O Desafio 6 Horas do Piramba MTB Foi Top Demais!!!

O Primeiro Evento Organizado pelo Piramba MTB

Dia 05/12/2020 foi realizado o primeiro evento organizado pelo Piramba MTB, foi o Desafio 6 Horas, trata-se de uma prova em que cada equipe precisava manter algum integrante pedalando por 6 horas seguidas, e a equipe vencedora seria a que conseguisse fazer o maior número de voltas. Entretanto, o objetivo maior não era a competição em si, esta foi apenas um detalhe ou um pretexto para algo maior.

Muito Além de Uma Competição

Ficou acertado de que toda a contribuição vinda das inscrições seriam revertidas integralmente para a ação social planejada pelo Piramba MTB, que seria a entrega no final do ano de brinquedos para crianças da zona rural de Garça e adjacências, em especial por onde passamos de bike. Isso foi possível já que conseguimos valorosos patrocínios que custearam as despesas para a realização do evento. E a escolha de presentear essas crianças não foi por serem carentes, mas sim porque muitas vezes o poder público não as alcança e também pelo fato de elas ficam mais distantes dos lazeres e das diversões que a cidade as vezes proporciona. Assim, essa foi uma forma que o nosso grupo achou para retribuir o acolhimento que recebemos por onde a gente passa de bike, e tentar levar um pouco de alegria para essa criançada nesse ano tão difícil marcado pela pandemia e seus efeitos adversos.

Um Teste

Outro objetivo do Piramba MTB nessa empreitada foi o de organizar esse evento como uma espécie de teste, com número reduzido de participantes, foi um evento fechado, pois era preciso ir com calma, colher os possíveis erros de primeira viagem para corrigir e quem sabe em um futuro breve fazer um evento de maior porte e abir para um público mais amplo.

O Dia Foi Uma Grande Confraternização

Durante toda as 6 horas do Desafio o clima foi de confraternização e de estímulo ao esporte, a parceria e camaradagem entres os ciclistas saltava aos olhos. A ideia sempre propiciar um dia diferente tanto para quem participou da prova como para seus familiares, filhos e amigos, por esta razão, foram contratadas atrações para crianças e assim foi criado um clima mais familiar possível.

Objetivos Atingidos

E não é que todos os objetivos foram atingidos com sucesso, é claro que uma ou outra pequena falha pontual sempre existe, mas nada que tenha tirado o humor de ninguém ou o brilho do evento como um todo. Já que além da prova, também fazia parte do evento e da inscrição um almoço de primeira e com direito a muito rock and roll. Conseguimos o que era o nosso sonho de consumo para fechar esse dia que planejamos para ser tão especial, ter a Banda Phoma tocando ao vivo e ainda sem cobrar cachê, banda essa que todos nós do Piramba somos fãs de longa data, isso foi sensacional.

Uma Pista Bruta e Repleta de Encantos

Tudo estava muito bom, durante a prova São Pedro até ameaçou de virar o tempo, mas ficou só na ameaça, e a prova transcorreu sem maiores problemas, teve sim um ou outro tombo na pista que tem lá seus perigos, mas nada muito sério, faz parte do universo mountain bike e é natural que ocorra, ainda mais em uma pista técnica onde aconteceu o Desafio. Aliás, falando na pista, trata-se de um lugar espetacular para os amantes do mountain bike, em meio a uma bela floresta de mogno africano, com direito a rampas, single track, entre outros atrativos. O percurso tem curvas acentuadas que exige bastante do ciclista, bem como fortes subidas e descida brutas. O trajeto ainda passa por uma represa, ladeia o curso de um rio que inclusive tem uma bela cachoeira ali mesmo, passa pela mata ciliar, mas apesar de ter bastante sombra, a pista não dá refresco, uma única volta nela em clima de competição já acaba com o cidadão. Por isso, parabéns para todas as meninas que encaram esse desafio e fizeram bonito, inclusive pedalaram mais que muitos barbados, o que é muito legal de se ver. Depois de 6h horas de extenuante pedal, o desafio chegou ao fim, aí então era só curtir a festa, nada mais merecido.

Um Trabalho a Muitas Mãos

A confraternização começou com um almoço regado e muito saboroso. Em seguida veio a banda Phoma para selar esse evento que ficará marcado na memória de quem participou e que demonstra a força que o Piramba MTB teve para tirar as idéias da cabeça e fazer tudo virar realidade. Mas é claro que isso só foi possível em razão de muitas mãos que trabalharam duro para que esse projeto saísse do papel, bem como dos patrocinadores que também foram super importantes para a realização do evento esportivo e também para ação social planejada. Assim, nossos sinceros agradecimentos à PPA, Stokers, Made in Cuspi, Henlau, Refrigerantes São José, GID adesivos, Ecodecor, Ecooar e Farinha Deusa.

Também foi de suma importância os convidados que aceitaram participar dessa prova do Piramba MTB e que deram o sangue, pois todos tiveram que suar bastante, o desafio não foi nada fácil. E quem sabe esse foi apenas o primeiro de muitos eventos que ainda virão, já vimos que é possível ir além, e agora não tem mais como parar esse bonde, ninguém mais segura o Piramba MTB.

Rudi Arena

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De Volta as Raízes, De Volta a Cascatona

Depois de um bom tempo sem ir até Cascatona, que é uma das mais altas cachoeira de Garça e região e também um das primeiras que o Piramba MTB explorou há cerca de 10 anos atrás. Voltar lá é reviver as origens do Piramba, com muitas histórias e um rolê que é cara deste grupo.

O lugar é mais uma dádiva que a Garça maravilhosa recebeu da  natureza, ela  fica localizada na Fazenda Cascata e é de difícil acesso. Para chegar embaixo da cachoeira é preciso ter muita força de vontade, descer pelo pasto até o fundo do vale, depois, chega um momento em que para continuar é preciso seguir a pé e pelo curso do rio.

São muitas as pedras no caminho e antes de chegar na grande queda, as pedras vão ficando gigantes e bem mais difícil de passar.  Mas como sempre tem uma bela recompensa depois, e acaba que vale realmente a pena. Tanto pelas as paisagens pelo caminho,  como para contemplar a cachoeira, tomar banho nela e apreciar o seu envolto, que exibe um belo e imponente contraforte que se assemelha as falésia existentes no litoral.

Na volta a coisa aperta ainda mais, a bike sofre pirambeira a cima e o esforço exige bastante do sistema cardiorrespiratório. Ao final de cerca de 30 km de pedal, a quilometragem pouco tem a dizer em relação ao tamanho cansaço ao chegar em casa, parece que o corpo está todo moído por dentro.

O esforço de pedalar em si é o de menos, ainda que o terreno de pasto e sem estrada seja bem desgastantes, pois segura muito a bike. Porém, o que mais pesa mesmo, são os movimentos de andar no leito do rio desviando das pedras e dos buracos, de subir e descer as encostas, e de carregar a bike em alguns momentos. Isso faz com que sejamos obrigados a trabalhar músculo que normalmente apenas pedalando acaba por não trabalhar. Por esta razão, a sensação de estar quebrado ao final do pedal é maior do que se tivéssemos rodados 50 km de bike em um estradão.

Rudi Arena

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Um Espetáculo de Biguás na Represa da Fazenda Igurê – Garça/SP

Em uma trilha recente de Mountain Bike  passamos por uma das belas represas da Fazenda Igurê em Garça-SP, foi então que eu e um amigo nos deparamos com uma cena que chamou a nossa atenção. Era uma grande reunião de biguás como nunca tinha visto na minha vida, eram dezenas deles, uns nadavam, outros em terra firme pareciam se secar, e muitos ainda voavam, um verdadeiro show para quem aprecia a fauna brasileira. Eu sabia que chamava-se biguá, mas achava que era um tipo de pato silvestre, mas estava enganado, embora parecido com os patos, não são patos.

Diferentemente destes, os biguás encharcam suas penas para ficar mais pesado e ajudar a mergulhar fundo, como é hábito desta espécie. Já os patos possuem uma artimanha para não se molhar, isso o ajuda a boiar na água com mais facilidade, pois eles possuem uma glândula em suas caudas que produzem um óleo que cobre suas penas e assim as tornam impermeáveis. No entanto, ambos animais, andam, voam e nadam com certa eficiência, o que é raro na natureza. É preciso reconhecer suas habilidades. Nós humanos quando muito andamos e nadamos bem. Sim, existem até alguns que tentam voar, mas não com o mesmo êxito das aves. Sem dúvidas, estamos muito longe dos patos ou do biguá nesta questão.

Como podem perceber, os patos preferem a superfície das águas, e os biguás já são ótimos mergulhadores. Também os patos se alimentam preferencialmente de fontes vegetais e pequenos seres vivos, e por outro lado as aves mergulhadoras tem como base de sua dieta animais vivos. Existe uma certa confusão no Brasil entre os Biguás e o pato mergulhão, só que este é muito raro, pois é sensível as alterações climáticas e ambientais e por isso está ameaçado de extinção.

A vasta Fazenda Igurê cujas suas extensas terras estendem aos municípios de Garça e Gália possui muitas represas, aproximadamente quatro em suas proximidades,  e em uma delas em especial a que é mostrada no vídeo, é muito comum ver capivaras, foram muitas as ocorrências, de dia e de noite. Mas desta vez, foram os biguás que deram o ar da graça, mas não foram só eles. Na mesma cena ainda tinha dois gaviões carcarás em a beira da represa, e uma garça branca mais ao fundo, o que  demonstra a diversidade do ecossistema local que é propício para o desenvolvimento dos animais. Além da água, são muitos os bichos por ali, como peixes, aves e mamíferos diversos. Isso denota a riqueza da fauna que existe a nossa volta, e também a possibilidade de existir animais que estão no topo da cadeia alimentar da mata atlântica, uma vez que tem comida para os grandes felinos.

Rudi Arena

O Biguá

O biguá (Nannopterum brasilianus) é uma ave suliforme, parente do pelicano e da família Phalacrocoracidae.

Ave aquática, mergulha em busca de peixes e permanece um bom tempo debaixo d’água, indo aparecer de novo bem lá na frente, mostrando apenas o pescoço para fora d’água. Para facilitar seus mergulhos, suas penas ficam completamente encharcadas, eliminando o ar que fica entre elas. Para secá-las é comum vê-lo pousado com as asas abertas ao vento. Quase sempre visto em grandes bandos voando próximo d’água, em formação em “V”. Quando voa se assemelha a patos, sendo às vezes considerado como tal, equivocadamente.

Alimenta-se de peixes e crustáceos. Para capturar sua presa, mergulha a partir da superfície da água e, submerso, persegue-a. Os pés e o bico possuem função primordial na perseguição e captura. Um exímio mergulhador, não se contenta com os peixes da superfície. Mergulha mar abaixo e em meio a ziguezagues e viravoltas, conseguindo capturar sua presa. Come também girinos, sapos, rãs e insetos aquáticos.

Sua distribuição geográfica estende-se do sudeste do Arizona (EUA) até a América do Sul.

Fora da época de reprodução, é geralmente solitário. Vive até os 12 anos em estado selvagem.

 

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Pôr do Sol Mágico na Represa da Igurê

Este dia foi de um ótimo pedal de 43 km com e sempre pelo asfalto, começou pela descida de Jafa em direção à estrada de terra 09 de Julho, na bifurcação optamos por voltar em direção a Garça para cruzarmos a estrada de asfalto da antiga hípica em direção ao Saltinho. De lá, atravessamos a mata da Fazenda Igurê e para finalizar o pedal passando pela represa já próxima a rodovia SP-294, foi então que a natureza deu um inesperado show a parte, pra fecharmos com chave de ouro o dia.

Foi realmente incrível e indescritível a beleza do pôr do sol refletindo na água da represa, algo que nunca tinha visto nessa intensidade de cor e beleza, o céu avermelhado refletia na água como um espelho e parecia formar uma coisa só, como se água fosse extensão do céu ou vice versa, e água parecia tão vermelha que parecia até cena de ficção científica, mas não, nada de filtros ou efeitos especiais sobre a foto, como teve pessoa que chegou até a suspeitar. Realmente foi uma cena belíssima e de colorido mil, e por isso achei por bem compartilhar, segue algumas outras fotos tiradas do mesmo pôr do sol, mas tiradas em momentos diferentes, para quem quiser fazer uma investigação mais aprofundada, caso ainda exista alguma dúvida.

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