Fomos a convite do Professor Renato em um pedal saindo da cidade de Garça com destino a Pousada Gávea na cidade de Lupércio onde houve uma clinica de pilotagem.
Saímos pontualmente às seis e meia da manhã acompanhados por dois carros de apoio e do mecânico Vini da Black Bikes.
Éramos em torno de vinte pessoas e, na sua maioria iniciantes na prática do Mountain Bike. Era evidente o “brilho nos olhos” das pessoas durante o pedal.
O número de praticantes do Mountain Bike aumentou exponencialmente em 2020, apesar da crise vivenciada com a pandemia. As pessoas estão carentes desse contato com a natureza.
E, nesse quesito a Pousada Gávea é sensacional, pois, possui estrutura diferenciada para receber os visitantes além da paisagem natural deslumbrante com três cachoeiras de tirar o fôlego.
A quilometragem total foi de 70 quilômetros e valeu a pena fazer novas amizades e, ver as pessoas se apaixonando pela piramba, me lembra quando fui picado por esse esporte maravilhoso!
Aliás, parabéns ao Renato por essa iniciativa em ajudar tantas pessoas a iniciar na bicicleta, com certeza ele jamais será esquecido!
As Ruínas da Lagoinha estão localizadas na região sul de Ubatuba e são compostas pelo que restou do antigo engenho da Fazenda do Bom Retiro, e dos pilares da suposta primeira fábrica de vidros do Brasil, estes na entrada de um condomínio na beira da rodovia Rio-Santos na Praia da Lagoinha.
As ruínas da antiga Fazenda Bom Retiro, construída em 1828 por um dos primeiros proprietários da Lagoinha, o engenheiro francês João Agostinho Stevenné, são remanescentes de uma Ubatuba próspera, quando seu porto exportava a produção Vale Paraibana, trazida pelos tropeiros. Nesta fazenda foram produzidas toneladas de açúcar e cachaça pela mão-de-obra escrava.
Outro importante proprietário desta fazenda, foi o Capitão Romualdo, já no final do século XIX, dono de plantações de café e cana de açúcar, fabricante e exportador de aguardente e açúcar mascavo. O Capitão morava no casarão da fazenda com sua esposa Mariana, e não tiveram filhos, mas tratava todos os que lhes serviam como seus parentes, e a sua fama honrosa não foi só por sua riqueza, mas sim, por sua humanidade com os negros escravos.
As ruínas foram tombadas pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo em 1985, com o objetivo de proteger e valorizar o patrimônio histórico do município.
O terreno onde se encontram as Ruínas da Lagoinha foi doado pelo Senhor Jamil Zantut e sua esposa Benedicta Corrêa Zantut à FundArt, em 19 de outubro de 1989, e até hoje é mantido e administrado pela Fundação.
O local é aberto para visitações e tem sido cenário para filmes e ensaios fotográficos.
O destino inicial do pedal era chegar na Lendária Cachoeira do Gaia, muito frequentada e conhecida pelos garcenses da antiga, aproximadamente há 30 anos, ouvia-se falar muito desta cachoeira, principalmente em aos moradores da Vila Rebelo. Nas realidade, não se trata apenas de uma cachoeira, mas sim de um complexo de cachoeiras, mas infelizmente não foi possível explorar todas elas nesse dia. Hoje, com a expansão da malha urbana em Garça-SP, a cachoeira hoje fica mais próxima da cidade ainda, mais especificamente perto do bairro do Frei Aurélio e do Monte Verde. O lado ruim desta proximidade, ela que ela acaba por sofrer com a poluição do lixo jogado na cidade, com as chuvas, esse lixo acaba descendo em direção ao começo do Rio Tibiriçá, por isso é possível achar muito plásticos na cachoeira, o que é lamentável para um lugar em que a natureza foi tão generosa.
O Caminho a Beira do Vale do Rio Tibiriçá
Depois de chegar na Cachoeira do Gaia pela estrada de terra que existe ao final do distrito de indústrias de Garça, resolvemos seguir beirando o vale do Rio Tibiriça e logo avistamos uma linda cachoeira à distância. Então chegar até ela passou a ser o nosso objetivo dali em diante, mas sempre pedalando pelo pasto e contornando o vale. Assim passamos por atrás do bairro São Lucas, do aterro sanitário e do prédio do SAPROMI, e seguimos adiante, afastando-se da zona urbana.
O Pico do Carcará
Com o sol já caindo, enfim, chegamos na cachoeira, conhecida como Pico do Carcará, pois são muitas aves dessa espécie que circundam o lugar. De cima do pico, a visão é estonteante, um patrimônio natural pouco conhecido e preservado do município, próximo do aeroporto e da Estação de tratamento de Esgoto do SAEE. No total, foram pouco mais de 20 km pedalados, mas em razão do terreno, geralmente de grama e trios de boi, o pedal é um tanto arrastado, ainda mais porque são muitas as cercas a serem atravessadas. Mas só o visual de pedalar avistando uma linda cachoeira já compensa qualquer esforço, a parte ruim mesmo é o mal cheiro de quando aproxima da estação de tratamento de esgoto, mas é assim mesmo, tudo tem o seu custo.
Rudi Arena
Cenas exclusivas feitas pelo nosso amigo Vicente Conessa com o novo Piramba Cop, muitas outras belas imagens aéreas de Garça ainda virão:
Mais um perigo que um dos nossos pirambeiros passou poucos dias depois de um outro susto que aconteceu na estrada da Cia Inglesa. Em um noite de inverno em que o destino do pedal era ir para Álvaro de Carvalho pela pirambeira, pela bairro de Itiratupã do distrito de Jafa, por lá, não existe rodovia ou estrada de terra para chegar, mas com farol, a falta da luz natural do sol não foi problema para o Piramba MTB.
Na situação retratada pelo vídeo, o problema foi a ponte, ou, o que existe do lado da ponte, na realidade, pode não ter sido um problema e sim uma solução, já que do lado da ponte corre um rio e foram as águas deste que acabou por amortecer a queda do nosso amigo que caiu da ponte quando se desequilibrou ao passar de bicicleta por ela. É que existe um grande desnível de altura entre as tábuas que compõe a ponte, e quando o pneu pegou esse desnível o nosso mais novo Pirambeiro perdeu o controle da magrela e caiu com tudo no leito do rio.
A sorte é que só foi um susto, embora tenha ficado molhado para continuar o pedal noturno com a friaca das noites de inverno. Mas por outro lado, poderia ter uma pedra, um toco, uma estaca, mas ainda bem que não havia nada disso e depois esta situação acabou virando um momento de descontração logo após o susto, e foi nessa hora que foi feito o vídeo aqui postado.
Fica mais um alerta, todo cuidado é pouco, acidentes acontecem, mas é preciso tomar cuidados que diminuam a possibilidade de ocorrer um, a passagem por pontes sempre merece uma atenção especial, ainda que de carro. E no caso dessa ponte, o perigo é grande , pois tem várias partes com grande desnível, se estiver alta velocidade e o pneu passar de lado pela saliência, perde-se fácil o controle da bike.
Isso também já aconteceu comigo quando depois de uma longa e íngreme descida, ao passar com velocidade pela ponte da estrada do saltinho, muito parecida com esta em Álvaro de Carvalho, a bike deu um solavanco ao passar pelo desnível, perdi a frente, e assim que a bike atravessou desequilibradamente pela ponte, foi com tudo para um lado e bateu forte em um barranco, o que entortou muito a roda, só que poderia ter sido pior se tivesse caído da ponte.
Esse vídeo de bike mostra a importância de não andar sozinho e como um segundo de distração pode ser fatal. No caso foi só um grande susto, mas poderia ter sido pior. Só agradecer que nosso amigo saiu ileso e nasceu de novo. Todo cuidado é pouco, o perigo mora logo aí.
O que salvou foi uma voz amiga avisar em cima da hora, foi o que certamente fez a diferença entre a vida ou a morte quem sabe, por isso, é sempre melhor andar com mais gente do que sozinho, pois assim, acaba que um vela do outro de alguma forma. o caminhão que vinha com velocidade tirou em cima, fez o que estava ao seu alcance, assim como nosso pirambeiro que assim que ouviu o alerta fez que podia. Foi por um triz. A cena é impactante, quem viu na hora diz que foi muito pior do que aparenta no vídeo.
um amigo ao lado é importante para muitas situações, como a quando quebra uma corrente ou precisa trocar um pneu, quando quebra a bike e tem que ser rebocado, quando acontece uma queda, para um apoio moral quando está esgotado, o socorro amigo é muito importante nessas hora, e também em outras circunstâncias diversas.
Rudi Arena
“Não é amigo aquele que alardeia a amizade: é traficante; a amizade sente-se, não se diz…”
Machado de Assis in: Joias do Pensamento Brasileiro, Ed. Tecnoprint S.A, p. 38
“Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!”
A aproximação do inverno não é empecilho para o Piramba MTB aproveitar em peso uma das cachoeiras mais belas de Garça. A Cachoeira da Enseada foi a escolha da vez, mas nem todos arriscaram entrar em suas águas gélidas. De qualquer forma, foi uma ótima oportunidade para rever amigos, jogar conversa fora e dar boas risadas.
São duas cachoeiras na sequência, a mais bela é também a que tem o acesso mais difícil, pois é preciso descer escalando um pequeno paredão, apoiar o pé em uma raiz suspensa e confiar nela, não tem plano B, o que dá uma pitada de aventura e emoção para pedal.
Como a cachoeira é perto de Garça. ceca de 10km da cidade, e ainda tinha tempo para pedalar mais, resolvemos esticar até a Fazenda Igurê que sempre é um prato cheio para os amantes do mountain bike. Passamos por uma de suas lindas represas e depois pela capela, e a ali, a imagem de uma cerejeira toda florida chamou muito a atenção pela sua beleza. Não poderia ter sido melhor. Pedal top com galera top e uma cena mais top que a outra.