Uma super Piramba Trip, com muita praia e mata atlântica. As imagens falam mais do que mil palavras. Primeiro dia de pedal (27/08/2020). Ainda tem muito por vir.

Uma super Piramba Trip, com muita praia e mata atlântica. As imagens falam mais do que mil palavras. Primeiro dia de pedal (27/08/2020). Ainda tem muito por vir.

Em um belo de sábado ensolarado de Agosto, não muito cedo e nem muito frio, saímos de Garça com destino a Cabrália Paulista. Para a maioria dos pirambeiros desta empreitada, foi o pedal mais longo de nossas vidas. Um verdadeiro teste para conhecer nossos limites. Decidimos ir por estrada de terra sempre que possível e também não voltar pelo mesmo lugar que fomos, ainda que isso aumentasse o percurso e o nosso cansaço também. Foi um verdadeiro banho de estradão, mas com belas paisagens.
Primeiro, fomos até a cidade de Fernão pela estrada de terra da Cia Inglesa, de lá, seguimos para Duartina pela antiga estrada de Ferro. Ali aproveitamos que já era horário de almoço e o fato de que já tínhamos pedalado bastante, paramos então em uma padaria para comer um pão. E logo seguimos para o destino final, a pequena cidade de Cabrália Paulista, onde encontramos uma doceria espetacular, uma verdadeira tentação aos nossos sentidos. Assim, é claro que foi impossível resistível a tais obras primas primas adocicadas.
Para voltar, resolvemos ir até a cidade de Lucianópolis com a intenção de depois pegar uma estrada de terra que pode ir tanto para Ubirajara como para o Bar Azul em direção à Alvinlândia-SP/Gália-SP. Já perto de anoitecer chegamos ao bar azul, para nossa alegria estava aberto,então paramos para descansar um pouco e tomar uma tubaína. Depois, passamos pela venda seca, para enfim chegar em Garça. O bom é que não teve quedas, não teve de câimbras, nem bike quebrada, só um pirambeiro perdido pelo caminho, mas abafa o caso, isso é conversa para outro post. O importante é tudo deu certo no final. Acabou que foi bem mais tranquilo que o imaginado. Passamos bem neste teste, e que venha o próximo longão para romper novas barreiras físicas e mentais.
Muitas vezes a gente não tem a noção de até onde podemos chegar, de quantos quilômetros aguentamos de fato pedalar, geralmente menosprezamos nossa própria força e achamos que não podemos fazer algo que nem chegamos a tentar. Fica a dica, antes de achar que não consegue, porque não ao menos tentar e assim saber na prática o seu verdadeiro limite? Não é preciso ser atleta, ter alimentação balanceada, treinar exaustivamente e estar em paz com a balança, um pouco de preparo e força de vontade podem ser o suficiente para irmos além de nossas prisões mentais.
Rudi Arena
Esta é mais uma trilha irada de Garça-SP. Muito pouco conhecida, ela fica escondida e paralelo a Estrada da Bomba, nome este em razão a adutora que existe no final dela. Embora curto o caminho, a sensação de pedalar ali é especial. Um lugar muito bonito e com a cara do Piramba MTB.
O caminho é todo de trios de boi, a bike percorre o topo das montanhas até chegar ao fundo do vale do Córrego do Barreiro. O nome Pico dos Tucanos é que na primeira vez em que fomos lá, aves desta espécie deram o ar da graça, assim também foi em outras ocasiões. É um dos mais belos picos de Garça para conhecer de bicicleta e que tem um visual sensacional.
Recentemente o Piramba-MTB adquiriu um drone para poder registrar as belezas naturais de Garça por um outro ângulo.
Aos poucos estamos retornando nas cachoeiras para captar imagens com o DJI Spark, carinhosamente apelidado de PirambaCOP.
Abaixo seguem as imagens desse local que tanto nos encanta que é a Fazenda Igurê em Garça. Nela, temos lindas represas, mata preservada e uma bela cachoeira. Confira!
Fomos a convite do Professor Renato em um pedal saindo da cidade de Garça com destino a Pousada Gávea na cidade de Lupércio onde houve uma clinica de pilotagem.
Saímos pontualmente às seis e meia da manhã acompanhados por dois carros de apoio e do mecânico Vini da Black Bikes.
Éramos em torno de vinte pessoas e, na sua maioria iniciantes na prática do Mountain Bike. Era evidente o “brilho nos olhos” das pessoas durante o pedal.
O número de praticantes do Mountain Bike aumentou exponencialmente em 2020, apesar da crise vivenciada com a pandemia. As pessoas estão carentes desse contato com a natureza.
E, nesse quesito a Pousada Gávea é sensacional, pois, possui estrutura diferenciada para receber os visitantes além da paisagem natural deslumbrante com três cachoeiras de tirar o fôlego.
A quilometragem total foi de 70 quilômetros e valeu a pena fazer novas amizades e, ver as pessoas se apaixonando pela piramba, me lembra quando fui picado por esse esporte maravilhoso!
Aliás, parabéns ao Renato por essa iniciativa em ajudar tantas pessoas a iniciar na bicicleta, com certeza ele jamais será esquecido!
Segue abaixo o vlog do parceiro Sujo de Barro!
Vicente Conessa.












As Ruínas da Lagoinha estão localizadas na região sul de Ubatuba e são compostas pelo que restou do antigo engenho da Fazenda do Bom Retiro, e dos pilares da suposta primeira fábrica de vidros do Brasil, estes na entrada de um condomínio na beira da rodovia Rio-Santos na Praia da Lagoinha.
As ruínas da antiga Fazenda Bom Retiro, construída em 1828 por um dos primeiros proprietários da Lagoinha, o engenheiro francês João Agostinho Stevenné, são remanescentes de uma Ubatuba próspera, quando seu porto exportava a produção Vale Paraibana, trazida pelos tropeiros. Nesta fazenda foram produzidas toneladas de açúcar e cachaça pela mão-de-obra escrava.
Outro importante proprietário desta fazenda, foi o Capitão Romualdo, já no final do século XIX, dono de plantações de café e cana de açúcar, fabricante e exportador de aguardente e açúcar mascavo. O Capitão morava no casarão da fazenda com sua esposa Mariana, e não tiveram filhos, mas tratava todos os que lhes serviam como seus parentes, e a sua fama honrosa não foi só por sua riqueza, mas sim, por sua humanidade com os negros escravos.
As ruínas foram tombadas pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo em 1985, com o objetivo de proteger e valorizar o patrimônio histórico do município.
O terreno onde se encontram as Ruínas da Lagoinha foi doado pelo Senhor Jamil Zantut e sua esposa Benedicta Corrêa Zantut à FundArt, em 19 de outubro de 1989, e até hoje é mantido e administrado pela Fundação.
O local é aberto para visitações e tem sido cenário para filmes e ensaios fotográficos.
Fonte: https://fundart.com.br/dt_portfolio/ruinas-da-lagoinha/


A Cachoeira do Gaia
O destino inicial do pedal era chegar na Lendária Cachoeira do Gaia, muito frequentada e conhecida pelos garcenses da antiga, aproximadamente há 30 anos, ouvia-se falar muito desta cachoeira, principalmente em aos moradores da Vila Rebelo. Nas realidade, não se trata apenas de uma cachoeira, mas sim de um complexo de cachoeiras, mas infelizmente não foi possível explorar todas elas nesse dia. Hoje, com a expansão da malha urbana em Garça-SP, a cachoeira hoje fica mais próxima da cidade ainda, mais especificamente perto do bairro do Frei Aurélio e do Monte Verde. O lado ruim desta proximidade, ela que ela acaba por sofrer com a poluição do lixo jogado na cidade, com as chuvas, esse lixo acaba descendo em direção ao começo do Rio Tibiriçá, por isso é possível achar muito plásticos na cachoeira, o que é lamentável para um lugar em que a natureza foi tão generosa.
O Caminho a Beira do Vale do Rio Tibiriçá
Depois de chegar na Cachoeira do Gaia pela estrada de terra que existe ao final do distrito de indústrias de Garça, resolvemos seguir beirando o vale do Rio Tibiriça e logo avistamos uma linda cachoeira à distância. Então chegar até ela passou a ser o nosso objetivo dali em diante, mas sempre pedalando pelo pasto e contornando o vale. Assim passamos por atrás do bairro São Lucas, do aterro sanitário e do prédio do SAPROMI, e seguimos adiante, afastando-se da zona urbana.
O Pico do Carcará
Com o sol já caindo, enfim, chegamos na cachoeira, conhecida como Pico do Carcará, pois são muitas aves dessa espécie que circundam o lugar. De cima do pico, a visão é estonteante, um patrimônio natural pouco conhecido e preservado do município, próximo do aeroporto e da Estação de tratamento de Esgoto do SAEE. No total, foram pouco mais de 20 km pedalados, mas em razão do terreno, geralmente de grama e trios de boi, o pedal é um tanto arrastado, ainda mais porque são muitas as cercas a serem atravessadas. Mas só o visual de pedalar avistando uma linda cachoeira já compensa qualquer esforço, a parte ruim mesmo é o mal cheiro de quando aproxima da estação de tratamento de esgoto, mas é assim mesmo, tudo tem o seu custo.
Mais um perigo que um dos nossos pirambeiros passou poucos dias depois de um outro susto que aconteceu na estrada da Cia Inglesa. Em um noite de inverno em que o destino do pedal era ir para Álvaro de Carvalho pela pirambeira, pela bairro de Itiratupã do distrito de Jafa, por lá, não existe rodovia ou estrada de terra para chegar, mas com farol, a falta da luz natural do sol não foi problema para o Piramba MTB.
Na situação retratada pelo vídeo, o problema foi a ponte, ou, o que existe do lado da ponte, na realidade, pode não ter sido um problema e sim uma solução, já que do lado da ponte corre um rio e foram as águas deste que acabou por amortecer a queda do nosso amigo que caiu da ponte quando se desequilibrou ao passar de bicicleta por ela. É que existe um grande desnível de altura entre as tábuas que compõe a ponte, e quando o pneu pegou esse desnível o nosso mais novo Pirambeiro perdeu o controle da magrela e caiu com tudo no leito do rio.
A sorte é que só foi um susto, embora tenha ficado molhado para continuar o pedal noturno com a friaca das noites de inverno. Mas por outro lado, poderia ter uma pedra, um toco, uma estaca, mas ainda bem que não havia nada disso e depois esta situação acabou virando um momento de descontração logo após o susto, e foi nessa hora que foi feito o vídeo aqui postado.
Fica mais um alerta, todo cuidado é pouco, acidentes acontecem, mas é preciso tomar cuidados que diminuam a possibilidade de ocorrer um, a passagem por pontes sempre merece uma atenção especial, ainda que de carro. E no caso dessa ponte, o perigo é grande , pois tem várias partes com grande desnível, se estiver alta velocidade e o pneu passar de lado pela saliência, perde-se fácil o controle da bike.
Isso também já aconteceu comigo quando depois de uma longa e íngreme descida, ao passar com velocidade pela ponte da estrada do saltinho, muito parecida com esta em Álvaro de Carvalho, a bike deu um solavanco ao passar pelo desnível, perdi a frente, e assim que a bike atravessou desequilibradamente pela ponte, foi com tudo para um lado e bateu forte em um barranco, o que entortou muito a roda, só que poderia ter sido pior se tivesse caído da ponte.
Rudi Arena
CRÉDITOS
Protagonista:
Arthur (Aranha)
Filmagem e Narração:
Fabiano Rosário
Iluminação:
Paulo Volponi e
João Daniel
Edição:
Rudi Arena
Local:
Álvaro de Carvalho-SP
Data:
06/07/2020
Esse vídeo de bike mostra a importância de não andar sozinho e como um segundo de distração pode ser fatal. No caso foi só um grande susto, mas poderia ter sido pior. Só agradecer que nosso amigo saiu ileso e nasceu de novo. Todo cuidado é pouco, o perigo mora logo aí.
O que salvou foi uma voz amiga avisar em cima da hora, foi o que certamente fez a diferença entre a vida ou a morte quem sabe, por isso, é sempre melhor andar com mais gente do que sozinho, pois assim, acaba que um vela do outro de alguma forma. o caminhão que vinha com velocidade tirou em cima, fez o que estava ao seu alcance, assim como nosso pirambeiro que assim que ouviu o alerta fez que podia. Foi por um triz. A cena é impactante, quem viu na hora diz que foi muito pior do que aparenta no vídeo.
um amigo ao lado é importante para muitas situações, como a quando quebra uma corrente ou precisa trocar um pneu, quando quebra a bike e tem que ser rebocado, quando acontece uma queda, para um apoio moral quando está esgotado, o socorro amigo é muito importante nessas hora, e também em outras circunstâncias diversas.
Rudi Arena
“Não é amigo aquele que alardeia a amizade: é traficante; a amizade sente-se, não se diz…”
Machado de Assis in: Joias do Pensamento Brasileiro, Ed. Tecnoprint S.A, p. 38
“Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!”
Isabel Machado
Créditos:
Protagonista:
Paulo Volponi
Filmagem:
João Daniel
Voz do Anjo:
Arthur (Aranha)
Edição:
Rudi Arena
Local:
Estrada da CIA Inglesa
Município:
Gália
Data: 03/07/2020
Garça, e suas cachoeiras infinitas
Em uma tarde quente de final de outono, saímos em dupla para um pedal improvisado e despretensioso. No meio do caminho decidimos mudar o destino e tentar chegar de bicicleta em cachoeira que eu sabia que existia, mas que nunca tinha ido. E o interessante é que tendo eu já percorrido cerca de 40 cachoeiras de Garça e região, seria normal imaginar que as mais belas cachoeiras já tinham sido visitadas, mas quando o assunto é cachoeira e Garça, nada pode ser mais enganoso que essa suposição.
Um cantinho do paraíso na Terra
Não fazia ideia se seria conseguiríamos mesmo achar a cachoeira e nem como ela seria, por isso, foi uma enorme enorme e grata surpresa quando do nada, na beira de um pasto, em questão de descer alguns metros, logo estaria uma preciosidade que salta aos olhos. Tudo tão lindo que podemos dizer que é um cantinho do paraíso, de uma beleza rara e singela, de uma pureza que transparece em suas águas claras. O rosa vivo da flor de uma bromélia, entre outras flores que existem ao redor dão um toque paradisíaco ao local, é realmente fantástico, parece que ali emana uma paz que só a natureza pura e bruta pode proporcionar . O poço um tanto fundo com sua água gelada, ajuda a lavar alma e revigorar as energias, realmente é uma sensação maravilhosa. E depois que entra na água o frio ainda é intenso, mas o corpo suporta e acostuma, e a gente sai sentindo-se ainda melhor do que entrou.
Distância e Localização
Essa é mais uma cachoeira que o Piramba MTB consegue registrar, é mais um espetáculo natural e pouquíssimo conhecido dos garcenses, e tudo isso isto a pouco menos de 10 km da cidade, com água super limpa e um belo poço para se banhar. Um lugar que parece mágico, que tem uma atmosfera e uma vibração sensacional. Está localizada no município de Garça entre a Rodovia SP-349 e a estrada de terra 09 de Julho. Sentido Gália. Mas não é simples o acesso, pois é altamente recomendável pegar uma autorização antes de ir até a cachoeira. As nascentes desse curso d´água flui e fortalece o Rio do Peixe que nasce limpo e depois sofre com a poluição ao longo de sua jornada até a sua foz no Rio Paraná, mas ainda assim não deixa de ser um dos mais importantes rios do centro-oeste paulista.
Rudi Arena
O assunto sobre a Fazenda São João do Tibiriçá (Cia Inglesa) sempre despertou muita atenção neste blog dos seus visitantes, e gera muita interação e comentários valiosos, como a da Sra. Ruth Marangão Ferrari que citou uma tese de doutorado: Fazendas paulistas: arquitetura rural no ciclo cafeeiro do arquiteto Vladimir Benincasa defendida na Escola de Engenharia de São Carlos-SP (USP).
Trata-se de um conteúdo riquíssimo, com bastante informação, várias fotos e uma riqueza de detalhes que demonstra e ilustra as singularidades desta fazenda incrível que tinha uma população do tamanho de uma cidade da época. Tem também muitas curiosidades deste lugar que marcou a vida de muitas pessoas que ali viveram. Por isso, resolvermos reproduzir todo o trecho da tese de doutorado que se refere a Cia Inglesa, pois vale conferir cada página que autor tratou sobre o tema.
O tese em sua integralidade bem como demais informações sobre ela podem ser acessadas no seguinte endereço eletrônico: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18142/tde-14032008-151048/pt-br.php
Logo no começo, ao entrarmos de bicicleta na Fazenda Dinamérica atravessou a nossa frente uma bela de uma aranha gigante, e não tinha como ela passar despercebida. Não é a toda que a família deste aracnídeo é que tem as maiores aranhas do mundo. Esta espécie que registramos é muito linda e também tímida, ao nos aproximar, ela ficou parada e assim permaneceu por muito tempo até a gente ir embora e deixá-la em paz.
O Percurso
O sábado começou com uma manhã bem fria, mas a temperatura já ficou mais amena, ótimo clima para pedalar mais de 100km. A saída foi de Garça, passando por Vera Cruz e Marília, de lá descemos a bela serra em direção ao distrito de Nova Colúmbia (Ocauçu-SP). Depois, atravessamos a BR-153 (Transbrasiliana) para seguir adiante, passamos por Lupércio, Alvinlândia, até voltar para Garça.
A União Pirambeira
O trabalho em equipe neste pedal foi fundamental para que chegássemos bem e fizéssemos todos o percurso em um ritmo legal, todos juntos e um pirambeiro apoiando o outro. E assim, não só o pedal de cada um se fortaleceu ainda mais para encarar os novos desafios, como também ajudou a estreitar ainda mais o vínculo de amizade entre nós.
O Areião
A pior parte do pedal, não foi a longa quilometragem, nem o sol do meio-dia, muito menos a forte subida que tem para chegar em Nova Colúmbia, mas sim os vários trechos de areião causado pelo tempo seco. Aí era preciso se esforçar muito e ainda assim, parecia que a bicicleta não saia do lugar. Mas se tudo fosse fácil perderia totalmente a graça também, faz parte do mountain bike, e é muito comum em nossa região.
Os Atrativos da Serra
De longe o trecho mais legal deste pedal é o da serra entre Marília e Nova Colúmbia, são paisagens de cair o queixo, paredões, muita mata ao redor da estrada, tem o pontilhão do rio do peixe, e também uma espécie de mini gruta, para os amantes do MTB, muitas descidas e subidas brutas e é claro, tem também o Dedo de Deus ou Torre de Pedra.
O Dedo de Deus
Este monumento natural fica na área rural de Nova Colúmbia, mas não muito longe dos municípios de Lupércio, Ocauçu e Marília. Esta grande pedra vertical desprendida do rochedo parece ter sido formada através da ação do tempo, pode ter demorado quem sabe algumas centenas de anos para chegar a essa forma curiosa.
As Paradas pelo Caminho
Algumas paradas também foram cruciais, em Marília uma rápida parada com 30km já rodados. Mais adiante, não poderíamos deixar de parar para contemplar o Dedo de Deus. Depois, teve uma parada estratégica, foi em um bar em Nova Colúmbia, próximo da hora do almoço, era preciso repor as energias. E por último paramos na Venda Seca, já próximo de Garça, para tomar uma tubaína e descansar um pouquinho e seguir em frente para finalizar o pedal.
A Sensação da Chegada
Ao final, a sensação foi de tudo deu para lá de certo, e chegamos melhor até do que a gente imaginava. O sentimento foi de orgulho do trabalho em equipe que fizemos ao longo do pedal, fez toda a diferença. Pedalamos um bom trecho em pelotão, um incentivava o outro, aproveitamos o vácuo, revezamos o ciclista que puxava a fila, assim o esforço foi menor e chegamos menos cansado. A recompensa foi comemorar esse grande pedal com aquela cerveja gelada. Que venha o próximo longão !!!

Em uma manhã fria de outono e com muito vento, o Piramba MTB se reuniu para pedalar e conhecer mais uma belíssima cachoeira de Garça-SP, porém não muito distante de Gália-SP também. Embora alguns já conheciam este local encantador, para a maioria de nós era novidade, eu mesmo nunca tinha ido. Isso é mais uma prova viva e plena do quanto é preciosa essa nossa região no que se refere às maravilhas da natureza e também ao potencial para o ecoturismo. Apesar da cachoeira ser espetacular, ela é apenas mais uma entre muitas outras joias que Garça e o seu entorno possuem.
O caminho para chegar até ela pode ser por uma entrada da Estrada da 09 de Julho ou pela estrada de terra que tem atrás da Venda Seca, localizada no trevo da Rodovia SP-349 com a SP-331. A cachoeira fica a 20 km da cidade de Garça e só é permitida a entrada com expressa autorização dos proprietários.
O Encanto da Cachoeira
Embora nem todos tiveram a ousadia de enfrentar o frio e entrar em suas águas para lá de geladas, não tinha como ficar indiferente ao encanto do lugar, o tom esverdeado de seu poço, o véu de água reluzente da cachoeira, a beleza da areia branca no fundo do leito no rio e ainda ao lado tinha uma espécie de uma pequena gruta encravada no paredão de arenito.
A Nascente do Rio do Peixe
As águas límpidas dessa cachoeira vêm de um local bem próxima dali, trata-se de uma importante nascente do Rio do Peixe que possui no total 380km de extensão. Porém, é uma pena que no início de seu curso ele sofra com a forte poluição já na altura do município de Marília, e é lá também que ele ganha o nome de Rio do Peixe. Muito embora o Google Maps já considere este nome em sua nascente em Garça, este curso d´água sempre foi conhecido como Rio ou Ribeirão da Garça enquanto em território garcense.
A Poluição do Rio do Peixe
É triste constatar que essa água que brota tão limpa e que é fundamental para a formação do Rio do Peixe logo mais já perde seu encanto, e em questão de poucos quilômetros adiante sua água fica turva por causa de lançamento de esgoto não tratado e o leito do rio bem assoreado. A consequência é que os peixes que em outrora eram fartos e variados agora rareiam. A grande maioria das espécies desses animais já desapareceram do rio, e há muito tempo. Porém, ainda é bem capaz de ter alguém ainda vivo que já tenha fisgado um belo de um dourado em suas águas.
Garça, Município Privilegiado por Natureza.
No entanto, se por um lado tem muita poluição rio abaixo, já rio acima nos reserva algumas preciosidades, por isso, é preciso reconhecer que Garça é muito privilegiada pelo fato de ser um berço das nascentes dos três dos maiores rios do Centro Oeste e do Oeste Paulista. Assim, é possível ainda desfrutar de ribeirões e cachoeiras com água limpa, longe dos agentes poluentes que são despejados na medida que o rio desce de altitude e segue seu curso. Também é preciso levar em consideração o bom tratamento de esgoto que o município possui, já que isso é fundamental para que aqui tenhamos água própria para banhos na maioria esmagadora das cachoeiras que até parecem infinitas, de tantas que existem. E quantas dessas belezas ainda continuam escondidas vales abaixo e grotões adentro????????
Rudi Arena
Agradecimentos especial ao meu grande amigo de pedal, cachoeiras e churrasco, o Prof. Victor Lopes Braccialli*, especialista em Gerenciamento de Recursos Hídricos, que me deu uma breve e preciosa aula sobre a localização das nascentes que existem em Garça e também sobre as bacias hidrográficas dos rios da região.
*Currículol Lattes: http://lattes.cnpq.br/7199044431766861

A grande nascente do Rio do Peixe em Garça está à margem da SP-331 e aproximadamente perto da venda seca e também do trevo entre Garça e Gália, porém em direção a Alvinlândia e Lupércio. Conhecido como rio ou ribeirão da Garça, ele nasce no alto do planalto da Serra dos Agudos e corta o sul de Garça, também passa pelo sul de Vera Cruz até se juntar um pouco depois a outro curso d´água para então formar esse importante rio de nossa região.
“O Rio do Peixe forma-se da junção do Ribeirão da Garça, que nasce na Serra dos Agudos na cidade de Garça, a uma altitude de aproximadamente 670 metros, e do Ribeirão do Alegre, que nasce no Município de Alvilândia, a uma cota média de 680 metros. Percorrendo uma extensão de 380 km, o Rio do Peixe desemboca no Rio Paraná a um altitude de 240 metros.” (Prandi, 2010, Pag 19)
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/102955/prandi_ec_dr_rcla.pdf?sequence=1
O percurso do Rio do Peixe de suas nascentes até sua foz no Rio Paraná:

http://www.sigrh.sp.gov.br/cbhap/apresentacao:
Área de drenagem: 10.769 km²
População: 444.290 habitantes
Principais atividades econômicas: Nas áreas urbanizadas destacam-se os setores de serviços e comércio, com exceção de Marília, considerada polo regional e onde se concentra grande parte das atividades industriais, principalmente do segmento alimentício. Nas áreas rurais ainda há predominância da pecuária, com forte expansão da agroindústria de cana.
Vegetação remanescente: Apresenta 796 km² de vegetação natural remanescente que ocupa, aproximadamente, 7% da área da UGRHI. As categorias de maior ocorrência são Floresta Estacional Semidecidual e Formação Arbórea/Arbustiva em Região da Várzea.
Unidades de Conservação: O Parque Estadual do Rio Peixe é uma unidade de conservação do estado de São Paulo criado pelo Decreto Estadual nº 47.095, de 18 de setembro de 2002, e possui uma área de 7.720 hectares abrangendo os municípios de Presidente Venceslau, Piquerobi, Dracena e Ouro Verde.
Pela margem direita.
Pela margem esquerda.
O município de Garça ainda é fundamental para a formação do Rio Aguapéi ou Rio Feio. Embora sua nascente não seja considerada propriamente em Garça, mas sim em Gália, ela está localizada praticamente na divisa entre os dois municípios e bem próximo também da rodovia SP-294, na altura do trevo de entrada para o bairro São José, no km 409. Mais precisamente, atrás de estão instaladas várias antenas de transmissão ao final da Estrada da Adrianita. E são as águas que descem dessa e outras nascentes de Garça e Gália (Fazenda de Eucalipto da Duratex) que dão vida a outro importante curso d´água da região Centro-Oeste paulista e que segue por 420 km até desaguar no Rio Paraná.

E não é o só do Rio do Peixe que aqui nasce, o Rio Tibiriçá é um outro nativo de Garça, ele nasce dentro da cidade, mas em razão da expansão da malha urbana, a sua nascente original foi aterra e agora sua água aflora próximo ao conhecido Buracão da feira livre, embora sua nascente original seja na Praça Pedro de Toledo, mais conhecida como a “praça do cinema” da cidade. E segue seu curso passando entre os bairros do Frei Aurélio e Jardim Paulista, passa ao lado do tratamento de esgoto do SAEE e despois corre paralelo à rodovia estadual SP-349 (Garça/Álvaro de Carvalho) mas não próximo dela. Porém, este é o menor dos rios que nascem em Garça, possui apenas 90 km de comprimento até então deságua no Rio Aguapeí a não mais que seis km de Luziânia-SP.

Los Angeles é uma grande cidade do sul da Califórnia e também muito conhecida como o centro da indústria de cinema e televisão dos Estados Unidos. Em busca do famoso letreiro de Hollywood, minha primeira conexão Piramba X Califórnia parecia um sonho até o momento, mas logo se tornou uma realidade.
O Caminho me convidava a fazer um trekking ou uma hiking como é chamada aqui, me fazendo relembrar os bons tempos de trilhas na saudosa cidade de Garça.

O que mais me chamou a atenção foi que todos os lugares que eu olhava, eu via uma paisagem diferente e muito bonita, uma sensação de paz e reenergização.
Minha primeira aventura percorreu os caminhos daquela trilha da famosa montanha do letreiro de Hollywood, Mount Lee, uma experiência muito recompensadora a medida que subia o trajeto que me parecia ir ao encontro do Letreiro.
Assista ao Primeiro Conexão Piramba Califórnia e se gostar, já sabe!!! Compartilhe!!
Thiago Bulho.
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Documentos históricos mostram que Leonardo da Vinci, o inventor italiano, mais conhecido por pintar a Mona Lisa, já imaginava algo parecido com a bicicleta no século XV. Após muitos anos, mais precisamente em 1879 H.J.Lawson criou a “Bicyclette” que foi melhorada já em 1880 por John Kemp Starley, que ficou muito parecida com os modelos atuais.
Inclusive as primeiras bicicletas chegaram ao Brasil no ano de 1898, vindas da Europa.
Com uma história de pouco mais de 500 anos, nossa querida bike ou ‘magrela’ ultrapassou gerações, modernizou-se, mas pouco se transformou, mantendo seus parâmetros geométricos ao longo de tanto tempo.
As amadas e “sofridas” pedaladas, contribuem muito para nossa saúde, ajudam a combater o stress (doença que atinge cada vez mais a população), melhora o sono, combate o colesterol alto, previne doenças cardíacas, de pele, dentre outras, como afirma Alexandre Evangelista, coordenador de pós-graduação da central de curso da Faculdade Gama Filho.

Quando for pedalar, beba pelo menos 300 ml de água antes de sair com sua bike e também é aconselhável hidratar o corpo a cada 30 minutos. Evite beber água ou um isotônico apenas quando sentir sede, pois se isso acontecer significa que seu corpo já estará sentindo os efeitos da desidratação.
Os países mais desenvolvidos investem muitos recursos nessa forma de locomoção, promovendo cada vez mais a acessibilidade do cidadão com a utilização da bicicleta em ambientes públicos, supermercados, metrôs, entre outros. Exemplos para isso não faltam.

Em Amsterdã, na Holanda, conhecida como a cidade das bicicletas, existem mais de 760 quilômetros de ciclovias apenas dentro da cidade, que são utilizadas por quase 900 mil bikes diariamente.
Outro bom exemplo de uso de bike são as competições como o Tour de France ou Volta da França que é uma das mais importantes provas de ciclismo de estrada do mundo, realizada pela primeira vez em 1903. Hoje ela conta com ciclistas de vários países e é dividida em 21 etapas, percorrendo cerca de 3 200 km, passando por montanhas e finalizando na Avenida de Champs-Élysées, em Paris. Muitos deles utilizam bikes cada vez mais leves, como a Specialized Tarmac, com peso final de apenas 6 quilos que foi desenvolvida em parceria com a McLaren, com design único.

Mas se você não é um atleta profissional e estiver em New York pode pedalar pelo Central Park alugando uma das bikes que ficam no seu entorno, curtindo um belo passeio pelo local. Nos países que incentivam a prática desse habito, existe uma redução dos gastos públicos no setor da saúde. Além de tudo, quando substituímos o carro pela bicicleta, deixamos de jogar na atmosfera quase 3 toneladas de CO² por ano, contribuindo diretamente no combate ao aquecimento global. Calcule aqui a sua pegada de CO² e saiba quantas árvores são necessárias para compensar a sua pegada de carbono.
Juntar uma turma de amigos e sair para pedalar é uma boa. Um dos exemplos é o Piramba MTB, um grupo formado por aproximadamente 40 amigos apaixonados por este esporte. O nome do grupo é uma homenagem ao local que eles mais visitam em suas pedaladas: a piramba, que é uma subida muito íngreme, de difícil acesso, muitas vezes contendo buracos, pedras, areia e geralmente de terra batida.
cocoEssa turma não pedala apenas por benefícios a saúde, mas também apóia e incentiva o uso da bicicleta como um meio de transporte sustentável e ecologicamente correto, contribuindo com a redução de toneladas de CO² da atmosfera.
A regra absoluta, quando saem para pedalar, é não deixar nenhum tipo de vestígio, ou seja, lixo que polua a flora do local, ou que sirva para colocar algum animal silvestre em risco, evitando até a poluição sonora, para não assustar a fauna.

Durante seus passeios pelo campo, os integrantes da equipe Piramba MTB promovem a disseminação de sementes frutíferas, que são levadas para as trilhas e semeadas ao longo delas, para que um dia possam servir de alimento aos animais ou pessoas que passem pelo local. Afinal, comer uma fruta fresca colhida do pé e fazer uma bela trilha, é um grande privilégio. Privilégio esse que só depende de ações positivas que combatam as inúmeras ações negativas que o ser humano realizou no passado.
Além disso o grupo também possui o Selo Verde Ecooar, compensando parte de suas emissões em suas redes sociais e website.

Essa turma dá um show nessa trinca verde: ecologia, sustentabilidade e saúde, praticando um esporte pelo qual são apaixonados, contribuindo com meio ambiente e promovendo uma considerável redução dos impactos ambientais que outros meios de transporte trazem para o meio ambiente, um belo exemplo a ser seguido. São ações como essas que realmente fazem a diferença com grandiosos resultados.
João Daniel F. de Andrade
Engenheiro Agrônomo • MBA Gestão de Negócios • Atuação na área de produção agrícola
Contato: joao_engenheiro@hotmail.com
Dia 27/12/2019 foi veiculado no programa Balanço Geral do interior, exibido pela TV Record e dentro da série “Expedição ao Interior”, uma reportagem que trata da nossa querida cidade de Garça-SP, muito estimada pelo Piramba MTB, pois é ela que proporciona as iradas trilhas e as belas cachoeiras que tanto desfrutamos.
Logo, esta matéria de TV que enaltece os atributos turísticos do município, foi motivo de grande alegria para nós. Ainda mais, porque sempre batemos na tecla do grande potencial de ecoturismo que é subestimado no local, tamanha são as beleza naturais que existem escondidas em seus diversos vales e grotões.
Tem mais, contribuímos em um pequeno trecho do vídeo em que nosso grande amigo Pirambeiro Vicente Concessa é entrevistado e ao fundo aparecem outros pirambeiros com suas magrelas em seu habitat natural. A breve participação do Piramba MTB surge a partir dos 5 minutos do vídeo.
Vale a pena conferir toda a matéria que mostra a tranquilidade do Jardim Japonês, a beleza do Bosque das Cerejeiras, e os atrativos do Lago Artificial J. K. Willians como um todo, tem ainda o encanto do Hipismo com provas do tambor e as cavalgadas em meio a natureza.
Isso não é tudo, aqui também é lugar de muitas trilhas e ao menos 80 cachoeiras para quem quiser se aventurar em algo mais radical, só o Piramba MTB já visitou e registrou cerca de 40 na região e depois consolidou essas informações no mapa abaixo. Nessa questão, a mãe natureza foi muito generosa com Garça e seu entorno. E vou além, existe ainda um outro atrativo local que vem despertando interesse, é a observação de aves, pois para quem gosta do tema a região é um prato cheio.
E não é só, tem também várias florestas, desde de mata atlântica, de mogno africano, de eucaliptos e seringueiras, e ainda muitos cafezais espalhados. Sem contar o potencial para explorar a rica história do município ligada a cultura cafeeira, e o legado deixado em várias de suas tradicionais fazendas de Café. É uma região muito associada a esta cultura, e um lugar em que 80% de sua produção é voltada para exportação do café tipo arábica, considerado superior.
Assim, alguns cafeicultores de Garça já trabalham para fazer cafés especiais, e também para o reconhecimento de identidade geográfica para agregar valor ao produto local, e assim quem sabe se tornar uma referência no tema. Pensando mais longe, porque não criar uma Rota do Café, para visitar as belas plantações, as antigas fazendas e quem sabe também ter estrutura para degustar cafés nobres.
Não é algo impossível, pelo contrário, e isso poderia ser uma boa forma do município alavancar sua economia, tanto ao agregar maior valor ao Café produzido aqui, como também com o Ecoturismo e o Turismo Rural, se fizer um elo entre essas duas coisas com sustentabilidade, Garça só tem a ganhar.
Um ótimo ANO NOVO a todos com muita saúde e paz sobretudo, e que as realizações e alegrias se multipliquem, sempre com muito respeito a vida, ao meio ambiente e as pessoas. Para o Piramba MTB que seja um ano de muita atividade, com muito pedal, fortalecimento das amizades e bastante contato com a natureza.
Rudi Arena