A Paradisíaca Cachoeira Rosa em Garça SP

Imagens da Cachoeira Rosa, um lugar incrível, localizada na nascente do Rio do Peixe esta é a uma linda cachoeira de águas limpas, com direito a uma espécie de prainha ao lado e com um ótimo poço para para se banhar, sem contar a pequena gruta que ali existe. Não precisa falar mais nada, até porque as imagens falam mais do que mil palavras nesse caso.

Ao sair da cachoeira ainda tivemos o privilégio de avistar alguns curicacas, aves tem como característica seus bicos longos e o forte som que emite, muito conhecido pelos habitantes da zona rural, mas muito pouco conhecido por quem mora na cidade.

O Estreito em Ocauçu-SP, um lugar fascinante, mas também muito perigoso!!! E aí, vai encarar???

Esta é uma trilha bem diferente de todas da região, pois além de um visual acachapante esconde um pequeno trecho de trilha muito estreito e com abismo dos dois lados, um lugar que desafia o ciclista e em que todo o cuidado é pouco. E nossos pirambeiros de plantão não perderam a oportunidade de conhecer esse lugar fascinante e perigoso que fica no município de Ocauçu-SP, próximo de Marília-SP e do distrito de Amadeu Amaral.

Nessa trilha que é conhecida como Volta do Estreito foram 40 km com uma altimetria de quase 1000 metros de altura, o que é muito, ou seja, esse é um pedal de quilometragem curta, mas muito pesado e com muita subida acumulada.

Por outro lado, tem um visual incrível e um desafio e tanto que é passar pelo estreito. Ali é necessário muita atenção. E uma dúvida, seria muita imprudência tentar passar o estreito montado na bike? Uma queda ali seria fatal? Melhor mesmo é deixar essas perguntas sem respostas e curtir essa trilha de forma mais segura possível, mas um risco sempre vai existir. Só que se for pensar nos riscos que existem por aí, a gente nem sai de casa.

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Ainda sobre o Piramba Kids no MotoRock Festival de 2022 em Garça-SP

Confira o lindo clipe de fotos das crianças: https://www.youtube.com/shorts/An38qveS794

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Piramba Kids na Revista Destak

O Circuito Piramba Kids aconteceu no lago no começo do mês, mas ainda reverbera na minha cabeça e ainda tem desdobramentos como na publicação da última edição da Revista Destak, mas não é só, esse evento inédito tem boas consequências.

Um sorriso no rosto de apenas uma criança já valeria a pena todo o esforço, mas o Piramba Kids no MotoRock Festival de 2022 foi muito mais além, foram muitos os lindos sorrisos estampados na nova geração, que tudo tende a ter mais consciência ambiental e dar valor a bicicleta que pode servir como laser, mas como mobilidade humana também e são muitos os benefícios do ciclismo para a saúde física e mental. E tudo foi tão bom que não nenhum dos pequenos se machucou, existia esse temor também.

Umas das coisas mais legais que aconteceu foi que disponibilizamos as bikes de nossos próprios filhos para que outras crianças que estavam no lago de garça no dia mas não sabiam do evento ou mesmo que não tinham bicicleta, também puderam participar dessa festa da criançada pedalando na pista que nós com muito carinho projetamos para pudessem aproveitar esse esporte em conato com a natureza que rende belas paisagens.

Ninguém que quis ficou de fora dessa confraternização, a pluralidade deu o tom, não importava se era menino ou menina, a raça, classe social, ou força física e habilidade no pedal. Todas as crianças eram muito bem vindas e estimuladas a conhecer o Circuito Piramba Kids e ainda ganhava um medalha e um kit com doces e adesivos de brinde para quem participava e tudo por isso a medalha e as sacolas dadas levaram em conta a sustentabilidade ambiental que é tão cara para nós. Foi uma oportunidade maravilhosa de tantos ciclistas mirins já calejados curtir a pista como estimular crianças que ainda estavam aprendendo as técnicas básicas desse veículo que tem tudo a ver com criança, mas que na medida que crescemos a gente tende a trocar pelo veículos a motores, mas isso não precisa ser necessariamente.

Falta uma educação no Brasil que estimula a mobilidade urbana de bike, com o preço dos combustíveis hoje é um ganho e tanto. Não temos ônibus circulares capaz de fazer a integração com os moldais de transporte, bem como não temos onde estacionar as bikes e a segurança pública é um problema sério aqui, não tem como deixar a bike na rua de forma tranquila, bem diferente de países desenvolvidos e que valorizam a bike como meio de transporte. Mas é preciso perseguir e conscientizar o uso da bike e por isso estacionamentos de bicicleta no centro da cidade seria de muita utilidade e isso serve para qualquer cidade do Brasil, é questão de utilidade pública, garanto que seria muito mais barato e útil para a população do que muitos elefantes brancos caros e congelados no tempo que só dá despesa e acumula sujeira. É preciso que os agentes públicos também participem desse esforço em prol de uma mobilidade urbana mais ágil, sustentável e saudável tanto para o corpo como a mente.

E, estar com meu filho durante o os dois dias do final de semana e ser testemunha de que ele oferecia a sua bike nova com o maior prazer para qualquer criança que aprecia foi uma felicidade única, alegria dele era também a minha e não tem preço que paga. E outros sorrisos também apareceram nos pequenos em consequência disso. É como se uma espiral de bem e de coisas boas brotasse naturalmente ma nossa frente, foram momentos mágicos, e que cada minuto que parecia ser doado aos outros na verdade eram minutos doados a nós mesmo, como se fosse nós os grandes beneficiados com a alegria proporcionada por sorrisos e alegrias únicas. E ainda por cima tudo isso rendeu quase 1000 fotos, uma mais bela que a outra e que infelizmente não tem como reproduzir todas nesse espaço.

Só resta nossos sinceros agradecimentos aos pais e filhos que compareceram e nos deram a honra de compartilhar de momentos abençoados e que venha outros. Com poucos recursos, algumas pessoas e um pouco de boa vontade é possível fazer alguma coisa, não é muito, mas é de coração e já é melhor do que nada fazer. Afinal, qual é preço de um lindo sorriso estampado no rosto de uma criança? Tudo já teria valido muito a pena se o trabalho que fizemos tivesse proporcionado um sorriso ou um momento de alegria em uma única criança.

E o que vimos nos dois dias de evento foram muito mais, foram dezenas e dezenas sorrisos lindos, uma retribuição incrível para o Piramba, e por isso tudo valeu muito mais que a pena. Tudo deu tão certo que com certeza iremos repetir o Piramba Kids. Algo inédito em Garça e região e que mostra que basta uma boa ideia, muito pouco dinheiro, e certa boa vontade é possível fazer alguma coisa, ainda que muito pequeno, só que na direção correta. Incentivar as crianças a prática de esporte e com alegria, estimular o contato com a natureza e com o mundo real nas era dos eletrônicos não é fácil, mas é preciso, se for de forma sustentável então melhor ainda, o planeta grita, quem tiver ouvidos para ouvir que ouça.

By Rudi Arena

Piramba Bike Station em Atividade Graças a Parceria Inédita!!!

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Hoje é um dia de muita alegria porque o Piramba instalou seu primeiro “Piramba bike station” em parceria com a @ppa_brasil com o apoio da @lamaglia.personalizados , @ealog_group e @amiimpressoes .
O bike station é uma estação que contém bomba e ferramentas para pequenos reparos na bicicleta.
Esse projeto sensacional idealizado pelo pirambeiro João Daniel será o piloto para no futuro ter mais bike stations espalhados por Garça e região.
O local escolhido foi pensado em atender os ciclistas que se deslocam a trabalho no Distrito Industrial, bem como, aqueles que vem de cidades vizinhas e acessam a cidade pela entrada de Marilia.
Além disso, como fica defronte a guarita da PPA, que opera 24 horas, serve como local de vigilância inibindo eventuais ações de vandalismo.
A ideia é, cada vez mais, fomentar o uso da bike e poder fornecer meios para facilitar quem escolhe como meio de transporte ou até mesmo esporte.
E ai, o que achou do Piramba Bike Station?

De ciclista para ciclista e toda sociedade Garcense utilizar e zelar por essa importante ferramenta.

#somostodosguardioes

By Piramba MTB

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Por aliancabike*

Um grupo de amigos apaixonados pelo mountain bike, e mais ainda pela natureza, fizeram das pedaladas às cachoeiras ponto de partida de um clube de serviços que é o primeiro a atuar com CNPJ no município de Garça, interior de São Paulo. O Piramba MTB é uma organização sem fins lucrativos que está movimentando a cena da cultura da bike e acompanhando de perto a reaproximação do polo industrial da região ao uso da bicicleta como meio de transporte.

Nesta semana, o grupo instalou um primeiro bike station ao lado da ciclovia do distrito industrial, em frente à sede de uma empresa parceira. “Decidimos fazer essa ação de voluntariado para ajudar os ciclistas que passam por ali, conseguimos uma autorização de uso do espaço com a prefeitura e a empresa PPA vai colaborar com a vigilância da instalação para evitar vandalismos e nos ajudar a avaliar uso e possíveis melhorias”, comenta Vicente Conessa, fundador do @pirambamtb.

O mais legal da iniciativa, que deve fazer a doação de outras duas bikes stations nos próximos meses, é a articulação que o Piramba MTB está buscando construir na região. Apesar de pequena, Garça fica pertinho das cidades de Marília e Bauru e tem grande potencial para o cicloturismo. “Hoje somos um clube com 25 associados, aos poucos estamos entendendo como podemos atender melhor a região e nossos visitantes com projetos de fomento à cultura da bike e de turismo receptivo”.

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Além do pedal, o clube promove encontros de trekking e rapel e está investindo no diálogo com o poder público. De um dos encontros, saiu a promessa de uma ciclofaixa de lazer operada pela prefeitura aos domingos, para atrair ciclistas e proporcionar mais lazer à população. “A gente espera que a operação tenha início neste primeiro semestre!”

*https://www.instagram.com/p/CcTqA5iri0r/

 #pirambamtb #bikestation #mobilidade #mecanica #suporte #cicloturismo

No meio da trilha uma linda e enorme Jiboia

No pedal de hoje para a CIA Inglesa nos deparamos com essa bela, robusta e musculosa Jiboia, que é a segunda maior cobra da fauna brasileira. Essa serpente apesar de impor respeito pelo seu tamanho, não tem peçonha e por isso não pode inocular o veneno no homem. Mas isso não quer dizer que não morde ou que não precisa tomar cuidado.

Essa espécie assim como a sucuri matam as suas presas por constrição até asfixiar. Embora não seja considerada agressiva, ela se mostrou o tempo inteiro pronta a dar um bote se necessário e emite um som impressionante que ajuda a afugentar seus predadores.

By Rudi Arena

Saiba mais sobre esse belo réptil da fauna brasileira

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Habitat

As jiboias são serpentes encontradas em várias regiões da América Central e América do SulNo Brasil, é comum encontrar jiboias na Amazônia, na Mata Atlântica, no Cerrado, na Caatinga e no Pantanal.

Comportamento

As jiboias são animais mais ativos durante a noite, entretanto, podem ser observadas durante o dia em busca de um local para se abrigar. Elas são encontradas tanto no solo quanto sobre as árvores, apresentando, portanto, hábitos terrestres e semiarborícolas.

Para capturar suas presas, a jiboia apresenta um comportamento conhecido como “senta-espera”. Como o próprio nome sugere, as jiboias permanecem em locais em que não são facilmente avistadas e esperam o momento que seu alimento chegue até elas. Após a captura, a jiboia enrola seu corpo no animal, enrolando-o e apertando-o até que os movimentos respiratórios cessem e a presa morra por asfixia. Sendo assim, diferentemente do que algumas pessoas pensam, a serpente não mata a presa devido à quebra dos ossos.

Após matar sua presa, a jiboia engole-a inteira. Para facilitar a ingestão, primeiro, a jiboia engole a cabeça do animal e, posteriormente, o restante do corpo. Essa forma de ingerir a presa evita que os membros abram-se e dificultem a deglutição.

Quando se sentem ameaçadas, as jiboias apresentam um comportamento característico. Elas contraem sua cabeça e pescoço e emitem um som agudo. Além disso, as jiboias podem eliminar fezes e morder o predador.

Curiosidade

Curiosidade: Você sabia que, no Brasil, é permitida a venda da jiboia como animal de estimação? Entretanto, é fundamental conhecer o local onde o animal está sendo comprado. A venda só é permitida em locais que apresentam registros e autorização do Ibama. Lembre-se sempre de que o comércio de animais silvestres, sem todas as autorizações e registros, é crime. Sendo assim, não se pode retirar esse animal da natureza.

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/animais/jiboia.htm

Garça e região também é terra de Caranguejo! Saiba mais sobre esse crustáceo de água doce.

Quando a gente ouve falar em caranguejo geralmente a gente associa a praia e ao mar, mas temos no Brasil algumas espécies de Caranguejo de Água Doce no restou da mata atlântica também. E muitos não imaginam que Garça tem o privilégio de ter esse crustáceo em sua fauna.

Porém, esse dias atrás meu grande amigo César Sartori, companheiro de cachoeiras e pirambeiras fez um raro registro de um caranguejo de água doce. O bicho estava próximo a uma rocha, ele gosta de tipo de ambiente e ajuda no seu mimetismo. O flagrante aconteceu na Cachoeira dos Macacos que fica entre Garça e Álvaro de Carvalho, e a presença desse tímido crustáceo é para ser comemorada.

É uma boa notícia a presença deles nessa região, pois geralmente gostam de viver em córregos límpidos, sinal de que temos cursos d´águas que proporcionam um ambiente adequado para sua existência. Como é possível ver no vídeo, a água onde ele foi estava transparente, por isso, cuidar de nossas nascentes é indispensável para a manutenção de população dos caranguejos. Assim, essa região pode continuar sendo habitat para eles, o que contribui também para o equilíbrio da cadeia alimentar e do ecossistema local como um todo.

Junto a esse registro também existe um outro feito há um tempo atrás em uma das Cachoeira do Vale da Graça em Vera Cruz por um outro amigo meu, o Juares, mas infelizmente a foto se perdeu com o tempo e não foi possível postar aqui. Mas não deixa de ser mais uma evidência que embora raro, temos sim caranguejo em nossa região e que nossas nascentes sejam cada dia mais vigorosas e que registros como esse possam ser feitos com mais frequência.

By Rudi Arena

Conheça mais sobre o Carangueijo de Água Doce*

Nome em português: Caranguejo de água doce, Caranguejo de rio, Goiaúna, Guaiaúna.
Nome científico: Trichodactylus petropolitanus (Göldi, 1886)

Origem: Sudeste da América do Sul
Tamanho: carapaça com largura de 5 cm
Temperatura: 20-28° C
pH: indiferente

Dureza: indiferente
Reprodução
: especializada, todo ciclo de vida em água doce
Comportamento: pacífico
Dificuldade: fácil

Apresentação

Os Trichodactylus são os caranguejos dulcícolas mais comuns fora da bacia amazônica, são pequenos caranguejos totalmente aquáticos, de hábitos noturnos. Embora comuns, raramente são vistos no comércio aquarístico.

Devido à sua abundância, estes animais são importante componente da cadeia trófica de ambientes dulcícolas. Comestíveis, são também relevante fonte de alimentação para populações ribeirinhas.
            Etimologia: Trichodactylus vem do grego thríks(cabelo) e daktulos (dedo); petropolitanus significa habitante do município de Petrópolis (RJ).

Origem

            Até a pouco considerada uma espécie exclusivamente brasileira, com ocorrência nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, sendo que sua distribuição coincide amplamente com os domínios da quase extinta Mata Atlântica. Em 2003 foi coletada também no norte da Argentina.

Vivem em riachos límpidos, geralmente montanhosos, mas podem ser coletados também em lagoas e represas. Vive entre rochas ou vegetação aquática. Preferem substratos rochosos, que facilitam seu mimetismo.        Um trabalho genético recente confirmou que os T. petropolitanus são monofiléticos. Curiosamente, este trabalho situou geneticamente a espécie entre os diversos clados que compõem o Complexo T. fluviatilis.

Distribuição geográfica de Trichodactylus petropolitanus. Imagem original Google Maps; dados de Magalhães C. In: Melo GAS. 2003 e César II et al. 2004.

Aparência

Cefalotórax de altura média, arredondado. Olhos pequenos, antenas curtas. Grandes quelípodos, assimétricos nos machos. Pernas dispostas lateralmente. Geralmente de cor marrom-escura avermelhada.

Existem duas famílias de caranguejos de água doce no Brasil: Trichodactylidae e Pseudothelphusidae. Os primeiros podem identificados por dois detalhes: dáctilos com pêlos (ao invés de espinhos, daí seu nome), e segundo maxilópode. Dentro da família, os Trichodactylus podem ser identificados baseados na forma do abdômen (segmentação de todos os somitos, sem fusão), e a escassez de dentes na margem da carapaça (até 5). O T. petropolitanus pode ser identificado por ter três dentes na borda ântero-lateral da carapaça, eqüidistantes, e carapaça irregular.

Assim como o T. fluviatilis, esta espécie têm sub-espécies com alguma variação no padrão de dentição da carapaça.

Aspecto da borda ântero-lateral da carapaça: Trichodactylus dentatus com três dentes, os dois primeiros próximos entre si e um pouco afastados do terceiro, este sempre menor e às vezes vestigial; Trichodactylus petropolitanus com três dentes equidistantes; Trichodactylus fluviatilis com borda lisa, às vezes com um a três entalhes, ou no máximo um dente. Fotos de Carlos Magno e Walther Ishikawa.

Parâmetros de Água

É uma espécie robusta, bastante tolerante quanto às condições da água, mas se desenvolve melhor entre 20 e 28° C, pH e dureza indiferentes.

Reprodução

Todo seu ciclo de vida se dá em água doce. A reprodução ocorre nos meses mais quentes e chuvosos do ano.

Produzem poucos ovos de grandes dimensões, apresentam desenvolvimento pós-embrionário direto, onde as fases larvais completam-se ainda dentro do ovo. Na eclosão são liberados indivíduos já com características semelhantes ao adulto. Por vários dias, os jovens são protegidos e carregados pelas fêmeas sob o abdome, caracterizando cuidado parental.

Comportamento

São animais totalmente aquáticos, não necessitando vir à superfície para respirar. Porém, suportam algum tempo fora d´água, principalmente se houver umidade. Fugas são bastante frequentes, o aquário deverá ser sempre mantido bem tampado.

Não são agressivos, porém possuem garras potentes, e acidentes podem ocorrer. Existem diversos relatos de sucesso na manutenção destes animais em aquários comunitários, sem agressividade com peixes e camarões. Invertebrados bentônicos fazem parte da sua dieta, assim, deve-se atentar somente à presença de caramujos ornamentais, que serão rapidamente predados. Pelo mesmo motivo, caranguejos muito pequenos (da mesma, ou outra espécie) correm riscos de predação. Plantas tenras podem ser devoradas também.

Não são animais muito ativos, têm movimentação lenta, sempre que possível preferindo ficar imóveis. Por serem escavadores, não são indicados para tanques com substrato fértil, ou com layout ornamental. Adultos têm hábitos noturnos, e costumam ficar entocados até anoitecer, jovens são mais ativos durante o dia.

Como os demais crustáceos, tornam-se vulneráveis após a ecdise, e podem ser predados por outros animais. Por este motivo, nesta época permanecem entocados, até a solidificação completa da carapaça.

Alimentação

Não são nada exigentes quanto à alimentação, comendo desde algas, animais mortos a ração dos peixes. Como mencionado, caçam ativamente caramujos e outros pequenos invertebrados, e podem se alimentar também de plantas com folhas tenras.

*Fonte: http://www.planetainvertebrados.com.br/index.asp?pagina=especies_ver&id_categoria=25&id_subcategoria=23&com=1&id=86&local=2

Cachoeira das Araras por Baixo pela 1ª Vez

Pela primeira vez chegamos até em baixo da belíssima Cachoeira das Araras, foi preciso fazer um longo e desgastante trekking até chegar no pé do imenso paredão em que cai as águas da cachoeira que são resultado do encontro do Córrego Águas da Prata com o Córrego Águas de Ouro um pouco acima da queda.

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Foram ao todo 15 Kms, grande parte andando pelo leito do rio, enchendo o tênis de areia que logo precisava ser esvaziado para poder seguir em frente. Em muitos trechos o leito do rio afunila e água chegava até o peito. A volta para chegar a civilização foi de muita subida, mas muita mesmo. E é claro, muito mato alto, pirambeira pura e bruta. As dores nos pés e nas pernas ainda seguem até hoje, três dias após ter feito a trilha a pé, só para chegar até a cachoeira foram cerca de três horas de caminhada, e nos deparamos com cobras peçonhentas e aranhas de impor respeito.

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A cachoeira fica no fundo do bairro rural da Adrianita e para o lado do Pesqueiro do Codonho, e de acesso bem difícil, para chegar até ela também é preciso escalar rochas gigantes.

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Essa foi uma das presepadas mais difícil que eu já me enfiei, mas também foi um dia que ficará marcado para sempre para quem estava nessa saborosa e cansativa enrascada. A Cachoeira de baixo é muito imponente, muito alta, as águas são límpidas, é de uma beleza fantástica, mas cobra um preço alto, sem dúvidas. Era um dos lugares que o Piramba sempre quis chegar quando avistava de cima a queda da Cachoeira das Araras e chegar lá em baixo sempre pareceu algo quase impossível, não é, mas é preciso planejar muito bem antes encarar essa aventura, não foi que fizemos nesse dia, mas na vida a gente tem que aprender com os nossos erros.

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O sol se foi e ficamos longe de casa e exaustos com dores nos pés e nas pernas, todos riscados pelo capim navalha até os braços e no escuridão da noite, e ainda meio que perdidos em um vale remoto entre Garça e Gália, dentro de um rio onde a luminosidade da lua cheia não nos alcançava em razão da mata ciliar ao redor, um lugar até então desconhecido, cá entre nós, é uma experiência um tanto assustadora e na hora passamos apuros.

Por outro lado, foi uma das melhores e mais diferentes experiências que vi e o pior, eu fui levar comigo meu amigo e o seu o cunhado espanhol que estava em Garça a passeio e foram parceiros nessa aventura recheada de sentimentos intenso, da alegria de chegar até a cachoeira até ao desespero de não enxergar uma a saída nome meio do nada a noite, e também do alívio e cansaço no final.

Que dia!!! O bom que deu tudo certo, ainda que tarde da noite, e com certeza esse dia há de me deixar mais resiliente e também aprender que é preciso planejar melhor as próximas empreitadas do gênero.

By Rudi Arena

A Cachoeira do Poção é Única!!!

Entre as mais de 50 cachoeiras que já percorremos em Garça e região, ouso dizer que não tem nenhuma igual a Cachoeira do Poção, e isso não quer dizer que seja a mais bela ou a melhor, mas que ela tem um encanto e algumas qualidades que nenhuma outra tem.

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Essa cachoeira é muito bonita, tem uma boa altura, tem água muito limpa e ainda um largo poço que em alguns lugares não dá pé. Só que que ela parece envolta a uma atmosfera diferente, parece guardar um pouco do eram as cachoeiras em um tempo que não existia a interferência do homem. Ela também não é muito parecida com as outras cachoeiras que temos.

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É preciso percorrer um bom trecho no leito do rio até chegar na cachoeira e quanto mais próximo, mais belo fica o caminho e o entorno, e não existe atalho, é como se estivéssemos no fundo de um grande buraco com as encostas altas e com inclinação de quase 90º em meio a árvores, água, pedras e muitos peixinhos, e o sol não tem como vê-lo, apenas os raios que iluminam as folhas lá no alto da mata e bem distantes de nós.

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E quando digo buraco, é como se fosse mesmo, pois a cachoeira está no fundo de um dos cânions que existem em Garça-SP. Ir até a Cachoeira do Poção é sempre um pouco demorado e trabalhoso, só que a sensação ao chegar no lugar é de muita satisfação, é como se tivéssemos encontrado o paraíso na terra ou o lugar onde está escondido o pote de ouro. O bom é que não precisa de ser o paraíso e nem ter o pote, a Cachoeira do Poção é magnífica, e que continue assim, um colírio para os olhos dos amantes da natureza.

By Rudi Arena