O Pica Pau do Desenho Animado na Vida Real

Um Pica Pau do topete vermelho (Campephilus melanoleucos) foi encontrado durante um pedal na estrada de terra 09 de Julho, na altura do município de Vera Cruz-SP.O pica-pau-de-topete-vermelho é uma ave piciforme da família Picidae e está praticamente em todo os estados do Brasil, que por sinal,  é repleto de diversas espécies de pica-paus, como o do topete amarelo, o anão, entre outros de diferentes cores e tamanhos.

Já me deparei várias vezes com este pica-pau, mas desta vez o que me chamou a atenção foi o fato de que a cena que assistia parecia ter sido tirada do famoso desenho animado do Pica Pau distribuído pela Universal Pictures.

Além do celebre topete de cor vermelho vivo, a ave fazia ainda aquele movimento caraterístico da animação em que fica bicando o galho da árvore repetidamente. A este movimento dá-se o nome de tamborilar (bater o bico sobre uma superfície) produzindo um som mecânico muito característico que é utilizado na comunicação entre espécies, proteção do território e atração sexual.

Eles buscam assim seus alimentos preferidos que ficam muitas vezes em baixo das casca ou  em buracos das árvores. A base de sua alimentação são as formigas, seus ovos, larvas e cupins e outros insetos.

Rudi Arena

Bicicleta e o Bebê na Cadeirinha. Acostumando com a Piramba desde Cedo.

Não é preciso esperar muito tempo para que um bebê possa andar de bike sentado na cadeirinha. Apesar de não existir uma idade ideal exata, mas na cadeirinha é recomendável que tenha 01 ano de idade ao menos ou até um pouco mais, mas cada bebê tem suas peculiaridades, não há regra válida para todos. Existem vários modelos disponíveis no mercado, e é indispensável que esta tenha um cinto de segurança para prender a criança e também é muito importante que desde cedo já utilize capacete, para maior tranquilidade e segurança do passeio.

É preciso ficar atento a instalação da cadeirinha, esta pode ser dianteira ou traseira. Acredito que a criança aproveite mais se sentar na frente, pois a visão é mais ampla. Normalmente, a dianteira é feita para crianças menores de 04 anos e de até 15 quilos e a traseira é usada para crianças maiores e de até 22 quilos. Além do peso, verifique o tamanho e veja se a criança está bem acomodada no equipamento. Se for ainda adquirir a cadeirinha, leve a bicicleta junto para ver se encaixa corretamente, pois são muitos os modelos de bicicleta e também de cadeirinha, é preciso ver se são compatíveis e evitar toda e qualquer adaptação caseira.

As cadeirinhas são vendidas aos montes em lojas de departamentos, grandes magazines e em lojas especializadas em bicicleta. Mas em lugar algum existe orientações aos pais de que um requisito básico e necessário para adquirir é de serem bons condutores de bicicleta para poderem utilizar o equipamento de forma segura. É preciso ter consciência da necessidade de ter boa destreza, equilíbrio e controle da bicicleta, uma queda pode ocasionar severos traumas físicos e emocionais tanto a criança como aos condutores. Acrescentar uma cadeirinha a bike, além de deixa-la mais pesada, também modifica as variáveis do equilíbrio da bicicleta, é preciso testar e se necessário treinar antes.

Não há certificação pelo Inmetro de cadeirinhas, pois não existe norma que regulamente este produto. Assim, o ideal e que os produtos sigam as recomendações de produção de acordo com normas ISO 9001, incluindo teste de peso e também produtos que sigam padrões internacionais previstos na norma EN-14344.

Tomando as precauções e cuidados necessários para minimizar ao máximo os riscos, é possível curtir o pedal e estreitar os laços com a criança sem preocupação alguma. É uma ótima oportunidade para que a criança vá se habituando aos poucos com a bicicleta, sentir o vento bater na cara e o frio na barriga que uma descida pode proporcionar, ter um contato maior com a cidade sob um novo ângulo, diferente de quando se está a pé ou de carro. É um momento em que criança, pais e bicicleta entram em sintonia, e proporciona um tempo para aprofundar as relações de pais e filhos, por isso, o diálogo ao longo do caminho é importante, procurar observar e explicar as coisas que aparecem pelo caminho, tudo isso ajuda a despertar o interesse dos pequenos e apertar ainda mais os laços familiares.

Melhor ainda, é quando se está em uma cidade pequena, assim, é possível fugir um pouco do ambiente da cidade, chegar mais próximo as áreas verdes e mostrar os encantos que existem além do terreno urbano. Passear próximo à matas, passar perto de animais como bois, cavalos, gaviões, pássaros diversos e corujas, que são comuns de se encontrar, desperta na criança muito interesse. Por isso, pedalar pelas trilhas do bosque municipal de Garça-SP é um prato cheio e um ambiente muito agradável, por ser ladeado por árvores e animais se opõe ao asfalto e concreto da cidade, que as crianças geralmente já estão bem acostumadas.

É recomendável sempre pedalar de forma defensiva, em velocidade de passeio, o percurso de bike não pode ser muito longo para não cansar a criança e é recomendável levar sempre água. Os primeiros passeios devem ser curtos para o bebê ir acostumando aos poucos. O importante é o conforto dele e evitar se afastar muito da casa, pois qualquer sinal de contrariedade é bom pegar o caminho de volta o mais rápido possível. Nunca levar a criança contra sua vontade, ela precisa ser convencida e se sentir segura. As experiências com a bicicleta devem ser agradáveis, caso contrário, pode ter o indesejado efeito de a criança refutar outros passeios de bike por associar isso a uma experiência ruim, o que pode comprometer e até desestimular o uso da bicicleta na infância.

Dicas para que tudo corra bem:

-Evite vias muito movimentadas, quanto menos veículos por perto, menor a probabilidade de acidentes e mais tranquilo o passeio.

-Evitar o horário com o sol forte entre 10h manhã e 15h da tarde ou não deixe de passar o protetor solar na criança.

– Leve sempre uma garrafa de água.

– Comece devagar, primeiro trajetos bem curtos, dê uma volta no quarteirão de teste, a criança precisa se acostumar aos poucos.

– Nunca leve a criança com sono, nem logo após comer ou mamar.

– É legal também associar o passeio de bicicleta a outras coisa que a criança gosta, como ir ao parquinho, tomar sorvete ou comer uma pipoca. O rolê pode ficar mais gostoso e estimulante.

– Ao contrário do que muita gente pensa, o uso de capacete não é obrigatório. Mas quando se trata de crianças ele para lá de recomendável, em caso de queda, a criança pode não conseguir se proteger com as mãos como um adulto sabe fazer.

Idade e peso determinam como a criança deve ser transportada*:

Canguru

– Preço médio: de R$ 70 a R$ 150

– Indicação: de zero a 18 meses ou até 9kg

– Pode ser de tecido e fibra, com alças dos ombros acolchoadas e reguláveis em comprimento

Cadeirinha dianteira ou frontal

– Preço médio: R$ 70 a R$ 110

– Indicação: crianças de seis meses a três anos ou 15kg

– Pode ser de plástico ou de ferro, pode ter regulagem para os pés

Cadeirinha traseira

– Preço médio: R$ 50 a R$ 110

– Indicação: sem limite de idade, até a criança caber

– Pode ser de plástico ou de ferro. Devem ser colocadas no bagageiro da bicicleta e ter uma grade protetora para os pés

Banco traseiro ou bagageiro

– Preço médio: a partir de R$ 35

– Uma almofadinha sobre o banco deixa o assento mais confortável

– Pode ter proteção e suporte para os pés, e a criança pode se segurar no ciclista ou atrás

*http://zh.clicrbs.com.br

Rudi Arena

Mountain Bike e Carrapato, Uma União Inevitável?

Carrapato Estrela ( Amblyomma cajennense)

Domínio: Eukariota
Reino: Animal
Subreino: Metazoa
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Arachnida
Ordem: Acarina
Família: Ixodidae Argasidae

Carrapato Estrela - Micuim

Carrapato Estrela – Micuim

Carrapato Estrela Adulto

Carrapato Estrela Adulto

O foco desta post é conhecer um pouco mais desse pequeno e inconveniente parasita, que são animais artrópodes, da classe dos aracnídeos (como a aranha) e da ordem dos ácaros. Quem faz trilha de mountain bike com frequência, certamente já se deparou com esse bichinho inconveniente, e normalmente é sempre o carrapato estrela ou micuim (Amblyomma cajennense) que aparece para dar o ar graça, que por sinal não tem graça alguma. Ao contrário do que se pensa, o micuim não é um tipo de carrapato, mas um estágio de sua vida. O micuim é a larva do carrapato e é nesta fase que ocorrem a maioria dos ataques.

O assunto veio-me á tona porque no último pedal um amigo relatou ter encontrado após a trilha vários carrapatos em seu corpo, depois um outro também disse ter achado, não é a primeira vez que isso ocorre, muito pelo contrário, os ataques de carrapatos são bem mais comuns em humanos do pode parecer e podem trazer transtornos e doenças. No entanto, não serão esses seres minúsculos e irritantes que farão com que deixemos de pedalar pirambeira adentro, é claro.

Caso seja picado pelo carrapato estrela, molhe-o com álcool que ele morre desidratado. Antes de morrer ele recolhe a boca. Senão ele fica coçando por alguns dias, os pedacinhos dele ficam dentro da nós e pode dar alergia e inflamar o local. Pode-se usar o álcool gel que o ele morre embriagado, assim, tem uma morte feliz, pelo menos, menos dolorosa para esses nossos indesejados e eventuais companheiros de trilha.

Os períodos de incidência estão relacionados a condições de seca e baixas temperaturas para as formas jovens e de maior umidade e temperatura (tempo úmido e quente) para adultos. Mudanças climáticas, ao longo dos anos, podem alterar as épocas de ocorrência.

Importante lembrar que apesar dele ser um transmissor da perigosíssima febre maculosa, não é preciso entrar em pânico se for picado por um, é que para isso é preciso que ele esteja contaminado com o hospedeiro da bactéria Rickettsia rickettsii, o que não é a regra. Mas é obvio que não é bom também dar sopa para o azar, se puder evitá-lo, é sempre melhor.

O período de incubação é de 7 a 10 dias. Se for picado, é preciso atentar para que se neste período ocorrer uma espécie de “gripe” forte, pode ser a febre maculosa, então a pessoa deve procurar um posto de saúde e solicitar o tratamento específico que é simples se detectado no início,e está disponível na rede pública. Para que a transmissão da febre maculosa ocorra são necessárias pelo menos 6 horas de fixação do carrapato no hospedeiro. A transmissão é mais comum quando o carrapato se encontra nos estágios de larva ou ninfa, pois o adulto tem uma picada dolorosa, de modo que é rapidamente percebido e removido.

No site: http://vilsonarruda.blogspot.com.br, o entomólogo Luiz Antonio da Silveira Melo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) conhece bem o carrapato-estrela, Amblyomma cajennense. Ele explica que sua ocorrência pode estar em todas as regiões do país e sua picada, além de produzir intenso prurido no local e lesões na pele, pode inocular a bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da febre-maculosa.

Em relação as fases carrapato estrela, o especialistas explica: “O ciclo inicia-se pela larva ou micuim que é um carrapato minúsculo, com 6 pernas, difícil de se ver. Por isto as pessoas são mais picadas nessa fase”, diz. Após alguns dias alimentando-se do hospedeiro, as larvas vão para o solo, trocam de pele e passam à ninfa, que tem 8 pernas, voltando para o hospedeiro. Nessa fase os carrapatos têm por volta de 4mm de comprimento, são castanho-escuros e facilmente visíveis. Sugam sangue até ficarem “inchados”, voltam para o solo, passam para a fase adulta e retornam à última hospedagem, onde há o acasalamento. Depois, o macho morre e a fêmea permanece sugando sangue até ficar ingurgitada (bem gorda), caindo ao solo para fazer a postura que pode ter de 5 mil a 8 mil ovos. O pesquisador explica que, “para chegarem no hospedeiro, o carrapatos sobem pela vegetação, principalmente em capins e ficam à espera da passagem de um animal ou de uma pessoa, agarrando-se a ela. Na época de grande infestação, podem também chegar pelo chão, subindo pelos pés”

Ciclo_de_vida_do_Carrapato-estrela

Cuidados necessário para evitar infestação em Humanos:

-usar roupas compridas para evitar o contato com a pele e de cores claras, para permitir visualizar o carrapato com mais facilidade.

-usar se possível, calçados de cano longo, e se não estiver de calça, usar meião de jogar futebol para diminuir o máximo possível a área do corpo vulnerável ao ataque de carrapatos.

– procurar e retirar os carrapatos imediatamente depois de retornar da trilha.

– Se o carrapato grudar na pele, molhar um algodão com álcool para que ele saia rapidamente.

– a retirada do carrapato pode ser feita com o uso de uma pinça e com calma, através de leve torção para liberar as peças bucais do invertebrado. Não esmagar os carrapatos com as unhas, pois pode haver a liberação das bactérias ou contaminar a lesão na pele decorrente da picada do micuim.

– usar repelente específico para carrapato como da marca Exposis, é uma boa forma de evitar a picada.

– antes de lavar a roupa suspeita de estar com carrapato, deixá-la de molho no vinagre.

– após a exposição em áreas com suspeitas de carrapatos, tomar banho com sabonete de enxofre que é vendido em farmácias.

Estes cuidados são importantes para quem faz trilha de mountain bike, em especial, nos meses frios e secos do ano, época de predominância dos micuins. Espero que conhecendo melhor esses impertinentes companheiros de trilha fica um pouco mais fácil de lidar com suas picadas ou mesmo evitá-las.

Rudi Arena