Cicloturismo, uma forma sustentável de viajar

Quando falamos em viajar, logo nos passa pela cabeça centenas de lugares, praias, resorts, cidades históricas e muitos outros lugares que, através de nossas redes sociais ou até mesmo pelas experiências de nossos amigos, nos conquistam e nos incitam a conhecê-los e vivenciar as maravilhosas experiências que cada um deles podem nos oferecem.

Sim, viajar talvez seja uma paixão unânime. Carro, moto, ônibus ou trem talvez sejam os métodos de transporte mais utilizados para viagens de curta distância. Já para passeios intercontinentais, costumamos utilizar dos aviões e navios, devido a distância entre os destinos, cada um deles nos proporciona benefícios e experiências diferentes, experiências essas que vivemos buscando formas diferentes de vivenciá-las.

Pedalar é uma dessas experiências que vivemos desde criança, saudosa herança pioneiramente desenvolvida por Leonardo da Vince no século XV, foi só em 1818 na França, que nossa querida “magrela” saiu do papel. Chamada de cavalinho de pau, cansava muito seus usuários por não possuir pedais nesse momento de sua história, mecanismo que chegou 22 anos mais tarde, em 1840 desenvolvido pelo escocês chamado Kirkpatrick Macmillan. Anos de evolução e mais alguns gênios como Pierre Michaux e H.J. Lawson levaram o projeto de Da Vince muito próximo de como nossa querida bicicleta é hoje, fabricadas na Europa desde 1875, com a produção no Brasil, iniciada à partir de 1898.

Uma bela viagem pela história da bicicleta não é? E que tal se viajássemos de bicicleta? Através de lugares que só ela é capaz de nos levar, paisagens incríveis, lugares históricos e experiências inesquecíveis, sem sombra de dúvidas seria um tentador convite ao inexplorado.

Rafa (Canal de Bike)

Com certeza foi por esse espírito aventureiro e desbravador que o inglês Thomas Stevens foi tomado quando em 1884, partiu de São Francisco para o que se tornaria depois, a primeira volta ao mundo de bicicleta, uma história relatada no livro “Ao redor do mundo em uma bicicleta” . Inicialmente a ideia de Thomas era pedalar “só” pelo continente americano, cruzando os Estados Unidos até Boston. Chegando à costa leste, resolveu esticar “um pouco” a aventura. Saindo de Nova York, com auxílio de navios, trem e até “a pé” iniciou sua jornada pela Europa, Ásia e pelo Japão, retornando ao continente americano em uma viagem que durou quase três anos entre 1884 e 1886.

Uma belíssima e inusitada cicloviagem que traria não só o feito histórico, mas também a criação de uma forma inusitada de se viajar, capaz de potencializar ainda mais a oportunidade de se explorar lugares inéditos além de vivenciarmos momentos que só a contemplação ciclística é capaz de trazer.

Muito difundida fora do Brasil, esse método de viagem parece-me ter caído também no gosto dos Brasileiros e roteiros internacionais deixaram de serem as únicas opções para nos ciclistas. Seja acampando ao estilo bikepacking ou de uma forma mais estruturada, esse estilo chega para se consolidar no Brasil seguindo os passos de importantes roteiros internacionais como o religiosamente famoso, o ciclo roteiro Caminho Santiago de Compostela. Em sua rota tradicional, o caminho começa em Saint-Jean-Pied-de-Port, no sul da França, e vai até Santiago de Compostela. São cerca de 800 km, que passam por castelos, igrejas encantadoras, vilarejos, plantações de uvas entre florestas, pastos e rios. Fora do Brasil são tantos que passaríamos horas escrevendo sobre eles, paisagens, lugares históricos e histórias milenares são características comum em roteiros ciclo turísticos, o que deixa esse método de viagem ainda mais tentador.

No Brasil alguns roteiros se destacam no cenário do ciclo turismo nacional, possuindo muita maturidade e tradição. O Rafa do @canaldebike que o diga, um verdadeiro bikelover, não nega nunca um convite para aquele pedal seja qual for o roteiro ou o destino. Esse amante de nossa magrela ja pedalou por tantos lugares, que só ele e o https://www.youtube.com/channel/UCaA5e9PJXY3Ci57AP96OUWg são capazes de recordar os tentadores roles que ele já fez.

Esses roteiros oferecem uma completa estrutura ao ciclista, hotéis, pousadas e restaurantes fazem parte da estrutura dos trajetos, as tradições, costumes e culinária local são alguns itens que somado as construções históricas e belíssimas paisagens, fazem desses roteiros, uma importante atração turística por onde passam, três deles bem conhecidos, e os mais frequentados do país.

Luiz Perrella (atleta Oakley Team)

O conhecido Caminho da Fé, com certeza é o ciclo roteiro que mais se destaca. Muito frequentando por ciclistas e romeiros, inicia-se em Águas da Prata/MG e tem como destino Aparecida do Norte/SP, possuindo aproximadamente 350 km em seu trajeto oficial. O percurso encantador e a religiosidade que envolvem esse ciclo roteiro, fazem das dificuldades do percurso uma experiência única e desafiadora. O Henrique Andrade do @praquempedala, Luiz Perrella (@luizperrella) atleta OakleyTeam/LaMaglia e o Eduardo P. do @mundica.reserva são alguns ciclistas que já passaram por lá e dividem suas experiências conosco em suas redes sociais. Listaríamos vários deles como o Dougrão do @dougraopedala, o Anderson Molinari o famoso Indião (@indiao.desligado) da Mauro Ribeiro, a Thays Gobbo(@gobbothays) da @letsgobikersbr, a Josy Carrijo(@josycarrijo) da @mtbqueens, a Pri Benicio(@priscilabenicio) da @prosportloja, o Rodrigo Gringo(@rodrigonunesgringo) da @gogringobikes entre muitos milhares de ciclistas que já fizeram esse roteiro. Cada um, com um relato diferente, cada um com uma lembrança diferente. Todos com a mesma sensação de que se pudessem, voltariam no tempo, e reviveriam tudo outra vez.

Thiago Drews (BrouBruto)

Nosso segundo colocado é o Roteiro Ciclo Turístico da Estrada Real. Maior rota turística do país, tem mais de 1630 km, passando pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, consolida-se histórica por sua origem. Criada entre os séculos 17 e 18 a mando da colônia portuguesa, foi a precursora da antiga rota do ouro, utilizada para escoar o minérios extraídos de Minas para o Rio de Janeiro. Tradicionalmente ligava a antiga Vila Rica (hoje Ouro Preto) a Paraty no Rio de Janeiro, estado de nosso brasileiríssimo e campeão mundial de MTB, Henrique Avancini. Hoje a Estrada Real possui alguns ramais que além encorparem as aventuras desse roteiro, ligam e conectam o ciclista em uma viagem pela história de nosso Brasil, um roteiro fantástico e já brutalizado pelo atleta Caloi/Cannondale Thiago Drews o @broubrutodrews, recordista de FKT nesse trajeto, protagonizou uma jornada brutal e delirante nessa rota. Com aproximadamente 53horas pedalando sem parar, teve sua chegada à Paraty/RJ, acompanhada ao vivo por mais de 10 mil pessoas. Um feito histórico.

Juliano E Gehrke

Em terceiro e não por último destacamos o Circuito Vale Europeu em Santa Catarina. Com aproximadamente 281 km, sua partida se dá em Timbó/SC onde também é seu ponto final. Em uma volta pelos vales catarinenses o ciclista aprecia a cultura local e as tradições de uma colonização predominantemente alemã, a culinária e a arquitetura histórica são mais alguns dos motivos que fazem esse roteiro um sucesso de 100 entre 100 ciclistas que o fizeram, trajeto esse que refresca a memória e não sai da palma da mão dos ciclistas Juliano E Gehrke (@juliano_rider74 Fodax) e Obelix (@rafaelobelix) conterrâneos desse roteiro.

Hoje muitos roteiros turísticos se destacam no cenário nacional, Rota das Capelas em Monte Alto-SP, Rota do Rosário em Jacarezinho-PR, Circuito das Águas em Piraju-SP, a A Travessia Maluca do Bicudão em Congonhas do Norte-MG entre outros. Inúmeros se criaram, e tantos outros nascerão para alimentar a alma dos mais aventureiros.

Mas não são só os roteiros oficiais que alimentam o espírito aventureiro do cicloviajante. Há aqueles que dispensam os mais tradicionais e em uma viagem histórica de pesquisa e planejamento, buscam rotas inéditas, lugares inexplorados, desafiando ainda mais os limites da aventura e cravando lembranças inesquecíveis de uma vida em que a bicicleta passa a ser a caneta, protagonizando e escrevendo uma história a cada pedalada, a cada destino alcançado. O Nestor Freire do @Giraventura e o Leo do @leopedandopelomundo são alguns desse ciclistas que quebram as bússolas dos tradicionais roteiros mas que nunca se perdem, buscando encontrar sempre novos destinos em um Brasil de muitos caminhos.

Nestor FreireGiraventura

Novas experiências, novos lugares e novas sensações renovarão sempre o espírito aventureiro do ser humano. Nossa querida bicicleta, seguirá nos levando para viver aquele sonho sonhado, escrevendo uma história que ainda não foi vivida, em um lugar que ainda não foi explorado!

Diego SanshesFotografo Viajante

Jamais esqueça de registrar os momentos com aquele click ou aquela selfie, os fotógrafos profissionais Fabio Piva, (RedBull) do @pivaphoto, o Rodrigo Philipps (Canal de Bike) do @rodrigo_philipps e o Diego Sanches, (The North Face) do @fotografo_viajante sempre deixam dicas incríveis em seus canais de comunicação, para que a gente faça aquela foto irada, que chacoalha nossa memória quando chega aquele momento de recordação.

Texo: João Daniel

Piramba no Brasil Ride – Warm up – Botucatu 2021.

 Missão Piramba Ride

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Em mais uma grata missão de pedalar por novas trilhas, alguns integrantes do Piramba se inscreveram na famosa prova do Brasil Ride 2021, uma ultramaratona de mountain bike disputada em etapas composta por equipes de um ou dois ciclistas, amadores ou profissionais, que é credenciada pela União Ciclística Internacional (UCI) como um evento XCO.

O elenco partiu de Garça no dia 06/09/2021 com destino a cidade vizinha Botucatu-SP, a bordo da PiramKombi, municiados de bikes, acessórios e apetrechos para mountain bike e realizar as gravações na geração de conteúdo para o Piramba-MTB.

Desembarcando em Botucatu a noite já vislumbramos a apoteose do evento que aconteceria no último dia do evento, no feriado do Dia da Independência em 07/09/2021.

Ao amanhecer, trajados e fardados com a linda camisa amarela dos Pirambas, os amigos Zanca do Sujo de Barro (ainda estava limpinho até esse momento), Presidente/Dr.Vicente Conessa e Alexandre Dantas, embarcamos na mais simpática Kombi da região e quicá do Brasil, que nos levou até o evento para a largada do Brasil Ride 2021.

Lá encontramos mais um Piramba rider, nosso famoso Johnny B. Good, JD João Daniel, que também se juntou ao time.

Após as largadas das categorias elite e Pro, nos posicionamos no final do pilotão para a etapa WarmUp, adrenalina subindo e o sol já mostrando a que vinha para o grande desafio.

Largada dada em frente a Catedral, que abençoava e protegia cada ciclista que disparava para a corrida.

4 quilômetros de asfalto dentro da cidade, com a população às ruas incentivando os atletas, já nos deparamos com as ladeiras (tudo que desce sobe) de Botucatu, na sequencia adentramos a parte rural que seria a maior da prova e que mais castigaria exigindo esforço físico e mental para completa-la em seus 40Km de distância e mais de 1.000 mts de altimetria.

A famosa Cuesta de Botucatu, com seu relevo em colinas e montes têm um declive não simétrico, sendo suave de um lado e íngreme do outro, logo nos apresentou a diversão e desafio a ser vencido que viria pela frente,  longas descidas ingremes, em curvas fechadas, o pilotão começava a descer em ondas, levantando poeira.

Com uma paisagem deslumbrante ao fundo, visualizamos as montanhas, o verde, a paisagem rural, combustível que alimenta os ciclistas.

A medida que os kms eram percorridos, o Brasil Ride comprovava a imagem de prova forte e dura, vários ciclistas parados com bikes quebradas, pneus furados, na medida do possível ajudamos quem conseguiamos, pois o importante era o espírito de equipe e não as primeiras colocações na prova.

Pontos de hidratação se tornaram pontos de oxigenação, onde muitos paravam para se recuperar um pouco e continuar o trajeto.

Água, bananas, muito gel de hidratação distribuído pela staff que está de parabéns pela organização para os atletas ajudaram muito a hidratação e repor energias.

Alguns amigos feitos durante o percurso, altos papos, descontração ajudaram a vencer a alta temperatura do dia, o percurso com muita elevação, transpor a famosa e temida subida “Indiana”, a parte final do percurso, os últimos 10 kms de subida que pareciam não ter fim, muitos ciclistas empurrando as bikes, esgotados pelo esforço até o momento.

Após mais de 3,5 horas chegavamos ao final da prova, desgastados, cansados, mas muitos felizes em finalizar o Brasil Ride, “mais que uma prova, uma etapa de vida”.

Prova finalizada, medalha de participação garantida e o troféu de alma lavada por finalizar um percurso tão duro e bonito ao mesmo tempo, orgulho dos Pirambas em participar de mais um evento de MTB.

Alexandre Dantas.

Piramba Vertical na Fazenda São Ramiro!

A palavra “acrofobia” significa “receio mórbido de lugares muito altos”, segundo o dicionário Michaellis.1

É exatamente isso que eu tenho: Acrofobia. (Popularmente conhecido como: cagaço de altura mesmo. rs).  

Recordo quando ainda era adolescente e vi um pessoal do grupo de escoteiros da cidade descendo de rapel a ponte do cemitério municipal. Aquilo me intrigava pela coragem daquela turma e julgava que jamais seria capaz de fazer o mesmo.

Até no Tenis Clube de Garça eu nunca tive coragem de pular do terceiro trampolim da piscina. Enquanto as outras pessoas faziam manobras como o “suicídio” e “pé-na-lua”,  eu só saltava em pé do segundo trampolim e olhe lá.

Mas, fui ter coragem e, oportunidade de praticar o cachoeirismo ou cascading, – como é chamado o rapel em quedas d’águas e cachoeiras – pela primeira vez em Brotas no ano de 2016, e desci a cachoeira Santa Eulália2 de 47 metros de altura. A sensação foi maravilhosa. (https://www.youtube.com/watch?v=X7ymmf3ozao)

Essa atitude de controlar os próprios medos libera no organismo uma dose alta de adrenalina e nos coloca em estado de alerta. E a combinação da água gelada da cachoeira é muito satisfatória.

A última vez que fiz o cascading foi no último domingo, dia 5 de setembro e foi muito especial.

 Primeiramente porque foi em uma linda cachoeira na cidade de Garça e também por ser a estreia do Piramba Vertical3.

A atividade começou as 8 horas da manhã na Fazenda São Ramiro com um delicioso café expresso e a degustação de produtos a base de café produzidos em Garça.

Logo depois, os instrutores colheram a assinatura do termo de consentimento e explicou que todos os participantes estavam devidamente segurados.

Apresentaram e colocaram os equipamentos (capacetes, luvas e cadeirinhas) e depois, foi explicado detalhadamente como usar e realizar a atividade.

Era nítida a atenção da equipe com a segurança durante a atividade, tomando todas as precauções com a integridade física de todos os participantes.

Depois disso foi feita uma trilha curta de nível moderado até a chegada a cachoeira. Lá, um a um foi descendo e curtindo a atividade na linda Cachoeira do Cantu.  

Era nítido o semblante de alegria de todos. É indescritível a sensação de descer a cachoeira de rapel. É na verdade uma mistura de adrenalina e liberdade. Recomendo a todos que, se tiverem oportunidade experimentem essa sensação. Vale muito a pena, com toda certeza.

Depois de tudo ainda teve uma deliciosa galinhada para fechar com chave de ouro uma tarde memorável.

Sem contar o orgulho de experimentar um produto top que leva a marca Piramba® e que vai contribuir com absoluta certeza nessa parceria focada na disseminação de práticas que contribuem para transformação socioambiental visando uma sociedade mais solidária e sustentável.

Vicente Conessa.

Referências bibliográficas.

1-)http://www.rapelsp.com.br/modalidade-cascading-canyonismo

2-)https://vivabrotas.com.br/passeios/cachoeirismo/

3-) https://www.pirambavertical.com

Piramba MTB na belíssima Ribeirão Claro (PR)

Em um sábado de tempo bem fechado o Piramba logo cedo chegou no município paranaense de Ribeirão Claro, na fronteira com o Estado de São Paulo e aproveitou esse paraíso do mountain bike e com paisagens incríveis, as margens do cristalino Rio Paranapanema e com vista privilegiada da bela Represa de Chavantes.

*Sobre Ribeirão Claro

Nascida do pioneirismo de agricultores e colonizadores paulistas, mineiros e fluminenses, Ribeirão Claro tem o passado marcado pelo café. Por volta de 1895, a terra roxa e a cultura que se iniciava na região atraíram inúmeras famílias que viram na nova localidade a oportunidade de uma vida melhor com a produção cafeeira.

Atualmente, a cidade de mais de 10,5 mil habitantes conserva essa vocação rural e produz, além de um café de reconhecida qualidade, leite, milho, geleias e compotas. Criação de gado de corte e aves completam esse quadro. No entanto, a economia local se diversificou e a indústria consolidou-se. Ribeirão Claro destaca-se pelas fábricas de laticínios e de móveis.

O potencial turístico da cidade também recebe reconhecimento crescente. A localização privilegiada, às margens do Rio Paranapanema, as belas paisagens naturais e a proximidade da Represa de Chavantes atraem turistas de diferentes regiões, em todas as épocas do ano. Balneários, cachoeiras, morros e fazendas são opções preferenciais de lazer que movimentam a economia de pousadas, parques aquáticos e operadoras de esportes radicais.

Morro do Gavião


Um dos pontos altos de Ribeirão Claro (literalmente) é o Morro do Gavião, uma formação rochosa que fica 850 metros acima do nível do mar e faz parte das atrações da Fazenda São João. O local é muito procurado para a prática de esportes radicais como rapel, escalada e voo livre. A caminhada até ele e a possibilidade de contemplar do alto as belezas do lago da Represa de Chavantes são atrações à parte.

*https://www.viajeparana.com/Ribeirao-Claro

Escalada Ribeirão Claro
Morro do Gavião – Foto: Prefeitura de Ribeirão Claro

O Piramba atualizou o “Sobre nós”, entenda o motivo e o que mudou!

Logo do Piramba Atual e em alta resolução

Sobre nós

O Piramba® é uma associação sem fins econômicos que atua para a preservação do meio-ambiente natural, cultural e histórico por meio da atividade turística na região de Garça – SP.

O Piramba® começou no ano de 2011 com um grupo de amigos que se divertiam pedalando pelas pirambeiras, picos e cachoeiras da cidade de Garça que resolveram criar despretensiosamente um blog com o intuito de reunir os vídeos produzidos desses pedais e mostrar as riquezas e atrativos naturais da região.

Após mais de 10 anos após a formação inicial – e quase uma centena de cachoeiras e atrativos catalogados – o grupo que conta com mais de 20 membros, se tornou uma organização sem fins lucrativos cuja missão é:

-Divulgar os patrimônios naturais, culturais e históricos da região.

-Estimular atitudes sustentáveis na sociedade com responsabilidade ambiental e social.

-Ações e parcerias para a preservação desse patrimônios.

Nossos Valores:

-Companheirismo.

-Amizade.

-Ética.

-Transparência

.-Respeito a natureza

.-Empatia.

-Pluralidade.

-Tolerância.

-Orgulho da terra.

-Sustentabilidade.

-Apartidarismo político.

Nossa visão: o objetivo do Piramba® é ser reconhecido como uma organização que desenvolve e dissemina práticas que contribuem para a transformação social e ambiental em sua área de atuação para fins de uma sociedade mais solidária e sustentável.

O Piramba é uma marca registrada junto ao INPI (Processo nº 920341420) e regularmente inscrito no CNPJ sob o nº 43.312.157/0001-65). Todos os direitos reservados.

Pedal no cafezal queimado em Garça pela última geada e o fenômeno histórico de julho de 1975

A última onda de frio do inverno 2021 casou estragos na cultura cafeeira da região de Garça, muitos pés de café arábica foram danificados pela geada com prejuízos para os cafeicultores.

Provas do estrago são as imagens aéreas captadas pelo PirambaCop que mostram que parte das plantas de café queimadas na Fazenda Igurê. A cena é triste, e já há alguns anos que isso não ocorria, mas por outro lado o fenômeno faz parte da realidade de Garça-SP ao longo de sua história.

*Uma grande geada – a maior da história de Garça – ocorreu no dia 18 de julho, atingindo impiedosamente 90% dos cafezais da região. A cafeicultura do município foi totalmente atingida. O panorama nas lavouras garcenses era desolador: cafezais, pastos e outras culturas mostravam-se enegrecidos, como se estivessem queimados por intensas labaredas.Para se ter noção da extensão da geada ocorrida na cidade em julho de 1975, a temperatura atingiu a 1,5 grau negativo. Na manhã do dia 18, muita gente foi lavar o rosto e quando abriu a torneira não viu a água sair. A baixa temperatura congelou a água no encanamento. Somente no final da manhã a situação se normalizou. Um fato inédito em Garça até os dias atuais.

Pode ser uma imagem de em pé e ao ar livre
Jaime Nogueira Miranda mostrando os prejuízos (Acervo: Secretaria do Turismo Garça-SP)

O Café da região de Garça:

Conheça um pouco sobre a estreita relação o município de Garça-SP com o café.

A Cachoeira São Matheus como nunca vista antes (PirambaCop)

Tem algumas cachoeiras que cobram um preço alto para se chegar até ela, esse é exatamente o caso da Cachoeira São Matheus. As encostas são altas e íngremes, é mais difícil descer até ela, a subida da volta parece ser um pouco melhor e foi esse o nosso desafio no sábado de 04/09/2021 com nossas respectivas magrelas.

Não tem tilha ou picada para seguir, é preciso abrir o caminho levando muito mato no peito e arranhões na pele e depois identificar o ponto em que é possível descer, o que também não é tarefa fácil. Parecia que um abismo intransponível estava por toda parte, até que achamos um lugar para descer. Mesmo assim, a descida não foi nada tranquila, é preciso sempre procurar uma árvore ou raiz para se apoiar, e todo cuidado é pouco. É fácil escorregar barranco abaixo.

Ao final, deu tudo certo, tivemos ainda que percorrer um pouco do leito do rio até chegar. E então pudemos contemplar e aproveitar esse incrível patrimônio natural de Garça-SP, mais precisamente localizado no distrito de Jafa. A água é sempre cristalina e também muito gelada, mas é só entrar que logo se acostuma com a temperatura e então é possível curtir o belo poço que a cachoeira São Matheus possui e que parece ter sido esculpido pela força da água ao longo de anos de anos sobre a rocha que a circunda.

Também foi a primeira vez do PirambaCop neste lugar e ele fez várias imagens aéreas incríveis, e graças ao drone também avistamos a existência de uma outra cachoeira rio acima que desconhecíamos totalmente. Essa região foi abençoada pela natureza e a Cachoeira São Matheus é só mais das muitas outras lindas cachoeiras que existem em Garça-SP.

By Rudi Arena

O Piramba no programa Nosso Campo e no Jornal Tem Notícias (Rede Globo)

Matéria exibida no Jornal Tem Notícias

Depois de o Piramba ter sido objeto de uma longa matéria em um grande jornal de Bauru-SP e também da Solutudo, e de ter aparecido em um programa regional da TV Record, dessa vez nossos bravos pirambeiros deram o ar da graça na tela da Rede Globo.

Na manhã deste último domingo (29/08/2021) passou no programa Nossa Campo para todo o Estado de São Paulo uma matéria em que o Piramba MTB fechou, foi gravado em Garça-SP e teve como tema o Turismo Rural. O Piramba voltou ainda na telinha da Globo no Jornal Tem Notícias do dia 03/09/2021 com um conteúdo diferente do exibido anteriormente.

Primeiro começou com o empreendimento da família Godoy na Fazenda São Ramiro na Estrada do Saltinho com previsão de inauguração de uma pousada, um restaurante e um pesqueiro . Depois a foi a vez de mostrar a “Fazendinha” de 5.000 metros quadrados do lado da cidade, no Jardim Giseli e repleta de animais. Trata-se do Recanto Querência que tem previsão de receber grupos de estudantes e famílias de toda a região e idealizado pela veterinária Andressa Bronzatto em parceria com Carlos Alberto, o Kir.

Matéria exibida no programa Nosso Campo.

É muito bom ver que tem gente que aposta no turismo em Garça-SP. Essa é uma bandeira que o Piramba MTB já carrega faz tempo e aos poucos a gente aproveita os espaços que nos são oferecidos para além de mostrar os caminhos fascinantes que temos para a prática do mountain bike em nossa região, queremos também mostrar as belezas naturais de nossa região, pois aqui existe um potencial grande para a ser explorado por um ecoturismo consciente e sustentável. Dessa forma, buscamos contribuir, apoiar e fortalecer essa cena emergente e promissora do Turismo Rural em Garça-SP que foi tão bem captada pelo programa Nosso Campo.

by Rudi Arena

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PirambaCop melhores momentos

Este é um vídeo com os melhores momentos já registrados pelo PirambaCop, como é apelidado carinhosamente o drone usado pelo Piramba MTB para gravar as imagens incríveis das belezas da região de Garça. São cenas de cachoeiras, da Igreja da Cia Inglesa, e também de muito pedal.

Piramba MTB em Campos do Jordão (2021)

O frio pegou, mas o Piramba MTB não arreou e voltou para pedalar entre as belas montanhas da Serra da Mantiqueira e haja perna para tanta subida. O bicho pega. Esse vídeo registra algumas cenas que gravamos durante nossos dias de em Campos do Jordão, lugar que sempre vale a pena, pois e é um prato cheio para quem curte mountain bike.

By Rudi Arena

Detalhes da Casa Submarino em Campos do Jordão

2021

Após o adiamento da Piramba Trip de 2020 para 2021 em razão da pandemia, apesar dela e com todos os pirambeiros devidamente testados voltamos para conhecer um pouco mais das belezas e trilhas de Campos do Jordão e nossa trupe ficou mais uma vez hospedada na fantástica Casa Submarino. Está obra de arte edificada toda planejada pelo engenheiro Emmanuel Klabin no início dos anos 1950 e que já foi até objeto de estudo da USP: http://www.nomads.usp.br

Neste vídeo o nosso amigo Rafael, mais conhecido entre nós pelo apelido de Fiel e vai saber a razão, mas o que importa é que ele observou e registrou interessantes detalhes dos móveis dessa casa incrível e que parece parada no tempo mas repleta de surpresas e histórias. E tudo trabalhado com muita madeira e engenhosidade.

By Rudi Arena

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Clique no link abaixo e saiba tudo sobre essa edificação intrigante e diferente de tudo o que existe por aí:

Roteiro Caetetus – Ouro Branco.

No último sábado, dia 24 de julho de 2021, fizemos um novo percurso a convite do amigo Denilson Ruffo. Trata-se do Roteiro Ciclístico Caetetus – Ouro Branco.

Como o próprio nome diz o roteiro que possui 50 quilômetros de extensão inicia e termina na Estação Ecológica dos Caetetus e passa pelo Bairro Rural Ouro Branco no município de Alvinlândia.

A Estação Ecológica dos Caetetus1 foi “criada em 1976, entre Gália e Alvinlândia, preserva uma das maiores áreas contínuas de aproximadamente 2.179,00 ha (Dois mil cento e setenta e nove hectares) representativas da floresta estacional semidecidual que revestia o Planalto Ocidental Paulista, restrita hoje a menos de 6% da cobertura original. As espécies de madeira nobre mais conhecidas e mais utilizadas no Brasil, no início do século XX, eram quase todas provenientes dessas florestas, incluindo cedro, peroba, cabreúva, ipê, pau-marfim, jequitibá, guarantã, amendoim. A Estação guarda uma boa amostra desse ecossistema, assegurando a sua preservação. A inexistência de florestas naturais significativas, em um raio de aproximadamente 200 km, faz da Estação a base para o conhecimento da estrutura e funcionamento do ecossistema regional original. A Estação dos Caetetus abriga fauna bastante rica, inclusive com espécies ameaçadas de extinção, entre eles, mamíferos como suçuarana, jaguatirica, cateto, queixada e o “mico-leão-preto”, espécie endêmica do sudoeste do Estado de São Paulo e um dos primatas mais ameaçados de extinção no mundo.”

O pedal sai da Estação e vai circundando a mata por um estradão com bastante areião. A beleza do local se destaca principalmente em um local que serve de mirante logo no início onde se pode apreciar a mata e seus limites com outras propriedades.

Depois, o caminho passa por várias propriedades rurais sendo que algumas ainda guardam algumas colônias históricas. A região teve sua importância no início do século XIX antes da chegada da ferrovia e depois foi perdendo seu protagonismo pois, a ferrovia modificou o fluxo de pessoas e moldou de forma diferente as cidades.

É preciso estar sempre atento, pois, logo nas primeiras descidas há muito cascalho e pedras soltas que podem levar o ciclista mais disperso a cair da bicicleta. Aliás, foi o que aconteceu com o anfitrião Denilson que “comprou um terreno” em uma descida, mas sem mais prejuízos e sem machucados.

Importante ressaltar que no caminho ainda é possível se banhar em uma linda cachoeira ao lado da estrada de chão.

Após 25 quilômetros chegamos na Fazenda Santa Clara de Anhumas que é uma propriedade histórica na cidade de Alvinlândia e que, ainda hoje possui as casas da época, bem como, o local que servia de colégio para quem morava na região.

Depois, passamos por dentro da cidade de Alvinlândia onde pudemos nos abastecer com água na praça da Igreja da Paróquia de Santo Antônio e de lá partimos para pedalar pela Rodovia de volta a Estação Ecológica.

A volta nos brindou com um espetáculo a parte da natureza quando a noite chegou e uma Lua cheia de cor avermelhada se pôs no céu.

Está aí mais uma trilha sensacional que temos a disposição na nossa rica região que deve ser valorizada e acima de tudo, pedalada.

Referências bibliográficas:

1-) https://guiadeareasprotegidas.sp.gov.br/ap/estacao-ecologica-caetetus/ acesso em 26 de julho de 2021.

Campanha: Esquente o Frio de Alguém

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Cobra-cipó-marrom no meio da trilha em Marília-SP. Será Perigosa?

Nosso amigo de Piramba Rafael , mais conhecido por nós pelo apelido de Fiel, conseguiu um ótimo flagrante, veja só que linda serpente com pose de Naja e olha que nenhuma flauta estava tocando no momento. Trata-se de uma cobra-cipó-marrom que foi encontrada no dia 19/06/2021 em meio a trilha de bike, próximo ao distrito de Amadeu Amaral em Marília.

Mas será que ela é perigosa? As cobras podem morder, ter veneno e ferir, porém nem todas são peçonhentas e representam um risco à vida humana.

A cobra cipó marrom, não é considerada peçonhenta, pois não apresenta aparelho inoculador de peçonha, apesar de produzir veneno que não causa morte ao ser humano, uma mordida pode desencadear bastante dor no local, vermelhidão, inchaço e se não bem tratada, além da possível reação ao veneno, pode levar a uma infecção secundária, devido a contaminação bacteriana derivada da grande quantidade de bactérias em sua boca.

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Enfim, a Igreja da Cia. Inglesa foi Tombada!

IGREJA DA FAZENDA
A Igreja em um dia de festividade e quando ainda existia a cerca ao redor dela.

Em recente entrevista, o Prefeito de Gália Renato Inácio Gonçalves afirmou que o tombamento da Igreja da Fazenda São João do Tibiriçá e hoje mais conhecida Cia. Inglesa foi realizado no final de 2020. Disse ainda, que por esta razão, ninguém mais poderá derrubar ou modificar o imóvel. Segundo o Prefeito, o passo é a desapropriação da área para posteriormente a igreja ser recuperada seja com verba seja privada, federal ou estadual.

Torcemos muito para que a restauração da igreja vire uma realidade e não fique na promessa, esse é um processo lento e custoso, mas que deve ser levado adiante. Além de a Igrejas ser muito bonita com sua arquitetura diferenciada, ela carrega um patrimônio histórico e cultural muito forte que justifica o seu tombamento. O assunto desperta interesse não apenas para quem viveu na Fazenda São João do Tibiriçá e seus familiares, mas de muitas outras pessoas que chegaram a conhecer a Igreja ou a sua história. E também não são só pessoas da região de Garça ou Gália, mas também pessoas distantes mostram interesse no tombamento desse valioso patrimônio que deve ser preservado, juntamente com a sua história.

O problema é que quanto maior é a demora em restaurar o imóvel, maior é o risco de deterioração de sua estrutura, o estado de conservação é tão ruim que dá a impressão de que o seu desmoronamento é questão de tempo. Assim, é preciso ver se a estrutura dela aguenta até que restauração seja feita, se é que teremos as verbas necessárias para tanto. Porém, o seu tombamento é uma notícia a se comemorar. Agora é aguardar ansiosamente para que sejam dados os próximos passos para a sua restauração.

Por outro lado, cada vez mais o lugar tem se tornado um ponto turístico da região. Sempre que a gente passava de bike pela Igreja, nunca tinha ninguém. Hoje sempre tem alguém lá, principalmente nos finais de semanas. Além de ser muito visitada por ciclistas, muita gente vai de carro também. Um dia desses tinha uma van de turismo repleta de gente e mais um casal de noivos tirando fotos com fotógrafo profissional, entre outros carros. Quem sabe um dia esta Igreja não possa voltar a ter os propósitos a qual ela foi construída, ter uma celebração missa, casamentos ou batizados. Com absoluta certeza, não faltariam interessados em ali participar de uma cerimônia religiosa.

A Igreja possui um estilo neogótico inglês, construído em tijolos aparente e representou em seu tempo todo o apogeu da Cia. Inglesa que essa fora desativada em 195. Suas terras foram desmembradas e seus edifícios desmontados na qual restou apenas a Igreja e alguns poucos casarões. Para conhecer mais sobre a rica história deste lugar é só acessar esse link:

https://pirambamtb.com/2016/06/05/companhia-inglesa-memorias-da-fazenda-sao-joao-19441954-por-hamilton-carvalho/

by Rudi Arena

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A Igreja virou um ponto turístico, mas totalmente abandonada.

Publicação do Tombamento Provisório

Diário Oficial da União

Publicado em: 03/09/2020 | Edição: 170 | Seção: 3 | Página: 233

Órgão: Prefeituras/Estado de São Paulo/Prefeitura Municipal de Gália

TOMBAMENTO PROVISÓRIO Nº 1/2020

O Secretário Municipal de Cultura e Turismo do Município de Gália/SP, no uso de suas atribuições legais e em cumprimento ao artigo 4º, § 6º da lei Municipal 2.533/2020, N O T I F I C A aos proprietários dos imóveis objetos das Matrículas Imobiliárias 17.380 e 17.381, ambas do CRI de Garça, imóvel este denominado FAZENDA SÃO JOÃO DO TIBIRIÇÁ, que constam como proprietários as pessoas de ESTHER ENGELBERG, portadora do RG de nº 1.813.933-SSP-SP e do CPF de nº 046.749.168-28, advogada, casada no regime da comunhão de bens antes da vigência da lei 6.515/77 com JOSEF ENGELBERG, portador do RG de nº 1.154.438-SSP/SP e do CPF de nº 006.072.748-91, arquiteto, ambos brasileiros e residentes e domiciliados em São Paulo Capital; CLÓVIS BEZNOS, portador do RG de nº 2.332.535-SSP/SP e do CPF de nº 002.467.788-49, casado no regime da comunhão parcial de bens na vigência da Lei 6.515/77 com VERA LUCIA BEZNOS, portadora do RG de nº 2.993.046-SSP/SP e do CPF de nº 023.488.108-91, amos brasileiros, advogados e residentes e domiciliados em São Paulo/SP; e, NELSON BEZNOS, portador do RG de nº 2.006.375-SSP/SP e do CPF de nº 107.121.608-25, brasileiro, separado judicialmente, economista e com domicílio na cidade de São Paulo/SP, para que tomem conhecimento de que o Município de Gália/SP, levará a TOMBAMENTO O PRÉDIO E ADJACÊNCIAS da IGREJA existente na propriedade denominada Fazenda São João do Tibiriçá, localizada dentro do limite e jurisdição do Município de Gália, onde está edificada uma Igreja conhecida como “Igreja dos Ingleses” e que se encontra em mal estado de conservação, porém, pela sua história e beleza, despertou na população a vontade de preservar referida construção, cujo Processo de Tombamento nº 01/2020 e documentos que o integram, está localizado junto a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo localizada no Paço Municipal, está disponível para consulta, para que possa ser impugnado, formalmente, no prazo de 15 dias, que, decorrido, sem manifestação, será tido como aceito pelos proprietários. A ausência de manifestação não representará obstrução ao pleno andamento desse procedimento de tombamento.

Gália, 26 de agosto de 2020.

EDENILSON JOSÉ NOGUEIRA

Secretário Municipal de Cultura e Turismo

Fontes:

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/tombamento-provisorio-n-1/2020-275674380

https://radioclubedegarca.com.br/noticia/312575/igreja-cia-inglesa-de-galia-foi-tombada

https://www.facebook.com/radioclubewebgarca/videos/945161579605910/

Piramba MTB no Roots Bike Park

A Localização

No primeiro dia de pedal da Expedição à Campos do Jordão do Piramba MTB em maio/2021 resolvemos conhecer o Roots Bike Park que fica localizado próximo a 1700 m de altitude e fica a 800 metros do Portal da cidade e a 50 metros do Centro de Lazer Tarundu e ao lado do Hotel São Cristóvão. No dia anterior havia chovido bem, no caminho havia uma ou outra poça d´água e um pouco de barro ainda restava na pista, logo, a atenção tinha que ser maior ainda nas partes mais técnicas.

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Um Anjo Salvador

Porém, a minha bike e a de um outro amigo quebraram logo no começo. Que azar!!! O problema da minha bike foi o frehub ou roda-livre que é um tipo de cubo de bicicleta que incorpora um mecanismo de catraca, e para ajudar o meu pedal soltou e caiu no chão, frustrante, logo no primeiro dia, e ainda por cima iria ficar sem bike para pedalar os próximos dias. Por outro lado, o meu amigo quebrou a gancheira, mas no caso dele, o mais que gente boa Anderson Castro emprestou uma bike que tinha no Roots Bike Park destinada para aluguel.

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Já o meu caso estava mais complicado de resolver, mas como existe uma oficina para pequenos reparados, o Anderson tentou arrumar o meu frehub, mas ele estava em estado deplorável e conserto não dava certo, mas ele não desistiu, pegou umas peças usadas que tinha e arrumou o freehub com sucesso, também me arrumou um novo pedal e instalou na hora. Agora sim, a bike estava pronta para percorrer as tilhas iradas do bike park. E ainda por cima, o incrível Anderson Castro não cobrou nada pelo serviço e nem pelas peças do freehub, acabei pagando um valor módico pelo pedal e o agradeci muito. Ele salvou não só o o meu pedal naquele dia, mas também para os próximos dois dias de mountain bike. Ele merece todos os agradecimentos.

Dificuldades das Trilhas

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As trilhas no Roots são divididas por cores, Amarelo, Verde, Laranja, Azul, Vermelho e Preto, em ordem crescente de dificuldade. Embora tenha algumas trilhas com nível de dificuldade baixo, em geral, o Roots Bike Park possui trilhas bem técnicas e obstáculos similares ao que se encontra na natureza bruta das trilhas de MTB, também tem um circuito de XCO bem legal. A pista muitas vezes exige bastante técnica do ciclista, são necessárias mudanças rápidas de marchas, frenagens precisas, são muitas as curvas fechadas ou inclinadas, degraus, trechos de trilha bem estreitos e trechos de terreno com muitas raízes que exige atenção. Também é necessário muita força na perna, tem subidas pesadas, muitas vezes é necessário frear tudo para em seguida subir.

São muitos os desafios, obstáculos e estruturas de madeira para exercitar variadas técnicas, até mesmo para treinar jumps e equilíbrio. A pista possui algumas pontes de madeira, e uma em especial é muito legal e simula uma WallRide, mas em um ângulo menor que 90º. Talvez, o maior desafio e a cereja do bolo seja os Rock Gardens, que em tradução literal seria Jardim de Pedras. Tem um com pedras bem grandes e um desafio e tanto para passar ileso. É claro que um tombo ali seria normal, e é óbvio que isso aconteceu com um pirambeiro nosso, mas nada demais, todo desafio tem lá seus riscos, não é?

O Visual

O visual é o bike park é muito bonito, com vegetação típica daquela região, muitas araucárias, a trilha também passa por uma bela lagoa com patos, e encontrei lá muitos pássaros e também um cogumelo muito conhecido mundialmente, mas raro no Brasil. Ele é comum nas regiões frias do hemisfério norte, mas tem ocorrência natural no outono, em regiões montanhosas da Serra da Bocaina e da Mantiqueira, entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como em algumas localidades dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul de clima frio.

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A Amanita Muscaria, é aquele cogumelo de de desenho animado de chapéu vermelho e bolinhas brancas, e que aparece em clássicos como Alice no País das Maravilhas ou o filme Fantasia (Disney) e no game do Super Mário Bross. Porém, muito cuidado, sua ingestão pode desencadear distúrbios digestivos, taquicardia ou alucinações.

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Zoom Bike Park X Roots Bike Park

É natural a comparação entre os dois Bike Park de Campos do Jordão, já que o Piramba MTB em outra ocasião também conheceu o Zoom Bike Park. Para começar percebi uma diferença de propósito da cada bike park, e também de preço, o valor no Roots é mais barato e o seu estilo é raiz mesmo. Porém, é preciso reconhecer que O Zoom este tem uma maior estrutura , o terreno do Park é maior e as trilhas são mais bem organizadas e separadas umas das outras. O Roots Bike Park faz jus ao nome, as trilhas são mais truncada e bem técnicas, já no Zoom as trilhas são mais limpas, abertas e fluem mais.

Porém, no quesito atendimento e oficina de reparos, o Roots Bike Park se diferenciou pela qualidade e acolhimento. Fomos muito bem atendidos pelo Anderson Castro, diferente da experiência que tivemos no Zoom Bike Park. E ainda por cima, no entorno do Roots Bike Park existe uma pequena capela e também uma pequena Igreja que em tive o privilégio de primeira vez ter a sensação de tocar o sino do templo. A experiência como um todo muito legal.

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Sobre o Anderson e Drika do Roots Bike Park

E também é muito bacana a história dele no mountain bike. Ele foi campeão Brasileiro em 1996, e já esteve no pódio em muitas das mais duras provas de mountain bike, como Iron Biker, Canastra Ride, Mundial na Austrália, Panamericano na Argentina, as famosas provas de 24 horas, tendo sido um dos brasileiros classificados para o Mundial dessa modalidade. O Roots também conta com a Drika, “Mountain biker desde 1996, correu perto de 40 provas de aventura, algumas provas de mountain bike, e atravessou a América do Sul em 2008, num total de 24 dias, sendo 21 dias pedaladas! Trilheira rústica!”

Ao final, o Anderson ainda compartilhou todo o seu conhecimento histórico e nos serviu como um excelente de guia para uma viagem ao passado de Campos do Jordão com curiosidades fascinantes, que com certeza vale a um postagem em separado sobre o assunto.

By Rudi Arena

O ROOTS BIKE PARK é a mais nova opção para os Mountain Bikers se divertirem em Campos do Jordão-SP. Em meio a muito verde e com um visual lindo demais, a quase 1800m de altitude, há varias trilhas de diferentes níveis, e também um circuito XCO (7,0km) incrível, com acumulado de 230m. Temos trilhas para vários níveis de aventureiros, do iniciante ao profissional. O biker tem a opção de repetir o trecho que mais gosta quantas vezes quiser, fazendo trilhas e voltas diferentes cada vez.

Adrenalina, diversão e superação de limites na certa!

AÇÃO: PIRAMBA MTB MAIS SUSTENTÁVEL

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O MUNDO MUDOU


As conexões são muito importantes para melhorar o mundo em que vivemos. Empresas e pessoas que buscam o desenvolvimento sustentável são inovadoras e estão em harmonia com a realidade atual, transformando locais através de ações que valorizam a sustentabilidade, sendo ela essencial para o futuro de todos.

OBJETIVO – DIA DO MEIO AMBIENTE


O objetivo desta proposta é a neutralização dos Gases de Efeituo Estufa (GEE) através do plantio de árvores nativas, compensando toneladas de CO2 da atmosfera, conscientizando colaboradores, clientes e parceiros do compromisso socioambiental, certificando essa ação por meio do Selo Verde Ecooar.


A campanha será lançada dia 01 de junho de 2021, Semana Mundial do Meio Ambiente, indo até o dia 06 de junho, quando será sorteada uma Jersey.


A cada Jersey vendida, uma árvore será plantada em nome do cliente, em áreas de preservação permanente, neutralizando 130 kg de CO2, ajudando a cuidar do Planeta. Ele ainda recebe as informações, com a localização de sua árvore, em seu e-mail.

ONDE PLANTAMOS


A área escolhida localiza-se na região oeste do Estado de São Paulo, no município de Garça, com altitude média de 610m. O projeto de recuperação ocupa uma área próxima de nascentes da Bacia do Rio Aguapeí e Rio do Peixe, dentro dos limites da faixa de preservação estabelecida por lei, atingindo mais de 32 municípios do Estado de São Paulo.

Quem quiser colaborar com essa iniciativa, adquirir uma linda Jersey do Piramba MTB e ainda ajudar o meio ambiente é só acessar esse link: http://piramba.com/topico/ecooar/

By Piramba MTB

Embaixador: Luiz Perrella

Apoio: La Maglia

Parceira: Ecooar

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Artrite reumatóide e bicicleta – vivendo com uma doença invisível.

Confesso que nunca fui um adulto fisicamente muito ativo. Dos 18 até os 30 anos de idade era completamente sedentário, e, além de tudo bebia álcool com muita frequência e intensidade sempre acompanhado da fumaça do Marlboro vermelho. Poxa, que combinação. 

 Mas, ficava sempre doente. Pelo menos duas vezes ao ano tinha amigdalite e precisava de antibióticos, sem falar nas gripes e resfriados.

 Então, com 30 anos decidi parar de fumar. Como é difícil. O cigarro é uma droga que realmente te vicia fortemente. Eu estava acostumado  a fumar pelo menos um maço de cigarro por dia.

Na primeira semana quase surtei pela abstinência da nicotina, mas, aguentei firme.

Na verdade, resolvi comprar uma bicicleta para ajudar. Comecei pedalando de manhã na cidade em torno de 10 quilômetros. Acabei me apaixonando pela bike.

De início comprei uma bike de cidade e passei a usá-la para ir para a faculdade. Estava cursando Direito e ia pedalando mesmo que o tempo estivesse ameaçando uma chuva. Era sagrado.

A bike mudou realmente a minha vida, pois, o pedal acima de tudo me ajudava psicologicamente a não fumar de novo e me fazia sentir muito bem fisicamente.

Então um dia fui pedalar numa trilha com uma mountain bike emprestada do meu irmão. Lembro que saímos pelo mato e fomos até uma cachoeira bem perto da cidade. Foi sensacional. Desde então nunca parei de pedalar.

Quer dizer, até o ano de 2016. Em novembro desse ano comecei a sentir uma dor muito forte na articulação do ombro direito. A princípio o médico achou que poderia ser gota. Mas, depois de fazer um check-up, chegou no diagnóstico de artrite reumatoide.

Eu não sabia exatamente como era essa doença, mas acabei descobrindo que a artrite é muito dolorosa tanto fisicamente como psicologicamente porque limita muito os movimentos mais sutis do corpo.

Lembro que até para conseguir trabalhar era difícil. A inflamação acabou acometendo os dedos e era muito difícil fazer as coisas que gostava de fazer. Nessa época eu tocava baixo numa banda que tive que abandonar porque não conseguia mais tocar. Foi um período muito difícil porque as vezes não conseguia pegar minha filha no colo por exemplo.

Por um tempo fiquei muito triste, numa bad completa. Mas, com a medicação a doença teve uma boa remissão tanto que consegui completar o Caminho da Fé sem dor em 2018.

 A artrite reumatoide pode ser considerada uma “doença invisível”. Isso porque, ao contrário de estar com algum osso quebrado, as outras pessoas não conseguem enxergar e sequer imaginam a dor que se sente.

A doença invisível é também, por essa razão uma doença solitária. Fiquei sem ter qualquer sintoma por vários anos e sempre pedalando.

A atividade física e um estilo de vida saudável é uma forma de fazer com que a doença não se manifeste novamente. Mas, em 2020 durante a pandemia ela voltou com toda a força. E o pior, a medicação que eu costumava tomar e comprava tranquilamente, a cloroquina, era dita como o remédio que combateria o coronavírus, simplesmente sumiu das farmácias.

Mas, mesmo ganhando de pessoas próximas a cloroquina ela parecia não fazer efeito nenhum nas dores que sentia. Então, depois de algum tempo meu reumatologista prescreveu o metotrexato.

Quando fui ao médico estava com as duas articulações do punho seriamente inflamados, e o dedo médio da mão esquerda já estava se deformando pela doença. Demorou em torno de duas semanas para que a medicação fizesse efeito e aos poucos melhorando, mas, os efeitos colaterais são muito chatos. No dia que tomo (dose semanal) sinto um mal estar como se tivesse tomado um porre, mas pelo menos agora não sinto dor.

A dor é algo muito subjetivo e que mexe muito com nosso psicológico.  É por isso que, quando a pessoa se sente deprimida por estar doente e com dor precisa pedir ajuda, seja para a família ou os amigos.

Na verdade, essa pandemia tem me ensinado que a nossa vida é muito rara.

A gente tem que aproveitar todos os momentos de forma intensa fazendo o que se gosta, seja pedalar, visitar uma cachoeira, curtir os amigos e a família.

Se você, assim como eu, tem também uma doença invisível não desanime. A dor e a doença são grandes professoras porque nos ensina a valorizar ainda as coisas mais sutis que, quando estamos sem dor sequer prestamos atenção.

Por isso se concentre em viver o presente e tente ser feliz fazendo o que gosta! É o que desejo! Vicente Conessa.