Você conhece a cachoeira da união?

Você conhece a cachoeira da união? Fica na cidade de Garça! Venha conferir todas as nossas cachoeiras!Turismo em Garça.
Nossa amigo Tom conseguiu sobrevoar a cachoeira e nos deu de presente essas cenas.
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Conheça a Cachoeira do Carcará!!

Conheça a Cachoeira do Carcará vista de cima!!!

É apenas uma das centenas de cachoeiras de Garça-SP, próxima a cidade, fica entre o bairro São Lucas e o Aeroporto do município.

Imagens gentilmente cedidas por Antônio Brandão

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Cachoeira do Pneu ou Stand

Conhece a Cachoeira do Pneu? Você pode ter ouvido fala então na cachoeira do Stand?
Nosso amigo Antônio Brandão nos proporcionando essas belas imagens!!

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Estrada do Horto Florestal, Roseta e Subida da Minalba (Campos do Jordão-SP divisa com Minas Gerais)

A Cidade e suas Peculiaridades

Em Campos do Jordão, parece até que não estamos no Estado de São Paulo, o clima é de um frio diferenciado, a mais gelada do estado indiscutivelmente. E chegamos ainda em um dia que tinha tido geada, a temperatura era muito baixa, típica do alto da Serra da Mantiqueira. Além do terreno montanhoso, o que mais chama a atenção de que realmente é um lugar diferente, o tipo de vegetação ali existente, são as muitas araucárias,  bem como diversos tipos de pinheiros. E também tem outras plantas e árvores que se adaptam melhor a um clima mais frio, e que não é comum de se ver no restante do Estado. Não é só, também a educação, a cultura, a arquitetura, os hábitos e os alimentos, não são muito típicos do estado paulista. Lá, o normal é o motorista parar na faixa de pedestre, as vestimentas das pessoas são próprias para um clima frio, nos restaurantes e em outros estabelecimentos comerciais é comum ver lareiras em seu interior para atrair visitantes.

Muitas casas possuem o telhado em forma de um V invertido que serviria para facilitar os cuidados com a neve, como se isso fosse um problema comum da região, mas não é. Embora se pode falar que é impossível nevar em Campos do Jordão, seu fenômeno é bastante improvável,  ainda assim, a arquitetura reproduz muito as características urbana européia.

Existem sim registros de uma forte e longa nevasca, no ano de 1928, e com acúmulo de neve de 20 cm que trouxe muitos transtornos a população local. Mas desde então, tal fenômeno da natureza passou a ser cada vez mais raro, a expansão da malha urbana, a derrubada de mata nativa, o aquecimento das temperaturas nos últimos tempos fez com que o clima mudasse muito. Antigamente, na Campos do Jordão de 1951 chegou a ter mais de 20 mil pés de maçã, só que atualmente o clima está muito quente para esta cultura. Este município é um caso típico e bem registrado das consequências do aumento da temperatura no globo terrestre.

Mesmo assim o clima diferente chama bastante atenção também na questão da alimentação, além de ser muito popular o consumo do pinhão, é figura carimbada na cidade o prato a base da Truta, um peixe primo do salmão conhecido por gostar de águas frias e que lá encontrou um bom ambiente para o desenvolvimento de sua criação. Assim como, a produção de frutas vermelhas, como framboesa, mirtilo, blueberry e morango também encontraram terreno propício para se estabelecer no local, e tem grande destaque na gastronomia do lugar. São muitos os quitutes a disposição com frutas vermelhas frescas e colhida ali mesmo, o que não é nada comum no restante do estado de São Paulo.  A impressão que dá é que estamos em um estado do sul do país ou então em um simulacro tupiniquim de um pedaço do velho mundo. É muito interessante este contraste com as demais cidades paulistas.

O Pedal 

O pedal mais pesado ficou para o primeiro dia em Campos do Jordão, a quilometragem não era o problema, mas sim as íngremes subidas que viria pela frente. A saída foi da cidade de Campos do Jordão em direção a linda estrada do Horto Florestal , que é um Parque Estadual e uma atração turística. É altamente recomendável conhecer este caminho em meio a mata dos dois lados e uma estrada meio estreita, mas que passa carros de passeios. São muitas araucárias ao lado e também muitos  pinhões pelo chão. No trajeto, o que chama bastante a atenção é o Bosque Vermelho, embora não seja muito grande o contraste do vermelho com o verde ao redor.

Ao final desta estrada seguimos em direção a divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais com destino a cidade de Wenceslau Bráz-MG, mas especificamente o distrito de Roseta (antigo Itererê) que fica a longe 11 km daquela cidade. Um lugar muito bonito e pacato. E a volta foi por outro caminho, conhecido também como a subida da  Minalba,  já mais ao final do pedal, e embora seja de asfalto é muito longa e com grau de inclinação bastante acentuado.

Imagina um pedal que quebra o caboclo no meio, os 67 km fala pouco da dificuldade do pedal, mas os 2.440 metros de ganho de elevação explica um pouco. A mudança de altitude também é brusca neste pedal, há um momento que se alcança mais de 1.800 metros de altitude e após longas e alucinantes descidas chega-se a menos de 1.000 metros. Mas logo que termina a descida, começam as fortes e inacabáveis subidas. Eu mesmo, fui um que acabei ficando pelo caminho a 10 km do final, após dores nas costas, acabei que não enfrentei a bruta subida de asfalto antes de chegar na cidade de Campos do Jordão, mas ainda bem que a melhor parte já tinha sido feita, e como não sou muito fã de asfalto e nem de subida, até que não foi de todo mal.

O mais difícil tinha ficado para o final mesmo, e apesar de chegarmos bem cansados, com fome e frio, acabou sendo um pedal fantástico, com belas paisagens, e com elementos que agrada a todos os praticante de mountain bike. Tanto para quem gosta de decidas ou subidas, ou para quem quer curtir um horizonte para lá de privilegiado. Por tudo isso, não tem como não ter gostado e não ter valido a pena este dia.

Rudi Arena

 

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Lucianópolis pela Companhia Inglesa 80km

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Desde que havíamos ido ao município de Fernão pela estrada de terra que passa pela Igreja da Companhia Inglesa e nos deparamos com uma trifurcação pelo caminho, à esquerda Fernão, à direita Ubirajara e se seguíamos em frente Lucianópolis. Então, vira e mexe era cogitada a ideia de ir pela primeira vez até lá para conhecer a cidade e suas redondezas.

Em uma tarde em que estávamos animados para andar os 80 km propostos, seguimos em direção a este pequeno município, mas pela terra, e como é só pegar estradão e mandar bala, não demorou muito para chegar em Lucianópolis. Chegamos antes mesmo do que o previsto, e visitamos uma bela praça com uma simpática igreja e aproveitamos também para descansar um pouco e tomar algo em um bar ali próximo.

Na volta, para não ter que fazer o mesmo caminho da ida, resolvemos seguir por Fernão-SP, Gália-SP, até chegarmos novamente em Garça, com sentimento de dever cumprido. É um pedal que flui bem, o tempo rende e muito bom pra dar condicionamento, e apesar da quilometragem de 80 km que a princípio pode parecer bastante, não é tão desgastante como muitas trilhas cujos quilometro rodados não chegam nem perto disso.

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2º Dia na Estrada Real – Trecho de Cruzeiro-SP à Cunha-SP

Um pouco mais habituados a Estrada Real e seus marcos que indicam a direção a ser seguida, iniciamos nosso 2º dia de pedal com destino a bela cidade de Cunha, já bem próximo do estado do Rio de Janeiro. A expectativa era que o dia fosse longo, pois dos três dias programados, este era o trecho de maior quilometragem, mais de 100 km a serem pedalados, ainda bem que o café da manhã foi bom o suficiente para fornecer a energia necessária para o começo do pedal que prometia ser longo e cansativo, uma vez que no dia anterior já haviam sidos pedalados 90 km.

Após um início de pedal chuvoso no começo da manhã que fez com que as bicicletas ficassem repletas de barro, o sol acabou vindo com força depois, foi então que passamos pela subestação de energia elétrica de Furnas na cidade de Cachoeira Paulista e pedimos para lavar as bikes, o que nos foi autorizado de pronto.

Este foi o único dia em que pedalamos apenas no estado de São Paulo, porém saímos da divisa de Minas Gerais e fomos até a divisa do estado do Rio de Janeiro. Infelizmente, foi um dia em que pegamos mais asfalto e também um bom trecho com uma paisagem mais urbana, principalmente quando passamos pela a região de Guaratinguetá. No entanto, os belos visuais de Serra tanto quando saímos de Cruzeiro como quando chegamos à Cunha acabou por compensar a parte que percorremos por uma paisagem nem tão bela assim.

Ao Final, foi o dia mais cansativo sem dúvida, dado a alta distância percorrida, foram pouco mais de 100 km, e também pelo fato de termos que superar grande elevação de altitude, saímos de altitude de 517 metros para 950 metros, e com muitas subidas íngremes pelo caminho. E um fato curioso que ocorreu, foi ter encontrado um senhor em um sítio por onde passa estrada real e ele estava com um saco cheio de formigas iças que ele havia coletado para alimentação. As famosas tanajuras, que todo mundo já ouviu falar que são consumidas por humanos, mas difícil é encontrar essas pessoas que as comem, e não é que encontramos uma. Aliás, o mesmo senhor disse que é uma delícia e que vale a pena o esforço. Fica aí a dica para quem gosta de arriscar novos sabores, trata-se de um hábito herdado dos indígenas e que continua vivo até os dias de hoje no Brasil.

Rudi Arena

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