Estrada do Horto Florestal, Roseta e Subida da Minalba (Campos do Jordão-SP divisa com Minas Gerais)

A Cidade e suas Peculiaridades

Em Campos do Jordão, parece até não estamos no Estado de São Paulo, o clima é de um frio diferenciado, a mais gelada do estado indiscutivelmente. E chegamos ainda em um dia que tinha tido geada, a temperatura era muito baixa, típica do alto da Serra da Mantiqueira. Além do terreno montanhoso, o que mais chama a atenção de que realmente é um lugar diferente, o tipo de vegetação ali existente, são as muitas araucárias,  bem como diversos tipos de pinheiros. E também tem outras plantas e árvores que se adaptam melhor a um clima mais frio, e que não é comum de se ver no restante do Estado. Não é só, também a educação, a cultura, a arquitetura, os hábitos e os alimentos, não são muito típicos do estado paulista. Lá, o normal é o motorista parar na faixa de pedestre, as vestimentas das pessoas são próprias para um clima frio, nos restaurantes e em outros estabelecimentos comerciais é comum ver lareiras em seu interior para atrair visitantes.

Muitas casas possuem o telhado em forma de um V invertido que serviria para facilitar os cuidados com a neve, como se isso fosse um problema comum da região, mas não é. Embora se pode falar que é impossível nevar em Campos do Jordão, seu fenômeno é bastante improvável,  ainda assim, a arquitetura reproduz muito as características urbana européia.

Existem sim registros de uma forte e longa nevasca, no ano de 1928, e com acúmulo de neve de 20 cm que trouxe muitos transtornos a população local. Mas desde então, tal fenômeno da natureza passou a ser cada vez mais raro, a expansão da malha urbana, a derrubada de mata nativa, o aquecimento das temperaturas nos últimos tempos fez com que o clima mudasse muito. Antigamente, na Campos do Jordão de 1951 chegou a ter mais de 20 mil pés de maçã, só que atualmente o clima está muito quente para esta cultura. Este município é um caso típico e bem registrado das consequências do aumento da temperatura no globo terrestre.

Mesmo assim o clima diferente chama bastante atenção também na questão da alimentação, além de ser muito popular o consumo do pinhão, é figura carimbada na cidade o prato a base da Truta, um peixe primo do salmão conhecido por gostar de águas frias e que lá encontrou um bom ambiente para o desenvolvimento de sua criação. Assim como, a produção de frutas vermelhas, como framboesa, mirtilo, blueberry e morango também encontraram terreno propício para se estabelecer no local, e tem grande destaque na gastronomia do lugar. São muitos os quitutes a disposição com frutas vermelhas frescas e colhida ali mesmo, o que não é nada comum no restante do estado de São Paulo.  A impressão que dá é que estamos em um estado do sul do país ou então em um simulacro tupiniquim de um pedaço do velho mundo. É muito interessante este contraste com as demais cidades paulistas.

O Pedal 

O pedal mais pesado ficou para o primeiro dia em Campos do Jordão, a quilometragem não era o problema, mas sim as íngremes subidas que viria pela frente. A saída foi da cidade de Campos do Jordão em direção a linda estrada do Horto Florestal , que é um Parque Estadual e uma atração turística. É altamente recomendável conhecer este caminho em meio a mata dos dois lados e uma estrada meio estreita, mas que passa carros de passeios. São muitas araucárias ao lado e também muitos  pinhões pelo chão. No trajeto, o que chama bastante a atenção é o Bosque Vermelho, embora não seja muito grande o contraste do vermelho com o verde ao redor.

Ao final desta estrada seguimos em direção a divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais com destino a cidade de Wenceslau Bráz-MG, mas especificamente o distrito de Roseta (antigo Itererê) que fica a longe 11 km daquela cidade. Um lugar muito bonito e pacato. E a volta foi por outro caminho, conhecido também como a subida da  Minalba,  já mais ao final do pedal, e embora seja de asfalto é muito longa e com grau de inclinação bastante acentuado.

Imagina um pedal que quebra o caboclo no meio, os 67 km fala pouco da dificuldade do pedal, mas os 2.440 metros de ganho de elevação explica um pouco. A mudança de altitude também é brusca neste pedal, há um momento que se alcança mais de 1.800 metros de altitude e após longas e alucinantes descidas chega-se a menos de 1.000 metros. Mas logo que termina a descida, começam as fortes e inacabáveis subidas. Eu mesmo, fui um que acabei ficando pelo caminho a 10 km do final, após dores nas costas, acabei que não enfrentei a bruta subida de asfalto antes de chegar na cidade de Campos do Jordão, mas ainda bem que a melhor parte já tinha sido feita, e como não sou muito fã de asfalto e nem de subida, até que não foi de todo mal.

O mais difícil tinha ficado para o final mesmo, e apesar de chegarmos bem cansados, com fome e frio, acabou sendo um pedal fantástico, com belas paisagens, e com elementos que agrada a todos os praticante de mountain bike. Tanto para quem gosta de decidas ou subidas, ou para quem quer curtir um horizonte para lá de privilegiado. Por tudo isso, não tem como não ter gostado e não ter valido a pena este dia.

Rudi Arena

 

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Vale da Lua em San Pedro de Atacama (Chile)

 

San Pedro de Atacama é um destino turístico recente, mas muito badalado atualmente, com um bom fluxo de turistas brasileiros. Situada no deserto de Atacama, Chile, fica ao pé da Cordilheira dos Andes, com altitude de 2400 metros de altitude, porém distante apenas 25 kilometros rumo leste, a média da altitude muda para um patamar acima de 4000 metros .

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Vários passeios podem ser realizados nas imediações da cidade, a paisagem desértica possui muitas variações, como lagos, vulcões, cavernas, salares, gêisers, águas termais, porém um dos passeios mais legais é andar de bicicleta pelas trilhas no deserto. Você decide o trajeto, escolhe o seu roteiro, mas não se esqueça que a umidade relativa do ar é baixíssima e quanto mais ao leste a altitude aumenta, e sua fadiga também.

Várias são as opções de aluguel de bikes, mas elas são praticamente todas de um modelo, TREK, com amortecedor dianteiro. O custo é de 3000 mil pesos chilenos (18 reais no câmbio de San Pedro), com freios hidráulicos o custo aumenta em 500 pesos, por um período de 6 hs. Escolhi uma loja onde eu havia visto o dono revisando e dando manutenção nas bikes. Neste aluguel estão incluídos o kit reparo de pneu, câmara, espátulas, bomba, e remendos, mais um colete e capacete.

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O Vale da Lua é o roteiro mais indicado para pedalar no primeiro dia, altitude de 2500 mts e com 45 km no total. Mas um pulinho a fronteira Boliviana pode ser legal quando o corpo se adequar mais ao ambiente inóspito, mas deslumbrante.

Trajetos noturnos são igualmente lindos pois o céu é propício a passeios astronômicos, tanto é que omaior complexo de observatórios espaciais do mundo é o A.L.M.A situado em uma cadeia de montanhas próxima da cidade.

Breno Ribeiro Arena

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Cachoeira do Arco (Inédita)

Quando está cada vez mais difícil conhecer novas e belas cachoeiras, surge então esta pérola da natureza.

Logo no começo da trilha,  fomos recepcionados por um bando de Macacos Pregos fazendo algazarra, conseguimos registrar apenas uma foto, pois eles não deixaram a gente se aproximar muito e não ficavam parados,  percorriam os topos das árvores pulando com agilidade, mas logo sumiram de cena. E não foi a primeira vez que encontramos macacos por ali, quando fomos em uma outra cachoeira próxima, também encontramos muitos macacos, sinal de que esta região está bem servida desses primatas, o que denota a riqueza da fauna local.

Embora tenha sido muito legal ter vistos os macacos, nosso objetivo era ir até uma linda cachoeira de águas límpidas. Esta é  mais uma que o Piramba desconhecia até pouco tempo atrás,  mas que é um verdadeiro presente da natureza, pois tem uma peculiaridade que nunca vi em nenhuma outra cachoeira. É que existe uma espécie de arco de pedra em cima da cachoeira pela qual a água percorre antes de cair no chão. É como se fosse de monumento arquitetônico natural, produzido pela força da água em um lento e gradativo processo ao  longo de muito tempo.

A cachoeira está localizada entre os municípios de Garça-SP e Álvaro de Carvalho-SP, também não fica longe de Pirajuí-SP. O acesso até ela não é dos mais fáceis para quem não esta acostumado em fazer trilhas, pois é preciso percorrer a pé um caminho por uma mata e andar pelo curso do ribeirão por um bom trecho. Depois vem a parte mais difícil, que é escalar um trecho bem íngreme se quiser chegar até o arco que fica em cima da cachoeira. Mas compensa todo o esforço.

E a trilha da Cachoeira do Arco ainda tem um outro grande atrativo,  pois é passagem obrigatória  ter que passar pela Cachoeira do Cipó ( ou dos Macacos) e seu majestoso, profundo e refrescante poço de águas cristalinas e tom azulado.

Rudi Arena

 

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Cachoeira do Nardino

Esta é mais uma cachoeira da região que o Piramba MTB  apresenta, fica aproximadamente 40 km de distância de Garça-SP  e esta localizada entre os municípios de Alvinlândia-SP e Ubirajara-SP.

Uma  das atrações da cachoeira é seu belo poço, a informação que temos é que ele é muito fundo, muitos mergulham, mas é sempre bom alertar que todo cuidado é pouco.

Muitas vidas já se foram ou ficaram marcadas por mergulhos que não acabaram nada bem. Então não podemos deixar nunca que um momento de descontração se transforme em uma tragédia. Cachoeira é sempre um lugar que chama a diversão, mas como em tudo na vida é preciso ter responsabilidade.

 

Uma aula no meio da Pirambeira com Marcelo, Eng. Florestal e Ornitólogo.

A riqueza deste vídeo são os fragmentos de sabedoria e conhecimento compartilhado pelo Engenheiro Florestal, Marcelo Barbosa que sabe tudo da mata atlântica nativa desta região,  sua fauna e flora.

Também é um especialista de sons de aves, entre outros animais, coisa que só aprende-se com o contato diário com a natureza, o que é difícil na correria do dia-dia para a população em geral. Então é só ouvir e aprender com quem sabe.

Agradecimentos: Marcelo R. Barbosa, Engenheiro Florestal – (Florestando)

Um Louva Deus Diferente. Este parece pertencer ao Exército pelo seu uniforme camuflado.

Este é um inseto um pouco diferente do acostumado a ver, trata-se de um Louva Deus ou Cavalinho de Deus como muitos chamam. Seu nome popular decorre do fato de que, quando está pousado, o inseto lembra uma pessoa orando. Mas neste caso ele parece estar com o uniforme de exército, pintado para guerra,  difícil diferenciar entre galhos e tocos, passa despercebido  e assim consegue ser melhor eficaz para apreender suas presas.

O que chamou a nossa atenção neste inseto foi de que não é comum ver essas cores no Louva Deus, geralmente encontramos aquele clássico que é todo verde e se confunde comas as folhas, esse parece  que se adaptou perfeitamente para viver em ambiente de muitos galhos secos em meio a uma enorme floresta de eucaliptos. Esse vídeo foi gravado na fazenda da empresa Duratex na zona rural do município de Gália-SP.

Apesar de este inseto  parecer rezar, é impiedoso com outros insetos, não é herbívoro como os gafanhotos, gostam mesmo de devorar outros seres vivos.

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A sua camuflagem é consequência do ambiente em que ele vive, como é um uma floresta de eucaliptos a perder de vista, ele se confunde com o ambiente repleto de pedaços das árvores de eucalipto que possuem a mesma coloração.

O louva-a-deus é um animal muito venerado na China, tendo inclusive estilos de Kung Fu baseados em seus movimentos. ( «History of Praying Mantis Kung Fu»)

São predadores agressivos que caçam principalmente moscas e afídios. A caça é feita em geral de emboscada, facilitada pelas capacidades de camuflagem do louva-a-deus. Como não possuem veneno, os louva-a-deus contam com as suas pernas anteriores que são captatórias, ou seja, modificadas como garras, para segurar a presa enquanto é consumida. A sua voracidade faz com que sejam considerados muito bem vindos pelos amantes da jardinagem e agricultura biológica, uma vez que, na ausência de pesticidas, são um fator importante no controlo de pragas de jardim.  «Pragas de Jardim – Flores e Folhagens»Flores e Folhagens. 24 de julho de 2015.

Rudi Arena

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Louva-a-deus

Piramba em 360 Graus

Estes foram os primeiros vídeos registrados em 360 graus pelo Piramba MTB, mas especificamente o pirambeiro sempre conectado aos novos tempos Vicente Conessa foi quem gravou e disponibilizou o conteúdo.

As cenas foram gravadas na Cachoeira São Matheus e na Cachoeira da Igurê.

Use o mouse para explorar e assistir como bem entender as imagens nesta nova plataforma tecnológica.

Rudi Arena

Poço do Porco e Pico do Urubu

Um pedal rápido, fácil e muito prazeroso, ainda mais em um dia quente. Sem  percorrer grandes quilometragem e nem ter que superar muitas dificuldades pelo percurso, já é possível chegar no Poço do Porco para tomarmos aquele banho de cachoeira de lavar a alma  e espairecer a mente.

Depois, ao seguir um pouco mais do curso d´água já é o Pico do Urubu, um lugar de uma beleza impactante e ótimo para contemplar o belo horizonte a beira de um precipício mortal. Foi uma boa  pedida para um dia de forte calor, e também para reunir os amigos,colocar a conversa em dia e dar boas risadas.

Neste pedal, contamos  com presença de um companheiro de pedal das antigas e que está voltando para a ativa e também tivemos a participação  especial e não programada de um dos um grande ciclista de Garça, a conferir.

Rudi Arena

 

Pedal Bruto: Avaí e Presidente Alves. 110 km de muito Areião e Subidas Íngremes.

 

Pedal com saída da cidade de Garça-SP, passando por Gália, onde tomamos um providencial açaí a beira da Rodovia SP-294, alimento este que nos deu a energia necessária para chegar até o município de Avaí que faz divisa com Bauru-SP.

O município possui quatro aldeias indígenas (Kopenoti, Nimuendaju, Ekeruá e Tereguá), denominada de Terra Indígena Araribá. As suas principais etnias são a Guarani, Terena e Caingangues. Os trabalhos feitos com penas e plumas de pássaros constituem a arte plumária indígena. Alguns índios realizam trabalhos em madeira e de cerâmica.A atual população na Terra Indígena Araribá é de quinhentos e setenta e oito índios.

Na cidade conhecida por abrigar uma reserva indígena, aproveitamos para nos esconder um pouco do sol escaldante e comer alguma coisa de leve para então seguir em frente. De lá, pedalamos por 18 km pela bela estrada de terra do Horto até Presidente Alves, nesta cidade tomamos um generoso copo de caldo de cana, e enfim tomamos o caminho de volta em direção a Garça.

Foram quase 110 km bem desgastantes, quase todo de estrada de terra, com muito areião pelo caminho, o que fez  aumentar ainda mais o esforço despendido. Sem contar ainda que o ganho de elevação total foi de 2.098 m, o que demonstra que foram muitas as subidas bem inclinadas que tivemos que superar pelo percurso.

Mas ao final, tudo deu certo e ninguém ficou pelo caminho, seja por fadiga humana ou por quebra de algum equipamento. É claro que nem tudo são flores. Teve um pneu furado aqui, uma cãimbra ali, e um carreirão por causa de uma vaca desembestada que estava pelo caminho. Tudo isso fez  parte deste inesquecível pedal. Quando chegamos em Garça já de noite, não pudemos deixar de comemorar o pedal bem sucedido com uma pequena confraternização com uma cerveja gelada, afinal a gente merecia relaxar um pouco após um longo e cansativo dia.

Rudi Arena

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ava%C3%AD_(S%C3%A3o_Paulo)

 

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Vale do Céu – Serra da Canastra – Minas Gerais

 

A Serra da Canastra é um lugar tão fascinante que até parece que seus encantos são infinitos, assim como na outra viagem para a Canastra, fomos embora com a sensação de que conhecemos só alguns dos muitos atrativos que a Serra da Canastra pode proporcionar. Da primeira vez ficamos em São Roque de Minas e exploramos o parque nacional da Serra da Canastra, desta vez ficamos em São João Batista do Glória, mas em ambas viagens sentimos que faltaram dias para que pudéssemos conhecer ao menos as principais atrações turísticas de cada região. O lugar é de uma riqueza natural abundante, e ainda tem a parte da que fica no município de Delfinópolis que falta para a gente conhecer ainda, que também possui dezenas de cachoeiras e belas paisagens, ou seja, não é possível conhecer os principais atrativos da Canastra em apenas alguns dias, quem dera então ela toda.

Entre tantas opções é preciso escolher alguma, e neste dia resolvemos conhecer o Vale do Céu.  Embora em seu endereço oficialmente pertença ao município de Delfinópolis,  fica bem perto de São João Batista do Glória. A quilometragem não total do pedal não é muito grande, cerca de 54 km ida e volta, a maior dificuldade  foram as longas subidas de acentuada inclinação,  o ganho de altitude é respeitável. Um teste e tanto para nós ciclistas,  só que para todo esforço nesta Serra  tem sempre uma recompensa para lá de satisfatória, e não poderia ter sido diferente neste caso.

O que encontramos foi um lugar com uma super estrutura, que além de ser também pousada, oferece um delicioso almoço aos visitantes que  optarem por não ir embora de barriga vazia. Atrativos não faltam, são várias trilhas, vistas de cair o queixo e belas cachoeiras para tomar banho. O diferencial do local é que a além de tudo isso, ainda possui varias construções voltadas para a arte, cultura e educação ambiental. Também há espaço com redes para descanso, entre outras opções para relaxar.

O valor não é dos mais baratos, mas tem um bom custo benefício, para a visitação apenas das cachoeiras é preciso desembolsar R$40,00 e se quiser almoçar também, são outros $40,00 adicionais. Mas também, aí será possível  desfrutar a vontade de uma comida estilo caseira, simples e muita saborosa, com o gostinho característico da prestigiada cozinha mineira. O difícil foi ter que encarar o pedal da volta depois de uma farta refeição, pois a fome era grande e a comida muito boa,  assim,  controlar a gula não é das tarefas mais simples nessa situação.

Rudi Arena

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Trilha de Sepituba X Bonete – Ilha Bela – SP

Ilhabela é um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros e é localizado no litoral norte do estado de São Paulo, microrregião de Caraguatatuba. A população aferida pelo IBGE no Censo de 2010 era de 28 196 habitantes, e a área é de 347,5 km², resultando numa densidade demográfica de 81,13 hab/km². A população estimada pelo IBGE para 1 de julho 2015 era de 32 197 habitantes, resultando numa densidade estimada de 92,65 hab/km².[3]

Possui uma das mais acidentadas paisagens da região costeira brasileira, com todas as características de relevo jovem. Com o aspecto geral de um conjunto montanhoso – formado pelo Maciço de São Sebastião e Maciço da Serraria, além da acidentada Península do Boi –, a Ilha de São Sebastião se destaca como um dos acidentes geográficos mais elevados e salientes do litoral paulista, tendo como pontos culminantes o Pico de São Sebastião, com 1379 metros de altitude; o Morro do Papagaio, com 1307 metros; e o Morro da Serraria, com 1285 metros.

Banhado pelo oceano Atlântico, o município está localizado a 135 quilômetros da capital e a 140 quilômetros da divisa com o estado do Rio de Janeiro. Está situada um pouco ao sul do Trópico de Capricórnio, que passa sobre a cidade vizinha de Ubatuba.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhabela

Da Fazenda Gávea até o Dedo de Deus.

Dia 8 de novembro passado, eu e minha esposa completamos 9 anos de casado. Como diria o poeta: “Casamento é ótimo: já fui em vários”. Brincadeiras a parte, resolvemos comemorar essa data passando o final de semana na Fazenda Gávea em Lupércio.

Imagina um lugar lindo. Chegamos na sexta-feira (10/11/2017) no final da tarde e, o plano era pedalar logo no sábado de manhã. O problema era desconhecer o local, mas, com a ajuda do Google Maps reparei que não estávamos longe do Distrito de Nova Columbia (aproximadamente 18 quilômetros). Aqui no Piramba, outros integrantes já foram até o Dedo de Deus, também conhecido como Torre de Pedra. (confira aqui essa aventura). É uma formação rochosa muito curiosa. Decidido o local, no sábado de manhã deliciamos o café da manhã e partimos para o pedal.

Saímos por volta das 9 da manhã e o sol castigou bastante, mas chegamos ao Dedo de Deus por volta das 11 horas. Descansamos um pouco admirando a Torre de Pedra. Chegamos a Fazenda por volta das 13 horas e pudemos aproveitar um delicioso almoço e uma cerveja bem gelada na piscina. Nada mal.

Dia seguinte, já descansados fomos conhecer as diversas cachoeiras da Fazenda Gávea. Para os apaixonados pelas belezas naturais, como nós pirambeiros, as cachoeiras são um verdadeiro paraíso. Uma diferente da outra, com diferentes tamanhos, água limpa e abundante.

Enfim, esse final de semana sem dúvida recarregou as baterias para mais 90 anos de matrimônio. Mistura perfeita de Piramba, bike e amor! Vai ficar guardado na memória para sempre.

Vicente Conessa.

 

 

Enfim, Uma Boa Notícia. O Poço da Cachoeira da Geladeira está de volta.

Esta é  a triste imagem da Cachoeira da Geladeira quando a visitamos pela última vez em 2012:

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E veja a maravilha que esta ela hoje, em 2017:

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Pedal Pico do Urubu e Geladeira galera de Bauru

Se por um lado, na última postagem foi desolador constatar a situação da Cachoeira da Constroli, cujo poço simplesmente desapareceu,  devastado pela força da chuva, neste artigo, para nossa felicidade, o caso agora é o oposto. Sim, uma das cachoeiras mais tradicionais de Garça está de volta com todo seu potencial, poço profundo, águas cristalinas e o encanto que agora está de volta. Foi o que constatou a galera do Sujo de Barro e o Piramba MTB. Thiago Zancopé e seus amigos vieram de Bauru para curtir um pedal que só o município de Garça  pode proporcionar, e representando o Piramba MTB estava nosso velho conhecido Vicente Conessa.

A resiliência da natureza é realmente algo extraordinário, que nada mais é do que a capacidade de um sistema restabelecer seu equilíbrio após este ter sido rompido por um distúrbio, ou seja, é a sua capacidade de recuperação. Difere de resistência (ecológica),  que é a capacidade de um sistema de manter sua estrutura e funcionamento após um distúrbio.

É muito bonito ver o show de resiliência da Cachoeira da Geladeira, parece  ter  se recuperado tão bem que está melhor do que nunca, é fantástico o poder da natureza de resistir e se recuperar sozinha. Não deixa de seu um grande alento em meio a tantas más notícias de agressão ao meio ambiente, desmatamentos, queimadas e desastres  nada naturais que tanto prejudicam os ecossistemas de nosso país.

Bom seria se simplesmente o homem parasse com suas reiteradas agressões contra a natureza, poderia ao menos deixar ela recuperar o seu equilíbrio, mesmo que sozinha e de forma lenta. Só de o homem não atrapalhar, já seria uma grande ajuda.

Rudi Arena

 

Cachoeira da Constroli, Antes e Depois.

 

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Totalmente irreconhecível ficou o lugar, infelizmente a Cachoeira da Constroli  não é mais a mesma. Recentemente fomos lá  e cena foi estarrecedora, tudo estava diferente, nem parecia mais o mesmo lugar,  algo que beira o inacreditável, o choque foi muito grande. O que aconteceu para tamanha transformação? A bela imagem guardada na memória se desmanchou em pouco tempo. Cadê o largo poço que ali existia? Como apareceu tantas pedras, troncos e galhos amontoados? Qual o motivo de as encostas laterais  terem desmoronado? Será que a força da chuva por si só foi capaz de fazer tamanho estrago?

Olha o lindo poço que havia:

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E hoje, veja só o estrago, como o lugar perdeu boa parte de seu encanto:

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Realmente o sentimento foi de grande tristeza ao se deparar com a cachoeira em frangalhos, era tão linda e tinha o poço mais largo das cachoeiras da região que conhecemos, por isso era frequente uma visita até lá, principalmente por seu um lugar muito bom para o banho e relaxar em suas calmas águas. Hoje, nem dá para chegar em baixo da cachoeira, são tantas as pedras e galhos a serem escalados e ainda por cima há o risco de aquilo poder desmoronar com o peso do corpo, esmagar um pé sei lá, melhor não arriscar.

O que parece mais do que óbvio, é que não é culpa exclusiva da chuva o que aconteceu, mas sim  por negligência  do homem. No curso do d´água antes da cachoeira, foram realizadas muitas intervenções humanas, assim como são muitos os pontos em que inexiste mata ciliar. Mas a cereja do bolo estragado foi transformar áreas que deveriam ser  de preservação permanente em pasto, então o ir e vir dos bois no local agravou bastante a situação. Tudo isso, parece ter deixado o solo bastante vulnerável, e então uma precipitação um pouco mais intensa do que a normal foi o suficiente para fazer tamanha destruição.

Porém, a natureza tem entre suas características, a capacidade de resistir e surpreender, por isso, não duvido que daqui alguns anos ao voltarmos nela, a cena seja diferente e bem mais bela do que a atual. Esta cachoeira já mudou muito o nível e a quantidade de água no poço por muitas vezes, mas nada se comparado com o cenário de hoje. Agora, é torcer para sejam adotadas medidas de revitalização do local, mas o mais provável é que a natureza fique encarregada por este serviço, isso se o homem deixar, ainda assim, seria em passos vagarosos que podem levar anos ou décadas.

Rudi Arena

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Pico dos Tucanos e Cachoeira da Igurê com a Galera de Rio Preto

Para começar, este pedal não tinha hora certa para sair, o combinado foi a hora que a chuva parar, depois de aguardar São Pedro dar uma trégua, resolvemos partir, e justamente nessa hora começou a cair novamente água, mas resolvemos partir mesmo assim. Pelo menos a umidade relativa do ar parecia beirar os 100%, o que foi ótimo.

Apesar do clima chuvoso, o pedal  com a galera de São José do Rio Preto rendeu. Muita lama, adrenalina e belas paisagens naturais. Para começar descemos o pico dos tucanos, que é o creme da piramba, moutain bike na veia com direito a um visual privilegiado, este local fica paralelo a estrada da bomba.

Depois de uma subida para lá de íngreme, o nosso destino foi passar em uma bela represa da Fazenda Igurê, para depois ir até Cachoeira que existe nesta Fazenda. Momento de lavar a alma, espairecer a mente e se renovar após um revigorante banho em suas limpas águas.

Pedal cuja quilometragem pouco tem a dizer, o ganho de altitude  foi de quase 1.000 metros para menos de 40 km percorridos, os terrenos acidentados e hostis, a lama, as subidas inclinadas, tudo isso dificultou e fez com que este pedal tenha sido um tanto desgastante.

Teve ainda corrente quebrada, porém  isso foi superado com a as ferramentas corretas, mas com chuva, tudo fica um pouco mais complicado, mas também mais emocionante e divertido. Só dá um pouco de pena das bikes que sofreram com tanta lama, mas faz parte do show. Tudo na vida tem seu custo, e no pedal não é diferente, as vezes paga-se com suor, com dor, com o tempo despendido ou mesmo com dinheiro, quando de algum dano material, e nada disso desanima os amantes do Montain Bike, pois tudo isso faz parte do pacote.

Rudi Arena

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Hidrelétrica de Furnas de Bike

Em um único e proveitoso dia, conhecemos de bike a Pedreira Lagoa Azul, o Mirante do Canion e dada a proximidade, não poderíamos deixar de conhecer a famosa Hidrelétrica de Furnas, pena que seu nome ultimamente e infelizmente anda associada ao noticiário Político-Policial com a chamada a Lista de Furnas, em que constam nomes de conhecidos políticos suspeitos de corrupção e que envolve esta importante usina de energia elétrica.

A entrada para visitação é franca e sem restrições, e é muito bela a vista  de cima do gigantesco lago de furnas ou “mar de furnas” como também é chamado, pois banha 34 municípios mineiros. Vale a pena conhecer, assim como toda estrutura da Hidrelétrica e as belezas do seu entorno, pois é um lugar único em que o lago de Furnas encontra com a Serra da Canastra.

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A barragem está localizada no curso médio do rio Grande, no trecho denominado “Corredeiras das Furnas”, entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, em Minas Gerais.

Sua construção começou em julho de 1958, tendo a primeira unidade entrado em operação em setembro de 1963 e a sexta, em julho de 1965. No início da década de 70, foi iniciada sua ampliação para a instalação das sétima e oitava unidades, totalizando 1.216 MW, o que colocou a obra entre uma das maiores da América Latina. A localização privilegiada da usina (500 km do Rio de Janeiro, 400 km de São Paulo e 300 km de Belo Horizonte) permitiu que se evitasse, em meados da década de 60, um grande colapso energético no Brasil, evitando o racionamento e o corte no fornecimento de energia elétrica ao parque industrial brasileiro. A potência prevista no início de sua construção correspondia a 1/3 do total instalado no Brasil. A Usina de Furnas, além de se constituir em um marco de instalação de grandes hidrelétricas no Brasil, possibilitou a regularização do rio Grande e a construção de mais oito usinas, aproveitando, integralmente, um potencial de mais de 6.000 MW instalados.

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DADOS TÉCNICOS:

BARRAGEM:

Tipo: enrocamento com núcleo de argila
Altura máxima: 127 m
Desenvolvimento no coroamento: 554 m
Largura no coroamento: 15 m
Elevação no coroamento: 772 m
Volume total: 9.450.000 m³

RESERVATÓRIO:

Extensão máxima: 220 km
Nível normal de operação: 768 m
Nível de máxima cheia (Nível máximo maximorum): 769,30 m
Nível de desapropriação: 769 m
Nível mínimo de operação: 750 m
Área inundada: 1.440 km²
Volume total: 22,95 bilhões m³
Volume útil: 17,217 bilhões m³

ESTRUTURA DE CONCRETO:
TOMADA D’ÁGUA:

Comportas:
Tipo – vagão
Quantidade – 8
Altura d’água sobre a soleira – 33,5 m
Dimensões:
largura – 4,7 m
altura – 9,7 m
Fabricantes: Rheinstahl/M.A.N.(R.F. da Alemanha)

VERTEDOURO:

Descarga Máxima: 13.000 m³/s
Comportas:
Tipo – segmento
Quantidade – 7
Dimensões:
largura – 11,5 m
altura – 15,8 m
raio – 14,1 m
Fabricante: HIH (Japão)

CASA DE FORÇA:

Tipo: coberta
Dimensão: 186 m x 28 m
Unidades geradoras:
quantidade – 8
rotação: 150 rpm
potência nominal: 152 MW
Turbinas:
Tipo – Francis de eixo vertical
Diâmetro do rotor – 4,485 m
Fabricantes:
1 a 6 (Nohab/Suécia)
7 e 8 (Nohab/Suécia e Bardella/Brasil)
Geradores:
Freqüência – 60 Hz
Tensão nos terminais: 15 kV
Fabricantes:
1 a 6 (Siemens/R.F.Alemanha)
7 a 8 (CGE/Canadá e MEP/Brasil)
Transformadores: 26 (operação mais reserva)
Tipo – monofásico
Capacidade total em operação – 1.279,92 MVA
Relação de transformação: 15/345 kV
Fabricantes: Fabricantes: GE (USA) / Jeumont Schneider (França)

Rudi Arena

Fonte: http://www.furnas.com.br/hotsites/sistemafurnas/usina_hidr_furnas.asp

 

O Mirante do Canyon de Furnas (Capitólio-MG)

Localização: Capitólio, MG.
Estrada: MG-050, aproximadamente 304km de Belo Horizonte.
Acesso a parte baixa: Somente por barcos
Acesso a parte alta: 100m de caminhada.
Características: Lago, cascatas e água esverdeada.

Depois de conhecer a Pedreira Lagoa Azul, partimos em direção a uma parada obrigatória, o Canyon de Furnas que tem uma vista magnífica. O  acesso é pelo município de Capitólio, através da rodovia MG-050 entre o km 312 e 313, e é possível  perceber que chegou ao avistar alguns carros estacionados no acostamento.

A entrada é gratuita, e até o mirante é uma caminhada tranquila de cerca de 100 metros. Mas quem for com criança, é bom ficar bem atento, não existe nenhum tipo de proteção, é tudo perigosamente aberto.

A vista lá do alto é espetacular. Sem dúvida, quem passar próximo, vale a pena conhecer essa maravilha, uma verdadeira obra de arte da natureza, mas  também dos homens.

O interessante dessa região é que toda essa beleza não se deve somente à ação da natureza, mas também pela ação do homem. É que foi formada, em grande parte, pela construção da barragem da hidrelétrica de Furnas que, apesar de ter gerado problemas, como a desocupação de muitos habitantes e também o alagamento de muitas áreas. No entanto, hoje traz crescimento para a economia local através do turismo e, deu vida não só ao Lago de Furnas como ao cenário deslumbrante dos Canyons  que atraem turistas de todos os cantos do Brasil.


Conhecido como a “Cidade Rainha dos Lagos”, Capitólio é um pequeno município localizado em uma parte muito privilegiada de Minas Gerais, entre a Serra da Canastra e o Lago de Furnas – as duas regiões, quando se encontram, formam algumas das paisagens mais imponentes e lindas do estado e do país, que ficou conhecida como os Canyons de Furnas.
Os canyons são canais, rodeados por paredões, que foram alagados, formando piscinas naturais de águas cristalinas, que fazem parte do imenso lago artificial de águas verde-esmeralda que dão forma ao “Mar de Minas” (Lago de Furnas), maior espelho d’água do mundo, com mais de mil quilômetros quadrados e quatro vezes maior que até mesmo a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Os Cânions da represa de Furnas fazem qualquer viajante se sentir minúsculo diante de tamanha imponência.

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Embora não tenhamos conhecido a parte de baixo em que o uso de barco é imprescindível, tomei conhecimento que ali existe um outro espetáculo. Através dos passeios de barco pelas águas do lago dá para passar por enormes paredões, que, ao se aproximar, tem  fendas que se abrem para uma vista incrível de  várias cachoeiras, dando vida a um verdadeiro espetáculo da natureza de beleza raríssima.

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Também é recomendado ir até as cachoeiras, que ficam dentro desses paredões imensos. A do Lago Azul, é das mais procuradas e o cartão-postal da região em razão de sua beleza, com duas quedas que formam uma piscina natural de tons esverdeados; já a Cachoeira da Cascatinha possui diversas quedas com pequenos poços que parecem banheiras de hidromassagem. Outras cachoeiras incluem a Diquadinha, formada por um tipo de rocha chamada São Tomé, que dá coloração levemente alaranjada às suas águas e cria uma paisagem diferente das outras da região; e o Paraíso Perdido, complexo rodeado por cânions e com uma sequência de cascatas, cachoeiras e cerca de 18 piscinas naturais, ponto perfeito para amantes do ecoturismo e para praticar atividades como trilhas, mergulho, tirolesa, acampamento e principalmente rapel.

Rudi Arena

Fonte:

http://desviantes.com.br/blog/post/canyons-de-furnas-em-capitolio/

Cachoeira São Matheus em Jafa

O vídeo já foi gravado há algum tempo, mas acho importante divulgar esta cachoeira, pois só há um registro dela muito antigo, já que fomos lá uma única vez e há muitos anos atrás, por isso sempre tive vontade de voltar,  além de ser um lugar encantador, e  muito pouco conhecido ou frequentado.

Enfim, chegou o esperado momento. Em um belo dia de sol, resolvemos revisitar esta bela cachoeira.Ela esta localizada no distrito de Jafa, que por sua vez pertence ao município de Garça-SP. O acesso para se chegar até ela,  é pela estrada que liga a área urbana de Jafa e a estrada de terra da 09 de Julho, mas bem antes da ponte de concreto do Rio da Garça é preciso virar a direita e entrar em um sítio, daí em diante é muita pirambeira  para até chegar nesta maravilha.

O  acesso não é nada fácil, não tem como chegar com as bikes até próximo da queda, por isso foi preciso deixá-las escondidas e amarradas com cadeado. Mesmo a pé, não é nada simples seguir em frente, além de não ter trilha no meio da mata fechada, até a cachoeira, é preciso descer uma baita de uma ribanceira.

Mas depois, a recompensa vale todo o esforço, pois além de ser muito bonito o lugar, é ótimo para se banhar, não só na cachoeira em si, mas também no poço que existe ao seu redor. A queda não é muito alta, mas cai de forma tão bem distribuída que faz uma espécie de véu, um colírio para quem aprecia a belezas que a mãe natureza nos proporciona. Por isso, acredito que esta seja uma das cachoeiras mais belas e melhores para banho que existe na região de Garça, e por outro lado, pena que nos deparamos com garrafas PETs velhas sujando este local que deveria estar bem preservado, mas a água aprenta ser bastante limpa.

Se seguir o curso da água rio abaixo, tem outros atrativos interessantes, como uma espécie de mini caverna e se seguir mais um pouco, chega-se no alto de um pico, onde tem uma outra cachoeira, esta bem mais alta, e também muito bonita, mas inacessível, pois não tem como descer até ela por ali, é preciso achar um outro caminho que desconheço.

Tem muito o que ainda explorar pelos arredores,  um dia quem sabe chegaremos até em baixo dessa outra queda. É realmente incrível a quantidade de cachoeiras existentes em nossa região, e embora já tenhamos registrado e divulgado dezenas delas, permanece uma infinidade de outras ainda desconhecidas por nós, o que demonstra a grande quantidade de cachoeiras e o potencial para ecoturismo existente e ainda inexplorado.

Rudi Arena

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Pedreira Lagoa Azul – Serra da Canastra – Capitólio-MG

Saímos com as bikes da pousada Terezinha do Flor  que fica nas proximidades da cidade de São João Batista do Glória-MG, era grande  a expectativa para conhecer um pouco das maravilhas que a Serra da Canastra proporciona.

Para começar, pegamos um estradão bem movimentado, com muitos caminhões que levantavam muita poeira. Depois de um curto trecho de asfalto próximo a Hidrelétrica de Furnas,  enfim pulamos para o Parque Nacional da Serra da Canastra em direção a Pedreira Lagoa Azul.

Mas antes de chegar no almejado lugar, foi preciso encarar uma longa e íngreme subida. E ao chegar, logo de cara percebemos a bela recompensa,  todo o esforço não foi em vão. Apesar do outono, o dia era de sol e temperatura agradável, então foi o momento de entrar na água e relaxar após uma desgastante subida. Menos eu, que estava com uma forte gripe e e resolvi não entrar na gelada água da lagoa com receio de piorar a moléstia.

É um lugar encantador, uma belíssima lagoa de águas cristalinas, onde antes  existia uma pedreira, agora desativada, e que passou a fazer parte do território do Parque Nacional da Serra da Canastra, embora exista informações de que existe atividade clandestina ainda no local.

A quantidade de pedras mineiras ao redor é enorme, esta é um quartzito muito usado na construção civil apesar de ser originária da serra da Canastra, é utilizada no Brasil a fora.  Um lugar espetacular, e está localizado no município de Capitólio-MG, mas é próximo também de São João Batista do Glória-MG, o acesso é fácil para bike, com carro de passeio já um tanto complicado, o recomendado mesmo é um veículo 4×4.

Rudi Arena

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