A Bela e Desconhecida Cachoeira São Matheus – Distrito de Jafa (Garça-SP)

Esta cachoeira é uma verdadeira joia encravada logo no começo da perigosa descida de Jafa, velha conhecida dos ciclistas e não muito longe da pequena zona urbana daquele distrito. Porém, o acesso a essa cachoeira que faz parte da bacia do rio do peixe é um tanto espinhoso. De todas as cachoeiras já registrada pelo Piramba, é talvez a mais difícil. O terreno de uma hora para outra cria um abismo e o curso d´água da cachoeira fica lá em baixo.

Demora um pouco para achar o melhor lugar para descer, não há caminho ou picada para chegar até lá. A gravidade joga bastante contra, a inclinação é severa, tem que calcular cada passo e procurar algum galho ou raiz para apoiar-se, ainda assim, a ameaça de rolar morro abaixo parece ser uma constante. Mas levando muito mato no peito, enfim, chegamos lá em baixo.

Logo nos deparamos com um pico alto e com uma cachoeira de respeito, só o que chamou a atenção foi o grande e largo poço no fundo. Nunca descemos ali, do alto parece não haver caminho. Mas quem sabe seja uma missão para o próximo Piramba Explorer, chegar em baixo desta cachoeira seria o máximo, mais uma cachoeira animal a ser desbravada. São muitos os encantos escondidos e desconhecidos de Garça que nós moradores do município, pouco conhecemos. Os lugares mais inacessíveis são também os mais desconhecidos, e muitas vezes os mais belos.

2ª Cachoeira São Matheus
Existe esse lindo poço abaixo que o Piramba MTB ainda precisa conhecer.

Porém, o objetivo traçado neste dia era chegar em outra cachoeira, para isso era preciso seguir rio acima, e lá, mais dificuldades apareceram, nada que uma escalada de leve, e mais um tanto de mato no peito não resolvesse.

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O acesso a cachoeira não é fácil, mas o banho é recompensador.

Enfim, o sacrifício foi recompensador, apesar de ser inverno o dia estava bem quente e propício para um revigorante banho de cachoeira. A água em queda livre cai de forma esparramada o que dá a impressão de fazer fazer um véu que cobre o corpo de forma suave e macia. A cachoeira também possui um poço não muito largo, mas bem profundo em alguns lugares.

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A água cai de forma a fazer uma espécie de véu branco no ar.

A volta também não é das tarefas mais fácies. A sensação é de estar dentro de um buraco dentro da mata e sem lugar de saída, ao redor o tudo é tão íngreme que não se vê por onde é possível subir. Mas prestando bem atenção,sempre acha-se um caminho , e para isso foi preciso escalar e até mesmo rastejar para seguir subindo em frente. Demorou um pouco para conseguir enxergar o clarão lá fora, e deu um certo alívio de saído dali, mas por outro lado é muito bom o gostinho aventura e de sentir a natureza na sua forma bruta.

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O desnível é grande para voltar à civilização, é preciso escalar um pouco.

Pela frente ainda tinha 30 quilômetros de bike, e boa parte da barra de nossa barra de energia tinha sido gasta para chegar na cachoeira. Ainda assim, foi tranquilo, só continuar a descida de Jafa, passar pela ponte do Rio da Garça, e subir bem até chegar na Estrada 09 de Julho. O bom é que existe um bar a beira desta estrada, ótimo momento para fazer uma parada de descanso e tomar um refrigerante antes de finalizar o pedal.

Esta é uma cachoeira que não é sempre que se vai, pois é osso chegar até ela. Agora, só ano que vem e olha lá. Mas como há uma outra cachoeira abaixo dela que promete ser bem interessante, pretendo voltar ali perto para procurar um caminho. Bora conferir seu lindo poço que até parece uma piscina natural com bordas de pedras, tem tudo para ser sensacional.

Rudi Arena.

Piramba MTB na Cachoeira da Enseada em Garça-SP

A aproximação do inverno não é empecilho para o Piramba MTB aproveitar em peso uma das cachoeiras mais belas de Garça. A Cachoeira da Enseada foi a escolha da vez, mas nem todos arriscaram entrar em suas águas gélidas. De qualquer forma, foi uma ótima oportunidade para rever amigos, jogar conversa fora e dar boas risadas.
 
São duas cachoeiras na sequência, a mais bela é também a que tem o acesso mais difícil, pois é preciso descer escalando um pequeno paredão, apoiar o pé em uma raiz suspensa e confiar nela, não tem plano B, o que dá uma pitada de aventura e emoção para pedal.
 
Como a cachoeira é perto de Garça. ceca de 10km da cidade, e ainda tinha tempo para pedalar mais, resolvemos esticar até a Fazenda Igurê que sempre é um prato cheio para os amantes do mountain bike. Passamos por uma de suas lindas represas e depois pela capela, e a ali, a imagem de uma cerejeira toda florida chamou muito a  atenção pela sua beleza. Não poderia ter sido melhor. Pedal top com galera top e uma cena mais top que a outra. 
 
   Rudi Arena

 

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Cachoeira do Arco (Inédita)

Quando está cada vez mais difícil conhecer novas e belas cachoeiras, surge então esta pérola da natureza.

Logo no começo da trilha,  fomos recepcionados por um bando de Macacos Pregos fazendo algazarra, conseguimos registrar apenas uma foto, pois eles não deixaram a gente se aproximar muito e não ficavam parados,  percorriam os topos das árvores pulando com agilidade, mas logo sumiram de cena. E não foi a primeira vez que encontramos macacos por ali, quando fomos em uma outra cachoeira próxima, também encontramos muitos macacos, sinal de que esta região está bem servida desses primatas, o que denota a riqueza da fauna local.

Embora tenha sido muito legal ter vistos os macacos, nosso objetivo era ir até uma linda cachoeira de águas límpidas. Esta é  mais uma que o Piramba desconhecia até pouco tempo atrás,  mas que é um verdadeiro presente da natureza, pois tem uma peculiaridade que nunca vi em nenhuma outra cachoeira. É que existe uma espécie de arco de pedra em cima da cachoeira pela qual a água percorre antes de cair no chão. É como se fosse de monumento arquitetônico natural, produzido pela força da água em um lento e gradativo processo ao  longo de muito tempo.

A cachoeira está localizada entre os municípios de Garça-SP e Álvaro de Carvalho-SP, também não fica longe de Pirajuí-SP. O acesso até ela não é dos mais fáceis para quem não esta acostumado em fazer trilhas, pois é preciso percorrer a pé um caminho por uma mata e andar pelo curso do ribeirão por um bom trecho. Depois vem a parte mais difícil, que é escalar um trecho bem íngreme se quiser chegar até o arco que fica em cima da cachoeira. Mas compensa todo o esforço.

E a trilha da Cachoeira do Arco ainda tem um outro grande atrativo,  pois é passagem obrigatória  ter que passar pela Cachoeira do Cipó ( ou dos Macacos) e seu majestoso, profundo e refrescante poço de águas cristalinas e tom azulado.

Rudi Arena

 

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Pequenos Detalhes e Cores da Fauna e Flora do Entorno da CIA Inglesa

No último sábado, em um dia lindo de sol e de temperatura amena que já prenuncia o clima  do Outono que está por vir, o destino do pedal era chegar até a Igreja da Companhia Inglesa, mas como bons pirambeiros que somos, resolvemos explorar um pouco o território por detrás do templo e da antiga escola que um dia existiu ali, e que hoje está em ruínas.

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O que encontramos também em um único dia, além de muito verde e água,  também foi um colorido que encanta. Isto é, para quem tem tempo e olhos para perceber pequenos e reluzentes detalhes ao redor. Depois, é só contemplar  estes pontos coloridos no ambiente  proporcionado pela rica flora, bem como a fauna que de forma surpreendente sobrevive como pode, o que que demonstra toda sua resiliência. Apesar da ação nociva do homem em seu habitat, que por um lado recupera a mata ciliar ali, e por outro continua a desmatar aqui e acolá, isso é comum em várias regiões do país a fora, as vezes dentro de um mesmo município.

Rudi Arena