O destino inicial do pedal era chegar na Lendária Cachoeira do Gaia, muito frequentada e conhecida pelos garcenses da antiga, aproximadamente há 30 anos, ouvia-se falar muito desta cachoeira, principalmente em aos moradores da Vila Rebelo. Nas realidade, não se trata apenas de uma cachoeira, mas sim de um complexo de cachoeiras, mas infelizmente não foi possível explorar todas elas nesse dia. Hoje, com a expansão da malha urbana em Garça-SP, a cachoeira hoje fica mais próxima da cidade ainda, mais especificamente perto do bairro do Frei Aurélio e do Monte Verde. O lado ruim desta proximidade, ela que ela acaba por sofrer com a poluição do lixo jogado na cidade, com as chuvas, esse lixo acaba descendo em direção ao começo do Rio Tibiriçá, por isso é possível achar muito plásticos na cachoeira, o que é lamentável para um lugar em que a natureza foi tão generosa.
O Caminho a Beira do Vale do Rio Tibiriçá
Depois de chegar na Cachoeira do Gaia pela estrada de terra que existe ao final do distrito de indústrias de Garça, resolvemos seguir beirando o vale do Rio Tibiriça e logo avistamos uma linda cachoeira à distância. Então chegar até ela passou a ser o nosso objetivo dali em diante, mas sempre pedalando pelo pasto e contornando o vale. Assim passamos por atrás do bairro São Lucas, do aterro sanitário e do prédio do SAPROMI, e seguimos adiante, afastando-se da zona urbana.
O Pico do Carcará
Com o sol já caindo, enfim, chegamos na cachoeira, conhecida como Pico do Carcará, pois são muitas aves dessa espécie que circundam o lugar. De cima do pico, a visão é estonteante, um patrimônio natural pouco conhecido e preservado do município, próximo do aeroporto e da Estação de tratamento de Esgoto do SAEE. No total, foram pouco mais de 20 km pedalados, mas em razão do terreno, geralmente de grama e trios de boi, o pedal é um tanto arrastado, ainda mais porque são muitas as cercas a serem atravessadas. Mas só o visual de pedalar avistando uma linda cachoeira já compensa qualquer esforço, a parte ruim mesmo é o mal cheiro de quando aproxima da estação de tratamento de esgoto, mas é assim mesmo, tudo tem o seu custo.
Rudi Arena
Cenas exclusivas feitas pelo nosso amigo Vicente Conessa com o novo Piramba Cop, muitas outras belas imagens aéreas de Garça ainda virão:
Mais um perigo que um dos nossos pirambeiros passou poucos dias depois de um outro susto que aconteceu na estrada da Cia Inglesa. Em um noite de inverno em que o destino do pedal era ir para Álvaro de Carvalho pela pirambeira, pela bairro de Itiratupã do distrito de Jafa, por lá, não existe rodovia ou estrada de terra para chegar, mas com farol, a falta da luz natural do sol não foi problema para o Piramba MTB.
Na situação retratada pelo vídeo, o problema foi a ponte, ou, o que existe do lado da ponte, na realidade, pode não ter sido um problema e sim uma solução, já que do lado da ponte corre um rio e foram as águas deste que acabou por amortecer a queda do nosso amigo que caiu da ponte quando se desequilibrou ao passar de bicicleta por ela. É que existe um grande desnível de altura entre as tábuas que compõe a ponte, e quando o pneu pegou esse desnível o nosso mais novo Pirambeiro perdeu o controle da magrela e caiu com tudo no leito do rio.
A sorte é que só foi um susto, embora tenha ficado molhado para continuar o pedal noturno com a friaca das noites de inverno. Mas por outro lado, poderia ter uma pedra, um toco, uma estaca, mas ainda bem que não havia nada disso e depois esta situação acabou virando um momento de descontração logo após o susto, e foi nessa hora que foi feito o vídeo aqui postado.
Fica mais um alerta, todo cuidado é pouco, acidentes acontecem, mas é preciso tomar cuidados que diminuam a possibilidade de ocorrer um, a passagem por pontes sempre merece uma atenção especial, ainda que de carro. E no caso dessa ponte, o perigo é grande , pois tem várias partes com grande desnível, se estiver alta velocidade e o pneu passar de lado pela saliência, perde-se fácil o controle da bike.
Isso também já aconteceu comigo quando depois de uma longa e íngreme descida, ao passar com velocidade pela ponte da estrada do saltinho, muito parecida com esta em Álvaro de Carvalho, a bike deu um solavanco ao passar pelo desnível, perdi a frente, e assim que a bike atravessou desequilibradamente pela ponte, foi com tudo para um lado e bateu forte em um barranco, o que entortou muito a roda, só que poderia ter sido pior se tivesse caído da ponte.
Esse vídeo de bike mostra a importância de não andar sozinho e como um segundo de distração pode ser fatal. No caso foi só um grande susto, mas poderia ter sido pior. Só agradecer que nosso amigo saiu ileso e nasceu de novo. Todo cuidado é pouco, o perigo mora logo aí.
O que salvou foi uma voz amiga avisar em cima da hora, foi o que certamente fez a diferença entre a vida ou a morte quem sabe, por isso, é sempre melhor andar com mais gente do que sozinho, pois assim, acaba que um vela do outro de alguma forma. o caminhão que vinha com velocidade tirou em cima, fez o que estava ao seu alcance, assim como nosso pirambeiro que assim que ouviu o alerta fez que podia. Foi por um triz. A cena é impactante, quem viu na hora diz que foi muito pior do que aparenta no vídeo.
um amigo ao lado é importante para muitas situações, como a quando quebra uma corrente ou precisa trocar um pneu, quando quebra a bike e tem que ser rebocado, quando acontece uma queda, para um apoio moral quando está esgotado, o socorro amigo é muito importante nessas hora, e também em outras circunstâncias diversas.
Rudi Arena
“Não é amigo aquele que alardeia a amizade: é traficante; a amizade sente-se, não se diz…”
Machado de Assis in: Joias do Pensamento Brasileiro, Ed. Tecnoprint S.A, p. 38
“Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!”
A aproximação do inverno não é empecilho para o Piramba MTB aproveitar em peso uma das cachoeiras mais belas de Garça. A Cachoeira da Enseada foi a escolha da vez, mas nem todos arriscaram entrar em suas águas gélidas. De qualquer forma, foi uma ótima oportunidade para rever amigos, jogar conversa fora e dar boas risadas.
São duas cachoeiras na sequência, a mais bela é também a que tem o acesso mais difícil, pois é preciso descer escalando um pequeno paredão, apoiar o pé em uma raiz suspensa e confiar nela, não tem plano B, o que dá uma pitada de aventura e emoção para pedal.
Como a cachoeira é perto de Garça. ceca de 10km da cidade, e ainda tinha tempo para pedalar mais, resolvemos esticar até a Fazenda Igurê que sempre é um prato cheio para os amantes do mountain bike. Passamos por uma de suas lindas represas e depois pela capela, e a ali, a imagem de uma cerejeira toda florida chamou muito a atenção pela sua beleza. Não poderia ter sido melhor. Pedal top com galera top e uma cena mais top que a outra.
Em uma tarde quente de final de outono, saímos em dupla para um pedal improvisado e despretensioso. No meio do caminho decidimos mudar o destino e tentar chegar de bicicleta em cachoeira que eu sabia que existia, mas que nunca tinha ido. E o interessante é que tendo eu já percorrido cerca de 40 cachoeiras de Garça e região, seria normal imaginar que as mais belas cachoeiras já tinham sido visitadas, mas quando o assunto é cachoeira e Garça, nada pode ser mais enganoso que essa suposição.
Um cantinho do paraíso na Terra
Não fazia ideia se seria conseguiríamos mesmo achar a cachoeira e nem como ela seria, por isso, foi uma enorme enorme e grata surpresa quando do nada, na beira de um pasto, em questão de descer alguns metros, logo estaria uma preciosidade que salta aos olhos. Tudo tão lindo que podemos dizer que é um cantinho do paraíso, de uma beleza rara e singela, de uma pureza que transparece em suas águas claras. O rosa vivo da flor de uma bromélia, entre outras flores que existem ao redor dão um toque paradisíaco ao local, é realmente fantástico, parece que ali emana uma paz que só a natureza pura e bruta pode proporcionar . O poço um tanto fundo com sua água gelada, ajuda a lavar alma e revigorar as energias, realmente é uma sensação maravilhosa. E depois que entra na água o frio ainda é intenso, mas o corpo suporta e acostuma, e a gente sai sentindo-se ainda melhor do que entrou.
Distância e Localização
Essa é mais uma cachoeira que o Piramba MTB consegue registrar, é mais um espetáculo natural e pouquíssimo conhecido dos garcenses, e tudo isso isto a pouco menos de 10 km da cidade, com água super limpa e um belo poço para se banhar. Um lugar que parece mágico, que tem uma atmosfera e uma vibração sensacional. Está localizada no município de Garça entre a Rodovia SP-349 e a estrada de terra 09 de Julho. Sentido Gália. Mas não é simples o acesso, pois é altamente recomendável pegar uma autorização antes de ir até a cachoeira. As nascentes desse curso d´água flui e fortalece o Rio do Peixe que nasce limpo e depois sofre com a poluição ao longo de sua jornada até a sua foz no Rio Paraná, mas ainda assim não deixa de ser um dos mais importantes rios do centro-oeste paulista.
O assunto sobre a Fazenda São João do Tibiriçá (Cia Inglesa) sempre despertou muita atenção neste blog dos seus visitantes, e gera muita interação e comentários valiosos, como a da Sra. Ruth Marangão Ferrari que citou uma tese de doutorado: Fazendas paulistas: arquitetura rural no ciclo cafeeiro do arquiteto Vladimir Benincasa defendida na Escola de Engenharia de São Carlos-SP (USP).
Trata-se de um conteúdo riquíssimo, com bastante informação, várias fotos e uma riqueza de detalhes que demonstra e ilustra as singularidades desta fazenda incrível que tinha uma população do tamanho de uma cidade da época. Tem também muitas curiosidades deste lugar que marcou a vida de muitas pessoas que ali viveram. Por isso, resolvermos reproduzir todo o trecho da tese de doutorado que se refere a Cia Inglesa, pois vale conferir cada página que autor tratou sobre o tema.
OBS: Para conseguir ler bem o texto é recomendável clicar na imagem, assim abrirá uma nova tela em que poderá dar zoom e seguir para as próximas páginas através da seta indicadora à direita.
Uma Aranha Gigante Atravessou o Nosso Caminho em Gália-SP
Logo no começo, ao entrarmos de bicicleta na Fazenda Dinamérica atravessou a nossa frente uma bela de uma aranha gigante, e não tinha como ela passar despercebida. Não é a toda que a família deste aracnídeo é que tem as maiores aranhas do mundo. Esta espécie que registramos é muito linda e também tímida, ao nos aproximar, ela ficou parada e assim permaneceu por muito tempo até a gente ir embora e deixá-la em paz.
As Caranguejeiras ou Tarântulas.
As aranhas caranguejeiras são animais invertebrados do grupo dos Artrópodes, com cerca de 900 espécies descritas. Apesar de serem venenosas, não trazem sérios problemas ao homem. Também é conhecida como tarântula, pois conhecida inicialmente na Itália, e a origem desse nome não poderia ser mais engraçada e falsa.
Dançar Tarantella para Curar do Males Causados pela Aranha?
Esta aranha foi reconhecida inicialmente na Itália, e logo surgiu uma lenda de que era preciso dançar tarantela, que é uma dança popular do Sul da Itália para curar do encontro com o aracnídeo, pois achavam que ela era mortal. Animais estes que possuem 08 patas e logo não é um inseto como muitos imaginam, já que não tem 06 patas.
A Maior Aranha do Mundo:
As caranguejeiras são as maiores aranhas conhecidas, podem chegar até 26 cm de envergadura. Um exemplo de caranguejeira é a Theraphosa blondi, conhecida como “comedora de pássaros”, pois de fato pode consumir um pássaro inteiro. Ela é considerada o maior aracnídeo do mundo e é encontrada na região amazônica.
Curiosidades, Longevidade e Número de Olhos:
Geralmente, vivem no solo, mas tem espécies arborícolas também. Um grande curiosidade deste animal uma caranguejeira fêmea pode viver bastante, até 20 anos. Contudo, o macho possui um ciclo de vida menor, cerca 7 anos de idade, pois ele morre após o acasalamento. Outra informação interessante é de que podem ter de seis ou oito olhos. A quantidade de olhos desse animal varia de acordo com a família a que pertence.
A Caranguejeira como PET?
Apesar de parecer um pouco assustadora, acredite, algumas pessoas têm tarântula de estimação. Elas podem ser de diversas cores: azul, rosada, preta, marrom. Os acidentes com aranhas caranguejeiras: Os acidentes com aranhas caranguejeiras não são considerados graves. Apesar de possuir veneno, este não apresenta complicações ao homem. Porém, a picada é bastante dolorosa.
É Venenosa ou Perigosa para o Ser Humano?
O veneno da aranha-caranguejeira só possui atividade em suas presas, sendo inativo no homem. Sua principal arma, quando acuada, é soltar pelos urticantes, perigosos quando atingem os olhos.
Apesar de o Brasil possuir a maior diversidade de espécies de caranguejeiras do mundo, não há registros de acidentes humanos graves. De acordo com registros do Instituto Vital Brasil, é comum as pessoas confundirem picadas de outros artrópodes com as das aranhas. Muitas vezes, o paciente não viu o que o mordeu e atribui os sintomas à picadas de caranguejeiras.
Mas estudos realizados por pesquisadores dessa instituição revelaram que essas aranhas eram responsáveis por apenas 1% do total de araneísmos. Vale lembrar que a maioria dos acidentes com as caranguejeiras ocorre porque a pessoa tentou pegar o animal. Uma vítima de picada de caranguejeira pode sentir dor local moderada ou severa, forte coceira, edema, inchaço, eritema (vermelhidão na pele), ardência e até cãibras. Em casos muito graves a pessoa pode apresentar espasmos musculares fortes por várias horas: apesar de não ser letal, a picada de uma aranha migalomorfa traz experiências bem desagradáveis.
Pelos Urticantes
Uma caranguejeira, ao sentir-se ameaçada, esfrega suas pernas traseiras no abdômen, liberando esses “pelinhos”, que podem atingir os olhos e, também, entrar nas vias respiratórias do indivíduo que resolve manuseá-la. E as cerdas urticantes desse gênero de caranguejeira fazem um belo estrago, principalmente se a pessoa em questão tiver rinite ou algum tipo de alergia. Essas estruturas podem penetrar em várias camadas da pele e do tecido ocular, causando sérias irritações. Um mamífero dede pequeno porte (como rato, coelho etc) exposto às cerdas urticantes de uma Grammastola, por exemplo, pode sufocar em duas horas.
Geralmente, os acidentes estão relacionados com os pelos das caranguejeiras. Em contato com a pele podem ocasionar irritação, ardor e sensação de queimadura. Os pelos urticantes também podem penetrar nas vias respiratórias e olhos provocando coceiras. Nos olhos podem ocasionar a queratite severa, inflamação na córnea. Nessa situação, coçar os olhos pode agravar a situação, pois os pelos penetram e se espalham ainda mais.
Canibais?
Quando criadas em cativeiro, as aranhas ficam separadas pois são canibais, ou seja, podem devorar umas as outras.
Confira quais são as aranhas mais venenosas do Brasil:
A maior caranguejeira do mundo é espécie Aranha-golias-comedora-de-pássaros (Theraphosa blondi), que chega a ter 30 centímetros e é da região amazônica.
Apesar do seu veneno não ser mortal para os humanos, a mordida é bastante dolorida e os pelos em suas pernas e abdômen podem gerar lesões, coceira e irritação, em contato com a pele humana.
2 – Aranha-de-Jardim (Lycosa erythrognatha)
A aranha-de-grama, aranha-lobo ou aranha-de-jardim pertence a família Lycosidae e costuma ser encontrada na grama de residências. É daí, inclusive, que vem seu nome.
Ela possui cerca de 5 cm de comprimento, e apresenta uma coloração marrom-clara ou cinzenta. Outras de suas características marcantes são um desenho negro em forma de seta em seu abdômen e pelos avermelhados perto das quelíceras.
Seu veneno causa dor intensa, com sensação de queimadura e formigamento, provocando reações alérgicas.
3 – Viúva-negra (Latrodectus mactans)
A viúva-negra vive no Brasil e em outros países na América, principalmente na parte costeira dos continentes. Sua cor negra brilhante e a marcante mancha vermelha em seu abdômen tornam essa aranha fácil de se reconhecer.
E as fêmeas dessa espécie costumam ser 3 a 4 vezes maiores que os machos, e elas comem eles depois de cruzarem para reproduzirem. Os efeitos de seu veneno variam desde dor ardente, inchaço na área afetada, cólicas abdominais à náuseas.
4 – Aranha-marrom (Loxosceles)
A aranha-marrom tem uma picada extremamente dolorosa e necrosante, e se não for tratada rapidamente pode trazer problemas irreversíveis.
Com cerca de 4 a 6 centímetros, a picada leva a área ao redor da picada começar a necrosar e é formada uma ferida aberta. Leva-se meses para a pele ser curada e em certos casos membros precisam ser amputados.
5 – Armadeira (Phoneutria)
A armadeira é a aranha mais venenosa do mundo. Essa espécie, comum em todo o território brasileiro, é capaz de injetar uma neurotoxina poderosa. Ela é quase 20 vezes mais mortal que a viúva-negra.
O envenenamento inclui a perda de controle muscular e problemas respiratórios. Seu veneno também pode resultar em paralisia respiratória completa e em asfixia.
A dor da picada é intensa. E, se você for homem, o veneno causar uma ereção de até 4 horas, muito dolorosa.
O sábado começou com uma manhã bem fria, mas a temperatura já ficou mais amena, ótimo clima para pedalar mais de 100km. A saída foi de Garça, passando por Vera Cruz e Marília, de lá descemos a bela serra em direção ao distrito de Nova Colúmbia (Ocauçu-SP). Depois, atravessamos a BR-153 (Transbrasiliana) para seguir adiante, passamos por Lupércio, Alvinlândia, até voltar para Garça.
A União Pirambeira
O trabalho em equipe neste pedal foi fundamental para que chegássemos bem e fizéssemos todos o percurso em um ritmo legal, todos juntos e um pirambeiro apoiando o outro. E assim, não só o pedal de cada um se fortaleceu ainda mais para encarar os novos desafios, como também ajudou a estreitar ainda mais o vínculo de amizade entre nós.
O Areião
A pior parte do pedal, não foi a longa quilometragem, nem o sol do meio-dia, muito menos a forte subida que tem para chegar em Nova Colúmbia, mas sim os vários trechos de areião causado pelo tempo seco. Aí era preciso se esforçar muito e ainda assim, parecia que a bicicleta não saia do lugar. Mas se tudo fosse fácil perderia totalmente a graça também, faz parte do mountain bike, e é muito comum em nossa região.
Os Atrativos da Serra
De longe o trecho mais legal deste pedal é o da serra entre Marília e Nova Colúmbia, são paisagens de cair o queixo, paredões, muita mata ao redor da estrada, tem o pontilhão do rio do peixe, e também uma espécie de mini gruta, para os amantes do MTB, muitas descidas e subidas brutas e é claro, tem também o Dedo de Deus ou Torre de Pedra.
O Dedo de Deus
Este monumento natural fica na área rural de Nova Colúmbia, mas não muito longe dos municípios de Lupércio, Ocauçu e Marília. Esta grande pedra vertical desprendida do rochedo parece ter sido formada através da ação do tempo, pode ter demorado quem sabe algumas centenas de anos para chegar a essa forma curiosa.
As Paradas pelo Caminho
Algumas paradas também foram cruciais, em Marília uma rápida parada com 30km já rodados. Mais adiante, não poderíamos deixar de parar para contemplar o Dedo de Deus. Depois, teve uma parada estratégica, foi em um bar em Nova Colúmbia, próximo da hora do almoço, era preciso repor as energias. E por último paramos na Venda Seca, já próximo de Garça, para tomar uma tubaína e descansar um pouquinho e seguir em frente para finalizar o pedal.
A Sensação da Chegada
Ao final, a sensação foi de tudo deu para lá de certo, e chegamos melhor até do que a gente imaginava. O sentimento foi de orgulho do trabalho em equipe que fizemos ao longo do pedal, fez toda a diferença. Pedalamos um bom trecho em pelotão, um incentivava o outro, aproveitamos o vácuo, revezamos o ciclista que puxava a fila, assim o esforço foi menor e chegamos menos cansado. A recompensa foi comemorar esse grande pedal com aquela cerveja gelada. Que venha o próximo longão !!!
Em uma manhã fria de outono e com muito vento, o Piramba MTB se reuniu para pedalar e conhecer mais uma belíssima cachoeira de Garça-SP, porém não muito distante de Gália-SP também. Embora alguns já conheciam este local encantador, para a maioria de nós era novidade, eu mesmo nunca tinha ido. Isso é mais uma prova viva e plena do quanto é preciosa essa nossa região no que se refere às maravilhas da natureza e também ao potencial para o ecoturismo. Apesar da cachoeira ser espetacular, ela é apenas mais uma entre muitas outras joias que Garça e o seu entorno possuem.
O caminho para chegar até ela pode ser por uma entrada da Estrada da 09 de Julho ou pela estrada de terra que tem atrás da Venda Seca, localizada no trevo da Rodovia SP-349 com a SP-331. A cachoeira fica a 20 km da cidade de Garça e só é permitida a entrada com expressa autorização dos proprietários.
O Encanto da Cachoeira
Embora nem todos tiveram a ousadia de enfrentar o frio e entrar em suas águas para lá de geladas, não tinha como ficar indiferente ao encanto do lugar, o tom esverdeado de seu poço, o véu de água reluzente da cachoeira, a beleza da areia branca no fundo do leito no rio e ainda ao lado tinha uma espécie de uma pequena gruta encravada no paredão de arenito.
A Nascente do Rio do Peixe
As águas límpidas dessa cachoeira vêm de um local bem próxima dali, trata-se de uma importante nascente do Rio do Peixe que possui no total 380km de extensão. Porém, é uma pena que no início de seu curso ele sofra com a forte poluição já na altura do município de Marília, e é lá também que ele ganha o nome de Rio do Peixe. Muito embora o Google Maps já considere este nome em sua nascente em Garça, este curso d´água sempre foi conhecido como Rio ou Ribeirão da Garça enquanto em território garcense.
A Poluição do Rio do Peixe
É triste constatar que essa água que brota tão limpa e que é fundamental para a formação do Rio do Peixe logo mais já perde seu encanto, e em questão de poucos quilômetros adiante sua água fica turva por causa de lançamento de esgoto não tratado e o leito do rio bem assoreado. A consequência é que os peixes que em outrora eram fartos e variados agora rareiam. A grande maioria das espécies desses animais já desapareceram do rio, e há muito tempo. Porém, ainda é bem capaz de ter alguém ainda vivo que já tenha fisgado um belo de um dourado em suas águas.
Garça, Município Privilegiado por Natureza.
No entanto, se por um lado tem muita poluição rio abaixo, já rio acima nos reserva algumas preciosidades, por isso, é preciso reconhecer que Garça é muito privilegiada pelo fato de ser um berço das nascentes dos três dos maiores rios do Centro Oeste e do Oeste Paulista. Assim, é possível ainda desfrutar de ribeirões e cachoeiras com água limpa, longe dos agentes poluentes que são despejados na medida que o rio desce de altitude e segue seu curso. Também é preciso levar em consideração o bom tratamento de esgoto que o município possui, já que isso é fundamental para que aqui tenhamos água própria para banhos na maioria esmagadora das cachoeiras que até parecem infinitas, de tantas que existem. E quantas dessas belezas ainda continuam escondidas vales abaixo e grotões adentro????????
Rudi Arena
Agradecimentos especial ao meu grande amigo de pedal, cachoeiras e churrasco, o Prof. Victor Lopes Braccialli*, especialista em Gerenciamento de Recursos Hídricos, que me deu uma breve e preciosa aula sobre a localização das nascentes que existem em Garça e também sobre as bacias hidrográficas dos rios da região.
Imagem de Satélite de Nascente do Rio do Peixe (Garça):
A grande nascente do Rio do Peixe em Garça está à margem da SP-331 e aproximadamente perto da venda seca e também do trevo entre Garça e Gália, porém em direção a Alvinlândia e Lupércio. Conhecido como rio ou ribeirão da Garça, ele nasce no alto do planalto da Serra dos Agudos e corta o sul de Garça, também passa pelo sul de Vera Cruz até se juntar um pouco depois a outro curso d´água para então formar esse importante rio de nossa região.
“O Rio do Peixe forma-se da junção do Ribeirão da Garça, que nasce na Serra dos Agudos na cidade de Garça, a uma altitude de aproximadamente 670 metros, e do Ribeirão do Alegre, que nasce no Município de Alvilândia, a uma cota média de 680 metros. Percorrendo uma extensão de 380 km, o Rio do Peixe desemboca no Rio Paraná a um altitude de 240 metros.” (Prandi, 2010, Pag 19)
Área de drenagem: 10.769 km² População: 444.290 habitantes Principais atividades econômicas: Nas áreas urbanizadas destacam-se os setores de serviços e comércio, com exceção de Marília, considerada polo regional e onde se concentra grande parte das atividades industriais, principalmente do segmento alimentício. Nas áreas rurais ainda há predominância da pecuária, com forte expansão da agroindústria de cana. Vegetação remanescente: Apresenta 796 km² de vegetação natural remanescente que ocupa, aproximadamente, 7% da área da UGRHI. As categorias de maior ocorrência são Floresta Estacional Semidecidual e Formação Arbórea/Arbustiva em Região da Várzea. Unidades de Conservação: O Parque Estadual do Rio Peixe é uma unidade de conservação do estado de São Paulo criado pelo Decreto Estadual nº 47.095, de 18 de setembro de 2002, e possui uma área de 7.720 hectares abrangendo os municípios de Presidente Venceslau, Piquerobi, Dracena e Ouro Verde.
O Rio do Peixe, que nasce no município de Garça, corta a parte sul do município de Marília. Os fluxos hídrícos que nascem na parte sul do espigão correm a seu encontro. Em Marília os principais afluentes do Rio do Peixe são:
Pela margem direita.
Ribeirão do Alegre: nasce a 10 km, em Gália, corre em rumo geral no sentido oeste até sua confluência com o Rio do Peixe a sudeste de Marília.
Ribeirão do Barbosa (poluído): nasce em Marília nas proximidades de onde passa a rodovia SP 294, limite sul da cidade e corre no sentido sudoeste desagüando no Peixe.
Rio do Pombo (poluído): nasce em Marília, na baixada das proximidades do antigo prédio da Telesp seguindo rumo oeste até desaguar no Rio do Peixe. Possui vários afluentes como o Córrego São Francisco, Invernada, Trombador, Santa Maria, Ferrugem, Santana, Santo Antônio e Flor Roxa.
Ribeirão da Prata: tem as suas cabeceiras no bairro do Prata e, após um percurso de 14 km, deságüa no Peixe.
Pela margem esquerda.
Rio Três Lagoas: nasce na divisa sul entre Marília e Echaporã. Tem 6 km de extensão desagüando no Peixe.
Imagem de Satélite da Nascente do Rio Feio (Garça/Gália):
O município de Garça ainda é fundamental para a formação do Rio Aguapéi ou Rio Feio. Embora sua nascente não seja considerada propriamente em Garça, mas sim em Gália, ela está localizada praticamente na divisa entre os dois municípios e bem próximo também da rodovia SP-294, na altura do trevo de entrada para o bairro São José, no km 409. Mais precisamente, atrás de estão instaladas várias antenas de transmissão ao final da Estrada da Adrianita. E são as águas que descem dessa e outras nascentes de Garça e Gália (Fazenda de Eucalipto da Duratex) que dão vida a outro importante curso d´água da região Centro-Oeste paulista e que segue por 420 km até desaguar no Rio Paraná.
Imagem de Satélite da Nascente do Rio Tibiriçá (Garça-SP):
E não é o só do Rio do Peixe que aqui nasce, o Rio Tibiriçá é um outro nativo de Garça, ele nasce dentro da cidade, mas em razão da expansão da malha urbana, a sua nascente original foi aterra e agora sua água aflora próximo ao conhecido Buracão da feira livre, embora sua nascente original seja na Praça Pedro de Toledo, mais conhecida como a “praça do cinema” da cidade. E segue seu curso passando entre os bairros do Frei Aurélio e Jardim Paulista, passa ao lado do tratamento de esgoto do SAEE e despois corre paralelo à rodovia estadual SP-349 (Garça/Álvaro de Carvalho) mas não próximo dela. Porém, este é o menor dos rios que nascem em Garça, possui apenas 90 km de comprimento até então deságua no Rio Aguapeí a não mais que seis km de Luziânia-SP.
A marca Piramba MTB está cada vez mais presente e são vários os produtos já confeccionados:
Tapete
Boné
A Primeira Camisa de Ciclismo do Piramba MTB (manga curta e longa)
A Segunda Camisa de Ciclismo do Piramba MTB (com manguito)
A Terceira Camisa do Piramba MTB
Os vários adesivos já confeccionados ao longo do tempo, tem para colar em vidro, tem em variados tamanhos e com mudanças na arte, o último já com QRCode:
Acabou de sair da fornalha a mais nova camisa do Piramba, o que fortalece ainda mais a nossa marca. Esta é a terceira geração de camisa de ciclismo do Piramba MTB e a estreia dela no pedal ocorreu nesta semana.
Los Angeles é uma grande cidade do sul da Califórnia e também muito conhecida como o centro da indústria de cinema e televisão dos Estados Unidos. Em busca do famoso letreiro de Hollywood, minha primeira conexão Piramba X Califórnia parecia um sonho até o momento, mas logo se tornou uma realidade.
O Caminho me convidava a fazer um trekking ou uma hiking como é chamada aqui, me fazendo relembrar os bons tempos de trilhas na saudosa cidade de Garça.
O que mais me chamou a atenção foi que todos os lugares que eu olhava, eu via uma paisagem diferente e muito bonita, uma sensação de paz e reenergização.
Minha primeira aventura percorreu os caminhos daquela trilha da famosa montanha do letreiro de Hollywood, Mount Lee, uma experiência muito recompensadora a medida que subia o trajeto que me parecia ir ao encontro do Letreiro.
Assista ao Primeiro Conexão Piramba Califórnia e se gostar, já sabe!!! Compartilhe!!
Texto de João Daniel F. de Andrade – Engenheiro Agrônomo • MBA Gestão de Negócios • Atuação na área de produção agrícola
Quando optamos por nos locomover utilizando a bicicleta, hoje mais conhecida como bike, fazemos a opção mais assertiva para um modal de locomoção que se mostra extremamente engajado, que muitas pessoas fazem questão de incluir em suas rotinas.
A bicicleta trás inúmeros benefícios para quem a pedala
Documentos históricos mostram que Leonardo da Vinci, o inventor italiano, mais conhecido por pintar a Mona Lisa, já imaginava algo parecido com a bicicleta no século XV. Após muitos anos, mais precisamente em 1879 H.J.Lawson criou a “Bicyclette” que foi melhorada já em 1880 por John Kemp Starley, que ficou muito parecida com os modelos atuais.
Inclusive as primeiras bicicletas chegaram ao Brasil no ano de 1898, vindas da Europa.
Com uma história de pouco mais de 500 anos, nossa querida bike ou ‘magrela’ ultrapassou gerações, modernizou-se, mas pouco se transformou, mantendo seus parâmetros geométricos ao longo de tanto tempo.
Saúde é o que interessa
As amadas e “sofridas” pedaladas, contribuem muito para nossa saúde, ajudam a combater o stress (doença que atinge cada vez mais a população), melhora o sono, combate o colesterol alto, previne doenças cardíacas, de pele, dentre outras, como afirma Alexandre Evangelista, coordenador de pós-graduação da central de curso da Faculdade Gama Filho.
Fazer uma trilha de bike ajuda a aliviar o stress do dia a dia
Quando for pedalar, beba pelo menos 300 ml de água antes de sair com sua bike e também é aconselhável hidratar o corpo a cada 30 minutos. Evite beber água ou um isotônico apenas quando sentir sede, pois se isso acontecer significa que seu corpo já estará sentindo os efeitos da desidratação.
Bike pelo mundo
Os países mais desenvolvidos investem muitos recursos nessa forma de locomoção, promovendo cada vez mais a acessibilidade do cidadão com a utilização da bicicleta em ambientes públicos, supermercados, metrôs, entre outros. Exemplos para isso não faltam.
Nos Estados Unidos o que não faltam são áreas verdes para pedalar
Em Amsterdã, na Holanda, conhecida como a cidade das bicicletas, existem mais de 760 quilômetros de ciclovias apenas dentro da cidade, que são utilizadas por quase 900 mil bikes diariamente.
Outro bom exemplo de uso de bike são as competições como o Tour de France ou Volta da França que é uma das mais importantes provas de ciclismo de estrada do mundo, realizada pela primeira vez em 1903. Hoje ela conta com ciclistas de vários países e é dividida em 21 etapas, percorrendo cerca de 3 200 km, passando por montanhas e finalizando na Avenida de Champs-Élysées, em Paris. Muitos deles utilizam bikes cada vez mais leves, como a Specialized Tarmac, com peso final de apenas 6 quilos que foi desenvolvida em parceria com a McLaren, com design único.
Em Nova York o Central Park possui uma estrutura com aluguel de bicicletas,
que são uma boa opção para conhecer o parque
Mas se você não é um atleta profissional e estiver em New York pode pedalar pelo Central Park alugando uma das bikes que ficam no seu entorno, curtindo um belo passeio pelo local. Nos países que incentivam a prática desse habito, existe uma redução dos gastos públicos no setor da saúde. Além de tudo, quando substituímos o carro pela bicicleta, deixamos de jogar na atmosfera quase 3 toneladas de CO² por ano, contribuindo diretamente no combate ao aquecimento global. Calcule aqui a sua pegada de CO² e saiba quantas árvores são necessárias para compensar a sua pegada de carbono.
Bike é mais sustentável
Juntar uma turma de amigos e sair para pedalar é uma boa. Um dos exemplos é o Piramba MTB, um grupo formado por aproximadamente 40 amigos apaixonados por este esporte. O nome do grupo é uma homenagem ao local que eles mais visitam em suas pedaladas: a piramba, que é uma subida muito íngreme, de difícil acesso, muitas vezes contendo buracos, pedras, areia e geralmente de terra batida.
cocoParte do grupo Piramba MTB: vivendo o esporte e trilhando novos caminhos
Essa turma não pedala apenas por benefícios a saúde, mas também apóia e incentiva o uso da bicicleta como um meio de transporte sustentável e ecologicamente correto, contribuindo com a redução de toneladas de CO² da atmosfera.
A regra absoluta, quando saem para pedalar, é não deixar nenhum tipo de vestígio, ou seja, lixo que polua a flora do local, ou que sirva para colocar algum animal silvestre em risco, evitando até a poluição sonora, para não assustar a fauna.
Ao pedalar pelo campo, pode-se ver maravilhas da fauna, como o gavião Carcará
Durante seus passeios pelo campo, os integrantes da equipe Piramba MTB promovem a disseminação de sementes frutíferas, que são levadas para as trilhas e semeadas ao longo delas, para que um dia possam servir de alimento aos animais ou pessoas que passem pelo local. Afinal, comer uma fruta fresca colhida do pé e fazer uma bela trilha, é um grande privilégio. Privilégio esse que só depende de ações positivas que combatam as inúmeras ações negativas que o ser humano realizou no passado.
Além disso o grupo também possui o Selo Verde Ecooar, compensando parte de suas emissões em suas redes sociais e website.
Ecologia, sustentabilidade e saúde são alguns dos benefícios proporcionados pela bike
Essa turma dá um show nessa trinca verde: ecologia, sustentabilidade e saúde, praticando um esporte pelo qual são apaixonados, contribuindo com meio ambiente e promovendo uma considerável redução dos impactos ambientais que outros meios de transporte trazem para o meio ambiente, um belo exemplo a ser seguido. São ações como essas que realmente fazem a diferença com grandiosos resultados.
João Daniel F. de Andrade
Engenheiro Agrônomo • MBA Gestão de Negócios • Atuação na área de produção agrícola
Contato: joao_engenheiro@hotmail.com
Dia 27/12/2019 foi veiculado no programa Balanço Geral do interior, exibido pela TV Record e dentro da série “Expedição ao Interior”, uma reportagem que trata da nossa querida cidade de Garça-SP, muito estimada pelo Piramba MTB, pois é ela que proporciona as iradas trilhas e as belas cachoeiras que tanto desfrutamos.
Logo, esta matéria de TV que enaltece os atributos turísticos do município, foi motivo de grande alegria para nós. Ainda mais, porque sempre batemos na tecla do grande potencial de ecoturismo que é subestimado no local, tamanha são as beleza naturais que existem escondidas em seus diversos vales e grotões.
Tem mais, contribuímos em um pequeno trecho do vídeo em que nosso grande amigo Pirambeiro Vicente Concessa é entrevistado e ao fundo aparecem outros pirambeiros com suas magrelas em seu habitat natural. A breve participação do Piramba MTB surge a partir dos 5 minutos do vídeo.
Vale a pena conferir toda a matéria que mostra a tranquilidade do Jardim Japonês, a beleza do Bosque das Cerejeiras, e os atrativos do Lago Artificial J. K. Willians como um todo, tem ainda o encanto do Hipismo com provas do tambor e as cavalgadas em meio a natureza.
Isso não é tudo, aqui também é lugar de muitas trilhas e ao menos 80 cachoeiras para quem quiser se aventurar em algo mais radical, só o Piramba MTB já visitou e registrou cerca de 40 na região e depois consolidou essas informações no mapa abaixo. Nessa questão, a mãe natureza foi muito generosa com Garça e seu entorno. E vou além, existe ainda um outro atrativo local que vem despertando interesse, é a observação de aves, pois para quem gosta do tema a região é um prato cheio.
E não é só, tem também várias florestas, desde de mata atlântica, de mogno africano, de eucaliptos e seringueiras, e ainda muitos cafezais espalhados. Sem contar o potencial para explorar a rica história do município ligada a cultura cafeeira, e o legado deixado em várias de suas tradicionais fazendas de Café. É uma região muito associada a esta cultura, e um lugar em que 80% de sua produção é voltada para exportação do café tipo arábica, considerado superior.
Assim, alguns cafeicultores de Garça já trabalham para fazer cafés especiais, e também para o reconhecimento de identidade geográfica para agregar valor ao produto local, e assim quem sabe se tornar uma referência no tema. Pensando mais longe, porque não criar uma Rota do Café, para visitar as belas plantações, as antigas fazendas e quem sabe também ter estrutura para degustar cafés nobres.
Não é algo impossível, pelo contrário, e isso poderia ser uma boa forma do município alavancar sua economia, tanto ao agregar maior valor ao Café produzido aqui, como também com o Ecoturismo e o Turismo Rural, se fizer um elo entre essas duas coisas com sustentabilidade, Garça só tem a ganhar.
Um ótimo ANO NOVO a todos com muita saúde e paz sobretudo, e que as realizações e alegrias se multipliquem, sempre com muito respeito a vida, ao meio ambiente e as pessoas. Para o Piramba MTB que seja um ano de muita atividade, com muito pedal, fortalecimento das amizades e bastante contato com a natureza.
Este é um vídeo de um Bike Park em construção no município de Garça/SP. Trata-se de uma Pista de XCO para os amantes do esporte, com direito a uma rampa para dar um jump, ponte, curvas técnicas, subidas e descidas intensas e ainda tem o bônus, que é uma bela cachoeira que existe nas proximidades.
Como nem tudo são flores, neste vídeo tem também imagens de um forte tombo de bicicleta, a primeira impressão ao ver a imagem é que nosso amigo tenha se machucado bastante. Coisas que só acontece com quem pedala, ousa, tenta e as vezes acontece de dar errado mesmo, mas cada tombo é um aprendizado e assim vai.
Uma equipe da Emissora de TV Record marcou presença e registrou imagens do início desta empreitada, a exibição da matéria esta prevista para Dezembro/2019.
Este bike park em construção explora o potencial da região para o ciclismo de montanha, neste caso, em trilhas abertas em meio a agradável floresta de mogno, o que garante bastante sombra ao ciclista. Tudo isso, valoriza este esporte que a cada dia ganha mais adeptos, bem como o município de Garça que poderá ganhar em breve um ótimo espaço específico para a prática do Moutain Bike.
Depois de um bom tempo sem ir até Cascatona, que é uma das mais altas cachoeira de Garça e região e também um das primeiras que o Piramba MTB explorou há cerca de 10 anos atrás. Voltar lá é reviver as origens do Piramba, com muitas histórias e um rolê que é cara deste grupo.
O lugar é mais uma dádiva que a Garça maravilhosa recebeu da natureza, ela fica localizada na Fazenda Cascata e é de difícil acesso. Para chegar embaixo da cachoeira é preciso ter muita força de vontade, descer pelo pasto até o fundo do vale, depois, chega um momento em que para continuar é preciso seguir a pé e pelo curso do rio.
São muitas as pedras no caminho e antes de chegar na grande queda, as pedras vão ficando gigantes e bem mais difícil de passar. Mas como sempre tem uma bela recompensa depois, e acaba que vale realmente a pena. Tanto pelas as paisagens pelo caminho, como para contemplar a cachoeira, tomar banho nela e apreciar o seu envolto, que exibe um belo e imponente contraforte que se assemelha as falésia existentes no litoral.
Na volta a coisa aperta ainda mais, a bike sofre pirambeira a cima e o esforço exige bastante do sistema cardiorrespiratório. Ao final de cerca de 30 km de pedal, a quilometragem pouco tem a dizer em relação ao tamanho cansaço ao chegar em casa, parece que o corpo está todo moído por dentro.
O esforço de pedalar em si é o de menos, ainda que o terreno de pasto e sem estrada seja bem desgastantes, pois segura muito a bike. Porém, o que mais pesa mesmo, são os movimentos de andar no leito do rio desviando das pedras e dos buracos, de subir e descer as encostas, e de carregar a bike em alguns momentos. Isso faz com que sejamos obrigados a trabalhar músculo que normalmente apenas pedalando acaba por não trabalhar. Por esta razão, a sensação de estar quebrado ao final do pedal é maior do que se tivéssemos rodados 50 km de bike em um estradão.
Um Pedal com muito areião, vento contra e sol escaldante, mas também uma bela capela e lindas paisagens.
O pedal de Garça até a cidade de Guarantã-SP dá pouco mais de 50 km, mas este dia em específico foi extremamente desgastante, fazia muito mais de mês que não chovia uma gota, tempo muito seco, foram muitos os trechos de areião pesado, e um sol de rachar mamona, e para ajudar, tinha um vento contra muito forte, em alguns momentos até se assemelhava a uma tempestade de areia que chegava a ofuscar a visão.
O caminho percorrido foi da estrada de terra que passa pela Corredeira que é repleta de belas paisagens e que também leva até a cidade de Pirajuí, porém, para chegar ao nosso destino, antes de Pirajuí, é preciso pegar uma opção a esquerda quando aparece uma bifurcação.
Pouco depois, já é possível avistar de longe em meio ao canavial uma bela construção próximo a estrada de terra, e que vale a pena uma visita. Trata-se da linda Capela da Fazenda Coqueirão. A construção tem mais de 100 anos, e infelizmente os sinais de abandono estão por todas as partes, a ponto da raiz de uma árvore já ter desmanchado boa parte do piso de tacos de madeiras da entrada da edificação.
A história desta capela está intimamente ligada a estação ferroviária que foi inaugurada em 1912 em razão do desenvolvimento econômico da Fazenda Coqueirão, sinal de que a propriedade rural tinha muitos habitantes e movimentava bastante a economia local, na época baseada na cultura do Café.
Infelizmente esta fazenda que era gigantesca entrou em decadência com a crise econômica mundial de 1929 e depois com o café perdendo força na economia, e a situação piorou mais ainda em 1948, ano em que a estação ferroviária mudou de lugar. Assim, o café acabou dando lugar a cana-de-açúcar e o número de trabalhadores da Fazenda Coqueirão foi caindo drasticamente, bem como a sua importância para a economia local.
Rudi Arena
Capela da Fazenda Coqueirão
Localização 21° 57′ 49.35″ S 49° 33′ 39.04″ W Esta é uma das poucas construções que sobrou da Fazenda Coqueirão Guarantã – SP. Pouco se sabe da história desse lugar, cercada com um muro de placa, em volta de uma plantação de cana de açúcar, a capela sobrevive ao tempo mesmo abandonada. Diz a história que nesta fazenda foi inaugurada em 1912, uma estação ferroviária da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil com o nome de Cincinato Braga, havia ali um campo de futebol, um pequeno cinema, uma colônia de casas, a sede da fazenda, e até um cemitério, e também essa igreja. Ao lado ficava localizada uma avenida de terra, cercada de paineiras que ligava a fazenda ao na época distrito de Guarantã, pertencente ao município de Pirajuí. Dentro da igreja tem uma cruz de madeira com os dizeres ” Lembrança das Santas Missões” e a data 10/06/1945. Em 1948 esta estação era desativada devido ao novo trecho da estrada de ferro, que também passava em terras da Fazenda Coqueirão. No começo da década de 50 o café foi trocado pelo gado, não tendo a necessidade de tanta gente morando em fazendas, a própria Coqueirão chegou a ter mais de 4.000 alqueires de pasto, e gado trazido do Mato Grosso do Sul por vagões de trens. Atualmente essa fazenda não é assim tão grande, já foi invadida, dividida, surgindo um assentamento do MST, parte vendida, e hoje aparentemente o que sobrou arrendada para plantio de cana de açúcar.
Um bom vídeo para quem quer conhecer mais sobre a Capela:
Um pouquinho da História do Município de Guarantã-SP
Distrito criado com a denominação de Guarantã, por Lei Estadual nº 2025, de 27 de dezembro de 1924, no Município de Pirajuí.
Elevado à categoria de município com a denominação de Guarantã, por Decreto-lei Estadual no 14334, de 30 de novembro de 1944, desmembrado de Pirajuí e Garça.
Não é muito difícil avistar em quatis em Garça, na maioria das vezes estão a perambular na região dos trailers de lanches no Lago Artificial Prof. J. K. Williams, nas mais variadas horas do dia. Geralmente aparecem em bandos e passam a impressão de estarem sempre esfomeados a procura de restos de comidas que ficam nas lixeiras das lanchonetes.
No dia em que o vídeo foi gravado eu estava a pé e assim facilitou o registro deles, já que de carro é mais complicado de filmar a cena. Se eu tivesse um alimento na hora para o quati, acho que ele comeria da minha mão, não parecia se importar com a presença humana, e chegou a se aproximar bastante, e em nenhum momento demonstrou medo ou agressividade.
Como no fundo dos trailers fica a mata do Bosque Municipal, esses animais que ali vivem passaram a ver o lugar como uma fonte de alimento e por isso frequentemente estão por ali a conferir o que sobrou das refeições dos humanos para tentar encher a barriga.
O bom é que com isso eles dão o ar da graça para quem passa pelo Lago, seja a pé ou de carro, e assim podemos contemplar esses animais da família do Guaxinim, com seus focinhos compridos e com suas caudas longas e peludas em forma de anéis. Assim, os quatis deixam de ser mais um dos atrativos da cidade e também do Lago Artificial da cidade.
Rudi Arena
Conheça um pouco mais sobre esse interessante animal:
De maneira geral, o corpo do quati costuma apresentar coloração cinzento-amarelado, sendo a região ventral e as regiões laterais mais claras. O focinho é preto, alongado e sua ponta apresenta movimento que auxilia explorar, juntamente com os membros torácicos, ninhos, tocas e ocos de árvores. Pelo olfato, descobre pequenos vertebrados e invertebrados. As orelhas são curtas, com capacidade de apresentar pelos esbranquiçados, características que também podem estar presentes na face. Os pés e as mãos são pretos, como também os anéis presentes em sua cauda peluda. Vale ressaltar que varições podem existir, visto que depende da idade do animal e de sua variabilidade individual.
O Nasua nasua pode atingir 30,5 cm de altura e comprimento corpóreo entre 43-66 cm. Apresenta, em média, 4 kg de massa corporal (considerando quatis adultos e juvenis, de ambos os sexos), podendo atingir até 11 kg. Possui entre 22-69 cm de cauda e são capazes de reproduzirem uma ninhada por ano.São mamíferos com hábitos diurnos e, normalmente, dormem em árvores. O quati (Nasua nasua) se movimenta de formas diferentes: sobe em árvores com o auxílio das garras, corre pelo chão, pula/desce da árvore para o chão de frente ou de costas, andam de quatro patas e pulam de um tronco para outro.
Bandos
De modo geral, os quatis são conhecidos pelo fato das fêmeas viverem em bandos e os machos, que já se tornaram adultos, viverem solitários. Dessa forma, machos adultos são excluídos dos bandos em média no terceiro ano de vida. Normalmente, os bandos apresentam indivíduos juvenis, indivíduos que ainda não adquiriram características de animais adultos e fêmeas adultas. Esse bando, a partir do momento que se encontra em alerta, são capazes de emitirem trinados e fortes “tosses”.
Acasalamento
O acasalamento de Narica narica apresenta semelhança com um harém, em que um ou dois machos monopolizam a acessibilidade aos bandos. As fêmeas costumam escolher os machos que desejam copular e os machos, normalmente, são fiéis a um bando em particular na época de reprodução. As fêmeas costumam parir em ninhos localizados nas árvores.
Ressalta-se, portanto, que os machos só são acolhidos nos bandos no período de cópula, com duração média de um pouco menos que um mês.
Em Formosa, na Argentina, identificou-se preferências dos quatis por florestas em fase de regeneração e florestas baixas. Além disso, no Cerrado, houve afinidade com áreas abertas e, no Pantanal, houve rejeição a ambientes alagados (correlação negativa) e preferências pelas florestas (correlação positiva).
Dieta
Caracterizados como onívoros, a dieta dos quatis abrange, especialmente, insetos e larvas, além de artrópodes (quilópodes, aranha). Se alimentam também de uma grande diversidade de frutos e, às vezes, pequenos vertebrados. Os quatis podem variar de alimentação através da sazonalidade e podem incluir itens incomuns, como serpentes, crustáceos e peixes.
Em área com intensa utilização antrópica e com escassez de frutos e animais no solo, os quatis são observados alimentando-se de lixo. Há ocorrência da ingestão de resíduos não digeríveis descartados e alimentos processados. Nota-se, também, que a alimentação fornecida por visitantes em determinados parques interfere positivamente no hábito alimentar dos animais e modifica padrões comportamentais e de forrageio, visto que os quatis acabam se acostumando com um rota pré-determinada de alimentos em abundância.
Os quatis, oportunisticamente, se alimentam de mamíferos e realizam necrofagia.
Machos e fêmeas não possuem diferenças na alimentação, embora as fêmeas apresentem, teoricamente, uma dieta mais abrangente em proteínas e mais calórica – em relação aos frutos – que os machos.
Estado de conservação
Bastante apreciada como caça, a espécie não possui alta resistência a este tipo de interferência humana. Eventualmente, diversos registros de quatis atropelados são catalogados, fator preponderante na avaliação do estado de conservação da espécie no Rio Grande do Sul, com uma grande possibilidade de existir um impacto muito superior no total da população. Relata-se que, nos assentamentos no estado de Roraima, existem caçadores que sacrificam os animais com a finalidade de utilização do pênis como remédioafrodisíaco.
Apesar de constar na Lista Vermelha da Bahia por conta da ameaça ao seu estado de conservação, o quati (Nasua nasua), de acordo com o site IUCN RedList, apresenta, entre as noves possibilidades de classificação sobre o estado de conservação, o estágio LC, derivado do inglês, least concern, que significa, em português, “pouco preocupante”. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN é reconhecida como a abordagem global que possui maior abrangência e objetividade ao avaliar o estado de conservação de espécies de animais e plantas.
Por obra do acaso, a estadia da última viagem do Piramba acabou sendo em lugar espetacular, e muito pela beleza das montanhas da Serra da Mantiqueira ao redor da casa onde ficamos. Mas não só por isso, principalmente por ela ser muito diferente, não só a sua arquitetura que é o que mais chama a atenção a primeira vista, como dos móveis e utensílios presente no seu interior.
Assim, não poderia deixar de fazer este vídeo exclusivo dessa fantástica Casa Submarino que fica na zona rural de Campos do Jordão-SP. O imóvel é de uma arquitetura tão moderna que foi objeto de um artigo da Universidade de São Paulo (USP), e com base nesses estudos é que foi escrito o presente texto, mas com o interesse de ir além em algumas questões.
Neste Post, apresentamos imagens inéditas do mirante, também registramos fotos de objetos e ângulos da casa que o artigo da USP não abarcou. A proposta desta postagem é ir além da abordagem puramente arquitetônica, e registrar novas imagens e com mais detalhes desta casa que é para lá de diferenciada, um patrimônio histórico/arquitetônico, e de tão peculiar que é, deve ser preservado. Outra intenção deste texto, é também o de procurar reconstruir um pouco da história e perfil do grande autor dessa verdadeira obra de arte.
Passar quatro noites nessa casa foi uma experiência incrível e uma oportunidade única. Logo que cheguei ao local fiquei surpreso e maravilhado com a forma daquela casa de campo que logo remetia a um submarino. Campos do Jordão é famosa por ser o município mais frio do Estado de São Paulo, e esta casa fica ainda em um lugar bem mais alto do que a cidade, cercado de vegetação de montanhas, por isso além de muito belo o entorno, o frio que se faz ali é muito severo.
Teve uma noite que tivemos uma visita noturna e sorrateira de um morcego dentro da casa, mas não ficou muito tempo, logo se foi, não ficou muito a vontade conosco.
Para conhecer melhor a casa, um dia a noite, subimos uma escadaria antiga de madeira para conhecer o mirante. Aproveitamos a existência da lareira e o frio intenso para por fogo na lenha e assim esquentar a sala todas as noites. Na falta de TV, ficávamos conversando e muitas vezes, sobre as características dos móveis do lugar e sua qualidade, a antiguidade e a engenhosidade dos objetos, tudo isso chamava muito a nossa atenção.
Também ouvimos falar de que quem construiu a casa tinha sido um senhor considerado judeu que tinha receio de perseguição nazista e que o mirante e a localização remota da casa era um sinal de que esta poderia ser uma opção de refúgio em caso de alguma necessidade. E realmente, ainda hoje com todo o desenvolvimento e expansão urbana de Campos do Jordão, o local continua bem escondido entre as montanhas e vegetação características do município. Então é de se imaginar como seria no final dos anos 40 do século passado, há quase 80 anos atrás, devia ser um lugar ainda mais isolado, sem dúvidas, um ótimo esconderijo.
E também tem uma outra curiosidade, este engenheiro judeu construiu também outras duas edificações com mirantes. Parece que ele tinha uma certa fixação em poder ter uma boa visão dos arredores, só não sabemos se é simplesmente para apreciar a vista ou se havia ainda um outro interesse, como para fins de segurança, que serviria como espécie de guarita para ter melhor visão dos arredores.
As Referências a um Submarino
A chaminé da lareira é, literalmente, um mirante, como também o é a vela do submarino. Aberturas na forma de escotilhas, uma sequência de blocos de vidro que repetem ao mesmo ritmo e lembram pequenas aberturas dos submarinos, dutos que se assemelham à diversos periscópios e a relação do elemento vertical da lareira com a curvatura da elevação sul, reforçam a referência à linguagem formal dos submarinos nucleares da década de 1950.
Sobre a Casa Submarina
A casa Klabin foi construída, muito provavelmente, entre os anos de 1948 e 1956 Fica em uma área de 121.000 m², aproximadamente à 14 km do centro de Campos do Jordão e foi uma das primeiras casas construídas no Parque do Ferradura, um loteamento empreendido pela Companhia Imobiliária e Financeira – C.I.F., de Paulo Plínio da Silva Prado, nos anos 1940, que ainda é pouco ocupado e apresenta características bastante rurais.
Implantada seguindo orientação rigorosa norte-sul para as maiores elevações, no pico mais alto do terreno, a casa se assenta em uma área aplanada, de forma aproximada de uma elipse. É certo que se destaca em relação a paisagem, às outras pequenas construções do entorno, entretanto, a vegetação densa e alta que margeia o terreno junto à estrada a isola, esconde e protege.
A casa apresenta certa figuratividade. Faz alusão ora ao submarino, a partir da elevação sul, ora ao transatlântico, com a sinuosidade dos planos de fechamento da cobertura de acentuada inclinação. Reforça estas referências o volume vertical da chaminé da lareira, que além de concentrar parte da infraestrutura de calefação (lareira, caldeira e aquecedor), também comporta um mirante, cujo acesso se dá através de uma escada-alçapão, engenhosamente construída.
Imagens da Chaminé Mirante
Móveis Racionalistas e Engenhosos
Nos móveis concebido por E. Klabin, é importante destacar não só a presença de um design bastante elaborado, como de alta qualidade na execução e do material utilizado. Chama atenção não só conjuntos e peças sobre rodízios, os objetos articulados, modulados, que expandem e retraem, como o grande cubo-adega ou os pequenos armários-cubo da cozinha, mas principalmente aqueles que estão imbricados às paredes, portas e janelas.
Interessante pensar que a flexibilização que pressupõe, ou mesmo a racionalização do uso dos espaços que possibilitam, estaria fortemente associado a uma ideia de máximo aproveitamento do espaço, o que parece não ser necessário no contexto em questão. Armários embutidos em nichos ou junto às paredes, ou mesmo formando divisória entre ambientes, foram exaustivamente explorados no contexto do modernismo dos anos 1920 e 1930, quando a pauta era a discussão da habitação mínima urbana. Seriam eles aqui, artifícios que dotaria a casa de certo ar de modernidade? Ou seriam também apenas “experimentos” como talvez o fossem os dispositivos como o brise móvel, ou mesmo a parede-abertura articulada?
A parte interior da casa sugere certo rigor, certo apego a procedimentos que remetem a princípios funcionais, racionalistas, de flexibilidade. O exterior, ainda que apresente um jogo volumétrico marcante e conciso, recorre, como procedimento, à disposição de uma diversidade de elementos com um apelo figurativo, prioriza certo tratamento “fachadista”, que lhe imprime uma atmosfera fake, estranha, por vezes provocativa, bem mais próxima de uma outra vanguarda, literalmente, pós-moderna. O que parece claro, é que, independentemente do processo projetual de E. Klabin ser convencional ou não, de ser referendado por uma formação formalista, sua prática estava imbuída da noção da “construção como todo”, da premissa de que o design integra a obra nas suas diferentes escalas, assim como pensavam alguns notórios que foram seus contemporâneos. Talvez seja exatamente aqui que o modernismo em arquitetura se materialize na casa de Campos do Jordão. “
Técnicas Utilizadas na Casa
Sugere certo apego a procedimentos e princípios racionalistas. Se, por um lado, o caráter plástico formal da casa chama atenção, seu autor também se destaca. Irmão de Mina Kablin e cunhado de Gregori Warchavchik, esteve em contato direto com um contexto de efervescência cultural, especialmente ligado a arquitetura modernista no Brasil de meados dos anos 1920 e 1930, além de ser um empreendedor do setor imobiliário que se mantinha próximo ao canteiro de obras.
Na obra única, isolada e declaradamente autoral, para deleite doméstico, explorações e inquietações parecem poder florescer, entrar em ação, assim como certo descompromisso com regras e princípios previamente estabelecidos e demarcados. Pode-se ser ambíguo, ousado, pode-se brincar. Sem necessidade de legitimação, sem querer ser exemplar, emblemático. Ou mesmo precisar seguir legislação e códigos de posturas. A casa, que se situa longe da cidade, que está alheia à exposição urbana, está também livre dos juízos de qualquer natureza. Seu autor tem também, como talvez desejado, garantido o anonimato.
Porta Armário
Emmanuel Klabin, Um Rico Ermitão?
O autor do projeto e primeiro proprietário da casa localizada no Parque do Ferradura, em Campos do Jordão, foi Emmanuel Klabin , Nascido em 1902 e falecido em 1985, foi o filho mais novo do industrial, imigrante lituano de origem judaica, Maurício Freeman Klabin e de Berta Osband Klabin. Era irmão de Jenny Klabin, casada com o pintor Lasar Segall, e Mina Klabin, casada com o arquiteto Gregori Ilitch Warchavchik e de Luísa Klabin, casada com médico Ludwig Lorch (VALADARES, 2011).
Sabe-se que Emmanuel Klabin teria estudado engenharia elétrica, primeiro na Escola Polytechnica de São Paulo (instalada em 1894), depois em Edimburgo, na Escócia. Com o falecimento do pai, em 1923, Emmanuel Klabin, ainda muito jovem, passa a assumir parte da administração dos bens da família, que incluíam vastas porções de terras em vários bairros da cidade de São Paulo, e ainda, alguns dos recursos provenientes de indenização recebida com a saída da família da empresa Klabin Irmãos & Cia. (KIC), fundada pelo pai em 1899.
E. Klabin era avesso às relações familiares, cultivava poucas amizades, mantinha-se, de certa forma, isolado, o que levou alguns entrevistados a descrevê-lo como ermitão. Ainda que seja demasiado arriscado incorrer em imprecisões, é marcante as descrições quanto ao distanciamento que estabelecia, deliberadamente, da sua família, mesmo tendo tantos negócios em comum.
Possível Elo com o Modernismo
Não se sabe se será possível recuperar as circunstâncias em que esse distanciamento foi estabelecido, e de que forma, mas ele justamente contradiz uma das proposições primeiras que se elaborou quando se visitou pela primeira vez a casa Klabin em Campos do Jordão: a de que ela teria sido concebida sobre a influências de princípios modernistas em função da relação entre a família Klabin e o arquiteto G. Warchavchik. Lira (2007, pg. 145), um dos principais estudiosos sobre este arquiteto, apresenta-o como “elo fundamental entre arquitetura e modernismo no Brasil”, elo corroborado pela historiografia em maior ou menor grau, com matizes diferentes, como se sabe.
Entretanto relatos parecem delinear uma personalidade ímpar, não só avessa às formalidades, mas provocadora em certos momentos e que fazia questão de manter distância dos círculos em que atuavam suas irmãs e seus já notórios cunhados, G. Warchavchik e L. Segall. No trabalho de Forte (2008) o nome de E. Klabin figura como um dos membros da SPAM Sociedade Pró-Arte Moderna, uma agremiação idealizada e dirigida por L. Segall entre os primeiros anos da década de 1930, formada por artistas e intelectuais de elite, “num processo de continuidade aos procedimentos da Semana de 1922” (FORTE, 2008, p.10).
Ainda que elencado como membro desse grupo na categoria “Amigos das Artes”, fica a dúvida se ele realmente participou das atividades do grupo. Ou se tratou de mais uma prerrogativa das atividades “obrigatórias” relacionadas à atuação da família, seja em âmbito social, jurídico-legal, ou ainda, no plano dos negócios, em que seu nome aparecia sem que ele, necessariamente, estivesse, de fato, envolvido com as ações em questão. Exemplo disso pode ser ilustrado pelas atuações como representante legal dos herdeiros de Maurício Klabin nos processos protocolados junto à prefeitura para a obtenção de Alvará de Construção, apresentados por Invamoto (2012). Em 1927, ele assinou os pedidos iniciais de dois projetos de G. Warchavchik, a serem construídos em terrenos dos Klabin: o da famosa casa da Rua Santa Cruz7 , na mesma Vila Mariana, e do conjunto de casas Barão de Jaguara, na Moóca.
“A título de curiosidade há inclusive uma carta que documenta a queixa de Emmanuel Klabin de que sempre ficava com os piores terrenos, de maior declividade só porque era engenheiro” (INVAMOTO, 2012, p. 224).
Se esses relatos atestam a proximidade entre E. Klabin com os membros da família. Construída em 1928 para ser residência do próprio arquiteto e de sua esposa, essa casa é, segundo Lira (2007, pg. 164), “considerada a primeira obra brasileira de arquitetura moderna, salão modernista dos mais importantes da cidade” que eram protagonistas e ativistas em um “momento construtivo mais amplo na história cultural no modernismo brasileiro” (LIRA, 2007, pg. 145), ao mesmo tempo, não atestam sobre o caráter dessa proximidade.
O que parece importante destacar aqui é que, ainda que avesso a sociabilidades, e aparentemente se mostrando alheio e pouco engajado com as “questões modernas”, especialmente voltadas a arte, arquitetura e construção, E. Klabin esteve em contato direto com contexto de efervescência cultural que estava à sua volta, seja no círculo familiar, seja no circuito da elite local à qual pertencia. Parece inegável que tenha tido, especialmente quando jovem adulto, no Brasil e exterior, contato com intelectuais e artistas, pessoas que “emprestaram seus espíritos irrequietos à busca de superação de paradigmas, atentos ao que se passava em áreas, países e culturas distintos dos seus, dispostos a colocar seu trabalho em prol da redefinição de linguagens e de referenciais.
Entretanto, ao que tudo indica, esse contato parece ter reverberado apenas em numa instância de prática privada, e para ser apropriada de forma esporádica, como nas casas de campo. Sua “produção rentista”, urbana, anônima até então, passou despercebida ao lado do conjunto dos empreendimentos habitacionais patrocinados pela iniciativa privada.
Na obra única, isolada e declaradamente autoral, para deleite doméstico, explorações e inquietações parecem poder florescer, entrar em ação, assim como certo descompromisso com regras e princípios previamente estabelecidos e demarcados. Pode-se ser ambíguo, ousado, pode-se brincar. Sem necessidade de legitimação, sem querer ser exemplar, emblemático. Ou mesmo precisar seguir legislação e códigos de posturas. A casa, que se situa longe da cidade, que está alheia à exposição urbana, está também livre dos juízos de qualquer natureza. Seu autor tem também, como talvez desejado, garantido o anonimato.
O contato com fluxos e redes de atores envolvidos com a modernização nos anos 1920 e 1930, com um circuito cultural atualizado, de renovação em amplo sentido, teria de certa forma condicionado, determinado, modelado o projeto da casa de Campos do Jordão, realizada vinte anos mais tarde? Os estudos em engenharia, as atividades de empreendedor realizadas tão proximamente aos canteiros de obras, teriam influenciado as “engenhosidades” curiosas, com caráter de maquinaria, da casa de Campos de Jordão, apresentadas abaixo? Quais ressonâncias da cultura arquitetônica teriam influenciado E. Klabin? Embora ainda seja difícil sugerir qualquer aproximação, a indagação primeira permanece: a casa é demasiado referenciada para ser fruto apenas do possível gênio inventivo do seu autor.
O Anonimato da Casa? Poderia ser Emanuel Klabin um Judeu discreto com Medo do Partido Nazista do Brasil?
Também ouvimos através do pessoal que cuidou do inventário da Casa Submarino que quem construiu a casa tinha sido um judeu que tinha medo de perseguição nazista e que o mirante para não ser pego de surpresa e a localização remota da casa, pode ser um sinal de que gostaria de ter uma opção de refúgio em algum caso em que se fizesse necessário. E realmente, ainda hoje com todo o desenvolvimento e expansão urbana de Campos do Jordão, o local continua bem escondido entre as montanhas e vegetação características do município. Então é de se imaginar como seria no final dos anos 40 do século passado, há quase 80 anos atrás devia ser um lugar muito mais escondido ainda, um ótimo esconderijo se preciso fosse.
E tem uma outra curiosidade, este engenheiro judeu construiu outras duas edificações com mirantes, ele tinha uma certa fixação em poder ter uma boa visão dos arredores, só não sabemos se é simplesmente para apreciar a vista ou se havia também outro interesse ou também por segurança, ou quem saiba os dois.
E que também existiu uma outra casa de campo projetada e construída por E. Klabin nos arredores de São Paulo, próxima à Rodovia Anchieta, na qual também seria destaque uma torre-mirante, que abrigaria uma caixa-d’água e uma adega. Segundo Mauris I. K. Warchavchik (2016), o tio construiu essa grande torre porque “ele queria ver o mar”. A sua própria casa da Vila Mariana, localizada na esquina das ruas Tirso Martins e Capitão Rosendo, parece que também foi construída seguindo suas orientações, e possuía alguns dispositivos da mesma natureza aos apresentados abaixo, na casa de Campos do Jordão.
Uma Informação interessante que muitos não sabem, é que foi o Brasil que abrigou o segundo maior partido nazista do mundo depois da Alemanha com mais 100 mil membros e espalhados em 17 estados da federação. Se o boato é verdadeiro, realmente pela época e circunstância, poderia sim existir bons motivos para ter um esconderijo.
A verdade é que muito pouca coisa se sabe sobre o assunto para poder responder afirmativamente, na ausência de provas seria leviano dizer que Emanuel Klabin tinha receio de ser perseguido por nazistas no Brasil. Mas, como já tivemos o maior partido nazista fora da Alemanha , e onde há fumaça, pode realmente ter fogo nessa história, pois se tiver consciência do contexto político e social da época nas décadas de 40 e 50 do século XX e especialmente no Vale do Paraíba, não seria de estranhar de um rico judeu, sabendo que existia muitos adeptos da ideologia nazista no Brasil, seria justificado um possível medo que fosse descoberta a sua origem, e assim sofresse as consequência em caso de ascensão do partido nazista no país.
REFERÊNCIAS DO ARTIGO: “Imagens de certa modernidade: a Casa Klabin em Campos de Jordão, uma instância de experimentações arquitetônicas”
BIAGIONI, Benedita Costa. Benedita Costa Biagioni: entrevista concedida [mai. 2016]. Entrevistador: Denise Mônaco dos Santos. Registro sonoro 00:46:44.
BONDUKI, Nabil G. Origens da habitação social no Brasil: arquitetura moderna, lei do inquilinato e difusão da casa própria. 5.ed. São Paulo: Estação Liberdade, FAPESP, 2011.
DOMINGUES, José Antônio. José Antônio Domingues: entrevista concedida [jun. 2016]. Entrevistador: Denise Mônaco dos Santos. Registro sonoro 00:45:31.
FORTE, Graziela N. CAM e SPAM: arte, política e sociabilidade na São Paulo moderna, do início dos anos 1930. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
INVAMOTO, Denise. Futuro pretérito: historiografia e preservação na obra de Gregori Warchavchik. Dissertação (Mestrado em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
LARA, Fernão L. G. de. Modernização e desenvolvimentismo: formação das primeiras favelas de São Paulo e a favela do Vergueiro. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
LIRA, José T. C. de. Ruptura e construção. Gregori Warchavchik, 1917-1927. Novos Estudos, São Paulo, Cebrap, n. 78, jul. 2007, p. 145-167.
MARTINS, Carlos Alberto Ferreira (Org.). Gregori Warchavchik. Arquitetura do século XX e outros escritos. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
SALLA, Natália M. Produzir para construir: a indústria cerâmica paulistana no período da Primeira República (1889-1930). Dissertação (Mestrado em História Econômica) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.
VALADARES, Paulo. Lafer-Klabin de Poselvja: empreendedores e intelectuais brasileiros. Boletim Histórico do Arquivo Judaico Brasileiro, São Paulo, v.48, p. 36-40, out 2011.
WARCHAVCHIK, Mauris Ilia Klabin. Mauris Ilia Klabin Warchavchik: Entrevista concedida [mai. 2016]. Entrevistador: Denise Mônaco dos Santos. Registro sonoro 00:32:20.
História: A Vinda de Maurício Klabin e Família para o Brasil
Moishe Elkana nasceu na aldeia de Pazelva, parte da localidade de Želva, na atual Lituânia, à época parte do Império Russo, onde nasceu em 1860 e viveu até os 25 anos. Não se sabe com que dinheiro Moishe Elkana comprou terras na Rússia, pelo menos um pedaço de terra, o que era proibido. Por decreto do tsar Alexandre III, judeus não podiam ser donos de terras. Denunciado pelo sujeito de quem a comprou, lançou-se numa fuga desenfreada, percorrendo hora de carroça e hora apé Polônia e Alemanha até chegar, de navio, à Inglaterra.[2]
Quando soube, dois anos depois, que um imperador estava oferecendo terras de graça num país a milhares de quilômetros de distância do qual nunca tinha ouvido falar, viu aí a sua oportunidade.[2]
Em 1889, então renomeado Maurício Freeman Klabin chega ao Brasil, desembarcando no Porto de Santos e depois subindo a serra para a cidade de São Paulo. Conseguiu então um emprego numa pequena tipografia de um casal idoso, sem filhos, que fazia livros em branco para o comércio. Em pouco tempo, com um português razoável, passou a representar a gráfica pelo interior do estado de São Paulo, quando assumiu de vez a gráfica que lhe fora ofertada. Apesar de pouco capital, empenhou-se para honrar os compromissos e em 1890 tornou-se proprietário da própria empresa, berço de uma holding conhecida no mundo todo, 100 anos depois de sua fundação.[2]
Já com 35 anos, os negócios estavam bem prósperos e foi então que ele pediu para vir da Lituânia seus pais, Leon Klabin e Sara, a irmã, Nessel, e uma jovem de 27 anos, Bertha Osband, sua noiva. Mais tarde chamou o tio, Zelman Lafer com o filho Miguel Lafer (pai de Horácio Lafer) e, dos Estados Unidos, seus irmãos Salomão, Hessel e Luiz Klabin. Nessa época, vieram também para o Brasil mais os primos Wolff Kadischevitz Klabin, Max, Lazar e Henrique, filhos de Fanny, irmã de Leon, seu pai.[2]
Fundação da Klabin Irmãos & Cia
Em 1º de fevereiro de 1899, dez anos depois da chegada de Maurício, ele e os irmãos Salomão e Hessel e mais o seu cunhado Miguel Lafer fundaram a empresa Klabin Irmãos & Cia. – KIC, que incorporou a antiga tipografia, um novo negócio para importação de artigos de escritório e um depósito próximo à Avenida Tiradentes, no maior centro econômico e financeiro do país, São Paulo. Nascia ali o Grupo KLABIN.
Em 1934, com apoio de um financiamento do governo, o grupo adquiriu a Fazenda Monte Alegre, região que na época pertencia ao município de Tibagi, hoje Telêmaco Borba, no interior do Paraná, construindo o maior complexo industrial papeleiro da América Latina.[4]
Em um dia quente de inverno, os pirambeiros de plantão resolveram fazer um pedal com a cara do Piramba MTB, e ainda contamos com a presença do grande ciclista do município de Garça-SP, o Anderson, mais conhecido como Nino, não se trata do famoso ciclista suiço Nino Schuter, mas também pedala muito.
O destino foi pedalar dentro da grande floresta de eucaliptos pertencente a empresa Duratex e cuja fazenda fica entre os municípios de Garça e Gália-SP, relativamente próximo das margens da Rodovia SP-294. O lugar também é conhecido como “Perdidos”, uma vez que é muito fácil se perder por ali em meio a um mar de eucaliptos e os diversos caminhos e trilhas disponíveis no local.
Também já ocorreu ali um sério ataque de abelhas, com direito a bombeiros, amigos de bike separados das bikes e uns dos outros na correria, muitas picadas e hospital no final, para você perceber que nem tudo são são flores e sempre existe um perigo ali e aqui, quando se menos espera.
Apesar de muitos já terem ficado desorientados no lugar, desta vez não tivemos este tipo de problema, como também passamos longe das abelhas. O único problema que enfrentamos com sucesso foi a quebra de corrente de um dos pirambeiros que logo foi consertada, de resto, foi só alegria, belas paisagens, suor e adrenalina.