Trilha das Represas – Igurê

A Fazenda Igurê e suas adjacências, sempre foram um prato cheio para os praticantes de mountain bike de Garça e região, a propriedade rural é grande, repleta de caminho e possibilidades. Não existe só a trilha da mata, do terreirão, ou da antiga porteira ferro, tem muito mais. Neste pedal, seguimos para o limite da fazenda sentido Bauru, pelo caminho a margem da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, até chegar a uma placa das famosas sedas de Gália-SP, daí então é preciso pegar uma carreador ou rua de café à esquerda e após descidas abruptas, chega-se em uma represa distante de tudo. Próxima ao território da Igurê, mas não necessariamente pertencente a ela acredito.

Na realidade, trata-se de um pesqueiro fantasma, com duas lagoas secas e o que sobrou de uma edificação, inclusive ali existe um pesado cofre abandonado, que vai saber a quem pertence. Porém, por outro lado brota peixes e vai saber mais o que da represa que persiste ali, é comum achar alguém pescando.

A volta deste pedal passa ainda por outra represa e poderia passar por mais, tão fecunda de águas é a Fazenda Igurê, que é uma mãe para todos os amantes de mountain bike de nossa querida cidade de Garça-SP, por suas vastas terras, com mata atlântica preservada, cachoeira, diversas represas, agradáveis descidas, muitas trilhas entre cafés, eucaliptos e seringueira, também é próxima a cidade e a entrada pode até não ser permitida oficialmente, mas ao menos é bem tolerada.

Rudi Arena

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Que Espécie de Aranha É Esta?

Ao voltar pela Estrada da Bomba (Adutora B1) de uma trilha em que a ida foi pela Cachoeira da União (Atrás da Mata do Bosque), nos deparamos com uma aranha chamou bastante a nossa atenção, pois era grande, robusta e até então nunca vista por nós. Ficamos olhando-a e ela se mostrou imóvel o tempo todo, chegamos a pensar que estaria morta, mas não, estava é assustada com a nossa presença que a impediu de seguir seu caminho, porém, logo deixamos de importuná-la para que pudesse retomar sua estrada.

Nestes pedais pirambeira afora, já encontramos diversas espécies de aranhas, algumas grandes, em geral próximas as cachoeiras, mas um pouco menor do esta. Uma exceção foi a aranha caranguejeira encontrada na entrada da mata da cachoeira da Igurê, mas que infelizmente não foi possível fazer um registro dela naquele momento.

Desta vez, o que me intrigou nesta aranha é que mesmo após uma pesquisa na internet, não consegui identificar que espécie de aranha seria esta. Quem sabe seja a temida e venenosa aranha armadeira? De uma coisa eu sei, ela parece não ser do tipo de fazer teia, mas sim de caçar andando pelo chão, além de ser bem estranha e impor respeito.

Rudi Arena

Trilha das Águas com Chuva

Um pedal que percorre a fazenda de cultivo de eucalipto pertencente a empresa Duratex, esta localizada entre os municípios de Garça e Gália, mas pertencente ao último. Neste dia uma forte chuva nos pegou de surpresa, o que só fez aumentar o espírito de mountain bike na veia. É uma trilha sempre bem legal de se fazer, pois percorre diversos tipos de terrenos, passa por represas, por um rio, e a forte chuva que nos atingiu veio pra lavar a alma e deixar o pedal ainda mais divertido. As bikes é claro, precisaram de uma boa lavada e até de uma revisão, mas isso perto do prazer ela proporcionou não foi nada.

Rudi Arena

Capote na Descida

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O que esta descida tem íngreme, tem também de perigosa. Infelizmente, neste dia um amigo de pedal caiu da bicicleta, e como a bike pega velocidade fácil, uma queda nestas condições pode trazer sérias consequências. Embora o tombo tenha sido forte, pois ele bateu a cabeça e rolou por diversas vezes ladeira abaixo, graças a utilização do capacete, ele se machucou mas evitou um mal maior. Por isso, é sempre bom reiterar a necessidade de usar-se o capacete, pois nunca se sabe quando iremos tomar um tombo, basta andar de bicicleta que sempre existirá um risco, por menor que ele seja.

Rudi Arena

3º Dia na Estrada Real – Cunha-SP à Paraty-RJ

Terceiro e último dia na Estrada Real, o dia com o pedal de menor quilometragem de nossa viagem, porém, isso não quer dizer que não foi preciso se esforçar bastante, pois os primeiros 30 km são praticamente só subida, não tem refresco nenhum e haja perna, joelho e pulmão para pedalar em tanta subida. Para compensar também, quando acabaram as subidas, só vieram descidas, uma atrás da outra, ininterruptamente, um verdadeiro paraíso do downhill de aproximadamente 20 km só de descidas íngremes e alucinantes. O difícil é não parar um pouco em algum momento para esticar os dedos, pois eles doem muito de tanto que tem que contraí-los para apertar o breque, esta peça da bike que foi muito exigida, pois se deixar a bike solta, é impossível fazer as curvas depois.

Quase em queda livre nas descidas, chegar até Paraty foi até que foi rápido. Assim, foi possível ter um pouco de tempo para aproveitar o sol ainda raiando na praia e saborear peixes e frutos do mar para fechar com chave de ouro o último dia de pedal, de uma viagem inesquecível pelos mais variados motivos. Porém, logo brisa do mar se foi, o tempo se esvaiu em um estalar de dos, no dia seguinte cedo teríamos que sair para uma longa viagem de mais de 600 km até voltarmos para Garça-SP.

Uma pena é que parte deste trecho foi recentemente pavimentado, motivo de uma longa controvérsia judicial, as obras haviam sido interditadas. Decisão judicial que entendo acertada, pois existem outras vias de acesso entre os dois municípios, e seria evidente o dano ambiental de asfaltar esta estrada que passa por belíssimas paisagens de serra da mata atlântica com uma biodiversidade riquíssima, pavimentá-la poderia colocar em risco tudo isso. A ação que originou este processo judicial, chegou a impedir qualquer trabalho de alargamento ou reparo no trecho de 12 km dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina. A medida foi requerida pelos ambientalistas, via Ibama, sob a argumentação de que a estrada da serra asfaltada, criaria desequilíbrios ecológicos e fortes impactos ambientais à flora e fauna. No entanto, o jogo virou e a informação é de que 100 homens já estão trabalhando e máquinas e equipamentos retornaram ao local da obra. Estas, que estiveram embargadas de 23 de agosto a 01 de outubro de 2014 em decorrência de ação judicial, foram retomadas em 05 de março de 2015. Mais uma vez, a natureza perdeu frente a interesses de econômicos.

Rudi Arena

2º Dia na Estrada Real – Trecho de Cruzeiro-SP à Cunha-SP

Um pouco mais habituados a Estrada Real e seus marcos que indicam a direção a ser seguida, iniciamos nosso 2º dia de pedal com destino a bela cidade de Cunha, já bem próximo do estado do Rio de Janeiro. A expectativa era que o dia fosse longo, pois dos três dias programados, este era o trecho de maior quilometragem, mais de 100 km a serem pedalados, ainda bem que o café da manhã foi bom o suficiente para fornecer a energia necessária para o começo do pedal que prometia ser longo e cansativo, uma vez que no dia anterior já haviam sidos pedalados 90 km.

Após um início de pedal chuvoso no começo da manhã que fez com que as bicicletas ficassem repletas de barro, o sol acabou vindo com força depois, foi então que passamos pela subestação de energia elétrica de Furnas na cidade de Cachoeira Paulista e pedimos para lavar as bikes, o que nos foi autorizado de pronto.

Este foi o único dia em que pedalamos apenas no estado de São Paulo, porém saímos da divisa de Minas Gerais e fomos até a divisa do estado do Rio de Janeiro. Infelizmente, foi um dia em que pegamos mais asfalto e também um bom trecho com uma paisagem mais urbana, principalmente quando passamos pela a região de Guaratinguetá. No entanto, os belos visuais de Serra tanto quando saímos de Cruzeiro como quando chegamos à Cunha acabou por compensar a parte que percorremos por uma paisagem nem tão bela assim.

Ao Final, foi o dia mais cansativo sem dúvida, dado a alta distância percorrida, foram pouco mais de 100 km, e também pelo fato de termos que superar grande elevação de altitude, saímos de altitude de 517 metros para 950 metros, e com muitas subidas íngremes pelo caminho. E um fato curioso que ocorreu, foi ter encontrado um senhor em um sítio por onde passa estrada real e ele estava com um saco cheio de formigas iças que ele havia coletado para alimentação. As famosas tanajuras, que todo mundo já ouviu falar que são consumidas por humanos, mas difícil é encontrar essas pessoas que as comem, e não é que encontramos uma. Aliás, o mesmo senhor disse que é uma delícia e que vale a pena o esforço. Fica aí a dica para quem gosta de arriscar novos sabores, trata-se de um hábito herdado dos indígenas e que continua vivo até os dias de hoje no Brasil.

Rudi Arena

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1º Dia na Estrada Real – Trecho de São Lourenço/MG à Cruzeiro-SP

Esta foi uma viagem com destino uma estrada história brasileira, mais precisamente à época Brasil colônia que tinha da Estrada Real sua mais importante rota, o caminho velho, estrada oficial, era o único autorizado para a circulação de pessoas e mercadorias. A partir da descoberta de ouro na região de Minas Gerais no final do século XVII, este caminho transformou-se na rota preferida para chegar até lá, assim como para o escoamento de ouro, que era transportado por mar de Paraty para o Rio de Janeiro, de onde embarcava para Portugal. Esta foi a primeira estrada aberta pelos bandeirantes e oficializada pela Coroa Portuguesa, inicia-se em Ouro Preto-MG e o termina na cidade de Parati-RJ, percorrendo os estados de Minas Gerais, São Paulo e o Rio de Janeiro. Ao longo de toda a Estrada Real existem marcos, umas espécies de pequenos totens fincados ao chão com informações locais e que indicam a direção a ser seguida, estão presentes sempre em que há pontos de bifurcação ou em locais que geram dúvida para o viajante sobre o caminho a ser seguido

No entanto, em razão da disponibilidade de poucos dias, optamos por não fazer a Estrada Real na íntegra, mas sim a sua metade final, o planejado foi pedalar por três dias com saída em São Lourenço-MG e destino final em Parati-RJ, com duas paradas pelo caminho para pernoite. Assim, no primeiro dia de pedal, saímos de uma pousada da Estância Hidromineral de São Lourenço-MG com destino de chegar na região da divisa de Minas Gerais com o estado de São Paulo, em uma propriedade rural a beira de uma estrada, próximo a cidade de Cruzeiro-SP, que fica ao pé da Serra da Mantiqueira. Cidade também histórica, pois um importante capítulo da Revolução Constitucionalista de 1932 foi ali travado, foi a última cidade paulista a se render e onde foi assinado o armistício, uma cidade estratégica naquele momento pela sua localização geográfica.

Ao final, foram mais de 89 km rodados, com belíssimas paisagens de montanhas, mas com direito a alguns contratempos também, como perder-se no caminho, a dificuldade de atravessar um rio fundo e com correnteza, chuva, o cair da noite, e a dificuldade de se achar a fazenda que alugou os aposentos para dormimos naquele dia. Mas no fim, tudo deu certo, apesar de ter sido um dia um tanto tenso e cansativo. Ainda bem que fomos recepcionados com uma farta mesa de uma saborosa comida, para deleite nosso, foi servido um feijão tropeiro de lamber os beiços e repetir o prato. Depois, foi só dormir para acordar cedo no dia seguinte para mais um dia de extenuante pedal.

Uma das coisas mais marcantes neste dia, foi o casarão antigo datado de 1908 em que dormimos, não tinha luxo algum, os ralos do banheiro estavam entupidos e o banheiro inundava, insetos por todas as partes, a água que saia do chuveiro e das torneiras era barrenta, talvez ela era retirada de um rio próximo à fazenda e com a chuva a água turvou, apenas uma hipótese. Mas a recepção foi muito acolhedora, assim como a fartura do jantar e do café da manhã do dia seguinte, acabou por compensar qualquer outra coisa.

Rudi Arena

Águia-Pescadora (Pandion Haliaetus)

Já faz um bom tempo que ando intrigado com uma grande ave de rapina que por algumas vezes avistamos de longe, exatamente, lembro-me bem de três vezes, a primeira vez foi em fevereiro de 2011 quando sobrevoava a Cachoeira dos Bandeirantes, a segunda vez foi bem próximo dali, perto da Cachoeira da Constroli e da última vez e mais recentemente na Fazenda Cascata. Em todas as vezes que eu a avistei, fiquei bastante encafifado, pois não conseguia reconhecer que ave que seria aquela de cabeça branca e partes inferiores brancas e as pontas das asas escuras.

Fiz na época algumas pesquisas na internet sobre aves de rapina do Brasil que se mostraram infrutíferas, o que só aguçou ainda mais a vontade de querer saber que ave seria aquela, até que uns dias atrás em um reportagem na TV mostrou apareceu águias pescadoras e no momento que assisti, a imagem de uma delas voando de longe, me veio na mesma hora a lembrança da ave avistada. Pesquisando mais a fundo sobre esta ave, foi aumentando a minha certeza de que realmente o animal que já tínhamos visto era uma Águia-Pescadora. Ainda mais, que apesar de existir outras aves que podem ser confundidas com ela, mesmo com grandes diferenças, são a águia-cobreira (Circaetus gallicus), a águia-de-bonelli (Hieraaetus fasciatus) e a águia-calçada (Hieraaetus pennatus). Porém, nenhumas dessas espécies habitam o Brasil, nem mesmo o Continente Americano. Esta confusão apenas poderá ocorrer devido às partes inferiores destas aves serem esbranquiçadas.

A águia-pescadora, que não é nativa do Brasil, também pode ser chamada de águia-pesqueira, ou águia-marinha (Pandion haliaetus) é uma águia da família Pandionidae, é a única representante do gênero e também da família, e distribuída em quase todos os continentes. Uma característica fundamental dela é ser uma ave migratória, que reproduz na América do Norte, chegando ao extremo sul da América do Sul. Entretanto, ocorre também em todo o mundo, na Austrália, Africa, passando pela Europa, e pelo Japão. A população mundial situa-se em cerca de 30 000 casais, sendo a maioria nidificante na América do Norte e migrando da América do Norte até a Argentina e Chile, com distribuição isolada em grande parte do Brasil.

As que dão a graça por aqui, são originária do norte do Continente Americano, onde se reproduzem. Existem registros de sua ocorrência em vários estados do Brasil, como Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará. No fim do Verão, as águias-pesqueiras deixam a região onde se reproduzem e partem para o sul, passando o Inverno em zonas tropicais. Mas, na Primavera seguinte cada casal volta para procriar exatamente no mesmo lugar.

Apesar de mais numerosa no final e início do ano, tem sido encontrada durante todos os meses no Brasil, o que pode indicar que talvez esteja se reproduzindo em terras tupiniquins, fato ainda não comprovado. A espécie migra ainda jovem e leva de 2 a 3 anos para tornar-se adulta, quando regressa à América do Norte para se reproduzir. Vive normalmente solitária, voando alto ou pousada sobre árvores isoladas, aprecia bastante peixes, mas também faz parte de sua dieta pequenas aves, mamíferos, répteis, anfíbios, assim como crustáceos e outros invertebrados.

Rudi Arena

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*Cidades onde os observadores do WikiAves registraram ocorrências da espécie águia-pescadora (Pandion haliaetus). A concentração de pontos em uma região não indica, necessariamente, concentração de aves nesta região pois está relacionado também à concentração de observadores, principalmente nos grandes centros urbanos.

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*Foto tirada na Fazenda Cascata-Garça/SP

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*Desenho retirado do site http://www.saudeanimal.com.br

Fontes: http://www.wikiaves.com.br
http://www.avesderapinabrasil.com
http://www.wikipedia.org
http://www.saudeanimal.com.br

Tamanduá-Mirim Morto na Rodovia

Não faz muito tempo que postamos fotos de um Guaxinim encontrado morto na estrada, agora recentemente e praticamente no mesmo local, também tivemos a infelicidade de encontrar um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) sem vida também. Este parente do bicho preguiça e que parece vestir um colete preto é de uma beleza peculiar.

Foi só mais um de muitos que morrem assim diariamente, vítima de atropelamento, e isso é indício de que neste local muitos animais silvestres tentam cruzar a rodovia ao sair da Fazenda Igurê, lugar em que a fauna é abundante, uma vez que tem muitas matas e represas, e é um ambiente propício para os bichos.

Nunca tínhamos avistado qualquer tamanduá na região e quando encontramos um, estava morto. Preferia não tê-lo visto, mas ao menos sabemos que tamanduás-mirins estão a nossa volta e que este ponto específico da rodovia SP-294 deveria ser objeto de preocupação das autoridades competentes no intuito de minimizar a ocorrência de atropelamento de animais silvestres.

Ao menos pintar faixas nas pistas, colocar placas para reduzir velocidade e também para indicar a ocorrência de animais, já seria um bom começo e é uma medida de baixo custo que poderia alertar os motoristas. O ideal mesmo, seria uma passagem subterrânea, mas esta medida é de difícil implantação por ser bem mais onerosa. De qualquer forma, alguma atitude deveria ser adotada, caso contrário vai continuar o baralho de sangue de cartas marcadas.

Rudi Arena

Trilha da Moto 2 – Bauru com Sujo de Barro.

O ultimo sábado, dia 20 de dezembro de 2014, foi um dia bastante especial.

A convite do Sujo de Barro, Thiago Zancopé, partimos as 7 e meia da manhã em direção à Bauru para pedalar na Trilha da Moto 2. Fomos recebidos (eu, Fausto, Bulho e César) alegremente e partimos para a famigerada trilha da Moto 2. Seria essencialmente 30 quilômetros de pedal sendo estradões e a trilha em sí que compreende uma mata com single-track muito bem conservado.

Sempre que se parte para algum novo pedal fica a expectativa do que se encontrará pela frente e, o que presenciamos foi uma trilha deliciosa de ser pedalada praticamente plana e bastante fluente com muitas curvas e raízes. Foi em uma dessas curvas que fui presenteado com uma queda. Minha roda escorregou em um pouco de areia e acabei sendo jogado por cima do guidão. Adrenalina a mil nem senti os arranhões e a aventura continuou. Ao final da trilha por sugestão do Zancopé nos dirigimos até Guaianás.

Quando chegamos até a igreja desse distrito de Pederneiras o relógio já marcava o meio dia e, após tomarmos uma Coca gelada partimos para a Cachoeira de Itatinguí. E foi a partir daí que o sol deu o ar da graça. A cachoeira foi providencial para recarregar a positividade e então pedalamos até a Estação Ferroviária de Itatinguí. Nesse ponto já me encontrava bastante cansado.

Partimos de volta para Bauru e então que o pedal se torna uma espécie de guerra psicológica com seus próprios limites. Faltando 3 quilômetros fui vencido por meu corpo. Já não conseguia mais avançar.

Mesmo assim tudo valeu a pena e faria novamente tal destino.

Os momentos de adrenalina, a companhia dos amigos, as risadas, o suor e até a queda… não há nada que pague esses momentos que nos fazer sentir mais que vivos. Parece que a centelha de vida que se contém em nosso corpo pulsa e nos faz gratos por nossa existência.

Obrigado Sujo de Barro e até a próxima aventura. Ah, os 30 quilômetros programados se transformaram em 65 quilômetros ao final e ainda sinto em minhas pernas.

A pergunta, porém, ainda persiste:

On cotô?

2ª Cachoeira da Geladeira (Inédita)

Se por um lado tivemos a decepção de encontrar a Cachoeira da Geladeira sem seu característico poço, por outro lado, no mesmo dia tivemos a agradável sensação de ter conhecido mais uma bela cachoeira. Esta, junta-se a outras dezenas já percorridas e registradas pelas lentes do Piramba-MTB.

Para chegar até esta queda d`água que cai de grande altitude em pedras, é preciso seguir o curso do córrego da cachoeira da geladeira sentido Marília-SP, após andar um certo tempo pelo seu leito e também pela sua margem, chegamos enfim a mais uma cachoeira localizada no município de Garça-SP. A queda fica do lado esquerdo e ainda era desconhecida por nós, apesar de já sabermos da sua existência e avistá-la de longe, demorou para conseguirmos chegar em baixo dela.

Na primeira tentativa a quantidade de teias e de aranhas era tão grande, que andar pelo rio era uma tarefa árdua e extremamente lenta, assim, achamos por bem abortar a missão. Alguns anos depois, houve a segunda tentativa, nada de teias e nem aranhas, o caminho estava livre para que pudéssemos desfrutar de um banho em uma cachoeira inédita para nós, o que foi muito gratificante, pois é sempre uma felicidade ímpar a sensação de conhecer uma nova cachoeira.

Rudi Arena

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A Cachoeira da Geladeira Vai Ter Que Mudar de Nome

A Cachoeira da Geladeira localizada em Jafa e cuja característica principal é seu poço de água gelada, vai ter que mudar de nome. É com muito pesar, que escrevo essas más digitadas linhas, para noticiar a quem ainda não sabe, que uma das melhores e mais conhecidas cachoeiras de Garça, que tinha o mais fundo poço de todas (mais de 5 metros de profundidade), acabou, ao menos ela não existe mais na forma como estávamos acostumados a ver e apreciar.

Da última vez que ali fomos, tomamos um susto quando chegamos a tão almejada cachoeira, pois constatamos que o poço simplesmente havia desaparecido para dar lugar a um grande banco de areia. Uma das cenas mais tristes já vista por mim, ecologicamente falando é claro, ainda mais pela relação afetiva que foi desenvolvida pelo lugar.

Como é regra, e não exceção, os córregos e nascentes de Garça e região, assim como Brasil a fora, sofrem com o desmatamento de suas margens e o assoreamento de seu leito. Isso, na maioria das vezes diminui significativamente o nível da água dos rios, e assim prejudica de diversas formas os seres vivos que existem ali ou que dependem de sua água para viver.

O cumprimento ao menos do que determina o Novo Código Florestal Brasileiro, já seria um grande avanço para evitar estas tristes ocorrências, embora o novo código tenha sofrido com a diminuição da proteção da mata ciliar legal exigida em comparação ao antigo texto. Uma recomposição mínima da cobertura vegetal das nascentes são essências para que possamos continuar a aumentar a população, sem que soframos com uma grave escassez de água, cujos sinais já estão sendo enviados.

Rudi Arena

Curicaca na Cachoeira da Constroli

Ao voltar de um relaxante banho da Cachoeira da Costroli no final da tarde, nos deparamos com uma ave diferente com um longo e curvado bico, de longe lembra até um pato com sua cauda curta, ficamos intrigados em saber que animal seria aquele até então nunca visto por nós.

Após tirar a uma certa distância fotos do casal de aves, ao filmá-las, elas voaram, mas foi o suficiente para registrar mais uma espécie animal que encontramos piramba a fora. Ao chegar em casa, logo pesquisei na internet no intuito de descobrir o nome da ave avistada, em pouco tempo tive a certeza tratar-se de uma Curicaca (Theristicus caudatus).

O nome popular dado a esta ave se dá em razão da semelhança de seu canto composto de fortes gritos, no pantanal é conhecida como despertador. Habita campos secos, alagados e pastagens. Alimenta-se durante o dia e também ao pôr-do-sol. Tem alimentação variada, composta de insetos e larvas, centopeias, pequenos lagartos, ratos, caramujos, insetos, aranhas e outros invertebrados, anfíbios e pequenas cobras, e até mesmo aves menores. Seu bico, longo e curvo, é adaptado para extrair larvas de besouros e outros insetos da terra fofa. Uma curiosidade deste animal é ser um dos poucos predadores que não se incomodam com as toxinas liberadas pelo sapo (Bufo granulosus), por isso este anfíbio pode fazer parte de sua dieta.

Como diz o ditado, vivendo e aprendendo, são tantas as espécies animais que habitam a nossa volta, mas poucas são as que conhecemos de fato. Por isso, é sempre gratificante avistar animais que até então desconhecíamos, evidência da vastidão de nossa fauna e do nosso parco conhecimento, o que é muito bom para aguçar aquela curiosidade que nos leva adquirir novos conhecimentos. Abaixo segue um mapa de registro da espécie no Brasil, pode-se notar que o interior de São Paulo faz parte da distribuição geográfica desta ave.

Rudi Arena

Fonte: http://www.wikiaves.com.br/

Mapa de registros da espécie curicaca (Theristicus caudatus)*

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*Cidades onde os observadores do WikiAves registraram ocorrências da espécie curicaca (Theristicus caudatus). A concentração de pontos em uma região não indica, necessariamente, concentração de aves nesta região pois está relacionado também à concentração de observadores, principalmente nos grandes centros urbanos.

2ª Cachoeira da Mata


Conhecíamos apenas a 1ª Cachoeira da Mata, e foi pra lá que fomos, a 2ª segunda cachoeira era uma espécie de lenda que já ouvimos falar, mas que nunca a vimos. No caminho pela estrada da corredeira pra chegar até a cachoeira, encontramos infelizmente um lagarto teiu morto, talvez por atropelamento. Ao chegar na 1ª cachoeira, percebemos que a água estava mais rala do que o normal, mais uma evidência de que a estiagem de 2014 foi realmente significativa, porém, apesar do baixo volumes de água, esta continuava cristalina, uma das características mais marcante e valorizada desa cachoeira. Próximo a ela, encontramos um fóssil animal esturricado pelo tempo decorrido, mas que continua preservadas as estruturas de óssea e da pele, mesmo assim, difícil identificar com certeza que espécie seria esta.

Após um relaxante banho de cachoeira em águas límpidas, surgiu a sugestão de continuar andando no curso do rio a procura da 2ª Cachoeira da Mata, que falaram que existe e que seria de grande altitude.Todos concordaram, então seguimos rumo ao desconhecido, após andar um tanto, foi possível ouvir um forte barulho de água caindo e o horizonte ficou mais limpo, sinais de que estávamos chegando ao nosso objetivo.

Logo mais, já a beira do precipício, pudemos contemplar mais um lindo visual que esta região proporciona, e o maravilhoso gostinho de conhecer uma cachoeira diferente. Depois de mais de 30 cachoeiras filmadas e fotografadas em Garça e redondezas, fica cada vez mais difícil ir em uma cachoeira inédita, por isso este dia foi tão especial. Agora o desafio é tentar chegar até ela por baixo, pois só foi possível chegar por cima, uma vez que a queda é abrupta e não permite descer, o jeito é ir por outro caminho, embora saibamos que não será nada fácil, mas também, se fácil fosse que graça teria?

Rudi Arena

Trilha Faz. Cascata – Estrada da Bomba

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Esta trilha é puro creme da pirambeira, o início dela se dá pela fazenda cascata e o destino é voltar pela estrada da bomba d`água do SAEE. Apesar da baixa quilometragem, este é um pedal desgastante em razão do terreno acidentado que exige um esforço extra, ainda mais que ter que atravessar piramba abaixo a fazenda cascata, passar por um inevitável e longo brejo, depois de tudo isso, ainda tem a íngreme subida da estrada da bomba pela frente exige um certo esforço, mas cada km mal traçado vale a pena.

O tempo todo de pedal somos contemplados com um visual a volta belíssimo, com as paisagens que Garça tem de melhor, de serra, vales e paredões, um berço de nascentes, aliás mananciais que hidratam a população garcense, pois são das minas dessas redondezas que sai a água que escorre pelas casas da cidade de Garça. Lamentável é que embora tenha aumentado consciência da necessidade de preservação de nossos mananciais, constatamos que muitos nascentes e cursos d`água ainda estão descoberto da necessária mata ciliar, o caminho para reparar os erros do passado é longo, mas necessário.

Um dos pontos altos do pedal, foi que vimos de muito perto um belo tucano exibindo-se para nós, mas infelizmente não foi possível filmá-lo ou fotografá-lo, o que tinha sido um motivo de alegria, mas com uma pontinha de frustração, aliás, não é todo dia que um tucano se exibe para você. Porém, ao final rolê, a providência divina nos foi generosa e nos brindou com um belo casal de tucanos que repousavam tranquilamente em um galho e me deixou fotografar a vontade, apesar de não estar tão próximos como o que havíamos avistado inicialmente, foi possível fazer uma boa foto, que prova que a sentinela do planalto tem sim tucanos nos arredores, o que muitos moradores podem duvidar ou não ter conhecimento.

Já pude presenciar tucanos em vários lugares pedal a fora, mas nunca conseguimos registrar uma foto, desta vez foi possível, embora já tenha avistado no pico do tucano (ao lado direito de quem desce a bomba), na corredeira, próximo a companhia inglesa e mesmo na estrada do bairro da Adrianita,nota-se que é cada vez mais frequente esse encontro. Ou seja, o fato é que a presença de tucanos são mais perceptíveis do que nunca, um bálsamo maravilhoso quando nos deparamos com tanta negligência ecológica por aí.

O processo é lento de recuperação das matas nas margens de rios e nascentes, mas há algo positivo também, se ainda existem muitas nascentes sem a cobertura vegetal devida, por outro lado, existe um movimento de reflorestamento, de plantar uma muda no lugar de uma árvore frondosa que foi arrancada no passado, e que o presente já cobra seu preço, imagine então no futuro. Se hoje a água já não é tão abundante como em outrora, como será daqui 100 anos se continuarmos adotando velhas e esquizofrênicas práticas? A natureza é tão perfeita que até emite sinais de alerta, só não vê quem não quer.

Rudi Arena

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Animal Atropelado na Rodovia SP-294

Atropelamentos de animais domésticos é muito comum nas rodovias da região, infelizmente, muitos gatos e cachorros morrerem assim, mas também animais silvestres morrem da mesma forma. Eles ficam cada vez mais vulneráveis a este tipo de ocorrência, uma vez que a diminuição progressiva de seus habitats os obrigam a buscar alimentos cada vez mais longe, próximos as rodovias e as cidades. Uma consequência de nossa forma predatória de explorar os recursos naturais e relegado a um problema de menor importância pelas autoridades.

Em um belo dia de pedal, ao retornar da cachoeira da Igurê pela represa, quando atravessamos a Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros à caminho de Garça, nos deparamos com um Mamífero de médio porte atropelado, um animal peludo que nunca tínhamos visto, a pergunta que se fazia era “que bicho é esse”?

Enquanto um falou que era quati (descartado imediatamente), outro suspeitou tratar-se de um Guaxinim, também conhecido como mão pelada. Após algumas pesquisas, acredito que seja mesmo um Guaxinim, mas não há 100% de certeza. Quem souber confirmar ou indicar qual espécie seria, faça um construtivo comentário, por favor.

Rudi Arena

Cachoeira do Cantu

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Trata-se de um lugar especial, uma espécie de pedacinho do paraíso na terra, de uma beleza incomum e com uma atmosfera tranquila que transpira paz. Em um sábado de sol matutino, os raios de sol batiam na cachoeira e esta refletia o brilho na água como se fosse uma espécie de extensão dela, mas correndo pelo chão, um espetáculo, uma imagem que ficará guardada na memória pelo resto da vida.

Ao chegar na cachoeira, nos deparamos com água caindo de quase todos os lados, existem duas grandes quedas e ao lado mais algumas quedas de água escorrendo pelas pedras, também existe um largo poço, mas não muito fundo, ideal para se refrescar e curtir a água limpa e gelada do local.

O acesso a cachoeira é pela estarda de terra do saltinho, está localizada entre os municípios de Garça-SP e Gália-SP. Porém, para chegar até lá é indispensável ter a devida autorização do proprietário, por isso, o seu acesso não é tão simples e nem a cachoeira é tão frequentada.

Rudi Arena

Cachoeira dos Escravos

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Cachoeira dos Escravos é simplesmente o pico com a vista mais incrível da região, as imagens falam muito mais do que qualquer descrição. Localizada próximo ao limite de município de Garça com Álvaro de Carvalho, porém, em território pertencente ao último.

O único problema é que para se chegar até lá, é preciso andar bastante por um asfalto sem acostamento, o que não é bem vindo para quem é chegado em andar nas pirambeiras da zona rural, mas neste caso, a recompensa é grande, sempre rende boa imagens e uma sensação agradável de sentir o vento batendo na cara de um lugar tão alto e com um horizonte tão privilegiado.

Rudi Arena

Cachoeira da Maria Augusta – 2º Dia na Serra da Canastra

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No segundo dia de aventuras na Serra da Canastra, o destino desta vez foi a agradável e belíssima cachoeira da Maria Augusta, localizada entre os municípios de Delfinópolis e São João Batista do Glória. A cachoeira possui um largo poço, formação de uma praia de areia grossa e fina, com duas quedas, à direita um grande paredão, e, à esquerda, uma área de floresta.

São duas quedas que ficam lado a lado – a maior com 35 m de altura. Para chegar, é necessário passar pela Pousada Mata do Engenho, que cobra a entrada. De lá, se não estiver em veículo 4×4, caminhe cerca de uma hora (2 km) ou alugue um cavalo na pousada (R$ 10 por pessoa).

Localizada na Mata do Engenho, a 18km de São João Batista do Glória, por onde o acesso é mais fácil.

Rica em belezas naturais ao pé da serra, com várias cachoeiras e piscinas naturais dentro da fazenda e o belíssimo ribeirão Grande que passa a poucos metros da sede da fazenda.

 

Rudi Arena

 

Pousada Mata do Engenho

Acomodações
Chalés com varanda, ventilador, cama de casal e beliche.
Quartos duplos e triplos na casa da fazenda.

Opções
Piscina natural, trilhas no cerrado e inúmeras cachoeiras privativas como a cachoeira da Maria Augusta, muito famosa na região. Também passeios à cavalo e guia local.

Oferece
Diárias com café da manhã e refeição típica mineira.

Como chegar:
Partindo de São João Batista do Glória sentido Babilônia, são 18km de estrada de terra até a pousada. Sempre seguindo placas indicativas da pousada.

Contatos e reservas
(035) 3524-1965
Vanda ou Oliveira

1° Dia na Serra da Canastra – Cachoeira Casca D´anta

 

Criado em 1972, o Parque Nacional da Serra da Canastra tem 71.525 hectares demarcados e parte do território de 3 municípios: São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis, no sudoeste de Minas Gerais e o grande objetivo da criação do Parque foi a proteção das nascentes do rio São Francisco. O relevo acidentado e a vegetação rasteira produzem uma paisagem única, com grandes vistas panorâmicas e muitas cachoeiras. Uma estrada de 60 km corta o Parque de fora a fora e vias secundárias dão acesso a algumas das principais atracões

 No primeiro dia da odisséia do PirambaMTB na Serra da Canastra que fica no estado de Minas Gerais, mais precisamente nossa base foi a cidade de São Roque de Minas, onde fica a portaria nº 1 do Parque da Serra Canastra. Neste início de trilha em terras mineiras, o destino foi chegar em cima da cachoeira Casca D´anta, uma das maiores atrações desta Serra em razão de sua beleza e a mais alta cachoeira da região, são exatos 186 metros de queda livre e  o visual do cume do pico é para lá de fantástico, realmente espetacular, pois por mais que se aperte os olhos para tentar enxergar mais longe, o horizonte verde repleto de de vales e montanhas parece ser infinito. Porém, para chegar até lá, antes mesmo de chegar à porteira do Parque, existe uma subida feroz, muito íngrime mesmo. Ainda bem que é logo no começo, quando estávamos todos animados e cheio de gás, se fosse na volta, seria demasidamente desgastante, pois o percurso total deste pedal foi de aproximadamente 90 km de muitas descidas e subidas.

O pedal teria sido perfeito se não fosse um acidente não muito grave, mas também não muito leve, que poderia ter sido muito pior, um alerta para enviar um sinal de que precaução nunca é demais. Apesar do susto seguimos em frente e tentando aprender com os imprevistos e infortúnios que nos deparamos no caminho. Só restou descansar para o próximo dia de aventura que prometia, o tempo era curto para tantas atrações da Serra da Canastra. Um lugar peculiar, repleto de atrações naturais de deixar qualquer um de queixo caído.  Para Quem quiser visitar essa jóia da natureza, segue  algumas informações sobre o Parque Nacional da Serra da Canastra.

Rudi Arena

REGULAMENTO BÁSICO DO PARQUE

  • Horário de visitação:
    8h00 às 18h00. Recomenda-se entrar até as 16h00 no máximo.

  • Velocidade de tráfego nas estradas:
    40 km/hora.

  • Lixo:
    Recomenda-se usar as lixeiras instaladas nos principais pontos ou de preferência recolher o lixo e entregá-lo em uma das portarias.

É proibido na área do Parque Nacional:

  • Entrada e consumo de bebidas alcoólicas.

  • Uso de equipamento coletivo de som.

  • Prática de esportes radicais como rapel, canioning, tirolesa, pêndulo e escalada.

  • Entrada de animais domésticos.

  • Uso de armas e material de caça e pesca.

  • Coleta de rochas, plantas e animais de qualquer tipo ou espécie.

Infrações:

As infrações ao regulamento podem resultar em punições para o visitante, desde a expulsão da área do Parque até o pagamento de multa ou prisão em flagrante.

Recomendações gerais:

  • Transitar somente por trilhas conhecidas e sinalizadas, de preferência na companhia de um guia local.

  • Levar sempre capa de chuva e agasalho em qualquer época do ano.

  • Usar boné ou chapéu e filtro solar para evitar queimaduras.

  • Não caminhar nas trilhas quando houver cerração.

  • Atenção para a trilha da Casca D’Anta (parte alta para parte baixa e vice-e-versa: reserve pelo menos 5 horas com luz solar para essa caminhada.

  • Usar calçado confortável, fechado e com solado antiderrapante.

  • Afastar-se dos rios e córregos ao primeiro sinal de chuva.

Legislação/Parque Nacional:

Decreto 70.355, de 3 de abril de 1972

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