Pedal da florada dos ipês amarelos em Garça (PirambaCop)

Hoje, 21 de setembro é o dia da árvore e nada mais apropriado para ocasião do que o Piramba MTB prestar homenagem a beleza do Ipê Amarelo, árvore nativa do Brasil e que embeleza o país afora com seus cachos amarelos de cor viva e chama a muito a atenção por quem passa por suas belas flores.

O inverno não é considerada uma estação muito auspiciosa para as plantas, árvores e flores em geral. Mas a estação fria e seca também pode guardar belas surpresas, como foi o caso da exuberante florada dos Ipês amarelos em Garça. As lindas imagens foram registradas pelo PirambaCop e andar de bike entre esse espetáculo da natureza é um privilégio que dura poucos dias.

Na época da seca, a árvore perde as folhas, que dão lugar às flores e transformam a paisagem. A floração do ipêamarelo ocorre entre os meses de julho e setembro e chama a atenção de moradores da cidade e da zona rural. A floração dos ipês-amarelos dura, em média, 15 dias.

Ipê-amarelo-flor-de-algodão

Ipê-amarelo-flor-de-algodão (Handroanthus serratifolius) é uma espécie de árvore do gênero Handroanthus. No Brasil também é conhecida como somente ipê-amarelo.

Características

É uma árvore com porte que varia de médio a grande e pode atingir de 15 a 30 metros de altura. Possui o tronco fissurado formando finas placas que se soltam em pequenas quantidades. Suas flores são de cor amarelo-dourado e se formam em cachos. 

Flores

Possuem flores hermafroditas livres ou em tríades levemente perpendicular, unidas em conjuntos em formato de umbela no final dos ramos. O cálice e a corola tem forma tubular com cinco lóbulos. Por causa de sua beleza, atraem  insetos e vertebrados como abelhas e pássaros, especialmente beija-flores que tem papel fundamental na polinização. As sementes são espalhadas pelo vento.

A floração ocorre após a queda das folhas, o que acontece no período mais seco, geralmente de junho a agosto, no inverno, podendo variar nas zonas mais próximas ao litoral.

Distribuição geográfica

Floração de Ipês-Amarelos ou “Pau-d’arcos amarelos” (Handroanthus serratifolia) vista do Pico Alto, no município de Guaramiranga, topo mais elevado da Serra de Baturité – Ceará – Brasil.

Árvore típica do bioma da Mata Atlântica, ocorrendo no interior da mata, sendo difícil de ser encontrada em estado nativo atualmente, por conta da sua madeira ser altamente requisitada e ter desenvolvimento lento. Não é muito utilizada em paisagismo urbano, justamente pelo lento crescimento e por ser de médio a grande porte.

Usos

A madeira é utilizada para construções civis e navais, alem de pontes, postes, tábua de assoalho, tacos de bilhar e bengalas, possuindo longa durabilidade. Árvore ornamental, extremamente majestosa quando está florida, é ótima para o paisagismo. Usa-se também em restaurações florestais. A entrecasca é utilizada na medicina caseira, embora seja menos procurada que a do ipê-roxo.

Também é bastante usado em paisagismo e arborização urbana por suas flores amarelas bem chamativas, entretanto, não é recomendado plantar próximo a casas ou em calçadas, pois suas raízes podem causar problemas no calçamento e na rede de esgoto.

Flor nacional do Brasil

Em 27 de setembro de 1961, foi apresentada a proposta do Projeto de Lei 3380/1961 que declara o pau-brasil (Caesalpinia echinata) e o ipê-amarelo (Tecoma araliacea), respectivamente, árvore e flor nacionais. No entanto, após vários pareceres a PL foi arquivada. Em 7 de dezembro de 1978, somente o pau-brasil foi declarado árvore nacional por meio da Lei nº 6607. Houve outras tentativas de estabelecer o ipê-amarelo como a flor nacional com os projetos de lei PL-2293/1974 e PL-882/1975, mas as duas PL foram arquivadas na Câmara dos Deputados.

Fonte: https://pt.wikipedia.org

Pedal no cafezal queimado em Garça pela última geada e o fenômeno histórico de julho de 1975

A última onda de frio do inverno 2021 casou estragos na cultura cafeeira da região de Garça, muitos pés de café arábica foram danificados pela geada com prejuízos para os cafeicultores.

Provas do estrago são as imagens aéreas captadas pelo PirambaCop que mostram que parte das plantas de café queimadas na Fazenda Igurê. A cena é triste, e já há alguns anos que isso não ocorria, mas por outro lado o fenômeno faz parte da realidade de Garça-SP ao longo de sua história.

*Uma grande geada – a maior da história de Garça – ocorreu no dia 18 de julho, atingindo impiedosamente 90% dos cafezais da região. A cafeicultura do município foi totalmente atingida. O panorama nas lavouras garcenses era desolador: cafezais, pastos e outras culturas mostravam-se enegrecidos, como se estivessem queimados por intensas labaredas.Para se ter noção da extensão da geada ocorrida na cidade em julho de 1975, a temperatura atingiu a 1,5 grau negativo. Na manhã do dia 18, muita gente foi lavar o rosto e quando abriu a torneira não viu a água sair. A baixa temperatura congelou a água no encanamento. Somente no final da manhã a situação se normalizou. Um fato inédito em Garça até os dias atuais.

Pode ser uma imagem de em pé e ao ar livre
Jaime Nogueira Miranda mostrando os prejuízos (Acervo: Secretaria do Turismo Garça-SP)

O Café da região de Garça:

Conheça um pouco sobre a estreita relação o município de Garça-SP com o café.

A Cachoeira São Matheus como nunca vista antes (PirambaCop)

Tem algumas cachoeiras que cobram um preço alto para se chegar até ela, esse é exatamente o caso da Cachoeira São Matheus. As encostas são altas e íngremes, é mais difícil descer até ela, a subida da volta parece ser um pouco melhor e foi esse o nosso desafio no sábado de 04/09/2021 com nossas respectivas magrelas.

Não tem tilha ou picada para seguir, é preciso abrir o caminho levando muito mato no peito e arranhões na pele e depois identificar o ponto em que é possível descer, o que também não é tarefa fácil. Parecia que um abismo intransponível estava por toda parte, até que achamos um lugar para descer. Mesmo assim, a descida não foi nada tranquila, é preciso sempre procurar uma árvore ou raiz para se apoiar, e todo cuidado é pouco. É fácil escorregar barranco abaixo.

Ao final, deu tudo certo, tivemos ainda que percorrer um pouco do leito do rio até chegar. E então pudemos contemplar e aproveitar esse incrível patrimônio natural de Garça-SP, mais precisamente localizado no distrito de Jafa. A água é sempre cristalina e também muito gelada, mas é só entrar que logo se acostuma com a temperatura e então é possível curtir o belo poço que a cachoeira São Matheus possui e que parece ter sido esculpido pela força da água ao longo de anos de anos sobre a rocha que a circunda.

Também foi a primeira vez do PirambaCop neste lugar e ele fez várias imagens aéreas incríveis, e graças ao drone também avistamos a existência de uma outra cachoeira rio acima que desconhecíamos totalmente. Essa região foi abençoada pela natureza e a Cachoeira São Matheus é só mais das muitas outras lindas cachoeiras que existem em Garça-SP.

By Rudi Arena

O Piramba no programa Nosso Campo e no Jornal Tem Notícias (Rede Globo)

Matéria exibida no Jornal Tem Notícias

Depois de o Piramba ter sido objeto de uma longa matéria em um grande jornal de Bauru-SP e também da Solutudo, e de ter aparecido em um programa regional da TV Record, dessa vez nossos bravos pirambeiros deram o ar da graça na tela da Rede Globo.

Na manhã deste último domingo (29/08/2021) passou no programa Nossa Campo para todo o Estado de São Paulo uma matéria em que o Piramba MTB fechou, foi gravado em Garça-SP e teve como tema o Turismo Rural. O Piramba voltou ainda na telinha da Globo no Jornal Tem Notícias do dia 03/09/2021 com um conteúdo diferente do exibido anteriormente.

Primeiro começou com o empreendimento da família Godoy na Fazenda São Ramiro na Estrada do Saltinho com previsão de inauguração de uma pousada, um restaurante e um pesqueiro . Depois a foi a vez de mostrar a “Fazendinha” de 5.000 metros quadrados do lado da cidade, no Jardim Giseli e repleta de animais. Trata-se do Recanto Querência que tem previsão de receber grupos de estudantes e famílias de toda a região e idealizado pela veterinária Andressa Bronzatto em parceria com Carlos Alberto, o Kir.

Matéria exibida no programa Nosso Campo.

É muito bom ver que tem gente que aposta no turismo em Garça-SP. Essa é uma bandeira que o Piramba MTB já carrega faz tempo e aos poucos a gente aproveita os espaços que nos são oferecidos para além de mostrar os caminhos fascinantes que temos para a prática do mountain bike em nossa região, queremos também mostrar as belezas naturais de nossa região, pois aqui existe um potencial grande para a ser explorado por um ecoturismo consciente e sustentável. Dessa forma, buscamos contribuir, apoiar e fortalecer essa cena emergente e promissora do Turismo Rural em Garça-SP que foi tão bem captada pelo programa Nosso Campo.

by Rudi Arena

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Detalhes da Casa Submarino em Campos do Jordão

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Após o adiamento da Piramba Trip de 2020 para 2021 em razão da pandemia, apesar dela e com todos os pirambeiros devidamente testados voltamos para conhecer um pouco mais das belezas e trilhas de Campos do Jordão e nossa trupe ficou mais uma vez hospedada na fantástica Casa Submarino. Está obra de arte edificada toda planejada pelo engenheiro Emmanuel Klabin no início dos anos 1950 e que já foi até objeto de estudo da USP: http://www.nomads.usp.br

Neste vídeo o nosso amigo Rafael, mais conhecido entre nós pelo apelido de Fiel e vai saber a razão, mas o que importa é que ele observou e registrou interessantes detalhes dos móveis dessa casa incrível e que parece parada no tempo mas repleta de surpresas e histórias. E tudo trabalhado com muita madeira e engenhosidade.

By Rudi Arena

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Clique no link abaixo e saiba tudo sobre essa edificação intrigante e diferente de tudo o que existe por aí:

Cobra-cipó-marrom no meio da trilha em Marília-SP. Será Perigosa?

Nosso amigo de Piramba Rafael , mais conhecido por nós pelo apelido de Fiel, conseguiu um ótimo flagrante, veja só que linda serpente com pose de Naja e olha que nenhuma flauta estava tocando no momento. Trata-se de uma cobra-cipó-marrom que foi encontrada no dia 19/06/2021 em meio a trilha de bike, próximo ao distrito de Amadeu Amaral em Marília.

Mas será que ela é perigosa? As cobras podem morder, ter veneno e ferir, porém nem todas são peçonhentas e representam um risco à vida humana.

A cobra cipó marrom, não é considerada peçonhenta, pois não apresenta aparelho inoculador de peçonha, apesar de produzir veneno que não causa morte ao ser humano, uma mordida pode desencadear bastante dor no local, vermelhidão, inchaço e se não bem tratada, além da possível reação ao veneno, pode levar a uma infecção secundária, devido a contaminação bacteriana derivada da grande quantidade de bactérias em sua boca.

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Enfim, a Igreja da Cia. Inglesa foi Tombada!

IGREJA DA FAZENDA
A Igreja em um dia de festividade e quando ainda existia a cerca ao redor dela.

Em recente entrevista, o Prefeito de Gália Renato Inácio Gonçalves afirmou que o tombamento da Igreja da Fazenda São João do Tibiriçá e hoje mais conhecida Cia. Inglesa foi realizado no final de 2020. Disse ainda, que por esta razão, ninguém mais poderá derrubar ou modificar o imóvel. Segundo o Prefeito, o passo é a desapropriação da área para posteriormente a igreja ser recuperada seja com verba seja privada, federal ou estadual.

Torcemos muito para que a restauração da igreja vire uma realidade e não fique na promessa, esse é um processo lento e custoso, mas que deve ser levado adiante. Além de a Igrejas ser muito bonita com sua arquitetura diferenciada, ela carrega um patrimônio histórico e cultural muito forte que justifica o seu tombamento. O assunto desperta interesse não apenas para quem viveu na Fazenda São João do Tibiriçá e seus familiares, mas de muitas outras pessoas que chegaram a conhecer a Igreja ou a sua história. E também não são só pessoas da região de Garça ou Gália, mas também pessoas distantes mostram interesse no tombamento desse valioso patrimônio que deve ser preservado, juntamente com a sua história.

O problema é que quanto maior é a demora em restaurar o imóvel, maior é o risco de deterioração de sua estrutura, o estado de conservação é tão ruim que dá a impressão de que o seu desmoronamento é questão de tempo. Assim, é preciso ver se a estrutura dela aguenta até que restauração seja feita, se é que teremos as verbas necessárias para tanto. Porém, o seu tombamento é uma notícia a se comemorar. Agora é aguardar ansiosamente para que sejam dados os próximos passos para a sua restauração.

Por outro lado, cada vez mais o lugar tem se tornado um ponto turístico da região. Sempre que a gente passava de bike pela Igreja, nunca tinha ninguém. Hoje sempre tem alguém lá, principalmente nos finais de semanas. Além de ser muito visitada por ciclistas, muita gente vai de carro também. Um dia desses tinha uma van de turismo repleta de gente e mais um casal de noivos tirando fotos com fotógrafo profissional, entre outros carros. Quem sabe um dia esta Igreja não possa voltar a ter os propósitos a qual ela foi construída, ter uma celebração missa, casamentos ou batizados. Com absoluta certeza, não faltariam interessados em ali participar de uma cerimônia religiosa.

A Igreja possui um estilo neogótico inglês, construído em tijolos aparente e representou em seu tempo todo o apogeu da Cia. Inglesa que essa fora desativada em 195. Suas terras foram desmembradas e seus edifícios desmontados na qual restou apenas a Igreja e alguns poucos casarões. Para conhecer mais sobre a rica história deste lugar é só acessar esse link:

https://pirambamtb.com/2016/06/05/companhia-inglesa-memorias-da-fazenda-sao-joao-19441954-por-hamilton-carvalho/

by Rudi Arena

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A Igreja virou um ponto turístico, mas totalmente abandonada.

Publicação do Tombamento Provisório

Diário Oficial da União

Publicado em: 03/09/2020 | Edição: 170 | Seção: 3 | Página: 233

Órgão: Prefeituras/Estado de São Paulo/Prefeitura Municipal de Gália

TOMBAMENTO PROVISÓRIO Nº 1/2020

O Secretário Municipal de Cultura e Turismo do Município de Gália/SP, no uso de suas atribuições legais e em cumprimento ao artigo 4º, § 6º da lei Municipal 2.533/2020, N O T I F I C A aos proprietários dos imóveis objetos das Matrículas Imobiliárias 17.380 e 17.381, ambas do CRI de Garça, imóvel este denominado FAZENDA SÃO JOÃO DO TIBIRIÇÁ, que constam como proprietários as pessoas de ESTHER ENGELBERG, portadora do RG de nº 1.813.933-SSP-SP e do CPF de nº 046.749.168-28, advogada, casada no regime da comunhão de bens antes da vigência da lei 6.515/77 com JOSEF ENGELBERG, portador do RG de nº 1.154.438-SSP/SP e do CPF de nº 006.072.748-91, arquiteto, ambos brasileiros e residentes e domiciliados em São Paulo Capital; CLÓVIS BEZNOS, portador do RG de nº 2.332.535-SSP/SP e do CPF de nº 002.467.788-49, casado no regime da comunhão parcial de bens na vigência da Lei 6.515/77 com VERA LUCIA BEZNOS, portadora do RG de nº 2.993.046-SSP/SP e do CPF de nº 023.488.108-91, amos brasileiros, advogados e residentes e domiciliados em São Paulo/SP; e, NELSON BEZNOS, portador do RG de nº 2.006.375-SSP/SP e do CPF de nº 107.121.608-25, brasileiro, separado judicialmente, economista e com domicílio na cidade de São Paulo/SP, para que tomem conhecimento de que o Município de Gália/SP, levará a TOMBAMENTO O PRÉDIO E ADJACÊNCIAS da IGREJA existente na propriedade denominada Fazenda São João do Tibiriçá, localizada dentro do limite e jurisdição do Município de Gália, onde está edificada uma Igreja conhecida como “Igreja dos Ingleses” e que se encontra em mal estado de conservação, porém, pela sua história e beleza, despertou na população a vontade de preservar referida construção, cujo Processo de Tombamento nº 01/2020 e documentos que o integram, está localizado junto a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo localizada no Paço Municipal, está disponível para consulta, para que possa ser impugnado, formalmente, no prazo de 15 dias, que, decorrido, sem manifestação, será tido como aceito pelos proprietários. A ausência de manifestação não representará obstrução ao pleno andamento desse procedimento de tombamento.

Gália, 26 de agosto de 2020.

EDENILSON JOSÉ NOGUEIRA

Secretário Municipal de Cultura e Turismo

Fontes:

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/tombamento-provisorio-n-1/2020-275674380

https://radioclubedegarca.com.br/noticia/312575/igreja-cia-inglesa-de-galia-foi-tombada

https://www.facebook.com/radioclubewebgarca/videos/945161579605910/

Piramba MTB no Roots Bike Park

A Localização

No primeiro dia de pedal da Expedição à Campos do Jordão do Piramba MTB em maio/2021 resolvemos conhecer o Roots Bike Park que fica localizado próximo a 1700 m de altitude e fica a 800 metros do Portal da cidade e a 50 metros do Centro de Lazer Tarundu e ao lado do Hotel São Cristóvão. No dia anterior havia chovido bem, no caminho havia uma ou outra poça d´água e um pouco de barro ainda restava na pista, logo, a atenção tinha que ser maior ainda nas partes mais técnicas.

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Um Anjo Salvador

Porém, a minha bike e a de um outro amigo quebraram logo no começo. Que azar!!! O problema da minha bike foi o frehub ou roda-livre que é um tipo de cubo de bicicleta que incorpora um mecanismo de catraca, e para ajudar o meu pedal soltou e caiu no chão, frustrante, logo no primeiro dia, e ainda por cima iria ficar sem bike para pedalar os próximos dias. Por outro lado, o meu amigo quebrou a gancheira, mas no caso dele, o mais que gente boa Anderson Castro emprestou uma bike que tinha no Roots Bike Park destinada para aluguel.

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Já o meu caso estava mais complicado de resolver, mas como existe uma oficina para pequenos reparados, o Anderson tentou arrumar o meu frehub, mas ele estava em estado deplorável e conserto não dava certo, mas ele não desistiu, pegou umas peças usadas que tinha e arrumou o freehub com sucesso, também me arrumou um novo pedal e instalou na hora. Agora sim, a bike estava pronta para percorrer as tilhas iradas do bike park. E ainda por cima, o incrível Anderson Castro não cobrou nada pelo serviço e nem pelas peças do freehub, acabei pagando um valor módico pelo pedal e o agradeci muito. Ele salvou não só o o meu pedal naquele dia, mas também para os próximos dois dias de mountain bike. Ele merece todos os agradecimentos.

Dificuldades das Trilhas

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As trilhas no Roots são divididas por cores, Amarelo, Verde, Laranja, Azul, Vermelho e Preto, em ordem crescente de dificuldade. Embora tenha algumas trilhas com nível de dificuldade baixo, em geral, o Roots Bike Park possui trilhas bem técnicas e obstáculos similares ao que se encontra na natureza bruta das trilhas de MTB, também tem um circuito de XCO bem legal. A pista muitas vezes exige bastante técnica do ciclista, são necessárias mudanças rápidas de marchas, frenagens precisas, são muitas as curvas fechadas ou inclinadas, degraus, trechos de trilha bem estreitos e trechos de terreno com muitas raízes que exige atenção. Também é necessário muita força na perna, tem subidas pesadas, muitas vezes é necessário frear tudo para em seguida subir.

São muitos os desafios, obstáculos e estruturas de madeira para exercitar variadas técnicas, até mesmo para treinar jumps e equilíbrio. A pista possui algumas pontes de madeira, e uma em especial é muito legal e simula uma WallRide, mas em um ângulo menor que 90º. Talvez, o maior desafio e a cereja do bolo seja os Rock Gardens, que em tradução literal seria Jardim de Pedras. Tem um com pedras bem grandes e um desafio e tanto para passar ileso. É claro que um tombo ali seria normal, e é óbvio que isso aconteceu com um pirambeiro nosso, mas nada demais, todo desafio tem lá seus riscos, não é?

O Visual

O visual é o bike park é muito bonito, com vegetação típica daquela região, muitas araucárias, a trilha também passa por uma bela lagoa com patos, e encontrei lá muitos pássaros e também um cogumelo muito conhecido mundialmente, mas raro no Brasil. Ele é comum nas regiões frias do hemisfério norte, mas tem ocorrência natural no outono, em regiões montanhosas da Serra da Bocaina e da Mantiqueira, entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como em algumas localidades dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul de clima frio.

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A Amanita Muscaria, é aquele cogumelo de de desenho animado de chapéu vermelho e bolinhas brancas, e que aparece em clássicos como Alice no País das Maravilhas ou o filme Fantasia (Disney) e no game do Super Mário Bross. Porém, muito cuidado, sua ingestão pode desencadear distúrbios digestivos, taquicardia ou alucinações.

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Zoom Bike Park X Roots Bike Park

É natural a comparação entre os dois Bike Park de Campos do Jordão, já que o Piramba MTB em outra ocasião também conheceu o Zoom Bike Park. Para começar percebi uma diferença de propósito da cada bike park, e também de preço, o valor no Roots é mais barato e o seu estilo é raiz mesmo. Porém, é preciso reconhecer que O Zoom este tem uma maior estrutura , o terreno do Park é maior e as trilhas são mais bem organizadas e separadas umas das outras. O Roots Bike Park faz jus ao nome, as trilhas são mais truncada e bem técnicas, já no Zoom as trilhas são mais limpas, abertas e fluem mais.

Porém, no quesito atendimento e oficina de reparos, o Roots Bike Park se diferenciou pela qualidade e acolhimento. Fomos muito bem atendidos pelo Anderson Castro, diferente da experiência que tivemos no Zoom Bike Park. E ainda por cima, no entorno do Roots Bike Park existe uma pequena capela e também uma pequena Igreja que em tive o privilégio de primeira vez ter a sensação de tocar o sino do templo. A experiência como um todo muito legal.

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Sobre o Anderson e Drika do Roots Bike Park

E também é muito bacana a história dele no mountain bike. Ele foi campeão Brasileiro em 1996, e já esteve no pódio em muitas das mais duras provas de mountain bike, como Iron Biker, Canastra Ride, Mundial na Austrália, Panamericano na Argentina, as famosas provas de 24 horas, tendo sido um dos brasileiros classificados para o Mundial dessa modalidade. O Roots também conta com a Drika, “Mountain biker desde 1996, correu perto de 40 provas de aventura, algumas provas de mountain bike, e atravessou a América do Sul em 2008, num total de 24 dias, sendo 21 dias pedaladas! Trilheira rústica!”

Ao final, o Anderson ainda compartilhou todo o seu conhecimento histórico e nos serviu como um excelente de guia para uma viagem ao passado de Campos do Jordão com curiosidades fascinantes, que com certeza vale a um postagem em separado sobre o assunto.

By Rudi Arena

O ROOTS BIKE PARK é a mais nova opção para os Mountain Bikers se divertirem em Campos do Jordão-SP. Em meio a muito verde e com um visual lindo demais, a quase 1800m de altitude, há varias trilhas de diferentes níveis, e também um circuito XCO (7,0km) incrível, com acumulado de 230m. Temos trilhas para vários níveis de aventureiros, do iniciante ao profissional. O biker tem a opção de repetir o trecho que mais gosta quantas vezes quiser, fazendo trilhas e voltas diferentes cada vez.

Adrenalina, diversão e superação de limites na certa!

Novidade Vertical à Vista! Aguardem!

A Dois Passos do Paraíso!

Um cenário paradisíaco nunca está tão distante de você que não vale a pena trilhar. Essa frase, que eu inventei agora, é quase sempre verdadeira, ainda mais se tratando da região de Garça-SP, o recanto dos PIRAMBEIROS.

A cerca de 3km da cidade, uma sequência de três quedas d’água formam as lindas cachoeiras da união. Ao mesmo tempo em que a primeira das quedas é de fácil acesso, para alcançar a terceira não espere estradas ou mesmo trilhas formadas. O caminho quem faz somos nós. Selo PIRAMBA! A segunda é a maior, mais bonita e reservada das cachoeiras e está escondida através de uma complicada escalada a partir da terceira queda.

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E estamos mesmo a dois passos do paraíso? Diria que sim, mas não estamos falando de uma música, e esses passos não são literais. A figura do primeiro passo é unir grande quantidade de coragem com bastante curiosidade. O segundo passo, e esse sim o mais importante, é ter um enorme espírito PIRAMBEIRO.

Foi então que no segundo domingo deste mês, resolvemos dar os dois passos adiante e visitar, em uma única manhã, as três cachoeiras. Após percorrer o cruel e desgastante caminho, a recompensa foi a mesma de sempre. Novamente as imagens falam mais do que eu conseguiria descrever e muito menos do que pudemos ver (e sentir). Sensação de paz e os pequenos problemas do dia a dia desaparecem. Esse é espetáculo de estar vivenciando a natureza com o seu poder de fortalecer a alma de quem mais se aproxima.

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É uma trégua para a apreensão e uma arma contra o desânimo dessa nova rotina que não acaba nunca. E quem não precisa disso em meio a esse período tão complicado? Então fica a dica: Existe um espírito PIRAMBEIRO dentro de todos nós, engrandeça o seu!

Fausto Fujikawa

Coletânea das Cachoeiras de Garça

O vídeo é uma seleção de fotos de mais de 40 cachoeiras localizadas em Garça-SP e em seu entorno. Muitas são cachoeiras desconhecidas da própria população do município. Essa foi uma forma de demonstrar em poucos minutos a extensão e encanto das belezas naturais que existem na região e que o Piramba teve o prazer de registrar ao longo de sua história.

Mapa das Cachoeiras de Garça-SP

Aqui você pode conhecer cada cachoeira de garça através dessa ferramenta super interessante desenvolvida pelo Piramba MTB que é um mapa com o cadastro todas as cachoeiras que já registramos em Garça-SP.

Tutorial do Mapa das Cachoeiras de Garça:

  • Clique duas vezes para abrir o Mapa das Cachoeiras, cada ícone do Piramba corresponde a uma cachoeira.
  • Dê um zoom e escolha um ícone que logo aparecerá o nome da cachoeira.
  • Se quiser saber mais, clique que vai aparecer a foto da cachoeira e o link para obter mais informações sobre ela.

Obs: essa é uma ferramenta em construção, algumas cachoeiras estão pendentes de inclusão no mapa.

Para conhecer um saber um pouco mais sobre as belezas naturais de Garça visite nossas páginas e siga nossas redes sociais:

1Cachoeira das Araras
2Cachoeira do Arco
3Cachoeira do Banespinha
4Cachoeirinha da Bomba
5Cachoeirinha do Borrachudo
6Cachoeira do Carcará
7Cachoeira dos Macacos (Cipó)
8Cachoeira da Constroli
9Cachoeira Copaíba
10Cachoeira da Deusa
11Cachoeira do Entorno da Geladeira
121ª Cachoeira da Enseada
132ª Cachoeira da Enseada
14Cachoeira da Hípica / Aranhas
15Cachoeira da Igurê
16Cachoeira do Tubo
17Cachoeira Encontro Tubo
18Cachoeira do Cantu
191ª Cachoeira da Cascata (Cascatinha)
202ª Cachoeira da Cascata (Cascatona)
21Cachoeira dos Escravos
22Cachoeiras da Geladeira
232ª Cachoeira da Geladeira
24Cachoeira do Marangão
25Cachoeira da Mata
26Cachoeira do Paredão
272ª Cachoeira do Paredão
28Cachoeira da Pedra
29Cachoeira do Pneu
30Cachoeira Pico da Queda
31Cachoeira do Quebra-Tudo
32CACHOEIRA SANTA CECILIA
33Cachoeira São Matheus 1ª Queda
34Cachoeira São Matheus 2ª Queda
35Cachoeira das 2 Quedas
36Cachoeira do Tassio Natureza
371ª Cachoeira da União
382ª Cachoeira da União
39Cachoeira do Urubu
40Cachoeira Vigilancia
411ª Cachoeira Vigilancia
422ª Cachoeira Vigilância
433ª Cachoeira Vigilância
44Cachoeira dos Bandeirantes
451ª Cachoeira da 09 de julho 9 (Roça Grande)
462ª Cachoeira da 09 de julho 9 (Roça Grande)
473ª Cachoeira da 09 de julho 9
48Cachoeiras de São Pedro
492ª Cachoeira da Mata
503ª Cachoeira da União
512ª Cachoeira Copaíba
522ª Cachoeira do Entorno Santa Marcela
53Cachoeira Santa Marcela
542ª Cachoeira Santa Marcela
551ª Cachoeira do Entorno Santa Marcela
56Cachoeira da Faz. da Gávea
57Cachoeira Rosa 2ª Queda
58Cachoeira Estrela 2ª Queda
59Cachoeira Rosa 1ª Queda
142Cachoeira de Oriente
143Cachoeira da Fazenda Floresta
144Cachoeira de Águas de Santa Bárbara
246Casca Dantas
247Fundão
248Maria Augusta
351Cachoeira da Real (Cunha-Parati)

Piramba Explorer: Cachoeiras Inéditas em Vera Cruz (Vale do Araquá)

Piramba Explorer: Descobertas e Sofrência

O Piramba MTB já percorreu dezenas de cachoeiras em Garça e região, tanto as principais e mais famosas como também muitas inexploradas e desconhecidas, ainda assim, sabemos que provavelmente existem outras dezenas a serem registradas pela lente intrépida e inquieta do Piramba MTB.

Logo, de vez em quando é dia de Piramba Explorer, ou seja, é dia de sair rumo ao desconhecido, explorar novos caminhos e horizontes, ir onde desconfiamos que possa existir outras cachoeiras inéditas e ter aquele gostinho de ser surpreendido por uma bela cena da natureza, uma cachoeira ou um pico inédito. Por outro lado, nesse tipo de pedal aventura a sofrência e a frustração também são partes do enredo.

É comum traçar planos e metas para chegar em tal ponto, descer o vale, subir um morro, atravessar um alagado de taboal, mas muitas vezes o obstáculo se mostra intransponível, como um paredão ou abismo a frente. Muitas vezes seguimos com um objetivo, mas somos obrigados pela força da natureza bruta a recuar, voltar, nos localizarmos no mapa por satélite e rever a rota. Carregar a bike morro acima sempre acontece nessas ocasiões, percorrer cursos d´água para ver se chega em uma cachoeiras, escalar um pouco galhos e pedras, pula cerca, pula brejo, é um pouco de tudo, e também é preciso levar muito mato no peito, pedalar em terrenos inóspitos, onde não há nenhuma trilha ou caminho, é totalmente “off road”.

O Belíssimo Vale do Araquá

Se em alguma ocasiões a expectativa não vira realidade, em outras vezes rende muitas descobertas e várias cenas lindas da natureza exuberante de nossa região. Dia 28/03 e 02/04/2021 foram dias de Piramba Explorer, mais precisamente fomos explorar a região atrás do Posto Vera Cruz que fica a beira da rodovia SP-294 e nas proximidades do bairro rural Araquá. Aliás ao fundo dele, tem um belíssimo vale e felizmente encontramos algumas cachoeiras.

Embora o intuito inicial era descer o vale e chegar até o fundo dele para então procurar acessar as cachoeiras por baixo, isso não foi possível. Contornamos boa parte do acidente geográfico, mas não conseguimos achar um ponto que não fosse abismo para assim poder descer. Porém, como somos persistentes, voltamos lá outro dia com mesmo objetivo, mas novamente a natureza nos deu um baile e vimos que o buraco é mais em baixo, literalmente, é muito mais em baixo, o vale é uma espécie de Canion, de longe parece até que é possível descer até o seu fundo, só que de perto vemos que somos apenas formiguinhas em meio a sua imensidão vertical.

Saldo do Explorer: 5 Cachoeiras Inéditas

Entretanto, nada é em vão, nesse retorno, outra cachoeira por cima nós encontramos, trata-se de um pico muito alto e com uma bela visão, pena que é pouco o volume do córrego. A vontade de tomar um banho em baixo dela é gigante, assim como os obstáculos para chegar até lá. De qualquer forma, são válidos os registros e as descobertas, são mais cinco cachoeiras a serem acrescentadas no Mapa das Cachoeiras da região de Garça-SP. E quem sabe em um auspicioso dia conseguiremos iremos chegar em baixo das três grandes quedas que identificamos mas que apenas acessamos elas por cima. É um desafio e tanto.

Ao final, o saldo desses dois dias de Piramba Explorer foi altamente positivo, além de três grandes cachoeiras inéditas, também encontramos outras duas cachoeiras pequenas e boas para banho, estas sim conseguimos chegar por baixo delas. Isso tudo é mais uma demonstração da vastidão de cachoeiras que existem em nossa região, a maioria inexploradas e desconhecidas. O trabalho de procurar por novas cachoeiras é árduo e cada vez mais difícil na medida que estas são geralmente desconhecidas, além de ficarem em lugares remotos e de difícil acesso.

Rudi Arena

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E Lá Fomos Nós Para Mais Uma Aventura

Strava-Cachoeira de Ubirajara

Segunda-feira começara, primeiro dia do mês de fevereiro deste ano. Logo pela manhã a vontade de pedalar se acumulava mesmo depois de um final de semana insano, de muita pirambeira, as pernas já pediam descanso, mas a cabeça não descansava um só momento, e a memória das trilhas de sábado e domingo, alimentavam ainda mais vontade de um role diferente para aquela semana.

Já há algum tempo, vinha pensando em fazer uma trilha diferente, entre um afazer e outro, diversos trajetos passavam por minha cabeça mas nenhum deles completava a vontade incontrolável que estava de pedalar para algum lugar diferente por aqueles dias. Pois é, não é que depois descobri que não era somente eu que estava buscando pedalar para novos destinos, mas também o Pirambeiro Henrique Volponi, que no decorrer daquela segunda despretensiosa, entre uma proza e outra no Whatsapp acabara me indagando se eu não toparia pedalar com ele no dia seguinte. Era o convite que eu precisava.

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Prontamente aceito o convite, acabamos recorremos na mesma dúvida, qual seria nosso destino. Não demorou muito para que esse role logo fosse promovido, ambos bastantes entusiasmados por uma aventura, de um pedal comum de aprox. 50km, logo já falávamos em fazer um longão, e a partir daí, a coisa começava a mudar de figura e esse longão começava a criar forma.

Já que iriamos fazer um pedal maior, um longão, sair bem cedo é uma estratégia usada por muitos ciclistas, com isso evita-se desidratações precoces e o castigo que sofremos quando ficamos expostos ao Sol, além de podermos contemplar o Sol nascer, que diga-se de passagem, é lindo. Cinco e meia da manha na padoca foi o horário e o local combinado, selado o compromisso de ir, o destino naquele momento deixara de ser o mais importante e apenas pedalar e se divertir já protagonizavam o sentimento de ambos.

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Seguido de um dia normal a noite veio, o trajeto ainda era incerto, a única certeza era que ia rolar um pedal irado. Durante a noite, pensando ainda em qual trajeto poderíamos seguir, o destino de Ubirajara por Lucianópolis figurou entre os que passaram por minha cabeça, confesso ate que com certo apreço belas belezas visuais que o vales do caminho proporcionam, mas logo dormi e nada estava certo ainda.

Quatro e meia e o celular desperta, alguns minutos de preguiça e logo já estou em pé, trocado e equipado para nos encontrarmos no local marcado, a fraterna padaria Santa Antônio, que diariamente doa café e pão acolhendo e dignificando um pouco os morados de rua de nossa cidade.

Durante o café, percebi que estávamos sintonizados quanto ao trajeto a ser percorrido, entre um gole no café e uma mordida no pão, certa a pergunta veio;

-vamos para onde? Pergunta Henrique.

-pensei em Ubirajara, respondo eu.

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Nesse momento não tive dúvidas, o Henrique estava disposto a fazer o percurso que pensará durante a noite e enquanto me preparava para sair de casa, partir para Ubirajara já era certo. Não muito antiga, a cidade hoje tem aproximadamente 71 anos, Ubirajara é uma pequena e aconchegante cidade que ao longo dos tempos, além de abrigar em uma humilde moega, o conhecidíssimo Sr Alcindo Petenucci, tradicional e famoso fabricante de botas e botinas artesanais, hoje também se consolida como uma importante região citricultora. Muito ocupada pelos pomares de laranja que ao longo do tempo migraram de regiões em regiões buscando terras novas, com menores pressões de doenças, Ubirajara hoje se destaca também pelo cultivo de mandioca e amendoim além do tradicional café ainda muito cultivado.

Café da manhã tomado chega a hora de partimos e esse dia de pedal, já mostrava que seria fantástico, pois o dia que se começara a nascer ja se mostrava lindo com os primeiros raios de sol que iluminavam o horizonte.

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Seguimos sentido venda seca, e ali teríamos que tomar uma a primeira decisão do dia. Iriamos para Ubirajara por Lucianópolis ou pelo Bar Azul (uma conhecida venda localizada no início de uma estrada municipal, que dá acesso por terra para Ubirajara). Próximo de chegarmos na bifurcação, decidimos ir por Lucianópolis, afinal a estrada é muito linda, percorre todo o espigão do vale que além de deixar o caminho um pouco mais longo, enche nossos olhos com belezas imensuráveis, detalhe que nos agradaria muito naquele dia que havíamos tirado para pedalar.

Entramos fazendo o trajeto da Cia Inglesa no sentido horário e logo após uns 9 km saímos pelo acesso que liga aquela estrada municipal a Fernão, Lucianópolis e também a Ubirajara, seguimos reto e mais alguns quilômetros já avistamos a aconchegante Lucianópolis. Chegamos e já partimos para a padaria, afinal como diz nosso querido amigo @broubrutodrews , o cavalo come, o cavalo anda, afinal , se alimentar e se hidratar fazem parte de todo pedal porque #nqsf . (ninguém quer ser feio mais não, todo mundo esta treinando, bora treinar também ). Já reabastecidos seguimos para Ubirajara. O acesso seria por asfalto, piso que não agrada Pirambeiro algum que se prese. Então decidimos pegar um acesso por terra e passar pela ponte do rio vermelho, um lugar que não fazemos questão de não passar, água corrente e uma bela mata ciliar fazem parte do cenário que encontraríamos nesse local.

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Entre um girar e outro do pé de vela, o caminho ia seguindo, para qualquer lado o horizonte nos mostrava incríveis paisagens naturais, vales imensos, grandes plantações florestais além das tradicionais propriedades rurais que compõem a beleza desse trajeto e a belíssima e capela a beira da estrada, sempre abençoa e protege os que ali passam. Muita proza, sempre boa por sinal tocamos no assunto da cachoeira de Ubirajara, uma visita que já arquitetávamos a tempos e que começava agora a ser um forte possibilidade de incluí-la no trajeto visto a proximidade com que passaríamos dela em nosso retorno.

Chegando em Ubirajara, mais uma parada para nos alimentarmos e nos hidratarmos para em seguida nos prepararmos para iniciar a voltar para nosso ponto de partida, Garça-SP. A parada escolhida, foi o posto de gasolina que nos abrigou no último Pedal Corujão dos PirambaMTB, um pedal que marcou na história do grupo em um dia que fomos testados ao limite pela mãe natureza. Respeitá-la foi nosso maior ensinamento nesse dia, fortes chuvas, raios e trovoes nos obrigaram a interromper o pedal e esse posto naquele dia, foi nosso abrigo ate o resgate chegar pelo amanhecer.

Prontos para a volta, partimos retornando, a estrada muito boa nos beneficiava, pois o sol nesse momento já judiava um pouco de nossos corpos, e passar pela Cachoeira de Ubirajara já começava a ser uma boa opção para o momento. Chegando ao primeiro entroncamento, ponto crucial para decidirmos se iriamos ou não a cachoeira, o clima deu o veredicto, e nós nem pestanejamos, saímos à esquerda, diretamente sentido Alvinlândia rumo a cachoeira que há tempos não visitávamos.

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O trajeto a partir dali seria quase todo de subida, e as placas sinalizavam o caminho da cachoeira que possui um acesso muito fácil, estando localizada a 80 metros da estrada municipal. Chegando no próximo entroncamento, saímos a esquerda novamente, indicados por uma placa que ali não deixava que errássemos o caminho. Descemos por uma estrada de paralelepípedo e mais uns metros após seu final, já chegaríamos ao ponto de acesso para a cachoeira.

Muito ansiosos em rever mais essa cachoeira, logo já estávamos chegando nela, o acesso permite que cheguemos andando em nossas bicicletas ate aproximadamente 4 metros de sua queda, e isso fez com que ficássemos mais tranquilos, em estar próximos de nossas bikes, permitindo que aproveitássemos aquele momento com muito mais tranquilidade. Normalmente algumas cachoeiras possuem um acesso mais difícil, nos obrigando a deixar nossas bikes acorrentadas em árvores pela mata, o que nos deixa sempre um tanto quanto preocupados, mas que nesse dia não seria o caso.

Uma queda linda e um poço profundo fazem dessa cachoeira um lugar de muita visitação por parte dos moradores daquela região, nota-se algumas instalações de alvenaria, antigas por sinal, mas que mostravam que um dia, esse local abrigou algum projeto agrícola de irrigação ou energético visto o formato das ruínas que ali ainda se mantinham em partes de pé. A manutenção do lugar é feita pela prefeitura de Ubirajara e pelo que nos foi informado é a responsável legal por esse local.

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Após nos refrescarmos por algumas horas, não poderíamos evitar o momento de partida, felizmente estávamos de energia renovadas, prontos para os aproximadamente 50km que nos faltavam para o retorno aos nossos lares, mas com nossas almas regadas e inundadas por uma sensação incrível de bem estar. O contato com a natureza sempre nos alimentou e esse, é um vicio que nos dos Piramba MTB não queremos perder nunca. Desbravar novos destinos, novos trajetos e novas quedas de água, fazem parte de nosso DNA e o arrepiar da pele a cada momento que nos deparamos com impactantes cenários de beleza natural, rega nosso espírito aventureiro, alimentando nosso sentimento insano de desbravadores naturais. O retorno foi tranquilo e abençoado não só pela proteção no caminho mas também pelo dia maravilhoso que tivemos.

João Daniel

Cachoeira do Poção – PirambaCop

Imagens captadas por Vicente Conessa com o PirambaCop

É a nova queridinha do PIRAMBA?
Dentre as inúmeras cachoeiras que rodeiam a abençoada região de Garça, parece que temos uma nova queridinha. Será mesmo?


Pois bem, se o objetivo é se refrescar em uma queda d’água, a cachoeira do poção é uma opção perfeita. Não a toa foi o destino mais escolhido nos últimos meses quando a ideia era um banho de cachoeira com os amigos. Localizada bem próxima ao distrito de Jafa, a cachoeira do Poção chama atenção pela sua beleza, altura e é claro, pelo enorme poço de água que se forma aos pé da queda.

O último domingo estava tão quente que a ideia de fazer um longo pedal começou a perder o sentido. Logo no início da tarde, recebo uma mensagem com o convite certo:

“Vamos na cachoeira do poção levar o pirambacop (nosso querido drone) para fazer algumas imagens?”
Precisei de meio segundo, ou menos, para tomar a decisão: Bora!


Fomos em 3, sem muita vontade e coragem de pedalar sob o sol escaldante, mas com o pensamento no banho de cachoeira refrescante, a nossa recompensa. E acredite, quando eu digo recompensa, é assim mesmo que devemos encarar, pois o caminho de acesso é árduo e a pirambeira é grande.

Desce montanha, sobe montanha, empurra a bike, carrega ela nas costas, encara o mato alto, escorrega em barrancos e ainda percorre um longo caminho pelo curso d’água.
E aí, tudo isso vale mesmo a pena?
Bom, é só conferir as imagens e tirar a sua própria conclusão.

As imagens feitas pelo pirambacop falam mais que mil palavras. Uma cachoeira realmente imponente e reservada. Poucos a conhecem, muitos nem se atreverão nessa aventura.

Mas e quanto a pergunta? Temos uma nova queridinha?
Eu diria que temos mais uma queridinha!
Pra que escolher uma dentre tantas? Essa é a vantagem de ser um pirambeiro em meio a tanta beleza natural.
Só nos resta agradecer pela oportunidade de poder curtir cada uma delas, a sua própria maneira.

Fausto Fujikawa

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Solidariedade, Uma Missão do Piramba MTB!

Foto Cafe Piramba

Mais que uma missão, solidariedade é algo que faz parte dos Piramba MTB. Seja no simples gesto de segurar uma bicicleta ou mesmo no ato de gentilmente atravessá-la em uma das inúmeras cercas que acabamos encontrando em nossas pedaladas ou ainda em ações específicas, nós dos Piramba MTB sempre nos preocupamos com este fator que representa não só uma de nossas missões, como faz parte da construção de nossos valores.

Quando acordamos e tomamos nosso café, a cada gole, o sabor de uma história de luta, de pessoas que um dia escravizadas fizeram com que esse produto ganhasse o mundo, porém não podemos esquecer, que muitas ainda vivem sem ele, sem ao menos saber o que irão beber ou comer. Com isso, de imediato já somos estimulados a pensar em solidariedade, quais serão nossos próximos passos, como iremos agir, quando agiremos e por quem agiremos. Pois é, mal sabíamos que acordávamos todas as manhãs com quem se tornaria o protagonista de mais uma ação solidária do Piramba MTB.

O tesouro de kaldi ou kahalid que em outrora norteou os rumos do desenvolvimento de nossa região, hoje nosso conterrâneo já não figura mais como o principal protagonista da economia local, mas mostrou-se ser a escolha certa para rumarmos com mais essa ação do bem. Presente em nossas manhãs, nosso querido cafezinho nos brinda à vida diariamente, nos trás disposição, renovando e alimentando nossas energias, para enfrentarmos as dificuldades que encontraremos em nosso dia a dia. Seja no trabalho, seja em nossas casas, em uma reunião de negócios ou em um encontro entre amigos e amigas, sempre nosso cafezinho está presente. E por sempre participar de momentos especiais, selando grandes laços e grandes alianças, o escolhemos para protagonizar uma ação que já arquitetávamos há tempos.

Em nossas reuniões e até mesmo em nossas pedaladas, há tempos estudávamos qual seria a melhor escolha para lançarmos um produto que pudesse ser 100% beneficente, que viesse apadrinhando uma instituição, que fosse um produto abrangente, que fosse feito em nossa região, e que principalmente estivesse presente no dia a dia das pessoas, alimentando a generosidade e contribuindo de forma justa, por uma causa de importância social, então não tivemos dúvida, escolhemos o CAFÉ.

Coado ou expresso, moído ou em grãos, acompanha boa parte da população todos os dias, esquenta frias manhãs, nos acompanha em nossas lutas diárias, sem dúvida alguma, nosso cafezinho foi à escolha ideal para alicerçar esse projeto.

Tirar o projeto do papel seria um desafio, precisaríamos juntar pessoas de muita energia, de muita disposição, mas principalmente precisaríamos de pessoas solidárias, que entendessem o propósito desta ação, e que dividissem conosco os afazeres do início dessa missão solidária.

Foto Cafe Piramba QRCOD

E lá fomos nós para o papel, como faremos para lançar um café? Será expresso? Moído? Logo de inicio, tantas perguntas e dúvidas, que precisaríamos de conselhos experientes, de quem já estivesse há anos nesse mercado, mas principalmente, quem soubesse produzir um café de alta qualidade, a única coisa que já tínhamos certeza é que queríamos oferecer um bom produto, por um preço justo e que fosse beneficente, criando um círculo do bem, uma aliança, sem começo e sem fim.

De cara já pensamos no Café Familia Bosquê, hoje já em sua terceira geração, estão presentes nas melhores mesas do Brasil, são reconhecidos por possuírem práticas sustentáveis de produção e contribuir para a redução na emissão de gases do efeito estufa através do plantio de árvores nativas junto da Ecooar, sua qualidade e sabor se destacam entre os melhores profissionais da área, muita experiência embarcada, o que nos deixaria muito seguros se nos acompanhassem nesse projeto.

Mas ainda sem esperar o que este projeto traria ainda de inusitado para essa história, contatei o Sr Elias Bosquê, marcamos um encontro em uma importante corretora de Café aqui de nossa cidade Garça-SP, a Café do Brasil, de propriedade dos Srs Jorge Luiz e Renato Barba que posteriormente, sem que imaginássemos, se tornariam coautores desse projeto. Durante nossa reunião, colocamos quais eram nossas ideias, os objetivo do projeto, que queríamos lançar um café, com a marca Piramba MTB, que fosse um produto 100% beneficente, mas que tivesse qualidade, que trouxesse não só o prazer no ato de ajudar, mas que também o trouxesse satisfação e prazer ao ser consumido ou comprado . Atencioso durante nossa conversa, não se desprendeu um momento sequer enquanto expúnhamos nossas ideias e ao final, olhando em meus olhos, suas primeiras palavras foram, estamos com vocês nesse projeto. Isso nos trouxe muito alívio, afinal saber que já não estávamos sozinhos nessa empreitada, de certa forma nos motivou bastante, e ao mesmo tempo, nos trouxe a certeza de que estávamos no caminho certo.

Logo após chancelar seu compromisso nesse projeto, o Sr Elias explanou sobre os detalhes técnicos que envolveriam esse projeto, embalagem, torra, moagem e embale, mas terminou suas explicações nos fazendo a seguinte pergunta;

-E o café para torrarmos, vocês já compraram?

Sem que ao menos pudéssemos rebater sua pergunta com uma outra que já viemos preparados para fazê-la, a de onde poderíamos conseguir um saco de café para iniciarmos o projeto, Jorge Luiz e Renato Barba que não puderam deixar de escutar a ideia do projeto, se anteciparam primeiramente nos parabenizando e em seguida eles se disponibilizaram para doar a matéria prima inicial.

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Agora com os pontos já ligados, bastava colocar em prática o projeto que começava a tomar forma e corpo. Com a questão da matéria prima já decidida, precisamos definir embalagem, como o torraríamos, sua moagem e empacotamento, processos esses que posteriormente ficaram sob a responsabilidade do Café Família Bosquê, porém, ainda tínhamos uma aresta a ser polida, como apresentaríamos nossa marca, o Piramba MTB na embalagem deste bondoso produto. Não tivemos dúvidas alguma quando essa dificuldade apareceu e imediatamente entramos em contato com a GID Soluções em Adesivos, parceira do Piramba MTB de longa data, a GID sempre apoiou nosso grupo, nossas ações, nunca medindo esforços para nos atender, fornece todo material de imagem que usamos, desde banners à colantes, e mais uma vez prontamente nos amparou, atendeu nossas solicitações, criou e confeccionou os adesivos que foram utilizados na comunicação visual desse produto.

Com grãos selecionados pelo Café do Brasil, torrados sob a supervisão do Café Família Bosquê, com a comunicação da GID nas embalagens, com certeza será um plantio em terras férteis de bondade e compaixão.

Podemos dizer que nesse momento a Casa Abrigo Solar de Garça – SP foi escolhida para ser a instituição assistida por esse lote, sem nem esperar ganharam nesse momento um trevo de quatro folhas, que é formado pelo Piramba MTB, Café Família Bosquê, Corretora Café do Brasil e a GID Soluções em Adesivos, um trevo que não trouxe somente sorte, mas trouxe também muita disposição, energia e comprometimento em apoiar uma instituição que abriga a renovação de esperança e fé que alimenta o mundo, as crianças e os adolescentes. Quando o propósito é justo, o bem conspira, une pessoas, vence dificuldades e traz alegria e a satisfação em se doar ao próximo.

João Daniel

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Situação da Casa Abrigo:

10 acolhidos (5 bebes de colo)

– Essa tiragem foi de 90 pacotes de 500grs 16/12/2020

-Local de Venda: BlackBikes Oficina Especializada, Av. Coronel Joaquim Piza nº 548, Garça, SP (ponto de venda oficial dos produtos do Piramba MTB).

– preço R$: 15,00

– Objetivo: compra de tanquinho de lavar roupas ( necessidade apontada pela gestora Cibele)

– compra de roupa de cama para a instituição.

Missão Cumprida: A Entrega da Doação do Tanquinho, 10 Jogos de lençol e 10 travesseiros para a Casa Abrigo de Garça

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É com muita satisfação que informamos que hoje (21/01/2021) o Piramba MTB cumpriu mais uma missão com sucesso, fomos até a Casa Abrigo SolLar de Garça entregar a doação de um tanquinho NewMAq, 10 jogos de lençol com três peças e 10 travesseiros, tudo destinados às crianças que estão sob os cuidados dessa importante instituição de nossa cidade.

Mas essa doação só foi possível porque muita gente se envolveu nesse projeto. A começar pelo nosso amigo e pirambeiro João Daniel que arquitetou todo o plano infalível, e que correu atrás e conseguiu o café com o belo gesto de generosidade da Corretora Café do Brasil. E, também é preciso fazer um agradecimento especial ao Café Família Bosquê que gentilmente ofereceu-se para fazer a torra do produto de graça e por fim, somos muito gratos à GID adesivos que mais uma vez nos forneceu os adesivos para as embalagens sem nos cobrar nada.

Por outro lado é preciso agradecer também todos os consumidores do Piramba Coffee que deram a sua parcela de contribuição, os amigos que compraram e que ajudaram a vendê-lo. Aí entra também a BlackBikes Oficina Especializada que sempre foi uma grande parceira do Piramba MTB, e que neste projeto também não foi diferente e nos ajudou a vender este produto de qualidade, típico de nossa terra e que ainda por cima faz bem, tanto para quem se beneficia das doações como para quem compra um delicioso café sabendo que está colaborando com uma causa nobre.

Embora toda doação que se faça de coração tenha mais mérito quanto mais discreto for, não podíamos deixar de registrar esse momento para que seja feita a devida prestação de contas de nossa parte e ter a credibilidade necessária para dar continuidade à projetos similares. Assim, provamos hoje que cumprimos o combinado, pois o café que ganhamos, nós conseguimos vendê-lo e todo o dinheiro obtido foi revertido em responsabilidade social na ponta linha.

O propósito do Piramba é procurar ajudar um pouquinho na área social quando possível, e assim dar a sua parcela de contribuição para fazer um mundo melhor e uma sociedade mais solidária. E o mais legal é que tudo isso parece ser um grande jogo de ganha e ganha, ninguém perde, todos os envolvidos tem algo a ganhar de uma forma ou outra.

Por tudo isso, foi muito gratificante ver todo o desenrolar do projeto até se transformar em algo concreto, em menos de dois meses uma boa ideia virou realidade e vimos que com podemos fazer muito mais coisas que nossa vã imaginação poderia pensar há pouco tempo atrás. Mais do nunca ficou evidente que a união faz a força, faz toda a diferença, juntos se chega mais longe, é clichê, mas é verdadeiro.

Rudi Arena

Km 10 e Cachoeira dos Macacos

Pedal de apenas 55 KM no total e 889 metro de ganho de elevação, mas isso não quer dizer exatamente nada. A ida é pela estrada da corredeira proporciona belas paisagens e uma descida de serra bruta, mas até aí normal. Voltar pelo conhecido KM 10 já em Álvaro de Carvalho já começa a testar um pouco dos limites físicos, técnicos e as vezes até emocional, porque dependendo do estado de espírito ou de cansaço do ciclista e da subida que ele vê pela frente, pode abalar psicologicamente qualquer um.

O fundo do vale parece um tsunami de areião, pode chamar de vale da areia, as magrelas sofrem patinando no terreno hostil, e o esforço do ciclista parece em vão, parece que se mata e não sai do lugar. Depois, a subida para voltar a civilização não é das tarefas mais fáceis, ainda mais no calor escaldante próximo do meio dia. É uma serra bruta demais, e logo que galgamos alguns degraus dela já era ora de encarar a trilha da Cachoeira dos Macacos.

O nome da cachoeira é porque da primeira vez em que fomos à ela um bando de macacos pregos nos receberam logo no início, depois em um outro dia também voltaram a dar o ar da graça pelo caminho. Uma pena que nesse dia eles não quiseram aparecer, mas que continuem a habitar este lugar que são deles por natureza com suas serelepes macaquices de costume, fazendo barulho e com uma agilidade entre árvores incrível.

Conciliar a serra bruta do KM 10 com a trilha a pé igualmente pesada para chegar até a Cachoeira dos Macacos cobrou um preço salgado, e literalmente, não faltou suor escorrendo a escorrer pelos lábios, mas nada que o Piramba MTB não tire de letra, isso não torna o pedal menos cansativo, e, ao mesmo tempo um banho de natureza bruta para todos nós.

Além das belas paisagens também tivemos a privilegio de topar pelo caminho com uma linda e peçonhenta cobra, um belo e robusto lagasto teiú também rápido cruzou nosso caminho, mas foi o show do mar de borboletas amarelas que deu cor e abençoou esse nosso pedal perfeito.

Infelizmente a estiagem ainda é forte, e mesmo com a entrada da primavera, o regime de chuvas ainda não se normalizou, por isso o volume d´água da do córrego da cachoeira estava bem abaixo do que o de costume. É uma pena ver o leito d´água desse jeito, mas ao menos o poço da cachoeira continua largo e fundo e veio bem a calhar naquela hora.

O lugar é fantástico com um grande poço, ótimo para aquele banho de cachoeira fenomenal, ainda mais que chegamos em um sol de rachar mamona, o corpo pedia um refresco e um momento de relaxamento, mas o pedágio que a volta que da Cachoeira dos Macacos cobrou foi um pouco puxado.

Tivemos que encarar quase que um paredão na volta, seguir pé é pesado, levando em consideração o pedal até ali. Aliás conciliar um pedal forte com um trekking pesado exige um esforço físico diferente do corpo, mas assim que é muito bom, chegar em casa cansado e com o sentimento de missão cumprida não tem coisa melhor.

Essa foi a primeira vez que o Piramba MTB vai na Cachoeira dos Macacos de Bike e pelo Km 10, sempre é possível inovar e mesclar trilhas de bikes com cachoeiras, essa é nossa pegada. e que assim seja.

Rudi Arena

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O Efêmero Show da Florada do Café em Garça

As flores em geral surgem logo após uma boa chuva e duram alguns poucos dias, mas ficam bonitas e vistosas mesmo por um único dia, depois vão perdendo o brilho, murcham e caem questão de dois dia depois, e passam a forrar o chão , parece até que caiu neve, a coisa mais linda de se ver. E andar de bike entre os cafezais floridos é uma sensação única e indescritível, ainda mais porque o melhor de tudo é poder pedalar e sentir o perfume maravilhoso que as flores do café exalam.

O cheiro em nada lembra o bebida feita de seus grão, muito pelo contrário, as flores do café tem um cheiro marcante que lembra algo cítrico, já vi amigo sentir o cheiro e achar que tinha um pé de limão nas proximidades. Pena que a florada dura tão pouco tempo, por isso, pedalar entre os cafezais floridos é tão raro que este espetáculo pode ser mal comprado ao show da aurora boreal que ocorre no céu do extremo norte da terra e que também tem essa característica de ser um evento fugaz, efêmero, tão passageiro que é preciso ficar muito atento, caso contrário, perde-se o espetáculo em um piscar de olhos.

A florada ocorre todos os anos e indica o nascimento da próxima safra. É ela a responsável pela reprodução da espécie e tem também a função de proteger o fruto até que ele esteja pronto para brotar. Desta forma, quanto maior a quantidade de flores, maior a probabilidade da reprodução acontecer e de mais cerejas de café crescerem no pé. 

Esse evento é muito aguardado pelos os agricultores, mas não são só eles que ficam ansiosos para este momento. A beleza da florada cobre a fazenda com um véu de flores brancas e perfumadas, deixando qualquer um encantado.

O florescimento do café pode ocorrer de uma ou no máximo duas vezes ao ano, geralmente entre setembro a novembro, dependendo muito dos fatores ambientais na qual a fazenda se situa. É muito difícil colocar uma data exata para o acontecimento, logo tem que ficar sempre de olho na plantação caso não queira perder essa cena inesquecível.

A flor do café tem em si tanto a parte masculina quanto a feminina. É normal ocorrer a autofecundação: o pólen, parte masculina da flor, alcança o ovário da própria flor em um movimento natural. Pena que o auge da florada dure tão pouco, o que faz esse evento ser bem raro e por isso ainda mais valorizado e procurado. Esse ano tivemos sorte e pudemos aproveitar um pedal sensacional no auge da bela e perfumada florada do café.

Meus sinceros agradecimentos aos pés de café, além da bebida indispensável que é parte do nosso dia a dia, a planta ainda propicia belas paisagens e uma fragrância divina que nos acompanhou por todo o pedal, e assim nos proporcionou um dia único e diferente dos demais. Agora é preciso esperar o ano que vem para novamente desfrutar desse espetáculo único da natureza.

Rudi Arena

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Piramba MTB contra o Câncer

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Outubro chegou trazendo a primavera, um período em que a natureza se renova, e inicia  novamente todo seu ciclo de sobrevivência, as folhas voltam a brotar e dessas folhas a esperança nasce novamente,  seguido dela virão novas flores e tão logo belos frutos, semeando, renovando e iniciando a gestação natural da vida. Não por coincidência outubro é o mês que renovamos a missão de todas as mulheres do mundo, de se prevenir e conscientizar outras mulheres da importância do combate ao câncer de mama, inundando esse mês com um rosa delicado, representando cuidado e prevenção.

Apesar de silencioso, é considerado o terceiro de maior incidência nos humanos, perdendo apenas para o de pulmão e colorretal, porém é o que mais acomete o sexo feminino. Segundo a www.femama.org.br em 2018, 2,1 milhões  de casos diagnosticados de câncer de mama representavam 11,6% de todos os casos de câncer do mundo e segundo a https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer que representa 29,7%  dos diagnósticos de câncer em mulheres, reiterando a importância de sua prevenção.

Mas a primavera segue trazendo novembro, e assim continuamos a renovar a missão e o compromisso com a vida, novembro chega em um mar azul, trazendo a cor de dois ambientes que desafiam o homem ate os dias de hoje, o céu e os oceanos. Desafio esse semelhante ao enfrentado pelo combate ao câncer de próstata, mais uma enfermidade silenciosa que acomete 29,2% dos diagnósticos de câncer em homens no Brasil. Um azul que desafia, mas que trás esperança, e quebra paradigmas renovando nosso compromisso maior com a vida.

Como a vida saudável e a sustentabilidade são dois importantes pilares do PirambaMTB, esses meses não poderiam passar longe de nossos olhos e nossas ações. Para renovar esse compromisso com a vida, marcamos esses meses com o lançamento de nossa Jersey PinkBlue. Uma camisa de ciclismo desenvolvida junto ao nosso importante parceiro, a www.lamaglia.com.br , que trás embutida além de toda qualidade e expertise dos produtos Lamaglia, mas traz também a esperança, representada pelas cores rosa e azul, que dividem a mesma camisa, e carregam a pesada e importante mensagem que nos dos PirambaMTB  gostaríamos de deixar, “Todo contra o Câncer” .

Para estreia-la escolhemos uma data que já aguardávamos há tempos, a chegada em nossa região do Nestor Freire, um ciclo-viajante criador do Projeto Giraventura (www.giraventura.com.br) que passou por nossa região em uma das etapas de seu projeto de 2020: a expedição Oiapoque ao Chuí. O 22 de outubro foi memorável, marcou não só o lançamento de nossa Jersey mas também o inicio de uma grande amizade. Um dia de muito humanismo, que trará sempre na memória o frescor das cachoeiras que nos banhamos, a boa conversa  e a lembrança das risadas de gratidão em um por do sol que de forma despretensiosa marcaria a viagem desse cicloviajante para sempre.

Assim seguimos, mais sustentáveis com apoio de nosso parceiro www.ecooar.com,  nos aventurando em nossas pirambas, desbravando as trilhas e as cachoeiras de nossa região, mas nunca esquecendo de nossas missões e deveres como cidadãos de uma sociedade civil .

  Joao Daniel

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A Surpreendente e Inexplorada Cachoeira do Poção em Jafa (Inédita)

Esta é mais uma cachoeira inédita e desconhecida de Garça-SP que foi desbravada pelo Piramba MTB e que temos a honra de divulgar para que as pessoas possam conhecer um pouco mais das vastas belezas naturais desse Município.

Embora já tivéssemos chegado a ela por cima, nunca tínhamos chegado á ela por baixo. E foi essa a nossa missão nesse dia, sem saber se teríamos êxito ou não, pois quando se segue rio acima sem conhecer o percurso, muitos obstáculos podem aparecer pelo caminho. Mas a sorte estava conosco, demorou um pouco, mas chegamos até cachoeira sem maiores dificuldades e foi então que tivemos a grata surpresa, a visão de cachoeira espetacular.

Ela está situada no distrito de Jafa, não muito longe da área urbana, mas o seu acesso não é dos mais fáceis. Ela fica encravada no fundo de um vale de encostas altas e íngremes. E, possui um exuberante e fundo poço que não dá pé, e que é ótimo para se banhar e até para nadar.

A água que parece bem limpa neste dia estava muito gelada, apesar da temperatura quente do começo da tarde, mas isso não impediu que gente tomar aquele banho de cachoeira de lavar o corpo e a alma.

Ela fica bem escondida, e quem passa por perto não imagina a joia que existe ali. Sua águas tem origem em uma nascente com origem quase que na área urbana do distrito de Jafa e este curso d`água pertence a bacia hidrográfica do Rio do Peixe.

E não é só a cachoeira que é encantadora, tanto o caminho para chegar até ela, como todo o seu entorno, são belíssimos. Mas isso não que dizer tudo são flores, andar no leito do rio, transpor as pedras no caminho, carregar a bike nas costas morro acima e depois completar o percurso de mais de 40 km de mountain bike foi um pouco cansativo.

Se fosse só o pedal ou só a cachoeira seria mais tranquilo, mas pedalar e fazer trekking é mais desgastante, principalmente porque este último somos obrigados a trabalhar músculos que não estamos acostumados quando apenas andamos de bike, e para ajudar, ainda tinha que pedalar mais 30 km de subidas brutas e também com muito areião, já que uma forte estiagem castiga atualmente a nossa região. Que venha o período chuvoso!

Rudi Arena

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