim, que ao olhar para aquela lugar, um turbilhão de lembranças veio a mente e como um bloqueio psicológico irracional surgiu, preferi não seguir em frente, não descer até a bela cachoeira e aguardar meus amigos na parte de cima.

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Pra ver como o cérebro é  complexo, quando fui da primeira vez, não havia corda alguma e nem escada,  fui e voltei até que de boa. Após os ocorridos, mesmo que o acesso hoje esteja bem facilitado, existe um obstáculo mental que me impediu de chegar até em baixo da cachoeira do paredão, uma prova de como é complicada a mente humana e que o racional e o emocional nem sempre falam a mesma língua.

 

Rudi Arena