A Incrível Casa Submarino de Campos do Jordão

A Estadia na Casa Submarina

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Por obra do acaso, a estadia da última viagem do Piramba acabou sendo em lugar espetacular, e muito pela beleza das montanhas da Serra da Mantiqueira ao redor da casa onde ficamos. Mas não só por isso,  principalmente por ela ser muito diferente, não só a  sua arquitetura que é o que mais chama a atenção a primeira vista, como dos móveis e utensílios presente no seu interior.

Assim, não poderia deixar de fazer este vídeo exclusivo dessa fantástica Casa Submarino que fica na zona rural de Campos do Jordão-SP. O imóvel é de uma arquitetura tão moderna que foi objeto de um artigo da Universidade de São Paulo (USP), e com base nesses estudos é que foi escrito o presente texto, mas com o interesse de ir além em algumas questões.

Neste Post, apresentamos imagens inéditas do mirante, também registramos fotos de objetos e ângulos da casa que o artigo da USP não abarcou. A proposta desta postagem é ir além da abordagem puramente arquitetônica, e registrar novas imagens e com mais detalhes desta casa que é para lá de diferenciada,  um patrimônio histórico/arquitetônico, e de tão peculiar que é, deve ser preservado. Outra intenção deste texto, é também o de procurar reconstruir um pouco da história e perfil do grande autor dessa verdadeira obra de arte.

Passar quatro noites nessa casa foi uma experiência incrível e uma oportunidade única. Logo que cheguei ao local fiquei surpreso e maravilhado com a forma daquela casa de campo que logo remetia a um submarino. Campos do Jordão é famosa por ser o município mais frio do Estado de São Paulo, e esta casa fica ainda em um lugar bem mais alto do que a cidade, cercado de vegetação de montanhas, por isso além de muito belo o entorno, o frio que se faz ali é muito severo.

Teve uma noite que tivemos uma visita noturna e sorrateira de um morcego dentro da casa, mas não ficou muito tempo, logo se foi, não ficou muito a vontade conosco.

Para conhecer melhor a casa, um dia a noite, subimos uma escadaria antiga de madeira para conhecer o mirante.  Aproveitamos a existência da lareira e o frio intenso para por fogo na lenha e assim esquentar a sala todas as noites. Na falta de TV, ficávamos conversando e muitas vezes, sobre as características dos móveis do lugar e sua qualidade, a antiguidade e a engenhosidade dos objetos, tudo isso chamava muito a nossa atenção.

Também ouvimos falar de que quem construiu a casa tinha sido um senhor  considerado judeu que tinha receio de perseguição nazista e que o mirante e a localização remota da casa era um sinal de que esta poderia ser uma opção de refúgio em caso de alguma necessidade. E realmente, ainda hoje com todo o desenvolvimento e expansão urbana de Campos do Jordão, o local continua bem escondido entre as montanhas e vegetação características do município. Então é de se imaginar como seria no final dos anos 40 do século passado, há quase 80 anos atrás, devia ser um lugar ainda mais isolado, sem dúvidas, um ótimo esconderijo.

E também tem uma outra curiosidade, este engenheiro judeu construiu também outras duas edificações com mirantes. Parece que ele tinha uma certa fixação em poder ter uma boa visão dos arredores, só não sabemos se é simplesmente para apreciar a vista ou se havia ainda um outro interesse, como para fins de segurança, que serviria como espécie de guarita para ter melhor visão dos arredores.

As Referências a um Submarino

 

A chaminé da lareira é, literalmente, um mirante, como também o é a vela do submarino. Aberturas na forma de escotilhas, uma sequência de blocos de vidro que repetem ao mesmo ritmo e lembram pequenas aberturas dos submarinos, dutos que se assemelham à diversos periscópios e a relação do elemento vertical da lareira com a curvatura da elevação sul, reforçam a referência à linguagem formal dos submarinos nucleares da década de 1950.

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Sobre a Casa Submarina 

A casa Klabin foi construída, muito provavelmente, entre os anos de 1948 e 1956 Fica em uma área de 121.000 m², aproximadamente à 14 km do centro de Campos do Jordão e foi uma das primeiras casas construídas no Parque do Ferradura, um loteamento empreendido pela Companhia Imobiliária e Financeira – C.I.F., de Paulo Plínio da Silva Prado, nos anos 1940, que ainda é pouco ocupado e apresenta características bastante rurais.

Implantada seguindo orientação rigorosa norte-sul para as maiores elevações, no pico mais alto do terreno, a casa se assenta em uma área aplanada, de forma aproximada de uma elipse. É certo que se destaca em relação a paisagem, às outras pequenas construções do entorno, entretanto, a vegetação densa e alta que margeia o terreno junto à estrada a isola, esconde e protege.

 

A casa apresenta certa figuratividade. Faz alusão ora ao submarino, a partir da elevação sul, ora ao transatlântico, com a sinuosidade dos planos de fechamento da cobertura de acentuada inclinação. Reforça estas referências o volume vertical da chaminé da lareira, que além de concentrar parte da infraestrutura de calefação (lareira, caldeira e aquecedor), também comporta um mirante, cujo acesso se dá através de uma escada-alçapão, engenhosamente construída.

Imagens da Chaminé Mirante

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Móveis Racionalistas e Engenhosos

Nos móveis concebido por E. Klabin, é importante destacar não só a presença de um design bastante elaborado, como de alta qualidade na execução e do material utilizado. Chama atenção não só conjuntos e peças sobre rodízios, os objetos articulados, modulados, que expandem e retraem, como o grande cubo-adega ou os pequenos armários-cubo da cozinha, mas principalmente aqueles que estão imbricados às paredes, portas e janelas.

Interessante pensar que a flexibilização que pressupõe, ou mesmo a racionalização do uso dos espaços que possibilitam, estaria fortemente associado a uma ideia de máximo aproveitamento do espaço, o que parece não ser necessário no contexto em questão. Armários embutidos em nichos ou junto às paredes, ou mesmo formando divisória entre ambientes, foram exaustivamente explorados no contexto do modernismo dos anos 1920 e 1930, quando a pauta era a discussão da habitação mínima urbana. Seriam eles aqui, artifícios que dotaria a casa de certo ar de modernidade? Ou seriam também apenas “experimentos” como talvez o fossem os dispositivos como o brise móvel, ou mesmo a parede-abertura articulada?

A parte interior da casa sugere certo rigor, certo apego a procedimentos que remetem a princípios  funcionais, racionalistas, de flexibilidade. O exterior, ainda que apresente um jogo volumétrico marcante e conciso, recorre, como procedimento, à disposição de uma diversidade de elementos com um apelo figurativo, prioriza certo tratamento “fachadista”, que lhe imprime uma atmosfera fake, estranha, por vezes provocativa, bem mais próxima de uma outra vanguarda, literalmente, pós-moderna. O que parece claro, é que, independentemente do processo projetual de E. Klabin ser convencional ou não, de ser referendado por uma formação formalista, sua prática estava imbuída da noção da “construção como todo”, da premissa de que o design integra a obra nas suas diferentes escalas, assim como pensavam alguns notórios que foram seus contemporâneos. Talvez seja exatamente aqui que o modernismo em arquitetura se materialize na casa de Campos do Jordão. “

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Técnicas Utilizadas na Casa

Sugere certo apego a procedimentos e princípios racionalistas. Se, por um lado, o caráter plástico formal da casa chama atenção, seu autor também se destaca. Irmão de Mina Kablin e cunhado de Gregori Warchavchik, esteve em contato direto com um contexto de efervescência cultural, especialmente ligado a arquitetura modernista no Brasil de meados dos anos 1920 e 1930, além de ser um empreendedor do setor imobiliário que se mantinha próximo ao canteiro de obras.

 

Na obra única, isolada e declaradamente autoral, para deleite doméstico, explorações e inquietações parecem poder florescer, entrar em ação, assim como certo descompromisso com regras e princípios previamente estabelecidos e demarcados. Pode-se ser ambíguo, ousado, pode-se brincar. Sem necessidade de legitimação, sem querer ser exemplar, emblemático. Ou mesmo precisar seguir legislação e códigos de posturas. A casa, que se situa longe da cidade, que está alheia à exposição urbana, está também livre dos juízos de qualquer natureza. Seu autor tem também, como talvez desejado, garantido o anonimato.

Porta Armário

 

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Emmanuel Klabin, Um Rico Ermitão?

O autor do projeto e primeiro proprietário da casa localizada no Parque do Ferradura, em Campos do Jordão, foi Emmanuel Klabin , Nascido em 1902 e falecido em 1985, foi o filho mais novo do industrial, imigrante lituano de origem judaica, Maurício Freeman Klabin e de Berta Osband Klabin. Era irmão de Jenny Klabin, casada com o pintor Lasar Segall, e Mina Klabin, casada com o arquiteto Gregori Ilitch Warchavchik e de Luísa Klabin, casada com médico Ludwig Lorch (VALADARES, 2011).

Sabe-se que Emmanuel Klabin teria estudado engenharia elétrica, primeiro na Escola Polytechnica de São Paulo (instalada em 1894), depois em Edimburgo, na Escócia. Com o falecimento do pai, em 1923, Emmanuel Klabin, ainda muito jovem, passa a assumir parte da administração dos bens da família, que incluíam vastas porções de terras em vários bairros da cidade de São Paulo, e ainda, alguns dos recursos provenientes de indenização recebida com a saída da família da empresa Klabin Irmãos & Cia. (KIC), fundada pelo pai em 1899.

E. Klabin era avesso às relações familiares, cultivava poucas amizades, mantinha-se, de certa forma, isolado, o que levou alguns entrevistados a descrevê-lo como ermitão. Ainda que seja demasiado arriscado incorrer em imprecisões, é marcante as descrições quanto ao distanciamento que estabelecia, deliberadamente, da sua família, mesmo tendo tantos negócios em comum.

Possível Elo com o Modernismo     

Não se sabe se será possível recuperar as circunstâncias em que esse distanciamento foi estabelecido, e de que forma, mas ele justamente contradiz uma das proposições primeiras que se elaborou quando se visitou pela primeira vez a casa Klabin em Campos do Jordão: a de que ela teria sido concebida sobre a influências de princípios modernistas em função da relação entre a família Klabin e o arquiteto G. Warchavchik. Lira (2007, pg. 145), um dos principais estudiosos sobre este arquiteto, apresenta-o como “elo fundamental entre arquitetura e modernismo no Brasil”, elo corroborado pela historiografia em maior ou menor grau, com matizes diferentes, como se sabe.

Entretanto relatos parecem delinear uma personalidade ímpar, não só avessa às formalidades, mas provocadora em certos momentos e que fazia questão de manter distância dos círculos em que atuavam suas irmãs e seus já notórios cunhados, G. Warchavchik e L. Segall. No trabalho de Forte (2008) o nome de E. Klabin figura como um dos membros da SPAM Sociedade Pró-Arte Moderna, uma agremiação idealizada e dirigida por L. Segall entre os primeiros anos da década de 1930, formada por artistas e intelectuais de elite, “num processo de continuidade aos procedimentos da Semana de 1922” (FORTE, 2008, p.10).

Ainda que elencado como membro desse grupo na categoria “Amigos das Artes”, fica a dúvida se ele realmente participou das atividades do grupo. Ou se tratou de mais uma prerrogativa das atividades “obrigatórias” relacionadas à atuação da família, seja em âmbito social, jurídico-legal, ou ainda, no plano dos negócios, em que seu nome aparecia sem que ele, necessariamente, estivesse, de fato, envolvido com as ações em questão. Exemplo disso pode ser ilustrado pelas atuações como representante legal dos herdeiros de Maurício Klabin nos processos protocolados junto à prefeitura para a obtenção de Alvará de Construção, apresentados por Invamoto (2012). Em 1927, ele assinou os pedidos iniciais de dois projetos de G. Warchavchik, a serem construídos em terrenos dos Klabin: o da famosa casa da Rua Santa Cruz7 , na mesma Vila Mariana, e do conjunto de casas Barão de Jaguara, na Moóca.

“A título de curiosidade há inclusive uma carta que documenta a queixa de Emmanuel Klabin de que sempre ficava com os piores terrenos, de maior declividade só porque era engenheiro” (INVAMOTO, 2012, p. 224).

Se esses relatos atestam a proximidade entre E. Klabin com os membros da família. Construída em 1928 para ser residência do próprio arquiteto e de sua esposa, essa casa é, segundo Lira (2007, pg. 164), “considerada a primeira obra brasileira de arquitetura moderna, salão modernista dos mais importantes da cidade” que eram protagonistas e ativistas em um “momento construtivo mais amplo na história cultural no modernismo brasileiro” (LIRA, 2007, pg. 145), ao mesmo tempo, não atestam sobre o caráter dessa proximidade.

O que parece importante destacar aqui é que, ainda que avesso a sociabilidades, e aparentemente se mostrando alheio e pouco engajado com as “questões modernas”, especialmente voltadas a arte, arquitetura e construção, E. Klabin esteve em contato direto com contexto de efervescência cultural que estava à sua volta, seja no círculo familiar, seja no circuito da elite local à qual pertencia. Parece inegável que tenha tido, especialmente quando jovem adulto, no Brasil e exterior, contato com intelectuais e artistas, pessoas que “emprestaram seus espíritos irrequietos à busca de superação de paradigmas, atentos ao que se passava em áreas, países e culturas distintos dos seus, dispostos a colocar seu trabalho em prol da redefinição de linguagens e de referenciais.

Entretanto, ao que tudo indica, esse contato parece ter reverberado apenas em numa instância de prática privada, e para ser apropriada de forma esporádica, como nas casas de campo. Sua “produção rentista”, urbana, anônima até então, passou despercebida ao lado do conjunto dos empreendimentos habitacionais patrocinados pela iniciativa privada.

Na obra única, isolada e declaradamente autoral, para deleite doméstico, explorações e inquietações parecem poder florescer, entrar em ação, assim como certo descompromisso com regras e princípios previamente estabelecidos e demarcados. Pode-se ser ambíguo, ousado, pode-se brincar. Sem necessidade de legitimação, sem querer ser exemplar, emblemático. Ou mesmo precisar seguir legislação e códigos de posturas. A casa, que se situa longe da cidade, que está alheia à exposição urbana, está também livre dos juízos de qualquer natureza. Seu autor tem também, como talvez desejado, garantido o anonimato.

O contato com fluxos e redes de atores envolvidos com a modernização nos anos 1920 e 1930, com um circuito cultural atualizado, de renovação em amplo sentido, teria de certa forma condicionado, determinado, modelado o projeto da casa de Campos do Jordão, realizada vinte anos mais tarde? Os estudos em engenharia, as atividades de empreendedor realizadas tão proximamente aos canteiros de obras, teriam influenciado as “engenhosidades” curiosas, com caráter de maquinaria, da casa de Campos de Jordão, apresentadas abaixo? Quais ressonâncias da cultura arquitetônica teriam influenciado E. Klabin? Embora ainda seja difícil sugerir qualquer aproximação, a indagação primeira permanece: a casa é demasiado referenciada para ser fruto apenas do possível gênio inventivo do seu autor.

O Anonimato da Casa?  Poderia ser Emanuel Klabin um Judeu discreto com Medo do Partido Nazista do Brasil?

Também ouvimos através do pessoal que cuidou do inventário da Casa Submarino que  quem construiu a casa tinha sido um judeu que tinha medo de perseguição nazista e que o mirante para não ser pego de surpresa e a localização remota da casa, pode ser um sinal de que gostaria de ter uma opção de refúgio em algum caso em que se fizesse necessário. E realmente, ainda hoje com todo o desenvolvimento e expansão urbana de Campos do Jordão, o local continua bem escondido entre as montanhas e vegetação características do município. Então é de se imaginar como seria no final dos anos 40 do século passado, há quase 80 anos atrás devia ser um lugar muito mais escondido ainda, um ótimo esconderijo se preciso fosse.

E tem uma outra curiosidade, este engenheiro judeu construiu outras duas edificações com mirantes, ele tinha uma certa fixação em poder ter uma boa visão dos arredores, só não sabemos se é simplesmente para apreciar a vista ou se havia também outro interesse ou também por segurança, ou quem saiba os dois.

E que também existiu uma outra casa de campo projetada e construída por E. Klabin nos arredores de São Paulo, próxima à Rodovia Anchieta, na qual também seria destaque uma torre-mirante, que abrigaria uma caixa-d’água e uma adega. Segundo Mauris I. K. Warchavchik (2016), o tio construiu essa grande torre porque “ele queria ver o mar”. A sua própria casa da Vila Mariana, localizada na esquina das ruas Tirso Martins e Capitão Rosendo, parece que também foi construída seguindo suas orientações, e possuía alguns dispositivos da mesma natureza aos apresentados abaixo, na casa de Campos do Jordão.

Uma Informação interessante que muitos não sabem, é que foi o Brasil que abrigou o segundo maior partido nazista do mundo depois da Alemanha com mais 100 mil membros e espalhados em 17 estados da federação. Se o boato é verdadeiro, realmente pela época e circunstância, poderia sim existir bons motivos para ter um esconderijo.

A verdade é que muito pouca coisa se sabe sobre o assunto para poder responder afirmativamente, na ausência de provas seria leviano dizer que Emanuel Klabin tinha receio de ser perseguido por nazistas no Brasil. Mas, como já tivemos o maior partido nazista fora da Alemanha , e onde há fumaça, pode realmente ter fogo nessa história, pois se tiver consciência do contexto político e social da época nas décadas de 40 e 50 do século XX e especialmente no Vale do Paraíba, não seria de estranhar de um rico judeu, sabendo que existia muitos adeptos da ideologia nazista no Brasil, seria justificado um possível medo que fosse descoberta a sua origem, e assim sofresse as consequência em caso de ascensão do partido nazista no país.

 

Rudi Arena  

Fontes:

http://www.nomads.usp.br/virus/virus12/?sec=4&item=12

http://www.usp.br/agen/repgs/2004/pags/009.htm

Maior partido nazista fora da Alemanha Jornal: Gazeta do Povo

http://www.memorialdaresistenciasp.org.br/memorial/upload/memorial/bancodedados/131919609048689013_FICHA_CAMPOPINDA_2017.pdf

REFERÊNCIAS DO ARTIGO: “Imagens de certa modernidade: a Casa Klabin em Campos de Jordão, uma instância de experimentações arquitetônicas”

BIAGIONI, Benedita Costa. Benedita Costa Biagioni: entrevista concedida [mai. 2016]. Entrevistador: Denise Mônaco dos Santos. Registro sonoro 00:46:44.

BONDUKI, Nabil G. Origens da habitação social no Brasil: arquitetura moderna, lei do inquilinato e difusão da casa própria. 5.ed. São Paulo: Estação Liberdade, FAPESP, 2011.

CHINA’S new nuclear-armed submarine fleet could upset the balance of power in Asia. Business Insider Australia. Imagem. 2014. Disponível em <http://www.businessinsider.com.au/chinas-submarines-changing-balance-of-power-2014-10&gt; Acesso em 18 mai. 2016.

DOMINGUES, José Antônio. José Antônio Domingues: entrevista concedida [jun. 2016]. Entrevistador: Denise Mônaco dos Santos. Registro sonoro 00:45:31.

FORTE, Graziela N. CAM e SPAM: arte, política e sociabilidade na São Paulo moderna, do início dos anos 1930. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.

INVAMOTO, Denise. Futuro pretérito: historiografia e preservação na obra de Gregori Warchavchik. Dissertação (Mestrado em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

LARA, Fernão L. G. de. Modernização e desenvolvimentismo: formação das primeiras favelas de São Paulo e a favela do Vergueiro. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

LIRA, José T. C. de. Ruptura e construção. Gregori Warchavchik, 1917-1927. Novos Estudos, São Paulo, Cebrap, n. 78, jul. 2007, p. 145-167.

MARTINS, Carlos Alberto Ferreira (Org.). Gregori Warchavchik. Arquitetura do século XX e outros escritos. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

RÚSSIA desmantelará o primeiro submarino nuclear soviético. O Informante [Blog]. Imagem. 2013. Disponível em <http://codinomeinformante.blogspot.com.br/2013/03/russia-desmantelara-o-primeiro.html&gt; Acesso em 18 mai. 2016.

SALLA, Natália M. Produzir para construir: a indústria cerâmica paulistana no período da Primeira República (1889-1930). Dissertação (Mestrado em História Econômica) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

V!RUS 12: Modernos Radicais. Chamada de trabalhos. V!RUS, São Carlos, n. 11, 2015. [online] Disponível em: <http://www.nomads.usp.br/virus/virus11/?sec=11&item=1&lang=pt&gt; Acesso em: 12 Mai. 2016.

VALADARES, Paulo. Lafer-Klabin de Poselvja: empreendedores e intelectuais brasileiros. Boletim Histórico do Arquivo Judaico Brasileiro, São Paulo, v.48, p. 36-40, out 2011.

WARCHAVCHIK, Mauris Ilia Klabin. Mauris Ilia Klabin Warchavchik: Entrevista concedida [mai. 2016]. Entrevistador: Denise Mônaco dos Santos. Registro sonoro 00:32:20.

História: A Vinda de Maurício Klabin e Família para o Brasil

Moishe Elkana nasceu na aldeia de Pazelva, parte da localidade de Želva, na atual Lituânia, à época parte do Império Russo, onde nasceu em 1860 e viveu até os 25 anos. Não se sabe com que dinheiro Moishe Elkana comprou terras na Rússia, pelo menos um pedaço de terra, o que era proibido. Por decreto do tsar Alexandre III, judeus não podiam ser donos de terras. Denunciado pelo sujeito de quem a comprou, lançou-se numa fuga desenfreada, percorrendo hora de carroça e hora apé Polônia e Alemanha até chegar, de navio, à Inglaterra.[2]

Quando soube, dois anos depois, que um imperador estava oferecendo terras de graça num país a milhares de quilômetros de distância do qual nunca tinha ouvido falar, viu aí a sua oportunidade.[2]

Em 1889, então renomeado Maurício Freeman Klabin chega ao Brasil, desembarcando no Porto de Santos e depois subindo a serra para a cidade de São Paulo. Conseguiu então um emprego numa pequena tipografia de um casal idoso, sem filhos, que fazia livros em branco para o comércio. Em pouco tempo, com um português razoável, passou a representar a gráfica pelo interior do estado de São Paulo, quando assumiu de vez a gráfica que lhe fora ofertada. Apesar de pouco capital, empenhou-se para honrar os compromissos e em 1890 tornou-se proprietário da própria empresa, berço de uma holding conhecida no mundo todo, 100 anos depois de sua fundação.[2]

Já com 35 anos, os negócios estavam bem prósperos e foi então que ele pediu para vir da Lituânia seus pais, Leon Klabin e Sara, a irmã, Nessel, e uma jovem de 27 anos, Bertha Osband, sua noiva. Mais tarde chamou o tio, Zelman Lafer com o filho Miguel Lafer (pai de Horácio Lafer) e, dos Estados Unidos, seus irmãos Salomão, Hessel e Luiz Klabin. Nessa época, vieram também para o Brasil mais os primos Wolff Kadischevitz Klabin, Max, Lazar e Henrique, filhos de Fanny, irmã de Leon, seu pai.[2]

Fundação da Klabin Irmãos & Cia

Em 1º de fevereiro de 1899, dez anos depois da chegada de Maurício, ele e os irmãos Salomão e Hessel e mais o seu cunhado Miguel Lafer fundaram a empresa Klabin Irmãos & Cia. – KIC, que incorporou a antiga tipografia, um novo negócio para importação de artigos de escritório e um depósito próximo à Avenida Tiradentes, no maior centro econômico e financeiro do país, São Paulo. Nascia ali o Grupo KLABIN.

Em 1934, com apoio de um financiamento do governo, o grupo adquiriu a Fazenda Monte Alegre, região que na época pertencia ao município de Tibagi, hoje Telêmaco Borba, no interior do Paraná, construindo o maior complexo industrial papeleiro da América Latina.[4]

Maurício Klabin morreu em 21 de setembro de 1923, na Alemanha, aonde fora tratar da saúde.

 

Referências:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maur%C3%ADcio_Freeman_Klabin

https://books.google.com.br/books?id=EJdRDwAAQBAJ&pg=PT305&lpg=PT305&dq=emmanuel+klabin+coment%C3%A1rio&source=bl&ots=TobSs7HQty&sig=wgSc0dqmV_IoXnruemOvJ4dhM78&hl=pt-BR&sa=X&ved=2ahUKEwjMv8eeotXfAhUFiJAKHXPUCzMQ6AEwDHoECAMQAQ#v=onepage&q=emmanuel%20klabin%20coment%C3%A1rio&f=false

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maur%C3%ADcio_Freeman_Klabin

http://www.nomads.usp.br/virus/virus12/secs/submitted/virus_12_submitted_12_pt.pdf

Volta da Duratex (Perdidos) Gália

Em um dia quente de inverno, os pirambeiros de plantão resolveram fazer um pedal com a cara do Piramba MTB, e ainda contamos com a presença do grande ciclista do município de Garça-SP, o Anderson, mais conhecido como Nino, não se trata do famoso ciclista suiço Nino Schuter, mas também pedala muito.

O destino foi pedalar dentro da grande floresta de eucaliptos pertencente a  empresa Duratex e cuja fazenda fica entre os municípios de Garça e Gália-SP, relativamente próximo das margens da Rodovia SP-294. O lugar também é conhecido como “Perdidos”, uma vez que é muito fácil se perder por ali em meio a um mar de eucaliptos e os diversos caminhos e trilhas disponíveis no local.

Também já ocorreu ali um sério ataque de abelhas, com direito a bombeiros, amigos de bike separados das bikes e uns dos outros na correria, muitas picadas e hospital no final, para você perceber que nem tudo são são flores e sempre existe um perigo ali e aqui, quando se menos espera.

Apesar de muitos já terem ficado desorientados no lugar, desta vez não tivemos este tipo de problema, como também passamos longe das abelhas.  O único problema que enfrentamos com sucesso foi a quebra de corrente de um dos pirambeiros que logo foi consertada, de resto, foi só alegria, belas paisagens, suor e adrenalina.

Rudi Arena

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Piramba MTB no Desafio Giros e Trilhas de Cicloturismo – Fazenda Igurê – Garça-SP

O ciclista Guilherme Botelho brilhou no Desafio Giros e Trilhas ao chegar na segunda colocação na competição, e colocou o Piramba MTB em lugar de destaque.

 

No último domingo dia 26/05/2019 aconteceu o Desafio Giros e Trilhas de Cicloturismo na Fazenda Igurê em Garça-SP e o Piramba MTB marcou forte presença neste pedal.

No mesmo evento teve a prova com 45 km na modo competição e também o passeio de 40 km no modo de cicloturismo. Em ambos o Piramba MTB este presente, e muito bem representado.

Na prova competitiva contou com a brilhante participação do ciclista Guilherme Botelho que por muito pouco não subiu no degrau mais alto do pódio de premiação, mas garantiu a segunda colocação com muito mérito, demonstrou toda a sua força no pedal e foi o grande orgulho do Piramba MTB com seu desempenho espetacular.

Mas também muitos outros amigos pirambeiros participaram do evento e orgulhosamente estamparam a logo do Piramba no peito. A Fazenda Igurê sempre foi um prato cheio para nós, pois a propriedade rural possui muitas trilhas que são a cara do grupo.

Os caminhos da fazenda contam com boas subidas e descidas, e também com muito área verde e água, pois tem trilhas que passam por represas e mata fechada, bem como por estrada em meio a pés de cafés, seringueiras e eucaliptos, com os mais variados terrenos e paisagens. Por isso mesmo, o Piramba MTB não poderia deixar de participar em peso e prestigiar este grande evento ciclístico que aconteceu em nosso município.

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Ecoturismo no Legado das Águas.

No último dia 17 de maio fui junto com o amigos Thiago Zanca do Sujo Barro e Rafael Nakamura para o Legado das Águas.

O Legado das Águas e uma reserva particular pertencente a empresa Votorantim que possui 31 mil hectares de Mata Atlântica junto ao Vale do Ribeira em São Paulo.

Saí de Garça de madrugada e passei em Bauru onde encontrei o Thiago e de lá encontramos o Naka em Sorocaba. Chegamos a base do Legado das Águas as 9 horas da manhã.

Fomos recebido pelo Willian, que é o coordenador de Ecoturismo do Legado, que nos apresentou o local. Ali tivemos a ciência de quão grande e importante é esse lugar. No tempo em que vivemos, onde não há valorização da conservação do meio ambiente, o Legado é um tesouro no nosso país. Pensar que, uma é área de Mata Atlântica conservada do tamanho da cidade de Curitiba é um alento em tempos tão sombrios.

Pois bem, após a apresentação almoçamos e partimos para um pedal e um trekking com destino a Triha da Copaíba.

O pedal é técnico devido ao solo de cascalho e, após a chegada na trilha, colocamos as perneiras e subimos até o mirante onde foi possível enxergar o “mar de morros”. A vista é simplesmente incrível. Por onde se olha só se enxerga mata.

No dia seguinte fizemos outro trekking pela Trilha do Cambuci e depois canoagem. Foi sensacional. Foram em torno de 10 quilometros pela represa do Rio Juquiá com o encontro de uma belíssima cachoeira que deságua no rio.

Foi uma final de semana que sempre guardarei na memória, tanto pelo local, pelos atrativos e principalmente pela seriedade e paixão que as pessoas que lá trabalham passam para as pessoas.

Vida longa ao Legado e tomara que possa voltar em breve para mais aventuras.

Abaixo deixo os vídeos que falam por si só.

Vicente Conessa.

Capivaras na Represa da Fazenda Igurê em Garça-SP

O Flagrante

Em meio ao pedal do último final de semana, nos deparamos com várias capivaras que estavam a beira de uma das belas represas da Fazenda Igurê em Garça-SP. Este animal é considerado o maior roedor do mundo. Não é difícil dar de cara com uma capivara quando passar por uma das represas da Fazenda Igurê, são ao menos quatro na propriedade rural e todas possuem uma vida silvestre bastante exuberante.

Um pouco antes de começar a gravar o vídeo, uma garça cinza havia tentado pegar um peixe com seu longo bico. E já em seguida avistamos um bando de capivaras na margem da represa localizada próxima a colônia de trabalhadores da fazenda.

Me chamou a atenção na cena a desenvoltura com que esses grandes roedores nadam apesar do seu corpo rechonchudo e mais ainda, o barulho emitidos por eles, parecia uma forma de comunicação, um som muito forte que nunca tinha ouvido.

Rudi Arena

 

 

 Sobre a Capivara

A capivara pertence ao mesmo grupo de roedores ao qual se classificam as pacas, cutias, os preás e o porquinho-da-índia. Ocorre por toda a América do Sul ao leste dos Andes em habitats associados a rios, lagos e pântanos, do nível do mar até 1 300 m de altitude. Extremamente adaptável, pode ocorrer em ambientes altamente alterados pelo ser humano. As fêmeas desses mamíferos herbívoros tendem a ser maiores que os machos. As capivaras encontradas no centro-oeste e sudeste do Brasil, e Argentina, tendem a ser maiores que aquelas encontradas na Venezuela.

As capivaras são regularmente caçadas como fonte de carne ao longo de sua distribuição geográfica, tanto por camponeses quanto por indígenas. A caça das capivaras pode ter prioridades diferentes dependendo da região: na Argentina, são caçadas principalmente por sua pele, enquanto que na Venezuela, principalmente pela carne. Em algumas regiões há caçadores profissionais, chamados de carpincheros que praticam a caça para fins comerciais.

Frequentemente os animais também são abatidos para uso próprio. Além de luvas, cintos e jaquetas de couro, também são feitas selas e rédeas do couro de capivara. Na porção meridional da América do Sul o óleo extraído da gordura subcutânea das capivaras é usado como remédio. A carne da capivara não é apreciada em todos os lugares, já que pode ter cheiro forte e provocar doenças de pele. É consumida principalmente na Venezuela, onde é seca e salgada e é consumida preferencialmente em dias de jejum.

Outra razão para a caça são os danos causados pelas capivaras à agricultura. Particularmente nas plantações elas podem causar estragos consideráveis e em alguns lugares são consideradas uma praga. As capivaras também são perseguidas pelos proprietários de pastagens, especialmente durante a estação seca, já que são consideradas concorrentes ao alimento do gado. Zoonose

A capivara, assim como o cavalo, é um dos hospedeiros primários do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense), o qual transmite a bactéria intracelular Rickettsia rickettsii, agente causador da zoonose Febre Maculosa Brasileira. As capivaras hospedeiras, ao serem infectadas por carrapatos vetores, apresentam bacteremia por até três semanas, podendo evoluir ao óbito ou à cura. Durante a bacteremia, as capivaras podem disseminar o agente para outros carrapatos que as estiverem parasitando, causando a amplificação da bactéria no ambiente. Os carrapatos podem se alimentar de qualquer hospedeiro acidental, inclusive o ser humano, transmitindo assim o agente infeccioso e causando a doença.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Capivara

10 anos de Piramba MTB no Ar

Há 10 Anos foi Criado o Canal Piramba MTB no Youtube

A história do Piramba desde o início foi  temperada com muita a areia, suor e água de cachoeira. E a ideia  sempre foi procurar novos caminhos,  pedalar em lugares que não tem estrada ou mesmo qualquer trilha, que quase ninguém vai, e muitas vezes é preciso perseguir um caminho para chegar no destino almejado, que são os picos e cachoeiras da região, locais inóspitos, de difícil acesso e desconhecido de muita gente.

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A marca Piramba MTB surgiu no final de 2008, já fazíamos pedais com cachoeiras, e eu gostava de filmar, editar e depois para poder compartilhar aquele arquivo pesado acabava tendo que gravar o vídeo em CD e assim disponibilizar para os amigos, pois nunca tive nenhuma pretensão em criar um canal no youtube. No entanto, isso acabou sendo inevitável pela facilidade de compartilhar os vídeos com quem quiser de maneira simples e prática.

E junto com a necessidade de criar o Canal, também foi preciso criar um nome e assim surgiu o nome Piramba MTB que veio para ficar,  já são mais de 200 vídeos gravados, só este canal criado em 2008 passou da marca de 100 mil visualizações, pouco se comparado com muitos por aí, mas não deixa de ter um certo significado, se partir do princípio que é um canal com conteúdo próprio, produção precária, pouco tempo dedicado ao projeto, destinado a um publico reduzido, sem investimento nenhum, sem uso de artifícios para turbinar as estatísticas de visualizações, e sem fazer muita divulgação.

Mas o Piramba é muito maior que este singelo canal de youtube, pois outros também publicam vídeos do grupo e contribuem na consolidação da marca Piramba MTB ,  como os canais amigos: Canal do Vicente,  Canal do Thiago Bulho e o Sujo de Barro do Thiago Zancopé.

Em 2011 foi criado o Blog do Piramba 

Com o nosso amigo Vicente Conessa incorporado para valer nos pedais do Piramba deu-se o nascimento deste  presente Blog para ser um lugar para ampliar o conteúdo divulgado pelo Piramba, já que o youtube fica mais restrito a publicação de vídeos. Então o Vicente criou o Blog para postarmos além dos vídeos, fotos e também textos sobre as trilhas de bike e as cachoeiras da região de Garça.

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A característica principal do nosso grupo de pedal, é aliar o Mountain Bike com natureza, e em muitas vezes o destino são as diversas e belas cachoeiras que existem nas proximidades de Garça-SP.  Junto com o blog também foi criada uma conta do Piramba MTB no Flickr para postar as fotos registradas durante os rolês de bike.

Uma História Feita por Muitas Pessoas

Mas o Piramba vai muito mais além disso tudo, pois foi construído por muitas outras pessoas ao longo destes mais de 10 anos de existência, são todas aquelas que já participaram dos nossos pedais, que fizeram a história do grupo e criou a sua identidade. De um lado, com muita  adrenalina, aventura e  diversão, mas por outro lado, não foram poucos os momentos de extremo cansaço, dor, sofrimento e até desespero, e nessas horas que aparecem também a solidariedade e a superação, daí então o estreitamento dos laços de amizades é só uma consequência natural da situação.

São muitas as emoções e experiências acumuladas nestes 10 anos de pirambeiro, e isso é tão bom e enriquecedor que não tem como deixar de seguir na atividade, o pedal não pode parar nunca.

O conteúdo gerado pelo Piramba só foi possível com a ajuda essencial de muita gente, são tantos que não tem como relacionar todos. Cada um foi fundamental e peça de um quebra cabeça que forma o todo que é o Piramba MTB é. E a interação dos pirambeiros com a natureza sempre foi a tônica dos vídeos e das mais de  18 mil fotos já publicadas.

Existem muitas outras plataformas utilizadas para divulgar o nosso material, e mesmo assim,  tudo o que já foi registrado, é apenas uma parte do conteúdo já criado pelos pirambeiros. Em tempo de celulares para lá de modernos, é muito comum ter várias fotos e vídeos nos celulares de cada um e que não são publicados, e nem por isso menos interessantes, o que  mostra como é  vasto o conteúdo criado até agora, sempre repleto de bike e natureza.

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O Piramba MTB aumentou o número de redes sociais em que publica seu conteúdo, está também presente no Facebook e Instagram. Além do FlickrYoutube e WordPress e também tem o site Piramba Adventure com mais de 1.400 cachoeiras cadastradas ao redor do mundo. Uma plataforma digital complementa a outra, assim como contribui para que o Piramba MTB alcance o maior número de pessoas, e  mais gente pode ter contato com o material publicado, ou seja, as cachoeiras, os animais silvestres da região e trilhas de bike que existem nas proximidades de Garça-SP, bem como em outros lugares que já percorremos também.

A Evolução, Lenta, Gradual e Sólida das Estatísticas do Blog

Desde o nascimento do Blog em 2011, a cada ano que passa aumenta um pouco as visualizações quando comparado ao ano que passou, este ano mesmo, em julho já tinha passado os números de 2018. Aos poucos e com bastante conteúdo o site do Piramba MTB se consolida e cresce ano a ano.  As estatísticas que estão no quadro abaixo demonstra essa evolução.

E o interessante é que apesar dos números modestos do nosso Blog, em consulta as estatísticas quanto ao alcance geográfico do site  verificamos que já fomos acessados por mais da metade dos países do planeta terra, são os coloridos de amarelo, além do Brasil em vermelho é claro, conforme mapa múndi abaixo.

No total, pessoas distribuídas em 98 países já visitaram a nossa página. Outro dado que chama a atenção é o número de visualizações nos Estados Unidos, todos os dias existem visualizações originadas desta nação. Isso tudo é uma demonstração que devagar e sempre o Piramba MTB expandiu além das fronteiras do Brasil, conseguiu colocar as belezas do município de Garça-SP  nas telas de pessoas do outro lado do globo, o que não deixa de ser um motivo de satisfação, já que trabalhamos com muita simplicidade.

Considerações Finais

Por tudo isso, podemos dizer o Piramba MTB vem cumprindo neste tempo o papel de contribuir um pouco com a divulgação do Mountain Bike,  o esporte de fazer trilhas de bicicleta nos mais diversos cenários, por mais adverso que seja o caminho, bem como levar ao conhecimento de muitos, as encantadoras cachoeiras que existem em Garça-SP e região, muitas vezes desconhecidas pelos moradores locais.

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E ao conhecer e registrar imagens de tantas cachoeiras, acabou sendo necessário fazer o inventário delas, catalogá-las e torcer para que isso possa ajudar a preservação desses belos e importantes patrimônios naturais.  Por outro lado, este espaço também se fez lugar de informações sobre animais  pertencentes a nossa fauna e até mesmo chegamos a abordar um pouco da história da região.

Logo, o balanço desses 10 anos é bem positivo, o pedal nunca parou, e nem este Blog, apesar de momentos de maior ou menor atividade, bem como o gosto pelo contato com a natureza e a busca por conhecer novos caminhos e cachoeiras que não cessa jamais.

Conseguimos nesse tempo registrar mais de 40 cachoeiras na região de Garça, e ainda algumas outras em municípios diversos, desenvolvemos o mapa das cachoeiras, uma interessante ferramenta para conhecer melhor a extensão, a localização e a qualidade de nossas cachoeiras (Confira Aqui).

Mas este é um trabalho sem fim, apesar de ainda incompleto e com algumas imprecisões, não deixa de ser um motivo de orgulho a categorização e o desenvolvimento do mapa das cachoeiras, inclusive com fotos para que se tenha uma noção mais exata dessas preciosidades da natureza.

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Este trabalho de mapear as cachoeiras acabou por prestar uma pequena ajuda para que Garça conseguisse ver aprovado o projeto para se tornar um município de interesse turístico, e prova disso é que o próprio site oficial da Prefeitura de Garça na página referente ao Turismo, em “Mapa do Turismo”, existe um link chamado “Cachoeiras – Piramba MTB” que  utiliza a base de dados do nosso mapa de cachoeiras, inclusive a site dá o devido crédito ao Piramba (Veja Aqui).

Também sinal de  reconhecimento das publicações feitas pelo Piramba foi a matéria produzida por um importante periódico da imprensa Bauruense.  O Jornal da Cidade veio até Garça para conhecer melhor o Piramba MTB e fazer uma reportagem a respeito das cachoeiras inexploradas desta região, clique aqui para ler a matéria.

Também o Piramba MTB deu uma parcela de colaboração pra reconstituir a história da gigantesca e lendária Fazenda São João, hoje  mais conhecida como Companhia Inglesa com sua encantadora igreja em ruínas. A contribuição foi através da postagem de um primoroso texto cedido gentilmente por Hamilton Carvalho que vivenciou o período áureo desta fazenda. Nesta época,  era considerada maior que muitas cidades da região em número de habitantes, e ele com texto muito bem escrito conta com riqueza de detalhes como era a vida neste local. Confira aqui esta postagem. 

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Sem dúvidas, foi uma dos conteúdos mais interessantes já publicados pelo  Piramba MTB e também foi o que chamou a maior atenção dos internautas. Sempre ávidos por mais informações sobre o assunto, eles acabaram por contribuir com valiosos comentários  e assim pudemos conhecer melhor o que foi este lugar com características únicas na região.

Rudi Arena

Referências:

https://www.garca.sp.gov.br/turismo/

https://www.jcnet.com.br/Regional/2016/12/garca-tem-cachoeiras-inexploradas.html

https://www.flickr.com/photos/pirambamtb/albums/

https://www.instagram.com/pirambamtb/

https://pirambamtb.com/2017/01/29/mapa-das-cachoeiras-de-garca/

https://www.youtube.com/user/RudiArena

https://www.youtube.com/user/bandamst

https://www.youtube.com/user/tonawebtv

https://www.youtube.com/user/vilegaion

https://pirambamtb.com/2016/06/05/companhia-inglesa-memorias-da-fazenda-sao-joao-19441954-por-hamilton-carvalho/

https://www.facebook.com/Pirambamtb/

https://www.facebook.com/Pirambaadventure

http://piramba.com/

Tucanos na Estrada de Gália-SP para Presidente Alves-SP

Avistar tucanos em Garça e região não é mais algo tão raro de ocorrer como era antigamente, são várias a pessoas que compartilham dessa mesma impressão. Hoje em dia, está mais fácil ver um tucano voando por aí, coisa que não se via há 05 ou 10 anos atrás. Isso é o que é motivo alegria, pois vira e mexe acontece de avistar essa linda e colorida ave, uma das aves símbolo do continente sul americano. Tucanos são aves sem hábitos migratórios, arborícolas, e que vivem em bando.

Embora o aumento de sua ocorrência deva ser celebrada, pois indica que houve aumento da população desses animais, ainda não é tão comum de ser ver, como o Gavião Carcará ou a Garça Branca, que são aves bem mais comuns de avistar por essas bandas.

O tucano avistado, é o maior entre as espécies de Tucano existentes, trata-se do Tucano-Toco ou Tucanuçu, o único que vive também em áreas abertas, diferente das outras espécies de tucanos que vivem exclusivamente em ambientes de matas fechadas. Felizmente, esta espécie de tucano não está ameaçado de extinção. Embora o tucano seja muito procurado e capturado para fins de tráfico de animais, acredito que esta prática tenha diminuído, motivo pelo qual eles devem estar se reproduzindo com mais frequência. Por isso, já avistamos esta ave em várias regiões do município de Garça, bem como em municípios vizinhos.

No entanto, nem sempre que avistamos um tucano é possível fazer o registro desta cena, geralmente vemos eles rasgando o céu e voando para longe e dificilmente conseguimos tirar uma foto ou fazer um vídeo. Quando muito, as cenas registradas são rápidas, feitas a distância e com pouca qualidade de imagem.

Porém, no último final de semana quando fui pedalar na estrada de terra entre os municípios de Gália-SP  e Presidente Alves-SP, e ao parar para tomar um pouco de água, percebi uma ave com um grane bico colorido passando pelo céu e logo pousou em uma árvore próxima de onde eu estava. Então levantei calmamente, para localizar a ave sem espantá-la, foi quando avistei o que parecia um casal de tucanos que estavam em uma árvore.

Na mesma hora, peguei o celular e comecei a registrar algumas fotos, ao perceber que eles não estavam incomodados com a minha presença, aproximei ainda mais e passei a fazer um vídeo também. Consegui registrar todas as imagens que gostaria, então voltei para o banco que tinha escolhido para sentar, tomei minha água e continuei a contemplar a beleza dessas aves e os sons que elas emitem. Pela primeira vez consegui fazer longas imagens e com qualidade, sem que os tucanos mostrassem incômodo, fiquei um bom tempo ao lado deles, até que resolvi voltar a pedalar, enquanto as aves de bico longo continuaram por ali aproveitando o sossego do lugar.

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Assim, como é raro conseguir registrar tais cenas com qualidade de imagem e por tanto tempo, achei que seria interessante compartilhar tais imagens. É que ainda tem gente que duvida da existência de tucanos na região, ou quando a pessoa acredita, muitas vezes nunca chegou a ver nem em vídeo um tucano livre, leve e solto pelas redondezas. Mas eles estão por aí, e cada vez mais dando o ar da graça. Eles voltaram e com força total. Aumentou muito o avistamento deles recentemente, o que prova a grande resiliência da fauna que existe nas matas da região.

E como sonhar não custa nada, bem que também poderia voltar também as araras, estas nem sombra de retornar ao habitat que um dia elas já se fizeram presentes. Mas não duvido nada da força da natureza em recuperar o espaço perdido, só que para isto é preciso que o homem deixe seus instintos predatórios de lado, o que não é algo simples de acontecer, a evolução é lenta. No entanto, a esperança é a última que morre, como diz o ditado mais do que batido, mas nem por isso menos verdadeiro.

Rudi Arena   

 

Conheça mais sobre o Tucano-Toco:

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Também conhecido como tucano-toco, o tucanuçu é o maior dos tucanos, vivendo em todo o Brasil central e partes da Amazônia. No Cerrado e na Mata Atlântica pode-se encontrar a espécie em maior número, em rápidas visitas a pomares e árvores com frutos.
Os tucanos são, junto com as araras e papagaios, um dos símbolos mais marcantes das aves do continente sul-americano. Seu colorido, o formato e tamanho do bico chamam a atenção com facilidade, tornando-os inconfundíveis.

Mede 56 centímetros de comprimento e pode pesar 540 gramas.

Vocalização: Emite séries irregulares de grunhidos, desde “grrr” até “gruuuuuuuunkt”. Em seu repértório de sons, também se incluem “greeeeekt-eeeek” e “aaaaaaark-rk”.

Alimentação

Sua dieta consiste basicamente de frutas, insetos e artrópodes, mas também costuma saquear ninhos de outras aves e devorar ovos e filhotes. Devido a essa característica, são prontamente perseguidos pelas aves em período reprodutivo.

Reprodução

Faz seu ninho em árvores ocas, buracos em barrancos ou em cupinzeiros. Costuma botar de dois a quatro ovos, que são incubados por período de 16 a 18 dias. O macho costuma alimentar a fêmea na época da reprodução. Seus predadores são: os macacos que saqueiam o ninho e os gaviões. Vivem em casais no período reprodutivo, formando bandos após a saída dos filhotes dos ninhos.

Hábitos

Vive aos pares ou em bandos de duas dezenas de aves que voam em fila indiana. Voa com o bico reto, em linha com o pescoço, alternando curtas batidas com um planar mais demorado. Ao dormir vira a cabeça e descansa o bico nas costas.

Habitam as matas de galeria, cerrado, capões; única espécie da família Ramphastidae que não vive exclusivamente na floresta, sobrevoa freqüentemente os campos abertos e rios largos; gosta de pousar sobre árvores altaneiras.

Distribuição Geográfica

De larga distribuição em regiões campestres do interior, da Amazônia (p. ex. Manaus e foz do Amazonas) ao Paraguai, Bolívia e Argentina; não atinge o litoral nordestino.

Fonte: https://www.wikiaves.com.br/tucanucu

Conheça a Cachoeira do Carcará!!

Conheça a Cachoeira do Carcará vista de cima!!!

É apenas uma das centenas de cachoeiras de Garça-SP, próxima a cidade, fica entre o bairro São Lucas e o Aeroporto do município.

Imagens gentilmente cedidas por Antônio Brandão

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Cachoeira do Pneu ou Stand

Conhece a Cachoeira do Pneu? Você pode ter ouvido fala então na cachoeira do Stand?
Nosso amigo Antônio Brandão nos proporcionando essas belas imagens!!

#Cachoeira #Pneu #União #Waterfall #Aventura #Drone #Fly #Nature #Garça #Piramba #Turismo #CentroOeste #Paulista #Brasil #Marília #Bauru #Ourinhos #Lins #RioPreto #SãoPaulo #Campinas

Estrada do Horto Florestal, Roseta e Subida da Minalba (Campos do Jordão-SP divisa com Minas Gerais)

A Cidade e suas Peculiaridades

Em Campos do Jordão, parece até que não estamos no Estado de São Paulo, o clima é de um frio diferenciado, a mais gelada do estado indiscutivelmente. E chegamos ainda em um dia que tinha tido geada, a temperatura era muito baixa, típica do alto da Serra da Mantiqueira. Além do terreno montanhoso, o que mais chama a atenção de que realmente é um lugar diferente, o tipo de vegetação ali existente, são as muitas araucárias,  bem como diversos tipos de pinheiros. E também tem outras plantas e árvores que se adaptam melhor a um clima mais frio, e que não é comum de se ver no restante do Estado. Não é só, também a educação, a cultura, a arquitetura, os hábitos e os alimentos, não são muito típicos do estado paulista. Lá, o normal é o motorista parar na faixa de pedestre, as vestimentas das pessoas são próprias para um clima frio, nos restaurantes e em outros estabelecimentos comerciais é comum ver lareiras em seu interior para atrair visitantes.

Muitas casas possuem o telhado em forma de um V invertido que serviria para facilitar os cuidados com a neve, como se isso fosse um problema comum da região, mas não é. Embora se pode falar que é impossível nevar em Campos do Jordão, seu fenômeno é bastante improvável,  ainda assim, a arquitetura reproduz muito as características urbana européia.

Existem sim registros de uma forte e longa nevasca, no ano de 1928, e com acúmulo de neve de 20 cm que trouxe muitos transtornos a população local. Mas desde então, tal fenômeno da natureza passou a ser cada vez mais raro, a expansão da malha urbana, a derrubada de mata nativa, o aquecimento das temperaturas nos últimos tempos fez com que o clima mudasse muito. Antigamente, na Campos do Jordão de 1951 chegou a ter mais de 20 mil pés de maçã, só que atualmente o clima está muito quente para esta cultura. Este município é um caso típico e bem registrado das consequências do aumento da temperatura no globo terrestre.

Mesmo assim o clima diferente chama bastante atenção também na questão da alimentação, além de ser muito popular o consumo do pinhão, é figura carimbada na cidade o prato a base da Truta, um peixe primo do salmão conhecido por gostar de águas frias e que lá encontrou um bom ambiente para o desenvolvimento de sua criação. Assim como, a produção de frutas vermelhas, como framboesa, mirtilo, blueberry e morango também encontraram terreno propício para se estabelecer no local, e tem grande destaque na gastronomia do lugar. São muitos os quitutes a disposição com frutas vermelhas frescas e colhida ali mesmo, o que não é nada comum no restante do estado de São Paulo.  A impressão que dá é que estamos em um estado do sul do país ou então em um simulacro tupiniquim de um pedaço do velho mundo. É muito interessante este contraste com as demais cidades paulistas.

O Pedal 

O pedal mais pesado ficou para o primeiro dia em Campos do Jordão, a quilometragem não era o problema, mas sim as íngremes subidas que viria pela frente. A saída foi da cidade de Campos do Jordão em direção a linda estrada do Horto Florestal , que é um Parque Estadual e uma atração turística. É altamente recomendável conhecer este caminho em meio a mata dos dois lados e uma estrada meio estreita, mas que passa carros de passeios. São muitas araucárias ao lado e também muitos  pinhões pelo chão. No trajeto, o que chama bastante a atenção é o Bosque Vermelho, embora não seja muito grande o contraste do vermelho com o verde ao redor.

Ao final desta estrada seguimos em direção a divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais com destino a cidade de Wenceslau Bráz-MG, mas especificamente o distrito de Roseta (antigo Itererê) que fica a longe 11 km daquela cidade. Um lugar muito bonito e pacato. E a volta foi por outro caminho, conhecido também como a subida da  Minalba,  já mais ao final do pedal, e embora seja de asfalto é muito longa e com grau de inclinação bastante acentuado.

Imagina um pedal que quebra o caboclo no meio, os 67 km fala pouco da dificuldade do pedal, mas os 2.440 metros de ganho de elevação explica um pouco. A mudança de altitude também é brusca neste pedal, há um momento que se alcança mais de 1.800 metros de altitude e após longas e alucinantes descidas chega-se a menos de 1.000 metros. Mas logo que termina a descida, começam as fortes e inacabáveis subidas. Eu mesmo, fui um que acabei ficando pelo caminho a 10 km do final, após dores nas costas, acabei que não enfrentei a bruta subida de asfalto antes de chegar na cidade de Campos do Jordão, mas ainda bem que a melhor parte já tinha sido feita, e como não sou muito fã de asfalto e nem de subida, até que não foi de todo mal.

O mais difícil tinha ficado para o final mesmo, e apesar de chegarmos bem cansados, com fome e frio, acabou sendo um pedal fantástico, com belas paisagens, e com elementos que agrada a todos os praticante de mountain bike. Tanto para quem gosta de decidas ou subidas, ou para quem quer curtir um horizonte para lá de privilegiado. Por tudo isso, não tem como não ter gostado e não ter valido a pena este dia.

Rudi Arena

 

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Vale da Lua em San Pedro de Atacama (Chile)

 

San Pedro de Atacama é um destino turístico recente, mas muito badalado atualmente, com um bom fluxo de turistas brasileiros. Situada no deserto de Atacama, Chile, fica ao pé da Cordilheira dos Andes, com altitude de 2400 metros de altitude, porém distante apenas 25 kilometros rumo leste, a média da altitude muda para um patamar acima de 4000 metros .

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Vários passeios podem ser realizados nas imediações da cidade, a paisagem desértica possui muitas variações, como lagos, vulcões, cavernas, salares, gêisers, águas termais, porém um dos passeios mais legais é andar de bicicleta pelas trilhas no deserto. Você decide o trajeto, escolhe o seu roteiro, mas não se esqueça que a umidade relativa do ar é baixíssima e quanto mais ao leste a altitude aumenta, e sua fadiga também.

Várias são as opções de aluguel de bikes, mas elas são praticamente todas de um modelo, TREK, com amortecedor dianteiro. O custo é de 3000 mil pesos chilenos (18 reais no câmbio de San Pedro), com freios hidráulicos o custo aumenta em 500 pesos, por um período de 6 hs. Escolhi uma loja onde eu havia visto o dono revisando e dando manutenção nas bikes. Neste aluguel estão incluídos o kit reparo de pneu, câmara, espátulas, bomba, e remendos, mais um colete e capacete.

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O Vale da Lua é o roteiro mais indicado para pedalar no primeiro dia, altitude de 2500 mts e com 45 km no total. Mas um pulinho a fronteira Boliviana pode ser legal quando o corpo se adequar mais ao ambiente inóspito, mas deslumbrante.

Trajetos noturnos são igualmente lindos pois o céu é propício a passeios astronômicos, tanto é que omaior complexo de observatórios espaciais do mundo é o A.L.M.A situado em uma cadeia de montanhas próxima da cidade.

Breno Ribeiro Arena

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Uma aula no meio da Pirambeira com Marcelo, Eng. Florestal e Ornitólogo.

A riqueza deste vídeo são os fragmentos de sabedoria e conhecimento compartilhado pelo Engenheiro Florestal, Marcelo Barbosa que sabe tudo da mata atlântica nativa desta região,  sua fauna e flora.

Também é um especialista de sons de aves, entre outros animais, coisa que só aprende-se com o contato diário com a natureza, o que é difícil na correria do dia-dia para a população em geral. Então é só ouvir e aprender com quem sabe.

Agradecimentos: Marcelo R. Barbosa, Engenheiro Florestal – (Florestando)

Piramba em 360 Graus

Estes foram os primeiros vídeos registrados em 360 graus pelo Piramba MTB, mas especificamente o pirambeiro sempre conectado aos novos tempos Vicente Conessa foi quem gravou e disponibilizou o conteúdo.

As cenas foram gravadas na Cachoeira São Matheus e na Cachoeira da Igurê.

Use o mouse para explorar e assistir como bem entender as imagens nesta nova plataforma tecnológica.

Rudi Arena

Pedal Bruto: Avaí e Presidente Alves. 110 km de muito Areião e Subidas Íngremes.

 

Pedal com saída da cidade de Garça-SP, passando por Gália, onde tomamos um providencial açaí a beira da Rodovia SP-294, alimento este que nos deu a energia necessária para chegar até o município de Avaí que faz divisa com Bauru-SP.

O município possui quatro aldeias indígenas (Kopenoti, Nimuendaju, Ekeruá e Tereguá), denominada de Terra Indígena Araribá. As suas principais etnias são a Guarani, Terena e Caingangues. Os trabalhos feitos com penas e plumas de pássaros constituem a arte plumária indígena. Alguns índios realizam trabalhos em madeira e de cerâmica.A atual população na Terra Indígena Araribá é de quinhentos e setenta e oito índios.

Na cidade conhecida por abrigar uma reserva indígena, aproveitamos para nos esconder um pouco do sol escaldante e comer alguma coisa de leve para então seguir em frente. De lá, pedalamos por 18 km pela bela estrada de terra do Horto até Presidente Alves, nesta cidade tomamos um generoso copo de caldo de cana, e enfim tomamos o caminho de volta em direção a Garça.

Foram quase 110 km bem desgastantes, quase todo de estrada de terra, com muito areião pelo caminho, o que fez  aumentar ainda mais o esforço despendido. Sem contar ainda que o ganho de elevação total foi de 2.098 m, o que demonstra que foram muitas as subidas bem inclinadas que tivemos que superar pelo percurso.

Mas ao final, tudo deu certo e ninguém ficou pelo caminho, seja por fadiga humana ou por quebra de algum equipamento. É claro que nem tudo são flores. Teve um pneu furado aqui, uma cãimbra ali, e um carreirão por causa de uma vaca desembestada que estava pelo caminho. Tudo isso fez  parte deste inesquecível pedal. Quando chegamos em Garça já de noite, não pudemos deixar de comemorar o pedal bem sucedido com uma pequena confraternização com uma cerveja gelada, afinal a gente merecia relaxar um pouco após um longo e cansativo dia.

Rudi Arena

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ava%C3%AD_(S%C3%A3o_Paulo)

 

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Da Fazenda Gávea até o Dedo de Deus.

Dia 8 de novembro passado, eu e minha esposa completamos 9 anos de casado. Como diria o poeta: “Casamento é ótimo: já fui em vários”. Brincadeiras a parte, resolvemos comemorar essa data passando o final de semana na Fazenda Gávea em Lupércio.

Imagina um lugar lindo. Chegamos na sexta-feira (10/11/2017) no final da tarde e, o plano era pedalar logo no sábado de manhã. O problema era desconhecer o local, mas, com a ajuda do Google Maps reparei que não estávamos longe do Distrito de Nova Columbia (aproximadamente 18 quilômetros). Aqui no Piramba, outros integrantes já foram até o Dedo de Deus, também conhecido como Torre de Pedra. (confira aqui essa aventura). É uma formação rochosa muito curiosa. Decidido o local, no sábado de manhã deliciamos o café da manhã e partimos para o pedal.

Saímos por volta das 9 da manhã e o sol castigou bastante, mas chegamos ao Dedo de Deus por volta das 11 horas. Descansamos um pouco admirando a Torre de Pedra. Chegamos a Fazenda por volta das 13 horas e pudemos aproveitar um delicioso almoço e uma cerveja bem gelada na piscina. Nada mal.

Dia seguinte, já descansados fomos conhecer as diversas cachoeiras da Fazenda Gávea. Para os apaixonados pelas belezas naturais, como nós pirambeiros, as cachoeiras são um verdadeiro paraíso. Uma diferente da outra, com diferentes tamanhos, água limpa e abundante.

Enfim, esse final de semana sem dúvida recarregou as baterias para mais 90 anos de matrimônio. Mistura perfeita de Piramba, bike e amor! Vai ficar guardado na memória para sempre.

Vicente Conessa.

 

 

Pico dos Tucanos e Cachoeira da Igurê com a Galera de Rio Preto

Para começar, este pedal não tinha hora certa para sair, o combinado foi a hora que a chuva parar, depois de aguardar São Pedro dar uma trégua, resolvemos partir, e justamente nessa hora começou a cair novamente água, mas resolvemos partir mesmo assim. Pelo menos a umidade relativa do ar parecia beirar os 100%, o que foi ótimo.

Apesar do clima chuvoso, o pedal  com a galera de São José do Rio Preto rendeu. Muita lama, adrenalina e belas paisagens naturais. Para começar descemos o pico dos tucanos, que é o creme da piramba, moutain bike na veia com direito a um visual privilegiado, este local fica paralelo a estrada da bomba.

Depois de uma subida para lá de íngreme, o nosso destino foi passar em uma bela represa da Fazenda Igurê, para depois ir até Cachoeira que existe nesta Fazenda. Momento de lavar a alma, espairecer a mente e se renovar após um revigorante banho em suas limpas águas.

Pedal cuja quilometragem pouco tem a dizer, o ganho de altitude  foi de quase 1.000 metros para menos de 40 km percorridos, os terrenos acidentados e hostis, a lama, as subidas inclinadas, tudo isso dificultou e fez com que este pedal tenha sido um tanto desgastante.

Teve ainda corrente quebrada, porém  isso foi superado com a as ferramentas corretas, mas com chuva, tudo fica um pouco mais complicado, mas também mais emocionante e divertido. Só dá um pouco de pena das bikes que sofreram com tanta lama, mas faz parte do show. Tudo na vida tem seu custo, e no pedal não é diferente, as vezes paga-se com suor, com dor, com o tempo despendido ou mesmo com dinheiro, quando de algum dano material, e nada disso desanima os amantes do Montain Bike, pois tudo isso faz parte do pacote.

Rudi Arena

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O Mirante do Canyon de Furnas (Capitólio-MG)

Localização: Capitólio, MG.
Estrada: MG-050, aproximadamente 304km de Belo Horizonte.
Acesso a parte baixa: Somente por barcos
Acesso a parte alta: 100m de caminhada.
Características: Lago, cascatas e água esverdeada.

Depois de conhecer a Pedreira Lagoa Azul, partimos em direção a uma parada obrigatória, o Canyon de Furnas que tem uma vista magnífica. O  acesso é pelo município de Capitólio, através da rodovia MG-050 entre o km 312 e 313, e é possível  perceber que chegou ao avistar alguns carros estacionados no acostamento.

A entrada é gratuita, e até o mirante é uma caminhada tranquila de cerca de 100 metros. Mas quem for com criança, é bom ficar bem atento, não existe nenhum tipo de proteção, é tudo perigosamente aberto.

A vista lá do alto é espetacular. Sem dúvida, quem passar próximo, vale a pena conhecer essa maravilha, uma verdadeira obra de arte da natureza, mas  também dos homens.

O interessante dessa região é que toda essa beleza não se deve somente à ação da natureza, mas também pela ação do homem. É que foi formada, em grande parte, pela construção da barragem da hidrelétrica de Furnas que, apesar de ter gerado problemas, como a desocupação de muitos habitantes e também o alagamento de muitas áreas. No entanto, hoje traz crescimento para a economia local através do turismo e, deu vida não só ao Lago de Furnas como ao cenário deslumbrante dos Canyons  que atraem turistas de todos os cantos do Brasil.


Conhecido como a “Cidade Rainha dos Lagos”, Capitólio é um pequeno município localizado em uma parte muito privilegiada de Minas Gerais, entre a Serra da Canastra e o Lago de Furnas – as duas regiões, quando se encontram, formam algumas das paisagens mais imponentes e lindas do estado e do país, que ficou conhecida como os Canyons de Furnas.
Os canyons são canais, rodeados por paredões, que foram alagados, formando piscinas naturais de águas cristalinas, que fazem parte do imenso lago artificial de águas verde-esmeralda que dão forma ao “Mar de Minas” (Lago de Furnas), maior espelho d’água do mundo, com mais de mil quilômetros quadrados e quatro vezes maior que até mesmo a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Os Cânions da represa de Furnas fazem qualquer viajante se sentir minúsculo diante de tamanha imponência.

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Embora não tenhamos conhecido a parte de baixo em que o uso de barco é imprescindível, tomei conhecimento que ali existe um outro espetáculo. Através dos passeios de barco pelas águas do lago dá para passar por enormes paredões, que, ao se aproximar, tem  fendas que se abrem para uma vista incrível de  várias cachoeiras, dando vida a um verdadeiro espetáculo da natureza de beleza raríssima.

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Também é recomendado ir até as cachoeiras, que ficam dentro desses paredões imensos. A do Lago Azul, é das mais procuradas e o cartão-postal da região em razão de sua beleza, com duas quedas que formam uma piscina natural de tons esverdeados; já a Cachoeira da Cascatinha possui diversas quedas com pequenos poços que parecem banheiras de hidromassagem. Outras cachoeiras incluem a Diquadinha, formada por um tipo de rocha chamada São Tomé, que dá coloração levemente alaranjada às suas águas e cria uma paisagem diferente das outras da região; e o Paraíso Perdido, complexo rodeado por cânions e com uma sequência de cascatas, cachoeiras e cerca de 18 piscinas naturais, ponto perfeito para amantes do ecoturismo e para praticar atividades como trilhas, mergulho, tirolesa, acampamento e principalmente rapel.

Rudi Arena

Fonte:

http://desviantes.com.br/blog/post/canyons-de-furnas-em-capitolio/

Cachoeira São Matheus em Jafa

O vídeo já foi gravado há algum tempo, mas acho importante divulgar esta cachoeira, pois só há um registro dela muito antigo, já que fomos lá uma única vez e há muitos anos atrás, por isso sempre tive vontade de voltar,  além de ser um lugar encantador, e  muito pouco conhecido ou frequentado.

Enfim, chegou o esperado momento. Em um belo dia de sol, resolvemos revisitar esta bela cachoeira.Ela esta localizada no distrito de Jafa, que por sua vez pertence ao município de Garça-SP. O acesso para se chegar até ela,  é pela estrada que liga a área urbana de Jafa e a estrada de terra da 09 de Julho, mas bem antes da ponte de concreto do Rio da Garça é preciso virar a direita e entrar em um sítio, daí em diante é muita pirambeira  para até chegar nesta maravilha.

O  acesso não é nada fácil, não tem como chegar com as bikes até próximo da queda, por isso foi preciso deixá-las escondidas e amarradas com cadeado. Mesmo a pé, não é nada simples seguir em frente, além de não ter trilha no meio da mata fechada, até a cachoeira, é preciso descer uma baita de uma ribanceira.

Mas depois, a recompensa vale todo o esforço, pois além de ser muito bonito o lugar, é ótimo para se banhar, não só na cachoeira em si, mas também no poço que existe ao seu redor. A queda não é muito alta, mas cai de forma tão bem distribuída que faz uma espécie de véu, um colírio para quem aprecia a belezas que a mãe natureza nos proporciona. Por isso, acredito que esta seja uma das cachoeiras mais belas e melhores para banho que existe na região de Garça, e por outro lado, pena que nos deparamos com garrafas PETs velhas sujando este local que deveria estar bem preservado, mas a água aprenta ser bastante limpa.

Se seguir o curso da água rio abaixo, tem outros atrativos interessantes, como uma espécie de mini caverna e se seguir mais um pouco, chega-se no alto de um pico, onde tem uma outra cachoeira, esta bem mais alta, e também muito bonita, mas inacessível, pois não tem como descer até ela por ali, é preciso achar um outro caminho que desconheço.

Tem muito o que ainda explorar pelos arredores,  um dia quem sabe chegaremos até em baixo dessa outra queda. É realmente incrível a quantidade de cachoeiras existentes em nossa região, e embora já tenhamos registrado e divulgado dezenas delas, permanece uma infinidade de outras ainda desconhecidas por nós, o que demonstra a grande quantidade de cachoeiras e o potencial para ecoturismo existente e ainda inexplorado.

Rudi Arena

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PIRAMBA GIFs by Vicente Conessa

Essas são algumas GIF´s feitas pelo nosso grande amigo Vicente Conessa. E gostaria de compartilhar com todos,  alguns dos pequenos e marcantes momentos que o PIRAMBA MTB já registrou ao longo de sua trajetória. Como um um bom tombo, que cá entre nós, é difícil de esquecer.

Rudi Arena