Pico do Itapeva e Pico do Diamante na Serra da Mantiqueira

Neste dia fomos conhecer uma das maiores atrações de Campos do Jordão-SP, na verdade eram dois objetivos, conhecer o Pico do Itapeva e o Pico do Diamante e depois voltar pela Trilha da Onça. Um pedal cujo objetivo era percorrer os pontos mais elevados da região. As altitudes desses picos chegam a passar dos 2.000 metros em meio a beleza e o frio do topo das montanhas da Serra da Mantiqueira. Embora geograficamente os picos sejam considerados parte do território do município vizinho de Pindamonhangaba-SP, o acesso é por Campos do Jordão e fica a 14 km de distância da Vila  Capivari, o centrinho turístico da cidade. Por isso, é considerado um atrativo desta. No topo do Pico do Itapeva é possível avistar quase todo o Vale do Paraíba, mas a hora que passamos por lá, a neblina era tanta que não foi possível ver praticamente nada. Uma pena mesmo. Mas a estrada para chegar até lá é muito bonita e compensou de qualquer forma o pedal até lá.

Já que não deu para ver muita coisa no Pico do Itapeva, não perdemos muito tempo ali e seguimos em direção ao Pico do Diamante. Para chegar até lá, foi preciso percorrer bons quilômetros de subida bem íngreme, por isso, chegamos ao pico já bem cansados. Antes do topo, uma forte neblina já tinha dado as caras, e quando chegamos na placa do Pico do Diamante, eram muitas as cabras que nos davam as boas vindas, e elas pareciam não se importar com a presença humana tão próxima. O bom que depois de algum tempo a neblina começou a se dissipar com o o sol das 10 horas da manhã, aí foi então possível apreciar o privilegiado visual do Pico do Diamante.

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De lá, o roteiro previsto era pegar a Trilha da Onça que liga o Pico do Diamante ao Pico do Itapeva, começamos a descer, mas logo percebemos que a missão seria quase impossível, as bikes não paravam em pé e dificuldade era enorme, isso porque era descida. A trilha tinha uma largura bem estreita e ainda por cima era o caminho era acidentado e com uma inclinação bastante acentuada.

Seguir em pé na bike pela trilha era tarefa muito difícil, a vegetação molhada pela neblina da trilha fazia com que toda hora o pneu da bike escorregasse. Chegou um momento então que percebemos que não iria rolar de continuar descendo pela trilha, tivemos que abortar a ideia e voltar até o Pico do Diamante para então retornar a cidade Campos do Jordão-SP.   

                                                                                                    

Tanto o Pico do Itapeva e o Pico do Diamante possuem uma vista linda demais, mas existem grandes diferenças entre eles. É como se o Pico do Diamante fosse Raiz e o Pico do Itapeva fosse Nutella. No Primeiro, só existe uma placa no local, a subida da estrada de terra é pesada e a distância da cidade é maior, e chega lá o ambiente ao redor é bem rústico e as cabras tomam conta do Pico. 

Já o Pico do Itapeva é de mais fácil acesso, a estrada para chegar lá é pavimentada, existe também um comércio que não combina com área de preservação ambiental que ali existe, pois tira um pouco a atenção do que era para ser o maior atrativo do lugar, a natureza e sua formações geológicas. Também tem um parque ali, e que cobra R$10,00 pela a entrada e R$20,00 para o estacionar o carro.  Muitos comentários que li sobre o assunto falam que não vale a visitação pela infra estrutura oferecida, lá não passa cartão, o atendimento é considerado ruim e não é muito desorganizado. Além disso, o mesmo visual pode ser desfrutado de fora das dependências do parque. 
                                                                                                                                             
Rudi Arena   
 

Pico do Itapeva *

Uma das vistas mais privilegiadas da Serra da Mantiqueira podem ser apreciadas do Pico do Itapeva.

Do alto de seus 2.030 m de altitude, é possível avistar 15 cidades do Vale do Paraíba. São elas: Tremembé, Guará, Aparecida, Taubaté, Pindamonhangaba, Roseira, Caçapava, Potim, Cruzeiro, Lorena, Piquete, Moreira Cesar, São José dos Campos, Eugênio de Melo e Cachoeira Paulista.

Um dos maiores picos do Brasil está localizado no território da cidade de Pindamonhangaba, mas seu único acesso acontece pela estrada de asfalto que sai de Campos do Jordão, tornando-se assim uma atração turística da cidade.

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O Pico do Itapeva, que em indígena significa “Pedra Chata”, é também uma oportunidade para se comprar doces, artesanatos e roupas em lã. Artigos como malhas, luvas e cachecóis são vendidos por pequenos fabricantes a preços convidativos.

A apenas 14 km da Vila Capivari, o Pico é todo recortado por trilhas, onde os mais aventureiros encontrarão muita adrenalina em passeios a cavalo, moto, bicicleta ou mesmo uma saudável caminhada.

Um lindo e tranquilo lago dá boas vindas aos visitantes que chegam, montando uma linda paisagem junto às árvores ao redor da margem.

A paisagem do alto do Pico do Itapeva é realmente surpreendente. O Vale do Paraíba se dobra aos pés do Pico, permitindo uma imagem panorâmica indescritível.

Aproveitando o relevo generoso da natureza, o Pico do Itapeva abriga ainda retransmissores de UHF e VHF, e também um laboratório de pesquisas de raios cósmicos montado pela FAB (Força Aérea Brasileira).

Grandes formações rochosas são observadas no solo do Pico e em outras montanhas ao redor, criando uma exuberante atmosfera natural.

Ao passear pela região não deixe de levar a câmera fotográfica, pois em todos os lados que se olha existe um cartão postal, pronto para ser registrado

*Fonte:  https://www.guiadecamposdojordao.com.br/campos-do-jordao-passeios/pico-do-itapeva.html

Pico do Diamante *

De dificuldade média para muito difícil, a trilha possui 20,4 km de extensão e leva-se 3h30 para completar. O início da trilha é na Vila Inglesa, situada a 4 km do centro de Capivari. Até lá, pode-se ir de carro ou bike. O percurso inicial é asfaltado; o trecho de terra começa à direita, logo após a represa da Vila Inglesa. Na primeira etapa, pegar à direita nas duas primeiras bifurcações. Com 1,15 km seguir à esquerda, e com 1,65 km, novamente à esquerda.

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Com 1,90 km subir à direita e depois novamente a esquerda, A trilha, propriamente dita, começa aos 2,22 km, saindo da estrada à direita, prestando atenção, pois não há nenhum marco visível. Depois, pega-se a trilha do Brejo Grande, à esquerda.

Na segunda etapa, somente em trilhas, existem muitas bifurcações. Na dúvida siga pela subida, até alcançar o km 6,70, no Visual Alto da Serra. Novatos devem procurar um guia local. Quase na crista da Serra da Mantiqueira se deixa a trilha do Brejo Grande e Umuarama para trás.

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Mais 2 km de estrada de terra e entra-se novamente na trilha, conhecida como do Diamante, que virou uma estradinha de terra. Para conquistar o cume do Pico do Diamante (1.870m), faltam apenas 1,5km de subida. Lá em cima a parada é obrigatória! O percurso até o cume do Diamante totaliza 10km.

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A volta pelo estrada de terra é mais tranqüila. Descendo 5 km, direto, até o asfalto no Toriba. Mais 500m, e se desce a primeira entrada de terra à direita. Faltam mais 4,5 km até a Vila Britânia e depois mais 1 km até Vila Abernéssia.

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Como Chegar:

Campos do Jordão fica a 184 km de São Paulo. O principal acesso para Campos do Jordão é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), que inicia no entroncamento da Rodovia Carvalho Pinto/Ayrton Senna, na altura do km 310 da Rodovia Presidente Dutra.

Esse entroncamento fica no sub-distrito de Quiririm, entre Taubaté e Caçapava. É uma rodovia sinuosa, turística, com belos mirantes para a região do Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira. Abriga dois postos de abastecimentos (km 11 – Poço Grande e km 18 – acesso a Tremembé) e vários pontos de parada com produtos da região e atrações turísticas. A viagem, saindo de São Paulo, para Campos do Jordão tem duração aproximadamente de 2 horas.

Comentário:

A Vila Inglesa é uma região muito bonita para se conhecer. Depois de passar pela represa, sobe-se até o alto, por estrada de terra de difícil acesso a automóveis. A trilha sai do Brejo Grande (antiga pista de enduro de velocidade de motos), sobe para o Umuarama e vai até o Pico do Diamante.

Para quem gosta de trilha técnica, é um “prato cheio” (para quem não conhece a região, é indispensável contratar um Guia). No alto do Umuarama, vale curtir a vista da cidade e montanhas vizinhas. Os picos do Campestre atingem 2.045m, a Pedra do Baú 1.850m.

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Já no cume do Diamante, o Vale do Paraíba se estende aos pés do observador. O desnível passa dos mil metros. Em dias claros, dá para observar mais de sete cidades ao longo do Vale do Paraíba.

* Fonte: http://www.webventure.com.br/trilha-do-pico-do-diamante

Trilha da Onça *

Travessia entre os Picos do Diamante ao Pico do Itapeva em Campos do Jordão SP

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A trilha da Onça tem várias ramificações pelos morros que formam a Serra da Mantiqueira e a nossa aventura, é uma linda travessia iniciando no Pico do Diamante e chegando ao Parque do Pico do Itapeva.

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Já em seu início é possível contemplar com o visual, várias cidades do Vale do Paraíba, partindo com 1890 metros de altitude e tendo um desnível de 804 metros em meio à mata fechada, e chega a dois pequenos riachos de águas cristalinas.

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Em seguida, é preciso subir pela trilha até chegar ao rancho abandonado na mata e ao seu lado estará à cachoeira pequena, local onde quem quiser poderá se refrescar com a água gelada.

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Essa trilha tem grande desnível e é considerada de nível médio com seus 9km de distância, sendo recomendável paradas para descanso, lanche e hidratação.

OBS: NÃO É ACONSELHÁVEL PARA CRIANÇAS MENORES DE 10 ANOS OU PARA PESSOAS COM MAIS DE 65 ANOS QUE NÃO PRATICAM ATIVIDADES FÍSICAS!

*Fonte: https://br.eventbu.com/campos-do-jordao/trilha-da-onca/9794037

Um Giro pelo Zoom Bike Park em Campos do Jordão

No dia 16 de agosto de 2015 foi inaugurado o  Zoom Bike Park que foi construído do zero, com tudo muito bem sinalizado conforme orientações técnicas internacionais. Desde então,  passou a ser quase que um sonho conhecer este lugar, uma vez que já tinha visto matérias na televisão sobre esse Bike Park que é voltado especificamente para os amantes de Mountain Bike, e parecia ser um verdadeiro paraíso para os amantes do esporte. E a expectativa acabou por se confirmar, realmente é prato cheio que todo ciclista do MTB gostaria de se lambuzar.

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O Bike Park está localizado no município de Campos do Jordão-SP e  fica aberto das 9h às 17h – sexta, sábado, domingo, feriado e férias. Para outros dias e para grupos, é necessário agendamento prévio. Ao todo são 18 trilhas dos mais variados níveis de dificuldades, aproximadamente 40 km no total  e 2.220 metros de ganho de elevação se o ciclista fizer todas a trilhas do Bike Park.

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Todo o caminho é muito bem sinalizado, cada trilha tem um nome e uma cor que define o nível de dificuldade, bem como a indicação do desnível, a extensão e o destino, por isso é sempre bom ficar atento as essas placas que existem pelo caminho. As cores das trilhas são azul, verde, vermelho e preto em ordem crescente de dificuldade.

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Basicamente são todas singles track, que é quando a largura da trilha comporta apenas um ciclista, e sempre de mão única para evitar a qualquer colisão frontal entre as bikes. O local passa a impressão de ser muito seguro e organizado e possui ainda o serviço de aluguel de bike, inclusive com modernas bicicletas elétricas de pedal assistido da marca Specialized. No meio das trilhas existem vários pontos de água corrente jorrando a vontade, o que é muito importante também.

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Para nós pirambeiros que gostamos de pedalar em meio a vegetação e belas paisagens, estar nesse Bike Park é como se estivéssemos no céu ou em um verdadeiro santuário do MTB, as trilhas dentro de matas e o visual deslumbrante da Serra da Mantiqueira é um convite irrecusável. Tem trilhas que possuem vários trechos de ponte de madeira, algumas tem até Wallride, que é quando a bike anda meio que na vertical, muito bom mesmo. Acabou que não esgotamos todas as trilhas e por isso ficou um gostinho de quero mais.

Dá para comprar o ingresso de forma antecipada pelo site, o valor sai mais em conta, é preciso desembolsar  R$60,00, também é possível adquirir ingresso para mais dias, e até existe o “individual sócio” que é válido pelo ano inteiro pelo valor de R$365,00.

http://zoombikepark.com.br/compre-aqui/ingresso-individual/

O único dissabor que tivemos foi em relação a forma como fomos atendidos logo de início, porque erramos a entrada o Zoom Bike Park e aí apareceu um funcionário de bike muito nervoso, achando que a gente queria entrar sem pagar, e ele reclamou muito. Mesmo depois que explicamos o mal entendido, o atendimento não melhorou, as perguntas eram respondidas com má vontade e de forma vaga, e as vezes até com deboche, isso não foi nada legal. Ainda assim, valeu muito a pena e recomendo a todos que um dia vá conhecer esse verdadeiro paraíso do Mountain Bike.

Rudi Arena

Estrada do Horto Florestal, Roseta e Subida da Minalba (Campos do Jordão-SP divisa com Minas Gerais)

A Cidade e suas Peculiaridades

Em Campos do Jordão, parece até que não estamos no Estado de São Paulo, o clima é de um frio diferenciado, a mais gelada do estado indiscutivelmente. E chegamos ainda em um dia que tinha tido geada, a temperatura era muito baixa, típica do alto da Serra da Mantiqueira. Além do terreno montanhoso, o que mais chama a atenção de que realmente é um lugar diferente, o tipo de vegetação ali existente, são as muitas araucárias,  bem como diversos tipos de pinheiros. E também tem outras plantas e árvores que se adaptam melhor a um clima mais frio, e que não é comum de se ver no restante do Estado. Não é só, também a educação, a cultura, a arquitetura, os hábitos e os alimentos, não são muito típicos do estado paulista. Lá, o normal é o motorista parar na faixa de pedestre, as vestimentas das pessoas são próprias para um clima frio, nos restaurantes e em outros estabelecimentos comerciais é comum ver lareiras em seu interior para atrair visitantes.

Muitas casas possuem o telhado em forma de um V invertido que serviria para facilitar os cuidados com a neve, como se isso fosse um problema comum da região, mas não é. Embora se pode falar que é impossível nevar em Campos do Jordão, seu fenômeno é bastante improvável,  ainda assim, a arquitetura reproduz muito as características urbana européia.

Existem sim registros de uma forte e longa nevasca, no ano de 1928, e com acúmulo de neve de 20 cm que trouxe muitos transtornos a população local. Mas desde então, tal fenômeno da natureza passou a ser cada vez mais raro, a expansão da malha urbana, a derrubada de mata nativa, o aquecimento das temperaturas nos últimos tempos fez com que o clima mudasse muito. Antigamente, na Campos do Jordão de 1951 chegou a ter mais de 20 mil pés de maçã, só que atualmente o clima está muito quente para esta cultura. Este município é um caso típico e bem registrado das consequências do aumento da temperatura no globo terrestre.

Mesmo assim o clima diferente chama bastante atenção também na questão da alimentação, além de ser muito popular o consumo do pinhão, é figura carimbada na cidade o prato a base da Truta, um peixe primo do salmão conhecido por gostar de águas frias e que lá encontrou um bom ambiente para o desenvolvimento de sua criação. Assim como, a produção de frutas vermelhas, como framboesa, mirtilo, blueberry e morango também encontraram terreno propício para se estabelecer no local, e tem grande destaque na gastronomia do lugar. São muitos os quitutes a disposição com frutas vermelhas frescas e colhida ali mesmo, o que não é nada comum no restante do estado de São Paulo.  A impressão que dá é que estamos em um estado do sul do país ou então em um simulacro tupiniquim de um pedaço do velho mundo. É muito interessante este contraste com as demais cidades paulistas.

O Pedal 

O pedal mais pesado ficou para o primeiro dia em Campos do Jordão, a quilometragem não era o problema, mas sim as íngremes subidas que viria pela frente. A saída foi da cidade de Campos do Jordão em direção a linda estrada do Horto Florestal , que é um Parque Estadual e uma atração turística. É altamente recomendável conhecer este caminho em meio a mata dos dois lados e uma estrada meio estreita, mas que passa carros de passeios. São muitas araucárias ao lado e também muitos  pinhões pelo chão. No trajeto, o que chama bastante a atenção é o Bosque Vermelho, embora não seja muito grande o contraste do vermelho com o verde ao redor.

Ao final desta estrada seguimos em direção a divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais com destino a cidade de Wenceslau Bráz-MG, mas especificamente o distrito de Roseta (antigo Itererê) que fica a longe 11 km daquela cidade. Um lugar muito bonito e pacato. E a volta foi por outro caminho, conhecido também como a subida da  Minalba,  já mais ao final do pedal, e embora seja de asfalto é muito longa e com grau de inclinação bastante acentuado.

Imagina um pedal que quebra o caboclo no meio, os 67 km fala pouco da dificuldade do pedal, mas os 2.440 metros de ganho de elevação explica um pouco. A mudança de altitude também é brusca neste pedal, há um momento que se alcança mais de 1.800 metros de altitude e após longas e alucinantes descidas chega-se a menos de 1.000 metros. Mas logo que termina a descida, começam as fortes e inacabáveis subidas. Eu mesmo, fui um que acabei ficando pelo caminho a 10 km do final, após dores nas costas, acabei que não enfrentei a bruta subida de asfalto antes de chegar na cidade de Campos do Jordão, mas ainda bem que a melhor parte já tinha sido feita, e como não sou muito fã de asfalto e nem de subida, até que não foi de todo mal.

O mais difícil tinha ficado para o final mesmo, e apesar de chegarmos bem cansados, com fome e frio, acabou sendo um pedal fantástico, com belas paisagens, e com elementos que agrada a todos os praticante de mountain bike. Tanto para quem gosta de decidas ou subidas, ou para quem quer curtir um horizonte para lá de privilegiado. Por tudo isso, não tem como não ter gostado e não ter valido a pena este dia.

Rudi Arena

 

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