Conexão Piramba Califórnia

Los Angeles é uma grande cidade do sul da Califórnia e também muito conhecida como o centro da indústria de cinema e televisão dos Estados Unidos. Em busca do famoso letreiro de Hollywood, minha primeira conexão Piramba X Califórnia parecia um sonho até o momento, mas logo se tornou uma realidade.

O Caminho me convidava a fazer um trekking ou uma hiking como é chamada aqui, me fazendo relembrar os bons tempos de trilhas na saudosa cidade de Garça.

O que mais me chamou a atenção foi que todos os lugares que eu olhava, eu via uma paisagem diferente e muito bonita, uma sensação de paz e reenergização.

Minha primeira aventura percorreu os caminhos daquela trilha da famosa montanha do letreiro de Hollywood, Mount Lee, uma experiência muito recompensadora a medida que subia o trajeto que me parecia ir ao encontro do Letreiro.

Assista ao Primeiro Conexão Piramba Califórnia e se gostar, já sabe!!! Compartilhe!!

Thiago Bulho.

Acesse também as redes sociais do Piramba MTB. 

Bike: Pedalar é Saudável e Sustentável

Originalmente publicado na página do Ecooar no link: https://blog.ecooar.com/bike-pedalar-e-saudavel-e-sustentavel 
Texto de João Daniel F. de Andrade – Engenheiro Agrônomo • MBA Gestão de Negócios • Atuação na área de produção agrícola
Quando optamos por nos locomover utilizando a bicicleta, hoje mais conhecida como bike, fazemos a opção mais assertiva para um modal de locomoção que se mostra extremamente engajado, que muitas pessoas fazem questão de incluir em suas rotinas.
Foto mostra duas pessoas andando de bike ao lado de um lago e de um morro
A bicicleta trás inúmeros benefícios para quem a pedala

Documentos históricos mostram que Leonardo da Vinci, o inventor italiano, mais conhecido por pintar a Mona Lisa, já imaginava algo parecido com a bicicleta no século XV. Após muitos anos, mais precisamente em 1879 H.J.Lawson criou a “Bicyclette” que foi melhorada já em 1880 por John Kemp Starley, que ficou muito parecida com os modelos atuais.

Inclusive as primeiras bicicletas chegaram ao Brasil no ano de 1898, vindas da Europa.

Com uma história de pouco mais de 500 anos, nossa querida bike ou ‘magrela’ ultrapassou gerações, modernizou-se, mas pouco se transformou, mantendo seus parâmetros geométricos ao longo de tanto tempo.

Saúde é o que interessa

As amadas e “sofridas” pedaladas, contribuem muito para nossa saúde, ajudam a combater o stress (doença que atinge cada vez mais a população), melhora o sono, combate o colesterol alto, previne doenças cardíacas, de pele, dentre outras, como afirma Alexandre Evangelista, coordenador de pós-graduação da central de curso da Faculdade Gama Filho.

Foto mostra bike em frente a uma cachoeira
Fazer uma trilha de bike ajuda a aliviar o stress do dia a dia

Quando for pedalar, beba pelo menos 300 ml de água antes de sair com sua bike e também é aconselhável hidratar o corpo a cada 30 minutos. Evite beber água ou um isotônico apenas quando sentir sede, pois se isso acontecer significa que seu corpo já estará sentindo os efeitos da desidratação.

Bike pelo mundo

Os países mais desenvolvidos investem muitos recursos nessa forma de locomoção, promovendo cada vez mais a acessibilidade do cidadão com a utilização da bicicleta em ambientes públicos, supermercados, metrôs, entre outros. Exemplos para isso não faltam.

Foto mostra pessoa andando de bike em meio a uma mata
Nos Estados Unidos o que não faltam são áreas verdes para pedalar

Em Amsterdã, na Holanda, conhecida como a cidade das bicicletas, existem mais de 760 quilômetros de ciclovias apenas dentro da cidade, que são utilizadas por quase 900 mil bikes diariamente.

Outro bom exemplo de uso de bike são as competições como o Tour de France ou Volta da França que é uma das mais importantes provas de ciclismo de estrada do mundo, realizada pela primeira vez em 1903. Hoje ela conta com ciclistas de vários países e é dividida em 21 etapas, percorrendo cerca de 3 200 km, passando por montanhas e finalizando na Avenida de Champs-Élysées, em Paris. Muitos deles utilizam bikes cada vez mais leves, como a Specialized Tarmac, com peso final de apenas 6 quilos que foi desenvolvida em parceria com a McLaren, com design único.

Foto mostra bikes para alugar no Central Park, em Nova York
Em Nova York o Central Park possui uma estrutura com aluguel de bicicletas,
que são uma boa opção para conhecer o parque

Mas se você não é um atleta profissional e estiver em New York pode pedalar pelo Central Park alugando uma das bikes que ficam no seu entorno, curtindo um belo passeio pelo local. Nos países que incentivam a prática desse habito, existe uma redução dos gastos públicos no setor da saúde. Além de tudo, quando substituímos o carro pela bicicleta, deixamos de jogar na atmosfera quase 3 toneladas de CO² por ano, contribuindo diretamente no combate ao aquecimento global. Calcule aqui a sua pegada de CO² e saiba quantas árvores são necessárias para compensar a sua pegada de carbono.

Bike é mais sustentável

Juntar uma turma de amigos e sair para pedalar é uma boa. Um dos exemplos é o Piramba MTB, um grupo formado por aproximadamente 40 amigos apaixonados por este esporte. O nome do grupo é uma homenagem ao local que eles mais visitam em suas pedaladas: a piramba, que é uma subida muito íngreme, de difícil acesso, muitas vezes contendo buracos, pedras, areia e geralmente de terra batida.

Foto mostra integrantes do Piramba MTB em frente de uma plantação de girassóiscoco
Parte do grupo Piramba MTB: vivendo o esporte e trilhando novos caminhos

Essa turma não pedala apenas por benefícios a saúde, mas também apóia e incentiva o uso da bicicleta como um meio de transporte sustentável e ecologicamente correto, contribuindo com a redução de toneladas de CO² da atmosfera.

A regra absoluta, quando saem para pedalar, é não deixar nenhum tipo de vestígio, ou seja, lixo que polua a flora do local, ou que sirva para colocar algum animal silvestre em risco, evitando até a poluição sonora, para não assustar a fauna.

Foto mostra ave Carcará sobre uma cerca com um vale ao fundo
Ao pedalar pelo campo, pode-se ver maravilhas da fauna, como o gavião Carcará

Durante seus passeios pelo campo, os integrantes da equipe Piramba MTB promovem a disseminação de sementes frutíferas, que são levadas para as trilhas e semeadas ao longo delas, para que um dia possam servir de alimento aos animais ou pessoas que passem pelo local. Afinal, comer uma fruta fresca colhida do pé e fazer uma bela trilha, é um grande privilégio. Privilégio esse que só depende de ações positivas que combatam as inúmeras ações negativas que o ser humano realizou no passado.

Além disso o grupo também possui o Selo Verde Ecooar, compensando parte de suas emissões em suas redes sociais e website.

Foto mostra logo do Piramba MTB e integrantes do grupo pedalando cada um uma bike em uma área com barro
Ecologia, sustentabilidade e saúde são alguns dos benefícios proporcionados pela bike

Essa turma dá um show nessa trinca verde: ecologia, sustentabilidade e saúde, praticando um esporte pelo qual são apaixonados, contribuindo com meio ambiente e promovendo uma considerável redução dos impactos ambientais que outros meios de transporte trazem para o meio ambiente, um belo exemplo a ser seguido. São ações como essas que realmente fazem a diferença com grandiosos resultados.


João Daniel F. de Andrade
Engenheiro Agrônomo • MBA Gestão de Negócios • Atuação na área de produção agrícola
Contato: joao_engenheiro@hotmail.com

Matéria sobre o Turismo em Garça com Participação do Piramba MTB (TV Record)

Dia 27/12/2019 foi veiculado no programa Balanço Geral do interior, exibido pela TV Record e  dentro da série “Expedição ao Interior”,  uma reportagem que trata da nossa querida cidade de Garça-SP, muito estimada pelo Piramba MTB, pois é ela que proporciona as iradas trilhas e as belas cachoeiras que tanto desfrutamos.

Logo, esta matéria de TV que enaltece os atributos turísticos do município, foi motivo de grande alegria para nós. Ainda mais, porque sempre batemos na tecla do grande potencial de ecoturismo que é subestimado no local,  tamanha são as beleza naturais que existem  escondidas em seus diversos vales e grotões.

Tem mais, contribuímos em um pequeno trecho do vídeo em que nosso grande amigo Pirambeiro Vicente Concessa é entrevistado  e ao fundo aparecem outros pirambeiros com  suas magrelas em seu habitat natural. A breve participação do Piramba MTB surge a partir dos 5 minutos do vídeo.

Vale a pena conferir toda a matéria que mostra a tranquilidade do Jardim Japonês, a beleza do Bosque das Cerejeiras, e os atrativos do Lago Artificial J. K. Willians como um todo, tem ainda o encanto do Hipismo com provas do tambor e  as cavalgadas em meio a natureza.

Isso não é tudo, aqui também é lugar de muitas trilhas e ao menos  80 cachoeiras para quem quiser se aventurar em algo mais radical, só o Piramba MTB já visitou e registrou cerca de 40 na região e depois consolidou essas informações no mapa abaixo.  Nessa questão, a mãe natureza foi muito generosa com Garça e seu entorno. E vou além, existe ainda um outro atrativo local que vem despertando interesse, é a observação de aves, pois para quem gosta do tema a região é um prato cheio.

E não é só, tem também várias florestas, desde de mata atlântica, de mogno africano, de eucaliptos e seringueiras, e ainda muitos cafezais espalhados.  Sem contar o potencial para explorar a rica história do município ligada a cultura cafeeira, e o legado deixado em várias de suas tradicionais fazendas de Café. É uma região muito associada a esta cultura, e um lugar em que 80% de sua produção é voltada para exportação do café tipo arábica, considerado superior.

Assim, alguns cafeicultores de Garça já trabalham para fazer cafés especiais,  e também para o reconhecimento de identidade geográfica  para agregar valor ao produto local, e assim quem sabe se tornar uma referência no tema.  Pensando mais longe, porque não criar uma Rota do Café, para visitar as belas plantações, as antigas fazendas  e quem sabe também ter estrutura para degustar cafés nobres.

Não é algo impossível, pelo contrário, e isso poderia ser uma boa forma do município alavancar sua economia, tanto ao agregar maior valor ao Café produzido aqui, como  também com o Ecoturismo e o Turismo Rural, se fizer um elo entre essas duas coisas com sustentabilidade, Garça só tem a ganhar.

Um ótimo ANO NOVO a todos com muita saúde e paz sobretudo, e que as realizações e alegrias se multipliquem, sempre com muito respeito a vida, ao meio ambiente e as pessoas. Para o Piramba MTB que seja um ano de muita atividade, com muito pedal, fortalecimento das amizades e bastante contato com a natureza.

Rudi Arena

 

 

 

 

Bike Park em Construção (Garça/SP): Jump, Tombo, TV e Muito Mais

Este é um vídeo de um Bike Park em construção no município de Garça/SP. Trata-se de uma Pista de XCO para os amantes do esporte, com direito a uma rampa para dar um jump, ponte, curvas técnicas, subidas e descidas intensas e ainda tem o bônus, que é uma bela cachoeira que existe nas proximidades.

Como nem tudo são flores, neste vídeo tem também imagens de um forte tombo de bicicleta, a primeira impressão ao ver a imagem é que nosso amigo tenha se machucado bastante. Coisas que só acontece com quem pedala, ousa, tenta e as vezes acontece de dar errado mesmo, mas cada tombo é um aprendizado e assim vai.

Uma equipe da Emissora de TV Record marcou presença e registrou imagens do início desta empreitada, a exibição da matéria esta prevista para Dezembro/2019.

Este bike park em construção explora o potencial da região para o ciclismo de montanha, neste caso, em trilhas abertas em meio a agradável floresta de mogno, o que garante bastante sombra ao ciclista. Tudo isso, valoriza este esporte que a cada dia ganha mais adeptos, bem como o município de Garça que poderá ganhar em breve um ótimo espaço específico para a prática do Moutain Bike.

Rudi Arena

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De Volta as Raízes, De Volta a Cascatona

Depois de um bom tempo sem ir até Cascatona, que é uma das mais altas cachoeira de Garça e região e também um das primeiras que o Piramba MTB explorou há cerca de 10 anos atrás. Voltar lá é reviver as origens do Piramba, com muitas histórias e um rolê que é cara deste grupo.

O lugar é mais uma dádiva que a Garça maravilhosa recebeu da  natureza, ela  fica localizada na Fazenda Cascata e é de difícil acesso. Para chegar embaixo da cachoeira é preciso ter muita força de vontade, descer pelo pasto até o fundo do vale, depois, chega um momento em que para continuar é preciso seguir a pé e pelo curso do rio.

São muitas as pedras no caminho e antes de chegar na grande queda, as pedras vão ficando gigantes e bem mais difícil de passar.  Mas como sempre tem uma bela recompensa depois, e acaba que vale realmente a pena. Tanto pelas as paisagens pelo caminho,  como para contemplar a cachoeira, tomar banho nela e apreciar o seu envolto, que exibe um belo e imponente contraforte que se assemelha as falésia existentes no litoral.

Na volta a coisa aperta ainda mais, a bike sofre pirambeira a cima e o esforço exige bastante do sistema cardiorrespiratório. Ao final de cerca de 30 km de pedal, a quilometragem pouco tem a dizer em relação ao tamanho cansaço ao chegar em casa, parece que o corpo está todo moído por dentro.

O esforço de pedalar em si é o de menos, ainda que o terreno de pasto e sem estrada seja bem desgastantes, pois segura muito a bike. Porém, o que mais pesa mesmo, são os movimentos de andar no leito do rio desviando das pedras e dos buracos, de subir e descer as encostas, e de carregar a bike em alguns momentos. Isso faz com que sejamos obrigados a trabalhar músculo que normalmente apenas pedalando acaba por não trabalhar. Por esta razão, a sensação de estar quebrado ao final do pedal é maior do que se tivéssemos rodados 50 km de bike em um estradão.

Rudi Arena

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Volta da Duratex (Perdidos) Gália

Em um dia quente de inverno, os pirambeiros de plantão resolveram fazer um pedal com a cara do Piramba MTB, e ainda contamos com a presença do grande ciclista do município de Garça-SP, o Anderson, mais conhecido como Nino, não se trata do famoso ciclista suiço Nino Schuter, mas também pedala muito.

O destino foi pedalar dentro da grande floresta de eucaliptos pertencente a  empresa Duratex e cuja fazenda fica entre os municípios de Garça e Gália-SP, relativamente próximo das margens da Rodovia SP-294. O lugar também é conhecido como “Perdidos”, uma vez que é muito fácil se perder por ali em meio a um mar de eucaliptos e os diversos caminhos e trilhas disponíveis no local.

Também já ocorreu ali um sério ataque de abelhas, com direito a bombeiros, amigos de bike separados das bikes e uns dos outros na correria, muitas picadas e hospital no final, para você perceber que nem tudo são são flores e sempre existe um perigo ali e aqui, quando se menos espera.

Apesar de muitos já terem ficado desorientados no lugar, desta vez não tivemos este tipo de problema, como também passamos longe das abelhas.  O único problema que enfrentamos com sucesso foi a quebra de corrente de um dos pirambeiros que logo foi consertada, de resto, foi só alegria, belas paisagens, suor e adrenalina.

Rudi Arena

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Pedal do Girassol

Uma manhã fria, mas o Piramba em peso estava a postos para pedalar pelos  mais diversos caminhos, sempre dentro de fazendas. O pedal foi só de trilhas, percorremos as Fazendas: Hípica, Dinamérica, São Carlos e Igurê. Passamos por vários terrenos e paisagens.

Andamos por Floresta de Mogno,  mata atlântica, seringueiras, cafezais, eucaliptos e uma belíssima cultura de girassol, também tivemos que atravessar um pequeno rio. Isso só demonstra a riqueza e a beleza das trilhas de bicicleta que Garça e região dispõe.

Este é um pedal que tem maior conexão com a natureza e mais técnico também, o terreno tende a segurar mais a bike e por isso o Km rodado é mais cansativo, mas vale a pena. Pedalamos por caminhos alternativos entre Garça e Gália, um verdadeiro paraíso para os amantes de mountain bike e de uma boa pirambeira.

Rudi Arena

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Cachoeira nº 2 do Vale da Graça em Vera Cruz-SP

No complexo de cachoeiras do sítio Vale da Graça no Município de Vera Cruz-SP fica a cachoeira Dedo de Deus ou nº 2, pois ali existe outras 5 quedas d´água. Um lugar incrível com tirolesa, mirante, piscina e muito mais. É um lugar que o Piramba MTB ainda não conhecia e por isso mesmo não poderia deixar de  conferir. O valor da entrada para passar o  todo o dia é de apenas R$10,00, compensa muito  conhecer este lugar. É possível ir de carro ou de bike. Vera Cruz-SP fica localizada entre os municípios de Marília-SP e Garça-SP.

O interessante é que o local é estruturado para receber visitantes, é um empreendimento que vem bem a calhar, pois a demanda de pessoas interessadas por eco-turismo na região é grande e o potencial turístico é enorme, o que falta são mais lugares como este na região.

O sitio Vale da Graça e seu entorno  é muito bonito, assim como a estrada no meio de uma serra que é preciso percorrer para chegar até lá. O acesso é através do trevo da cidade de Vera Cruz, tem que pegar a saída para a Escola Agrícola, mas logo no início já é preciso virar a direita e seguir por um caminho de terra paralelo a rodovia SP-294 em direção a Marília-SP, logo depois existe uma placa que indica que é a esquerda o cainho para o sítio Vale da Graça.

É uma estrada de cerca de uns 5 km até o destino final, mas não se pode dizer que é de fácil acesso, em alguns trechos o terreno  é um pouco ruim, começa tranquilo no meio de um cafezal, do lado oposto da cidade, mas em seguida a pirambeira dá as caras, é praticamente só descida e tem ao menos duas curvas bem perigosas. Após chegar na propriedade rural, é preciso ainda seguir por trilhas até as cachoeiras. Para quem gosta de natureza é um prato cheio para se fartar a vontade e a um bom preço em relação ao benefício que proporciona.

Rudi Arena

 

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Um Giro pelo Zoom Bike Park em Campos do Jordão

No dia 16 de agosto de 2015 foi inaugurado o  Zoom Bike Park que foi construído do zero, com tudo muito bem sinalizado conforme orientações técnicas internacionais. Desde então,  passou a ser quase que um sonho conhecer este lugar, uma vez que já tinha visto matérias na televisão sobre esse Bike Park que é voltado especificamente para os amantes de Mountain Bike, e parecia ser um verdadeiro paraíso para os amantes do esporte. E a expectativa acabou por se confirmar, realmente é prato cheio que todo ciclista do MTB gostaria de se lambuzar.

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O Bike Park está localizado no município de Campos do Jordão-SP e  fica aberto das 9h às 17h – sexta, sábado, domingo, feriado e férias. Para outros dias e para grupos, é necessário agendamento prévio. Ao todo são 18 trilhas dos mais variados níveis de dificuldades, aproximadamente 40 km no total  e 2.220 metros de ganho de elevação se o ciclista fizer todas a trilhas do Bike Park.

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Todo o caminho é muito bem sinalizado, cada trilha tem um nome e uma cor que define o nível de dificuldade, bem como a indicação do desnível, a extensão e o destino, por isso é sempre bom ficar atento as essas placas que existem pelo caminho. As cores das trilhas são azul, verde, vermelho e preto em ordem crescente de dificuldade.

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Basicamente são todas singles track, que é quando a largura da trilha comporta apenas um ciclista, e sempre de mão única para evitar a qualquer colisão frontal entre as bikes. O local passa a impressão de ser muito seguro e organizado e possui ainda o serviço de aluguel de bike, inclusive com modernas bicicletas elétricas de pedal assistido da marca Specialized. No meio das trilhas existem vários pontos de água corrente jorrando a vontade, o que é muito importante também.

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Para nós pirambeiros que gostamos de pedalar em meio a vegetação e belas paisagens, estar nesse Bike Park é como se estivéssemos no céu ou em um verdadeiro santuário do MTB, as trilhas dentro de matas e o visual deslumbrante da Serra da Mantiqueira é um convite irrecusável. Tem trilhas que possuem vários trechos de ponte de madeira, algumas tem até Wallride, que é quando a bike anda meio que na vertical, muito bom mesmo. Acabou que não esgotamos todas as trilhas e por isso ficou um gostinho de quero mais.

Dá para comprar o ingresso de forma antecipada pelo site, o valor sai mais em conta, é preciso desembolsar  R$60,00, também é possível adquirir ingresso para mais dias, e até existe o “individual sócio” que é válido pelo ano inteiro pelo valor de R$365,00.

http://zoombikepark.com.br/compre-aqui/ingresso-individual/

O único dissabor que tivemos foi em relação a forma como fomos atendidos logo de início, porque erramos a entrada o Zoom Bike Park e aí apareceu um funcionário de bike muito nervoso, achando que a gente queria entrar sem pagar, e ele reclamou muito. Mesmo depois que explicamos o mal entendido, o atendimento não melhorou, as perguntas eram respondidas com má vontade e de forma vaga, e as vezes até com deboche, isso não foi nada legal. Ainda assim, valeu muito a pena e recomendo a todos que um dia vá conhecer esse verdadeiro paraíso do Mountain Bike.

Rudi Arena

10 anos de Piramba MTB no Ar

Há 10 Anos foi Criado o Canal Piramba MTB no Youtube

A história do Piramba desde o início foi  temperada com muita a areia, suor e água de cachoeira. E a ideia  sempre foi procurar novos caminhos,  pedalar em lugares que não tem estrada ou mesmo qualquer trilha, que quase ninguém vai, e muitas vezes é preciso perseguir um caminho para chegar no destino almejado, que são os picos e cachoeiras da região, locais inóspitos, de difícil acesso e desconhecido de muita gente.

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A marca Piramba MTB surgiu no final de 2008, já fazíamos pedais com cachoeiras, e eu gostava de filmar, editar e depois para poder compartilhar aquele arquivo pesado acabava tendo que gravar o vídeo em CD e assim disponibilizar para os amigos, pois nunca tive nenhuma pretensão em criar um canal no youtube. No entanto, isso acabou sendo inevitável pela facilidade de compartilhar os vídeos com quem quiser de maneira simples e prática.

E junto com a necessidade de criar o Canal, também foi preciso criar um nome e assim surgiu o nome Piramba MTB que veio para ficar,  já são mais de 200 vídeos gravados, só este canal criado em 2008 passou da marca de 100 mil visualizações, pouco se comparado com muitos por aí, mas não deixa de ter um certo significado, se partir do princípio que é um canal com conteúdo próprio, produção precária, pouco tempo dedicado ao projeto, destinado a um publico reduzido, sem investimento nenhum, sem uso de artifícios para turbinar as estatísticas de visualizações, e sem fazer muita divulgação.

Mas o Piramba é muito maior que este singelo canal de youtube, pois outros também publicam vídeos do grupo e contribuem na consolidação da marca Piramba MTB ,  como os canais amigos: Canal do Vicente,  Canal do Thiago Bulho e o Sujo de Barro do Thiago Zancopé.

Em 2011 foi criado o Blog do Piramba 

Com o nosso amigo Vicente Conessa incorporado para valer nos pedais do Piramba deu-se o nascimento deste  presente Blog para ser um lugar para ampliar o conteúdo divulgado pelo Piramba, já que o youtube fica mais restrito a publicação de vídeos. Então o Vicente criou o Blog para postarmos além dos vídeos, fotos e também textos sobre as trilhas de bike e as cachoeiras da região de Garça.

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A característica principal do nosso grupo de pedal, é aliar o Mountain Bike com natureza, e em muitas vezes o destino são as diversas e belas cachoeiras que existem nas proximidades de Garça-SP.  Junto com o blog também foi criada uma conta do Piramba MTB no Flickr para postar as fotos registradas durante os rolês de bike.

Uma História Feita por Muitas Pessoas

Mas o Piramba vai muito mais além disso tudo, pois foi construído por muitas outras pessoas ao longo destes mais de 10 anos de existência, são todas aquelas que já participaram dos nossos pedais, que fizeram a história do grupo e criou a sua identidade. De um lado, com muita  adrenalina, aventura e  diversão, mas por outro lado, não foram poucos os momentos de extremo cansaço, dor, sofrimento e até desespero, e nessas horas que aparecem também a solidariedade e a superação, daí então o estreitamento dos laços de amizades é só uma consequência natural da situação.

São muitas as emoções e experiências acumuladas nestes 10 anos de pirambeiro, e isso é tão bom e enriquecedor que não tem como deixar de seguir na atividade, o pedal não pode parar nunca.

O conteúdo gerado pelo Piramba só foi possível com a ajuda essencial de muita gente, são tantos que não tem como relacionar todos. Cada um foi fundamental e peça de um quebra cabeça que forma o todo que é o Piramba MTB é. E a interação dos pirambeiros com a natureza sempre foi a tônica dos vídeos e das mais de  18 mil fotos já publicadas.

Existem muitas outras plataformas utilizadas para divulgar o nosso material, e mesmo assim,  tudo o que já foi registrado, é apenas uma parte do conteúdo já criado pelos pirambeiros. Em tempo de celulares para lá de modernos, é muito comum ter várias fotos e vídeos nos celulares de cada um e que não são publicados, e nem por isso menos interessantes, o que  mostra como é  vasto o conteúdo criado até agora, sempre repleto de bike e natureza.

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O Piramba MTB aumentou o número de redes sociais em que publica seu conteúdo, está também presente no Facebook e Instagram. Além do FlickrYoutube e WordPress e também tem o site Piramba Adventure com mais de 1.400 cachoeiras cadastradas ao redor do mundo. Uma plataforma digital complementa a outra, assim como contribui para que o Piramba MTB alcance o maior número de pessoas, e  mais gente pode ter contato com o material publicado, ou seja, as cachoeiras, os animais silvestres da região e trilhas de bike que existem nas proximidades de Garça-SP, bem como em outros lugares que já percorremos também.

A Evolução, Lenta, Gradual e Sólida das Estatísticas do Blog

Desde o nascimento do Blog em 2011, a cada ano que passa aumenta um pouco as visualizações quando comparado ao ano que passou, este ano mesmo, em julho já tinha passado os números de 2018. Aos poucos e com bastante conteúdo o site do Piramba MTB se consolida e cresce ano a ano.  As estatísticas que estão no quadro abaixo demonstra essa evolução.

E o interessante é que apesar dos números modestos do nosso Blog, em consulta as estatísticas quanto ao alcance geográfico do site  verificamos que já fomos acessados por mais da metade dos países do planeta terra, são os coloridos de amarelo, além do Brasil em vermelho é claro, conforme mapa múndi abaixo.

No total, pessoas distribuídas em 98 países já visitaram a nossa página. Outro dado que chama a atenção é o número de visualizações nos Estados Unidos, todos os dias existem visualizações originadas desta nação. Isso tudo é uma demonstração que devagar e sempre o Piramba MTB expandiu além das fronteiras do Brasil, conseguiu colocar as belezas do município de Garça-SP  nas telas de pessoas do outro lado do globo, o que não deixa de ser um motivo de satisfação, já que trabalhamos com muita simplicidade.

Considerações Finais

Por tudo isso, podemos dizer o Piramba MTB vem cumprindo neste tempo o papel de contribuir um pouco com a divulgação do Mountain Bike,  o esporte de fazer trilhas de bicicleta nos mais diversos cenários, por mais adverso que seja o caminho, bem como levar ao conhecimento de muitos, as encantadoras cachoeiras que existem em Garça-SP e região, muitas vezes desconhecidas pelos moradores locais.

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E ao conhecer e registrar imagens de tantas cachoeiras, acabou sendo necessário fazer o inventário delas, catalogá-las e torcer para que isso possa ajudar a preservação desses belos e importantes patrimônios naturais.  Por outro lado, este espaço também se fez lugar de informações sobre animais  pertencentes a nossa fauna e até mesmo chegamos a abordar um pouco da história da região.

Logo, o balanço desses 10 anos é bem positivo, o pedal nunca parou, e nem este Blog, apesar de momentos de maior ou menor atividade, bem como o gosto pelo contato com a natureza e a busca por conhecer novos caminhos e cachoeiras que não cessa jamais.

Conseguimos nesse tempo registrar mais de 40 cachoeiras na região de Garça, e ainda algumas outras em municípios diversos, desenvolvemos o mapa das cachoeiras, uma interessante ferramenta para conhecer melhor a extensão, a localização e a qualidade de nossas cachoeiras (Confira Aqui).

Mas este é um trabalho sem fim, apesar de ainda incompleto e com algumas imprecisões, não deixa de ser um motivo de orgulho a categorização e o desenvolvimento do mapa das cachoeiras, inclusive com fotos para que se tenha uma noção mais exata dessas preciosidades da natureza.

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Este trabalho de mapear as cachoeiras acabou por prestar uma pequena ajuda para que Garça conseguisse ver aprovado o projeto para se tornar um município de interesse turístico, e prova disso é que o próprio site oficial da Prefeitura de Garça na página referente ao Turismo, em “Mapa do Turismo”, existe um link chamado “Cachoeiras – Piramba MTB” que  utiliza a base de dados do nosso mapa de cachoeiras, inclusive a site dá o devido crédito ao Piramba (Veja Aqui).

Também sinal de  reconhecimento das publicações feitas pelo Piramba foi a matéria produzida por um importante periódico da imprensa Bauruense.  O Jornal da Cidade veio até Garça para conhecer melhor o Piramba MTB e fazer uma reportagem a respeito das cachoeiras inexploradas desta região, clique aqui para ler a matéria.

Também o Piramba MTB deu uma parcela de colaboração pra reconstituir a história da gigantesca e lendária Fazenda São João, hoje  mais conhecida como Companhia Inglesa com sua encantadora igreja em ruínas. A contribuição foi através da postagem de um primoroso texto cedido gentilmente por Hamilton Carvalho que vivenciou o período áureo desta fazenda. Nesta época,  era considerada maior que muitas cidades da região em número de habitantes, e ele com texto muito bem escrito conta com riqueza de detalhes como era a vida neste local. Confira aqui esta postagem. 

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Sem dúvidas, foi uma dos conteúdos mais interessantes já publicados pelo  Piramba MTB e também foi o que chamou a maior atenção dos internautas. Sempre ávidos por mais informações sobre o assunto, eles acabaram por contribuir com valiosos comentários  e assim pudemos conhecer melhor o que foi este lugar com características únicas na região.

Rudi Arena

Referências:

https://www.garca.sp.gov.br/turismo/

https://www.jcnet.com.br/Regional/2016/12/garca-tem-cachoeiras-inexploradas.html

https://www.flickr.com/photos/pirambamtb/albums/

https://www.instagram.com/pirambamtb/

https://pirambamtb.com/2017/01/29/mapa-das-cachoeiras-de-garca/

https://www.youtube.com/user/RudiArena

https://www.youtube.com/user/bandamst

https://www.youtube.com/user/tonawebtv

https://www.youtube.com/user/vilegaion

https://pirambamtb.com/2016/06/05/companhia-inglesa-memorias-da-fazenda-sao-joao-19441954-por-hamilton-carvalho/

https://www.facebook.com/Pirambamtb/

https://www.facebook.com/Pirambaadventure

http://piramba.com/

Você conhece a cachoeira da união?

Você conhece a cachoeira da união? Fica na cidade de Garça! Venha conferir todas as nossas cachoeiras!Turismo em Garça.
Nossa amigo Tom conseguiu sobrevoar a cachoeira e nos deu de presente essas cenas.
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Conheça a Cachoeira do Carcará!!

Conheça a Cachoeira do Carcará vista de cima!!!

É apenas uma das centenas de cachoeiras de Garça-SP, próxima a cidade, fica entre o bairro São Lucas e o Aeroporto do município.

Imagens gentilmente cedidas por Antônio Brandão

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Cachoeira do Pneu ou Stand

Conhece a Cachoeira do Pneu? Você pode ter ouvido fala então na cachoeira do Stand?
Nosso amigo Antônio Brandão nos proporcionando essas belas imagens!!

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Estrada do Horto Florestal, Roseta e Subida da Minalba (Campos do Jordão-SP divisa com Minas Gerais)

A Cidade e suas Peculiaridades

Em Campos do Jordão, parece até que não estamos no Estado de São Paulo, o clima é de um frio diferenciado, a mais gelada do estado indiscutivelmente. E chegamos ainda em um dia que tinha tido geada, a temperatura era muito baixa, típica do alto da Serra da Mantiqueira. Além do terreno montanhoso, o que mais chama a atenção de que realmente é um lugar diferente, o tipo de vegetação ali existente, são as muitas araucárias,  bem como diversos tipos de pinheiros. E também tem outras plantas e árvores que se adaptam melhor a um clima mais frio, e que não é comum de se ver no restante do Estado. Não é só, também a educação, a cultura, a arquitetura, os hábitos e os alimentos, não são muito típicos do estado paulista. Lá, o normal é o motorista parar na faixa de pedestre, as vestimentas das pessoas são próprias para um clima frio, nos restaurantes e em outros estabelecimentos comerciais é comum ver lareiras em seu interior para atrair visitantes.

Muitas casas possuem o telhado em forma de um V invertido que serviria para facilitar os cuidados com a neve, como se isso fosse um problema comum da região, mas não é. Embora se pode falar que é impossível nevar em Campos do Jordão, seu fenômeno é bastante improvável,  ainda assim, a arquitetura reproduz muito as características urbana européia.

Existem sim registros de uma forte e longa nevasca, no ano de 1928, e com acúmulo de neve de 20 cm que trouxe muitos transtornos a população local. Mas desde então, tal fenômeno da natureza passou a ser cada vez mais raro, a expansão da malha urbana, a derrubada de mata nativa, o aquecimento das temperaturas nos últimos tempos fez com que o clima mudasse muito. Antigamente, na Campos do Jordão de 1951 chegou a ter mais de 20 mil pés de maçã, só que atualmente o clima está muito quente para esta cultura. Este município é um caso típico e bem registrado das consequências do aumento da temperatura no globo terrestre.

Mesmo assim o clima diferente chama bastante atenção também na questão da alimentação, além de ser muito popular o consumo do pinhão, é figura carimbada na cidade o prato a base da Truta, um peixe primo do salmão conhecido por gostar de águas frias e que lá encontrou um bom ambiente para o desenvolvimento de sua criação. Assim como, a produção de frutas vermelhas, como framboesa, mirtilo, blueberry e morango também encontraram terreno propício para se estabelecer no local, e tem grande destaque na gastronomia do lugar. São muitos os quitutes a disposição com frutas vermelhas frescas e colhida ali mesmo, o que não é nada comum no restante do estado de São Paulo.  A impressão que dá é que estamos em um estado do sul do país ou então em um simulacro tupiniquim de um pedaço do velho mundo. É muito interessante este contraste com as demais cidades paulistas.

O Pedal 

O pedal mais pesado ficou para o primeiro dia em Campos do Jordão, a quilometragem não era o problema, mas sim as íngremes subidas que viria pela frente. A saída foi da cidade de Campos do Jordão em direção a linda estrada do Horto Florestal , que é um Parque Estadual e uma atração turística. É altamente recomendável conhecer este caminho em meio a mata dos dois lados e uma estrada meio estreita, mas que passa carros de passeios. São muitas araucárias ao lado e também muitos  pinhões pelo chão. No trajeto, o que chama bastante a atenção é o Bosque Vermelho, embora não seja muito grande o contraste do vermelho com o verde ao redor.

Ao final desta estrada seguimos em direção a divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais com destino a cidade de Wenceslau Bráz-MG, mas especificamente o distrito de Roseta (antigo Itererê) que fica a longe 11 km daquela cidade. Um lugar muito bonito e pacato. E a volta foi por outro caminho, conhecido também como a subida da  Minalba,  já mais ao final do pedal, e embora seja de asfalto é muito longa e com grau de inclinação bastante acentuado.

Imagina um pedal que quebra o caboclo no meio, os 67 km fala pouco da dificuldade do pedal, mas os 2.440 metros de ganho de elevação explica um pouco. A mudança de altitude também é brusca neste pedal, há um momento que se alcança mais de 1.800 metros de altitude e após longas e alucinantes descidas chega-se a menos de 1.000 metros. Mas logo que termina a descida, começam as fortes e inacabáveis subidas. Eu mesmo, fui um que acabei ficando pelo caminho a 10 km do final, após dores nas costas, acabei que não enfrentei a bruta subida de asfalto antes de chegar na cidade de Campos do Jordão, mas ainda bem que a melhor parte já tinha sido feita, e como não sou muito fã de asfalto e nem de subida, até que não foi de todo mal.

O mais difícil tinha ficado para o final mesmo, e apesar de chegarmos bem cansados, com fome e frio, acabou sendo um pedal fantástico, com belas paisagens, e com elementos que agrada a todos os praticante de mountain bike. Tanto para quem gosta de decidas ou subidas, ou para quem quer curtir um horizonte para lá de privilegiado. Por tudo isso, não tem como não ter gostado e não ter valido a pena este dia.

Rudi Arena

 

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Vale da Lua em San Pedro de Atacama (Chile)

 

San Pedro de Atacama é um destino turístico recente, mas muito badalado atualmente, com um bom fluxo de turistas brasileiros. Situada no deserto de Atacama, Chile, fica ao pé da Cordilheira dos Andes, com altitude de 2400 metros de altitude, porém distante apenas 25 kilometros rumo leste, a média da altitude muda para um patamar acima de 4000 metros .

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Vários passeios podem ser realizados nas imediações da cidade, a paisagem desértica possui muitas variações, como lagos, vulcões, cavernas, salares, gêisers, águas termais, porém um dos passeios mais legais é andar de bicicleta pelas trilhas no deserto. Você decide o trajeto, escolhe o seu roteiro, mas não se esqueça que a umidade relativa do ar é baixíssima e quanto mais ao leste a altitude aumenta, e sua fadiga também.

Várias são as opções de aluguel de bikes, mas elas são praticamente todas de um modelo, TREK, com amortecedor dianteiro. O custo é de 3000 mil pesos chilenos (18 reais no câmbio de San Pedro), com freios hidráulicos o custo aumenta em 500 pesos, por um período de 6 hs. Escolhi uma loja onde eu havia visto o dono revisando e dando manutenção nas bikes. Neste aluguel estão incluídos o kit reparo de pneu, câmara, espátulas, bomba, e remendos, mais um colete e capacete.

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O Vale da Lua é o roteiro mais indicado para pedalar no primeiro dia, altitude de 2500 mts e com 45 km no total. Mas um pulinho a fronteira Boliviana pode ser legal quando o corpo se adequar mais ao ambiente inóspito, mas deslumbrante.

Trajetos noturnos são igualmente lindos pois o céu é propício a passeios astronômicos, tanto é que omaior complexo de observatórios espaciais do mundo é o A.L.M.A situado em uma cadeia de montanhas próxima da cidade.

Breno Ribeiro Arena

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Vale do Céu – Serra da Canastra – Minas Gerais

 

A Serra da Canastra é um lugar tão fascinante que até parece que seus encantos são infinitos, assim como na outra viagem para a Canastra, fomos embora com a sensação de que conhecemos só alguns dos muitos atrativos que a Serra da Canastra pode proporcionar. Da primeira vez ficamos em São Roque de Minas e exploramos o parque nacional da Serra da Canastra, desta vez ficamos em São João Batista do Glória, mas em ambas viagens sentimos que faltaram dias para que pudéssemos conhecer ao menos as principais atrações turísticas de cada região. O lugar é de uma riqueza natural abundante, e ainda tem a parte da que fica no município de Delfinópolis que falta para a gente conhecer ainda, que também possui dezenas de cachoeiras e belas paisagens, ou seja, não é possível conhecer os principais atrativos da Canastra em apenas alguns dias, quem dera então ela toda.

Entre tantas opções é preciso escolher alguma, e neste dia resolvemos conhecer o Vale do Céu.  Embora em seu endereço oficialmente pertença ao município de Delfinópolis,  fica bem perto de São João Batista do Glória. A quilometragem não total do pedal não é muito grande, cerca de 54 km ida e volta, a maior dificuldade  foram as longas subidas de acentuada inclinação,  o ganho de altitude é respeitável. Um teste e tanto para nós ciclistas,  só que para todo esforço nesta Serra  tem sempre uma recompensa para lá de satisfatória, e não poderia ter sido diferente neste caso.

O que encontramos foi um lugar com uma super estrutura, que além de ser também pousada, oferece um delicioso almoço aos visitantes que  optarem por não ir embora de barriga vazia. Atrativos não faltam, são várias trilhas, vistas de cair o queixo e belas cachoeiras para tomar banho. O diferencial do local é que a além de tudo isso, ainda possui varias construções voltadas para a arte, cultura e educação ambiental. Também há espaço com redes para descanso, entre outras opções para relaxar.

O valor não é dos mais baratos, mas tem um bom custo benefício, para a visitação apenas das cachoeiras é preciso desembolsar R$40,00 e se quiser almoçar também, são outros $40,00 adicionais. Mas também, aí será possível  desfrutar a vontade de uma comida estilo caseira, simples e muita saborosa, com o gostinho característico da prestigiada cozinha mineira. O difícil foi ter que encarar o pedal da volta depois de uma farta refeição, pois a fome era grande e a comida muito boa,  assim,  controlar a gula não é das tarefas mais simples nessa situação.

Rudi Arena

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Hidrelétrica de Furnas de Bike

Em um único e proveitoso dia, conhecemos de bike a Pedreira Lagoa Azul, o Mirante do Canion e dada a proximidade, não poderíamos deixar de conhecer a famosa Hidrelétrica de Furnas, pena que seu nome ultimamente e infelizmente anda associada ao noticiário Político-Policial com a chamada a Lista de Furnas, em que constam nomes de conhecidos políticos suspeitos de corrupção e que envolve esta importante usina de energia elétrica.

A entrada para visitação é franca e sem restrições, e é muito bela a vista  de cima do gigantesco lago de furnas ou “mar de furnas” como também é chamado, pois banha 34 municípios mineiros. Vale a pena conhecer, assim como toda estrutura da Hidrelétrica e as belezas do seu entorno, pois é um lugar único em que o lago de Furnas encontra com a Serra da Canastra.

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A barragem está localizada no curso médio do rio Grande, no trecho denominado “Corredeiras das Furnas”, entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, em Minas Gerais.

Sua construção começou em julho de 1958, tendo a primeira unidade entrado em operação em setembro de 1963 e a sexta, em julho de 1965. No início da década de 70, foi iniciada sua ampliação para a instalação das sétima e oitava unidades, totalizando 1.216 MW, o que colocou a obra entre uma das maiores da América Latina. A localização privilegiada da usina (500 km do Rio de Janeiro, 400 km de São Paulo e 300 km de Belo Horizonte) permitiu que se evitasse, em meados da década de 60, um grande colapso energético no Brasil, evitando o racionamento e o corte no fornecimento de energia elétrica ao parque industrial brasileiro. A potência prevista no início de sua construção correspondia a 1/3 do total instalado no Brasil. A Usina de Furnas, além de se constituir em um marco de instalação de grandes hidrelétricas no Brasil, possibilitou a regularização do rio Grande e a construção de mais oito usinas, aproveitando, integralmente, um potencial de mais de 6.000 MW instalados.

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DADOS TÉCNICOS:

BARRAGEM:

Tipo: enrocamento com núcleo de argila
Altura máxima: 127 m
Desenvolvimento no coroamento: 554 m
Largura no coroamento: 15 m
Elevação no coroamento: 772 m
Volume total: 9.450.000 m³

RESERVATÓRIO:

Extensão máxima: 220 km
Nível normal de operação: 768 m
Nível de máxima cheia (Nível máximo maximorum): 769,30 m
Nível de desapropriação: 769 m
Nível mínimo de operação: 750 m
Área inundada: 1.440 km²
Volume total: 22,95 bilhões m³
Volume útil: 17,217 bilhões m³

ESTRUTURA DE CONCRETO:
TOMADA D’ÁGUA:

Comportas:
Tipo – vagão
Quantidade – 8
Altura d’água sobre a soleira – 33,5 m
Dimensões:
largura – 4,7 m
altura – 9,7 m
Fabricantes: Rheinstahl/M.A.N.(R.F. da Alemanha)

VERTEDOURO:

Descarga Máxima: 13.000 m³/s
Comportas:
Tipo – segmento
Quantidade – 7
Dimensões:
largura – 11,5 m
altura – 15,8 m
raio – 14,1 m
Fabricante: HIH (Japão)

CASA DE FORÇA:

Tipo: coberta
Dimensão: 186 m x 28 m
Unidades geradoras:
quantidade – 8
rotação: 150 rpm
potência nominal: 152 MW
Turbinas:
Tipo – Francis de eixo vertical
Diâmetro do rotor – 4,485 m
Fabricantes:
1 a 6 (Nohab/Suécia)
7 e 8 (Nohab/Suécia e Bardella/Brasil)
Geradores:
Freqüência – 60 Hz
Tensão nos terminais: 15 kV
Fabricantes:
1 a 6 (Siemens/R.F.Alemanha)
7 a 8 (CGE/Canadá e MEP/Brasil)
Transformadores: 26 (operação mais reserva)
Tipo – monofásico
Capacidade total em operação – 1.279,92 MVA
Relação de transformação: 15/345 kV
Fabricantes: Fabricantes: GE (USA) / Jeumont Schneider (França)

Rudi Arena

Fonte: http://www.furnas.com.br/hotsites/sistemafurnas/usina_hidr_furnas.asp

 

O Mirante do Canyon de Furnas (Capitólio-MG)

Localização: Capitólio, MG.
Estrada: MG-050, aproximadamente 304km de Belo Horizonte.
Acesso a parte baixa: Somente por barcos
Acesso a parte alta: 100m de caminhada.
Características: Lago, cascatas e água esverdeada.

Depois de conhecer a Pedreira Lagoa Azul, partimos em direção a uma parada obrigatória, o Canyon de Furnas que tem uma vista magnífica. O  acesso é pelo município de Capitólio, através da rodovia MG-050 entre o km 312 e 313, e é possível  perceber que chegou ao avistar alguns carros estacionados no acostamento.

A entrada é gratuita, e até o mirante é uma caminhada tranquila de cerca de 100 metros. Mas quem for com criança, é bom ficar bem atento, não existe nenhum tipo de proteção, é tudo perigosamente aberto.

A vista lá do alto é espetacular. Sem dúvida, quem passar próximo, vale a pena conhecer essa maravilha, uma verdadeira obra de arte da natureza, mas  também dos homens.

O interessante dessa região é que toda essa beleza não se deve somente à ação da natureza, mas também pela ação do homem. É que foi formada, em grande parte, pela construção da barragem da hidrelétrica de Furnas que, apesar de ter gerado problemas, como a desocupação de muitos habitantes e também o alagamento de muitas áreas. No entanto, hoje traz crescimento para a economia local através do turismo e, deu vida não só ao Lago de Furnas como ao cenário deslumbrante dos Canyons  que atraem turistas de todos os cantos do Brasil.


Conhecido como a “Cidade Rainha dos Lagos”, Capitólio é um pequeno município localizado em uma parte muito privilegiada de Minas Gerais, entre a Serra da Canastra e o Lago de Furnas – as duas regiões, quando se encontram, formam algumas das paisagens mais imponentes e lindas do estado e do país, que ficou conhecida como os Canyons de Furnas.
Os canyons são canais, rodeados por paredões, que foram alagados, formando piscinas naturais de águas cristalinas, que fazem parte do imenso lago artificial de águas verde-esmeralda que dão forma ao “Mar de Minas” (Lago de Furnas), maior espelho d’água do mundo, com mais de mil quilômetros quadrados e quatro vezes maior que até mesmo a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Os Cânions da represa de Furnas fazem qualquer viajante se sentir minúsculo diante de tamanha imponência.

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Embora não tenhamos conhecido a parte de baixo em que o uso de barco é imprescindível, tomei conhecimento que ali existe um outro espetáculo. Através dos passeios de barco pelas águas do lago dá para passar por enormes paredões, que, ao se aproximar, tem  fendas que se abrem para uma vista incrível de  várias cachoeiras, dando vida a um verdadeiro espetáculo da natureza de beleza raríssima.

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Também é recomendado ir até as cachoeiras, que ficam dentro desses paredões imensos. A do Lago Azul, é das mais procuradas e o cartão-postal da região em razão de sua beleza, com duas quedas que formam uma piscina natural de tons esverdeados; já a Cachoeira da Cascatinha possui diversas quedas com pequenos poços que parecem banheiras de hidromassagem. Outras cachoeiras incluem a Diquadinha, formada por um tipo de rocha chamada São Tomé, que dá coloração levemente alaranjada às suas águas e cria uma paisagem diferente das outras da região; e o Paraíso Perdido, complexo rodeado por cânions e com uma sequência de cascatas, cachoeiras e cerca de 18 piscinas naturais, ponto perfeito para amantes do ecoturismo e para praticar atividades como trilhas, mergulho, tirolesa, acampamento e principalmente rapel.

Rudi Arena

Fonte:

http://desviantes.com.br/blog/post/canyons-de-furnas-em-capitolio/

Cachoeiras da Enseada (Inédita)

 

A busca por novas cachoeira é incessante,  e não é que conhecemos mais uma nova cachoeira, ou melhor cachoeiras, um lugar de natureza privilegiada. O  interessante é que a cachoeira é  próxima a cidade e o acesso não é tão difícil, embora não dê para levar a bicicleta até o final, mas ao menos na primeira cachoeira é tranquilo chegar, e ela tem um bom e pequeno poço para banho.

Já o acesso a segunda cachoeira é um pouco mais complicado, é preciso seguir uma trilha paralela ao curso d´água e descer por lugares bem íngremes, o que dificulta, mas não impede chegar até ela, que por sinal é bem mais alta e bela do que a primeira. A água parece ser limpa e sempre está gelada, a mata ciliar  é bem preservada, este é mais um belo patrimônio natural de Garça que encontra-se a poucos quilômetros da cidade, o que demonstra a infinidade de possibilidades e lugares com potencial para ecoturismo que o município desfruta e que um dia há de ser explorado de forma sustentável, tanto ambientalmente, como  economicamente, pois só pode dar certo se ambas as coisas andarem lado a lado.

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Um detalhe interessante foi a ossada de um animal que encontramos no local, parece ser um bicho  com presas afiadas, mas não chegamos em um acordo acerca de qual animal é este? O mistério continua, mas é uma prova da existência da diversidade da fauna de nossa região.

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E esta planta, com estes belos frutos, qual seria?

É, temos uma fauna e uma flora fantástica, e isto deve ser motivo de orgulho, apesar de todas as adversidades pelo qual o meio ambiente passa, aqui e Brasil afora.

Rudi Arena

 

Cachoeira Duas Quedas

Surgiu um abençoado convite para conhecer um lugar em que há duas cachoeiras uma ao lado da outra, impossível resistir. Após anos a procura cachoeiras na região para catalogar, ainda não conhecia e nem ao menos sabia de sua existência. Apesar das dezenas de cachoeiras já registradas, ainda não chegamos nem próximo da metade delas, por isso, sempre existe em um lugar meio escondido, alguma cachoeira ainda inexplorada para se conhecer. Mas está não é uma cachoeira qualquer, para começar são duas, ambas belas e altas e uma próxima da outra, o que diferencia de todas as outras que o Piramba já foi, pois não há um outro lugar em que dois afluentes distintos se encontram através de duas grandes cachoeiras e após a confluência de ambas, passam a ser um único curso d´água.

 

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A cachoeira está localizada na Fazenda Santa Julia, Estrada da 09 de Julho, no trecho entre o distrito de  Jafa (Garça-SP) e Vera Cruz-SP, é um pouco distante da cidade de Garça. O caminho para se chegar lá também não foi dos mais simples, é preciso seguir por um bom tempo andando em meio a água e pedras do leito do riacho, até enfim chegar na tão esperada cachoeira, ou melhor, nas cachoeiras. O pequeno esforço foi mínimo, se comparado a recompensa que recebemos depois,  pois é um lugar muito especial,  diferente, único na região, e incrivelmente belo.

 

 

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E  essa grande oportunidade de conhecer mais essa belíssima cachoeira foi graças ao “Cumpadi” Marinho Zapata,ele que sabia o caminho e nos levou até esse fascinante local, por isso fica registrado meu sincero agradecimento a ele, que conhece muitas cachoeiras e picos da região por causa das muitas trilhas de motos que já fez por aí.

Rudi Arena