Trilha Paraíso

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A intenção inicial deste pedal era chegar ao pé da Cachoeira da Araras e sentir a força da gravidade de sua queda, uma vez que a conhecíamos apenas por cima, mas o destino nos pregou uma peça. A trilha era inédita para a gente, por isso mesmo, dava um gosto especial de explorar o desconhecido, com a devida autorização do propretário é claro, o qual faço questão de agradecer pela gentileza, bem como pelo caseiro que também consentiu com a nossa entrada no local e nos deu a única e boa dica para chegarmos até a cachoeira, a referência era uma roda dágua ao longo de um rio próximo dali.

No entanto, o percurso se mostrou tortuoso, muitas dúvidas de qual caminho seria correto tomou conta do nosso grupo, depois de algumas tentativas frustradas que nos fizeram perder um precioso tempo, avistamos a cachoeira de longe e chegamos enfim a almejada roda dágua e seguimos o curso do rio em direção a cachoeira com aquela gostosa sensação de que o objetivo da missão estava próximo de ser atingido, até que uma abrupta queda dágua de poucos metros de angulo reto e transponível apenas por meio de Rapel, o que caiu como água fria para os pirambeiros deste dia.

Com o adiantado da hora, e o sol prestes a se pôr, era hora de recolher as coisas e seguir rumo de volta a nossas casas, não havia mais tempo para uma nova tentativa, tentar um caminho alternativo. Explorar o desconhecido no claro poderia ser uma aventura, no escuro, ganharia contorno de irresponsabilidade. Era o fim da Linha.

Apesar do pedal ter tido uma pontinha de frustração, conhecer novos lugares é sempre bacana e estimulante, ainda mais poder contemplar os belos paredões a vales da cidade de Garça por outros ângulos ainda não vistos por a gente, mas percebemos que a natureza impõe obstáculos para o acesso de seus locais mais nobres, o que não deixa de ser uma defesa em relação a intervenção do homem. Muito da dificuldade de se chegar até embaixo da Cachoeira das Araras, é a mata ciliar preservada ao redor que é bem fechada e por isso, prejudica a visão do horizonte, assim como andar no deste fragmento de mata atlantica. Uma feliz constatação.

Rudi Arena

Bike Park ou melhor seria Bike Tombo???

Um lugar ótimo para pedalar e ao mesmo tempo curtir um visual incrível ao redor.
O dia em que gravamos o vídeo, foi de muita adrenalina, tombos e diversão, é só conferir abaixo!!!

Rudi Arena

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Vale das Árvores Secas (Itiratupã – Vera Cruz)

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Esta trilha tem um percurso total de cerca de 50 km com saída do centro de Garça e não precisa descer muito da bicicleta, basicamente todo em estrada ou trilha de chão, há apenas um curto trecho de asfalto da estrada vicinal de Itiratupã, mas logo após passar venda que existe a margem direita da estrada, é preciso entrar a esquerda em uma estrada de terra que leva a uma bela fazenda de gado que fica próximo a um vale que separa o distrito de Itiratupã pertencente ao município de Garça-SP e a cidade vizinha de Vera Cruz-SP.

Este caminho pode ser feito de carro, pois não há uma estrada liga Itiratupã a Vera Cruz, o único jeito é cortar pelo meio do pasto da fazenda, descer um vale em terreno acidentado, atravessar um rio, depois ainda subir o vale, até chegar em uma estrada de terra que leva a Vera Cruz e possui subidas íngremes envolta a uma deslumbrante paisagem de serra.

Ao chegar em Vera Cruz, paramos em um bar para tomar uma tubaína gelada, por sorte, o bar vendia até crepe suíço, uma delícia!!! Na volta, ainda fomos brindados com um lindo pôr do sol, para assim fechar com chave de ouro este dia de muito pedal e alegria, que só não foi completa por um motivo. A bela paisagem do fundo do vale e o rio com gramado ao redor e árvores secas, ao mesmo tempo que é bonito revela uma fato triste, toda mata ciliar foi devastada para dar lugar ao pasto e gerou um visível assoreamento do rio.

Nunca é demais ressaltar a importância das matas ciliares, elas são fundamentais para o equilíbrio do meio ambiente, oferece proteção ao solo, ajuda no volume de água, reduz o assoreamento e diminui a força da águas que chegam a rios, lagos e represas. Também é responsável por manter a qualidade da água e impedir ou amenizar que as águas sejam contaminadas com poluentes. Além de tudo isso, contribuem para a conservação da biodiversidade ao formarem corredores ecológicos que fornecem água, alimento e habitat as mais diversas espécies de nossa flauna; são barreiras naturais contra a proliferação de pragas e, durante seu crescimento, absorvem e fixam dióxido de carbono, um dos gases que mais contribuem pelas mudanças no clima que afeta o globo terrestre. É pouco ou quer mais?????

Rudi Arena

Cachoeira dos Escravos – Álvaro de Carvalho

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Esta é uma cachoeira de potencial turístico cuja entrada para chegar até lá, fica a beira da rodovia entre Garça e Álvaro de Carvalho. Neste dia, logo que chegamos próximo ao curso do rio, nos deparamos com um instrutor de Rapel e mais um jovem, que acabavam de voltar da prática deste esporte radical. Realmente, esta cachoeira tem pontencial para o turismo, pois a água é limpa, tem vário poços de variados tamanhos para banho, é ótima para descer de rapel e tem um vista do alto da cachoeira tão magnífica que parece até mentira. Um lugar especial, cujo horizonte induz a uma reflexão que leva a compreender que somos um grãozinho de areia na vasta imensidão desse mundo afora.

A única resalva a fazer, não é quanto a cachoeira, mas sim em relação ao caminho para chegar até lá, que não deve agradar aos amantes da moutain bike, pois, a estrada que liga os municípios de Garça a Álvaro de Carvalho, além de ser de asfalto, é de faixa simples e sem acostamento. Não há vias alternativas, e nos finais de semana passam muitos carros e nem todos respeitam a distância legal de 1 metro e meio prevista no código de trânsito quando da ultrapassagem (art. 201), isto torna um pouco perigoso o pedal, mas não a ponto de deixar de ir para a sempre saudosa e mágica Cachoeira dos Escravos.

Rudi Arena

PiramBarbecue de Inverno – Cachoeira da União

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Churrasquinho a beira da cacheoeira, mas com todo respeito ao meio ambiente. De vez quando comsumir mais calorias do que gastar, faz bem, desde que seja em prol da amizade e integração social, como foi o caso. A bicicleta e a cachoeira foram só um detalhe, poque as boas rodas de conversa foram as protagonistas deste dia.

Rudi Arena

Camêra 3D – Vicente Conessa

Cascatona – Fazenda Cascata – Garça

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Simplismente…CASCATONA, as imagens falam por si, indescritível. E para temperar a trilha com um gostinho de aventura, teve um tombo cordial, uma jovem e desconfiada cobra cascavel, umas aranhas com cara de poucos amigos, um obstáculo no percurso do rio que não existia, para enfim chegarmos na sempre recompensadora, e uma das mais altas e impressionantes cachoeira de Garça, quiça a maior de todas.

Porém, chegar na Cascatona não é das tarefas mais simples, além de um tortuoso caminho na ida, também tem que gostar de um trekking, pois é preciso andar uma parte seguindo um riozinho até a queda da água. A volta é repleta de subidas, e é bom ficar esperto com os animais peçonhentos no caminho. Eles estão por aí, nunca se sabe quando se dará um encontro e se ele será amistoso. Mas, graças a Deus chegamos todos sãos e salvos, apenas com algumas dores musculares, arranhões, no máximo um micuim. Saímos no lucro, não podemos reclamar, pedal para lá de bem sucedido.

Rudi Arena


GOPRO – Câmera – Rudi Arena


3D- Câmera – Vicente Conessa

Rudi Arena

Cachoeira das Araras – Garça-SP – 09-07-2013

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Este pico é realmente incrível, incrivelmente perto da cidade, e infelizmente, pouco conhecido da maioria dos moradores de Garça-SP. Esta cachoeira de paisagem e horizonte cinematográficos, esta situada entre a última Rua que é a ‘F’ do bairro de chácaras da Adrianita e a Fazenda Canaã.

A distância deste lugar para o centro de Garça é de menos de 5Km, mas nesta trilha o pedal é o que menos fadiga, carregar a bike andando no curso do rio, pedalar em terreno precipitado de pastos, subir morro, ser arranhado por galhos ou espinhos e ainda levar muitas picadas de borrachudos ou até mesmo carrapatos (Micuim), tudo isso acaba cansando muito mais do que o pedal propriamente dito.

Mas ao final, todo o esforço vale a pena, pois a retribuição é poder curtir um horizonte esculpido pela fecunda natureza divina que mostra claramente aos homens, que por mais avançada que seja a intervenção humana e suas obras monumentais, nada do que foi talhado pelos homens, chega aos pés das obras e paisagens que levam a assinatura de Deus. Aliás, essa esplendorosa natureza que nos rodeia, passa na maioria das vezes despercebida.

Por tudo isso, o primeiro passo é ter a consciência de que existe uma natureza vigorosa e exuberante que apesar de muitas vezes não estar a nossa vista, está muito próxima. Só assim podemos criar um ambiente propício para a preservação de toda essa beleza e diversidade natural que existe em nossas cidades. Como seria possível reivindicar uma política ambiental sustentável e preservacionista, se não sabemos ao menos a riqueza da fauna e flora que existe a nossa volta?????

É por isso, e por muitos outros motivos que este Blog existe, e muitas fotografias e vídeos são registrados pela lente do Piramba MTB, pois é preciso divulgar as imagens, para tonar de conhecimento da população, mesmo que a conta gotas, o que existe de rico a preservar na natureza profícua do município de Garça e região. Como é possível querer preservar o que não existe? Ou melhor, o que não sabemos que existe?

Rudi arena

Companhia Inglesa com Cachoeira da Igurê – Galera de Bauru

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Pedal animal do Piramba MTB com a Galera de Bauru trazidos pelo inestimável amigo Thiago Zancopé. Foram 60 Km de muito suor, história, belas paisagens e um banho de cachoeira para finalizar e coroar este dia de Pedal para lá de especial.

Rudi Arena

Trilha das Aguas

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O Verdadeiro Dedo de Deus – Nova Colúmbia (Ocauçu-SP)

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Este monumento natural conhecido como Dedo de Deus ou Torre de Pedra, situa-se próximo as cidades de Lupércio, Ocauçu e Marília, mas precisamente está localizado em território pertencente ao distrito de Nova Colúmbia que por sua vez faz parte do Município de Ocauçu.

Esta pedra monumental parece ter sido talhada por um exímio artesão, e é também intrigante, pois é uma visão inusitada se deparar com uma torre de pedra totalmente desprendida do imenso rochedo que existe ao lado, o que indica que originalmente deveriam ser uma coisa só. A pergunta é, quais fenômenos naturais poderiam ser os responsáveis pelo feito, que mecanismos naturais delinearam a sua forma? Pois apenas dizer que é ação do vento e da chuva de forma genérica, não ajuda elucidar a questão.

Ao redor do Dedo de Deus, existem também lugares belíssimos, com uma topografia privilegiada, próximo a uma serra muito bonita, com rios, estradas de terras quase desertas, lugares para lá de tranquilo. Existem por lá, várias e boas trilhas para pedalar, há dois caminhos que levam para Marília, um outro em direção a Ocauçu, entre outras bifurcações e estradas paralelas. Um prato cheio para os amantes da natureza e de mountain bike.

Uma grata surpresa foi perceber que as encostas, e topos de morros, tinham sua vegetação bem preservada, muito diferente do que estamos acostumados a ver na grande maioria das zonas rurais da região. Lugares estes que cederam áreas que deveriam ser de preservação permanente para cultivo em sua maioria de café, ou para formação de pasto. Infelizmente esta prática não tem beneficiado ninguém, pois muitas vezes o proprietário da terra deixa de utilizar a área, em razão de erosões ou desbarrancamento, ficando apenas o dano ambiental e um espaço improdutivo.

Este pedal vale mais do que a pena encarar, há varias opções de estradas e muitos lugares a se explorar, paisagens que parecem uma verdadeira pintura, descidas longas e bem inclinadas em que a bike chega a perigosas velocidades. Também tem uma área chamada de Mirante, onde existe umas fazendas que levam este nome, é um lugar com uma vista peculiar da região por ser alta e uma vista com um horizonte a perder de vista da bela serra, a estrada para chegar até lá tem bastante areia, mas ainda assim merece uma conferida.

Ao final foram aproximados 55 km muito bem pedalados e recomendo a todos, é possível percorrer quantos Kms quiser, conforme a sede de pedal, pois o legal em Nova Columbia, é fazer vários trechos de diferentes estradas ao gosto do ciclista e assim, tentar conhecer um pouco de tudo há de interessante por aquelas redondezas.

Rudi Arena

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Trilha da 09 de Julho por Jafa

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Esta trilha sai de Garça, segue até entrar no distrito de Jafa e depois tem que pegar uma estrada de terra atrás da Igreja, logo em seguida existe uma longa e íngreme descida, acredito que seja a maior ladeira de Garça e por isso, a adrenalina é eletrizante. Basta parar de brecar que a bike chega a uma velocidade emocionante e perigosa. Pena que assim, fica difícil para apreciar as belas paisagens de serra ao redor, que são um estímulo a mais para encarar esse rolê. Vale mesmo a pena. Só não vale tomar um chão, é bom nem imaginar o estrago.

Quando termina a descida, chega-se no ponto de mais baixo da trilha, é a ponte de concreto do Rio da Garça. Em seguida, começa um bom trecho de subidas, não tão inclinado como foi a descida, mas por ser bem longa, acaba sendo um pouco cansativa. Para alívio, logo aparece uma venda, onde pudemos tomar uma tubaína gelada e nos preparar para o último trecho da trilha, que é bem mais suave, pois o final do estradão desemboca em estrada de asfalto que nos leva de volta a Garça. Escurece, e o pedal começa a chegar ao fim. O percurso total foi de pouco mais de 40 km. Fica registrado um agradecimento especial a São Pedro que mandou chuva e diminuiu o chato areião característico do lugar.

Rudi Arena

Cascatinha

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Cachoeira situada na Fazenda Cascata em Garça-SP, o pedal é de cerca de 20 km no total, o acesso mais fácil é através da estrada de terra que vai para a Corredeira, as margens da rodovia Garça-Álvaro de Carvalho. Não dá para chegar com a bike até a cachoeira, pois é preciso descer uma mata fechada em terreno íngrime na qual não há trilha. Mas sempre vale a pena o pedal, e neste dia não foi diferente, para variar, no final fomos comtemplados com um pôr do sol espetacular.

Rudi Arena

Cachoeira da Constroli – Garça – 2013

 

Programa Piramba – Megazanca – Cia Inglesa – Igurê.

Pico dos Tucanos

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Este lugar é realmente incrível, ele é extremamente próximo da cidade, basta começar a descer a estrada da bomba do SAAE e antes de chegar no chão de paralelepípedo, é preciso sair da estrada e pegar os trios de bois do pasto a direita de quem está descendo. Embora curto o giro, ele é feito todo na pirambeira, e por isso a dificuldade de pedalar é grande, seja pelo terreno demasiadamente acidentado ou por ter trechos extremamente íngremes, em que é preciso carregar a bike morro acima. Assim, mais uma vez gostaria de reforçar a ideia de que a kilometragem do pedal não indica necessariamente o grau de dificuldade, pois são muitas as variáveis que devem ser levadas em conta.

O melhor desta trilha é poder pedalar e ao mesmo tempo desfrutar de um amplo e sublime horizonte, o que dá uma sensação de uma liberdade indescritível. O tempo todo o visual é belo e temos uma visão privilegiada da topografia do local. Infelizmente a umidade do lugar embaçou a lente da câmera e prejudicou o registro das imagens do vídeo abaixo, mesmo assim, dá para perceber a beleza e a dificuldade de se pedalar. A umidade é normal ali, pois há muitas nascentes e que estão sendo respeitadas suas margens que estão desprotegidas e expostas, porque não há mata ciliar alguma, o pasto tomou conta de tudo. Assim, o Córrego do Barreiro que fornece a água que chega nas residências da cidade de Garça e é alimentado por estas nascentes, sente o problema com a diminuição do volume  de água e assoreamento de suas margens. Logo, podemos concluir  que a negligência com o meio ambiente que parece nada ter a ver com a gente, tem sim, pois está ligado diretamente a qualidade da água que nos é fornecida, o reflexo pode ser sentido na prática.

No dia que foi feito as imagens não foi possível registrar os tucanos que assiduamente aparecem por ali e deu nome a trilha, mas eles não deram o ar da graça para contemplação e alegria nossa.Tudo bem, eles já apareceram ali diversas vezes, fica quem sabe para a próxima vez,  mas de qualquer maneira, só o fato de tucanos serem vistos tão perto da cidade já demonstra a força e resistência da natureza face todas as ações dos homens que destroem o habitat natural dos animais na procura obsessiva majorar seus ganhos imediatos, mesmo que haja comprometimento com seus ganhos de meio a longo prazo.

Rudi Arena

Gália por Trilhas Alternativas

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Esta trilha é umas das melhores maneiras para chegar até Gália, pois possibilita passar pelos mais diferentes terrenos e encarar grandes descidas, subidas, grama, terra, asfalto, e  não ter a companhia de carros a maior parte do tempo também colabora para um pedal mais agradável. Por tudo isso que Gália é um dos caminhos preferidos para os praticantes de MTB da cidade de Garça, pois são muitas as vias disponíveis para ir de Garça a Gália, como a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, a estrada de afasto pela venda seca, a estrada de terra do Saltinho, somando a isso, tem a estrada da companhia inglesa e também várias trilhas por dentro de fazendas, que passa por meio de cafezais, eucaliptos, seringueiras, pastos, matas, etc. Isso tudo é um prato cheio para quem curte MTB, ainda mais que pode fazer sempre um caminho diferente na ida e na volta, aumentar ou encurtar o pedal conforme o contexto do momento.

Neste pedal, tomamos uma tubaína em Gália e voltamos pela Fazenda Dinamérica, nos banhamos em um  pequeno rio que corta a propriedade  e depois de muita subida e pirambeira, voltamos para Garça, um tanto cansado. Apesar do pedal ter sido de pouco mais de 40 km, as fortes subidas, os inóspitos terrenos percorridos e o ritmo acelerado do pedal,  cansa, mais um cansaço gostoso, com uma agradável sensação de mais um pedal realizado com êxito. Ops, êxito mesmo seria se todos os 08 ciclistas que partiram para Gália tivessem voltados pedalando, mas isso não foi possível, porque uma uma das bikes quebrou no centro de Gália, e sem concerto, nosso companheiro de pedal precisou ter que ser resgatado por um veículo de quatro rodas. Realmente, foi uma pena, mas o pedal não podia parar, e não parou, que o ciclismo continue a cada dia ganhando mais adeptos, seja para andar de speed no asfalto, ou de MTB na terra, ou para fins de mobilidade urbana, que as duas rodas sem combustão ganhe o valor e respeito que merece.

Rudi Arena

Cachoeira da União Saindo na Estrada da Bomba

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Este pedal apesar de curto, não deixa se fazer ciclista suar, e é uma trilha muito tranquila e prazerosa para pedalar. A trilha começa em uma estradinha de terra atrás do Bosque Municipal de Garça-SP até pegar em uma bifurcação que leva em direção aos vales que existem naquela direção. Porém, antes de chegar a descer o vale, é preciso pegar um trio de boi a esquerda até deparar com as águas de um pequeno rio, que deve ser seguido rio abaixo por alguns metros até chegar na cachoeira. Tudo isso é feito em cerca de 10 ou 15 minutos e a distância da cidade é de cerca 2 a 3 km, um belo lugar, que possui uma visão privilegiada da natureza  e com direito a um banho de cachoeira de água limpa, mas que dependendo do dia pode estar com areia, consequência do processo de assoreamento decorrente da ausência de mata ciliar em alguns trechos do curso do rio, o que aliás, é muito comum não só nesta região, mas no Brasil inteiro.

Após a pausa para se refrescar na cachoeira, é hora de seguir o pedal, e para não voltar pelo mesmo lugar, a opção é seguir costeando os vales a esquerda, pois escapar das subidas não é possível por nenhum caminho, é o preço que a cachoeira cobra, então seguimos em frente,  passamos por uma represa, andamos por umas ruas de café até chegar na estrada de terra da Bomba do SAEE que nos levou de volta a cidade. Pedal leve, curto e rápido, mas que proporciona belas paisagens, cachoeira, e é de fácil acesso. Abaixo, segue dois vídeos da mesma trilha, mas em dias diferentes, aproveito para agradecer o Thiago Guimarães, vulgo Bulho, pela bela edição do vídeo da trilha feita dia 23/02/2013. O outro vídeo é de 21-01/2013.

Rudi Arena

Fazenda Floresta (Lupércio-SP)

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Esta é uma Fazenda que se propõe a ser de Eco-Turismo. Chegamos lá a princípio apenas para almoçar, mas não era possível pagar apenas o almoço, então desembolsamos os R$38,00 solicitados que incluía além do almoço, passeios pelas cachoeiras, piscina,entre outras coisas.

Apesar do lugar ser muito bonito, o que quebra um pouco o encanto é o tamanho das intervenções realizadas no curso do pequeno rio que passa pela propriedade. Ver grande parte do fundo do rio concretado, com um grande sistema de engrenagens para aumentar ou diminuir a vazão da água conforme conveniência do proprietário foi realmente chocante, assim como tomar um banho de cachoeira e sentir que seus pés estão sob  um concreto e não areia ou pedra como é natural.

Acredito que é tolerável fazer pequenas intervenções para facilitar a acessibilidade de pessoas que não poderiam chegar até a cachoeira pelas dificuldades naturais existem, mas no caso, houve um exagero desnecessário, pois as obras dos homens acabaram ofuscando a beleza natural do lugar e um dia, a natureza pode cobrar o preço por tamanho desrespeito. Para uma propriedade que se julga ecologicamente correta e vende isso a seus turistas, não caiu nada bem modificar tanto assim o que a natureza fez.

A fazenda também possui, alguns animais em cativeiro, como tucano e jabuti, e ainda tem uma pequena exposição de objetos antigos que são interessantes. Apesar da decepção por tanto concreto junto a natureza, valeu a pena a visita a Fazenda, seja pelo almoço muito bom de comida no fogão a lenha ou pelo banho de cachoeira, mas a indignação com tanto concreto demorou para passar.

 

 

Rudi Arena

 

O Dedo de Deus? Lupércio-SP

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As maioria das imagens foram gravadas a margem da rodovia federal, BR-153 em um trecho de serra na cidade  de Lupércio-SP, também conhecida como rodovia da morte, ela é famosa por seus acidentes e o pesado trânsito de caminhões. Por falar em morte, andar a beira de um precipício enorme, com caminhões passando a todo momento lá embaixo não é uma sensação mão muito agradável, é como se morte estivesse literalmente ao lado, pois um pequeno deslize em direção da rodovia, seria certamente  letal.

A visão lá de cima é maravilhosa, realmente só a vista do horizonte já foi muito gratificante, mas o medo também não deu o ar da graça, pois o lugar parece querer sempre mostrar como somos vulneráveis. Assim, além da visão peculiar que o pico proporciona, ficou ainda a reflexão da fragilidade do corpo  humano.

 

Rudi Arena

Cascatinha (31/12/2012)

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Véspera de ano-novo é dia pedalar também, por que não? E o destino foi uma bela e escondida cachoeira da Fazenda Cascata. Apesar de ser perto da cidade, a 11 km de distância da cidade de Garça-SP,  ter água limpa e a cachoeira ter um ambiente agradável e uma queda de água revigorante. Nunca vi ali sinal de pessoas, alguém que tenha ido até lá ou que já tenha ao menos ouvido falar dela. É  preciso dizer porém, que ela apesar de perto não é tão acessível, ainda mais atualmente, que o pasto em volta não tem mais rebanho bovino, logo, não tem mais o trio de bois para chegar até próximo a cachoeira. Só retou então ter que encarar um pasto com grama alta, difícil de pedalar e mais adiante, um um mato bem alto para atravessar, sem contar que para descer, além de ser ingrime, não tem picada, é preciso levar o mato no peito, mas sempre vale a pena a recompensa.  Ainda mais neste dia, que pudemos constatar que a água da cachoeira estava limpa e cristalina, como nunca havíamos vistos. Nem precisa falar que o lugar é tranquilo, né? Mais ainda, porque, infelizmente os macacos não deram o ar da graça como da última vez que lá estivemos. Entretanto, ao menos um belo passarinho vermelho apareceu para colorir e alegrar o ambiente, tanto na entrada da mata da cachoeira quanto na saída desta, ele estava só de butuca, pousado inerte na grama, observando o seu redor. Acredito que esta ave seja um Surucuá-de-Barriga Vermelha (Trogon Curucui), mas como não sou um Ornintólogo, vai saber qual espécie é esta, pois nossa fauna é farta e normalmente, não temos a mínima dimensão de toda a riqueza animal que está a nossa volta.

Rudi Arena