De Volta as Raízes, De Volta a Cascatona

Depois de um bom tempo sem ir até Cascatona, que é uma das mais altas cachoeira de Garça e região e também um das primeiras que o Piramba MTB explorou há cerca de 10 anos atrás. Voltar lá é reviver as origens do Piramba, com muitas histórias e um rolê que é cara deste grupo.

O lugar é mais uma dádiva que a Garça maravilhosa recebeu da  natureza, ela  fica localizada na Fazenda Cascata e é de difícil acesso. Para chegar embaixo da cachoeira é preciso ter muita força de vontade, descer pelo pasto até o fundo do vale, depois, chega um momento em que para continuar é preciso seguir a pé e pelo curso do rio.

São muitas as pedras no caminho e antes de chegar na grande queda, as pedras vão ficando gigantes e bem mais difícil de passar.  Mas como sempre tem uma bela recompensa depois, e acaba que vale realmente a pena. Tanto pelas as paisagens pelo caminho,  como para contemplar a cachoeira, tomar banho nela e apreciar o seu envolto, que exibe um belo e imponente contraforte que se assemelha as falésia existentes no litoral.

Na volta a coisa aperta ainda mais, a bike sofre pirambeira a cima e o esforço exige bastante do sistema cardiorrespiratório. Ao final de cerca de 30 km de pedal, a quilometragem pouco tem a dizer em relação ao tamanho cansaço ao chegar em casa, parece que o corpo está todo moído por dentro.

O esforço de pedalar em si é o de menos, ainda que o terreno de pasto e sem estrada seja bem desgastantes, pois segura muito a bike. Porém, o que mais pesa mesmo, são os movimentos de andar no leito do rio desviando das pedras e dos buracos, de subir e descer as encostas, e de carregar a bike em alguns momentos. Isso faz com que sejamos obrigados a trabalhar músculo que normalmente apenas pedalando acaba por não trabalhar. Por esta razão, a sensação de estar quebrado ao final do pedal é maior do que se tivéssemos rodados 50 km de bike em um estradão.

Rudi Arena

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Quatis no Lago Artificial de Garça

Não é muito difícil avistar em quatis em Garça, na maioria das vezes estão a perambular na região dos trailers de lanches no Lago Artificial Prof. J. K. Williams, nas mais variadas horas do dia. Geralmente aparecem em bandos e passam a impressão de estarem sempre esfomeados a procura de restos de comidas que ficam nas lixeiras das lanchonetes.

No dia em que o vídeo foi gravado eu estava a pé e assim facilitou o registro deles, já que de carro é mais complicado de filmar a cena. Se eu tivesse um alimento na hora para o quati, acho que ele comeria da minha mão, não parecia se importar com a presença humana, e chegou a se aproximar bastante, e em nenhum momento demonstrou medo ou agressividade.

Como no fundo dos trailers fica a mata do Bosque Municipal, esses animais que ali vivem passaram a ver o lugar como uma fonte de alimento e por isso frequentemente estão por ali a conferir o que sobrou das refeições dos humanos para tentar encher a barriga.

O bom é que com isso eles dão o ar da graça para quem passa pelo Lago, seja a pé ou de carro, e assim podemos contemplar esses animais da família do Guaxinim, com seus focinhos compridos e com suas caudas longas e peludas em forma de anéis. Assim, os quatis deixam de ser mais um dos atrativos da cidade e também do Lago Artificial da cidade.

Rudi Arena

Conheça um pouco mais sobre esse interessante animal:

Quati-de-cauda-anelada

Como ler uma infocaixa de taxonomiaQuati-de-cauda-anelada
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Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Procyonidae
Género: Nasua
Espécie: N. nasua
Nome binomial
Nasua nasua
Linnaeus, 1766
Distribuição geográfica
South American Coati area.png

Quati-de-cauda-anelada (nome científicoNasua nasua), também chamado quati-da-américa-do-sul ou quati-do-nariz-marrom, é um carnívoro da família Procyonidae. Faz parte do gênero Nasua, que possui outra espécie, Nasua narica (quati-de-nariz-branco), ambas ocorrendo no continente Americano.[1]

Coloração e características

De maneira geral, o corpo do quati costuma apresentar coloração cinzento-amarelado, sendo a região ventral e as regiões laterais mais claras. O focinho é preto, alongado e sua ponta apresenta movimento que auxilia explorar, juntamente com os membros torácicos, ninhos, tocas e ocos de árvores. Pelo olfato, descobre pequenos vertebrados e invertebrados. As orelhas são curtas, com capacidade de apresentar pelos esbranquiçados, características que também podem estar presentes na face. Os pés e as mãos são pretos, como também os anéis presentes em sua cauda peluda. Vale ressaltar que varições podem existir, visto que depende da idade do animal e de sua variabilidade individual.

Nasua nasua pode atingir 30,5 cm de altura e comprimento corpóreo entre 43-66 cm. Apresenta, em média, 4 kg de massa corporal (considerando quatis adultos e juvenis, de ambos os sexos), podendo atingir até 11 kg. Possui entre 22-69 cm de cauda e são capazes de reproduzirem uma ninhada por ano.São mamíferos com hábitos diurnos e, normalmente, dormem em árvores. O quati (Nasua nasua) se movimenta de formas diferentes: sobe em árvores com o auxílio das garras, corre pelo chão, pula/desce da árvore para o chão de frente ou de costas, andam de quatro patas e pulam de um tronco para outro.

Bandos

De modo geral, os quatis são conhecidos pelo fato das fêmeas viverem em bandos e os machos, que já se tornaram adultos, viverem solitários. Dessa forma, machos adultos são excluídos dos bandos em média no terceiro ano de vida. Normalmente, os bandos apresentam indivíduos juvenis, indivíduos que ainda não adquiriram características de animais adultos e fêmeas adultas. Esse bando, a partir do momento que se encontra em alerta, são capazes de emitirem trinados e fortes “tosses”.

Acasalamento

acasalamento de Narica narica apresenta semelhança com um harém, em que um ou dois machos monopolizam a acessibilidade aos bandos. As fêmeas costumam escolher os machos que desejam copular e os machos, normalmente, são fiéis a um bando em particular na época de reprodução. As fêmeas costumam parir em ninhos localizados nas árvores.

Ressalta-se, portanto, que os machos só são acolhidos nos bandos no período de cópula, com duração média de um pouco menos que um mês.

Habitat

O Cerrado é um dos habitats do Nasua nasua.

Essencialmente, o Nasua nasua ocupa habitats florestais, inclusive florestas perenes e caducifólias, florestas primárias, matas de galeriacerradossavanaschaco.

Em Formosa, na Argentina, identificou-se preferências dos quatis por florestas em fase de regeneração e florestas baixas. Além disso, no Cerrado, houve afinidade com áreas abertas e, no Pantanal, houve rejeição a ambientes alagados (correlação negativa) e preferências pelas florestas (correlação positiva).

Dieta

Caracterizados como onívoros, a dieta dos quatis abrange, especialmente, insetos e larvas, além de artrópodes (quilópodes, aranha). Se alimentam também de uma grande diversidade de frutos e, às vezes, pequenos vertebrados. Os quatis podem variar de alimentação através da sazonalidade e podem incluir itens incomuns, como serpentes, crustáceos e peixes.

 Em área com intensa utilização antrópica e com escassez de frutos e animais no solo, os quatis são observados alimentando-se de lixo. Há ocorrência da ingestão de resíduos não digeríveis descartados e alimentos processados. Nota-se, também, que a alimentação fornecida por visitantes em determinados parques interfere positivamente no hábito alimentar dos animais e modifica padrões comportamentais e de forrageio, visto que os quatis acabam se acostumando com um rota pré-determinada de alimentos em abundância.
Os quatis, oportunisticamente, se alimentam de mamíferos e realizam necrofagia.

Machos e fêmeas não possuem diferenças na alimentação, embora as fêmeas apresentem, teoricamente, uma dieta mais abrangente em proteínas e mais calórica – em relação aos frutos – que os machos. 

Estado de conservação 

Bastante apreciada como caça, a espécie não possui alta resistência a este tipo de interferência humana. Eventualmente, diversos registros de quatis atropelados são catalogados, fator preponderante na avaliação do estado de conservação da espécie no Rio Grande do Sul, com uma grande possibilidade de existir um impacto muito superior no total da população. Relata-se que, nos assentamentos no estado de Roraima, existem caçadores que sacrificam os animais com a finalidade de utilização do pênis como remédio afrodisíaco.

Apesar de constar na Lista Vermelha da Bahia por conta da ameaça ao seu estado de conservação, o quati (Nasua nasua), de acordo com o site IUCN RedList, apresenta, entre as noves possibilidades de classificação sobre o estado de conservação, o estágio LC, derivado do inglês, least concern, que significa, em português, “pouco preocupante”. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN é reconhecida como a abordagem global que possui maior abrangência e objetividade ao avaliar o estado de conservação de espécies de animais e plantas.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Quati-de-cauda-anelada

 

Hidrelétrica de Furnas de Bike

Em um único e proveitoso dia, conhecemos de bike a Pedreira Lagoa Azul, o Mirante do Canion e dada a proximidade, não poderíamos deixar de conhecer a famosa Hidrelétrica de Furnas, pena que seu nome ultimamente e infelizmente anda associada ao noticiário Político-Policial com a chamada a Lista de Furnas, em que constam nomes de conhecidos políticos suspeitos de corrupção e que envolve esta importante usina de energia elétrica.

A entrada para visitação é franca e sem restrições, e é muito bela a vista  de cima do gigantesco lago de furnas ou “mar de furnas” como também é chamado, pois banha 34 municípios mineiros. Vale a pena conhecer, assim como toda estrutura da Hidrelétrica e as belezas do seu entorno, pois é um lugar único em que o lago de Furnas encontra com a Serra da Canastra.

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A barragem está localizada no curso médio do rio Grande, no trecho denominado “Corredeiras das Furnas”, entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, em Minas Gerais.

Sua construção começou em julho de 1958, tendo a primeira unidade entrado em operação em setembro de 1963 e a sexta, em julho de 1965. No início da década de 70, foi iniciada sua ampliação para a instalação das sétima e oitava unidades, totalizando 1.216 MW, o que colocou a obra entre uma das maiores da América Latina. A localização privilegiada da usina (500 km do Rio de Janeiro, 400 km de São Paulo e 300 km de Belo Horizonte) permitiu que se evitasse, em meados da década de 60, um grande colapso energético no Brasil, evitando o racionamento e o corte no fornecimento de energia elétrica ao parque industrial brasileiro. A potência prevista no início de sua construção correspondia a 1/3 do total instalado no Brasil. A Usina de Furnas, além de se constituir em um marco de instalação de grandes hidrelétricas no Brasil, possibilitou a regularização do rio Grande e a construção de mais oito usinas, aproveitando, integralmente, um potencial de mais de 6.000 MW instalados.

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DADOS TÉCNICOS:

BARRAGEM:

Tipo: enrocamento com núcleo de argila
Altura máxima: 127 m
Desenvolvimento no coroamento: 554 m
Largura no coroamento: 15 m
Elevação no coroamento: 772 m
Volume total: 9.450.000 m³

RESERVATÓRIO:

Extensão máxima: 220 km
Nível normal de operação: 768 m
Nível de máxima cheia (Nível máximo maximorum): 769,30 m
Nível de desapropriação: 769 m
Nível mínimo de operação: 750 m
Área inundada: 1.440 km²
Volume total: 22,95 bilhões m³
Volume útil: 17,217 bilhões m³

ESTRUTURA DE CONCRETO:
TOMADA D’ÁGUA:

Comportas:
Tipo – vagão
Quantidade – 8
Altura d’água sobre a soleira – 33,5 m
Dimensões:
largura – 4,7 m
altura – 9,7 m
Fabricantes: Rheinstahl/M.A.N.(R.F. da Alemanha)

VERTEDOURO:

Descarga Máxima: 13.000 m³/s
Comportas:
Tipo – segmento
Quantidade – 7
Dimensões:
largura – 11,5 m
altura – 15,8 m
raio – 14,1 m
Fabricante: HIH (Japão)

CASA DE FORÇA:

Tipo: coberta
Dimensão: 186 m x 28 m
Unidades geradoras:
quantidade – 8
rotação: 150 rpm
potência nominal: 152 MW
Turbinas:
Tipo – Francis de eixo vertical
Diâmetro do rotor – 4,485 m
Fabricantes:
1 a 6 (Nohab/Suécia)
7 e 8 (Nohab/Suécia e Bardella/Brasil)
Geradores:
Freqüência – 60 Hz
Tensão nos terminais: 15 kV
Fabricantes:
1 a 6 (Siemens/R.F.Alemanha)
7 a 8 (CGE/Canadá e MEP/Brasil)
Transformadores: 26 (operação mais reserva)
Tipo – monofásico
Capacidade total em operação – 1.279,92 MVA
Relação de transformação: 15/345 kV
Fabricantes: Fabricantes: GE (USA) / Jeumont Schneider (França)

Rudi Arena

Fonte: http://www.furnas.com.br/hotsites/sistemafurnas/usina_hidr_furnas.asp