Pico dos Tucanos e Cachoeira da Igurê com a Galera de Rio Preto

Para começar, este pedal não tinha hora certa para sair, o combinado foi a hora que a chuva parar, depois de aguardar São Pedro dar uma trégua, resolvemos partir, e justamente nessa hora começou a cair novamente água, mas resolvemos partir mesmo assim. Pelo menos a umidade relativa do ar parecia beirar os 100%, o que foi ótimo.

Apesar do clima chuvoso, o pedal  com a galera de São José do Rio Preto rendeu. Muita lama, adrenalina e belas paisagens naturais. Para começar descemos o pico dos tucanos, que é o creme da piramba, moutain bike na veia com direito a um visual privilegiado, este local fica paralelo a estrada da bomba.

Depois de uma subida para lá de íngreme, o nosso destino foi passar em uma bela represa da Fazenda Igurê, para depois ir até Cachoeira que existe nesta Fazenda. Momento de lavar a alma, espairecer a mente e se renovar após um revigorante banho em suas limpas águas.

Pedal cuja quilometragem pouco tem a dizer, o ganho de altitude  foi de quase 1.000 metros para menos de 40 km percorridos, os terrenos acidentados e hostis, a lama, as subidas inclinadas, tudo isso dificultou e fez com que este pedal tenha sido um tanto desgastante.

Teve ainda corrente quebrada, porém  isso foi superado com a as ferramentas corretas, mas com chuva, tudo fica um pouco mais complicado, mas também mais emocionante e divertido. Só dá um pouco de pena das bikes que sofreram com tanta lama, mas faz parte do show. Tudo na vida tem seu custo, e no pedal não é diferente, as vezes paga-se com suor, com dor, com o tempo despendido ou mesmo com dinheiro, quando de algum dano material, e nada disso desanima os amantes do Montain Bike, pois tudo isso faz parte do pacote.

Rudi Arena

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O Mirante do Canyon de Furnas (Capitólio-MG)

Localização: Capitólio, MG.
Estrada: MG-050, aproximadamente 304km de Belo Horizonte.
Acesso a parte baixa: Somente por barcos
Acesso a parte alta: 100m de caminhada.
Características: Lago, cascatas e água esverdeada.

Depois de conhecer a Pedreira Lagoa Azul, partimos em direção a uma parada obrigatória, o Canyon de Furnas que tem uma vista magnífica. O  acesso é pelo município de Capitólio, através da rodovia MG-050 entre o km 312 e 313, e é possível  perceber que chegou ao avistar alguns carros estacionados no acostamento.

A entrada é gratuita, e até o mirante é uma caminhada tranquila de cerca de 100 metros. Mas quem for com criança, é bom ficar bem atento, não existe nenhum tipo de proteção, é tudo perigosamente aberto.

A vista lá do alto é espetacular. Sem dúvida, quem passar próximo, vale a pena conhecer essa maravilha, uma verdadeira obra de arte da natureza, mas  também dos homens.

O interessante dessa região é que toda essa beleza não se deve somente à ação da natureza, mas também pela ação do homem. É que foi formada, em grande parte, pela construção da barragem da hidrelétrica de Furnas que, apesar de ter gerado problemas, como a desocupação de muitos habitantes e também o alagamento de muitas áreas. No entanto, hoje traz crescimento para a economia local através do turismo e, deu vida não só ao Lago de Furnas como ao cenário deslumbrante dos Canyons  que atraem turistas de todos os cantos do Brasil.


Conhecido como a “Cidade Rainha dos Lagos”, Capitólio é um pequeno município localizado em uma parte muito privilegiada de Minas Gerais, entre a Serra da Canastra e o Lago de Furnas – as duas regiões, quando se encontram, formam algumas das paisagens mais imponentes e lindas do estado e do país, que ficou conhecida como os Canyons de Furnas.
Os canyons são canais, rodeados por paredões, que foram alagados, formando piscinas naturais de águas cristalinas, que fazem parte do imenso lago artificial de águas verde-esmeralda que dão forma ao “Mar de Minas” (Lago de Furnas), maior espelho d’água do mundo, com mais de mil quilômetros quadrados e quatro vezes maior que até mesmo a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Os Cânions da represa de Furnas fazem qualquer viajante se sentir minúsculo diante de tamanha imponência.

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Embora não tenhamos conhecido a parte de baixo em que o uso de barco é imprescindível, tomei conhecimento que ali existe um outro espetáculo. Através dos passeios de barco pelas águas do lago dá para passar por enormes paredões, que, ao se aproximar, tem  fendas que se abrem para uma vista incrível de  várias cachoeiras, dando vida a um verdadeiro espetáculo da natureza de beleza raríssima.

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Também é recomendado ir até as cachoeiras, que ficam dentro desses paredões imensos. A do Lago Azul, é das mais procuradas e o cartão-postal da região em razão de sua beleza, com duas quedas que formam uma piscina natural de tons esverdeados; já a Cachoeira da Cascatinha possui diversas quedas com pequenos poços que parecem banheiras de hidromassagem. Outras cachoeiras incluem a Diquadinha, formada por um tipo de rocha chamada São Tomé, que dá coloração levemente alaranjada às suas águas e cria uma paisagem diferente das outras da região; e o Paraíso Perdido, complexo rodeado por cânions e com uma sequência de cascatas, cachoeiras e cerca de 18 piscinas naturais, ponto perfeito para amantes do ecoturismo e para praticar atividades como trilhas, mergulho, tirolesa, acampamento e principalmente rapel.

Rudi Arena

Fonte:

http://desviantes.com.br/blog/post/canyons-de-furnas-em-capitolio/

Cachoeira São Matheus em Jafa

O vídeo já foi gravado há algum tempo, mas acho divulgar importante divulgar esta cachoeira, pois só há um registro dela muito antigo, já que fomos lá uma única vez e há muitos anos atrás, por isso sempre tive vontade de voltar,  além de ser um lugar encantador, e  muito pouco conhecido ou frequentado.

Enfim, chegou o esperado momento. Em um belo dia de sol, resolvemos revisitar esta bela cachoeira.Ela esta localizada no distrito de Jafa, que por sua vez pertence ao município de Garça-SP. O acesso para se chegar até ela,  é pela estrada que liga a área urbana de Jafa e a estrada de terra da 09 de Julho, mas bem antes da ponte de concreto do Rio da Garça é preciso virar a direita e entrar em um sítio, daí em diante é muita pirambeira  para até chegar nesta maravilha.

O  acesso não é nada fácil, não tem como chegar com as bikes até próximo da queda, por isso foi preciso deixá-las escondidas e amarradas com cadeado. Mesmo a pé, não é nada simples seguir em frente, além de não ter trilha no meio da mata fechada, até a cachoeira, é preciso descer uma baita de uma ribanceira.

Mas depois, a recompensa vale todo o esforço, pois além de ser muito bonito o lugar, é ótimo para se banhar, não só na cachoeira em si, mas também no poço que existe ao seu redor. A queda não é muito alta, mas cai de forma tão bem distribuída que faz uma espécie de véu, um colírio para quem aprecia a belezas que a mãe natureza nos proporciona. Por isso, acredito que esta seja uma das cachoeiras mais belas e melhores para banho que existe na região de Garça, e por outro lado, pena que nos deparamos com garrafas PETs velhas sujando este local que deveria estar bem preservado, mas a água aprenta ser bastante limpa.

Se seguir o curso da água rio abaixo, tem outros atrativos interessantes, como uma espécie de mini caverna e se seguir mais um pouco, chega-se no alto de um pico, onde tem uma outra cachoeira, esta bem mais alta, e também muito bonita, mas inacessível, pois não tem como descer até ela por ali, é preciso achar um outro caminho que desconheço.

Tem muito o que ainda explorar pelos arredores,  um dia quem sabe chegaremos até em baixo dessa outra queda. É realmente incrível a quantidade de cachoeiras existentes em nossa região, e embora já tenhamos registrado e divulgado dezenas delas, permanece uma infinidade de outras ainda desconhecidas por nós, o que demonstra a grande quantidade de cachoeiras e o potencial para ecoturismo existente e ainda inexplorado.

Rudi Arena

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PIRAMBA GIFs by Vicente Conessa

Essas são algumas GIF´s feitas pelo nosso grande amigo Vicente Conessa. E gostaria de compartilhar com todos,  alguns dos pequenos e marcantes momentos que o PIRAMBA MTB já registrou ao longo de sua trajetória. Como um um bom tombo, que cá entre nós, é difícil de esquecer.

Rudi Arena

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Cachoeira dos Escravos

Este lugar é um velho conhecido nosso, e também muito frequentado por pessoas de Garça-SP e Álvaro de Carvalho-SP, embora fique mais próxima desta última cidade. Não é a toa que muitos procuram este lugar, quer para banhar-se em suas águas ou para contemplar a paisagem divina da vista do alto desta belíssima  cachoeira.

E o mais legal deste vídeo, é que crianças também participaram e puderam curtir este presente da natureza, já que uma vantagem desta cachoeira é seu acesso, pois não é dos mais difíceis, ainda que tenha sua dificuldades, como é possível observar no vídeo.

Rudi Arena

 

Pequenos Detalhes e Cores da Fauna e Flora do Entorno da CIA Inglesa

No último sábado, em um dia lindo de sol e de temperatura amena que já prenuncia o clima  do Outono que está por vir, o destino do pedal era chegar até a Igreja da Companhia Inglesa, mas como bons pirambeiros que somos, resolvemos explorar um pouco o território por detrás do templo e da antiga escola que um dia existiu ali, e que hoje está em ruínas.

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O que encontramos também em um único dia, além de muito verde e água,  também foi um colorido que encanta. Isto é, para quem tem tempo e olhos para perceber pequenos e reluzentes detalhes ao redor. Depois, é só contemplar  estes pontos coloridos no ambiente  proporcionado pela rica flora, bem como a fauna que de forma surpreendente sobrevive como pode, o que que demonstra toda sua resiliência. Apesar da ação nociva do homem em seu habitat, que por um lado recupera a mata ciliar ali, e por outro continua a desmatar aqui e acolá, isso é comum em várias regiões do país a fora, as vezes dentro de um mesmo município.

Rudi Arena

 

Cachoeiras da Enseada (Inédita)

 

A busca por novas cachoeira é incessante,  e não é que conhecemos mais uma nova cachoeira, ou melhor cachoeiras, um lugar de natureza privilegiada. O  interessante é que a cachoeira é  próxima a cidade e o acesso não é tão difícil, embora não dê para levar a bicicleta até o final, mas ao menos na primeira cachoeira é tranquilo chegar, e ela tem um bom e pequeno poço para banho.

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Já o acesso a segunda cachoeira é um pouco mais complicado, é preciso seguir uma trilha paralela ao curso d´água e descer por lugares bem íngremes, o que dificulta, mas não impede chegar até ela, que por sinal é bem mais alta e bela do que a primeira. A água parece ser limpa e sempre está gelada, a mata ciliar  é bem preservada, este é mais um belo patrimônio natural de Garça que encontra-se a poucos quilômetros da cidade, o que demonstra a infinidade de possibilidades e lugares com potencial para ecoturismo que o município desfruta e que um dia há de ser explorado de forma sustentável, tanto ambientalmente, como  economicamente, pois só pode dar certo se ambas as coisas andarem lado a lado.

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Um detalhe interessante foi a ossada de um animal que encontramos no local, parece ser um bicho  com presas afiadas, mas não chegamos em um acordo acerca de qual animal é este? O mistério continua, mas é uma prova da existência da diversidade da fauna de nossa região.

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E esta planta, com estes belos frutos, qual seria?

É, temos uma fauna e uma flora fantástica, e isto deve ser motivo de orgulho, apesar de todas as adversidades pelo qual o meio ambiente passa, aqui e Brasil afora.

Rudi Arena

 

Mapa das Cachoeiras de Garça

Em um trabalho inédito, está em construção uma plataforma fácil e interessante, é o mapa das cachoeiras já catalogadas pelo PIRAMBA MTB, e para isto contamos com a contribuição fundamental de nosso amigo Thiago Bulho, que trabalhou arduamente no desenvolvimento deste projeto. Primeiramente, relacionei em uma planilha  as mais de 40 cachoeiras que já visitamos, depois foi preciso identificar a localização aproximada de cada uma no google maps, na qual contamos com a preciosa colaboração de Luis Eduardo(Rabicó), para só depois acrescentar as fotos e os links do lugar.  O trabalho é bem extenso e ainda não foi concluído, ainda assim, não deixa de ser uma boa ferramenta para quem quer conhecer mais sobre as cachoeiras de nossa região. Para acessar, é só clicar no link abaixo: http://piramba.com/mapas/cachoeiras.html

São dezenas de cachoeiras cadastradas nas proximidades de Garça-SP, a grande maioria com fotos e links relacionados. Assim, é possível ter ideia da quantidade das belezas naturais que existem por aqui.  Como as localizações das diversas cachoeiras, cuja a região foi mais que agraciada para alegria e contemplação de alguns de seus conterrâneos, pois o acesso é difícil, a maioria por dificuldade de trilha, ou caminho para chegar. Outro problema é a falta de autorização do proprietário rural.

Ainda há muito para se construir, mas já é um começo, um ponto de partida para que no futuro tenhamos quem sabe o dobro de cachoeiras catalogadas. Sabemos que não conhecemos nem metade das cachoeiras de Garça, por isso o trabalho é  lento, mas também progressivo,  diria até que é quase impossível catalogar todas elas, tamanha a extensão deste tipo de trabalho.  Mas quando idealizamos esta ferramenta, foi no intuito de divulgar e reunir em só lugar  e assim facilitar o acesso a todas as cachoeiras que conhecemos. Embora seja algo pequeno, é uma forma de divulgar a existência delas e as informações poderão ser utilizadas para diversos fins, particulares, turísticos, científicos ou  quem sabe mesmo para a preservação ambiental.

Não é só essa novidade, também esta em fase de desenvolvimento o site http://www.piramba.com, uma espécie de portal  para reunir todo o conteúdo já produzido pelo PIRAMBA. Outra ferramenta interessante pode ser consultada em http://piramba.com/trilhas.html, lá é possível já visualizar o trajeto de várias trilhas já percorridas pelo PIRAMBA MTB, mas por enquanto, só foi registrada uma pequena quantidade de outras dezenas. É possível também consultar alguns animais que já encontramos na região, veja o link: http://piramba.com/mapas/animais.html

Tanto os mapas das cachoeiras, das trilhas e dos animais, é possível clicar em cima dos ícones ou então acessar a lista nominal clicando no quadrado com uma seta que fica canto superior esquerdo dos mapas. Para abrir em tela cheia, clicar no quadrado do canto superior direito .

Compartilhar um conteúdo singelo deste, é um pequeno passo para que possamos ter a consciência da importância e a dimensão de nossos bens naturais que estão a nossa volta, para quem saiba um dia, isso possa colaborar para preservação de nossas minas e nascentes, que por consequência ajude também na preservação dos córregos e cachoeiras que encontram-se tão degradas em relação ao que era, antes da ação do homem,  e mesmo em relação ao legislação ambiental exige atualmente. Logo, é comum vermos o assoreamento dos leitos, muitas vezes por ausência de mata ciliar, o que deprecia o patrimônio natural. Muito embora,  somos privilegiados pela nossa remanescente mata atlântica, que diferente de outros municípios, ainda temos muitos lugares em que existem  água corrente limpa e  matas preservadas, o que é, foi e sempre será, a fonte inesgotável de  inspiração e motivo de existência do PIRAMBA.

E por fim, alimentamos a esperança de que ao divulgar as riquezas naturais que temos, podemos ajudar a  criar um ambiente propício para que as instituições públicas, sociedade civil e proprietários de imóveis rurais se convençam de que há potencial para o ecoturismo para a região, a demanda por natureza existe, se alguém comprar a ideia e der certo, futuramente outros poderão investir no ramo também, foi assim em outras cidades, mas é preciso haver um pontapé inicial.   E para  tirar proveito da magnífica natureza, necessário também cuidar do que temos de mais valioso, que  nada do mundo pode construir, mas que para destruir não precisa de cerimônias. Pois enquanto em algum lugar do país pequenas áreas de matas são restauradas, o que leva anos e anos, em outro canto do Brasil, vastos territórios continuam sendo desmatados sem dó, nem piedade. Uma guerra entre os homens e a natureza em que as estatísticas não são nada favoráveis a última.

Rudi Arena

Piramba MTB é Notícia

Como podemos perceber, o PIRAMBA MTB foi citado e também foi fonte da matéria sobre a Fazenda São João do Tibiriçá ou Fazenda dos Ingleses e seu imponente templo católico em matéria publicada no periódico de Bauru, o Jornal da Cidade. Este que é um  Jornal de grande circulação,  um dos maiores do interior paulista. E mais recentemente, fomos também notícia em outra matéria de três páginas do mesmo Jornal, desta vez referente as cachoeiras inexploradas que existem em Garça, ambas matérias assinadas pelo jornalista Aurélio Alonso. Para nós do Piramba MTB, é gratificante poder colaborar tanto com a divulgação da memória da companhia inglesa, como também levar ao conhecimento de muitos, lugares de natureza exuberante e quase desconhecidos pela população que vive a sua volta.

Veja Aqui a Matéria – Link dos arquivo em PDF das três páginas publicadas no Jornal da Cidade de Bauru refere ao PIRAMBA MTB, versão impressa de 04/12/2016:

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Só possível ajudar na preservação de algo, se soubermos de sua existência, daí a importância da divulgação, e também ajudar a mostrar a diversidade de cachoeiras que podem muito bem ser objeto de ecoturismo na região, sem descartar também o turismo histórico da Companhia Inglesa, e até mesmo agroturismo em fazendas cafeeiras de Garça que ainda preservam o passado da época áurea do ciclo do café. O Turismo de Aventura ou Rural pode ser desenvolvido, pois existe uma grande demanda por lugares tranquilos para se fugir da agitação dos centros urbanos.

Em uma nossa região, no município de Lupércio, já existe há um bom tempo uma propriedade rural que explora a visitação de uma cachoeira, mas também oferece refeição e chalés para serem alugados. Felizmente, Garça possui cachoeiras e picos bem mais belos, como vários já publicados aqui, sem menosprezar a beleza da cachoeira de Lupércio (link do Post da Fazenda Floresta.).

Não adianta achar que o reconhecimento e a valorização do que temos de nobre e belo a nossa volta será feita por pessoas que estão longe e distantes, pode ocorrer sim, mas só poderá ser fator de mudanças se quem aqui viver compreender que Garça pode ter vocação para o ecoturismo, e ter a  consciência da necessidade de preservação de nossas nascentes e matas. Isso deveria ser visto como um ativo valioso, pois a floresta em pé tem um valor imensurável, inclusive é possível viabilizar a exploração econômica se houver vontade e integração entre o poder público e proprietários rurais. É de suma importância ainda, contar com o apoio da sociedade civil que também seria beneficiada com o desenvolvimento de mais está atividade econômica na região.

Links das Matéria do Jornal da Cidade (Publicação Digital):

http://www.jcnet.com.br/Regional/2016/11/igreja-e-o-que-sobrou-do-apogeu-ingles.html

http://www.jcnet.com.br/Regional/2016/12/garca-tem-cachoeiras-inexploradas.html

Nós que estamos próximos dos tesouros espalhados pelos nossos vales, grotões e desfiladeiros, temos que ser agentes conscientes da riqueza desses locais e da necessidade de preservar e recuperar as mata ciliares de córregos e nascentes que são tão fecundas por aqui. Se quisermos atrair turistas com nossas belezas naturais, será preciso ocupar-se do sério problema do assoreamento de nossos córregos, apesar de esforços localizados em sentido contrário, são muitas as áreas de preservação permanente(APPS) a serem recuperadas. Os desafios são gigantes, mas é preciso que exista uma pedra basilar, seja plantada a semente a ser desenvolvida, e se o ambiente for fértil, naturalmente poderá germinar e depois florescer, mas para isso é preciso criar as condições necessárias. A natureza fornece o principal, mas sem que os homens se organizem com bom planejamento, as cachoeiras de Garça permanecerão inexploradas, como bem diz o principal título da matéria publicada.

Rudi Arena

Um Patrimônio Histórico em Ruína. Até Quando Esperar?

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Recentemente fomos de bike até a Igreja da Companhia Inglesa, e o que vimos é preocupante, um patrimônio histórico, cultural e arquitetônico a espera de seu fim anunciado, que não deve tardar em chegar. Se permanecer o abandono, o desabamento de sua frágil estrutura é questão de tempo e infelizmente não temos notícia de que algo está sendo feito para evitar o pior. A degradação de um patrimônio histórico é triste, mas a sua perda, é irreparável, por isso, urge que as autoridades competentes tomem alguma medida para a preservação e quem sabe a sua restauração.

Não dá pra se conformar com este fim, pois o lugar tem uma história tão rica e a igreja traços arquitetônicos tão belos, cujo valor é impossível estimar em dinheiro. Não há nada pague a preservação do passado, da história, do valor artístico da arquitetura, além de ser um lugar que fez parte da vida de milhares de moradores que passaram pela da Fazenda São João ou Fazenda dos Ingleses. Foram os áureos tempos, e hoje virou um abrigo para pássaros e morcegos, mas que ainda assim, atrai muitos visitantes, o que demonstra o potencial que lugar tem para atrair um turismo histórico-cultural.

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Esta peculiar e bela igreja preenche todos os requisitos para que o imóvel seja tombado como patrimônio histórico e arquitetônico, mas isso não garante a sua restauração, apenas proíbe que seja demolido ou descaracterizado. A igreja está localizada em Gália-SP, portanto, as autoridades locais poderiam envidar esforços para ao menos o seu tombamento, o investimento na restauração dificilmente o município de Gália arcaria, ainda mais em tempo de crise, mas com a iniciativa do tombamento, o próximo passo seria buscar recursos estaduais ou federais para a restauração. Seria interessante uma hipotética cooperação entre as prefeituras de Gália-SP e Garça-SP, ambas poderiam se beneficiar com a iniciativa, e quem sabe a Igreja Católica não poderia contribuir também com algo, ou restará a sociedade civil se organizar para isto?

De qualquer forma, é preciso ser realista, não há saída simples para este caso, é uma corrida contra o tempo, e este é inexorável, não perdoa nada e nem ninguém. O primeiro passo deveria ser o seu tombamento, mesmo que seja um processo demorado e burocrático, mas com o reconhecimento público e oficial de seu valor, ficaria mais fácil angariar e convencer da necessidade de se investir na restauração do templo católico, antes que seja tarde demais ou ainda mais custoso.
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Como é possível ver nas fotos tiradas há alguns dias atrás, a fachada da igreja está com uma enorme rachadura de ponta a ponta, e por dentro, o teto está cheio de aberturas e escorado por estacas de forma precária, as paredes próximas ao altar também possuem grandes rachaduras, a escada interna de madeira está em frangalhos, e todos os belos e coloridos vitrais da igreja estão quebrados.

Se sonharmos um pouco, ali poderia voltar quem sabe a ser uma linda igreja, onde pudessem ser celebradas cerimônias religiosas para a comunidade da região, ou então uma espécie de museu para resgatar a rica memória da Companhia Inglesa e da Fazenda São João. Ou será que teremos que nos conformar em assistir passivamente a sua progressiva deterioração até a definitiva perda deste inestimável patrimônio de nossa história?

Rudi Arena

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Cachoeira do Cipó (ou dos Macacos) – Inédita

 

Desta vez a opção foi pelo Trekking, deixamos a bike de lado e saímos de uma pequena propriedade rural que fica na beira da estradinha de terra conhecida como km 10 localizada entre Garça e Álvaro de Carvalho, com uma grande expectativa de conhecer uma nova cachoeira.

Dá pra ir de bike também, é só querer. É relativamente fácil, mas tem um momento em que é preciso mergulhar pirambeira abaixo até o fundo vale e achar o curso da água, e então seguir sem pestanejar para enfim chegar até uma  bela cachoeira de águas limpas. Um privilégio único conhecer e registrar mais uma incrível cachoeira, o que é uma prova que as redondezas de Garça são fartas de exuberantes belezas.

Logo que chegamos á cachoeira, apareceu um bando de saguis para nos dar as boas vindas com sua algazarra característica. Eram muitos, e até que ficaram um bom tempo ali,  depois foram embora mata a dentro, e então a cachoeira passou a ser só nossa.

O Grande atrativo desta cachoeira é que ela possui um poço profundo que não dá pé, muito bom para banhar-se, mas também existem outros encantos, ela é ideal para brincar com cipó, ir pra lá e pra cá, como se nós tivéssemos voltado a ser crianças. São muitos os cipós pendurados em cima do poço, e é fantástico a resistência deles,  suportam muito peso sem que se rompam, e se acaso escorregar e cair, não tem problemas algum,  o aprendiz de Tarzan vai cair tranquilamente nas águas do poço, não há muito perigo, desde que se saiba nadar, é claro.

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Enfim….Presidente Alves pela Pirambeira – 80 km

 

Foi quase que uma odisseia, depois de muitos ensaios e por vária vezes termos combinado e descombinado, enfim chegou o dia de irmos pela primeira vez até a cidade de Presidente Alves. Embora faça divisa com Garça, não há estrada de terra que liga diretamente os dois municípios, só existe um caminho que é indo por Gália, mesmo assim não tem asfalto pra chegar lá, só um estradão de mais de 20 km.

Por isso, chegar até lá não é tão simples, pelo menos pelo trajeto escolhido, que foi de ir pela pirambeira, onde não há caminho exato a seguir,  é preciso fazer um em meio as belezas naturais existentes ao redor, atravessar riachos e  subir uma baita de uma serra. A melhor parte do pedal foi esta, por isso vale a pena chegar até Presidente Alves por trilhas de Fazendas.  Sem dúvidas, a opção mais cômoda seria ir e voltar por Gália, mas a graça do negócio é justamente se deparar com novo, o inesperado, pois o caminho fácil não tem lá tanta graça, a trilha fica mais rica quando se pula cercas, e foram várias. A gente seguia rumo ao desconhecido e contemplando a natureza, porém uma escolha errada em uma bifurcação poderia colocar tudo a perder.

Só que não, desta vez chegamos ao destino e sem sobressaltos. Na cidade, paramos para comer uma parca porção de calabresa que não deu nem para o cheiro, também um bando de ciclistas esfomeados.  Já era noite, hora de voltar e aí sim pegar o caminho mais tranquilo, o estradão até Gália, mas logo começaram os problemas,  um companheiro com a bike a quebrada e outro com fortes dores, e ainda tinha muito chão pela frente.

Graças a Deus, o santo é forte, aos trancos e barrancos chegamos a beira da Rodovia 294 em Gália, e milagrosamente logo apareceu  um carro do Departamento de Estrada e Rodagens(DER), na mesma hora que uma ligação  havia sido disparada para um amigo chamando por socorro, e que felizmente  não precisou ser completada.

Logo acenamos para o motorista do veículo, e dois amigos ali embarcaram e puderam chegar mais cedo em casa. Apesar do forte cansaço e o adiantado das horas, o pedal não poderia parar. Então nós, os remanescentes, depois de mais de 80 km e com o relógio marcando mais de 11 horas da noite, chegamos exaustos e famintos em nossos respectivos lares, após muitos quilômetros percorridos  fartos de pirambeiras, suor e alegria. E para mim ficou uma reflexão, que é que sempre há um caminho ou um lugar diferente para se conhecer, e não precisa ir muito longe para isso, são essas coisas pequenas e prazerosas que dão estímulo para vida, e não deixa que a comodidade ou a monotonia nos faça de refém.

Um agradecimento especial ao nosso amigo de pedal Jose Maurício, que neste dia infelizmente não estava conosco, mas que teve um papel importante para o sucesso do pedal neste dia,  esta trilha só aconteceu porque em outras ocasiões, ele ajudou a identificar o caminho a ser seguido, conversamos com os caseiros de fazendas próximas a antiga e desativada estrada municipal que ligava há muito tempo Garça e Presidente Alves, e assim, conseguimos as preciosas dicas que nos levaram enfim até Presidente Alves por um trilha totalmente alternativa.

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Cachoeira da União e do Cantu com a Galera de Cândido Mota

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Manhã um pouco fria, mas com o Sol rachando e expectativas de ótimo pedal, com muita pirambeira e belos visuais, pois foi para isso que uma turma de ciclistas do Município de Cândido Mota vieram para Garça, após um contato no desafio que teve de mountain bike em Timburi-SP.

E como planejado, logo de início descemos atrás da mata do Bosque municipal para passar pela Cachoeira da União, após curtir um pouco o lugar que também tem o alto pico  que exite ali,  seguimos por trios de bois bem fechados, pois havia muito mato ao redor. Depois de passar por uma represa e corredores de  eucaliptos e pés de cafés, saímos no trecho final da estrada da Bomba e ainda curtimos as íngremes descidas até o final chegar na ponte do Córrego do Barreiro.

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Após isso, foi o momento de maior esforço do pedal , pois logo de cara era preciso subir um morro com grau de inclinação absurdo, praticamente impossível de ficar o tempo todo montado na bicicleta, tanto é que nenhum dos 14 companheiros de pedal conseguiram zerar a subida,  que é quando o a cara pedala a subida inteira sem precisar descer da bike. Mas também, não é uma subida comum, é uma trilha de fazenda, e parte da subida é com chão de pedra e cheio de degraus e desníveis. Sem dúvida alguma, foi um momento de fazer o coração trabalhar a mil sob um forte sol das 11h da manhã. Subida que não tem como não suar e ficar cansar, montado na bike ou mesmo empurrando a pé e devagar é exaustivo, imagina então subir pedalando e o mais rápido possível, como muito fizeram, um verdadeiro teste cardíaco.

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Após a subida, pudemos desfrutar da bela vista que a Fazenda Ouro fino proporciona, por ficar em uma  parte alta próximo ao vales, pudemos ver de longe a cachoeira pela qual passamos, além uma paisagem exuberante que circunda a região, um prato cheio para belas fotografias do horizonte.

Mas o pedal não pode parar, então cruzamos as antenas e seguimos em direção ao outro lado da rodovia SP-294, mas precisamente para a Fazenda Igurê. Lá, passamos pela sede, a capela, o terreirão, represas,  até entrar na trilha da mata, para enfim chegar na estrada do saltinho, e seguir para a belíssima Cachoeira do Cantu. Sol do meio dia, e muitas subidas, tempo seco,  areião, terrenos acidentados,  o desgaste era grande e o avançado da hora pesou,  alguns seguiram de volta para Garça antes da última cachoeira, outros seguiram  em frente, e como é de se esperar antes de uma cachoeira, uma forte descida nos esperava, e enfim um lugar de tirar o chapéu.

Mas como para tudo na vida  se paga um preço, a subida da volta não foi fácil, mas também o final do pedal já se aproximava, seguimos então de volta para Garça e paramos em um bar para molhar a goela e confraternizarmos. Também merecia, depois de um pedal desgastantes de cerca de 45 quilômetros,  e muito bom que rendeu boas risadas e belas fotografias.

É claro, teve uma corrente quebrada, um problema de cabo do mudador das marchas, algumas baixas, mas ao final,  deu tudo certo e ficou um convite para que nossos amigos de Cândido Mota voltem para cá, e  conheçam novas pirambeiras, picos e cachoeiras de nossa privilegiada Sentinela do Planalto, farta em nascentes, paredões, picos, represas, cachoeiras e trilhas, quem gosta disso, difícil não gostar de pedalar em Garça.

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Cachoeira do Pico do Urubu por Baixo pela 1ª Vez

Este era um objeto de desejo já fazia um bom tempo, cogitado em algumas ocasiões andando de bike  nunca chegou ser levado a cabo, já que demandaria um tempo muito grande para percorrer quilômetros de rio até chegar em baixo da grande queda d´água, seria uma espécie de um outro rolê dentro do pedal, e além de ser extremamente cansativo.

Foi então que alguns pirambeiros de plantão resolveram chegar até lá e curtir um banho em baixo da desejada cachoeira do Pico do Urubu, já fartamente registrada por cima.  Porém, tomar um banho em baixo dela era um desafio pendente, que enfim, felizmente encerrou-se. A sacada para chegar até lá foi fazer um trekking, ou seja, esqueçam as bike, e bota  muita disposição para andar a pé por mais de 04 quilômetros no meio às pedras que existem pelo curso do ribeirão para finalmente chegar ao ponto tão almejado, e ao que tudo indica, a recompensa foi proporcional ao esforço despendido.  Este foi mais um lugar que o PIRAMBA MTB  teve a satisfação de chegar e registrar.

Cachoeira do Quebra-Tudo em Álvaro de Carvalho

Vídeo da mais alta cachoeira das redondezas, encravada em dos muitos vales da bela região entre os municípios de Garça e Álvaro de Carvalho, sua altura exata ninguém sabe, mas que deve superar os 60 ou 70 metros  de altitude e cujas águas caem ao sabor do vento em meio as mais variadas pedras de todos os formatos e tamanho.  Um lugar belíssimo, porém de difícil acesso.

 

Animal avisitado em Garça!!! Será uma Irara?

Estava lá em um dia alegre a explorar as pirambeiras da zona rural de Garça, mais precisamente a trilha iniciou na Fazenda Estrela, à margem esquerda da estrada de asfalto para Alvinlândia, quando já ao final, de repente, não é que aparece do nada um animal muito rápido, e logo saco a máquina, mas como registrar a imagem? Fotografar ou filmar? Optei pela segunda opção, pois corria o risco de tirar uma foto, ficar ruim, e depois o bicho escafeder-se e ficar sem nada.

O animal lembra um pouco o furão, comprido, ágil, cortava o mato com facilidade, tudo leva a crer que trate-se de uma espécie de mustelídios comum em nossa mata atlântica. Já havia avistados este animal outras vezes, mas nunca registrado, ótimo para comprovar que nossa fauna mora ali do lado, e tem animais que muitos duvidam que existem por perto. É, mas logo ali, habitam, macacos, jaguatiricas, tucanos, veados, esquilos, cascavel, aranha caranguejeira, tamanduás, lagartos, capivaras, estes são uns dos sortidos e coloridos animais já vistos e registrados pedal a fora pelo Piramba MTB, mas a lenda, a onça parda que habita nossa região e o imaginário popular, esta mesmo nunca tive o privilegio de ver, apesar do relatos de avistamento na região.

Para conhecer um pouco mais sobre esse quase vizinho que ronda nossas redondezas, segue informações sobre a espécie Irara, extraídas do Wikipedia*:

“A irara (Eira barbara) é um animal onívoro da família dos mustelídeos. É a única espécie do gênero Eira. Tem um aspecto semelhante ao das martas e fuinhas, podendo atingir um comprimento de 60 centímetros (não incluindo a cauda). As iraras habitam as florestas tropicais da América Central e América do Sul.

A irara é também conhecida no Brasil pelos nomes de papa-mel, porque esse é um de seus alimentos preferidos, e jaguapé. Nos países de língua espanhola, que constituem uma grande parte de seus domínios, a irara é chamada cabeza de cejo, que significa “cabeça de velho”. Sem dúvida, é porque o animal tem uma cabeça cinzenta sobre o corpo negro e também porque suas orelhas curtas e arredondadas lhe dão um ar “humano”.

Descrição
Espalhada desde o sul do México até a Argentina, a irara é uma parente da marta. Seu corpo é esguio, o pescoço alongado e as pernas compridas. Habita as florestas e também os campos. É um escalador muito ágil: suas habilidades manuais ficam evidenciadas na captura de um de seus principais alimentos, o mamão. Sem dificuldade alguma, ela chega à região dos frutos, prende-se ao alto da árvore com as patas traseiras e a cauda e, com as patas dianteiras, vai girando a fruta até que a mesma se solte do caule. As palmas de suas patas são lisas, as garras são parcialmente retráteis e as articulações de suas pernas lhe permitem virar as patas para descer das árvores com a cabeça voltada para baixo.

As iraras são ativas dia e noite, mas descansam nas horas quentes do dia. São solitárias, mas podem ser vistas aos pares. Costumam deixar marcas de cheiro nos galhos por onde passam. Adoram frutos e mel, mas são principalmente carnívoras: caçam ratos, aves, esquilos e até cutias. Os filhotes nascem cegos e inteiramente cobertos de penugem negra. São facilmente confundidos com filhotes de lontras, porém não apresentam hábitos aquáticos como estes, embora saibam nadar”.

* Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Irara

Cachoeira do Cantu e Mata da Igurê

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Clima frio não é propício para um pedal com cachoeira, certo? Para nós do Piramba MTB está errado, cachoeira é sempre a cereja do bolo, independentemente da temperatura . Pedal com duas cachoeira não tem como não ser bom, e ainda com amigos reunidos, conversas divertidas e belas paisagens ao redor. Apesar da baixa quilometragem, o mergulho pirambeira adentro é grande, o que proporciona os melhores momentos.

Começamos pela já famosa, e sempre fascinante trilha da mata da Fazenda Igurê, o que é um privilégio para os ciclistas de Garça e região, pois é impossível não curtir um pedal em meio à pura mata atlântica e os sons dos passarinho que ali habitam e fazem uma trilha sonora perfeita. A trilha também tem muitas artimanhas e obstáculos, é preciso atenção, tem descidas acentuadas, curvas, troncos no chão, cipós que enroscam podem enroscar o pescoço, e muitos arranha gatos pelo caminho. O caminho nunca é igual, sempre tem alguma coisa que mudou porque a natureza é viva e está sempre a se transformar, por isso esconde entre seus encantos também muitos perigos. Mas como é gotoso andar nesta mata, a adrenalina é grande quando se anda rápido ali, e é preciso todos os sentidos entrem em estado de alerta, pois uma só bobeada pode acabar dolorosa.

Logo mais, seguimos para um dos lugares mais bonitos de Garça, a Cachoeira do Cantu que é sem dúvida alguma é um ótimo colírio para os olhos, suas águas transparentes que parecem descer pelas pedras por todos os lado é um convite e tanto para entrar em sua água sempre fria, mas que neste dia estava extremamente gelada, depois que entra também, a sensação é renovar as energias. Importante observar, que para ir nesta cachoeira é preciso uma prévia autorização do proprietário da fazenda.

Mas esse ainda não era o final do pedal, seguimos ainda até a Cachoeira da Igurê, mas infelizmente, naquele dia a água não parecia muito própria para banho, o que tem sido cada vez mais frequente neste local, uma pena, pois um lugar tão especial, vira e mexe, aparece muito sujo, tanto a água como a areia.

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Lucianópolis pela Companhia Inglesa 80km

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Desde que havíamos ido ao município de Fernão pela estrada de terra que passa pela Igreja da Companhia Inglesa e nos deparamos com uma trifurcação pelo caminho, à esquerda Fernão, à direita Ubirajara e se seguíamos em frente Lucianópolis. Então, vira e mexe era cogitada a ideia de ir pela primeira vez até lá para conhecer a cidade e suas redondezas.

Em uma tarde em que estávamos animados para andar os 80 km propostos, seguimos em direção a este pequeno município, mas pela terra, e como é só pegar estradão e mandar bala, não demorou muito para chegar em Lucianópolis. Chegamos antes mesmo do que o previsto, e visitamos uma bela praça com uma simpática igreja e aproveitamos também para descansar um pouco e tomar algo em um bar ali próximo.

Na volta, para não ter que fazer o mesmo caminho da ida, resolvemos seguir por Fernão-SP, Gália-SP, até chegarmos novamente em Garça, com sentimento de dever cumprido. É um pedal que flui bem, o tempo rende e muito bom pra dar condicionamento, e apesar da quilometragem de 80 km que a princípio pode parecer bastante, não é tão desgastante como muitas trilhas cujos quilometro rodados não chegam nem perto disso.

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KM 10 – Corredeira à Rodovia da Comunidade (Álvaro Carvalho)

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Ao que parece, esta trilha nada mais é do que uma antiga estrada municipal rural entre os municípios de Pirajuí e Álvaro de Carvalho, mas que foi completamente abandona pelo poder público, e cuja manutenção é realizada pelo fazendeiro local. Assim, a sensação é estar pedalando em uma propriedade privada e não em uma via pública, é uma trilha muito frequentada por motoqueiros, mas que em razão desta controversa, tiveram recentemente problemas com o proprietário do imóvel rural, que não quer que esta passagem seja utilizada pelas motos. Já carro que não seja com tração 4×4 não deve se aventurar por este lugar, pois o terreno é bem irregular, além de ter muito mato e água pelo caminho.

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De qualquer forma, o mais importante é que esta trilha é muito boa mesmo, um prato cheio para os amantes de mountain bike, belas paisagens em volta, pois o relevo acidentado e bem inclinado, riachos pelo caminho, ou seja, tem tudo o que uma boa trilha deve ter. Tanto pode começar esta trilha pelo KM 10 da Rodovia da Comunidade (SP-349) que liga Garça à Álvaro de Carvalho, como também fazer o contrário, começar pelo vilarejo da Corredeira, passar pela ponte de madeira e subir até o asfalto, que foi o que fizemos neste dia. Ao final, foram 51 km no total, o único ponto fraco deste pedal é ter que pedalar uma parte do trajeto em asfalto sem acostamento, mas a pirambeira da trilha do KM 10 compensa o sacrifício.

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Trilhas Coroados – Uma Serra Próxima à Presidente Alves

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Desde que fiquei sabendo de que existia antigamente uma estrada de terra que fazia uma ligação direta entre Garça e sua vizinha Presidente Alves, mas que estaria atualmente desativada, fiquei bem curioso de conhecer de perto o que aconteceu com este caminho. Foi então que resolvemos sondar o que teria acontecido da estrada e tentar chegar o mais próximo dela possível, e acabamos que demos de cara com uma fazenda e uma porteira pelo caminho, como desistir não estava em cogitação, procuramos o caseiro que nos explicou que a estrada está completamente abandonada, tinha virado um matagal repleto de buracos, e por lá já não passava mais nada. Porém, ele nos deu uma dica valiosa, se percorresse mais 01 km do lugar onde estávamos, chegaria em uma outra fazenda que ao final levaria até Presidente Alves. Como a intenção naquele dia era só especular, dali mesmo voltamos, mas desde então o desejo de retornar e tentar seguir em direção a esse município era grande, embora faça divisa com Garça, Presidente Alves parece ser mais distante do que realmente é, pois não há nem ao menos uma estrada de terra que vá direto para Presidente Alves e mesmo por intermédio de outro município, não há estrada asfaltada para isso. De carro são ao menos 41 km de distância e 01 hora de viagem indo por Gália e de lá só se pegar uma estrada de terra. Não tardou de voltarmos para lá, agora imbuídos de ir até o final, apesar de o horário que não jogava ao nosso favor, pois ao sair 15:30 da tarde para fazer isso, estava claro que haveria dificuldades pelo caminho.

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De qualquer maneira, é sempre muito boa a sensação de pedalar com a expectativa de explorar novos horizontes e até parece que as trilhas para andar de bicicleta são infinitas, pois sempre existe uma para ser conhecida ainda, e a sensação é de que há um imenso tesouro a ser descoberto. Por tudo isso, é que o ciclismo de mountain bike é tão estimulante, pois brincar de explorar o desconhecido e percorrer por novas e belas paisagens não tem preço. É muito legal procurar por trilhas diferentes, fugir da zona conforto de fazer os caminhos de sempre e já percorridos por diversas vezes, isto parece simples até, mas não é, pois o normal é ir rumo ao conhecido, um lugar que nos passe segurança, por isso, aventurar-se, sentir o frio da barriga de não saber exatamente onde está ou ter que escolher um caminho a seguir em uma bifurcação e não saber aonde vai chegar, proporciona uma certa emoção que deixa qualquer trilha mais apimentada. A primeira vez nesta trilha teve tudo isso, e também o privilégio de poder contemplar lindas paisagens de serra e formações geológicas belíssimas da região que circunda Garça, muito pouco conhecida, realmente foi um dia que não se apagará da memória.

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O destino original quando saímos, era chegar em Presidente Alves, mas havia uma bifurcação no caminho, e infelizmente ou felizmente, a opção que fizemos acabou nos distanciando daquela cidade e parecíamos pedalar rumo a distante Pirajuí, o sol já estava indo embora, de longe dava para avistar as luzes das cidades e sem saber onde estávamos exatamente, o desespero bateu forte. Mas ainda bem que não por muito tempo, após percorrer vários quilômetros sem avistar uma pessoa sequer, em um lugar muito remoto e distante de tudo, enfim encontramos uma casa pelo caminho e fomos sedentos pedir orientação.

Foi então que ficamos aliviados ao saber que logo mais, era só pegar à esquerda que Garça estava à 30 km de distância, o caminho à direita seguia para Pirajuí. Estávamos muito mais perto de Garça do que imaginávamos, o que naquele momento veio muito bem a calhar.

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Então voltamos pela estrada de terra Garça-Pirajuí, passando pelas antenas e logo chegamos em Garça com a gostosa sensação de sem querer, acabar descobrindo a existência de mais uma trilha de bike espetacular, com paisagens ímpares, descidas e subidas intensas que proporciona a adrenalina na descida e que exige bastante esforço do ciclista nas subidas, como é de se esperar de uma trilha de bike. Subida íngreme, ribeirão, curvas fechadas, descidas perigosas e paisagens de cair o queixo, e só ao vivo e a cores para sentir a natureza e curtir a beleza do lugar, pois as fotos, embora seja uma maneira fantástica de registrar a imagem de um momento, ela é estática, limita o horizonte a um determinado enquadramento, destina-se a um só sentido, a visão, e por isso tudo, as imagens, por melhores que são, sempre será um retrato de uma pequena parte de uma realidade muito maior.

Apesar das dificuldades, enganos e tensões, no final deu tudo mais do que certo, e isso só serviu para temperar ainda mais um pedal que por si só já seria muito bom, e a vontade de voltar foi tão grande que não demorou para voltarmos lá, porém, com bem mais tranquilo que da primeira vez, deu até para degustar algumas laranjas suculentas e colhidas direto do pé, pois o que mais tem no caminho de volta são laranjais carregados da fruta.

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